Gárgulas e Quimeras da Catedral de Notre-Dame de Paris

Gárgulas e Quimeras da Catedral de Notre-Dame de Paris

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As Gárgulas e Quimeras da Catedral de Notre-Dame em Paris, são representações em pedra que foram atribuídas por escultores e arquitetos na idade média, para uma determinada função arquitetônica no edifício. Podendo ser de ordem decorativa ou técnica.

Vejamos as diferenças:

Gárgulas:

Gárgulas e Quimeras da Catedral de Notre-Dame de Paris
Gárgula da Catedral de Notre-Dame de Paris.

A palavra Gárgula vem do francês, “Gargouille”, do latim “Garg“,(Gorge = Garganta) e do antigo francês “Goule“, (Gueule = Boca).

Portanto as Gárgulas são as partes salientes de um edifício, destinadas a rejeitar a água da chuva a uma certa distância das paredes, de modo a não prejudicar as construções inferiores.

Os arquitetos os escultores do século XIII, durante a ascensão do estilo gótico, criaram nessas calhas salientes, um motivo decorativo para os edifícios.

As gárgulas medievais freqüentemente se parecem com animais fantásticos ou monstruoso que despertou na Idade Média uma grande curiosidade. Sua função nas catedrais, é dupla, técnica e decorativa.

A água, na idade média, as gárgulas eram o símbolo do mal, pois tinha o poder de destruir tudo que os homens realizavam. Além de transmitir doenças, como a peste.

Com esse pensamento, as monstruosas Gárgulas tinham como objetivo simbólico de defender a igreja contra todos os males, expulsando para longe, a água, que colocava em risco, todas as obras de Deus, na terra.

Catedral = Paraíso terrestre.

E também desculpe-me a expressão, simbolicamente vomitar os pecados dos mortais.

Do ponto de vista da engenharia e arquitetura, a gárgula servia como calha, e a água o quanto mais longe ficasse das paredes, e dos telhados, evitaria infiltrações irreparáveis para o edifício.

É o BEM, travestido de o MAL, (para confundí-lo), lutando contra o MAL travestido de o BEM, (beleza e a limpidez da água).

Quimeras:

Gárgulas e Quimeras da Catedral de Notre-Dame de Paris
Quimera “Stryge”, na Catedral de Notre-Dame de Paris. Foto: Tanya e Steve.

Quimera (português), Chimère, (em francês), ou “Chimaria”, (em grego), vem do latim, “chimaera”, nome de um monstro fantástico, da mitologia grega, constituído de diferentes partes de vários animais, (leão, serpente, dragão, cabra…).

Geralmente descrito como um animal híbrido, a quimera foi morta pelo herói Belerofonte e seu cavalo alado “Pegasus”.

Quimera pode também significar também sonhos, fantasias e utopias impossíveis.

As 1° quimeras surgiram na Catedral de Notre-Dame de Amiens no século XIII, como elementos decorativos.

As quimeras da Catedral da Notre Dame de Paris, não têm nenhum tipo de função arquitetônica, foram criadas pelo arquiteto Eugène Viollet-le-Duc, apenas para ter um efeito decorativo, e fazer parte juntos as gárgulas, de um cenário de criaturas estranhas e bizarras.

São 154 quimeras, sendo que somente uma tem nome, “Stryge”. Simpático monstrinho de asas, que passa a dia, com as mãos segurando o rosto, debruçado numa balaustrada da Notre-Dame (torre Norte, e invisível do solo), meditando sobre a vida dos homens, e ao mesmo tempo debochando deles, ao mostrar a língua para cidade.

O nome “Stryge” (The Vampire) foi dado possivelmente por Charles Meryon, que o representou numa gravura, em 1853, hoje no Museu Metropolitano de Arte, em Nova Iorque.

Gárgulas e Quimeras da Catedral de Notre-Dame de Paris
Stryge (1853), de Charles Meyron. Museu Metropolitano (N.Iorque, EUA).

Para nunca esquecer quem é Gárgula e quem é Quimera:

Gárgulas = G.águas = águas = calhas. 
Quimeras = Qui.me-do = monstros.

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1 comentário


  1. Obrigada Tom Pavesi. Muito esclarecedora, para mim, suas explanações. Eu vi a presença de gárgulas, na Igreja Sacre Coer de Montremarte e fiquei impressionada com aqueles diabinho no teto. Pareciam que estavam sendo expulsos de dentro da igreja ou vigiando as imediações. Muito bom saber suas finalidades. Abrs

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