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	<title>Arquivos Museus - Segredos de Paris</title>
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	<description>Histórias, Arte e Informações sobre Paris e a França.</description>
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	<title>Arquivos Museus - Segredos de Paris</title>
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		<title>Tom Pavesi Guia Conferencista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 16:27:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 4 minutos</small> Tom Pavesi Guia Conferencista brasileiro: Profissional credenciado pelo&#160;Ministério da Cultura e do Turismo da França, diplomado&#160;Técnico Superior em Animação e Administração Turísticas Locais&#160;(BTS AGTL-Paris) com especializações em: História das civilizações, História da Arte, História de Paris, História da França, Patrimônios, Arquitetura e Monumentos franceses. Dedicado, experiente, dinâmico pode ser uma boa opção para você descobrir os Segredos de Paris e de outras regiões da França de uma forma calorosa familiar que somente um&#160; guia brasileiro poderá lhe proporcionar. Tom Pavesi&#160;atende a turistas <a href="https://segredosdeparis.com/tom-pavesi-guia-conferencista/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 4 minutos</small></p> 
<p><strong><strong>Tom Pavesi Guia Conferencista</strong></strong> <strong>brasileiro</strong>: Profissional credenciado pelo&nbsp;Ministério da Cultura e do Turismo da França, diplomado&nbsp;<strong>Técnico Superior em Animação e Administração Turísticas</strong> <strong>Locais</strong>&nbsp;(<strong>BTS AGTL-Paris</strong>) com especializações em: História das civilizações, História da Arte, História de Paris, História da França, Patrimônios, Arquitetura e Monumentos franceses.</p>



<p>Dedicado, experiente, dinâmico pode ser uma boa opção para você descobrir os <strong>Segredos de Paris </strong>e de outras regiões da França de uma forma calorosa familiar que somente um&nbsp; guia brasileiro poderá lhe proporcionar.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="720" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg" alt="Tom Pavesi Guia Conferencista" class="wp-image-4776" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg 960w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-768x576.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-370x278.jpg 370w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Tom Pavesi e um grupo de clientes individuais. Foto: Claudia Pasqualini. </figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Tom Pavesi&nbsp;</strong>atende a turistas individuais, grupos em excursões, grupo de incentivos e particulares, Agências e Operadoras de Viagens e outros interessados.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4969" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-768x1024.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-1152x1536.jpg 1152w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-370x493.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-970x1293.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas.jpg 1200w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Louvre especial para crianças. Uma experiência inesquecível. </figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Meu percurso:</h2>



<p>Sou paulista paulistano arquiteto de profissão cheguei na França em 1987 para conhecer o mundo. Com uma parada estratégica em Nice para aprender francês logo comecei a trabalhar como projetista numa construtora em Mônaco.</p>



<p>Com pouco dinheiro e uma mochila resolvi conhecer um pedaço do mundo. Rodei na Noruega, Dinamarca, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, ilhas da Grécia, Israel e Egito. Enfim depois de muitas aventuras Paris foi a última etapa.</p>



<p>Alguns trabalhos alimentares (colhedor de uva na Champagne, Borgonha e barman) vieram completar os zeros francos do momento, até que surgiu um convite para trabalhar como arquiteto projetista de interiores para decorar um apartamento de 500m2 no estilo de Versalhes.</p>



<p>Um ano depois, apartamento quase pronto, o cliente foi preso por desvio de verbas do governo do Benin na África. Assegurado pelo governo francês por três anos mergulhei em cursos específicos de história da arte, civilizações e patrimônios franceses.</p>



<p>Algumas exames, provas e uma bancada julgadora de historiadores, me formei <strong>GUIA CONFERENCISTA </strong>em 2005.</p>



<p>Muitas aventuras e muitos clientes desfilaram (e ainda desfilam) comigo por essa França cheia de história e segredos. O amor pela profissão é minha grande motivação para continuar nessa vida de aventuras e viagens.</p>



<p>Ao criar esse site e um outro chamado <a href="https://guiadolouvre.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guia do Louvre </a>consegui unir o útil e o agradável contando mais histórias e viajando nas viagens que vocês compartilham.</p>



<p class="has-text-color has-background has-large-font-size" style="color:#08161c;background-color:#ffff00"><em><span><span><b><em><em><strong>Clique em &#8220;Agendar Passeios&#8221; para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></em></b></span></span></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4774"/></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="o-que-e-uma-guia-conferencista" style="color:#a30000">O que é um Guia Conferencista?</h2>



<p><strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;é um profissional formado em uma faculdade especializada no turismo (de 2 a 3 anos), que tem como base nos seus conhecimentos obrigatórios: história da arte, história das civilizações, história de Paris, história da arquitetura, Patrimônios Franceses.</p>



<p>Para se trabalhar legalmente nesta profissão é exigido pelo pelo Ministério do Turismo e da Cultura francesa, a apresentação da&nbsp;<strong>carteira profissional</strong>&nbsp;sempre que for solicitado por fiscais , agentes de segurança quando estiver trabalhando na condução de pessoas em visitas guiadas, em museus ou em qualquer Monumento Nacional da França.</p>



<p>O&nbsp;<strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;pode guiar livremente nos locais turísticos abertos ou fechados fazendo comentários em língua estrangeira ou em francês, procurando através dos seus conhecimentos e estudos, a valorização do patrimônio local do país, no caso aqui a França.</p>



<p>Comentários esses que podem ser em voz alta ou através de aparelhos de fones de ouvidos (ou auriculares), onde cada pessoa do grupo escuta as explicações de forma privilegiada.</p>



<p>Um bom guia precisa ter noções de história, política, economia, social, cultura, arte, turismo, pedagogia e comunicação.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="como-o-guia-conferencista-pode-exercer-sua-profissao" style="color:#a30000">Como o guia conferencista pode exercer sua profissão?</h2>



<p>Como trabalhador liberal, microempreendedor (em francês, “autoentrepreneur”) ou assalariado para: agências e operadoras de viagens, museus, castelos, centros turísticos, etc.</p>



<p>Uma tabela de honorários foi estabelecida, e normalmente é respeitada por todos os profissionais de língua portuguesa que trabalham neste setor. Mas pode haver diferenças nas renumeração do&nbsp;guia contratado, por parte das agências e operadoras, devido a dificuldade de se encontrar a pessoas certa para a língua solicitada.</p>



<p>A profissão de&nbsp;<strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;(<strong>Guide-Conférencier</strong>) é regulamentada pelo artigo&nbsp;<strong><a href="https://www.legifrance.gouv.fr/loda/id/JORFTEXT000025455144/2021-03-10" target="_blank" rel="noreferrer noopener">L.221-1</a></strong>, do código do turismo.</p>
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		<title>Le Déjeuner sur l’herbe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 20:40:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 13 minutos</small> Le Déjeuner sur l’herbe, em português: &#8220;O almoço sobre a relva&#8221; ou &#8220;O piquenique no bosque&#8221;, do pintor francês, Édouard Manet (1832-1883), intitulada inicialmente como: Le Bain (&#8220;O Banho&#8221;) ou &#8220;Le Petit carrée&#8221; foi apresentada no Salon de Paris, em 1863 e recusada pelo júri oficial por imoralidade, falta de técnica e de estilo. Aceito no Salão dos Recusados (&#8220;Salon des Refusées&#8221;) em 15 de maio de 1863 criado especialmente por iniciativa de Napoleão III (1852-1870) que considerou o júri do Salon <a href="https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 13 minutos</small></p> 
<p><strong><em>Le Déjeuner sur l’herbe</em></strong>, em português:<em> &#8220;O almoço sobre a relva&#8221;</em> ou <em>&#8220;O piquenique no bosque&#8221;</em>, do pintor francês, <strong>Édouard Manet</strong> (1832-1883), intitulada inicialmente como: <em><strong>Le Bain</strong></em> (<em>&#8220;O Banho&#8221;</em>) ou <em>&#8220;Le Petit carrée&#8221;</em> foi apresentada no <strong>Salon</strong> de Paris, em 1863 e recusada pelo júri oficial por imoralidade, falta de técnica e de estilo.</p>



<p>Aceito no <strong>Salão dos Recusados</strong> (<em>&#8220;Salon des Refusées&#8221;</em>) em 15 de maio de 1863 criado especialmente por iniciativa de <strong>Napoleão III</strong> (1852-1870) que considerou o júri do <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Salon_de_peinture_et_de_sculpture" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Salon</strong> </a>oficial severo demais ao recusarem cerca de 3.000 obras das 5.000 inscritas.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4481" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-300x236.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-768x605.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-370x291.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-970x764.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe” (1863), de Édouard Manet. Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mesmo nessa exposição paralela, <strong>Manet</strong> com seu<em><strong> Le déjeuner sur l&#8217;herbe</strong></em> foi objeto de zombarias com uma grande reação negativa dos críticos de arte, dos jornalistas e uma boa parte dos visitantes. Classificada como indecente e de pouco valor artístico.</p>



<p><strong>Manet</strong>, mesmo inspirando-se em obras de antigos mestres provocou um escândalo na sociedade da época, pois conseguiu fazer uma ruptura significativa contra o academismo dos pintores classicistas em moda naquele momento. </p>



<p>Tela de grande formato, de 2.08 m de altura por 2.65 m de comprimento, encontra-se atualmente em exposição no <strong>Museu d’Orsay</strong>, em Paris, na França.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="469" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-1024x469.jpg" alt="" class="wp-image-4483" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-1024x469.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-300x137.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-768x352.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-370x169.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-970x444.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Museu d’Orsay, em Paris. Foto: DXR.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="inspiracoes" style="color:#090784">Inspirações: </h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-concert-champetre-1509-1510" style="color:#a30000">&#8220;Le Concert champêtre&#8221; (1509-1510).</h2>



<p>Ou em português: &#8220;<em>O Concerto Campestre</em>&#8220;. Obra iniciada em 1509 por <strong>Giorgione</strong> (1477-1510) e finalizada provavelmente em 1510, pelo seu aluno <strong>Ticiano</strong> (1490-1576), logo após a morte do mestre.</p>



<p>A composição apresenta quatro personagens em poses semelhantes a obra de <strong>Manet,</strong> inclusive com uma lagoa bem ao fundo no vale, só faltou mesmo a presença da mulher tomando banho.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="815" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-1024x815.jpg" alt="" class="wp-image-4486" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-1024x815.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-300x239.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-768x611.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-370x295.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-970x772.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Concert champêtre&#8221; (1509/1510), de Giorgione (1477-1510) e Ticiano (1490-1576). Museu do Louvre.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-jugement-de-paris-1514-a-1518" style="color:#a30000">&#8220;Le Jugement de Pâris&#8221; (1514 a 1518).</h2>



<p>Obra perdida de<strong> Rafael</strong> (1483-1520), mais que ficou conhecida graças as gravuras feitas entre 1514 e 1518, por <strong>Marcantonio Raimondi </strong>(1480-1534). Os três personagens sentados no lado direito do observador serviram como fonte de inspiração para a obra de <strong>Manet</strong>. </p>



<p>Enquanto que as mulheres da esquerda, podem ter servido com fonte de inspiração para <strong>Pablo Picasso</strong> (1881-1973), para sua <em>&#8220;Les Demoiselles&#8221;</em>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="663" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-1024x663.jpg" alt="" class="wp-image-4488" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-1024x663.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-300x194.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-970x628.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael.jpg 1042w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Le Jugement de Pâris&#8221;, de Rafael. Gravura de Marcantonio Raimondi (1480-1534). Museu Staatsgalerie, Stuttgart (Alemanha).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="la-partie-carree-ou-the-foursome-1713" style="color:#a30000">&#8220;La Partie carrée&#8221; ou &#8220;The Foursome&#8221; (1713).</h2>



<p>Obra do pintor francês <strong>Jean-Antoine Watteau</strong> (1684-1721), que apresenta quatro figuras conversando dois homens e duas mulheres iluminadas em um jardim à noite, cenário semelhante a obra de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-1024x767.jpg" alt="" class="wp-image-4490" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-1024x767.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-768x575.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-370x277.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-970x727.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree.jpg 1275w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;La Partie carrée&#8221; (1713), de Jean-Antoine Watteau (1684-1721).</figcaption></figure>
</div>


<p>Título com conotação sexual, para dizer: <em>&#8220;sexo em grupo&#8221;</em> ou <em>&#8220;sexo grupal&#8221;</em>, no caso aqui em tradução livre pode ser: <em>&#8220;<strong>Jogo a quatro</strong>&#8220;</em> ou <em>&#8220;<strong>Partida a Quatro</strong>&#8220;</em>. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="descricao-da-obra" style="color:#090784">Descrição da obra:</h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-dejeuner-sur-l-herbe-1863-de-manet" style="color:#a30000">&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Manet.</h2>



<p>Composta essencialmente por quatro personagens, sendo dois homens vestidos em trajes da época (1861), uma mulher nua (que fixa seu olhar para o expectador) e uma mulher ao fundo se banhando vestida em um pequeno rio (ou lago).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="861" height="647" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4491" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg 861w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-768x577.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 861px) 100vw, 861px" /></a><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Édouard Manet (1832-1883).</figcaption></figure>
</div>


<p>Todos estão inseridos numa paisagem natural, podendo ser uma floresta, um bosque ou um jardim particular imaginado por <strong>Manet</strong>. Uma natureza composta por árvores, folhagens, um gramado, um rio, um barco encostado na margem, um sapo (canto esquerdo ao lado das vestes da mulher) e um pássaro (no alto, acima das costas da banhista).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="951" height="750" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4493" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg 951w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-768x606.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px" /></a><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Édouard Manet (1832-1883).</figcaption></figure>
</div>


<p>Entretanto, como sabemos não é uma cena real pintada no exterior, pois tudo foi feito em estúdio. Composição inspirada em esboços traçados nos jardins da casa da família do pintor em <strong>Gennevilliers</strong>, cidade localizada a 4 km de Paris, lado norte. </p>



<p>A perspectiva da obra foi quebrada com a banhista que se encontra no fundo que está atrás dos três principais personagens do 1° plano, está totalmente fora de escala, deveria ser bem menor. </p>



<p>As luzes e sombras também estão fora do contexto dos personagens, deixando claro que a composição não foi feita num bosque e que a iluminação é artificial. </p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="951" height="750" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4495" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg 951w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-768x606.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe”. Composição piramidal de Manet. Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Como nas composições da arte clássica, os quatro personagens estão inscritas em um triângulo, enquanto que os dois homens formam um triângulo invertido como nas composições piramidais do renascimento.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="analise-da-obra" style="color:#830707">Análise da obra:</h2>



<p>Por causa das duas mulheres, uma nua e a outra vestida sensualmente com uma longa camisa molhada,<strong> Manet</strong> chamou sua pintura de forma descontraída de <em>&#8220;La Partie carrée&#8221;</em> (como havia feito <strong>Watteau</strong>, na sua obra com o mesmo tema, visto mais acima), que pode significar aqui nessa caso: <em>&#8220;<strong>Jogo sexual a quatro</strong>&#8220;</em>.</p>



<p>Uma forma debochada que <strong>Manet </strong>chamava sua obra junto aos amigos quando discutiam sobre a polêmica do quadro e a reação pervertida da sociedade burguesa da época que julgaram as duas mulheres como sendo prostitutas e a obra obscena. </p>



<p>A imagem da mulher sentada é uma colagem do rosto de <strong>Victorine Meurent</strong> (1844-1927), pintora e modelo preferida de <strong>Manet</strong>. Quanto que o corpo nu é de<strong> Suzanne Leenhoff</strong> (1829-1906), companheira do pintor e mais tarde, sua esposa chamada também <strong>Suzanne Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="649" height="713" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4497" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg 649w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres-273x300.jpg 273w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres-370x406.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /></a><figcaption>Suzanne Leenhoff (1829-1906), modelo na obra de Manet, &#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221;.</figcaption></figure>
</div>


<p>Ela se destaca tanto pela sua brancura de pele, quanto pela intensidade de seu olhar ao nós fixar.</p>



<p>Posicionada nua, ao lado de dois homens vestidos com roupas contemporâneas, não parece estar constrangida ou envergonhada, ao contrário ela demonstra uma total confiança, liberdade e espontaneidade (talvez porque estava vestida quando foi retratada). </p>



<p>O homem sentado ao lado dela, que tem um olhar perdido no vazio é o escultor holandês, <strong>Ferdinand Leenhoff </strong>(1841-1914), irmão de <strong>Suzanne Leenhoff</strong>, amigo e futuro cunhado de <strong>Manet</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="809" height="673" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4498" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg 809w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-300x250.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-768x639.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-370x308.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 809px) 100vw, 809px" /></a><figcaption>Ferdinand Leenhoff (1841-1914), Eugène Manet (1833-1892) e Alexandrine Zola (1839-1925).</figcaption></figure>
</div>


<p>O homem meio deitado sobre a grama é <strong>Eugène Manet</strong> (1833-1892), irmão mais novo de <strong>Édouard Manet</strong>. Quanto a mulher que se banha ao fundo que está fora de perspectiva é <strong>Alexandrine Méley</strong> (1839-1925), modelo bem conhecida dos pintores da época e futura esposa do escritor <strong>Émile Zola </strong>(1840-1902), chamada mais tarde de <strong>Alexandrine Zola</strong>. Sua atitude foi interpretada como de uma prostituta que lava seu corpo após o ato sexual. </p>



<p>Outra razão do escândalo foi também que interpretaram o cesto de piquenique tombado, como um símbolo de luxúria e de prazeres carnais.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="752" height="458" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4500" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg 752w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique-300x183.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique-370x225.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px" /></a><figcaption>Cesto de piquenique tombado: Símbolo de luxuria e prazeres carnais.</figcaption></figure>
</div>


<p>A <strong>natureza morta</strong> foi representada por uma <strong>cesta de piquenique tombada</strong>, com frutas de várias estações do ano; pêssegos, figos, cerejas, podem significar a perda da inocência. As conchas abertas das ostras esparramadas ao lado da cesta por serem afrodisíacas podem significar os prazeres eróticos. </p>



<p>O <strong>sapo</strong> (grenouille) era o apelido que os estudantes davam as prostitutas da época. E o pássaro, (um caboclinho frade), ao contrário da <strong>pomba sagrada</strong> tem um relação com o pecado e o erotismo, ambos que apesar de representarem o mundo moderno e contemporâneo, aqui foi visto como um atentado aos bons costumes da época. </p>



<p>Como mesmo disse<strong> Édouard Manet</strong>: <em>&#8220;Il faut être de son temps et faire ce qu’on voit!&#8221;</em>. Tradução:<br>&#8220;<em>É preciso você estar no seu próprio tempo e fazer o que você vê&#8221;</em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-dejeuner-sur-l-herbe-e-suas-reinterpretacoes" style="color:#a30000">Le Déjeuner sur l’herbe e suas reinterpretações.</h2>



<p><strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>, de<strong> Édouard Manet</strong> marcou uma verdadeira revolução no mundo da pintura, de tal forma que vários pintores antigos e contemporâneos fizeram uma adaptação pessoal em suas carreiras. </p>



