Fachadas de Paris do século XIV ao estilo Luís XVI – 1° Parte

Fachadas de Paris do século XIV ao estilo Luís XVI – 1° Parte

Tempo de leitura: 15 minutos

Fachadas de Paris do século XIV ao estilo Luís XVI – 1° Parte é um artigo para aqueles que gostam de passear a pé por Paris, observando, analisando e comentando sobre os edifícios que vão surgindo na paisagem da cidade.

Como Arquiteto e guia de Paris, sempre andei pela cidade, com um olho na calçada e outro nas fachadas dos prédios. Depois de muito tempo estudando estilos arquitetônicos e suas histórias, posso dizer que virei um conhecedor em decifrar o estilo e a época de um determinado edifício parisiense. 

As fachadas de Paris portanto são verdadeiras aulas de Arquitetura, e graças às leis de preservação e conservação proibindo demolições ou restaurações modernas. Esse valioso patrimônio histórico parisiense conseguiu chegar a nos, protegidos e praticamente intactos, e que agora fazem parte da história da arte, da arquitetura e da cultura nacional da França.

Mesmo sem entender de estilos, movimentos ou tendências arquitetônicas, alguma coisa sempre acaba nos atirando atenção sobre uma determinada fachada, seja pelo aspecto incomum, raro, bizarro, engraçado ou decorativo.

Esse exercício de tentar descobrir a época da construção de um edifício (civil ou privado) é também uma forma bem legal de aprender como foi a evolução e o crescimento urbano da cidade de Paris e de sua história .

Para ficar mais fácil e claro minhas explicações vou separar por períodos de tempo, identificando algumas características construtivas aparentes da fachada do edifício, para que quando você estiver andando por Paris mostrar para os amigos que é um “expert”, no assunto.

Les façades sont des livres de pierre sur lesquelles la postérité pourra lire couramment le degrée de civilisation et de richesse du peuple pour laquel eles ont été construites”.

Tradução livre:
As fachadas são livros de pedra sobre os quais a posteridade será capaz de ler o grau de civilização e de riqueza das pessoas para as quais foram construídas.

P. Gelis-Didot. Citado por H. Bresler. Archicrée n°19

Século XIV

Edifícios construídos durante a idade média em Paris, não são comuns como os que se encontram nas cidades de Rouen, Bourges, e outras partes da França. Em Paris, o que podemos encontrar atualmente são apenas caves medievais escondidas em edifícios de épocas restaurados.

O grande motivo do desaparecimento (ou demolições) dessas construções foi por causa das novas leis urbanas criadas pelos reis: Francisco I° (1515-1547), Henrique II (1547-1559) e Carlos IX (1560-1574) que proibiram a construção de prédios em madeira, material facilmente inflamável, que poderia levar a destruição total de uma cidade.

E motivos como:

Infiltração de água: A água da chuva que por causa das inclinações dos telhados voltados para o edifícios colados vizinhos (e não para as ruas), se infiltravam nas paredes de aglomerados de barro e pedras calcarias, nas estruturas de madeira, como: pilares, vigas, onde apodreciam rapidamente com o tempo, deixando o edifico irrecuperável.

Falta de Ventilação: A parede da fachada que sobressaia em relação ao andar precedente, criando fachadas inclinadas, de baixo para cima, dificultava a aeração entre os edifícios e a rua.

Falta de saneamento: O esgoto era jogado do alto das suas janelas, pelos próprios moradores, diretamente nas calçadas e sarjetas das ruas, criando sérios problemas de doenças a população.

Enfim, o que restou hoje em Paris, é quase nada, somente três  imóveis, que resistiram graças a uma construção reforçada dos pilares estrutura de madeira e a seus proprietários que souberam protegê-la.  

Os três exemplos abaixo estão concentrados no centro histórico da cidade de Paris, no conhecido preservado bairro do Marais, que não foram prejudicadas com as modificações urbanas do século XIV (1852 a 1870), ordenadas pelo prefeito de Paris, o Barão de Haussmann e o imperador, Napoleão III.

