As 12 estátuas da Joana d’Arc em Paris

As 12 estátuas da Joana d’Arc em Paris

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Antes de apresentar as 12 estátuas da Joana d’Arc em Paris vou resumir rapidamente um pouco da vida desta jovem mulher que morreu aos 19 anos queimada viva numa fogueira, e anos mais tarde se tornou heroína e Santa Padroeira da França.

História:

Joana d’Arc nasceu em 6 de janeiro de 1412, na cidade de Domrémy, região a leste da França, no departamento dos Vosges. Cidade que atualmente se chama, Domrémy-La-Pucelle (Domrémy-A-Virgem), em homenagem a sua ilustre habitante.

Filha de Jacques d’Arc e Isabeau, lavradores da região. Quando menina, nada a distinguia das outras crianças do vilarejo em que morava. Era iletrada, muito católica e alegre.

Foi a partir dos 13 anos que começou a escutar as vozes de São Michel (na aparência de um soldado vestido em armadura), Santa Margarida (Margarida de Antioquia), e Santa Catarina (Catarina de Alexandria) pedindo que fosse ao encontro do rei Carlos VII, (1422-1461), para ajudá-lo a expulsar os ingleses que haviam ocupado uma grande partes dos territórios frança, e depois acompanhá-lo em sua coroação, na Catedral de Notre-Dame de Reims.

Joana d’Arc e as vozes celestes (1893),
de Diogène Ulysse Napoléon Maillart (1840-1926).

As vozes continuaram até completar 16 anos, quando então resolveu contar para seu tio, Durand Laxart, o que estava acontecendo. Imediatamente, levou-a ao encontro de Robert de Baudricourt, governador do rei Carlos VIII, e capitão da fortaleza Vaucouleurs, cidade vizinha de Domrémy.

Um encontro que nada serviu, pois o capitão não acreditou em nada na história da jovem. Pensando ser mais uma iluminada, mandou-a de volta para casa, aconselhando que fosse punida pelos pais.

Aos 17 anos, após os ingleses tomarem a região da Lorraine, Joana d’Arc fugiu com seus familiares para cidade de Neufchâteau, e ficou aguardando uma nova oportunidade para encontrar o capitão Baudricourt, na fortaleza de Vaucouleurs.

Ainda séptico com a histórias das visões, Baudricourt, depois de certificar-se junto ao padre local da cidade que Joana d’Arc não era uma impostora, autorizou que ela fosse escoltada por Jean de Metz e Bertrand de Poulengy, até o rei Carlos VII, que se encontrava cercado pelos ingleses, na fortaleza de Chinon, no Vale do Loire.

Para atravessar a região da borgonha, aliados ao ingleses, Joana d’Arc precisou se vestir de homem para não chamar muita atenção pelo caminho, e seguir os passos dos soldados pelas florestas, para poder entrar na fortaleza.

Ao chegar em Chinon, levaram Joana para o grande salão do castelo para o encontro com o rei. Segundo contam, como ela nunca o tinha visto, fizeram um teste para saber um pouco mais sobre suas divindades, e também para proteger o rei contra um possível plano de assassinato. Vestiram um membro da corte de rei, e o colocaram no trono, enquanto que o verdadeiro rei Carlos VII, ficou junto a platéia assistindo a cena.

Joana d”Arc assim que entrou no salão, não precisou de muito tempo para encontrar o verdadeiro rei no meio dos súditos.

Surpreso e incrédulo Carlos VII viu Joana se aproximar, ajoelhar, e se apresentar:

“Senhor meu Rei, sou Joana, a Donzela, vim conduzir o seu exército à vitória, expulsar os ingleses da França, e lhe acompanhar na sua coroação, em Reims”!

Após uma conversa entre os dois, em particular, e que ninguém sabe o que foi dito, o rei ordenou para que mulheres sábias verificassem se Joana d’Arc era realmente virgem, e que as autoridades eclesiásticas de Poitiers também verificassem se realmente ela escutava as vozes dos Santos em questão.

Assim que os exames foram completados e confirmados que Joana d’Arc era mesmo uma jovem iluminada, Charles VII, ordenou que fosse entregue a ela, uma armadura com espada e capacete, e o comando de alguns homens para se a juntar ao último grupo de soldados que estavam em partida para socorrer e liberar Orleans das mãos dos Ingleses. Jean de Metz foi um desses fiéis companheiros de batalhas.

Em 8 de maio de 1429, graças a sua bravura, a cidade de Orleans foi liberada e salva da ocupação. Para muitos, um verdadeiro milagre, mas para Joana d’Arc e seus soldados, a tomada da cidade estava designado por Deus, provando para o rei, que sua missão era divina e certa.