<p>O simples fato de ter sido copiada, transformada e reinterpretada por artistas das gerações seguintes, demonstra perfeitamente essa reviravolta na história da arte. Para muitos historiadores, a obra de <strong>Manet</strong> abriu uma porta importante para o nascimento da pintura moderna. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="reinterpretacoes-da-obra" style="color:#090784">Reinterpretações da obra:</h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="claude-monet-1840-1926" style="color:#a30000">Claude Monet (1840-1926).</h2>



<p>Numa demonstração do novo estilo que estava se iniciando, o Impressionismo, ao realizar seu imenso: <em><strong>&#8220;Déjeuner sur l’herbe&#8221;</strong></em> deu mais ênfase nos jogos de luz e sombra natural do que ao tema e seus significados. </p>



<p>Na verdade sua obra, serviu mais como uma homenagem a seu amigo <strong>Édouard Manet</strong>, lhe dando apoio as novidades que ele trouxe para pintura e repudiando as controversas negativas, sustentada pela crítica e a sociedade.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="894" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4501" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg 894w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-262x300.jpg 262w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-768x880.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-370x424.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 894px) 100vw, 894px" /></a><figcaption>Uma das partes cortadas por Monet: “Le Déjeuner sur l’herbe” (1866). Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>A obra está atualmente incompleta, pois foi cortado em três pedaços pelo próprio <strong>Monet</strong>, por problemas de umidade. Duas das partes se encontram no <strong>Museu d’Orsay</strong> e a terceira está desaparecida. </p>



<p>Ainda hoje muitas pessoas confundem os dois artistas, <strong>Monet </strong>e<strong> Manet</strong> e vice-versa.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="james-tissot-1836-1902" style="color:#a30000">James Tissot (1836-1902).</h2>



<p><em>&#8220;<strong style="font-style: italic;">La Petite carrée</strong>&#8220;</em> (1870), de <strong>James Tissot </strong>(1836-1902). Pintor retratista francês renomado na alta sociedade inglesa que ao contrário de seus colegas, suas obras foram regularmente aceitas nos <strong>Salões de Paris</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="940" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4502" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg 940w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-300x245.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-768x627.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-370x302.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /></a><figcaption>&#8220;La Petite carrée&#8221; (1870), de James Tissot (1836-1902). Galeria Nacional do Canadá, em Ottawa.</figcaption></figure>
</div>


<p>Todas consideradas aceitáveis pelo grande público e críticos de arte, mas seu estilo era diferente e uma novidade em relação as tradicionais pinturas acadêmicas do século XIX.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="paul-cezanne-1839-1906" style="color:#a30000">Paul Cézanne (1839-1906).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (1876-1877), de <strong>Paul Cézanne</strong> (1836-1906) representa uma cena de recreação burguesa e bem mais aceitável que a obra &#8220;escandalosa&#8221; de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="597" height="450" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4504" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg 597w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie-300x226.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie-370x279.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe” (1876-1877), de P. Cézanne. Museu de l’Orangerie, em Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>O objetivo dele foi fazer uma demonstração do novo estilo de arte, conhecido como impressionismo, dando ênfase ao jogo de luz e sombra numa pintura feita diretamente ao ar livre, comparando com “Le déjeuner sur l’herbe”, de Manet, realizada em ateliê, com o uso da luz artificial.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="pablo-picasso-1881-1973" style="color:#a30000">Pablo Picasso (1881-1973).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe, d’après Manet</strong>&#8220;</em> (1961-1962) foi realizado por<strong> Pablo Picasso</strong> (1881-1973) quase um século depois que Manet apresentou sua obra no Salão dos Recusados.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="633" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4505" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-768x608.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-370x293.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe d’après Manet” (1962), de P. Picasso (1881-1973). Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>O pintor espanhol fez uma revisão profunda e complexa do tema produzindo 26 telas (o <strong>Museu d’Orsay</strong> tem 16 versões diferentes), 6 gravuras em linóleo e 140 desenhos. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="alain-jacquet-1939-2008" style="color:#a30000">Alain Jacquet (1939-2008).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (1964), do pintor francês,<strong> Alain Jacquet</strong> (1939-2008) é uma reinterpretação moderna para obra de <strong>Manet</strong>, utilizando a técnica da serigrafia para compor o seu “Almoço” (Déjeuner).</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="922" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-1024x922.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4506" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-1024x922.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-300x270.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-768x691.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-370x333.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-970x873.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Le déjeuner sur l’herbe “(1964), de Alain Jacquet (1939-2008). Centre Pompidou Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Alain Jacquet</strong>, um dos percussores da <strong>Pop Art </strong>na França trabalhou o seu quadro, no estilo de uma<br>publicidade americana, questionando se sua produção mecânica de fotografias e serigrafias poderiam ser consideradas como obras artísticas. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="herman-braun-vega-1923-2019" style="color:#a30000">Herman Braun-Vega (1923-2019).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Les invités sur l’herbe, d’après Velázquez, Manet et Picasso</strong>&#8221; </em>(1970), do pintor peruano <strong>Herman Braun- Vega </strong>(1923-2019) é uma das várias interpretações figurativas do <em>&#8220;<strong>Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em>, de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="594" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4508" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg 546w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe-276x300.jpg 276w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe-370x403.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></a><figcaption>“Les invités sur l’herbe, d’après Velázquez, Manet et Picasso” (1970), <br>de Herman Braun-Vega (1923-2019). Museu de Arte Moderna, de Paris (MAM).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="seward-johnson-1930-2020" style="color:#a30000">Seward Johnson (1930-2020).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Déjeuner Déjà vu</strong>&#8220;</em> (1994), do americano <strong>Seward Johnson</strong> (1930-2020) é uma escultura em bronze pintada feita com muita precisão baseada na obra, <em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong></em>&#8220;, de <strong>Édouard Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="710" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4509" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-300x208.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-768x533.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-370x257.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-970x673.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Déjeuner Déjà vu”, escultura em bronze de Seward Johson (1930-2020). Foto: Paul VanDerWerf.</figcaption></figure>
</div>


<p>Instalada no Parque-Museu <em>&#8220;<strong>Grounds For Sculpture</strong>&#8220;</em>, em Hamilton, Nova Jersey (EUA), obra de <strong>Seward Johnson</strong> que explora as fronteiras entre realidade e representação, apresentada numa reprodução tridimensional em tamanho real da obra de <strong>Manet</strong>. O efeito foi potencializado pela instalação da escultura em meio a vegetação.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="francis-moreeuw-1949" style="color:#a30000">Francis Moreeuw (1949).</h2>



<p><em>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe</em>&#8221; (1987), revisitada pelo pintor francês contemporâneo, Francis Moreeuw (1949).</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" width="830" height="635" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4511" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe.jpg 830w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-300x230.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-768x588.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-370x283.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px" /><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1987), de Francis Moreeuw (1949). Galeria Moreeuw.</figcaption></figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="sharon-hodgson" style="color:#a30000">Sharon Hodgson.</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Picnic on the Grass</strong>&#8220;</em> (2007), da pintora canadense <strong>Sharon Hodgson.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="595" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4512" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson-300x232.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson-370x287.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption>“Picnic on the Grass” (2007), de Sharon Hodgson.</figcaption></figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="rip-hopkins-1972" style="color:#a30000">Rip Hopkins (1972).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Cyrille &amp; le déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (2006). Em 2008, no <strong>Salão da Fotografia de Paris</strong>, o fotógrafo britânico <strong>Rip Hopkins</strong> apresentou sua interpretação da obra &#8220;<em><strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em>, de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="475" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4513" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins.jpg 600w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins-300x238.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins-370x293.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>“Cyrille &amp; le déjeuner sur l’herbe”(2006). Foto: Hip Hopkins.</figcaption></figure>
</div>


<p>A imagem nasceu no final de 2006, por encomenda do <strong>Musée d’Orsay</strong>, em comemoração do 20º aniversário da instituição. <strong>Hopkins</strong> recebeu carta branca para fotografar funcionários do museu junto as obras expostas pelo museu.</p>



<p>Na frente da obra de <strong>Manet</strong>, <em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong></em>&#8220;, o agente de segurança <strong>Cyrille</strong>, se ofereceu em posar nu, para completar a cena rompendo com as barreiras morais e com os preconceitos antigos.</p>



<p>Pela ousadia a foto acabou sendo censurada pelo presidente do museu na época, alegando que não era relevante e de interesse para a exposição. Como <strong>Hopkins </strong>havia assinado um acordo, a foto ficou &#8220;congelada&#8221; e proibido de ser publicada em jornais, revistas, exposições&#8230;</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="566" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe.jpg" alt="" class="wp-image-4514" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe.jpg 600w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe-300x283.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe-370x349.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>Escândalo da fotografia de Hip Hopkins no jornal “Le Monde”. <br>Artigo de Claire Guillot, 16-17 novembre 2008.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas em 2008, (dois anos depois), com a autorização do agente de segurança, <strong>Cyrille</strong> (o homem da foto) e a mudança da presidência do <strong>Museu d’Orsay</strong>, a foto acabou sendo publicada pela fundação <strong>HSBC</strong> e o &#8220;escândalo&#8221; do homem nu  saiu na mídia e viralizou nas redes sociais e no mundo.</p>



<p class="has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#fffb02;color:#111111"><em><strong>Quer conhecer o Museu d&#8217;Orsay e outros locais de Paris comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/agendar_passeios-3.png" alt="" class="wp-image-4520" width="300" height="89"/></a></figure>
</div>


<p><strong>Fontes:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Site do Museu d&#8217;Orsay.</em></li><li>&#8220;<em>Le Déjeuner sur l&#8217;herbe</em>&#8220;, no site Wikipédia francês. </li><li><em>&#8220;Le Guide Musée d&#8217;Orsay&#8221;</em>, de Caroline Mathieu (Ed. Flamarion).</li></ul>
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		<title>As Bodas de Caná</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jul 2018 17:32:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 22 minutos</small> Como guia conferencista do Museu do Louvre vejo muitos visitantes correrem para ver o quadro da Mona Lisa na grande sala &#8220;de la Joconda&#8220;, na qual está exposta para um mar de pessoas. E não percebem que na parede oposta se encontra o maior quadro do museu, seja por suas dimensões ou por sua composição, As Bodas de Caná, de Paolo Veronese (1528-1588). Claro que tem muitos que param para ver. E olham, olham e olham&#8230; E tentam decifrar algum dos vários <a href="https://segredosdeparis.com/as-bodas-de-cana-de-veronese/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 22 minutos</small></p> 
<p>Como guia conferencista do Museu do Louvre vejo muitos visitantes correrem para ver o quadro da Mona Lisa na grande sala &#8220;<strong>de la Joconda</strong>&#8220;, na qual está exposta para um mar de pessoas. E não percebem que na parede oposta se encontra o maior quadro do museu, seja por suas dimensões ou por sua composição, <em><strong>As Bodas de Caná</strong>,</em> de <strong>Paolo Veronese </strong>(1528-1588).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Caná-©-Maxppp.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="426" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Caná-©-Maxppp.jpg" alt="As Bodas de Caná" class="wp-image-2596" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Caná-©-Maxppp.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Caná-©-Maxppp-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Caná-©-Maxppp-370x246.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption>©Maxppp</figcaption></figure></div>



<p>Claro que tem muitos que param para ver. E olham, olham e olham&#8230; E tentam decifrar algum dos vários segredos que o pintor <strong>Veronese</strong> esconde.</p>



<p>É até um pouco divertido ficar por ali olhando as reações das pessoas&#8230; Uns logo desistem e se mandam para ver a &#8220;<strong>Mona</strong>&#8220;, outros ficam aguardando um guia de preferencia brasileiro para se infiltrarem no meio do grupo e pescar alguma explicação (quem nunca fez isso?). Outros, buscam sozinhos as informações através de áudio-guias, Ipads, Iphones&#8230; E outros &#8220;Ais&#8221; do mercado. Escutam, olham, escutam olham&#8230; E vão se embora sem entender muito o que viram. </p>



<p>Realmente não é fácil, mesmo para nos guias darmos uma explicação lógica e rápida em poucos minutos, contando a história, a importância e a simbologia que ele representa para o mundo da arte.</p>



<p>Escrever parece ser até um pouco mais fácil, mas não garanto que eu tenha &#8220;A&#8221; explicação ideal ou correta. Mas vou tentar passar o máximo de detalhes e informações a respeito.</p>



<p>Assim quando você for ou retornar um dia ao Louvre para ver a <strong>Mona Lisa</strong> não passe batido pela <strong>&#8220;As Bodas de Caná&#8221;</strong> que encontra-se em frente a ela, alias é ela quem está admirando a obra.</p>



<p>Então, bora lá ler esse textão são só 20 minutinhos!</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="o-pintor-veronese"><span style="color: #ff0000;"><strong>O pintor Veronese:</strong></span></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Paolo_Veronese.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="751" height="944" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Paolo_Veronese.jpg" alt="" class="wp-image-2600" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Paolo_Veronese.jpg 751w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Paolo_Veronese-239x300.jpg 239w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Paolo_Veronese-370x465.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px" /></a><figcaption>Paolo Veronese (1528-1588)</figcaption></figure></div>



<p><strong>Paolo Caliari </strong>(1528-1588), conhecido pelo nome de&nbsp;<strong>Veronese</strong>, por ter nascido na cidade de Verona, foi um célebre pintor italiano, representante do renascimento tardio, do movimento maneirista, e do barroco.</p>



<p>Fez importantes obras nas principais cidades da Itália, mas chegou no auge da sua carreira, em Veneza, sozinho ou em companhia com outros artistas ou sozinho, pinturas e afrescos em igrejas, monastérios, conventos, biblioteca Nacional de São Marcos, e principalmente no Palácio des Doges.</p>



<p>Temas religiosos e mitológicos, de altíssimas qualidades técnicas, e de grandes dimensões caracterizada pelo emprego de cores fortes, vibrantes, e uma luminosidade excepcional na composição; da arquitetura da cena, nos personagens, nos objetos e nas paisagens.</p>



<p>Suas obras, juntamente com a dos seus contemporâneos pintores,&nbsp;<strong>Ticiano</strong> (1485-1576) e&nbsp;<strong>Tintoretto</strong> (1518-1594) marcaram a história da pintura veneziana e européia, e influenciaram posteriormente diversos artistas&nbsp;como <b>Velásquez</b>,&nbsp;<strong>Rubens</strong>, <strong>Van Dick,&nbsp;Maarten de Vos</strong>, e mais tarde <strong>Delacroix, Cézanne</strong>&#8230; E outros mestres renomados.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="as-bodas-de-cana-e-a-santa-ceia"><strong><span style="color: #ff0000;">&#8220;As Bodas de Caná&#8221; e &#8220;A Santa Ceia&#8221;.</span></strong></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Basilica_di_San_Giorgio_Maggiore_Venice.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="798" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Basilica_di_San_Giorgio_Maggiore_Venice.jpg" alt="" class="wp-image-2603" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Basilica_di_San_Giorgio_Maggiore_Venice.jpg 798w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Basilica_di_San_Giorgio_Maggiore_Venice-300x226.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Basilica_di_San_Giorgio_Maggiore_Venice-768x577.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Basilica_di_San_Giorgio_Maggiore_Venice-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 798px) 100vw, 798px" /></a><figcaption>Basílica de São Jorge Maior, em Veneza</figcaption></figure></div>



<p>A obra <strong>&#8220;As Bodas de Caná&#8221;</strong> foi realizado por Veronese, entre os anos de 1562-1563 para decorar uma parede do refeitório dos monges beneditinos da <strong>Basílica de São Jorge</strong> <strong>Maior, </strong>(&#8220;Basilica di San Giorgio Maggiore&#8221;), localizada na ilha &#8220;San Giorgio Maggiore&#8221;, em frente a <strong>Praça de São Marcos</strong>, em Veneza.</p>



<p>Foi o trabalho mais ambicioso de <strong>Veronese</strong> e o que lhe deu algumas dores de cabeça com a igreja e a inquisição Espanhola.</p>



<p>Pediram a ele explicações pelo fato de retratar uma cena do novo testamento, descrita no segundo evangelho de  <a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Jo%C3%A3o/II" target="_blank" rel="noopener">João 2:1-12,</a>  em um casamento em Caná, na Galileia, aconteceu o 1° milagre de <strong>Jesus Cristo</strong> com a transformação da água em vinho. Misturando o tema com &#8220;A Santa Ceia&#8221;, última refeição de<strong> Jesus</strong> com seus apóstolos (descrita no evangelho de <a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Lucas/XXII" target="_blank" rel="noopener">Lucas 22:7-20</a>) e cenas profanas, que se passaram em Veneza do século XVI, rica, ostentadora e perdida pelos pecados capitais ditados por Deus.</p>



<p>Ou seja, pintou tudo junto e misturado, o <strong>Profano</strong> e o <strong>Sagrado</strong> na mesma tela dificultando a leitura e escondendo suas reais intenções que segundo o contrato assinado com o abade superior do monastério deveria ter somente uma interpretação religiosa.</p>



<p>O refeitório foi escolhido para lembrar aos monges beneditinos, durantes suas refeições e orações, que aquela vida fora do monastério era maligna e condenável e que eram necessárias muitas orações para que eles, homens de fé fossem salvos dos pecados que os cercavam.</p>



<p>Uma forma complicada para descobrirem o que é <strong>bem</strong> para salvação da alma e assim poderem entrarem em paz no reino de Deus, e o que é pecado com suas tentações e perdições terrestres, que certamente o levariam para um mundo sinistro nas profundezas da terra.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="informacoes-da-obra"><span style="color: #ff0000;"><strong>Informações da obra:</strong></span></h4>



