O misterioso tesouro de Rennes-le-Château

O misterioso tesouro de Rennes-le-Château

Tempo de leitura: 19 minutos

O misterioso tesouro de Rennes-le-Château
Localização Rennes-Le Château. Sul da França.

O misterioso tesouro de Rennes-le-Château, cidade no sul da França, (região “Languedoc-Roussilion”), que possivelmente esconde um verdadeiro tesouro encontrado por uma padre da região, François Bérenger Saunière, e que até hoje gera debates, especulações, livros, filmes, documentários, jogos de vídeos, teses esotéricas bem complexas, sem que haja uma explicação histórica ou cientifica, para origem deste mistério.

Um padre rebelde.

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François Béranger Saunière.

Em 1885, François Béranger Saunière, com seus 33 anos, era um padre orgulhoso, dinâmico, ambicioso, de temperamento forte, professor de um seminário na cidade de Narbonne, apesar das boas qualidades, era considerado pelos seus superiores, como intransigente e insolente, pois promovia aos estudantes, pensamentos antirrepublicanas como por exemplo; a volta da monarquia absoluta dos reis da França. Ideia totalmente contrário a posição da igreja na época.

Um rebelde, que por ordens do bispo da cidade de Carcassone, Felix Billard foi enviado por desobediência e punição, para ser o padre de uma pequenina cidade isolada da França, no alto de uma montanha, chamada Rennes-le-Château, com pouco menos de 300 habitantes.

Lugar sem nenhuma importância econômica para região, e para congregação católica. De difícil acesso, seja a pé, charrete ou mulas, e sem nenhuma importância econômica para região, e para Congregação Católica.

Sua missão, era somente trabalhar cuidando da Igreja Santa Maria Madalena, que se encontrava em estado de abandono, pelos fiéis locais.

Uma igreja em ruínas.

Em 01 de junho de 1885, o padre Saunière chegou em Rennes-le-Château, e para sua grande surpresa encontrou uma igreja praticamente em ruínas, sem telhas, sem mobílias, janelas e vitrais quebrados ou seja, sem nenhuma condição a ser frequentada, em dias de chuvas e ventos, e principalmente no inverno.

A residência paroquial também estava totalmente destruída e invadida por galinhas. As poucas casas do vilarejo, e o principal orgulho da cidade, em outras épocas, o Castelo Hautpoul, também se encontravam num estado deplorável de pobreza e de destruição.

Mas para Saunière, homem cheio de virtudes, o fato de ter encontrado a paróquia neste estado calamitoso, não foi motivo para se entristecer ou renunciar, ao contrário lhe deu mais coragem e disposição para recomeçar imediatamente os trabalhos de reconstrução, e tudo mais que fosse preciso para se cumprir esta nova missão na qual foi designado por Deus.

Morou por algum tempo em casas de habitantes até que sua residência paroquial fosse reparada com seu modesto salário e da ajuda de alguns habitantes, e assim pode morar convenientemente.

Uma ajuda milagrosa.

Quanto aos reparos da igreja, primeiramente pediu ajuda ao Conselho Municipal da região mas foi lhe negado, sem desistir e usando da sua contagiante simpatia e grande inteligência foi conquistando a amizade de pessoas influentes.

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Maria Tereza de Áustria-Este, por Adeodato Malatesta

Foi então que conheceu, a condessa de Chambord, Maria Tereza de Áustria-Este, lhe ofereceu uma ajuda de 3.000 “francs-or”, (aproximadamente 15.000 euros).

Ilustre mulher, que por pouco poderia ter sido rainha da França, por ser esposa de Henrique d’Artois, duque de Chambord, o quase rei, Henrique V, último pretendente ao trono da França, descendente de Henrique IV, da dinastia Bourbon.

O motivo que levou a condessa doar uma tal quantia ficou sem reposta e levantou a uma grande questão, porquê?

Renovação da Paróquia e o início do mistério.

No fim do ano de 1886, início de 1887, Saunière começou os trabalhos de renovação da Igreja Santa Maria Madalena, empregando habitantes da cidade, a trabalharem nos finais de semana.