Com essa vitória, seguiram outras; Auxerre, Troyes, Chalons e finalmente Reims, onde o rei Carlos VII, em 17 de julho de 1429, seguindo os conselhos e vozes da Joana d’Arc, pôde ser consagrado rei da França, e receber o que lhe faltava, o poder temporal de Deus, nas suas decisões na terra.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Joana d’Arc na coroação do rei Carlos VII (1854), por D. Ingres. Museu Louvre.

Algum tempo depois, o rei vendo popularidade de Joana d’Arc e a confiança que os soldados tinham nela, enciumado pela fama e por suas vitórias militares, começou a lhe tratar com desdém e insignificância.

Em 23 de maio de 1430, Joana d’Arc em uma saída da fortaleza para defender a cidade de Compiègne (próximo a Paris) se viu cercada pelos inimigos, e ao tentar voltar as pressas para cidade, os portões foram fechados na sua frente.

Segundo dizem, foi uma traição do rei Carlos VII, que ordenou ao seus homens de confiança, que a deixasse ser capturada pelos borgonheses.

Joana d’Arc capturada. Manuscrito de Martial d’Auvergne (por volta de 1484)

Vendida aos ingleses, por dez mil “livres tournois”, moeda francesa, cunhada antigamente na cidade de Tours.

Acusada de bruxa herética, ficou presa no Castelo du Bouvreuil, em Rouen, rezando para que fosse ajudada pelo papa, e pelo rei Carlos VII.

Joana d’Arc sendo levada para fogueira, de Isidore Patrois. Rouen. Museu de Belas-Artes.

Mas nem um, nem outro fizeram nada para libertá-la, ao contrário o rei enviou o bispo de Beauvais, Pierre Cauchon para participar como acusador, no processo de heresia, juntamente com eclesiásticos ingleses.

Morte de Joana d’Arc na estaca (1843), de Hermann Stilke. Museu Hermitage.

Em 30 de maio de 1431, Joana d’Arc foi condenada culpada de ser “cismática, apóstata, mentirosa, adivinhadora, herética, errante na fé, blasfemadora de Deus e dos santos”. E foi queimada viva, na Praça du Vieux-Marché, em Rouen.

Em 1455, a pedido do papa Calisto III (1455-1458) o processo foi revisado, e em 1456 foi julgado nulo, e todas as conclusões, sem valor.

Em 18 de abril de 1909, Joana d’Arc foi beatificada pelo papa Pio X (1903-1914), e canonizada em 16 de maio de 1920, pelo papa Bento XV (1914-1922).

Foi instituído em 1920, no dia 8 de maio, (data da liberação de Orleans em 1429), a Festa Nacional da Joana d’Arc e do Patriotismo, tradicionalmente celebrada no segundo domingo do mês de maio, em frente a estátua equestre da heroína, na Praça das Pyramides, em Paris.

Em 30 de maio, (dia do martírio e morte) é comemorado seu feriado religioso.

Inscrição na medalha: “Santa Joana d’Arc padroeira da França/ Orai pela França”.

Em 16 de maio de 1922, foi proclamada Santa Padroeira da França, pelo papa Pio XI (1922-1939).

Quanto ao rei Carlos VII, conseguiu por fim a Guerra dos 100 anos, (que durou na realidade 117 anos) expulsando os ingleses em 1458, de uma parte da França.

O mito Joana d’Arc:

Joana d’Arc, mito, heroína da História da França, santa, guerreira, símbolo de patriotismo e da resistência contra a opressão estrangeira foi representada por inúmeras estátuas públicas e particulares, espalhadas em praças e igrejas de todo o país.

No final do século XIX e XX, estátuas equestre e outras onde Joana d’Arc se encontra de pé ou ajoelhada orando, tornou-se o melhor meio de propaganda para aliar a população as causas nacionalistas, e a melhor idéia para reforçar a união nacional do país, em torno de um mito heroico.

Somente em Paris, existem quatro grandes estátuas equestre da Joana d’Arc e muitas outras representadas em pé, ou ajoelhada orando.

As 4 estátuas equestres de Joana d’Arc:

Antigamente ter uma estátua equestre era reservado somente aos reis que gostavam de ser lembrados e homenageados por suas proezas militares, (conquistas e vitórias) como: Henrique IV, Luís XIII, Luís XIV. A imagem do poder real.

As estátuas equestres de Joana d’Arc procuram demonstrar a força e determinação da personagem. Montada em um cavalo vigoroso, segurando uma espada, e o estandarte
fixado na cela tremulando ou segurado por ela mesmo, realça sua imagem de mulher firme e forte nas suas convicções de liberdade, vitórias e de mensageira divina.

1 – Place des Pyramides (1874), de Emmanuel Frémiet.