Principais características:

Telhados duas águas: Na maioria das vezes o caimento do telhado em duas águas são voltados para os edifícios laterais, e raramente para rua. O que criava vários problemas de infiltrações.

Parede da Fachada: Geralmente nos edifícios de 2 ou 3 andares, ficavam em saliência em relação a rua e ao térreo (em francês: “encorbellements”). O muro da fachada do 1° andar fica um pouco retraído (ou coberto) , em relação ao 2°, e este em relação ao 3°. Uma forma medieval de proteger contra a chuva e o sol, as vigas e pilares aparentes, de madeira, da estrutura.

Maison Nicolas Flamel (1397 e 1407).

O edifício considerado o mais antigo de Paris, construído entre 1397 e 1407, é um prédio de três andares (Térreo + 3 níveis) de Nicolas Flamel, (1330-1418) rico burguês parisiense. Conhecido como: “Le Grand Pignon”. Localizada no n° 51 rue de Montmorency, 75003.

Maison Nicolas Flamel, 51 rue de Montmorency, 75003, Paris.
Atual restaurante no térreo da Maison Nicolas Flamel.

Maisons à colombages François-Miron (século XIV).

Na disputa dos edifícios mais antigos de Paris existem dois que foram construídos no século XIV, vizinhos entre eles e sem data certa do inicio das construções, possuem as mesmas características construtivas: telhado com duas águas, para , conjunto de vigas de madeira aparentes na fachada, fazendo parte da ossatura estrutural do edifício. Mas com o passar do tempo e reformas, a saliência
(“encorbellement”) dos andares que deveria ser visível, desapareceu.

11 e 13 rue François-Miron, 75004, Paris

Por muito se pensava que o edifico do número 3 da rue Volta era o edifício mais antigo de Paris, construído aproximadamente em 1300. Mas em 1979, foi comprovado que em 1644, o terreno era vazio. Assim sendo, a construção do edifício foi datado, entre os anos de 1644 a 1655, (século XVII).

Século XV

Com o desaparecimento quase que total dos edifícios (privados) medievais em Paris surgiu um novo estilo de se construir na França, influenciados pela arquitetura renascentista italiana.

Igrejas, palacetes, mansões particulares da alta burguesia francesa e religiosa foram construídos em Paris neste período :

Elementos arquitetônicos presentes nas fachadas neste período:

Lucarna: Aberturas ou janelas no telhado para iluminar e circular o ar no o aposento que se encontra na inclinação do telhado.

Janela Mainel ou “Meneau”: Eelemento estrutural de pedra, madeira ou ferro que divide o vão central vazio da janela ou porta.

Hôtel de Sens (1475-1519).

Residência dos arcebispos da cidade de Sens, construído entre 1475 e 1519, é a atual biblioteca Forney. Localizado no bairro do Marais. Endereço: 1, rue du Figuier, 75004

Hôtel de Sens, atual biblioteca Forney, 75004.

Hôtel de Cluny (1485 e 1510).

Antiga residência dos abades de Cluny, construído entre 1585 e 1510, e o atual Museu Nacional da Idade Média ou Museu Cluny. Endereço: 6, place Paul-Painlevé, 75005, Paris.

Hôtel de Cluny, atual Museu Nacional da Idade Média, Paris.

Obs: A palavra “Hôtel” pode ser uma mansão particular, pública ou religiosa.

Hôtel Carnavalet (1548-1560).

Antiga mansão de Jacques de Ligneris, presidente do parlamento de Paris construída entre os anos de 1548 e 1560 chama-se hoje Museu Carnavalet – Museu de História de Paris. Localizado no bairro do Marais. Endereço: 23, rue de Sévigné, 75003, Paris.

Hôtel Carnavalet, atual Museu Carnavalet, Paris.