<ul class="wp-block-list"><li><strong><span style="color: #0000ff;">Nome do artista:</span> Paolo Caliari, dito Veronese </strong>(1528-1588).</li><li><span style="color: #0000ff;"><strong>Título:</strong></span> <strong>Nozze di Cana</strong> (em italiano); <strong>Les Noces de Cana</strong> (em francês);<strong> As Bodas de Caná</strong> ou <b>O Casamento em Caná&#8221;</b> ou <b>A Festa do Casamento em Caná</b>, (em português).</li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Ano da obra:</span></strong> De junho <strong>1562</strong> a setembro <strong>1563</strong>. Levou 15 meses para ser realizada.</li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Tipo de Suporte:</span></strong> <strong>Tela em tecido de linho.</strong></li><li><span style="color: #0000ff;"><strong>Técnica utilizada:</strong></span><strong> Óleo sobre tela.</strong></li><li><span style="color: #0000ff;"><strong>As cores</strong>:</span> Veronese escolheu pigmentos coloridos, caríssimos importados do Oriente, dando preferência para o amarelo-alaranjado, vermelho vivo e lápis-lazúli para o céu e tecidos. Importante para leitura da obra e uma bela jogada de contrastes para a individualização dos personagens.</li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Dimensões da obra:</span></strong> <strong>6,67 m </strong>de altura por<strong> 9,94 m </strong>de largura.</li><li><span style="color: #0000ff;"><strong>Movimento:</strong></span> <span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maneirismo" target="_blank" rel="noopener"><strong>Maneirismo.</strong></a></span></li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Gênero da pintura</span>:</strong> <strong>Cena histórica religiosa</strong> com <strong>cena contemporânea</strong> de Veneza, do século XVI (época em que vivia <strong>Veronese</strong>).</li><li><span style="color: #0000ff;">Local em que se encontrava: </span><b>Refeitório do monastério da Basílica de São Jorge Maior, </b>em Veneza, Itália.</li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Contexto histórico:</span></strong> A composição do quadro, no 1° olhar nos leva a pensar que se trata de uma passagem bíblica sobre <strong>&#8220;A Santa Ceia&#8221;</strong>, pois vemos <strong>Jesus Cristo</strong> no centro de uma mesa preparada para uma refeição, a lado de sua mãe, <strong>Maria</strong>, e dois apóstolos. Mas olhando com mais atenção, e lendo o título da obra, percebemos que se trata de uma festa onde se comemora um casamento com a presença de <strong>Jesus</strong> e a <strong>Virgem Maria</strong>, mesmo não sabendo onde estão localizados os noivos. Figuras menos importantes.</li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Assinatura: </span></strong>Obra <strong>sem</strong> assinatura, mas o autor foi reconhecido, por existir um contrato assinado entre a igreja e o pintor,<strong> </strong>detalhando as dimensões da tela, o ambiente a ser instalado, o tema a ser desenvolvido, e as condições de pagamento.</li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Local de conservação: </span>Museu do Louvre</strong>, ala<strong> Denon</strong>, 1° andar. Exposto na sala &#8220;de la Joconda&#8221; ou sala 711.</li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Data de entrada no Louvre:</span></strong><span style="color: #0000ff;"> </span><strong>31 de julho de 1798.</strong></li><li><strong><span style="color: #0000ff;">Forma de aquisição:</span></strong><span style="color: #0000ff;"> </span><strong>Espólio de guerra.</strong></li></ul>



<h4 class="wp-block-heading" id="historia-da-aquisicao"><span style="color: #ff0000;"><strong>História da aquisição.</strong></span></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Bonaparte_de_Edouard_Detaille.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="360" height="480" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Bonaparte_de_Edouard_Detaille.jpg" alt="" class="wp-image-2609" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Bonaparte_de_Edouard_Detaille.jpg 360w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Bonaparte_de_Edouard_Detaille-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px" /></a><figcaption>Bonaparte, por Édouard Detaille</figcaption></figure></div>



<p>Em 1797, <strong>Napoleão Bonaparte</strong> após sua campanha vitoriosa pelas cidades da Itália, exigiu ao assinar o acordo de paz no <strong>Tratado de Campoformio,&nbsp;</strong>com os derrotados Austríacos, tributos (ou pagamentos) em forma de obras de arte. Dentro das várias escolhidas, se encontrava, a tela <strong>&#8220;As Bodas de Caná&#8221;</strong>, de <strong>Veronese.</strong></p>



<p>A tela, depois de cortada na horizontal em pedaços, foi enrolada e trazida em barco até Paris.&nbsp; Chegando somente em <strong>31 de julho de 1798,</strong> ano em que foi exposta no <strong>&#8220;Salon Carré&#8221;</strong>&nbsp;do&nbsp;<strong>&#8220;Museu Central das Artes da República&#8221;</strong>, atual&nbsp;<strong>Museu do Louvre</strong>.</p>



<p>Em 1815, com queda do imperador, na batalha de Waterloo, a obra deveria ter sido devolvida, mas o diretor do Louvre, naquela época,<strong> Vivant Denon&nbsp;</strong>conseguiu conservá-lo no museu, negociando com os Austríacos, que haviam retomado possessão de Veneza, e outras cidades da Itália).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/La-Madeleine-chez-le-pharisien.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="603" height="728" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/La-Madeleine-chez-le-pharisien.jpg" alt="" class="wp-image-2611" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/La-Madeleine-chez-le-pharisien.jpg 603w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/La-Madeleine-chez-le-pharisien-248x300.jpg 248w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/La-Madeleine-chez-le-pharisien-370x447.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 603px) 100vw, 603px" /></a><figcaption>&#8220;Almoço na casa de Simão, o Fariseu, com Maria Madalena aos pés de Cristo&#8221; (1563), de Charles Le Brun</figcaption></figure></div>



<p>Em troca <strong>&#8220;As</strong>&nbsp;<strong>Bodas de Caná&#8221;</strong>, de Veronese, os venezianos receberam a obra do pintor francês,&nbsp;<strong>Charles Le Brun,&nbsp;</strong>(1619-1690), <em>&#8220;Le Repas chez Simon le Pharisien avec Marie-Madeleine aux pieds du Christ</em><i>&#8221; (1653), ou &#8220;Almoço na casa de Simão, o Fariseu, com Maria Madalena aos pés de Cristo&#8221;,&nbsp;</i>que se&nbsp;encontra na&nbsp;<b>Gallerie dell&#8217;Accademia,</b> em Veneza (Itália).</p>



<p>Uma cópia fiel da obra de Veronese, <strong>As</strong>&nbsp;<strong>Bodas de Caná&#8221;&nbsp;</strong>foi instalada na mesma parede do refeitório dos monges beneditinos, no monastério da&nbsp;<strong>Basílica de São Jorge Maior.</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading" id="analise-da-composicao"><span style="color: #ff0000;"><strong>Análise da Composição:&nbsp;</strong></span></h4>



<p><strong>Veronese</strong>&nbsp;realizou uma obra monumental de aproximadamente 70 m² para ser instalada a 2,50 m do nível do chão, numa parede do refeitório dos monges beneditinos da<strong> Basílica São Jorge Maior</strong>, em Veneza.</p>



<p>Através da construção de perspectivas, com pontos de fugas diferenciados conseguiu criar uma imagem panorâmica, numa arquitetura grandiloquente, repleta de pequenos detalhes, rico em personagens, de cores intensas e harmoniosas, de contrastes claros e escuros, iluminação leve e indireta, e repleta de representações simbólicas, profanas e sagradas. Tudo misturado num contexto da época de Veneza, do século XVI.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/perspectivas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="689" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/perspectivas-1024x689.jpg" alt="As Bodas de Caná" class="wp-image-2665" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/perspectivas-1024x689.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/perspectivas-300x202.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/perspectivas-768x517.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/perspectivas-370x249.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/perspectivas.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>As Bodas de Caná, de Veronese. Louvre.</figcaption></figure></div>



<p>Para realizar tal efeito de profundidade e grandeza <strong>Veronese</strong> definiu a linha do horizonte na base da balaustrada, um pouco acima da cabeça de Jesus Cristo, e <strong>dois pontos de fugas</strong> distintos: Um acima da cabeça de Jesus Cristo para o desenho da arquitetura dos edifícios, e um segundo ponto, bem mais alto, no centro do céu, para a construção das linhas dos mosaicos de cerâmicas do piso e da mesa dos convidados ao banquete.</p>



<p>Uma inteligente técnica para aumentar o campo de visão e colocar todos os 130 personagens dentro da cena, (sendo 122 pessoas + 6 cachorros + 1 gato + 1 papagaio). Contados abaixo.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-Bodas-de-Caná-130-per.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="689" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-Bodas-de-Caná-130-per-1024x689.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2661" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-Bodas-de-Caná-130-per-1024x689.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-Bodas-de-Caná-130-per-300x202.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-Bodas-de-Caná-130-per-768x517.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-Bodas-de-Caná-130-per-370x249.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>As Bodas de Caná, de Veronese. Louvre.</figcaption></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading" id="analise-da-cena"><span style="color: #ff0000;"><strong>Análise da cena:</strong></span></h4>



<p>O partido adotado por <strong>Veronese</strong> foi então criar um confusão mental, espiritual e visual nos expectadores, misturando duas passagens bíblicas: Uma definida no contrato:&nbsp;<strong>&#8220;As Boda de Caná&#8221;</strong>. E&nbsp;outra por uma escolha pessoal: &#8220;<strong>A Santa Ceia&#8221;</strong>, inspirado no afresco da&nbsp;<strong>&#8220;A Última Ceia&#8221;</strong>, de<strong> Leonardo da Vinci.</strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/A-Ultima-Ceia-de-Leonardo-da-Vinci.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="534" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/A-Ultima-Ceia-de-Leonardo-da-Vinci-1024x534.jpg" alt="" class="wp-image-2618" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/A-Ultima-Ceia-de-Leonardo-da-Vinci-1024x534.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/A-Ultima-Ceia-de-Leonardo-da-Vinci-300x156.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/A-Ultima-Ceia-de-Leonardo-da-Vinci-768x400.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/A-Ultima-Ceia-de-Leonardo-da-Vinci-370x193.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/A-Ultima-Ceia-de-Leonardo-da-Vinci.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;A Última Ceia&#8221; (1495-1498), de Leonardo da Vinci</figcaption></figure></div>



<p>E&nbsp;para complicar um pouco mais, escolheu duas épocas diferentes, aproximadamente 1500 anos entre elas. A época de <strong>Jesus</strong>, ao 33 anos, e a de Veneza do século XVI, ano em que ele, <strong>Veronese</strong>, vivia.</p>



<p>Uma tela enorme, ilustrando uma cena bíblica, onde vemos a transformação da água em vinho, (o 1° milagre de Jesus), em Veneza, ao invés de Caná, na Galileia.</p>



<p>A cena foi divida em duas partes: Um mundo&nbsp;<strong>Celestial,</strong>&nbsp;situado atrás da balaustrada, e um mundo&nbsp;<strong>Terrestre</strong>, abaixo da balaustrada ou a linha do horizonte.</p>



<h5 class="wp-block-heading" id="mundo-celestial"><span style="color: #0000ff;"><strong>Mundo&nbsp;</strong></span><span style="color: #0000ff;"><strong>Celestial.</strong></span></h5>



<p>Vemos uma paisagem que toma uma grande parte da obra. Um céu azul, com nuvens brancas, pássaros sobrevoando um campanário, e edifícios, no estilo clássico grego, caracterizados por colunas, Dóricas, Jônicas e Coríntias.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Celestial-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="438" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Celestial-1.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2624" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Celestial-1.jpg 1200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Celestial-1-300x110.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Celestial-1-768x280.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Celestial-1-1024x374.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Celestial-1-370x135.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption>As Bodas de Caná, de Veronese. Louvre.</figcaption></figure></div>



<p>Todo o lado esquerdo iluminado por uma luz indireta, que vem da esquerda.</p>



<p>Uma obra arquitetônica que não existia na época, em Veneza, mas desenhada para fazer uma homenagem especial, ao seu amigo e arquiteto <strong>Andrea&nbsp;Palladio</strong>, (construtor da <strong>Basílica de São Jorge Maior)</strong>, que o indicou ao abade do monastério para realização dessa pintura.</p>



<p>Acima da balaustrada, um terraço com várias pessoas trabalhando.&nbsp;Um homem no centro aparece cortando uma carne (cordeiro), e dois outros a direita transportando uma mesa com um animal abatido.</p>



<h5 class="wp-block-heading" id="mundo-terrestre"><span style="color: #0000ff;"><b style="color: #0000ff;">Mundo</b><b style="color: #0000ff;">&nbsp;Terrestre.</b></span></h5>



<p><strong>Parte Central</strong>: Situada abaixo da balaustrada, temos o lado terrestre da obra. Vemos uma mesa em forma de<strong> &#8220;U&#8221;, </strong>onde <strong>Jesus Cristo,&nbsp;</strong>junto a sua mãe, <strong>Maria</strong>, e vários outros convidados estão festejando um casamento num suntuoso banquete, onde o vinho acabou por alguns instantes.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Terrestre.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="350" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Terrestre.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2623" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Terrestre.jpg 1200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Terrestre-300x88.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Terrestre-768x224.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Terrestre-1024x299.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-Terrestre-370x108.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption>As Bodas de Caná, de Veronese. Louvre</figcaption></figure></div>



<p><strong>Jesus Cristo:</strong>&nbsp;Está situado um pouco abaixo da balaustrada, no centro da mesa do banquete, e normalmente é a primeira pessoa que logo identificamos, por sua auréola brilhante e estar nos observando. Vestido com roupas simples como na sua época. Parece não muito feliz, em responder ao pedido de sua mãe, pois sabe que a partir de agora, seus poucos dias na terra estão contados.</p>



<p><strong>Maria, mãe de Jesus: </strong>Da mesma foma, é facilmente identificada, pois além de estar ao lado de seu filho, também possui uma auréola, um pouco menos brilhante. Roupas simples, com um lenço preto envolta a cabeça.</p>



<p><strong>Convidados</strong>: Tudo indica, que apesar dos empregados continuarem preparando uma 2° rodada de carne, (podemos ver no terraço atrás da balaustrada), todos&nbsp;já estão na sobremesa, pois nos pratos, só tem frutas e doces. Ricos, reis, príncipes, nobres e aristocratas, vestido na moda oriental, sentados a esquerda da tela. E simples homens da igreja,</p>



<p>Quanto ao <strong>casal de noivos</strong>, que deveria ser facilmente reconhecível, somente encontraremos se prestarmos bem atenção aos acontecimentos que se passam na cena. E para quem ainda não os achou, olhando para o quadro, eles são os primeiros sentados na mesa, no lado esquerdo.</p>



<p><span style="color: #333333;"><strong>E nível do solo:&nbsp;</strong></span>Definido pelo piso recortado com pedras de mármore coloridas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-nivel-do-solo-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="310" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-nivel-do-solo-1.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2629" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-nivel-do-solo-1.jpg 1200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-nivel-do-solo-1-300x78.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-nivel-do-solo-1-768x198.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-nivel-do-solo-1-1024x265.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/As-bodas-de-Cana-nivel-do-solo-1-370x96.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption>As Bodas de Caná, de Veronese. Louvre</figcaption></figure></div>



<p>Olhando para esquerda da tela, vemos um empregado mostrando ao noivo, que o vinho que estava na ânfora, acabou. Ao mesmo tempo, um pequemo empregado negro, apresenta uma taça de um novo vinho, (o vinho do milagre!).</p>



<p>A direita, temos o 1° milagre de <strong>Jesus</strong>. Pois vemos um serviçal encurvado segurando uma ânfora, despejando o vinho já transformado para um jarro próprio para esse uso. Um gatinho brinca com uma outra ânfora.</p>



<p>No centro, temos 4 músicos junto a uma mesa e dois cachorros.&nbsp;<strong>Veronese</strong>&nbsp;talvez tenha se autorretratado como um dos músicos. Uma maneira de assinar sua obra para posterioridade. Podemos vê-lo no centro da tela, vestido com uma túnica branca, tocando uma espécie de viola com arcos.</p>



<p>Representou também seus amigos pintores, como homenagem por terem lhe ajudado ou indicado, em outras obras, em Veneza:&nbsp;&nbsp;<strong>Jacopo Bassano,&nbsp;</strong><strong>Tintoretto</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Ticiano, </strong>(em vermelho, tocando um violoncelo).</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="formas-de-interpretacoes-profana-e-sagrada"><strong><span style="color: #ff0000;">Formas de interpretações: Profana e Sagrada.</span></strong></h4>



<p><strong>Veronese</strong> foi muito criticado pela igreja inquisidora espanhola da época, pelo fato de tomar liberdades na representações de temas bíblicos, no caso; &#8220;As Bodas de Caná&#8221; e a &#8220;Santa Ceia&#8221;, misturando personagens <strong>sagrados</strong>&nbsp;da Bíblia, como:<strong> Jesus,</strong> <strong>Maria</strong> e discípulos, com personagens <strong>profanos</strong>, representados por homens e mulheres ricas, bem vestidos, em luxosas de ostentações, num banquete farto, num cenário grandioso, composto por arquitetura suntuosa. Tudo acentuado por divertidos bufões, anões, músicos, cachorros, gato e um papagaio.</p>



<p>Teologicamente, a inquisição estava preocupada com a mensagem, e os riscos que essa obra poderia passar aos homens, principalmente aos indecisos com relação a religião que deveriam seguir: A Católica Sagrada Romana ou a dos Protestantes heréticos e fanáticos ?</p>



<p>(Ler artigo:&nbsp;<a href="https://segredosdeparis.com/o-massacre-da-noite-de-sao-bartolomeu/" target="_blank" rel="noopener">&#8220;O massacre da noite de São Bartolomeu&#8221;.)</a></p>



<p>A separação entre o <strong>Sagrado</strong> e <strong>Profano</strong> na obra de Veronese mostra exatamente sua liberdade na representação de um tema na qual foi obrigado a obedecer por ordens de um contratante pagador, (aqui no caso um religioso). E por outro lado, sua total liberdade de representar suas ideias, conforme suas vontades e crenças pessoais.</p>



<p>Como ele mesmo dizia: &#8220;Todo artista&nbsp;tem a mesma liberdade que poetas ou loucos&#8221;.</p>



<p>Em 1573 foi levado a um tribunal da Inquisição, para dar explicações sobre uma outra obra, chamada &#8220;Cena in casa di Simone (1570)&#8221; ou &#8220;Ceia na casa de Simão&#8221;, que se encontra em exposição na Pinacoteca de Brera, em Milão.</p>



<p>Um quadro que também misturava imagens<strong> Sagradas </strong>e<strong> Profanas</strong>. Se defendeu bem, pois continuou a pintar com liberdade (vigiada) até 1588. Ano que faleceu por pneumonia, aos 60 anos.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ceia-na-casa-de-Simão-de-Veronese.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1500" height="568" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ceia-na-casa-de-Simão-de-Veronese.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2632" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ceia-na-casa-de-Simão-de-Veronese.jpg 1500w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ceia-na-casa-de-Simão-de-Veronese-300x114.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ceia-na-casa-de-Simão-de-Veronese-768x291.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ceia-na-casa-de-Simão-de-Veronese-1024x388.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ceia-na-casa-de-Simão-de-Veronese-370x140.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a><figcaption>&#8220;Ceia na casa de Simão&#8221; (1570), por Veronese</figcaption></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading" id="o-profano"><span style="color: #ff0000;"><strong>O profano:</strong></span></h4>



<p>Analisando a ação de alguns dos personagens fica caraterizado, alguns dos&nbsp;<strong>Sete pecados Capitais</strong>:</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Os-pecados-capitais.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="351" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Os-pecados-capitais.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2637" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Os-pecados-capitais.jpg 1200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Os-pecados-capitais-300x88.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Os-pecados-capitais-768x225.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Os-pecados-capitais-1024x300.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Os-pecados-capitais-370x108.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a><figcaption>As Bodas de Caná, de Veronese e os sete pecados capitais.</figcaption></figure></div>



<p><strong>O orgulho e soberba</strong>: A noiva nos observa querendo dizer algo. Parece estar bem orgulhosa&nbsp;com o sucesso da festa. Um ar de superioridade com relação a nos, que a encaramos. Um mulher rica e bem apresentada, onde nada está faltando.</p>



<p><strong>A avareza :</strong> Uma mesa composta com caríssimos copos de cristais (da ilha de Murano), jogo de talheres, com faca e garfo, que somente poucos possuíam. Um banquete exuberante de comida farta, num serviço contínuo, e sem hora para acabar.</p>



<p><strong>A luxuria</strong>: No lado esquerdo do quadro, notamos alguns personagens extremamente pomposos, os noivos (sentados na ponta da mesa), e seus convidados, que possivelmente são: um sultão, um rei, uma rainha, e nobres aristocratas locais, todos vestidos ricamente, no estilo oriental, moda no século XVI, com tecidos de seda, turbantes, jóias, pratarias,</p>