Após a humilhante derrota da França para Prússia (1870), e o exílio de Napoleão III (1871) para Inglaterra, os governantes da terceira República buscavam uma forma de motivar, e dar esperança e orgulho ao povo francês, que andava desprestigiada e com a moral em baixa.

Tiveram então a brilhante idéia de encomendar a estátua de uma personagem que ninguém pudesse contestar seu valor histórico, heroico, nacionalista e patriótico. Um símbolo forte o bastante para levantar a autoestima da população e dos militares, no caso a escolhida foi Joana d’Arc.

Algumas estátuas de Joana d’Arc já haviam sido realizadas anteriormente em Orleans e Versalhes, mas nenhuma em cima de um cavalo.

A 1° estátua equestre da Joana d’Arc inaugurada em 1874, na Praça des Pyramides, rue de Rivoli (75001), foi encomendada ao escultor mais renomado da época, Emmanuel Frémiet (1824-1910).

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátua equestre de Joana d’Arc, de Frémiet. Praça des Pyramides. Paris.

Em 1429, bem próximo dali onde foi erguida a estátua na praça das Piramides, Joana d’Arc havia sido ferida tentando tomar Paris, das mãos dos Ingleses.

Por essa localização simbólica e politicamente estratégica, o monumento hoje certamente é o mais conhecido de Paris, e talvez no mundo.

Curiosidade sobre a obra:

Essa estátua de E. Frémiet tem um história que poucos sabem. Algum tempo depois de ter sido inaugurada, a escultura do cavalo começou a ser muito criticado como um trabalho mal feito, pois a achavam de um olhar triste, pouco valente, cabisbaixo, e sem brilho, indigno de ser montado pela heroína do país.

Foto 1880.

Chateado pela repercussão negativa, E. Frémiet que já trabalhava em outra encomenda da mesma estátua para cidade de Nancy, procurou uma maneira de substituí-lo, sem chamar atenção dos parisienses.

Em 1989, enfim a oportunidade surgiu, quando o monumento foi retirado do local para que fosse realizado a construção das galerias subterrâneas da primeira linha de metrô de Paris, (atual linha M 1), sobre toda extensão da rue de Rivoli, e que deveria estar em funcionamento antes da abertura da Exposição Universal de 1900.

Obras do metrô linha M 1, em 1899. Foto: RATP.

Frémiet aproveitando que os olhos de todos estavam voltados para as obras em andamento da Exposição Universal, com recursos próprios, e sem dizer nada a ninguém, trocou o mal falado cavalo de Paris, pelo cavalo de Nancy, agora bem mais vigoroso, forte, e imponente. E ainda para disfarçar a substituição, pintou o antigo bronze do monumento, todo em dourado.

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Estátua equestre de Joana d’Arc, de E. Frémiet. Praça des Pyramides. Paris. Foto: mk808.

Joana d’Arc foi escolhida para que o povo pudessem ter novamente orgulho de serem franceses. Uma homenagem póstuma a uma mulher heroica, forte e fiel.

2 –  Place Saint-Augustin (1900), de Paul Dubois.

O escultor Paul Dubois (1829-1905) recebeu como encomenda, a realização de quatro exemplares da estátuas equestres em bronze, da Joana d’Arc.

A 1° encomenda foi oferecida a cidade de Reims, e instalada em 14 de julho de 1896, na Praça du Cardinal-Luçon, (51100), próximo a Catedral de Notre-Dame de Reims. Uma homenagem a vinda de Joana d’Arc na Catedral, em 17 de julho de 1429 onde estava acompanhada do rei Carlos VII, na sua sagração e coroação.

A 2° encomenda é a 2° estatua equestre da Joana d’Arc em Paris erguida em 1900, na Praça Saint-Augustin, (75008), em frente a Igreja Saint-Augustin. Joana d’Arc, símbolo dos valores patrióticos do país, foi instalada em frente a igreja com o propósito de reforçar a mensagem divina que recebeu, e ao mesmo tempo educar a população sobre o passado histórico que a França viveu, como a Guerra dos cem Anos e a liberação do país pela jovem santa.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátua equestre de Joana d’Arc, de Paul Dubois. Praça Saint-Augustin.

Instalada para ser vista e apreciada num local de grande circulação de veículos e passantes, e aos grandes Bulevares Haussmanianos.

Estátua equestre de Joana d’Arc, de Paul Dubois. Praça Saint-Augustin. Foto: Sirem-Com

Essa obra do escultor Paul Dubois (1829-1905) se diferencia da estátua equestre da Praça de Pyramides, (de Frémiet), pelo gestual de Joana d’Arc. Nesta ela está com armadura e capacete e viseira, olhos e a espada voltados para o céu, simbolizando a determinação no cumprimento das ordens que recebeu dos santos Miguel, Margarida e Catarina, enviados por Deus.

