Fachadas de Paris do estilo Haussmanniano a Art déco – 3° Parte

Fachadas de Paris do estilo Haussmanniano a Art déco – 3° Parte

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Estilo Haussmanniano (1850-1870).

Com o fim da monarquia constitucionalista do rei Luís Filipe (1830-1848), em 20 de dezembro de 1848, foi decretada a 2° República com a escolha do 1° presidente da França, Carlos Luís Napoleão Bonaparte (1848-1852).

Mas faltando alguns dias para esse mandato de presidente acabar, Carlos Luís Napoleão Bonaparte conseguiu através de um golpe de Estado continuar no poder se autoproclamando como o 2° imperador da França, pelo nome de e Napoleão III (1852-1870).

Em 1553, o agora Napoleão III nomeou o barão de Haussmann (1809-1891), prefeito de Paris, com a missão de finalizar o projeto de modernização da cidade e saneamento básico (rede de esgôto, canalização de água…), que havia sido iniciado pelo anterior prefeito, o conde de Rambuteau (1781-1869), e principalmente o alargamento das vias públicas, para poder sufocar qualquer insurreição popular, (apoiada pelos políticos republicanos), que lutavam contra ele.

Barão Georges-Eugène Haussmann, prefeito de Paris.

Neste período, a cidade se transforma num grande canteiro de obras, e Haussmann é apelidado como: “O artista demolidor de Paris” ou destruidor ?.

Trabalhando com engenheiros, arquitetos e urbanistas 20.000 edifícios de todas as épocas, são demolidos, igrejas, conventos, mansões, hotéis, praticamente quase todo centro de Paris é colocado abaixo, para alargamento segundo um plano ordenado geometricamente.

Abertura da Avenida da Ópera (1870). Foto Charles Marville.

Milhares de pessoas de renda modesta foram obrigados a emigrarem para as regiões periféricas de Paris. E os 36.000 novos edifícios que foram construídos nesses espaços desapropriados pelo prefeito (e Napoleão III) foram vendidos para empresas construtoras que revendiam os apartamentos para uma rica burguesia.

Haussmann nem só destruiu, pois também preservou uma parte da história de Paris, na região do Marais, Quartier Latin e Saint-Germain-des-Prés, salvando-os das construções dos novos edifícios e arranhas-céus, que já eram modelo nos EUA.

Com uma mão de obra abundante, são construídos 560 km de redes de esgotos; ruas, avenidas e bulevares são pavimentados e alargados; muitos jardins públicos; milhares de arvores são plantadas, e implantado um moderno mobiliário urbano por toda a cidade.  

Os novos edifícios construídos em vias mais largas, segundo a lei urbana de 1859 ficaram mais altos com relação aos edifícios dos estilos anteriores. Agora com 5 a 6 andares, sem contar com o andar habitável, que se encontra no telhado.

45-47 Rue Saint Placide (75006). Paris 1862.

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Arquiteto L’Home de Braux, 45-47 Rue Saint Placide (75006), Paris 1862.

A fachada em pedra talhada tornou-se uma das principais características do estilo Haussmaniano com a invenção das novas tecnologias de cortes e de lavagem, e graças à facilidade de transportes dos grandes blocos de pedras, por vias mais largas, seguras e planas.

29 Boulevard Magenta (75010). Paris 1867.

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29 Boulevard Magenta (75010), Paris.

As fachadas do térreo e do andar entre solo, as portas de entradas sejam qual for estilo, pedestres ou largas para passagem de charretes, em formas retangulares ou em semiarcos, possuem um alinhamento de pedras decorativas horizontais.

3 Rue de Palestro (75002). Paris 1860.

Logo abaixo, um console ornamentado para apoiar o balcão do 1° andar, com uma Cariátide (alegoria feminina) e em Atlante (alegoria masculina), que também servem para decorar as janelas do andar entre solo ou porta de entrada principal.

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3 Rue de Palestro (75002), Paris.

