História da Praça da Concórdia a 5° Praça Real de Paris

História da Praça da Concórdia a 5° Praça Real de Paris

Tempo de leitura: 15 minutos

História da Praça da Concórdia a 5° Praça Real de Paris chamada antigamente como “Praça Luís XV”, e durante a Revolução Francesa (1789-1799) foi popularmente apelidada como “Praça da Revolução”.

Rebatizada oficialmente “Praça da Concórdia“, em 25 de outubro de 1795, no último dia do governo provisório da “Convention“, (regime político que proclamou a 1° República na França e substituiu a Assembléia legislativa), objetivando colocar um fim ao período do “Terror” (1792-1794) e as execuções em massa pela guilhotina.

Praça com formato octogonal, com 360 metros de comprimento e 210 metros de largura é a maior praça de Paris. Localizada na margem direita do rio Sena, centralizada entre avenida dos Champs-Élysées e o jardim das Tulherias, (lado leste-oeste), a Igreja da Madalena e a Assembléia Nacional, (lado norte-sul).

A idéia da construção da Praça Luís XV surgiu em 1748 da vontade popular em homenagear o restabelecimento do rei Luís XV (1715-1774) que ficou gravemente doente durante sua estadia na cidade de Metz.

Em 1753, um concurso foi aberto para construção da praça, onde somente os membros da Academia de Arquitetura poderiam participar. O projeto ganhador foi do arquiteto principal do rei Ange-Jacques Gabriel (1698-1782).

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Praça Luís XV, projeto de Ange-Jacques Gabriel.

A estátua equestre de Luís XV (1763):

realizada pelo escultor Edmé Bouchardon (1698-1762) somente foi finalizada após sua morte, pelo escultor Jean-Baptiste Pigalle(1714-1785).

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Estátua equestre de Luís XV, de Edmé Bouchardon e Jean-Baptiste Pigalle, Praça Luís XV, Paris.

Inaugurado em 20 de junho de 1763 virada para o Jardim das Tulherias (leste), a estátua do rei estava representado vestido no estilo romano, coroado pelos louros da glória, e tinha um pedestal (base) ornado com baixos-relevos do arquiteto Jean Chalgrin, (1739-1811), evocando as virtudes do rei: a Força, a Justiça, a Prudência e a Paz.

Em volta da praça Luís XV foram construídos pelo arquiteto Ange-Jacques Gabriel, as fachadas dos dois grandes idênticos edifícios entre 1757 e 1774.

De uma lado, o “Palacete do Guarda-Móveis” (Hôtel du Garde-Meuble). Edifício onde se guardavam artigos preciosos de vários palácios e castelos reais excedentes, como: tapeçarias, móveis, objetos de arte, e por segurança algumas jóias da coroa.

Invadida e saqueada durante a revolução francesa (13 de julho de 1789), o edifício mudou completamente de função tornando-se o atual Ministério da Marinha. Atualmente em renovação, visita somente em 2020.

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Palacete do Guarda-Móveis da coroa, Praça da Concórdia.

O edifício idêntico que se encontra do outro lado da rua Royal, (lado Champs-Elysées), era para ser a sede da“ Casa da Moeda da França” (Hôtel de la Monnaie), mas foi transferido para o atual “Quai de Conti” (Cais de Conti) próximo ao centro e a Pont Neuf. O edifício foi então dividido em quatro partes (lotes) e vendido a particulares, com a obrigação de se construir mansões particulares por trás da fachadas unica uniforme do arquiteto Ange-Jacques Gabriel.

Que resultou nos 4 palacetes: “Hôtel de Coislin”, “hôtel du Plessis-Bellière”, “Hôtel Cartier” e o “Hôtel d’Aumont”.

1 – Hôtel de Coislin (esquina com a rua Royale) é hoje propriedade de um grupo de investidores do Catar (Emirado do Oriente Médio), que aluga o espaço para empresas particulares.

2 e 3 – O Hôtel du Plessis-Bellière e o Hotel Cartier foram unidos e hoje é a sede do Automóvel Clube da França.

4 – O Hôtel d’Aumont, (esquina com a Boissy d’Anglais) foi adquirido em 1788 por François Félix de Crillon (1748-1820), e vendido em 1907 pelos seus descendentes para ser transformado no famoso e luxuoso: “Hotel de Crillon”. Propriedade atual de um membro da família real saudita, Mutaib Ben Abdallah Ben Abdelaziz Al Saoud.

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Hotel de Crillon, Praça da Concórdia, Paris.