A base de pedra contém inscrições educativas para que todos saibam um pouco da vida e da história da Santa Joana d’Arc.

Base da Estátua de Joana d’Arc, na Praça Saint-Augustin, Paris (75008).

Jeanne d’Arc (1412-1431) à l’âge de 17 ans entreprend de chasser les ennemis hors de France. Elle fait lever le siège d’Orléans, détruit l’armée anglaise à Patay, conduit Charles VII à Reims et le fait sacrer roi. Blessée en voulant délivrer Paris, elle est prise devant Compiègne et brûlée vive par les Anglais à Rouen. Elle avait 19 ans.

Joana d’Arc (1412-1431) aos 17 anos de idade compromete-se a caçar os inimigos fora da França. Ela levantou o cerco de Orleans, destruiu o exército inglês em Patay, levou Carlos VII a Reims e o fez coroar rei. Ferida enquanto tentava liberar Paris, ela é presa em frente a Compienha e queimada viva pelos ingleses em Rouen. Ela tinha 19 anos de idade”.

Todas as outras estátuas de Joana d’Arc, no entanto, não incluem textos explicativos. A vida de Joana d’Arc era conhecida e detalhada em livros didáticos específicos nas escolas, durante a 3° República, que preparava as crianças e jovens psicologicamente para uma possível guerra que se tramava na Europa, e que efetivamente aconteceu entre 1914-1918, com a trágica, 1° Guerra Mundial.

A 3° encomenda foi erguida em Estrasburgo, em 1922, na Praça Arnold, (67000), na lateral da Igreja Saint-Maurice. Destruída pelos nazistas em 1940, os pedaços ficaram escondidos por um habitante até o fim da guerra, foi restaurada e inaugurada em 1964, na mesma praça Arnold.

A 4° encomenda terminada em 1922, e inaugurada em 1923, no parque Meridian Hill Park, em Washington, nos Estados Unidos, em presença do presidente americano Warren G. Harding e o embaixador francês da época. Essa cópia foi oferecida pela Sociedade das mulheres da França para a todas as mulheres americanas. A espada foi roubada em 1978.

3 – Basílica do Sacré-Coeur (1927), de Hippolyte Jules Lefèbvre.

A 3° estátua equestre de Joana d’Arc em Paris foi realizada pelo escultor francês Hippolyte Jules Lefèbvre (1863-1935), e se encontra na fachada principal sobre pórticos da entrada da Basílica do Sacre-Coeur em Paris, juntamente com a estátua equestre de Luís IX (1226-1270), rei francês, canonizado em 11 de agosto de 1297, sobre o nome de São Luís.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátuas equestres de São Luís (à esquerda) e Joana D’Arc, (à direita). Obra de Hippolyte J. Lefebvre.

Escultor do estilo acadêmico e patriótico, Hippolyte J. Lefebvre, realizou as duas estátuas que parecem estarem prontas para voarem sobre a capital francesa, e liberá-las das ocupações e forças inimigas.

São Luís (lado oeste) símbolo da Justiça, está segurando com a mão direita, uma espada virada para o solo formando uma cruz, com o suporte transversal, e na outra mão, segurando a coroa de espinhos, que trouxe de Constantinopla para a Santa Capela, (na Ilha de la Cité).

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátua de São Luis, de Hippolyte J. Lefebvre.

Joana d’Arc (lado leste) é a Santidade combatendo o mal (ingleses e borgonheses). Representada de forma masculinizada, com olhar severo e decidida, veste um uniforme de batalha, com armadura, viseira e espada levantada para céu, pronta para o combate e expulsar os ingleses da frança.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátua de Joana d’Arc, de Hippolyte Lefèbvre. Basílica do Sacre-Coeur.

O autor das duas estátuas equestres, Hippolyte-Jules Lefebvre é filho de trabalhadores do Norte, premiado em Rome em 1892 e medalha de ouro na Exposição Universal de 1900, fez muitos desenhos modernos, contrastando com um certo academicismo de suas esculturas.

4 – Ponte de Bir-Hakein (1930), de Holger Wederkinch.

A 4° estátua equestre de Joana d’Arc a mais moderna e também a mais polêmica foi realizada pelo escultor dinamarquês, Holger Wedeekinch (1886- 1959), intitulada “La France renaissante” ou “A França renascente”, e se encontra na Ponte de Bir-Harkein, e na Ilha dos Cisnes, (Île aux Cignes).

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
“La France renaissante”, de Holger Wederkinch.

Instalada em 1930, na ponta ocidental, da ilha (lado torre Eiffel), a poucos passos da Ponte Bir-Hakein, (antiga Ponte de Passy) foi oferecida pela comunidade dinamarquesa ao município.

Estátua da Joana d’Arc, de Holger Wederkinch. Pont Bir-Hakein, Paris.