Igreja de Santo-Eustáquio (1532 a 1633).

Localizada no coração do “Les Halles”, a Igreja de Saint-Eustache e logo visualizada para quem frequenta a região, pelo sua grandeza, riqueza arquitetural e objetos de arte que abriga, assemelhando-se muito com uma catedral. Construído entre os anos de 1532 e 1633, foi restaurada em 1840. Possui vários estilos, gótico exterior, renascentista e clássico por dentro. Endereço: 146 rue Rambuteau, 75001, Paris.

Igreja do Santo-Eustáquio ou “Église Saint-Eustache” de Paris.

Igreja Saint-Etienne-du-Mont (1494 a 1624).

A igreja Saint-Étienne-du-Mont localizada em pleno “Quatier Latin” no alto da montanha Sainte-Geneviève, ao lado do Panteão. De arquitetura particular, pois foi construída entre os anos 1494 e 1624, em dois estilo, o gótico (flamejante) e o renascentista.


Igrela Saint-Etienne-du-Mont, Paris

Século XVI e XVII

Em 1598, após 36 anos de massacres e guerras sangrentas entre católicos e protestantes em Paris, e por toda a França, (ler artigo São Bartolomeu), foi assinado pelo rei Henrique IV (1589-1610), o Édito de Nantes, tratado de tolerância religiosa contra os protestantes, e a França entra num período de prosperidade, paz civil e religiosa.

Henrique IV (1589-1610), e seu ministro, duque de Sully, Luís XIII (1610-1643), com seu cardeal-ministro, Richelieu e Luís XIV (1643-1715), com seu cardeal-ministro Mazarino conseguiram ao restabelecer as finanças do Estado, favorizando assim a criação de uma nova identidade arquitetônica para cidade.

Os arquitetos desta época, inspirados na Arquitetura Clássica Grega e Romana (século VIII a.C. até 476 d.C.), adotaram os princípios da proporção, simetria, e harmonia nas construções facilmente encontrados na região do “Quartier Latin” e Marais.

Podemos identificar esses períodos, pelos estilos arquitetônicos durante o reinado de Luis XIII, definido pelo barroco italiano e francês. E durante o reinado de Luís XIV, o classicismo francês.

Estilo Luís XIII (1610-1643).

Elementos característicos:

Telhados: Edifícios com telhados de ardósia com caimento para rua e não mais para as laterais.

Portões: Portões de entrada (em francês: “porte cochère”) altas e largas que permitiam a entrada de carruagens.

Bandas salientes: Elemento saliente decorativo da parede da fachada, horizontal e continuo, que separa cada andar do edifício até a altura do telhado.

Parede da Fachada: Geralmente nos edifícios de 2 ou 3 andares, cada andar é levemente inclinado para trás, conhecido pela expressão “Le fruit”. Técnica construtiva proposital para evitar o desmoronamento da fachada em direção a rua.

Cornija: Cada andar do edifício é dividido por uma “cornija”, faixa de proteção contra chuvas, ornadas de molduras salientes. (Em francês: “corniche”).

Janelas: Janelas de vários tamanhos e irregulares, largas ou estreitas.

Lucarna: Abertura no telhado que servia para iluminar e fazer circular o ar no último andar. Geralmente eram janelas de madeira ou gesso, construídos com um frontão arredondado ou triangular.

Edifícios na Rue de Bièvre, 75005 (Quartier Latin).


Edifícios estilo Luís XV, (em “fruit”), na rue de Bièvre, Paris

N° 35, Rue de Turenne, 75004 (Marais).

Estilo Luís III, 35 rue Turenne, 75004, Marais, Paris.

Estilo Luís XIV (1643-1715).

Todas as características descrita acimo do estilo Luís XIII, mas acrescentando desde 1661, com a chegada do classicismo francês, (época do início das obras do Castelo de Versalhes), um novo conceito de beleza, simetria e proporcionalidade.