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Balaústre

A misteriosa história do tesouro de Rennes-le-Château começou quando Saunière pediu aos um dos seus pedreiros contratados de afastar um antigo pilar (balaústre) de madeira, que sustentava uma mesa de pedra do altar, para ser substituído por um novo, recém recebido de uma  doação particular.

Ao retira-lo do lugar, o pedreiro percebeu que na parte superior do balaústre, havia um buraco interno, cheio de folhas secas,  protegendo três  tubos de madeira, lacrados hermeticamente com cera.

Assim, como conta uma das várias versões, Saunière, surpreso com tal de descoberta, foi logo abrindo os conteúdos de cada tubo.

Dentro do balaústre haviam quatro manuscritos:

  • Um contendo a árvore genealógica a partir do rei Dagobert II, de 681 até 1244, selado com o carimbo da rainha Blanche de Castille, esposa do rei Luís VIII (1223-1226).
  • Um manuscrito registrado em notário, em 1664, contendo a descendência dos reis merovíngios de 1200 até 1644.
  • Um outro manuscrito, com invocações .
  • E um suposto falso manuscrito datado em 1753, em frente e verso, contendo frases do velho testamento segundo João, (12:1-12), escritas no antigo latim, e frases indecifráveis.
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Falso manuscrito, com passagens do evangelho de João, 12:1-12.

Como foi obrigado a entregá-los a Prefeitura, segundo algumas versões, fez cópias e escondeu os originais em algum lugar da sua propriedade. E como essa Prefeitura pegou fogo em 1910, os pergaminhos sumiram no fogo ou por alguém.

Em 1960, eles reapareceram, mas logo foi constatado que eram  falsos. Descobriu-se mais tarde que foram feitos por pessoas que queriam ganhar dinheiro, fama e notoriedade com a história.

Principalmente, Noel Corbu o novo dono da propriedade de Saunière, “Villa Béthania”, que precisava movimentar os seus negócios na cidade.

Ou pelo escritor Gérard de Sède, que publicou em 1967, no seu livro, l’Or de Rennes”dois falsos pergaminhos que poderiam terem sido reproduzidos baseados nos originas escondidas de Saunière ou roubadas antes da prefeitura pegar fogo. Gérard de Sède morreu em 2004, sem nunca confessar a origem.

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Face da laje de pedra em alto-relevo, com dois cavaleiros templários.

Alguns dias mais tarde, Saunière e o chefe de obras, Elie Bot, quando trabalhavam na restauração do piso da igreja, ao levantarem uma laje de pedra acharam um túmulo. A parte interior da laje, tinha um desenho em baixo-relevo, de dois cavaleiros sentados numa mesmo cavalo, representação simbólica dos cavaleiros templários.

Saunière, na maior tranquilidade, sem chamar atenção dos outros empregados que trabalhavam no local, pediu para que fossem embora, e o deixassem com sua fiel assistente, servente e amiga, Marie Dénarnaud.

Dentro do túmulo foi encontrado um crânio, que segundo um estudo realizado com carbono 14, pertenceu a um homem de 50 anos, que viveu entre os anos 1281 a 1396.

A pergunta que se faz é: E o que mais foi encontrado neste túmulo, além disso ? Será que existia algum tesouro valioso escondido?

Porque depois de ter descoberto o crânio, Saunière e sua assistente Dédarnaud, foram vistos no cemitério, situado atrás da igreja, escavando buracos, abrindo lajes, movendo túmulos de um lugar para outro, e até apagando epitáfios.

Só parou depois de ter aberto a tumba da marquesa d’Hautpoul, esposa de François d’Hautpoul, último Senhor de Rennes-les-Château, com medo das queixas ameaçadoras da prefeitura, e das autoridade eclesiásticas. E não se sabe o que pode ter encontrado.

Parou de escavar em Rennes-le-Château, mas continuou nos campos das cidades vizinhas.

O que procurava ? E o que achou ? Mistério….