<p><strong>A inveja:</strong> Notem que as pessoas ao lado da noiva, um homem, e uma mulher, olham fixamente para suas jóias, e cochicham segredos, tramas, estratégias ou algo que pudessem roubar ou coisa parecida.. Parecem terem muita ciúmes, com relação a riqueza do casal de noivos.</p>



<p><strong>A&nbsp;gula:</strong>&nbsp;Representada pela fartura da mesa, apesar de todos os convidados já estarem na sobremesa, no terraço ao alto, os empregados continuam trabalhando e preparando uma nova rodada de serviço carnes. Vemos uma sendo cortada e outra entrando a direita numa especie de prancha. Um 2° turno para os novos convidados (plebeus menos importante da cidade), que estão prestes a chegar ou para os próprios empregados da festa, pois devido ao excesso de comida comida, poderá ser distribuída, entre todos.</p>



<p><strong>A ira</strong>: Representada nos olhares das pessoas, próximas os noivos, localizados entre os pilares do edifício na esquerda. Também conhecida pela cólera de alguma coisa ou de alguém.</p>



<p><strong>A preguiça</strong>: Representada pela falta de vontade e lentidão em algumas pessoas do fundo a esquerda, pelo excesso de vinho tomado durante a festa.</p>



<p>Pecados esses, onde os monges teriam que evitar, para a salvação das suas próprias almas e des seus futuros seguidores.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="o-sagrado"><span style="color: #ff0000;"><strong>O Sagrado:</strong></span></h4>



<p><strong>Veronese</strong> esconde por várias partes do quadro símbolos religiosos anunciando o <strong>&#8220;Sacrifício de Jesus&#8221; ou a &#8220;Paixão de Cristo&#8221;</strong>, destinado por Deus para a salvação das almas e dos pecados dos homens.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Jesus-e-Maria.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="474" height="459" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Jesus-e-Maria.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2641" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Jesus-e-Maria.jpg 474w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Jesus-e-Maria-300x291.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Jesus-e-Maria-370x358.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px" /></a></figure></div>



<p><strong>Jesus</strong> nos observa fixamente, pois <strong>Ele</strong> é Superior entre todos os homens da terra. Nos olha fixamente, pois em breve quando estiver na Cruz, só olhará para o céu e Deus! Após fazer o 1° milagre, sabe que seu tempo na terra junto aos homens está se esgotando.</p>



<p><strong>Maria</strong> com um semblante triste e abatida, (já sabe o destino de <strong>Jesus</strong>) usa um lenço preto envolta da cabeça (sinal de luto pela futura morte do seu Filho na cruz) e segura uma <strong>cálice</strong> de vinho, invisível, com a mão esquerda que nos leva a crer que recebeu o sinal de Deus ordenando que seu filho<strong> Jesus</strong> começasse suas obras públicas fazendo o 1° milagre transformando a água em vinho.</p>



<p>A <strong>taça vazia</strong> simboliza que <strong>Jesus</strong> é o remédio e a saúde. Crendo <strong>NELE</strong> e por intercessão dela, <strong>Maria</strong>, os homens serão livres dos males da terra e todos serão curados.</p>



<p>Outra interpretação: <strong>Maria </strong>segura o <strong>cálice de vinho</strong> da última ceia, onde <strong>Jesus Cristo</strong> anunciará ao mundo que seu sangue será derramado na Cruz, o sangue da nova e eterna aliança entre os homens e <strong>Deus</strong> todo poderoso, o criador do Céu e da Terra.</p>



<p><strong>Jesus e Maria</strong> são os únicos com auréolas de santificados, enquanto dois dos seus discípulos discutem distraidamente e ainda não perceberam que o milagre já ocorreu. Por isso ainda não tem auréolas.</p>



<p>Na mesa, junto ao músicos, vemos uma ampulheta, uma referência simbólica sobre o tempo que resta para <strong>Jesus</strong>, desde que fez seu 1° milagre, &#8220;<strong>As Bodas de Caná </strong>até a <strong>&#8220;Santa Ceia&#8221;</strong>, seu penúltimo dia juntos aos apóstolos, antes de ser levado a cruz.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ampulheta-e-cachorros.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="593" height="536" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ampulheta-e-cachorros.jpg" alt="" class="wp-image-2642" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ampulheta-e-cachorros.jpg 593w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ampulheta-e-cachorros-300x271.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Ampulheta-e-cachorros-370x334.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 593px) 100vw, 593px" /></a></figure></div>



<p>Vemos também dois cachorros, símbolo da <strong>fidelidade.</strong> Um está deitado roendo um osso, referência aos ossos dos mortos crucificados no monte Gólgota (ou monte do Calvário ou monte do Crânio). Local onde <strong>Jesus Cristo</strong>, futuramente será crucificado. E o outro olhando para um gato brincando com ânfora a esquerda.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/gato-e-baco.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="539" height="500" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/gato-e-baco.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2643" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/gato-e-baco.jpg 539w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/gato-e-baco-300x278.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/gato-e-baco-370x343.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 539px) 100vw, 539px" /></a></figure></div>



<p>Um gato brinca com uma ânfora de vinho decorada com uma imagem de um sátiro, referência ao deus do vinho, <strong>Baco</strong>. Símbolo dos excessos e da <strong>infidelidade </strong>dos homens causada pela embriaguez. Lembrando que<strong> Jesus</strong> será traído por <strong>Judas</strong> e negado por <strong>Pedro</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/criança_e_-bufão.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="556" height="500" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/criança_e_-bufão.jpg" alt="" class="wp-image-2708" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/criança_e_-bufão.jpg 556w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/criança_e_-bufão-300x270.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/criança_e_-bufão-370x333.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 556px) 100vw, 556px" /></a></figure></div>



<p>Abaixo de <strong>Jesus</strong>, atrás do músico em azul (Tintoretto?) vemos um <strong>bufão da corte </strong>em vermelho olhando para <strong>uma criança</strong> debruçada nos ombros do músico em branco (autorretrato de Veronese). Simbolicamente uma passagem da bíblia sobre a tentação de <strong>Jesus</strong> pelo diabo (= bufão da corte) enquanto jejuava na montanha no deserto da Judeia. E o anjo (= criança) protetor do Senhor que o guarda contra as tentações. Segundo o evangelho de <a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Mateus/IV" target="_blank" rel="noopener">Mateus 4:1-11</a>, <a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Marcos/I#1:12,13" target="_blank" rel="noopener">Marcos 1:12</a>,13 e <a href="https://pt.wikisource.org/wiki/Tradu%C3%A7%C3%A3o_Brasileira_da_B%C3%ADblia/Lucas/IV#4:1" target="_blank" rel="noopener">Lucas 4:1-13</a>.</p>



<p>No terraço atrás da balaustrada, acima da cabeça de <strong>Jesus</strong> vemos um homem com um facão cortando uma carne, talvez um <strong>cordeiro</strong> como era o hábito nas festas de casamento na época de <strong>Jesus</strong>. Simboliza o sacrifício de <strong>Jesus, cordeiro de Deus</strong>,<strong> </strong>na Cruz, para remissão dos pecados dos homens e de todos os males.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-de-Deus-e-anfora.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="515" height="579" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-de-Deus-e-anfora.jpg" alt="" class="wp-image-2709" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-de-Deus-e-anfora.jpg 515w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-de-Deus-e-anfora-267x300.jpg 267w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-de-Deus-e-anfora-370x416.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 515px) 100vw, 515px" /></a></figure></div>



<p>E um pequena vaso, acima da cabeça de jesus (atrás da balaustrada) para recolher o sangue derramado, que significa que <strong>Jesus</strong> morreu e sangrou em nome de todos nos pecadores.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-na-mesa.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="535" height="531" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-na-mesa.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2649" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-na-mesa.jpg 535w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-na-mesa-300x298.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Cordeiro-na-mesa-370x367.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 535px) 100vw, 535px" /></a></figure></div>



<p>A direita neste mesmo terraço vemos dois homens carregando um outro cordeiro numa mesa de madeira. Simbolizando que <strong>Cristo</strong> após morrer na Cruz, seu corpo será sepultado e ressuscitado.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Rosas-brancas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="389" height="1581" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Rosas-brancas.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2651" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Rosas-brancas.jpg 389w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Rosas-brancas-74x300.jpg 74w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Rosas-brancas-252x1024.jpg 252w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Rosas-brancas-370x1504.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 389px) 100vw, 389px" /></a></figure></div>



<p>Bem no alto do edifício da direita vemos que uma pessoa jogou três rosas branca. Flor mística entre todas as flores do paraíso, simboliza a aliança de <strong>Nossa Senhora Maria </strong>com os mistérios da  encarnação de <strong>Jesus Cristo</strong>, e sua ligação com <strong>Deus</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Pombas-brancas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="617" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Pombas-brancas.jpg" alt="As Bodas de Caná, de Veronese" class="wp-image-2652" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Pombas-brancas.jpg 537w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Pombas-brancas-261x300.jpg 261w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/07/Pombas-brancas-370x425.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 537px) 100vw, 537px" /></a></figure></div>



<p>E por último, vemos três pombas brancas ( = a paz) sobrevoando o campanário de uma torre da igreja. O numero três representa a trindade, o <strong>”Pai</strong>, o<strong> Filho </strong>e o <strong>Espirito Santo”</strong>. Um anúncio da bondade de <strong>Deus</strong> e da presença de<strong> Jesus Cristo</strong> na terra para salvação das almas para que todos os homens vivam em busca da paz, e encontrem a porta do Paraíso Eterno.</p>



<p><strong>Amém!</strong></p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#fffb01;color:#1b1b1b"><em><strong>Quer conhecer o Museu do Louvre, Paris e outras lugares comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico. Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/agendar_passeios-5.png" alt="" class="wp-image-3444"/></a></figure></div>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Documentário no canal de TV francesa ARTE (2015). &#8220;<em>Les Petits Secrets des grands tableaux</em>&#8220;: Temporada 1, episódio 5: &#8220;<em>Les Noces de Cana de Paul Véronèse</em>&#8220;.</li><li>&#8220;<em>Les Noces de Cana de Véronèse</em>&#8220;, de Jean Habert e Nathalie Volle. Ed. Réunion des Musées Nationaux (1992). </li></ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Museu do Louvre durante a Segunda Guerra Mundial</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 May 2018 22:27:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 5 minutos</small> Museu do Louvre durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1932, com a subida dos nacionalistas ao poder na Alemanha, diretores de diversos museus da França, prepararam uma lista das principais coleções públicas e privadas, que deveriam serem escondidas em caso de conflito. Em 1938, quando Hitler invadiu a Áustria e uma parte da Checoslováquia, as autoridades francesas temendo uma iminente guerra, e se baseando nesta lista pré-estabelecida começaram uma verdadeira operação de evacuação das obras de arte para destinos secretos. O ouro <a href="https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 5 minutos</small></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Museu do Louvre durante a Segunda Guerra Mundial.</strong> Em 1932, com a subida dos nacionalistas ao poder na Alemanha, diretores de diversos museus da França, prepararam uma lista das principais coleções públicas e privadas, que deveriam serem escondidas em caso de conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1938, quando Hitler invadiu a Áustria e uma parte da Checoslováquia, as autoridades francesas temendo uma iminente guerra, e se baseando nesta lista pré-estabelecida começaram uma verdadeira operação de evacuação das obras de arte para destinos secretos.</p>
<p><figure id="attachment_1902" aria-describedby="caption-attachment-1902" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Castelo-de-Chambord.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1902 size-medium" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Castelo-de-Chambord-300x292.jpg" alt="Museu do Louvre durante a Segunda Guerra Mundial" width="300" height="292" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Castelo-de-Chambord-300x292.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Castelo-de-Chambord-370x360.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Castelo-de-Chambord.jpg 461w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1902" class="wp-caption-text">Castelo de Chambord</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">O ouro do Banco Francês foram enviados para cidades próximas ao litoral, para uma transferência marítima em urgência para algum pais aliado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto as obras de artes foram escolhidos castelos situados perto das florestas, longe das linhas férreas que poderiam a qualquer momento serem bombardeadas pelos aliados ou inimigos.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir de 28 agosto de 1939, segundo um plano bem elaborado e decisivo pelo diretor dos museus nacionais, <strong>Jacques Jaujard,</strong> as obras mais preciosas do Louvre começaram a serem retiradas.</p>
<h4><span style="color: #ff0000;"><strong>Início da retirada das obras.</strong></span></h4>
<p>No dia seguinte, a declaração de guerra à Alemanha, <strong>03 de setembro de 1939</strong>, o Louvre se esvaziou radicalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Empresas de mudanças e de transportes de mercadorias são requisitadas, e em um só dia 37 caminhões partiram carregados de caixotes de madeira da &#8220;Cour Carrée&#8221; (pátio quadrado) do museu, em grupos de cinco a oito comboios, em direção aos castelos do Vale do Loire.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1rem;">Ficou decidido pelos diretores que os objetos frágeis, móveis pesados, pinturas de menos valores artísticos, e esculturas que estavam sendo restauradas ficassem no Louvre, (como por exemplo; Diana de Versalhes), e que as renomadas, com prestígios internacionais ou marcantes para a história da arte fossem levadas primeiramente para o Castelo de Chambord e depois distribuídas para outros lugares.</span></p>
<p>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/carregamento-louvre/'><img loading="lazy" decoding="async" width="206" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Carregamento-Louvre-206x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Carregamento-Louvre-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Carregamento-Louvre.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/retirada-da-vitoria-de-samotracia/'><img loading="lazy" decoding="async" width="206" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Retirada-da-Vitoria-de-Samotracia-206x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Retirada-da-Vitoria-de-Samotracia-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Retirada-da-Vitoria-de-Samotracia.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/louvre-durante-a-ocupacao-2/'><img loading="lazy" decoding="async" width="206" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Louvre-durante-a-ocupacao-1-206x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Louvre-durante-a-ocupacao-1-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Louvre-durante-a-ocupacao-1.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a>
</p>
<h4><strong><span style="color: #ff0000;">As viagens</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim 3.691 pinturas foram desmontadas de suas molduras e encaixotados imediatamente para uma viajem perigosa, sem escoltas ou seguranças.</p>
<p style="text-align: justify;">No departamento de esculturas gregas, algumas obras necessitavam de mais cuidados e mais dias para serem transportadas como foi o caso da &#8220;Vênus de Milo&#8221;, &#8220;Vitória de Samotrácia&#8221; e várias esculturas Gregas-Romanas, onde todas foram enviadas para o castelo de Valençay, (Loire).</p>
<p style="text-align: justify;">As antiguidades egípcias foram enviadas para o castelo de Courtalan, (Loire). As pinturas espanholas, para o Museu Ingres, na cidade de Montauban ( Tarn-et-Garonne).</p>
<p style="text-align: justify;">Um total de 5.446 caixas foram transferidas em mais de 200 viagens. Um verdadeira guerra de esconde-esconde para salvar uma grande parte da arte da humanidade.</p>
<p>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/carregamento-louvre/'><img loading="lazy" decoding="async" width="206" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Carregamento-Louvre-206x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Carregamento-Louvre-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Carregamento-Louvre.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/viagem-das-obras-do-louvre/'><img loading="lazy" decoding="async" width="206" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Viagem-das-obras-do-Louvre-206x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Viagem-das-obras-do-Louvre-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Viagem-das-obras-do-Louvre.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/venus_de_milo-encaixotada/'><img loading="lazy" decoding="async" width="206" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Venus_de_Milo-encaixotada-206x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Venus_de_Milo-encaixotada-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Venus_de_Milo-encaixotada.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a>
</p>
<h4><strong><span style="color: #ff0000;">Invasão alemã nazista.</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Paris foi invadida em 14 de junho de 1940, e o Museu do Louvre depois ter ficado fechado por mais de um ano foi aberto ao público em 1° de outubro de 1940.</p>
<p style="text-align: justify;">Um museu diferente, silencioso, longe da agitação que era conhecido. Um museu abandonado, relaxado e extremamente vazio, aberto somente uma parte do andar térreo com obras sem interesses, réplicas de pinturas, cópias de esculturas em gesso, (&#8220;Vênus de Milo&#8221;).</p>
<p style="text-align: justify;">O Louvre tinha se transformado em um museu triste e decepcionante.</p>
<p>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/ocupacao-1940-2/'><img loading="lazy" decoding="async" width="206" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Ocupacao-1940-1-206x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Ocupacao-1940-1-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Ocupacao-1940-1.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/diana-de-versalhes-na-ocupacao/'><img loading="lazy" decoding="async" width="206" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Diana-de-Versalhes-na-ocupação-206x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Diana-de-Versalhes-na-ocupação-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Diana-de-Versalhes-na-ocupação.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/museu-vazio/'><img loading="lazy" decoding="async" width="211" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/museu-vazio-211x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" /></a>
</p>
<h4><strong><span style="color: #ff0000;">A boa sintonia.</span></strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Mas assim mesmo, o diretor francês, <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Jacques_Jaujard" target="_blank" rel="noopener"><strong>Jacques Jaujard</strong></a> conseguiu trabalhar em colaboração com o alemão, o conde <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Franz_von_Wolff-Metternich" target="_blank" rel="noopener"><strong>Franz Wolff-Metternich</strong></a>,<strong> </strong>anteriormente responsável da proteção das coleções de arte da Alemanha, agora nomeado por Hitler, como diretor do Louvre.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a proteção das obras eram um objetivo e de interesse comum aos dois países, esses diretores conseguiram durante quase 2 anos trabalharem em boa harmonia.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-1933 alignleft" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/FranzWolff-Metternich-206x300.jpg" alt="" width="206" height="300" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/FranzWolff-Metternich-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/FranzWolff-Metternich.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" />Mas o conde <strong>Franz Wolff-Metternich</strong>, (já sabendo onde se encontravam as obras escondidas), foi substituído do cargo em junho de 1942, e enviado de volta para Alemanha. Mas como um grande apaixonado pelas artes e temendo que tudo fosse queimado pelos seus superiores guardou o segredo destes locais.</p>
<p style="text-align: justify;">O novo diretor sobre ordens pessoais de Hitler, mandou esvaziar seis salas do departamento de antiguidades orientais e salas do museu &#8220;Jeu de Paumes&#8221;, nos jardins das Tulherias, para que fossem estocadas coleções de artes pilhadas dos judeus franceses, (ex: coleção Rothschild).</p>
<h4><span style="color: #ff0000;"><strong>O herói Jaujard.</strong></span></h4>
<p style="text-align: justify;">Protegidas militarmente até serem expedidas para Alemanha, <strong>Jacques Jaujard</strong> não conseguiu impedir estas transferências, mas seus colaboradores reuniram clandestinamente listas com os nomes dos verdadeiros proprietários. Com o fim da guerra e graças a estas listas, muitos destes proprietários foram restituídos.</p>
<p><figure id="attachment_1934" aria-describedby="caption-attachment-1934" style="width: 206px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Jacques-Jaujard.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-1934 size-medium" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Jacques-Jaujard-206x300.jpg" alt="Museu do Louvre durante a Segunda Guerra Mundial" width="206" height="300" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Jacques-Jaujard-206x300.jpg 206w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Jacques-Jaujard.jpg 220w" sizes="auto, (max-width: 206px) 100vw, 206px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1934" class="wp-caption-text">Jacques Jaujard</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: justify;">O museu do Louvre recebeu de volta todas suas obras intactas, e depois de restauradas foram expostas ao público a partir de 15 de abril de 1945, e em 07 de outubro de 1947 foi reinaugurado a Grande Galeria, com nova ordem de apresentação.</p>
<p style="text-align: justify;">O grande herói do Louvre e das Artes, o diretor <strong>Jacques Jaujard</strong> recebeu merecidamente a medalha de honra ao Mérito da Resistência francesa por salvar um boa parte do Patrimônio da Humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje seu nome, <strong>Jaujard</strong>, se encontra homenageado na entrada principal da <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/%C3%89cole_du_Louvre" target="_blank" rel="noopener">Escola do Louvre</a>.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Viagens e esconderijos da Mona Lisa:</strong></span></h4>
<ul>
<li style="text-align: justify;">27 de setembro de 1938, primeira viagem para o castelo de Chambord, voltando no mês seguinte para o Louvre.</li>
<li style="text-align: justify;">28 de agosto de 1939, viaja novamente para Chambord, (Loire).</li>
<li style="text-align: justify;">14 de novembro de 1939, transferida para o castelo de Louvigny (Loire).</li>
<li style="text-align: justify;">03 de junho de 1940, (11 dias antes da ocupação nazista em Paris), a Mona Lisa foi transferida para a abadia de Loc-Dieu, (Aveyron).</li>
<li style="text-align: justify;">03 de outubro de 1940, transferida para o museu Ingres à Montauban ( Tarn-et-Garonne).</li>
<li style="text-align: justify;">03 de março de 1943, transferida ao castelo de Montal, (Lot).</li>
<li style="text-align: justify;">16 de junho de 1945, volta triunfante para o museu do Louvre.</li>
</ul>
<p>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/mona-lisa-embalada/'><img loading="lazy" decoding="async" width="287" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/mona-lisa-embalada-287x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" /></a>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/mona-lisa-de-volta/'><img loading="lazy" decoding="async" width="287" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Mona-Lisa-de-volta-287x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" /></a>
<a href='https://segredosdeparis.com/museu-do-louvre-durante-a-segunda-guerra-mundial/mona-lisa-6/'><img loading="lazy" decoding="async" width="287" height="300" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/05/Mona-Lisa-287x300.jpg" class="attachment-medium size-medium" alt="" /></a>
</p>
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		<title>O roubo da Mona Lisa no Louvre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2018 19:02:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 9 minutos</small> O roubo da Mona Lisa no Louvre. A história incrível e espetacular do audacioso roubo da maior obra-prima da humanidade executado por um simples empregado do Louvre, o italiano Vicenzo Perrugia (1881-1925). A descoberta do roubo O incrível roubo da Mona Lisa no Louvre. Em 22 de agosto de 1911, terça-feira, 7 da manhã, hora onde Poupardin, segurança do museu começava sua ronda habitual pelas inúmeras salas do Louvre. Chegando ao famoso &#8220;Salon Carré&#8221;, conhecido na época pela sala onde encontravam-se os <a href="https://segredosdeparis.com/o-roubo-da-mona-lisa-no-louvre/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 9 minutos</small></p> 
<p><em><strong>O roubo da Mona Lisa no Louvre</strong>.</em> A história incrível e espetacular do audacioso roubo da maior obra-prima da humanidade executado por um simples empregado do Louvre<strong>,</strong> o italiano Vicenzo Perrugia (1881-1925).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">A descoberta do roubo</h2>