49 Avenue de la Ópera (75008). Paris 1870.

Outra característica é a uniformidade dos edifícios. Mesma altura das cornijas e telhados, mesma largura para os balcões, mesmo nível das aberturas das janelas, de forma que quando olhamos as fachadas, todos os imóveis parecem iguais, repetitivos, chegando serem cansativos, sem beleza e sem alma.

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49, Avenue de l’Ópera (75008), Paris

Algumas fachadas são assinadas por seus arquitetos como forma de propaganda do seu trabalho, e como responsável pela obra, perante a prefeitura em caso de reformas no estilo do edifício.

O plano diretor criado para o centro da cidade, previa a reformulação da área em um dos extremos dos Champs-Elysées. Haussmann mandou abrir 12 avenidas amplas em volta do Arco do Triunfo, (do alto tem forma de uma estrela = étoile), onde grandes mansões foram erguidas pelo arquiteto, Jacques Hittorff (1792-1867), entre 1860 e 1868 sobre os escombros da antiga cidade.

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Praça de l’Étoile, atual Praça Charles de Gaulle (novo nome em 1970).

A Praça de l’Étoile – Charles de Gaulle, é um dos cruzamentos mais complicados de Paris.

Estilo Pós-Haussmanniano (1870-1895).

Com o exílio de Napoleão III para Inglaterra, após ter perdido a guerra contra a Prússia em 1870, o parlamento francês, na maioria monarquista e bonapartistas, elegeram o novo presidente da França, Louis Adophe Thiers (1797-1877).

Esse presidente da 3° República, ao negociar a paz e a saída dos prussianos de Paris em 1871, em acordo com a assembléia, acabou entregando aos inimigos, os territórios franceses, a Alsácia e Lorena (Lorraine).

O que causou, em 18 de março de 1817, a grande revolta e insurreição do proletariado parisiense, conhecida na história como, a Comuna de Paris que lutavam por reformas trabalhistas e pela perca dos dois territórios, resultando a morte de aproximadamente 20.000 “comnunards”, 7.500 emprisionados ou extraditados.

Apesar da crise financeira que ocorreu nesse período conturbado na França, Paris ainda era um grande canteiro de obras, onde dos vários projetos imobiliários começados por Haussmann, uma parte somente seria finalizada em 1914.

Podemos separar os anos 1870 a 1895, em três períodos:

De 1870 a 1880: Nada mudou. Esse período é uma prolongação do estilo Haussmaniano. Somente que os consoles dos terraços e balcões, são mais volumosos. As colunas do térreo, em forma de “Atlantes e Cariátides” são mais frequentes.

De 1880 a 1884: Retorno ao classicismo original, poucas decorações e ornamentações nas fachadas.

25 rue Monge (75005). Paris 1882.

De 1884-1895: Entram em vigor novas leis urbanas, e regras construtivas, aumentando dois andares habitacionais na inclinação do telhado, conforme a largura da rua.

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25 rue Monge (75005). Paris 1882.

Mas a grande mudança é a nova maneira de pensar a arquitetura, criatividade e originalidade, livres de regras acadêmicas.

71 Rue Mozart (75116). Paris 1895.

Surgiram também, os edifícios ecléticos, onde se encontram referências, gregas, góticas, renascentistas, barroca… Enfim todos os estilos “juntos e misturados”.

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71 Rue Mozart (75116), Paris.

Um dos elementos bem visíveis na fachada e de fácil reconhecimento nessa época é o “bow-window”, abertura na fachada permitido na na nova regulamentação desde 1882.

28 Boulevard Flandrin (75016). Paris 1898.

Construção em estrutura simples de ferro, cerâmica ou madeira composto por vidros ou vitrais, que compõe a fachada a partir do 1° andar até a altura cornija do último andar, e desmontável em caso guerra.

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28 Boulevard Flandrin (75016), Paris.

95, rue de Vaugirard (75006). Paris 1891.

Em 1883 foi permitida também que fosse construído em tijolo ou pedra talhada.

A partir de 1885, uma explosão de edifícios com essas características surgem por toda a cidade.