Na outra ponta dessa ilha, lado ocidental ou da ponte Grenelle, está uma cópia da verdadeira Estátua da Liberdade, de Auguste Bartholdi, (ler artigo aqui).

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Cópia da Estátua da Liberdade da Ilha dos Cisne, Paris.

As duas estátuas simbolizam a emancipação e liberdade contra a opressão dos homens.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátuas da lha dos Cisnes, Paris. Foto: Aleksandr Zykov.

A estátua da Ponte de Bir-Hakein desprende uma força inigualável entre todas as outras estátuas da Joana d’Arc, concentrando uma atitude vibrante de uma verdadeira guerreira em busca de um objetivo, liberar a França do domínio inglês.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátua Joana d’Arc, “La France renaissante”, de Holger Wederkinch. Paris.

Joana está montada em um cavalo fogoso, cabeça, crina e rabo erguidos com força por todos os lados. A posição do cavalo, em plana corrida, foi representado no momento exato em que seus quatro cascos se tocam, permitindo assim uma composição triangular que reforça o poder da determinação de Joana d’Arc em vencer a batalha.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Auréola da Joana d’Arc, de Holger Wederkinch. Ponte de Bir-Hakein. Paris.

Em volta do capacete, uma auréola representando sua santidade (sanificada em 1922). Seu olhar decidido e espada estão apontados para frente, enquanto que seu braço esquerdo segura o mastro com o estandarte inclinado para trás, dando a composição um dinamismo monumental para obra.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Detalhes braços Joana d’Arc, de Holger Wederkinch. Ponte de Bir-Hakein. Paris.

Um efeito massivo e completo. Um casamento perfeito entre a santa donzela e cavalo, unidos em um só corpo. Nenhuma sela ou estribo é esboçada. Ela se inclina na lateral do cavalo com os dois pés firmemente plantados nas pernas traseiras do cavalo, dando a impressão de velocidade e movimento.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Detalhes sela e pés da Joana d’Arc, de H. Wederkinch. Ponte de Bir-Hakein. Paris.

Mulher guerreira, com postura masculina, Joana d’Arc escapa dessas categorias de gênero. Na realidade, é acima de tudo um mito, assexuada, e símbolo tipico do patriota.

A estátua de Wederkinch, depois de 26 anos da sua inauguração, recebeu em 1956 uma opinião desfavorável do Conselho Municipal de Paris, para que não fosse incluída nas homenagens oficiais a Joana d’Arc. Acharam que a composição dinâmica e extremamente guerreira da estátua, fugia demais dos padrões iconográficos e tradicionais das representações oficiais realizadas sobre a santa.

Para evitar um problema diplomático com a Dinamarca, propuseram que o nome da santa Joana d’Arc não fosse mencionado, em troca pelo nome de “La France renaissante”.Proposta aceita, hoje ela é somente uma obra decorativa da Ponte Bir-Hakein, sem nenhum estatuto comemorativo.

As 8 estátuas em pé da Joana d’Arc:

1 – Boulevard Saint-Marcel (1891), de Émile-François Chatrousse.

“Jeanne d’Arc, libératrice de la France” ou “Joana d’Arc libertadora da França” é o tema dessa estátua de bronze, do escultor Émile-François Chatrousse (1829-1896), que se encontra no cruzamento do Boulervard Saint-Marcel com a Rua Jeanne d’Arc, Paris, 13° arrondissement.

A estátua de bronze de Chatrousse foi encomendada pela prefeitura de Paris, a pedidos dos habitantes da região. O mesmo modelo, antes de ser inaugurada em setembro de 1891, já havia sido exposta, em gesso, em 1887, no Salão dos artistas franceses.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Joana d’Arc libertadora da França de E.F. Chatrousse. Bd. Saint-Marcel. Paris.

Estátua em bronze, representando Joana d’Arc em pé, com armadura e espada na cintura , segurando com a mão direita o estandarte, e na outra mão, o escudo.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Cartucho Estátua Joana d’Arc. Bd Saint-Marcel, Paris

Na base de pedra tem um cartucho (ou cartela), onde está escrito o nome de Joana d’Arc, e as datas, nascimento e morte da heroína.

A estatua foi colocada nessa região devido aos nome das ruas e praça, relacionadas com a Joana d’Arc, como: “Rue Jeanne d’Arc”, “Place Jeanne d’Arc”, localizada em frente a Igreja, “Notre-Dame de-la Gare”, conhecida também por, “Église Jeanne-d’Arc”.

2 – Rue de la Chapelle (1888), de Félix Charpentier.