<p><strong>O incrível roubo da Mona Lisa no Louvre</strong>. Em 22 de agosto de 1911, terça-feira, 7 da manhã, hora onde Poupardin, segurança do museu começava sua ronda habitual pelas inúmeras salas do Louvre.</p>



<p>Chegando ao famoso &#8220;Salon Carré&#8221;, conhecido na época pela sala onde encontravam-se os quadros renascentistas de pequenos e grandes formatos, como: <em>“Les Noces de Cana”</em> e o <em>“Le Repas chez Simon”,</em> de Véronèse, Poupardin percebeu que entre eles: <em>“L’Allégorie d&#8217;Alfonso d&#8217;Avalos”,</em> de Ticiano (c. 1488/90-1576) e <em>“Le mariage mystique de sainte Catherine devant saint Sébastien</em>”, de Corregio (1489-1534) encontrava-se um espaço vazio com quatro parafusos perdidos na parede.</p>


<div class="wp-block-image is-resized is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona_Lisa_roubada-1911.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="887" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona_Lisa_roubada-1911.jpg" alt="O roubo da Mona Lisa no Louvre" class="wp-image-3527" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona_Lisa_roubada-1911.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona_Lisa_roubada-1911-216x300.jpg 216w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona_Lisa_roubada-1911-370x513.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Parede onde estava exposto quadro da Mona Lisa após o roubo em 1911.  Foto: rue de Archives.</figcaption></figure>
</div>


<p>Sabendo que o quadro da <em>Mona Lisa </em>deveria estar ali, pensou que o fotógrafo oficial do Louvre, Braun<strong> </strong>havia retirado para ser fotografado no atelier do museu, como fazia frequentemente com outras pinturas.</p>



<p>Não dando muita importância, continuo seu caminho tranquilamente esperando que o quadro voltasse ao seu lugar antes da abertura do museu.</p>



<p>Nesta época, o museu do Louvre abria às terças-feiras ao público (hoje é sempre fechado). Muitos artistas, pintores e copistas que tinham uma autorização para trabalhar pelos interiores chegavam cedo antes da abertura oficial para se instalarem em bons lugares.</p>



<p>Um deles, o pintor Louis Béroud (1852-1930) chegou pela enésima vez com seu cavalete e palhetas para pintar no &#8220;Salon Carré&#8221; e se surpreendeu com a falta da bela florentina, perguntando ao seu amigo guarda de segurança Poupardin onde estava a <em>Mona Lisa:</em> este respondeu que talvez estivesse no atelier de fotografia mas que não se preocupasse, pois logo voltaria antes da abertura do museu ao público.</p>



<p>Poupardin, um pouco ante da abertura, preocupado com a demora da obra voltar para sala enviou colegas para buscá-la no atelier e foi neste momento que se descobriu que realmente a tela havia desaperecido do museu.</p>



<p>E assim começou as buscas pela moça do sorriso misterioso.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Chegada da Polícia</h2>



<p>Às 14 h, o prefeito de Polícia de Paris o famoso e popular Louis Lepine (1846-1833) foi chamado às pressas. Enviou imediatamente sessenta inspetores de polícia e um renomado criminalista Octave Hamard (1880-1914), saíram em busca de pistas.</p>



<p>Às 14h45, as portas do museu são fechadas com exceção de uma porta que ficou para filtrar a saída de todos. O motivo dado ao público foi um problema de canalização de água. Em Paris, a população ainda não sabia de nada sobre o roubo.</p>



<p>O museu é todo vasculhado do subsolo ao telhado, até que bem embaixo da escada da “<em>Vitória de Samotrácia</em>” finalmente uma pista é encontrada próxima a uma das várias saídas do Louvre &#8211; Pátio Visconti &#8211; a valiosa moldura de madeira renascentista, o vidro de proteção (novidade na época contra vandalismo) e uma impressão digital bem visível.</p>



<p>Como neste dia 257 funcionários estavam de serviço, todos foram interrogados e tiveram suas impressões analisadas, mas ninguém foi acusado. Um trabalho enorme de buscas que sem resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">O roubo vira notícia dos jornais do mundo inteiro</h2>



<p>Dia 26 de agosto de 1911, a imprensa fica sabendo e vira matéria de primeira página em vários jornais, uma benção para muitos, como: <em>Le Figaro</em>, <em>L’Humanité</em>, <em>Gaulois</em>, <em>La Revue des Deux-Mondes</em>, pois muitos exemplares serão vendidos e esgotados rapidamente.</p>



<p>O jornal <em><strong>Le Petit Parisien</strong></em> de 23 de agosto de 1911 relata o roubo em duas páginas, &#8220;<em>Le Matin</em>&#8220;,oferece 5.000 francos aos videntes, numerólogos, cartomantes ou qualquer outra ciência oculta que for necessária para se encontrar a famosa obra.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Journal.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="730" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Journal-730x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3532" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Journal-730x1024.jpg 730w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Journal-214x300.jpg 214w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Journal-768x1078.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Journal-370x519.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Journal-970x1361.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Journal.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 730px) 100vw, 730px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Notícia no &#8220;Le Petit Parisien&#8221;. Publicação em 23 de agosto de 1911. Fonte: Bnf &#8211; Gallica.</figcaption></figure>
</div>


<p>A <strong>Sociedade Amigos do Louvre</strong> oferece 25.000 francos para quem a achasse. Um milionário anônimo oferece o dobro. A revista <em>&#8220;L’Illustration</em>” oferece 50.000 francos para aquele que levar o quadro até a editora.</p>



<p>Semanas depois o museu reabre ao público e uma multidão corre para ver o espaço vazio deixado pelo quadro. Alguns deixam até flores diante do espaço vazio como símbolo da perda de um ente querido, outros compram recordações e cartões postais da querida &#8220;Mona&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Os inocentes suspeitos</h2>



<p>A busca se alonga até o mês de setembro, quando o juiz Joseph Marie Drioux (1858-1958) manda prender um escritor de origem polonesa,<strong> Guillaume Apollinaire </strong>(1880-1918) que havia declarado que gostaria de &#8220;queimar o Louvre&#8221;.</p>



<p>Gery-Pieret, amigo e antigo secretário particular de Appolinaire, ladrão confesso de três estatuetas ibéricas e máscaras fenícias do museu declarou ao jornal<strong> <em>Paris-Journal</em> </strong>que foi ele quem furtou o quadro da<strong> </strong>Mona Lisa e que somente a devolveria em troca de 150.000 francos. E para reforçar que não estava mentindo enviou uma das três estatuetas roubadas para ao jornal.</p>



<p>O jovem Pablo Picasso (1881-1973) também foi interrogado e acusado de cumplicidade, pois havia comprado para estudos (influência do primitivismo),uma estatueta e uma máscara fenícia que havia sido roubada por Gery-Pieret.</p>



<p>O roubo também foi reivindicado pelo poeta escritor, dramaturgo italiano: Gabriele D&#8217;Annunzio (1863-1938) autor de uma peça teatral, em 1899 intitulada: <em>&#8220;La Giocconda&#8221;.</em></p>



<p>Finalmente todos são inocentados.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">O substituto da Mona Lisa</h2>



<p>No “<em>Salon Carré</em>” do Louvre durante todo o tempo do desaparecimento do quadro de Leonardo da Vinci foi colocado no mesmo local, o quadro <em>&#8220;Retrato de Baldassare Castiglione&#8221;</em>, do pintor&nbsp;italiano <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael" target="_blank" rel="noopener">Rafael</a> (1483-1520), que fazia lembrar a desaparecida.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/raphael.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="588" height="736" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/raphael.jpg" alt="O roubo da Mona Lisa no Louvre" class="wp-image-1178" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/raphael.jpg 588w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/raphael-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/raphael-370x463.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Retrato de Baldassare Castiglione&#8221; (1514/1515), de Rafael (1483-1520). Louvre.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas 28 meses depois quando tudo parecia perdido ela foi encontrada em Florença (Itália). E seu amador de ladrão desmascarado.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">O verdadeiro ladrão</h2>



<p>O verdadeiro ladrão <strong>Vincenzo Peruggia</strong> (1881-1925), italiano que na época trabalhava como polidor e colocador de vidros em obras de pintura morava na rua de &#8220;<em>L’hopital Saint-Louis&#8221;</em>, a poucos metros do Louvre e havia passado a noite do 21 de agosto escondido no museu esperando o amanhecer para roubá-la tranquilamente.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/vicente-perrugia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="547" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/vicente-perrugia.jpg" alt="O roubo da Mona Lisa no Louvre" class="wp-image-1172" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/vicente-perrugia.jpg 547w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/vicente-perrugia-274x300.jpg 274w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/03/vicente-perrugia-370x406.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 547px) 100vw, 547px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Vincenzo Perrugia (1881-1925). Foto tirada em 1909 por autor desconhecido.</figcaption></figure>
</div>


<p>No dia do roubo, saiu discretamente pelo pátio Visconti que dava acesso direto à rua.</p>



<p>A polícia chegou ir a casa dele para interrogá-lo, mas logo foi inocentado pois provou com uma falsa testemunha dizendo que no dia do roubo estava trabalhando em outro local. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Quarto_de_Perrugia_em_Paris.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="405" height="552" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Quarto_de_Perrugia_em_Paris.jpg" alt="O roubo da Mona Lisa no Louvre" class="wp-image-3535" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Quarto_de_Perrugia_em_Paris.jpg 405w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Quarto_de_Perrugia_em_Paris-220x300.jpg 220w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Quarto_de_Perrugia_em_Paris-370x504.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Quarto de Vincenzo Peruggia em Paris. Foto: Roger-Viollet.</figcaption></figure>
</div>


<p>Durante estes 2 anos ficou sozinho admirando desfrutando o charme e o olhar da <strong>Mona Lisa</strong>.</p>



<p>O tempo foi passando e quando ninguém falava mais sobre o roubo e passando por sérias dificuldades financeiras decidiu voltar para Itália com a esperança de vender a obra para algum colecionador local. Passando a fronteira foi morar em Florença em um hotel chamado na época &#8220;Trípoli&#8221; (hoje, &#8220;La Giocanda&#8221;).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">A venda fracassada</h2>



<p>Em 10 de setembro de 1913, Perrugia propôs a um celebre antiquário florentino, Alfredo Geri, à venda da <em>Mona Lisa</em> por 500.000 liras e a promessa que o quadro nunca voltasse para França. Geri se fazendo interessado levou um amigo especialista em obras de artes, Poggi para analisar o quadro. Ao constatar a verecidade os dois imediadamente denunciaram Perrugia a polícia.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="685" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri-685x1024.jpg" alt="O roubo da Mona Lisa no Louvre" class="wp-image-3536" style="width:642px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri-685x1024.jpg 685w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri-201x300.jpg 201w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri-768x1147.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri-1028x1536.jpg 1028w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri-370x553.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri-970x1449.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Alfredo_Geri.jpg 1071w" sizes="auto, (max-width: 685px) 100vw, 685px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Reportagem sobre o achado da Mona Lisa, na revista &#8220;L&#8217;Antiquario&#8221;, em Florença 1913. </figcaption></figure>
</div>


<p>No hotel, o ladrão Perrugia<strong> </strong>foi detido e o quadro que se encontrava escondido embaixo da cama, protegida em uma caixa de madeira branca foi confiscado.</p>



<p>Quanto a Geri e Poggi nunca receberam a recompensa prometida pelos franceses. Mas devemos a eles a salvação do quadro. </p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Julgamento e fim da aventura</h2>



<p>Durante o julgamento, Perrugia confessou que roubou por patriotismo. Ignorando que o quadro havia sido &#8220;adquirido&#8221; em 1519, pelo rei Francisco I (1515-1547).</p>



<p>Perrugia tinha plena convicção que havia sido roubado por Napoleão Bonaparte I (1804-1814/1815) e que era seu dever como cidadão italiano recuperar esse tesouro.</p>



<p>Foi condenado a um ano de prisão, mas depois de cumprir  sete meses foi logo liberado. Uma parte da impressa e da população o considerava um herói da nação, para outros apenas um aproveitador que tentou fazer riqueza com um bem nacional.</p>



<p>Perrugia ainda serviu o exército na Primeira Guerra Mundial pelos Italianos. Voltando a morar na França após a guerra na cidade Sant-Maur-des-Fossés (15 km de Paris), onde abriu uma loja de pintura. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/vicente-perrugia-e-esposa.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="720" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/vicente-perrugia-e-esposa.jpg" alt="" class="wp-image-3542" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/vicente-perrugia-e-esposa.jpg 480w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/vicente-perrugia-e-esposa-200x300.jpg 200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/vicente-perrugia-e-esposa-370x555.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Vincenzo  Peruggia e sua esposa em 1920.</figcaption></figure>
</div>


<p>O curioso que depois de tudo o que aconteceu, na maior tranquilidade levou sua esposa para visitar o <strong>Louvre</strong> e ver a obra que havia roubado e que o tornou famoso.</p>



<p>Faleceu aos 44 anos, em 8 de outubro de 1925.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">De volta para casa</h2>



<p>A <em>Mona Lisa </em>voltou a ser exposta no Louvre no dia 4 de janeiro de 1914, estrela internacional.</p>



<p>Hoje altamente protegida e visitada por milhares de pessoas. Esteve escondida durante a Primeira e Segunda Guerra Mundial. Saiu para se exposta em 1963, em Washington (USA) e Nova Iorque, e em 1974, para uma ser exposta em Tóquio (Japão) e Moscou (Rússia). Depois nunca mais saiu.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona-Lisa-protegida.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="980" height="552" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona-Lisa-protegida.jpg" alt="O roubo da Mona Lisa no Louvre" class="wp-image-3541" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona-Lisa-protegida.jpg 980w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona-Lisa-protegida-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona-Lisa-protegida-768x433.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona-Lisa-protegida-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona-Lisa-protegida-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mona-Lisa-protegida-970x546.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Mona Lisa&#8221; protegida por guardas no Museu Uffizi em Florença (Itália), aguardando o retorno para o Louvre, em Paris (França). Foto: Autor desconhecido.</figcaption></figure>
</div>


<p></p>



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<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/agendar_passeios-1.png" alt="" class="wp-image-3543"/></a></figure>
</div>


<p><em><strong>Fontes</strong>: </em></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Site do Museu do Louvre.</em></li>



<li><em> &#8220;Vicenzo Perugia&#8221;, no <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Vincenzo_Peruggia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipédia</a>.</em></li>



<li><em>&#8220;That time Picasso might have stolen the Mona Lisa&#8221;</em>, no site <em><a href="https://www.messynessychic.com/2012/12/27/that-time-picasso-might-have-stolen-the-mona-lisa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Messe Nessy</a>.</em></li>



<li><em>&#8220;Comment Apollinaire et Picasso furent accusés du vol de La Joconde&#8221;,</em> no site <em><a href="https://www.vice.com/fr/article/538qe5/comment-apollinaire-et-picasso-furent-accuses-du-vol-de-la-joconde" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vice</a></em> <em>e</em> <em><a href="https://www.messynessychic.com/2012/12/27/that-time-picasso-might-have-stolen-the-mona-lisa/">Meisterdrucke</a></em>.</li>
</ul>
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		<title>Coroação de Napoleão ou de Josefina?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Feb 2018 14:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 25 minutos</small> Coroação de Napoleão ou de Josefina? Essa pergunta sempre me fazem quando levo pessoas para conhecerem o Museu do Louvre. Realmente o tema dado a obra por Jacques-Louis David (1748-1825), A Coroação de Napoleão deixa dúvidas. No Wikipédia em português, (que todo mundo adora consultar) faz essa explicação erradamente, juntamente com outras informações. Já no Wikipédia em francês, essa explicação está correta. Quando olhamos para obra, o que vemos de verdade é Napoleão I (1804-1814/1815) coroando sua esposa a imperatriz Josefina (1763-1814), dentro da <a href="https://segredosdeparis.com/coroacao-de-napoleao-ou-de-josefina/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 25 minutos</small></p> 
<p><strong><em>Coroação de Napoleão ou de Josefina?</em></strong> Essa pergunta sempre me fazem quando levo pessoas para conhecerem o Museu do Louvre. </p>