No caso desse edifício abaixo, o arquiteto Ferdinand Glaize projetou um “bow-window” semi-circular, em ferro forjado decorado, revestido em algumas partes cerâmica e janelas de vidro, terminando no último nível da cornija. Fachada em tijolo aparente, e pedra talhada.

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95 rue Vaugirard, (75006), Paris. Arquiteto Ferdinand Glaize.

Portanto, poucas modificações de estilo ocorreram nos desenhos das novas fachadas. Somete alguns interessantes detalhes, até o surgimento e a explosão da “Art Nouveau”, em Paris, que modificará fortemente o visual das fachadas dos edifícios, (veremos logo mais na sequencia).

Art Nouveau (1895 a 1914).

Art Nouveau é um estilo que nasceu em 1893, com o arquiteto belga Victor Horta, (1861-1947), em Bruxelas, com o projeto  “Hôtel Tassel”, (Casa Tassel).

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Rue Paul-Emile Janson 6, Bruxelas, Bélgica. Arquiteto Victor Horta.

Hector Guimard, (1867-1942), jovem arquiteto francês, de tão impressionado com esse estilo de construir, refez todo o projeto do edifício “Castel Béranger” (Castelo Béranger, 1894-1898), que ainda se encontrava nas fundações, e ao finalizar tornou-se uma das obras mais famosas, e o início do estilo Art Nouveau, em Paris.

14 rue La Fontaine (75016). Paris 1898.

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14 rue La Fontaine, (75016), Paris. Arquiteto Hector Guimard.

A partir de 1895, muitos outros arquitetos como H. Guimard são logo seduzidos por este estilo e foram deixando suas obras espalhas por Paris: Jules Lavirotte, Xavier Schoellkopf, Octave Raquin, Édouard Autant, Alfred Wagon (Place Ernest Pernet), Erneste-Marie Herscher, Georges Chedanne, Charles Plumet, Louis-Hippolyte Boileau, Henri Tauzin, Léon Binet (escultor), C. Garnier (escultor), Alexandre Bigot (ceramista), e outros mais.

Em 1902, enquanto alguns arquitetos ainda insistiam projetar na maneira antiga, todos se beneficiaram das três novas regras construtivas aprovadas em Paris.

24 Place Etienne-Pernet (75015). Paris 1905.

Um dos edifícios mais famoso deste período da Art Nouveau foi projetado em 1905, pelo arquiteto Alfred Wagon que aboliu as linhas retas, em favor das linhas curvas e entrelaçadas. Conhecio pelo criticos como estilo “nouille” (estilo macarrão).

Uma decoração abstrata adornada com motivos de flores estilizadas e frutas como, alcachofras, girassóis, íris, pinhas, folhas de bananeira.

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24 Place Etienne-Pernet, 75015. Paris. Arquiteto Alfred Wagon,

Mansardas decoradas por linhas curvas e abstratas.

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Detalhe mansarda, 24 Place Etienne-Pernet, 75015, Paris.

1 – A altura do sótão do telhado, que já haviam sido aumentadas em 1854 e 1184, foi novamente modificada.  Nessa nova lei, os novos edifícios teriam que manter a mesma altura das cornijas com relação aos edifícios vizinhos construídos em épocas diferentes, respeitando uma uniformidade na fachada, mas acima da cornija, o edifício passou a ter 10 a 12 metros de altura.

2 – O Bow-window, na nova regra é autorizado passar o limite das cornijas, continuando acima do telhado. Exemplo abaixo:

121 Rue Réaumur (75002). Paris 1900.

Neste imponente edifício da rua Réaumur, todos os elementos da fachada parecem estar em movimento. Painéis curvos que seguem as curvas da alvenaria, uma rotunda em forma de trevo e colunas soberbas no bow-window que faz angulo com a rua Notre-Dame des Victoires. O mais bonito da rua. Arquiteto Charles Ruzé.

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121 Rue Réaumur, 75002, Paris. Arquiteto Charles Ruzé.

3 – As projeções dos beirais avançados das paredes, (“les saillies”), que antigamente era permitido somente 40 cm, agora podem chegar até 1,20 m.