A Estátua Jeanne à l’étendard, de Félix Charpentier (1858-1924), encontra-se na entrada principal da Basílica de Sainte-Jeanne-d’Arc, no n° 18 rue de la Chapelle, Paris (75018). Chegou em 2004, transferida da Igreja de Saint-Denys de la Chapelle, vizinha de muro, e onde estava exposta desde 1894.

Em 8 de setembro de 1429, Joana d’Arc, esteve nessa Igreja de Saint-Denys de la Chapelle (construída em 1204) por duas vezes:

A 1° vez, passou orando uma noite inteira, pedindo proteção e graça para ela e todos os franceses, pois no dia seguinte sairia para enfrentar os ingleses e borgonheses, nos portões de entrada de Paris, próxima ao Louvre.

Ataque que culminou em uma frustante derrota. Joana d’Arc, além de não conseguir entrar na cidade, saiu ferida por um dardo de uma besta, (arma de dardos, acionado por gatilho).

Voltou a igreja uma 2° vez para ser tratada da flechada que recebeu na coxa direita.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Bsilica Sainte-Jeanne-d’Arc e Igreja Saint-Denys de la Chapelle. Paris (75018).

Com o fim da construção em 1964, da Basílica de Sainte-Jeanne-d’Arc, mais espaçosa para os fiéis, a comunidade local, em 2004, conseguiu uma autorização para que a estátua fosse transferida da Igreja de Saint-Denys de la Chapelle para essa nova igreja.

Colocada na entrada, junto ao muro da direita, a estátua “Jeanne à l’étendard”,
(“Joana com o estandarte”), de Félix Charpentier ficou mais em evidência e visível para todos que passam em frente.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Joana d’Arc, de F. Charpentier. Basílica de Sainte-Jeanne-d’Arc, Paris.

Estátua em ferro fundido, representando Joana d’Arc em pé, ao contrário de outras onde ela é representada masculinizada ou assexuada, está representada de forma bem feminina, vestindo uma armadura com saia curta de malha de ferro, com espada pendurada na cintura, botas pontiagudas e longas, dobráveis nos joelhos, segurando o mastro do estandarte com as duas mãos.

O escultor Félix Charpentier foi premiado em vários concursos e muitas de suas esculturas se encontram expostas por museus e jardins da França. Um artista infatigável, plástico, que sempre procurou dar formas e movimentos nas suas obras. Realizou mais de 350 esculturas durante toda sua carreira.

3 – Catedral de Notre-Dame de Paris (1920), de C. Desvergnes.

A EstátuaJeanne d’Arc bienheureuse” , (Joana d’Arc santíssima ou abençoada), de Charles Desvergne (1860-1928) encontra-se dentro dentro Catedral de Notre-Dame de Paris, no transepto sul.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Joana d’Arc orando, de C. Desvergnes. Catedral de Notre-Dame de Paris.

Representada por um modelo tradicional, vestindo armadura, saia longa, capacete e espada na cintura. Mãos juntas e posição de oração, e um olhar fixo , concentrado direcionado para o céu.

Após o fim da 1° Guerra Mundial, e a Joana d’Arc ter sido canonizada em 16 de maio de 1920, pelo papa Bento XV (1914-1922), Charles Desvergnes, um fervente religioso, começou a trabalhar várias encomendas de estátuas da santa, para Igrejas, jardins, mausoléus …

Escultor clássico e pouco ousado, conseguiu celebridade e fortuna após realizar uma série de estátuas em bronze da Joana d’Arc.

Em 1920, a administração da Catedral de Notre-Dame para lembrar a todos que o processo de reabilitação da inocência da santa ocorreu dentro da igreja , convidaram o escultor Charles Desvergnes para fazer a estátua da Joana D’Arc em pé agradecendo por essa santificação (ou orando pela França).

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Joana d’Arc, de C. Desvergnes. C. Notre-Dame de Paris. Foto: Alain Cheung.

Em 7 de maio de 1921, foi inaugurada no transepto sul da Catedral, e o resultado dessa composição acabou ficando diferente das outras feitas por ele, em bronze. Para acentuar a divindade da santa, Desvergnes reforçou a diagonal do mastro e estandarte, de forma diagonal, em frente a Joana d’Arc, essa forma diagonal o estandarte repousando na dobra do braço esquerdo acentua o tempo que Joana D’Arc leva para fazer a oração.

A adoração a Joana d’Arc, de heroína e mártir, passou a ser considerada como uma importante intercessora de Deus para as famílias que choravam seus mortos nos campos de batalhas e aos que pediam proteção para que nada de mal lhes acontecesse.

4 – Igreja antiga Saint-Honoré-d’Eylau (1837), de Marie d’Orléans.