Com a subida ao trono, de Napoleão Bonaparte I (1804-1815), primeiro imperador da França, nenhuma alteração urbana e arquitetônica ocorreu na praça.

Com a volta da monarquia, o rei Luís XVIII (1814/1815-1824) planejou que fosse construído um monumento em homenagem ao seu irmão, Luís XVI, o guilhotinado. Mas ao falecer em 1824 foi seu outro irmão Carlos X (1824-1830) que ficou encarregado de construir e financiar o monumento na praça.

Apesar de mudar nome para “Praça Luís XVI“, o monumento nunca foi erguido.

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Praça Luís XV (1829) de Giuseppe Canella (1788-1847). Museu Carnavalet, Paris.

O vice-rei do Egito, o paxá Maomé Ali (1789-1849) embalado pelas descobertas científicas na Europa e conhecendo a paixão de Carlos X, pelas antiguidades egípcias achou oportuno fazer uma aliança diplomática e militar com a França contra a ameaçadora Inglaterra oferecendo três presentes bem originais e exóticos: Uma girafa, chamada Zarafa, uma dezena de múmias em seus sarcófagos de granito para ser expostos no Museu do Louvre e dois obeliscos do templo de Luxor.

Zarafa, a 1° girafa da França ficou muito famosa no jardim botânico de Paris (“Jardin des Plantes”). Morreu em 1845.

As múmias foram recebidas em grandes pompas pelo rei Carlos X, em 1827. Após que os sarcófagos serem abertos e expostos por alguns dias ao público acabaram se decompondo rapidamente em míseros cadáveres ordinários. Restando somente duas que hoje se encontram por acaso na cripta da praça da Bastilha, (clique aqui para ler meu outro artigo, sobre elas).

Dos dois Obeliscos de Luxor oferecidos do Templo de Karnac (que significa, “o melhor de todos os lugares”), devido ao peso (227 toneladas), a altura (23 metros) e as dificuldades de transportes pelo rio Nilo, mar Mediterrâneo, mar Atlântico, rio Sena, somente um obelisco pode chegar em Paris em 1836, já no reinado de Luis Filipe I°(1830-1848), que aproveitou-se para fazer uma propaganda política de seu governo, como rei dos franceses e não da França, mudando definitivamente o nome para Praça da Concórdia.

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Obelisco que restou no Templo de Karnac, em Luxor, Egito. Foto: Ad Meskens.

Foram 2 anos de viagem, (12.000 km) e 3 anos para desmontagem e montagem na praça. Acabou sendo inaugurada somente em 25 de outubro de 1836.

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Elevação do Obelisco em 25 de outubro de 1836.

Com o tempo e muitas controvérsias a França acabou recusando ir buscar o 2° obelisco até a devolução oficial pelo presidente da França, François Mitterrand(1916-1996), em 26 de setembro de 1981.

Em 1998. a pequena piramide de pedra, que se encontra no alto do obelisco foi recoberta com folhas de ouro (23,5 quilates).

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Detalhe ponta Obelisco. Praça da Concórdia, Paris.

O Obelisco de Luxor é símbolo muito antigo chamado “ben-ben” que representa o 1° pedaço de terra surgido do caos no momento da criação do mundo pelo Sol.

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Obelisco de Luxor, Praça da Concórdia. Paris

Portanto era de costume decorar o “Obelisco/Sol”, com alegres babuínos na sua base com a função de guiar e dar assistência todos dias ao sol para entrada do mundo diurno.

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Quatro babuínos adorando o sol nascente”. Museu do Louvre-Lens.

Foi trazido juntamente com o Obelisco, um fragmento da base de pedra (5,7 toneladas) constituída por 4 babuínos em pedra em alto-relevo, com as mãos levantadas aplaudindo, cantando e honrando o nascer do sol. Como o sexo deles estavam eretos, (simbolicamente excitados pela nascer do sol), Luis Filipe I°, preferiu não colocá-los em praça pública, para não chocar a sociedade da época, e ordenou que fossem levado para o Museu do Louvre. Hoje se encontra no Museu do Louvre Lens, norte da França.

A base atual de granito rosa, ilustra em duas de suas faces, a história do transporte e montagem do Obelisco na praça da Concórdia, e nas outras duas faces, uma auto-homenagem do próprio Luís Filipe I°, que patrocinou a viagem do Obelisco do Egito até Paris.