E o padre ficou estranho e rico!

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Igreja Santa-Maria-Madalena.

Em 1897, em posse de uma pequena fortuna, e sem ajuda de terceiros finalizou a restauração da Igreja Santa-Maria-Madalena, segundo um estilo Barroco “Saint-Sulpicien” (arte religiosa simples e ingênua, “naifa”), chocando seus superiores.

Saunière, reconstruiu um igreja que aparentemente foi muito cara. Teve com objetivo de surpreender os fiéis, com decorações ricas, e chamativas, mas parece também que quis esconder outras intenções, como símbolos e códigos secretos, não visíveis na 1° olhada.

Objetos, pinturas, vitrais coloridos, esculturas e outros elementos bizarros faziam parte desta estranha decoração.

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Asmodée. Entrada da Igreja.

Deles, o mais polêmico, e que se tornou um símbolo da cidade, se encontrava logo na entrada da igreja.

Uma concha de água benta, (e batistério) tinha com base, uma escultura maléfica e diabólica, conhecida como “Asmodée”, deixando todo mundo perplexo e assustado com a horrível imagem, e o sentido dela estar lo

Em 23 de abril de  2017, foi destruída por uma islamista, a golpes de um machadinho, em represália contra as mortes cometidas pelas tropas ocidentais na Síria. Talvez volte restaurada.

Acima do diabo, uma outra escultura bem simbólica de quatro anjos, olhando cada um, para um lugar diferente. Um deles está apontando para seguinte mensagem: “Por este sinal, você vencerá”, (“par ce signe tu vaincras”). Uma forma estranha de dizer que o bem triunfará sobre o mal.

Lista de bens do padre Saunière:

Em 1899, ainda dando continuidade a suas gastanças, comprou seis terrenos na cidade, em nome de Marie Dénarnaud, (sua assistente confidente e herdeira oficial), e construiu no local:

  • Uma pequena casa de três andares, chamada “Villa Béthania”, bem luxuosa para os padrões da cidade,e que servia como residência as altas autoridades, nobres e eclesiásticos que vinham visita-lo. Um maneira rica e ostentativa de se viver que não correspondia nada com aquele pobre padre que chegou alguns anos pedindo ajuda a todos.
  • Uma torre de pedra, “Tour Magdala”, em estilo neogótico, utilizada como biblioteca e lugar de meditação, com uma linda vista para o vale e cidades vizinhas.
  • Um torre envidraçada, “Tour de Verre ou Tour de l’Orangeraie”, para abrigar plantas e arbustos frágeis, e raras.
  • Uma torre de pedra, “Tour Magdala”, em estilo neogótico, utilizada como biblioteca e lugar de meditação, com uma linda vista para o vale e cidades vizinhas.
  • Um caminho suspenso de pedra, “ Belvedere” ligando a “Tour Magdala” a “Tour de Verre”.
  • Um grande jardim, próximo a casa “Villa Béthania”.
  • Um jardim menor, com gruta e calvário, em frente a igreja restaurada.
  • Um mini-zoológico, com macacos e araras (que não existe mais).
Vista de Rennes-le-Château, par drone.

Acusações graves. 

A população indignada e enciumada, desconfiava que toda fortuna acumulada foi porque Saunière cobrava para celebrar cerimônias religiosas, como; cura, casamentos, nascimentos, mortes…

Por tantas denúncias e provas concretas, (restauração da Igreja, compra de terrenos, casa nova…e outros), Saunière foi chamado a se explicar para os seus superiores a origem de tanta fortuna. Mas sempre respondia de forma incompleta e com bastante displicência enviando livros de contas fraudadas de doações imaginarias, justificando os gastos absurdos.

Contas em bancos encontradas em seu nome:

  • Em Paris: “Banque Parisienne Petitjean”.
  • Em Perpignan: “Banque du Languedoc et du Roussillon”.
  • Em Toulouse: “Banque Pommier et Pavie”.
  • E surpreendentemente, em Budapeste, (Hungria): “Banque Fritz Dörge”.