Na ilha de São-Luís (75004) é muito fácil encontrar esse tipo de arquitetura onde aparecem principalmente dos edifícios da alta burguesia.

“Les chaînes a refends”: Linhas horizontais de divisória servindo como espaçamentos entre as pedras cortadas da parede, proporcionando altura e verticalidade ao imóvel.

Mansarde: Outra novidade é o frequente aproveitamento do último andar do edifício como uma área habitável, junto ao caimento do telhado. Conhecido até hoje pelo nome de Mansarde, nome de origem do 2° arquiteto de Versalhes, Jules Hardouim-Mansat (1146 -1708), que projetou essa novidade em vários edifícios públicos e civis, nessa época.

Aproveitamento do comprimento: Com a demolição de vários habitações no centro de Paris, plano de Luis XIV para dar segurança a cidade e um pouco de saneamento, as novas construções puderam se beneficiar de novas áreas construindo seus edifícios no comprimento do terreno. Além dos apartamentos voltados para a rua, agora foram construídos voltados para o interior, com fachadas para os pátios e jardins interiores, conhecido como “La Cour”.

N° 1 Rue de Sévigné, 75004 (Marais).

Estilo Luís XIV, 1, Rue de Sevigné, Paris

 1- 3 Quai de Bourbon, 75004 (Ilha de São Luís).

1 – 3, Quai de Bourbon, 75004, Paris.

Estilo Luís XV (1715-1760)

Desde o inicio do século XVIII, a transformação dos edifícios são facilmente identificáveis. As fachadas perderam “le fruit”, (já explicado acima), para se tornaram totalmente verticais, e planas em relação a rua, e com alguns andares a mais (de 4 a 5) que no estilo anterior.

Com o quase o desaparecimento do classicismo nas construções de Luís XIV, outro estilo surgiu para marcar o reinado de seu bisneto, Luís XV, o barroco e o rococó.  

Ornamentações decorativas: Surgiram as ornamentações decorativas vegetais em pedra como: flores, arbustos, folhas, plantas…, e esculturais como o mascarão, (cabeças de personagens mitológicos ou de monstros), representados nos pórticos e fachadas em quase todos os edifícios.

Porta de entrada: As portas ou os portões de entrada (“porte cochères”) aparecem mais trabalhados e desenhados geometricamente.

Curvas e contracurvas: Elementos decorativas surgem nas cornijas, janelas e nas lucarnas dos edifícios.

Guarda-corpo em ferro: Para segurança do habitante foi obrigado a utilização de um guarda-corpo em ferro forjado, nas janelas tipo portas ou nos balções terraços.

Rica decoração na fachada: Pintura com folhas de ouro sobre o ferro ou o bronze, nas decorações externas dos edifícios, exemplo: duto de água pluvial no edifício…

Altura: Os edifícios aumentaram de 12 para 18 metros, em relação à rua ou seja 5 a 6 andares.

Diferentes pé direito: A altura do pé direito de cada andar é feito de forma decrescente, onde o 1° andar (apartamento mais caro por estar mais próximo do solo) é mais alto do que o 2°andar, que é mais alto que o 3° andar. E assim em diante.

N° 52 Rue de l’Arbre Sec, 75001 – Construção de 1721.


52 Rue de L’Arbre Sec,, 75001, Paris

N° 30 Rue de Condé, 75006. Construção de 1733.

30 Rue de Condé, 75006. Paris

Estilo Luís XVI (1760-1789)

Bem antes do final do reinado de Luís XV (1774), e graças aos os incentivos que proporcionou as artes, a cultura e a moda, uma nova maneira de pensar a arquitetura surgiu a partir de 1760, rompendo com tudo que até aquele momento havia sido criado e realizado, uma forma mais limpa de se desenhar as fachadas dos edifícios. É o fim do barroco, das formas pesadas, das curvas e contracurvas (conhecidas por “volutes rocaille”) e do estilo rococó .