33 Rue du Champs-des-Mars (75007). Paris 1900.

Edifício construído pelo arquiteto Octave Raquin para abrigar uma faculdade particular. A decoração do hall de entrada e a escultura floral na fachada, evocam os aromas, e são muito representativos dos anos 1900.

Balcões/Terraços de 1,20 m, segundo a nova legislação.

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33 Rue du Champs-des-Mars, 75007, Paris. Arquiteto Octave Raquin.

Visualmente essa nova norma mudará bastante as aparências dos edifícios a partir de 1902.

29 Avenue Rapp (75007). Paris 1901.

Projeto de Jules Lavirotte construído em 1901. Fachada premiada no mesmo ano no concurso de fachadas da cidade de Paris.

Foi totalmente coberto com cerâmica por Alexandre Bigot, proprietário do edifício na época e servindo como uma verdadeira vitrine de suas realizações.

A fachada é composto com linhas curvas e voluptuosas, forma femininas e sensuais, ornadas por folhagens e vegetais. Ecletismo no seu grau máximo.

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29 Avenue Rapp, 75007, Paris. Arquiteto Jules Lavirotte.

A porta de madeira da entrada, com alusões fálicas, (ver foto abaixo, ao inverso) faz parte de um cenário simbolicamente sexual, propositalmente para provocar os arquitetos conservadores que ainda continuavam apegados ao estilo Haussmanniano e não aceitavam esse novo estilo de construir chamada Art Nouveau.

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Detalhe porta com alusões fálicas, no 29 Avenue Rapp, 75007, Paris.

A cerâmica é um dos principais materiais utilizados nas fachadas. Alexandre Bigot é o fabricante mais importante da época, e o mais requisitado pelos grandes nomes da arquitetura na época da Art Nouveau.

7 Rue le Tasse (75116). Paris 1904 e 1905.

Aqueles três ou quatro andares acima da cornija, (na altura do telhado), nesta época, se transformaram em verdadeiros apartamentos -mansões, muitas vezes projetados em estilos diferentes dos andares inferiores da cornija.

Um edifício composto de mansões particulares que reinventado pelo arquiteto Louis Sorel.

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7, rue le Tasse (75116), Paris. Arquiteto Louis Sorel.

9 Rue le Tasse (75116). Paris 1905.

Na época do estilo Haussmaniano, os ângulos dos edifícios eram cortados para incluir uma ou duas janelas.  Com este novo estilo, os ângulos foram arredondados, e foram coroados por uma cobertura superior a altura do telhado.

Fachadas de Paris do estilo Haussmanniano a Art déco - 3° Parte
9, rue le Tasse (75116), Paris .

Outra técnica revolucionária que surgiu nas construções foi à aparição dos primeiros elevadores elétricos. Os andares superiores que antes eram reservados os empregados e/ou a pessoas mais simples, agora são disputados por ricos e poderosos da alta classe francesa e estrangeira.

48 Boulevard Raspail (75006). Paris 1912.

O arquiteto Louis Sorel (1867-1933) e o decorador desenhista, Félix Aubert (1866-1940) realizaram juntos esse edifício de sete andares, os três andares acima da cornija possuem uma cobertura com uma forte inclinação do telhado, pontiagudos e ondulados.

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48 Boulevard Raspail (75006). Paris. Arquiteto Louis Sorel.

A parte mais alta é luxo, beleza e elegância, e a parte do térreo até o 4° andar, sem ornamentações, são mais simples e discretas.

14 Rue d’Abbeville (75010). Paris 1901.

Edifício construído em 1901, com uma exuberância de flores e animais em ceramica esmaltado em verde escuro aplicado em uma fachada de tijolo e pedra. Prédio inscrito como monumento histórico, em 22 de abril de 1986.

Arquitetos Alexandre e Édouard Autant, e decorado pelo ceramista Alexandre Bigot.

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14 rue d’Abbeville (75010), Paris. Arquitetos: Alexandre e Édouard Autant.

É a arte das curvas, das linhas ondulantes, das representações florais, das folhagens, dos vegetais exuberantes, e frutas. Uma forma de expressão livre das regulamentações impostas por antigas leis e restritas.