A pequena estátua em gesso, da Joana d’Arc, realizada pela escultora-princesa Marie d’Orléans (1813-1838) da Igreja antiga Saint-Honoré-d’Eylau (Église ancienne Saint-Honoré-d’Eylau) é uma réplica de um original em mármore que se encontra na Galeria de “pierre basse”, no Castelo de Versalhes.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátua da Joana d’Arc, de Marie d’Orléans. Castelo de Versalhes.

A princesa Maria de Orleães era filha do rei da França, Luis Filipe de Orleães ( reinado 1830-1848) e com o apoio da família real, seguiu seus estudos de desenhos com o pintor holandês, Ary Scheffer (1795-1858). Impulsionada pelo seu professor e familiares especializou em esculturas.

Cópia da estátua de Joana d’Arc, Saint-Honoré-de-d’Eylau, Paris.

Em 1835, o rei Luis-Filipe, encomendou a sua filha, uma estátua da Joana d’Arc em pé, para decorar a futura Galerias Históricas de Versalhes, inaugurada por ele mesmo, em 1837.

Depois de muito estudo sobre a vida da santa, Marie de Orleães realizou uma estátua em mármore, vestida de guerreira, armadura da Idade Média, segurando uma espada como se fosse uma cruz, cabisbaixa, em plena oração.

Maria de Orleães apesar de uma talento reconhecido, não chegou a realizar muitos trabalhos, pois em 1838, aos 26 anos, morreu de tuberculose.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Joana d’Arc, de Marie de Orleans. Igreja Antiga Saint-Honoré-d’Eylau, Paris.

A réplica em gesso se encontra na lateral direita, da Igreja antiga Saint-Honoré-d’Eylau, na Praça Victor Hugo, em Paris (75016).

5 – Igreja da Madalena(1909), de François-Raoul Larche.

Estátua em mármore, da Joana d’Arc, do escultor francês, François-Raoul Larche (1860-1912), intitulada “Bienheureuse Jeanne d’Arc”, (“Bem aventurada Joana d’Arc”) se encontra no lado esquerdo, no interior da Igreja da Madalena, Place de la Madeleine, 75008 Paris.

Estátua Joana d’Arc, de Raoul Larche. Igreja da Madalena, Paris.

Cópia do original “Joana d’Arc guerreira inspirada pelo Céu”, que Raul Larche propunha para as igrejas da França. Foi adquirido em 1909, pelas jovens mulheres, (jeunes filles) e o clérigo da Igreja da Madalena.

Estátua em mármore, representando Joana d’Arc, inspirada pelo Céu (por Deus) estar pronta para combater os inimigos ingleses. Aparece vestida como guerreira, armadura, viseira levantada, botas com proteção para cavalgar, segurando com as duas mãos, uma pesada espada para o alto.

Raul Larche fez uma Joana d’Arc, heroica e patriótica, inspirada por Deus, onze anos antes de ela ter sido canonizada, em 1922.

6 – Igreja St-Philippe-du-Roule (1920), de Maxime Real del Sarte.

Pequena estátua da Joana d’Arc, em pé, do escultor francês, Maxime Real del Sarte (1988-1954), se encontra próxima ao altar no interior da Igreja Saint-Philippe-du-Roule
154 rue du Faubourg-Saint-Honoré, 75008, Paris.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Estátua Joana d’Arc, de Maxime Real del Sarte. Igreja Saint-Philippe-du-Roule, Paris.

A estátua de mármore da Joana d’Arc, instalada em 1920, fica na área do coro da igreja, próximo ao altar. Joana d’Arc em pé, veste uma capa cobrindo seu corpo, armadura, e saia longa, rosto e olhar direcionada para o céu, orando a Deus.

Maxime Real del Sarte tornou-se um renomado escultor alguns após ter sido ferido em 1916, durante a 1° guerra mundial, onde perdeu um braço. Mesmo com essa dificuldade para trabalhar, em 1921 ganhou o Grande Prêmio National des Belas-Arts de Paris com a escultura intitulada “Le Premier Toit”.

Busto Joana d’Arc, 163 rue Saint-Honoré, Paris, local onde foi ferida em 8 de setembro de 1429,
por Maxime Real del Sarte.

Fundou em 1930, uma importante associação chamada ” Les Compagnons de Jeanne d’Arc”, para reabilitação da memória da santa, junto ao Vaticano, que ainda continuava condenada nos registros da Igreja. Processo terminado 1939, com absolvição completa.

Durante toda sua carreira projetou mais de cinquenta memoriais de guerra na França e muitas estátuas de Joana d’Arc.

7 – Igreja Saint-Germain-des-Prés ( ? ), autor desconhecido.

Estátua de gesso, da Joana d’Arc, se encontra sobre uma base de pedra, no interior da Igreja Saint-Germain-des-Prés, 3 Place Saint-Germain des Prés, 75006, Paris. Autor e data desconhecido.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Joana d’Arc, Igreja Saint-Germain-des-Prés. Paris. Foto: TripAdvisor.