<p>Realmente o tema dado a obra por<strong> Jacques-Louis David</strong> (1748-1825), <strong><em>A Coroação de Napoleão</em></strong> deixa dúvidas.</p>



<p>No <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Coroa%C3%A7%C3%A3o_de_Napole%C3%A3o" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wikipédia </a>em português, (que todo mundo adora consultar) faz essa explicação erradamente, juntamente com outras informações. Já no Wikipédia em francês, essa explicação está correta.</p>



<p>Quando olhamos para obra, o que vemos de verdade é <strong>Napoleão I</strong> (1804-1814/1815) coroando sua esposa a <strong>imperatriz Josefina</strong> (1763-1814), dentro da<strong> Catedral de Notre-Dame de Paris</strong>, e não ele, se auto coroando.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><span style="color: #ff0000;"><strong>A Cena</strong></span></h3>



<p>No inicio a 1° ideia de <strong>David</strong> era pintar <strong>Napoleão</strong> se coroando por ele mesmo, mas após alguns estudos que não lhe agradou, acabou aceitando a sugestão de seu aluno e assistente, <strong>Rouget</strong>, que seria melhor retratar a cena que se passou posteriormente, onde <strong>Napoleão I</strong> faz a coroação da sua esposa, <strong>Josefina</strong>, imperatriz da França.</p>



<p>Um gesto menos autoritário, e mais nobre, “digno de um cavaleiro”, como ele mesmo disse. E foi esse tema que finalmente foi aprovado por <strong>Napoleão I</strong> e executado pelo pintor <strong>David.</strong></p>



<p><strong>David</strong>, convidado para assistir a coroação (tipo fotógrafo da época) registrou em seu livro de notas, vários esboços, personagens e detalhes durante as mais de 4 horas que durou o cerimonial.</p>



<p><strong>David</strong> só começou a trabalhar a obra, em<strong> 21 de dezembro de 1805</strong>, quando conseguiu um local bastante espaçoso para organizar a cena com ajuda de maquetes de madeira, figurinhas em cera, e todo o necessário para representar os ilustres personagens, tanto os presentes, como os nãos presentes, mas que deveriam estar a pedido de Napoleão.</p>



<p>O ateliê improvisado na antiga Capela de Cluny, (atual Hotel des 3 Collèges) foi determinante para dar a obra uma verdadeira realidade a cena.</p>



<p>Terminada em <strong>18 de novembro de 1807 </strong>foi exposto no &#8220;Salon Carré” (salão de Paris) do <strong>Museu Napoleão</strong> (futuro Museu do Louvre), em 07 de fevereiro a 21 de março de 1808. No fim de março ainda passou por alguns retoques.</p>



<p>Após a queda de <strong>Napoleão </strong>em 1815, <strong>David</strong> teve que partir para o exílio em Bruxelas, (Bélgica) conservou o quadro até 1819, ano em doou ao Museu Real da França.</p>



<p>Em 1937, por ordens do rei <strong>Luís Felipe</strong> (1830-1848) foi retirado do depósito de obras do Museu Real, para ser exposto ao público, na sala da &#8220;<em>Coroação ou Sagração</em>&#8221; (sala “du Sacre”), no recém-inaugurado <strong>Museu de História da França</strong>, do <strong>Castelo de Versalhes</strong>.</p>



<p>Em 1889 retornou para o Louvre (nome definitivo: Museu do Louvre), e uma cópia perfeita realizada por David, entre 1808 e 1822, comandada por grupo de executivos americanos foi colocado no mesmo lugar em Versalhes, onde está até hoje.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Louvre-e-Versalhes.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="350" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Louvre-e-Versalhes.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-788" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Louvre-e-Versalhes.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Louvre-e-Versalhes-300x131.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Louvre-e-Versalhes-768x336.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Louvre-e-Versalhes-370x162.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></figure></div>



<p>A diferença entre a versão do quadro de Versalhes, é que a irmã de preferida de Napoleão, Paulina, está vestida em rosa, enquanto que na original do Louvre, ela está em branco.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><span style="color: #ff0000;"><strong>Os Regimes</strong></span></h3>



<p>Antes da proclamação de Napoleão Bonaparte, em 18 de maio de 1804 (ou 28 de floreal do ano XII), que o consagrou o Primeiro Imperador dos Franceses, e determinou o fim da 1° República francesa, o país já havia passado por três tipos de regimes políticos diferentes (ou três formas de governo):</p>



<p><strong>Convenção Nacional</strong>, (21 de setembro de 1792 até 26 de outubro de 1795). Liderados pelos Montanheses (Montagnads), que instauraram um tribunal revolucionário, para perseguir e executar arbitrariamente todos que eram contrários a essa nova politica de governar. Conhecido como o Período do Terror, (1793-194), onde aproximadamente 500.000 pessoas são feitas prisioneiras, 100.000 são executados ou vitimas de massacres, 20.000 a 30.000 fuziladas, e 17.000 são guilhotinadas , sendo o mais famosos , o rei Luís XVI, em 21 de janeiro de 1793, a rainha Maria Antonieta, em 16 de outubro de 1793 (37 anos), e o principal membro&nbsp; dos Montanhas, Robespierre , em 26 de julho de 1794.</p>



<p><strong>O Diretório </strong>(26 de outubro de 1795 até 9 de novembro de 1799). Com a queda de Robespierre, decretando assim, o fim do terror, esse regime politico autoritário, liderado por cinco membros diretores, determina o fim da participação popular no governo e uma solida aliança com o exército graças as vitorias exteriores de Napoleão, e a alta burguesia financeira. Com a entrada dos recém-eleitos deputados, e partidários que defendiam a volta da Monarquia ( os Realistas), o Diretório sofreu um golpe de Estado, em novembro de 1799, por seus próprios membros, que votaram para criação de um novo regime, conhecido com Consulado.</p>



<p><strong>O Consulado (</strong>9 de novembro de 1799 a 18 de maio de 1804). Regime politico autoritário, onde em tese deveria ser dirigido por três cônsules, Jean Jacques Régis de Cambacérès, Charles-François Lebrun e Napoleão Bonaparte.&nbsp; Mas todo o poder ficou concentrado nas decisões de Napoleão, por suas vitoriosas nas guerras expansionistas, seus acordos de paz, armistícios, com a Áustria e a Inglaterra, reconciliação com a igreja católica (Concordata), fundação do Banco Frances (1800) e o novo padrão monetário, o “Franco francês”, modificação do Código Civil, crescimento da economia&#8230; Por isso, e outras razões, em 1802 ficou estabelecido que Napoleão Bonaparte fosse considerado Primeiro Consul, pelo resto de sua vida. Um governo conservador, autoritário, autocrático, centralizador.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><span style="color: #ff0000;"><strong>O Império.</strong></span></h3>



<p>Com a recusa de Luís XVIII (irmão de Luís XVI, o guilhotinado) em renunciar seus direitos sobre a coroa francesa, Napoleão Bonaparte apoiado pela população que eram opostos a volta da Monarquia, e com a maioria dos votos do Senado foi proclamado em 18 de maio de 1804, o novo regime, conhecido como: <strong>Império.</strong></p>



<p>Consequentemente o&nbsp;&#8220;Consulado&#8221; (visto acima) foi extinto, e o governo confiado a um Imperador com poder hereditário (como era na antiga monarquia). Assim sendo, Napoleão Bonaparte foi declarado, Primeiro Imperador da França, e seus descendentes, homens, sucessores do trono por direito.</p>



<p>Então, essa nova dinastia,&nbsp; &#8220;Bonapartes&#8221;, como na época dos reis da França precisava de uma aprovação e proteção divina, ou melhor, uma aprovação e proteção de Deus, conferindo ao Imperador, um poder temporal na terra, como antigamente faziam os reis, na Catedral de Notre-Dame de Reims.</p>



<p>Essa coroação realizada e planejada&nbsp;em 02 de dezembro de 1804, na Catedral de Notre-Dame de Paris, para diferenciá-lo dos reis da França foi portanto, a melhor forma encontrada por Napoleão em confirmar e legitimar o seu poder perante todas as nações da Europa e do resto do mundo, sejam elas amigas ou inimigas.</p>



<p>Jacques-Louis David foi o pintor escolhido para registrar esse momento histórico, e fazer desse tema uma propaganda politica e simbólica para o mundo.</p>



<p>Sua missão naquele dia era pintar quatro quadros do Imperador, um passo a passo de cada cerimônia, que iria acontecer:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong><em>Sagração ou Coroação de Napoleão, na Notre Dame.</em></strong></li><li><strong><em>Coroação de Josefina, na Notre-Dame</em></strong>.</li><li><strong><em>La Distribution des aigles </em></strong>(ou Distribuição dos estandartes militares na frente Escola Militar, em Paris).</li><li>“<strong><em>L&#8217;Arrivée à l&#8217;hôtel de ville</em></strong>” (a Chegada na Prefeitura de Paris).</li></ul>



<p>No contrato, Napoleão deveria pagar a David, 100.000 francos por cada tela pintada. Mas na realidade pagou somente 65.000 francos, pela &#8220;<em>Coração de Josefina”,</em> e 52.000 francos pela “<em>La Distribution des aigles”. </em>Os dois outros temas não foram pintados.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><span style="color: #ff0000;"><strong>Composição da obra</strong></span></h3>



<p>A galeria de personagens representado no <strong>“Coroação de Napoleão (ou melhor de Josefina)”</strong>, segundo vários especialistas foi certamente inspirado na obra, do pintor alemão, <strong>Rubens,</strong>&nbsp;&nbsp;<em>“Le Couronnement de Marie de Médicis à l&#8217;abbaye de Saint-Denis le 13 mai 1610”.</em></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Couronnement-de-Marie-de-Médicis-à-labbaye-de-Saint-Denis-le-13-mai-1610-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="743" height="395" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Couronnement-de-Marie-de-Médicis-à-labbaye-de-Saint-Denis-le-13-mai-1610-1.jpg" alt="" class="wp-image-803" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Couronnement-de-Marie-de-Médicis-à-labbaye-de-Saint-Denis-le-13-mai-1610-1.jpg 743w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Couronnement-de-Marie-de-Médicis-à-labbaye-de-Saint-Denis-le-13-mai-1610-1-300x159.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Couronnement-de-Marie-de-Médicis-à-labbaye-de-Saint-Denis-le-13-mai-1610-1-370x197.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px" /></a><figcaption>&#8220;Le Couronnement de Marie de Médicis à l&#8217;abbaye de Saint-Denis le 13 mai 1610”, por Rubens.</figcaption></figure></div>



<p>Em exposição no <strong>Museu do  Louvre</strong>, ala Richelieu, sala “<strong>Galeria Médecis</strong>”.</p>



<p>No <em>&#8220;<strong>Coroação de Josefina</strong>&#8220;</em>, na<strong> Catedral de Notre-Dame de Paris</strong>, <strong>Jacques Louis-David</strong> preparou um cenário grandioso para representar aproximadamente 150 convidados.</p>



<p>Com a presença do <strong>Papa Pio VII</strong>, cardeais, embaixadores, altos dignitários, familiares, militares&#8230; Napoleão levanta a coroa para colocar sobre sua esposa, a 1° Imperatriz da França, <strong>Josefina de Beauharnais</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/tapis.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="526" height="333" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/tapis.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-806" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/tapis.jpg 526w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/tapis-300x190.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/tapis-370x234.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px" /></a></figure></div>



<p>A cena se abre com um grande tapete azul esverdeado convidando o espectador também a partic<span style="font-size: 1rem;">ipar da cerimônia.</span></p>



<p>Napoleão I gostou tanto do que viu, que exclamou:</p>



<p><em>“Ce ne pas une peinture, on marche sur ce tableau&#8230;”  (ou em português: &#8220;Não é uma pintura, nós andamos neste quadro&#8230;&#8221;</em>).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/coroa-e-cortina-detalhe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="203" height="236" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/coroa-e-cortina-detalhe.jpg" alt="" class="wp-image-3156"/></a></figure></div>



<p>O ponto focal do quadro é a coroa levantada por Napoleão, destacada pela cortina verde do fundo. Uma área central enquadrada pelas cores púrpuras dos mantos de Josefina e de Napoleão.</p>



<p>A maior preocupação de David foi tentar fazer uma representação realista dos personagens, e de suas vestimentas. E conseguiu com muito sucesso, pois quando o quadro foi apresentado em dezembro de 1807, pela primeira vez a um público exclusivo, a grande satisfação das pessoas era tentar descobrir quem era quem no quadro.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/cruz.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="400" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/cruz.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-3157" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/cruz.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/cruz-300x188.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/cruz-370x231.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></figure></div>



<p>Outro ponto do foco central na construção da obra foi a cruz levantada pelo bispo de Paris, Belloy, traçado geometricamente segundo as regras dos pintores neoclássicos, e na qual David era um dos percussores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><span style="color: #ff0000;"><strong>Os personagens</strong></span></h2>



<h4 class="wp-block-heading"><span style="color: #0000ff;"><strong>Família Imperial:</strong></span></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/familia-Imperial-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1223" height="765" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/familia-Imperial-1.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-841" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/familia-Imperial-1.jpg 1223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/familia-Imperial-1-300x188.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/familia-Imperial-1-768x480.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/familia-Imperial-1-1024x641.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/familia-Imperial-1-370x231.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1223px) 100vw, 1223px" /></a></figure></div>



<p>A grande parte da família Imperial ficou posicionada em frente de Napoleão, com exceção do filho de <strong>Josefina,</strong> Eugênio de Beauharnais que ficou atrás, junto aos dignitários do Império.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Napoleao-e-J-Cesar.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="521" height="331" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Napoleao-e-J-Cesar.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-825" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Napoleao-e-J-Cesar.jpg 521w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Napoleao-e-J-Cesar-300x191.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Napoleao-e-J-Cesar-370x235.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px" /></a></figure></div>



<p><strong>1 &#8211; Napoleão Bonaparte I° </strong>(1769 &#8211; 1821): Antes da coroação de Josefina que vemos no quadro, Napoleão já havia se coroado com uma coroa com folhas de carvalhos, e de loros, em ouro e diamante.</p>



<p>Símbolo marcante nas antigas vitórias militares romanas, principalmente de Júlio Cesar, grande conquistador da Europa, que Napoleão admirava e pensava imitar.</p>



<p>Em seguida corou-se brevemente por cima desta, com uma réplica da coroa do rei dos Francos, <strong>Carlos Magno</strong>&nbsp;(768 -814), símbolo do poder do sacro Império romano-germânico.</p>



<p>Um gesto bem pensado de propaganda universal, confirmando uma nova autoridade Imperial na Europa, sagrada e legitimada, pelas bênçãos do Papa.</p>



<p>A coroação de Josefina por Napoleão I°, que David preferiu representar foi realizada depois dessas duas cerimônias de coroações, primeiro com a coroa de loros, e depois com a coroa de Carlos Magno.</p>



<p>Napoleão está vestido com uma túnica de seda de<span style="font-size: 1rem;">&nbsp;cor branca</span><span style="font-size: 1rem;">&nbsp;</span>com bordados em ouro, um manto aberto de cor púrpura, bordados com abelhas douradas (símbolo do trabalho, da imortalidade e da ressurreição), e no interior pele de arminho.</p>



<p><span style="font-size: 1rem;">A cor branca ou&nbsp; cândida, significa pureza de espírito e honestidade, tanto ele como Josefina usavam essa cor. Daí surgiu a palavra candidato.&nbsp;</span><span style="font-size: 1rem;">Truque político !</span></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/damas-de-josefina.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="358" height="318" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/damas-de-josefina.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-826" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/damas-de-josefina.jpg 358w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/damas-de-josefina-300x266.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px" /></a></figure></div>



<p><strong>2 &#8211; Josefina de Beauharnais&nbsp;</strong>(1763 &#8211; 1814)<strong>: </strong>Viúva de Alexandre Beauharnais está no centro do quadro, ajoelhada numa almofada de veludo, bordada com abelhas douradas, de mãos juntas, como era exigido o cerimonial, aguardando ser coroado pelo seu marido Napoleão I°, já auto coroado Imperador da França, (por esse motivo já tinha os poderes divinos de Deus na terra, para abençoar e coroar quem desejasse).</p>



<p>Está usando um vestido de seda branco (pureza e honestidade) de mangas longas, com fios bordados em prata. Coberta por um longo e pesado manto de veludo púrpura, bordado com abelhas douradas, e no interior, pele branca de Arminho, (símbolo da pureza, utilizada por rainhas da França). Finalizando com um diadema de ouro, pérolas e diamantes.</p>



<p>Na realidade as duas damas que seguraram o manto de Josefina na cerimônia foram duas irmãs de Napoleão, mas a pedido do próprio Napoleão (evitando essa humilhação histórica), no quadro foram substituídas por uma prima de Josefina, <strong>Madame Adélaïde de La Rochefoucauld,</strong> e sua dama “d&#8217;atours”, <strong>Madame Émelie de La Valette</strong>, (um tipo de companhia VIP).</p>



<p>Josefina está no centro da composição, que provocou várias críticas a David, pois confunde o expectador. Na verdade apesar de o tema ser conhecido como: <strong><em>“Coroação de Napoleã</em>o</strong>”, na realidade deveria se chamar: <strong><em>“Coroação da imperatriz Josefina”.</em></strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Familia-Bonaparte.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="639" height="635" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Familia-Bonaparte.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-828" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Familia-Bonaparte.jpg 639w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Familia-Bonaparte-300x298.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Familia-Bonaparte-370x368.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px" /></a></figure></div>



<p><strong>3 &#8211; José Bonaparte </strong>(1768 – 1844): Irmão mais velho de Napoleão. Na época do coroamento recebeu o título de 1° Príncipe de Sangue do Império, (1804). Em seguida foi proclamado, Rei de Nápoles (1806-1808), e Rei da Espanha e das Índias (1808 – 1813).</p>



<p><strong>4 &#8211; Luís Bonaparte</strong> (1778-1846): Oficial Militar durante o regime do Império foi promovido a “Condestável da França”, (em francês, “Connétable de France”), Primeiro Oficial da coroa. Em 1806 recebeu o título de Rei da Holanda. Foi casado com <strong>Hortênsia de Beauharnais,</strong> (filha do 1° casamento de Josefina). Em 1848, seu 3° filho, Charles-Louis Napoleon Bonaparte (1808 &#8211; 1873) tornou-se o primeiro presidente da França, e em 1852, com a volta do 2° Império&nbsp; tornou-se o famoso, Imperador Napoleão III.</p>