Nova restauração entre 1836 a 1846:

O arquiteto francês de origem alemã, Jacques Ignace Hittorff (1792-1867) desenhou a um projeto de restauração e decoração, segundo os princípios elaborados por Jacques-Ange Gabriel acrescido de novos elementos esculturais para praça.

Fontes monumentais, Luminárias e estátuas são projetados por vários artistas escultores convidados por Hittorff para embelezar a praça.

As duas fontes da praça:

Inauguradas em 1° de maio de 1840, simbolizam a engenharia naval e a navegação pelos rios e mares da França, são elas:

Fonte Fluvial ou Fonte dos Rios (lado da rua “Royale”): Estátuas da navegação fluvial, agricultura e indústria, representado pelos rios: Reno e Ródano (Rhône) com produtos das regiões irrigadas, como: uvas, trigo, frutas, flores.

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Fonte dos Rios, Praça da Concórdia, Paris. Foto: A.G. Photographe.

Fonte Marítima ou Fonte dos Mares (lado da ponte da Concórdia, sobre o rio Sena): Seis figuras colossais representando o oceano, o mar Mediterrâneo, a pesca: de peixes, corais, pérolas e conchas. Os cisnes se misturam com três alegorias (gênios) que simbolizam o transporte, o comércio e a astronomia.

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Fonte dos Mares, Praça da Concórdia, Paris. Foto: A. G. Photographe.

Para a realização dessas fontes, Hittorff convidou: Jean-François-Théodore Gechter (1795-1844), Honoré-Jean-Aristide Husson (1803-1864), François Lanno (1800-1871), Nicolas Brion (1799-1863), Auguste-Hyacinthe Débay (1804-1865), Antoine Desboeufs (1793-1862), Jean-Jacques Feuchère (1807-1852), Antonin-Marie Moine (1796-1849), Carle Elshoecht (1797-1856) e Louis-Parfait Merlieux (1796-1855).

Colunas Rostrais e luminárias:

Na antiga Grécia e Roma, as colunas rostrais eram realizadas com partes dos navios capturados e expostas em praças públicas como troféus por vitórias navais.

As colunas rostrais da praça da Concórdia, em ferro fundido de 9,60 m de altura, tem no seu fuste, proas do navio adaptadas para iluminação a gás. Elas evocam o emblema da cidade de Paris.

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Coluna Rostral e luminária da Praça da Concórdia. Paris.

As 8 estátuas de mulheres representado cidades francesas:

Em volta do Obelisco de Luxor, em cada canto da praça se encontram oito estátuas de mulheres em pedra, de vários escultures, representando as principais cidades da França:

Estátuas de Brest e Rouen, por Jean-Pierre Cortot (1787-1843).

Segundo alguns historiadores, em frente a a estátua de Rouen era local onde se encontrava a guilhotina que executou Luís XVI em 21 de janeiro de 1793.

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Estátua de Brest, por Jean-Pierre Cortot. Praça da Concórdia. Paris.
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Estátua de Rouen por Jean-Pierre Cortot. Praça da Concórdia. Paris

Estátuas de Lyon e Marselha, por Pierre Petitot (1790-1852).

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Estátua de Lyon, por Pierre Petitot (1790-1852). Praça da Concórdia. Paris.
Estátua de Marselha, por Pierre Petitot (1790-1852). Praça da Concórdia. Paris.

Estátuas de Bordeaux e Nantes, de Louis-Denis Caillouette (1794-1862).

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Estátua de Bordeaux, por Louis-Denis Caillouette (1794-1862). Praça da Concórdia. Paris.
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Estátua de Nantes, por Louis-Denis Caillouette (1794-1862). Praça da Concórdia. Paris.

Estátuas de Lille e Estrasburgo, por James Pradier (1790-1852).

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Estátua de Lille, por James Pradier (1790-1852). Praça da Concórdia. Paris.

O escultor Pradier fazendo uma homenagem ao rei Luís Filipe I (1830-1848) pela decisão da renovação da Praça da Concórdia, usou como modelo para estátua de Lille, a quarta filha do rei, a princesa Clementina de Orléans (1817-1907).

Clementina de Orléans (1817-1907), por Franz Xaver Winterhalter  (1805–1873). Palácio de Versalhes.  

A modelo de Estrasburgo foi representada pela atriz Juliette Drouet (1806-1883), amante do escultor Pradier, na qual tiveram uma filha, chamada Claire Gauvain (1826-1846), depois foi também amante do escritor Victor Hugo (1802-1885). 