Punição por desobediência ao bispo.

Paul-Felix Beausejour

O novo bispo de Carcassonne, Paul-Felix Beausejour, que substituiu o falecido bispo Billard (que o defendia), irritado com tantas histórias mal contadas pediu a transferência de Saunière para cidade de Coustouge, que se encontrava a 65 km de Rennes-le-Château.

Saunière respondeu na maior petulância que não iria jamais, e continuou tranquilamente celebrando missas na Igreja Santa Maria Madalena, esperando chegar uma punição mais severa.

Em 1910, acusado por Beausejour de simonia, (compra e venda de favores espirituais) foi processado por apropriação indevida.

Condenado em 1911, acabou sendo suspenso de suas funções sacerdotais por tempo indeterminado até que restituísse tudo que acumulou nos anos em que foi padre em Rennes-le-Château.

Em 1913, Saunière hipotecou uma propriedade de Marie Dedarnaud, (que havia colocado no nome dela), para pagar uma parte da dívida que a igreja lhe reclamava. Assim que pagou, foi restituído em suas funções e autorizado a rezar missas .

Condenação e expulsão da igreja.

Em 1915 acabou sendo finalmente condenado e destituído definitivamente pelas autoridades superiores de Roma e Carcassonne. Confirmando pelos mesmos, que toda a sua riqueza não foi por causa de um tesouro encontrado, e sim por ter recebido dinheiro pelo tráfico de missas.

Saunière até que preferiu essa versão, do que ser forçado a contar sobre suas descobertas, o tesouro e os bens que acumulou.

Capela particular de Saunière
Capela particular na Villa Béthania. Rennes-Le-Château.

Pelo fato de ser perseguido por Beausejour modificou o testamento que dizia que em caso de morte de Marie Dédarnaud, tudo que era dela, seria da igreja. Ficou de pensar para a quem doar para mais tarde.

Sem autorização, mas apoiado pela população local, continuo rezando missas, na capela particular que construiu na varanda da sua casa, na “Villa Béthania”.

Fim, herança e mortes suspeitas.

Em 22 de janeiro de 1917, Saunière após ter uma forte parada cardíaca, ainda conseguiu confessar seus segredos ao abade Riviera. Em seguida morreu sem receber a extrema-unção.

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Marie Dédarnaud.

Em 1942, a famosa herdeira e iletrada “mademoiselle”, Marie Dédarnaud, que todos a consideravam rica, agora alguns anos depois, se encontrava falida.

Segunda ela, se encontrava nessa situação por ter sido obrigada a pagar todas as dívidas deixadas por Saunière. Portanto, aparentemente sem recursos financeiros precisou alugar sua casa, a Villa Béthania, para poder viver tranquilamente, e pobremente, até o fim da sua vida.

Agora, pode ser que talvez ela fingisse estar na miséria por se sentir ameaçada, lembrando que três padres amigos, de Saunière foram mortos misteriosamente.

Um assassinato, em 1897,  Jean Antoine Gélis, da paróquia da cidade de Coustaussa, e dois outros, Joseph Rescanières, morto misteriosamente, e Henri Boudet, seu sucessor, morto 60 dias depois ao assumir a paróquia de Rennes-les-Bains, cidade vizinha de Rennes-le-Château.

Marie Dédarnaud, após conhecer a família Corbu, da cidade de Perpinhão, (“Perpignan”) interessados pela casa, propôs a eles um aluguel mensal, pelo sistema“viagère”, (forma de pagamento de aluguel, que é feito até a morte do proprietário, depois o imóvel passa a ser do inquilino). E eles aceitaram.

Em 1953, Marie Dédarnaud, aos 85 anos, foi vítima de um A.V.C. deixando a casa, Noel Corbu.

Mas o famoso tesouro de Rennes-le-Château encontrado por Saunière, acabou sendo enterrado com ela, para sempre (ou não?).

O tesouro vira notícia na França e no mundo.