<p><strong>5 &#8211; Elisa Bonaparte </strong>(1777 &#8211; 1820): A mais velha entra as irmãs de Napoleão. Foi à única que teve realmente poderes políticos neste novo regime Imperial. Foi princesa do Principado de Piombino e de Luca, na Itália.</p>



<p><strong>6 &#8211; Paulina Bonaparte</strong> (1780 &#8211; 1825): A irmã preferida de Napoleão, fiel e admiradora foi à única entre todos os irmãos, a visitá-lo na Ilha de Santa Helena. Graças ao seu casamento com Camillo Borghèse, Napoleão comprou a grande parte da coleção Borghèse, hoje expostas no Louvre.</p>



<p><strong>7 &#8211; Caroline Bonaparte</strong> (1782 &#8211; 1839): Era a mais nova das irmãs de Napoleão. Foi casada com Joaquim Murat, marechal do Império, e depois, rei de Nápoles, e ela rainha, (1808 e 1815). Teve uma relação conflituosa com Napoleão. Morreu no exílio em Florença, Itália.</p>



<p><strong>8 – Hortênsia de Beauharnais </strong>(1783 – 1737): Filha de Josefina, do seu 1° casamento com Alexandre de Beauharnais, casada com irmão de Napoleão, Luís Bonaparte. Está segurando as mãos do seu 1°filho, Napoleon-Charles Bonaparte (1802 &#8211; 1807), de 4 anos. Seu futuro 3° filho, Charles-Louis-Napoleon Bonaparte, será o 1° presidente, e o 2° imperador da França, denominado Napoleão III.</p>



<p><strong>9 &#8211; Julie Clary </strong>(1741 &#8211; 1845): Esposa de José Bonaparte. Por causa dos títulos do seu marido foi rainha de Nápoles, rainha da Espanha, e das Índias. I<span style="font-size: 1rem;">rmã de <strong><a href="https://segredosdeparis.com/napoleao-bonaparte-duas-imperatrizes-e-sessenta-amantes/" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #ff0000;">Désirée Clary</span></a>,</strong> primeiro amor de Napoleão, que posteriormente se tornou rainha da Suécia e Noruega.</span></p>



<p><strong>10 &#8211; Napoleon-Charles Bonaparte</strong> (1802 &#8211; 1807): Filho de Hortênsia com Luís Bonaparte, neto de Josefina e sobrinho de Napoleão foi considerado até a sua jovem morte , como filho adotivo do imperador, e legitimado para se tornar também imperador, caso Napoleão não tivesse um filho natural com Josefina. Seu terceiro irmão, Charles-Louis-Napoleon Bonaparte mais tarde se tornou o 1° presidente, e o 2° imperador da França, denominado Napoleão III. O quadro de David ficou pronto, dezembro de 1807, alguns meses depois do seu falecimento pela rubéola.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Maria-Leticia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="685" height="473" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Maria-Leticia.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-835" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Maria-Leticia.jpg 685w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Maria-Leticia-300x207.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Maria-Leticia-370x255.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 685px) 100vw, 685px" /></a></figure></div>



<p><strong>11 &#8211; </strong><strong>Maria Letícia Ramolino </strong>(1750-1836): Mãe de Napoleão Bonaparte usando um diadema, e um véu sobre a cabeça foi colocada posteriormente por David, no centro da obra, em uma tribuna elevada para uma visão privilegiada da cena. Cercada por suas damas de Honra, Madame de Fontanges e Madame Soult (esposa do Marechal Soult).</p>



<p>Mas na realidade não esteve presente. Foi Napoleão que pediu para David atribuísse a ela, um lugar de honra, olhando fixamente pare ele, orgulhosa dessa nova dinastia de soberanos &#8220;Bonapartes&#8221;, que surgia naquele momento. Importante presença no quadro para legitimar a união da família imperial, perante a nova sociedade, e a população francesa.</p>



<p><strong>Três motivos que levaram Maria Letícia, não estar presente no dia:</strong></p>



<p>1° &#8211; Não gostava de Josefina, por ela ser viúva e mãe de dois filhos, preferia que fosse outra mulher.</p>



<p>2° &#8211; Não gostou da briga que Napoleão teve com seu outro filho, Luciano Bonaparte. Napoleão, não aprovou o casamento de Luciano com a viúva, chamada, Alexandrine de Bleschamp. Por esse motivo, foi expulso de Paris, e enviado a Roma. E ela no dia da coroação, preferiu estar ao lado de Luciano.</p>



<p>3° &#8211; Também por Napoleão não ter convidado Jerome Bonaparte, o irmão caçula que havia se casado também sem sua aprovação, com uma menor de idade chamada Elizabeth Patterson. Casamento este anulado por ordens do Imperador.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Eugenio_de_Beauharnais.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="532" height="537" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Eugenio_de_Beauharnais.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-838" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Eugenio_de_Beauharnais.jpg 532w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Eugenio_de_Beauharnais-297x300.jpg 297w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Eugenio_de_Beauharnais-370x373.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 532px) 100vw, 532px" /></a></figure></div>



<p><strong>12 &#8211; Eugênio de Beauharnais </strong>(1781 – 1824): Filho de Josefina, irmão de Hortência, pai de Amélia Augusta Eugênia Napoleona, 2° esposa de Dom Pedro I, Imperador do Brasil.</p>



<p>Presente na cerimônia bem atrás de Napoleão, vestido em hussardo (referente à Cavalaria ligeira) apoiado em uma espada (símbolo do poder militar) foi quem levou o anel imperial, símbolos da união de Napoleão com o povo francês.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><span style="color: #0000ff;"><strong>Grandes Dignitários:</strong></span></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Grandes_Dignitarios_do-Imperio.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1366" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Grandes_Dignitarios_do-Imperio.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-843" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Grandes_Dignitarios_do-Imperio.jpg 1366w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Grandes_Dignitarios_do-Imperio-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Grandes_Dignitarios_do-Imperio-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Grandes_Dignitarios_do-Imperio-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Grandes_Dignitarios_do-Imperio-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Grandes_Dignitarios_do-Imperio-370x208.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1366px) 100vw, 1366px" /></a></figure></div>



<p><strong>13 – Charles-François Lebrun </strong>(1739- 1824): Durante o&nbsp;“Diretório” foi deputado. Durante o “Consulado” foi o terceiro cônsul ao lado de <strong>Jean-Jacques-Régis de Cambacérès </strong>e <strong>Napoleão Bonaparte</strong>. Durante o regime imperial recebeu o título de príncipe Arquitesoureiro.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="891" height="681" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Lebrun.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-845" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Lebrun.jpg 891w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Lebrun-300x229.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Lebrun-768x587.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Lebrun-370x283.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 891px) 100vw, 891px" /></figure></div>



<p>Foi quem segurou um dos objetos simbólicos, “<strong>Regalia Royaux</strong>”, usados em comemorações pela realeza francesa.</p>



<p>O “<strong>Cetro com a águia Imperial</strong>” foi inventado por <strong>Napoleão</strong> para simbolizar seu poder e sua majestade Imperial ou “Comandante enviado por Deus para guiar seu povo para as Vitórias”. Uma imitação genérica do Cetro (“Sceptre”) do rei <strong>Carlos V</strong>, que tinha na sua ponta o trono de <strong>Carlos Magno</strong>, conservado hoje no museu do Louvre.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Cambacérès.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="725" height="715" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Cambacérès.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-848" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Cambacérès.jpg 725w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Cambacérès-300x296.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Cambacérès-370x365.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 725px) 100vw, 725px" /></a></figure></div>



<p><strong>14 &#8211; Jean-Jacques-Régis de Cambacérès </strong>(1753 &#8211; 1824): Deputado e membro do Senado durante a revolução francesa votou contra a condenação a guilhotina do rei Luís XVI, e sim para a uma prisão provisória até o retorno da paz na França.</p>



<p>Durante o “Consulado” foi o segundo cônsul ao lado de Charles-François Lebrun, e Napoleão Bonaparte. Durante o regime Imperial recebeu o titulo de Arquichancelier do Império, uma espécie de Vice Imperador, que podia assumir a presidência do Senado e do Conselho de Estado, quando Napoleão não estivesse na França. Segurou outro objeto simbólico monárquico durante a cerimônia: O bastão com a <strong>“Mão da Justiça”.</strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="320" height="779" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/mão-da-justiça.jpg" alt="" class="wp-image-850" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/mão-da-justiça.jpg 320w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/mão-da-justiça-123x300.jpg 123w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /></figure></div>



<p>Originalmente é uma pequena escultura com três dedos levantados, que representam: O polegar: o rei; O indicador: a razão; O médio: a caridade; E os dois dedos abaixados: a fé católica.</p>



<p>No quadro de David, a mão foi remodelada e unificada, todos os dedos estão levantados, que significa a autoridade do Poder Judiciário com o novo Código Civil, e seu Poder religioso, abençoado pela autoridade religiosa cristã (pelo Papa Pio VII).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Berhier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="647" height="571" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Berhier.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-851" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Berhier.jpg 647w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Berhier-300x265.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Berhier-370x327.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 647px) 100vw, 647px" /></a></figure></div>



<p><strong>15 &#8211; Louis-Alexandre Berthier </strong>(1753-1815)<strong>: </strong>Durante o Consulado foi Ministro da Guerra, e durante o regime napoleônico foi Marechal do Império. Em 1906 recebeu o título de príncipe de Neuchâtel et Valangin, na Suíça.</p>



<p>No quadro ele segura uma almofada que contém o “Globo terrestre com uma Cruz”, (em latim, “<em>Globus cruciger, </em>em francês, “<em>Globe crucigère</em>”).</p>



<p>Mais um objeto monárquico, símbolo cristão de autoridade utilizado desde a idade média. O <strong>“</strong><em><strong>Salvator Mundi”</strong>,</em> ou Salvador do Mundo, foi colocado por David, para lembrar que o imperador Napoleão, tem um poder temporal de Deus na terra, e é um legítimo representante de Dele.</p>



<p><strong>16 – </strong>Charles-Maurice de <strong>Talleyrand-</strong>Périgord<strong> (</strong>1754-1838)<strong>: </strong>Renomado por sua carreira diplomata excepcional: No antigo regime foi deputado na Assembleia dos Estados Gerais. Na Revolução Francesa foi presidente da Assembleia Nacional. Durante o Diretório e o Consulado foi ministro das Relações exteriores. No I° Império de Napoleão foi embaixador e ministro do exterior. Durante a restauração foi presidente do Conselho dos Ministros, e de novo embaixador sobre a Monarquia de Julho. Esteve presente em quatro coroações por ordem: Luís VI, Napoleão I°, Carlos X, e Luís Filipe I°.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Outros objetos simbólicos da realeza francesa que estão&nbsp; dissimulados na obra de David:</strong></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Objetos-sagrados.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="565" height="373" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Objetos-sagrados.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-853" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Objetos-sagrados.jpg 565w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Objetos-sagrados-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Objetos-sagrados-300x198.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Objetos-sagrados-370x244.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px" /></a></figure></div>



<p><strong>A – Réplica da coroa de Carlos Magno:&nbsp;</strong>Uma forma de comparar seu futuro império como foi do rei dos Francos, e do sacro Império Romano-Germânico de Carlos Magno. Foi utilizado na cerimônia brevemente quando colocada por ele mesmo, sobre&nbsp; a coroa de louros e alguns segundos sobre o diadema de Josefina. Durante a cerimônia esteve nas mãos do marechal do Império, <strong>François Étienne Kellermann. </strong>Em exposição no museu do Louvre.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/coroa-de-carlosmagno.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="220" height="262" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/coroa-de-carlosmagno.png" alt="" class="wp-image-854"/></a></figure></div>



<p><strong>B – Espada de Carlos Magno ou <em>“La Joyeuse”:&nbsp;</em></strong>Espada usada pelos reis da França desde o rei Filipe-Augusto (1180 – 1223). Está dissimulado ao fundo levantado ao ar pelo marechal da França, <strong>François-Joseph Lefebvre</strong>. Em exposição no museu do Louvre.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/espada.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="260" height="179" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/espada.jpg" alt="" class="wp-image-855"/></a></figure></div>



<p><strong style="font-size: 1rem;">C &#8211; Cetro de Charles V, ou &#8220;Sceptre de Charlemagne&#8221;:&nbsp;</strong><span style="font-size: 1rem;">Símbolo do poder Imperial. Apareceu pela 1° vez na coroação do rei Carlos V (1364 &#8211; 1380). </span><span style="font-size: 1rem;">Durante a cerimônia da coroação esteve com o Marechal da França, </span><strong style="font-size: 1rem;">Catherine-Dominique de Pérignon, </strong><span style="font-size: 1rem;">e atualmente esta em</span><strong style="font-size: 1rem;">&nbsp;</strong><span style="font-size: 1rem;">exposição no departamentos de objetos de Arte do Museu do Louvre.</span><strong>&nbsp;</strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Cetro_de_Carlos_V.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Cetro_de_Carlos_V.jpg" alt="" class="wp-image-858" width="253" height="423"/></a></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading"><span style="color: #3366ff;"><strong>O Clero:</strong></span></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Clero-detalhe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="529" height="334" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Clero-detalhe.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-862" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Clero-detalhe.jpg 529w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Clero-detalhe-300x189.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Clero-detalhe-370x234.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 529px) 100vw, 529px" /></a></figure></div>



<p><strong>17 &#8211;&nbsp; Papa Pio VII</strong> (1742 -1823):<strong>&nbsp;</strong>Sentado olhando para as costas de Napoleão, em posição de inferioridade, sem os atributos principais pontificais, a mitra e a tiara papal. Identificado somente por causa do “Pálio”, espécie de manta de lã, que cobre os ombros do Papa, bordado com seis cruzes pretas, (símbolo da soberania da Igreja Católica Romana em suas metrópoles). Retratado aqui com uma testemunha passiva da cerimônia, um personagem apagado que parece estar fazendo figuração numa peça teatral.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/esboço-do-Papa-1.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/esboço-do-Papa-1.png" alt="" class="wp-image-863" width="162" height="185"/></a></figure></div>



<p>Inicialmente foi desenhado por David com as mãos apoiadas nos joelhos foi modificado por ordens de Napoleão que preferiu vê-lo abençoando o casal imperial, do que vê-lo sentado sem fazer nada.</p>



<p>Lembrando que o Papa, não estava nada satisfeito com a lei estabelecida pelo Império, em 1801,(Concordata) que lhe dava plenos poderes ao Imperador da França, do que a própria Igreja. Pensava em discutir essa lei, mas foi ignorado. E afim de não comprometera cerimônia, a contra gosto, aceitou de participar.</p>



<p><strong>18 &#8211; Jean-Baptiste de Belloy</strong> – Arcebispo e Cardeal de Paris. Teve a honra de segurar a cruz durante a cerimonia, ponto principal traçado por David para divisão geométrica do quadro. Como curiosidade foi inventor da cafeteira, que antes era somente feito por infusão.</p>



<p><strong>19 &#8211; Giovanni Battista Caprara: </strong>Cardeal enviado pelo Papa Pio VII, para negociar o protocolo da cerimônia diretamente com Napoleão. Na realidade no dia, não esteve presente, por estar doente, mas foi colocado no quadro, a pedido de Napoleão pelos seus bons serviços ao sucesso do coroamento.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Jesus-Cristo-ou-Raphael-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="521" height="331" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Jesus-Cristo-ou-Raphael-1.jpg" alt="" class="wp-image-891" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Jesus-Cristo-ou-Raphael-1.jpg 521w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Jesus-Cristo-ou-Raphael-1-300x191.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Jesus-Cristo-ou-Raphael-1-370x235.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px" /></a></figure></div>



<p><strong>20 &#8211; Raphaël de Monachis: </strong>Monge egípcio em túnica vermelha interprete pessoal de Napoleão durante a campanha no Egito. Professor de língua árabe de Jean-François Champollion (o francês que decifrou os hieróglifos egípcios), e professor de árabe na “Ècole des Langues Orientales”, em Paris.</p>



<p><strong>20 &#8211; Jesus Cristo</strong>: Segundo outras interpretações, aqui David retratou Jesus observando a coroação como um sinal de uma aprovação divina.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><span style="color: #0000ff;"><strong>Marechais da França:</strong></span></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Marehais.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="595" height="535" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Marehais.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-871" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Marehais.jpg 595w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Marehais-300x270.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Marehais-370x333.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px" /></a></figure></div>



<p><strong>21 &#8211; Jean-de-Dieu Soult </strong>(1769 &#8211; 1851): Marechal do Império, que Napoleão depositava muita confiança por sua bravura e estratégias de combates. Sua esposa é dama de honra da mãe de Napoleão</p>



<p><strong>22 &#8211;</strong> <strong>Jean-Baptiste Bessières </strong>(1768 &#8211; 1813): Marechal do Império, Coronel-General da Guarda Imperial. Brilhante oficial da cavalaria salvou a vida de Napoleão na campanha na Rússia. Participou intensamente da organização da cerimônia. Morreu em combate em 1813.</p>



<p><strong>23 &#8211;</strong> <strong>Bon-Adrien Jeannot de Moncey </strong>(1754 &#8211; 1852): Marechal do Império recebeu de Napoleão a medalha de <em>“A Grande Águia da Legião de Honra</em>” e muitas outras condecorações. No dia da coroação teve a honra de segurar o cesto que receberia o manto de Josefina.</p>



<p><strong>24 &#8211; Jean-Mathieu-Philibert Sérurier </strong>(1742 &#8211; 1819): Marechal do Império. Participou de varias batalhas e recebeu varias condecorações. Seu nome é um dos “boulevards” de Paris, conhecido como: Boulevard &nbsp;Sérurier. Tem seu nome&nbsp; gravado no Arco do Triunfo e a honra de segurar o anel de Josefina.</p>



<p><strong>25 &#8211;</strong> <strong>Joachim Murat</strong> (1767-1815): Marechal do Império, casado com Carolina Bonaparte, irmã de Napoleão. Foi proclamado rei de Nápoles entre 1808 &#8211; 1815. Ele está segurando a almofada que apoiava a coroa de carvalho e loros de Napoleão.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><span style="color: #0000ff;"><strong>Tribuna de Jacques-Louis David.</strong></span></h4>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/David-na-obra.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="479" height="327" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/David-na-obra.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-873" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/David-na-obra.jpg 479w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/David-na-obra-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/David-na-obra-370x253.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px" /></a></figure></div>



<p><strong>Jacques Louis David </strong>(1748 -1825): Pintor da revolução, após a guilhotina de Luís XVI, de seu amigo Robespierre, e de ser preso, se aliou ao regime napoleônico em 1799, se tornando o 1° pintor Oficial de Napoleão em 18 de dezembro de&nbsp; 1804. Sobre a “Restauração” foi obrigado a partir para o exílio, (Bruxelas) onde morreu aos 77 anos.</p>



<p>Jacques Louis-David, um dos mais admirados e invejados pintores daquele momento, por seu estilo de compor, e por suas escolhas estéticas em suas obra. Teve uma escola que se formaram grandes pintores como: Ingres, Girodet, Gros, Gerard&#8230; Atualmente muitas de suas obras estão espalhadas por vários museus da Europa e Estados Unidos. Js.</p>