No bairro do Odeon (75006) é muito comum encontrar esse tipo de arquitetura .

Agora tudo é mais apurado, racional, de linhas leves e esbeltas. Após as descobertas arqueológicas das cidades Pompéia e Herculano (1748), soterradas pelas cinzas do vulcão Vesúvio em 79 d.C., aparecem nas fachadas, os elementos das três ordens clássicas da arquitetura grega: ordem Dórica, Jônica e Coríntia, mais alguns elementos decorativos como folhas de loros, pinhões, vasos gregos antigos…

Portas de entrada: Além da arquitetura clássica, ainda podemos notar que as portas que antes, eram largas e altas deram lugar a portas retangulares e baixas.

Janelas: Apesar da largura de cada janela ser a mesma para todos os andares, a altura depende do nível em se encontra. As mais próximas do solo são as mais alta, (andar mais nobre) e vão diminuindo cada vez que sobe para o telhado.

Terraços – Balcões: Pequenos terraços ou balcões contínuos, com guarda-corpo em ferro forjado trabalhado aparecem no 1° andar. Nos demais andares, os guardas-corpos das janelas, estão geralmente apoiados em consoles decorados, uma das características mais visíveis deste estilo.

Fachada: As fachada são em pedra talhada ou em placas de gesso decoradas em toda a largura do edifício por linhas horizontais profundas (linhas “à refends”, do estilo Luís IV) proporcionando leveza e uma beleza suavemente delineada para o conjunto da obra.

Telhado: Os telhados são em ardósia ou em zinco, com lucarnas simples e discretas.

N° 6 – 8 Rua do Odéon (75006). Construção de 1789.

N° 12 Nonnains-D’Hyéres, 75004. Construção de 1789.


N° 12 Nonnains-D’Hyéres, 75004, Paris

Não percam!

Pois continuarei escrevendo nos próximo artigos sobre os estilos:

Pós-Revolução Francesa (1790-1800), Napoleônico (1800-1815), Restauração (1815-1830), Luís Filipe (1830-1848), Haussmaniano (1850-1870), Pós-Haussmaniano (1870-1895), e Art Nouveau (1895-1930).

Fontes:

  • “Les Styles de l’architecture et du mobilier” – C. Renault e C. Lazé.
  • “Histoire de l’architeture à Paris” – G. Poisson.
  • “Façades de Paris” – Jean-Marc Larbordière. 
  • “Comment reconnaître les Styles en Architecture” – Wilfried Koch.
  • “Dictionnaire d’Architecture” – Mathilde Lavenu et Victorine Mataouchek

 Imagens: Google Maps, Wikimedia Commons .

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10 Comentários


  1. Olá!!! Amo París e estou muito grata pelas suas postagens reveladoras,instrutivas e muito importante para pessoas como eu que se encantam com os detalhes desta cidade apaixonante. Obrigada

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  2. Parabéns Tom!
    Excelentes comentários sobre as fachadas de Paris. Morei três anos nessa cidade tão querida e não me cansava de admirar os prédios e a arquitetura parisiense.
    Adoro suas postagens!

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  3. Ja visitei Paris duas vezes e nao canso de admirar e querer, sempre, saber mais sobre essa fantástica cidade.
    Obrigada por trazer a cultura arquitetônica de Paris até nós. Parabéns pela, excelente, pesquisa.

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  4. Mais uma matéria ótima!!!!
    Parabéns por seu trabalho, Tom.
    artigo fácil de ler e um assunto muito interessante.
    excelente!!!!

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  5. Perfeito, maravilhosa narrativa de prédios em Paris…tenho foto daqueles 2 prédios primeiros que nos remetem a idade média. Me chamaram a atenção desde o momento que os vi…. adoro história….
    Parabéns !!!!
    Um abraço.

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  6. Adorei!!! Fácil de compreender e gostoso de ler. Além de ser muito instrutivo. Parabéns! Abs

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