Joana d’Arc foi representada em pé, rosto virado para o céu, em oração com Deus, segurando o mastro do estandarte da justiça e misericórdia. Veste Armadura com saia longa, tipico das suas representações tradicionais.

8 – Museu do Louvre 1852, de François Rude.

A estátua em mármore, “Jeanne d’Arc écoutant ses voix” ou “Joana d’Arc escutando suas vozes”, de François Rude (1784-1855), se encontra no Museu do Louvre, na ala Richelieu, entressolo, sala 105.

Obra encomenda em 1845, pelo rei Luís Filipe de Orleães (1830-1848), para ser instalada no jardim de Luxemburgo, em Paris.

Segundo a própria declaração de Joana d’Arc a todos que a interrogaram, disse que foi a partir dos 13 anos que começou ouvir o chamado de São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida, ordenando que fosse combater os ingleses, para expulsá-los da França.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Joana d’Arc, de Rude. Foto: P. Philibert .

Joana d’Arc em pé, vestida como uma camponesa com saia longa e colete. Ela ergue a mão direita próximo a orelha para escutar o chamado de São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida, que a ordenam expulsar os ingleses da França. Sua mão esquerda está apoiado em uma armadura completa.

As 12 estátuas da Joana d'Arc em Paris
Perfil Joana d’Arc, de Rude. Foto: P. Philibert.

De acordo com as explicações dadas pelo próprio Rude, essa é uma“Joana d’Arc pastora metamorfoseando-se em guerreira”.

Rude renomado escultor do século XIX é o autor da obra “Le Départ des volontaires de 1792”, também conhecida como “La Marseillaise” ou “le Chant du départ”, que se encontra na fachada do Arco do Triunfo.

Joana d’Arc foi horrivelmente traída em 1431, pelo rei Carlos VII, alguns século depois teve aqui com essa estátua, o início da sua moral e dignidade resgatadas por Luís Filipe, expondo-a pela 1° vez em praça pública (jardins de Luxemburgo), para que todos admirassem a importância que ela foi para França.

Lista de outras Estátuas da Joana d’Arc pelo França.

Como Joana d’Arc se tornou em 16 de março de 1922, a Padroeira da França, poderemos encontrá-la sua estátua exposta, em várias praças publicas do país, no estrangeiro, e em inúmeras igrejas, inclusive em Paris, onde nem todas foram contabilizadas.

Aqui tem um pequena lista das principais pela França:

  • Em Orleans, Place du Martroi: Estátua equestre de Joana d’Arc (1855), de Denis Foyatier (1793-1863).
  • Em Albi, Avenue Charles de Gaulle com o Boulevard Carnot. : Estátua em pé, de Joana d’Arc (1889), de Alexandre-Mathurin Pêche (1872-1957).
  • Em Reims, Place du Parvis: Estátua equestre de Joana d’Arc (1888), de Paul Dubois (1829-1905).
  • Em Reims, Catedral de Notre-Dame de Reims: Estátua em pé de Joana d’Arc (1888), de Prosper d’Épinay (1836-1914).
  • Em Tinchebray, Igreja Sainte Marie de Tinchebray : Estátua em pé de Joana d’Arc (1909), de Paul Albert (1853-?).
  • Em Angers, Square Jeanne d’Arc: Estátua em pé de Joana d’Arc (1909), de Paul Albert (1853-?).
  • Em Beaugency, Place Saint-Firmin: Estátua em pé de Joana d’Arc (1888), de Louis Fournier.
  • Em Chinon, Place Jeanne d’Arc: Estátua equestre de Joana d’Arc (1893), de Jules Roulleau (1855-1895).
  • Em Lille, Place Jeanne d’Arc: Estátua equestre de Joana d’Arc (1925), de Emmanuel Frémiet (1824-1910).
  • Em Nantes, Place des Enfants-Nantais : Estátua equestre de Joana d’Arc (1906), de Charles-Auguste Lebourg (1829-1906).

Com certeza faltam muitas outras centenas de Joana d’Arc, com a mesma mensagem: Patriotismo, Nacionalismo, Liberdade e Lealdade para o país.

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Fotos: Wikimedia Commons. Foto capa: Domingo Mery.

4 Comentários


  1. Nossa!!!!
    Amei cada parágrafo desse artigo!
    Muito obrigada Tom Pavesi por tanta informação!!
    Amo a história Francesa e a história de Joana!

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  2. Artigo maravilhoso, como sempre. Em junho estarei em Paris e vou passear e encontrar as estatuas que ainda não conhecia. Obrigada Tom Pavesi!

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  3. Espetacular ! Amei a história e a descoberta dessas esculturas de Joana d’Arc.Merci beaucoup!

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