Noel Corbu transformou a “Villa Béthania“, num hotel-restaurante, mas devido uma baixa frequentação pelo motivo de estar isolado numa região afastada e pouco conhecida, resolveu  mediatizar toda história do famoso tesouro (supostamente) encontrado por Saunière.

E foi assim que começaram a chegar na cidade de todas as partes da França e do estrangeiro, especialistas, historiadores, curiosos, aventureiros… Atraídos por jornais, revistas sensacionalistas e outras especializadas em esoterismo, e em busca de um tesouro escondido.

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Artigos de jornais sobre o tesouro de Saunière

Na literatura, entre vários, os três mais conhecidos são:

  • Em 1967: L’Or de Rennes’’, (Ouro de Rennes), de Gérard de Sède, com a cumplicidade do desenhista Pierre Plantard, e do ator e escritor francês, Phillipe de Chérisey, se aproveitaram de uma história de tesouro contada por Noel Corbu misturando com a dinastia dos merovíngios, e com falsos pergaminhos (inventados por P. de Chérisey) conseguiram um sucesso internacional, e deram a base para que outros autores escrevessem sobre o mistério de Rennes-le-Château.
  • Em 1982: “O Santo Gral, e a Linhagem secreta” (“Holy Blood, and the Holy Grail”), dos escritores ingleses, Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, onde dizem que Jesus Cristo ao se casar-se com Maria Madalena, seus filhos e descendentes vieram morar no sul da frança…(Rennes-le-Château???), constituindo parte da dinastia dos merovíngios, que reinaram na França, até 751 d.C.
  • Em 2003: “O Código da Vinci”, de Dan Brown. Influenciado pelo livro do trio de “Holy Blood and the Holy Grail”, escreveu esse romance policial, que se inicia com a misteriosa morte do curador do Louvre, “Jacques Saunière”, (referência ao padre Béranger Saunière)Um Best-seller de sucesso planetário.

Na televisão:

  • Em 1989: L’Or du diable”série de 1 temporada, com 6 capítulos para televisão francesa, do diretor Jean-Louis Founier, baseado no romance, L’Or du diable (1988), de Jean-Michel Thibauxm .
  • Em 2015: Meurtres à Carcassonne”, do diretor Julien Despaux. Filme de investigação policial que tem como cenário, a propriedade de Saunière, em Rennes-le-Château.

No cinema:

  • Em 2001:Revelation”do diretor, Stuart Urban. Filme britânico, sobre o complô de uma loja maçônica liderados por templários, na busca de uma relíquia de origem judaica-cristã.
  • Em 2006: O Código da Vincido diretor, Ron Howard. Filme americano, baseado no livro romance policial, “O Código da Vinci, do escritor Don Brown. Faz referências simbólicas com misterioso tesouro de Rennes-le Château, e o padre, Saunière.

Jogo de Vídeo:

  • Em 1999:Gabriel Knight: Énigme en Pays cathare“. Um jogo para computador, de aventuras e mistérios na cidade de Rennes-le Château.

História que até hoje é contada também em documentários, reportagens, emissoras de rádio, teses de especialistas e historiadores…

As escavações são proibidas em Rennes-le-Château.

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Placa proibindo escavações na região de Rennes-Le-Château.

A prefeitura que comprou todas propriedades de Noel Corbu, (Dédarnaud, Saunière), preocupada com a invasão de caçadores de tesouros, advertiu com várias placas espalhadas pela cidade, que “As escavações são proibidas em todo território da comunidade de Rennes-le-Château.”

Apesar do aviso, frequentemente são encontrados buracos de escavações clandestinas nos principais locais conhecidos pela passagem de Saunière, como: A gruta do jardim, em frente a igreja, em terrenos vazio, junto ao cemitério e igreja Santa-Maria-Madalena, na parte externa do belvedere, e em terrenos abandonados em volta da cidade.

Suposições sobre o tesouro.

Segundo numerosas hipóteses, Saunière ao renovar sua igreja, teria sim encontrado um segredo histórico fantástico. Em posse dele, pode ter negociado e obtido um retorno monetário das altas autoridades eclesiásticas. Um segredo na qual fez a promessa de nunca revelá-lo para o mundo.