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Estátua de Estrasburgo, por James Pradier (1790-1852). Praça da Concórdia. Paris.

Essa mesma estátua ficou um longo tempo coberta por um véu preto, em luto pela perda da região Alsácia-Lorena, ao Império Alemão em 1871.

Atriz Juliette Drouet. Litografia de Alphonse-Léon Noël, 1832.

Os 2 Leões da Praça da Concórdia:

A escultura dos dois leões em mármore de carrara, do escultor italiano Giuseppe Franchi (1731-1806) foram realizadas em 1806, e instaladas em 1819, no alto de uma base em pedra, junto ao muro que divide a Praça da Concórdia e o Jardim das Tulherias.

Cada um, com sua grande juba cacheada, uma forte musculatura aparente na barriga e patas, olhando para baixo em direção a rua em posição de guarda.

Símbolo de força e coragem, o leão sempre foi muito representado na antiguidade com guardiões e protetores de templos, palácios, santuarios, tronos e entradas para lugares importantes.

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Estátua Leão (1819) de Giuseppe Franchi (1731-1806). Praça da Concórdia, lado Jeu de Paume. Foto: A.G.

No caso dos dois leões de Giuseppe Franchi, eles protegem e guardam a Praça da Concórdia, e os dois centros de artes que se encontram dentro do Jardim das Tulherias, um em cada lado, o Jeu de Paume e Museu de l’Orangerie.

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Estátua Leão (1806), de Giuseppe Franchi. Praça da Concórdia, lado Museu da l’Orangerie.

Cavalos de Marly:

Em 1739, bem em antes das duas reformas da praça da Concórdia, o rei Luís XV (1715-1774), encomendou ao escultor Nicolas Coustou (1658-1733), um grupo de esculturas equestres: “Mércurio (Guerra) e a Fama (Renommée) montando o cavalo alado Pégaso” (mitologia grega), para o castelo de Marly.

Em 1793, após escaparem aos saques durante a revolução francesa (1793), sob ordens do pintor Jacques-Louis David (1748-1825) foram transportados em 1795, para Praça da Concórdia, e erguidas em cada lado da calçada, na entrada da avenida dos Champs-Elysées.

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Cavalo de Marly ( Mércurio), de Michel Bourbon. Praça da Concórdia. Paris.

Em 1984 acabaram sendo transferidas ao Louvre pois temiam que pudessem serem danificadas por vândalos, e no mesmo local foram instaladas réplicas em mármore, do escultor Michel Bourbon.

Segredo de Paris na Praça da Concórdia.

Você já notou os numerais romanos imponentes nos paralelepípedos da Praça da Concórdia?

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Placa no solo indicando a linha de bronze na Praça da Concórdia. Foto: JPD.

As linhas de bronze e seus fazem parte de um gigantesco relógio de sol, cujo o obelisco de Luxor tem a função de agulha do ponteiro.

Projeto que havia sido abandonada duas vezes por causa da 1° e 2° Guerra Mundial, acabou sendo realizado em 21 de junho de 1999 durante o solstício de verão, para marcar a passagem do ano 2000.

A sombra do mostrador parte do Obelisco de Luxor cruzando a praça para seguir sobre uma linha de bronze até chegar nos indicadores da hora solar marcados no solo em algarismos romanos, do número VII ao XVII.

A precisão da hora depende da data, pois somente alguns dias coincide com a hora correta (solstícios ou equinócios).

Sugestões de livros, e-books e Seguro Viagem:

Livros:

Sugestões: 10 Livros sobre Paris e seus Segredos.

E-book:

Guia de Viagem: “Paris Vivências”, de Cynthia Camargo.

Dicas de Viagem: “Como viajar barato para França”, de Simon Canteloup.

Seguro Viagem:

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4 Comentários


  1. Tom Pavesi, novamente parabenizando-o pelas excelentes informações. O meu nome foi escolhido pelo meu pai, frances, natural da borgonha, relembrando o castelo de Marly e a saudade da sua França.

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  2. É sempre com emoção que leio seus artigos sobre os monumentos e praças da nossa querida Paris. Muito obrigada por todos esses detalhes incríveis. Na próxima ida a Paris vou rever essas praças olhando-as com novos olhos,.

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  3. Procuro resposta no passado e tudo me leva a Paris flexões de uma história já vivida

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  4. Muito interessante saber dessas histórias. Adoro. Gostaria de saber sobre um bairro chamado Bagnole. Você teria alguma matéria sobre ele? Parece que tem uma história. Obrigada.

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