Estilo Art déco (1920-1930).

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) ocorreu uma pausa na vida dos franceses e em por toda parte da Europa, mas com o fim dos conflitos, a partir de 1925, a economia gradualmente se estabilizando houve uma retomada crescente nas construções em Paris.

A arquitetura querendo se livrar das etiquetas e normas do passado, abraça uma nova transformação estética nos edifícios, com formas angulares, modernistas e muitas vezes semelhantes ao o cubismo e do neoclassicismo, um novo estilo chamado , “Artes decorativas”, ou simplesmente, Art déco.

Esse nome surgiu em 1925, durante a “Exposição internacional de artes decorativas e industriais modernas”, em Paris.

Essa transformação estética foi um reflexo e o desejo da nação de deixar para trás as dificuldades da Grande Guerra, e mergulhar na modernidade e nas liberdades conceituais antes limitadas.

O estilo Art déco poderá ser definido graças a vários elementos.

As principais características do estilo Art déco são:

1 – Fachadas clássicas, emoldurada em linhas retilíneas, trabalhadas em concreto armado, pedras ou tijolos, e ornamentações refinadas.

2 – Desaparecimento progressivo das linhas curvas e complicadas, em favor da pureza da linhas retas, brancura das fachadas, e simplificação das formas geométricas.

3 – Horror dos ângulos retos nos edifícios quando estes se encontram em esquinas. A solução frequentemente utilizada na Art déco , as aberturas para colocação das janelas são em curvas ou chinfrados.

70-72 Avenue de Versailles (75016). Paris 1928.

Um belo exemplo é esse edifício, dos arquitetos Jean Boucher e Paul Delaplanche.

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70-72 Av. de Versailles (75016), Paris. Arquitetos: J. Boucher e P. Delaplanche.

4 – Presença frequente do “bow-window“, para quebrar com a monotonia da fachada. Tem como função a criar a partir do 1° andar, um avanço sobre a rua, aumentar a superfície interna, e dar um volume suplementar na fachada externa.

5 – Presença de esculturas em baixo-relevo ou trabalhos em ferro representando cestos de flores, frutas, guirlandas de flores ou espirais.

6 – Grades, varandas e portas de vidro de ferro forjado.

9-11 Avenue Frédéric le Play (75007). Paris 1927.

Caminhando pelas ruas e avenidas do 7° e 16° arrondissement (distrito) é onde podemos apreciar alguns dos mais belos edifícios do período da Art déco.

No edifício projetado pelos irmãos arquitetos Jean e Alexandre Fidler encontramos no 5° andar, um conjunto de esculturas em baixos-relevos incorporados na fachada de pedra cinza clara. E outros elementos clássicos da Art déco.

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9-11 Avenue Frédéric le Play (75007), Paris. Arquiteto Jean e Alexandre Fidler.

14 Rue Nungesser-et-Coli (75016). Boulogne- Billancourt 1929.

Edifício projetado pelos arquitetos Jean Fidler e A. Poliakoff, tem uma forma bastante simples que respira a sobriedade moderna do fim dos anos 20. Distingue-se especialmente pela forma arredondada no ângulo da fachada da rua, com a fachada lateral do edifício.

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14 Rue Nungesser-et-Coli (75016), Paris. Arquitetos: J. Fidler e A. Poliakoff.

A Art déco é uma passagem pregressiva para o movimento Moderno que será amplamente encontrado a partir de 1930, representando pelo mundialmente famoso arquiteto suíço, Le Corbusier, (1887-1965), que veremos no próximo artigo.

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Fontes:

  • “Les Styles de l’architecture et du mobilier” – C. Renault e C. Lazé.
  • “Histoire de l’architeture à Paris” – G. Poisson.
  • “Façades de Paris” – Jean-Marc Larbordière. 
  • “Comment reconnaître les Styles en Architecture” – Wilfried Koch.
  • “Dictionnaire d’Architecture” – Mathilde Lavenu et Victorine Mataouchek

Imagens: Google Maps, Wikimedia Commons, Flickr.

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