Uma pequena lista de suposições que Saunière poderia ter encontrado:

  • Tesouro dos Cátaros.
  • Tesouro da rainha Blanche de Castille (Branca de Castilha, esposa de Luís VIII).
  • Tesouro dos Templários.
  • Tesouro dos Visigodos.
  • Documentos bíblicos que iam contra os evangelhos.
  • Os restos mortais de Maria Madalena.
  • Tesouro de Salomão.
  • A Arca da Aliança.
  • A Pedra Filosofal.
  • O Cálice Sagrado.
  • Base para UFOS.

Béranger Saunière conseguiu fazer de Rennes-le-Château um lugar sagrado, de peregrinação, de magia espiritual, exótico, uma base de buscas, pesquisas e especulações históricas, sem precedentes na história da França.

Eu mesmo, um dia fui contratado como guia, para levar um grupo de espíritas do Brasil, que estavam na missão de achar o túmulo da Santa Maria Madalena. Posso dizer que foi um trabalho muito diferente de tudo que estava acostumado a fazer, mas é claro que por motivos éticos, não vou contar se eles acharam ou não. Não direi nem mesmo sobre torturas.

Agora caso queiram também procurar algo por lá ou somente visitar a cidade de Rennes-le-Château, pode me contratar clicando aqui, que eu levo vocês !  😉

Seja qual for o tesouro escondido, o nome de Béranger Saunière está marcado na história como detentor de um dos mistérios mais importantes do seculo XX, e esperemos que um dia seja revelado.

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11 Comentários


  1. Tom . Como sempre nos presenteando com essas histórias magníficas. Quem sabe um dia , também possa fazer esse roteiro que você sugeriu. Um abraço.

    Responder

    1. Oi Liamar,
      Aguardarei o seu contato, para mostrar o Louvre, Versalhes e outros locais de Paris.
      Obrigado pelo seu comentário.
      Abraços!

      Responder

    1. Pensava em química, veio a arquitetura, depois a história, e por fim guia de turismo!
      Um percurso diferente e cheios de experiências bacanas, informações e aventuras…
      Valeu Zequinha!
      Um abraço.

      Responder

    2. Que história surpreendente do Padre François Béranger.e confesso que a curiosidade ainda vai me levar a descobrir mais sobre esta história.Muito obrigada a Tom Pavesi.

      Responder

  2. Oi Tom, como sempre você dando um show maravilhoso com seus artigos.
    Por ser professora de história aposentada (apesar de não ser especialista nesses assuntos), algumas coisas eu sabia, mas não com essa riqueza de detalhes.
    Estou emocionada, feliz e saltitante com mais esse artigo de sua autoria.
    Quanto ao que o padre Saunière, ele realmente encontrou coisas importantes que passaram a fazer parte dos seus tesouros.
    Na minha opinião, ele achou duas coisas valiosas, que são o Tesouro dos Templários e os restos mortais de Maria Madalena.
    E não é por causa dos livros e dos filmes.
    É uma coisa minha, posso até dizer que é um forte pressentimento que existe muito antes desses acontecimentos tornarem-se conhecidos da mídia e do público.
    Eu sou espírita e como esse grupo de turistas que você levou à Rennes-le-Château, quero, por favor, que me leve ou me ajude a descobrir o túmulo de Maria Madalena.
    Você já está contratado por mim.
    Quando eu for à França, lhe avisarei com bastante antecedência para que você possa estar lá e me levar à Rennes-le-Château.
    Adoro história misturada com aventuras e mistérios.

    Responder

    1. Opa! Bora lá! Assim que estiver uma data certa poderemos ir sim. Aproveitando poderemos visitar Lourdes (história incrível de Bernadette Soubirous, que encontrou 18 vezes Nossa Senhora, e Carcassonne (história dos Cátaros), que fazem parte de um roteiro pleno de espiritualismo e religiosidade. Legal fazer com mais pessoas. Obrigado mais um vez pelos elogiosos comentários. Abraços!

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