<p>Na tribuna superior localizada acima da tribuna da mãe de Napoleão, David se auto representou segurando um lápis, e um caderno desenhando croquis da cerimônia. Esta cercado por amigos, membros da sua família, esposa <strong>Marguerite-Charlotte Pecoul</strong>, suas duas filhas gêmeas, <strong>Pauline </strong>e<strong> Laure</strong>, seu aluno e assistente, <strong>Georges Rouget</strong>, &nbsp;seu mestre e professor, <strong>Joseph-Marie Vien</strong> e muitos outros.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Coroaçao-de-Napoleão-com-David.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1223" height="765" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Coroaçao-de-Napoleão-com-David.jpg" alt="Coroação de Napoleão ou de Josefina?" class="wp-image-874" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Coroaçao-de-Napoleão-com-David.jpg 1223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Coroaçao-de-Napoleão-com-David-300x188.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Coroaçao-de-Napoleão-com-David-768x480.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Coroaçao-de-Napoleão-com-David-1024x641.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Coroaçao-de-Napoleão-com-David-370x231.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 1223px) 100vw, 1223px" /></a></figure></div>



<p>Visto a perspectiva da obra é quase certo que David ficou posicionado em outro ângulo que a tribuna, talvez à esquerda, próximo aos irmãos de Napoleão, José e Luís Bonaparte.</p>



<p>Seu autorretrato na tribuna foi uma forma de assinar a obra, e para confirmar para posterioridade que esteve presente como convidado e pintor de honra de Napoleão, (nota-se que está vestido como a vestimenta da legião de honra, e não como pintor).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><span style="color: #0000ff;"><strong>Conclusão</strong></span></h4>



<p>Esta obra de David, além de ser uma propaganda política deste novo regime, chamado, Império, que tem como objetivo legitimar a nova função de um governo autoritário, monocrático aprovado pelo povo, e por Deus, nós mostra também o surgimento de uma nova dinastia familiar, “Bonapartes”, em referência, aos Merovíngios, Carolíngios, Capetianos.</p>



<p>Um mundo unificado, controlado por Napoleão, e conciliado com a igreja Católica.</p>



<p>Ufa ! e Amém !</p>



<p><em><strong><span style="font-size: 12pt;">&#8220;A Coroação de Napoleão (ou Josefina)&#8221;, de Jacques Louis David, se encontra no Museu do Louvre, ala Denon, 1° andar, Sala 75.</span></strong></em></p>
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		<title>História do Museu do Louvre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jan 2018 19:15:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> menos de 1 minuto</small> História do Museu do Louvre por Tom Pavesi Um pequeno resumo histórico sobre o surgimento do Louvre desde de sua fortaleza medieval defensiva de Paris, sua transformação em museu público em 1793, e o grande projeto de restauração do Grande Louvre, inaugurado pelo presidente François Mitterrand, em 1993. Possibilidade para pausar as imagens para leitura. Textos e foto final : Tom Pavesi &#8211; Arquiteto, Guia Conferencista da França, e editor deste site. Edição e foto capa : André Stuckert&#160;&#8211; Diretor <a href="https://segredosdeparis.com/historia-do-museu-do-louvre/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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<h3 class="has-text-color wp-block-heading" style="color:#a30000">História do Museu do Louvre por Tom Pavesi</h3>



<p>Um pequeno resumo histórico sobre o surgimento do Louvre desde de sua fortaleza medieval defensiva de Paris, sua transformação em museu público em 1793, e o grande projeto de restauração do Grande Louvre, inaugurado pelo presidente<strong> François Mitterrand</strong>, em 1993.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Historia do Louvre, por Tom Pavesi" width="1075" height="605" src="https://www.youtube.com/embed/KVM_s2kYpZ4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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<p>Possibilidade para pausar as imagens para leitura.</p>



<p>Textos e foto final : <strong><a href="https://www.facebook.com/segredosdeparis.oficial/" target="_blank" rel="noopener">Tom Pavesi</a> &#8211; </strong>Arquiteto, Guia Conferencista da França, e editor deste site.</p>



<p>Edição e foto capa : <strong><a href="https://www.youtube.com/user/programacasadesign" target="_blank" rel="noopener">André Stuckert</a>&nbsp;&#8211; </strong>Diretor do programa <b>CASADESIGN,</b>&nbsp;TV Gazeta RN.</p>



<p>Música:&nbsp;&#8220;Te Deum&#8221;, de<strong><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Lully" target="_blank" rel="noopener"> Jean-Baptiste Lully</a> (1631-1687)</strong>, compositor e violinista, favorito de Luis XIV.</p>



<p class="has-text-color has-background" style="background-color:#fff200;color:#28292a"><em><strong>Gostaria de conhecer a Paris e outras lugares comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico. Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/agendar_passeios-3.png" alt="" class="wp-image-3725"/></a></figure></div>
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		<title>Eros e Psiquê &#8211; Museu do Louvre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jan 2018 18:18:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 18 minutos</small> &#160; Este é o tema retratado pelo escultor italiano&#160;Antônio Canova&#160;(1757 – 1822), exposta no Museu do Louvre, em Paris. Sgundo a lenda do autor romano&#160;Apuleio, em suas Metamorfoses,&#160;“O Asno de Ouro”,&#160;nos diz que os Deuses realizaram um conselho concedendo a mão de&#160;Psiquê&#160;ao deus do&#160;Amor, dando a ela a imortalidade e o status de deusa da Alma. Antonio CANOVA&#160;(1757 – 1822).&#160;“Psyché ranimée par le baiser de l’Amour”.&#160;Museu do Louvre, Paris. Quem são os personagens ? O jovem homem alado visto encima de uma <a href="https://segredosdeparis.com/eros-e-psique-museu-do-louvre/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 18 minutos</small></p> 
<h4 class="wp-block-heading">&nbsp;</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/Eros-e-Psisque-Louvre-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="525" height="500" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/Eros-e-Psisque-Louvre-1.jpg" alt="Eros e Psiquê - Museu do Louvre" class="wp-image-304" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/Eros-e-Psisque-Louvre-1.jpg 525w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/Eros-e-Psisque-Louvre-1-300x286.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/Eros-e-Psisque-Louvre-1-370x352.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px" /></a></figure></div>



<p>Este é o tema retratado pelo escultor italiano&nbsp;<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Canova" target="_blank" rel="noopener"><strong>Antônio Canova</strong></a></span>&nbsp;(1757 – 1822), exposta no Museu do Louvre, em Paris.</p>



<p>Sgundo a lenda do autor romano&nbsp;<strong>Apuleio</strong>, em suas Metamorfoses,&nbsp;<i>“</i>O Asno de Ouro”,&nbsp;nos diz que os Deuses realizaram um conselho concedendo a mão de&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;ao deus do&nbsp;<strong>Amor</strong>, dando a ela a imortalidade e o status de deusa da Alma.</p>



<p><strong>Antonio CANOVA</strong>&nbsp;(1757 – 1822).&nbsp;<strong>“Psy</strong><strong>ché ranimée par le baiser de l’Amour”.&nbsp;</strong>Museu do Louvre, Paris.</p>



<p><strong>Quem são os personagens ?</strong></p>



<p>O jovem homem alado visto encima de uma rocha abraçando uma garota inconsciente, é o deus do&nbsp;<strong>Amor</strong>, (Eros ou Cupido em latim) reconhecível por suas asas e seu estojo cheio de flechas. A garota é&nbsp;<strong>Psiquê</strong>, filha de um rei de Mileto, muito invejada por Vênus por sua beleza que a enviou para uma missão no submundo da terra buscar um frasco que continua a beleza das deusas guardado por Perséfone, e com a proibição de abri-lo. Curiosa e não respeitando as ordens abriu e caiu num sono profundo. O&nbsp;<strong>Amor</strong>, vendo&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;sem praticamente sem vida, procura salvá-la com ajuda de&nbsp;<strong>Zeus</strong>&nbsp;que aceita seu pedido. Ordena que&nbsp;<strong>Hades</strong>&nbsp;traga-a de volta e a deixe no alto de uma montanha no Olimpo. Cuidadosamente o&nbsp;<strong>Amor</strong>&nbsp;abraça a jovem&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;dando-lhe uma beijo para traze-la de volta a vida.</p>



<p><strong>A história de Psiquê</strong></p>



<p>Era uma vez um rei e uma rainha que tinham três filhas lindas. A mais nova, e também a mais bela,&nbsp;<strong>Psiquê</strong>, era venerada como se fosse uma deusa pelos pais, e por várias pessoas ao seu redor. Sua beleza se espalhou trazendo admiradores do mundo inteiro para admira-la.&nbsp;<strong>Vênus</strong>, a deusa do amor, da beleza e sexualidade, enciumada, ofendida e com muita raiva em ver os homens abandonaram os seus templos, pararam de cultuá-la e homenageá-la trocando-a por esta mortal procurou seu filho, deus do&nbsp;<strong>Amor&nbsp;</strong>para vingá-la. O plano era fazer&nbsp;<strong>Psiquê&nbsp;</strong>se apaixonar pelo o homem mais feio e terrível dos seres humanos. Mais Eros preparando sua flecha do amor para atingi-la se fere acidentalmente, e ao vê-la, apaixonou-se perdidamente pela princesa.</p>



<p>O tempo foi passando, suas duas irmãs se casaram e, o pai triste e preocupado em ver sua filha ainda solteira apesar de sua beleza, consultou o oráculo de&nbsp;<strong>Apolo</strong>, induzido por&nbsp;<strong>Amor</strong>, profetizou terríveis calamidades na terra se&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;não fosse imediatamente abandonada no topo de uma montanha solitária, para se casar com uma monstruosa entidade.</p>



<p>O pai cumprindo então a profecia leva a jovem aterrorizada até o alto do monte e a deixa por lá.&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;conformada com seu destino, sozinha e trêmula ficou aguardando o pior. Tomada por um profundo sono, de repente sentiu a carícia de uma brisa suave e agradável, anunciando a chegada de&nbsp;<strong>Zéfiro</strong>, conhecido na mitologia como o Vento do Oeste que a conduziu por ordem do deus&nbsp;<strong>Amor</strong>, por um maravilhoso Vale até deixa-la num incrível palácio de mármore, todo coberto de pedras preciosas e flores.</p>



<p>Ao acordar, criados invisíveis começaram a tratarem como uma verdadeira rainha obedecendo a todos os seus desejos e vontades. Ao chegar a noite foi levada por vozes para a um quarto já imaginando que seria o momento do terrível monstro aparecer para possui-la.</p>



<p>No entanto, uma voz carinhosa e agradável veio confortá-la e acalmá-la. Ao sentir as mãos carinhosas do misterioso desconhecido “monstro” amante, seu coração começou a bater mais forte ao ponto se se entregar as delícias do amor.</p>



<p>Todas as noites, o visitante invisível invadia seu quarto para possui-la e ela não se entediava, nem desaprovava, ao contrário adorava.</p>



<p>Enquanto isso, suas duas irmãs a procuravam por todos os lugares, mas seu misterioso esposo a proibiu que se encontrassem pois, se elas vissem a beleza do castelo, a riqueza e a felicidade em que viviam poderiam serem tomadas pela inveja, comentários maliciosos e a curiosidade de saber quem ele era.&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;sentindo muitas saudades e agora grávida de um bebê conseguiu convencer o amante em deixa-las a entrar no castelo, mas teve que aceitar suas condições: nunca conhecer sua verdadeira identidade, caso contrário o bebê perderia sua imortalidade e ambos seriam abandonados para sempre.</p>



<p>E o que&nbsp;<strong>Amor</strong>&nbsp;temia, aconteceu,&nbsp;<strong>Psiquê</strong>, influenciada pelas muitas questões de suas irmãs, a convenceram que tinha que saber quem ele era pois, como escondia o rosto era porque algo de errado tinha com ele, talvez fosse realmente um horrível monstro e não um homem divino como ela imaginava. Um dia na escuridão da noite aproveitando-se que ele dormia profundamente, pegou uma faca em uma das mãos, para se proteger ou matar o possível monstro, e na outra, uma lamparina a óleo para iluminar bem o rosto do misterioso personagem. Assim que se aproximou, logo viu que se tratava do homem mais bonito da terra, o verdadeiro deus do&nbsp;<strong>Amor</strong>, o deus Alado. Emocionada, assustada e admirada pelo jovem rapaz deixou cair desastradamente uma gota do óleo fervendo nos ombros do seu deus.&nbsp;<strong>Amor</strong>, acordado pela dor, decepcionado pela traição, foge enlouquecido gritando repetidamente: “O amor não pode sobreviver com a suspeita!”</p>



<p><strong>Psiquê</strong>&nbsp;ainda tentou correr atrás saltando pela janela que ele saiu, mas caiu ficando desmaiada por um bom tempo. Quando acordou ainda atordoada se encontrou na casa dos seus pais. O castelo e tudo que ela conheceu junto ao&nbsp;<strong>Amor</strong>&nbsp;desapareceu para sempre.</p>



<p>As duas irmãs fingindo pesar e tristeza para com&nbsp;<strong>Psiquê</strong>, procuram logo&nbsp;<strong>Zéfiro,</strong>&nbsp;para que as levassem junto ao&nbsp;<strong>Amor</strong>,&nbsp;e seu fabuloso castelo. Mas&nbsp;<strong>Zéfiro</strong>&nbsp;desta vez propositalmente as deixou cair num profundo abismo, onde acabaram morrendo.</p>



<p><strong>Psiquê</strong>, triste, desanimada e até pensando no suicídio perto de um riacho&nbsp;foi&nbsp;alertada por&nbsp;<strong>Pã</strong>&nbsp;(deus dos campos, bosques e rebanhos), que não desistisse do deus&nbsp;<strong>Amor</strong>, pois segundo ele, ainda tinha muitas chances de recuperá-lo. Motivada pela notícia saiu então da casa dos pais, em busca deste amor perdido. Caminhando dia e noite por todos os lugares da terra chegando no alto de uma montanha encontrou um lugar muito parecido com o templo do&nbsp;<strong>Amor.</strong>&nbsp;Ao entrar no templo encontrou tudo muito bagunçado, trigo, centeio, foices, ancinhos, espalhados pelo chão. Pensando em agradar ao deus daquele templo, separou e organizou tudo. O templo era da deusa&nbsp;<strong>Deméter</strong>&nbsp;(deusa da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano), que ficou agradecida pelo trabalho zeloso de&nbsp;<strong>Psiquê</strong>. Então retribuindo ajuda que recebeu aconselhou que&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;procurasse e rendesse homenagem a&nbsp;<strong>Vênus</strong>, (Afrodite), única maneira para encontrar&nbsp;<strong>Amor</strong>.</p>



<p>Ao chegar no templo,&nbsp;<strong>Vênus</strong>&nbsp;ainda com muita raiva de&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;por ter ferido seu filho com o óleo quente, propôs algumas condições para conceder seu perdão. Quatro tarefas bem difíceis de serem realizadas para provar que realmente era fiel e amava de verdade&nbsp;<strong>Amor.</strong>&nbsp;Todas as tarefas planejadas poderiam levá-la a morte caso fracasse.&nbsp;<strong>Psiquê</strong>, assim mesmo sabendo dos riscos aceitou todos os desafios.</p>



<p>O 1° desafio,&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;em uma noite teria que separar por especes os vários tipos de grãos misturados; feijão, trigo, cevada, lentilhas e aveia. Logo nas primeiras horas se cansou, parou um momento para se recuperar do tanto de trabalho, mas acabou adormecendo. Uma formiga comovida pela esforço e o pouco resultado obtido até então, convoca todo um batalhão de amigas formigas para ajudá-la. E rapidamente durante toda a noite separam os grãos por categoria. Ao acordar a missão estava cumprida no prazo.</p>



<p>A 2° tarefa era ir até as margens de um rio para colher um pouco de lã de ouro de cada carneiro feroz que ali pastavam do outro lado do rio. Carneiros ferozes e perigosos que poderiam até matá-la caso se aproximasse muito deles. Pensando na melhor maneira para chegar neles, uma voz surge do meio dos juncos de árvores que ali estavam avisando para que ela atravesse o rio somente quando todos os carneiros estivessem dormindo cansados pelo forte sol do meio-dia. Aguardou então pelo momento certo, e saiu recolhendo toda lã de ouro que pode pegar.</p>



<p>A 3° tarefa era bem mais complicada, tinha que trazer da nascente do rio Estige uma jarra cheia de água escura. O problema era que este rio nascia no topo de uma montanha muito íngreme, e impossível de ser escalada, além de ser guardada por um terrível dragão. Na primeira tentativa levou uma grande queda. A águia de&nbsp;<strong>Zeus</strong>, que ali passava vendo a dificuldade e o possível fracasso, agarrou a jarra que ela segurava subiu até o topo, enchendo-a com água escuro e a trouxe de volta para&nbsp;<strong>Psiquê</strong>. Mais uma missão completada.</p>



<p>Na 4° tarefa,<strong>&nbsp;Vênus</strong>, aborrecida e zangada com o sucesso das três anteriores tarefas, dificultou ainda mais esta última. Pediu para que<strong>Psiquê</strong>&nbsp;encontrasse&nbsp;<strong>Perséfone</strong>, (deusa da agricultura, estações do ano, casamento e feminilidade), esposa de&nbsp;<strong>Hades</strong>, (deus dos Mortos, do submundo, e do Tártaro), e lhe pedisse o frasco que continha a beleza dos desuses imortais, para que assim ela,&nbsp;<strong>Vênus</strong>&nbsp;pudesse recuperar a sua própria, pois havia se desgastada pelo grande esforço que estava fazendo para cuidar da ferida do&nbsp;<strong>Amor</strong>, e aproveitando reforçar também sua beleza divina para com todos as outras deusas e deuses, como sendo a única deusa do amor, fertilidade e da sexualidade, sem concorrentes. Assim sendo&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;subiu no alto de uma torre e quando se preparava para se jogar para tentar encontrar uma passagem para o submundo de&nbsp;<strong>Hades</strong>, a&nbsp;<strong>Torre</strong>&nbsp;vendo que não ia dar certo e que se pulasse era morte na certa sussurrou a maneira correta para se entrar. Primeiramente indicou uma passagem secreta por uma caverna que a levaria direto para o reino de&nbsp;<strong>Hades</strong>, depois ensinou como passar por vários perigos que encontraria pelo caminho, a moeda necessária para pagar o remador&nbsp;<strong>Caronte</strong>&nbsp;para travessia do rio Aqueronte (afluente do rio Estige)<em>,&nbsp;</em>e como driblar o cão&nbsp;<strong>Cérbero</strong>. A última instrução era para quando estivesse com o&nbsp;<strong>Perséfone</strong>&nbsp;e o frasco em mãos, não o abrisse de forma alguma, pois a beleza destinada aos deuses, não eram para serem vistas por uma mortal. De posse do frasco, e no meio caminho de volta,&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;pensando recuperar também um pouco da sua beleza perdida por tantas dias de sofrimento e apreensões, abriu o frasco. Ao respirar o perfume divino foi severamente punida e em vez da beleza entrou num coma profundo. Missão fracassada.</p>



<p>O&nbsp;<strong>Amor,</strong>&nbsp;curado de sua ferida, vendo sua amada agonizando neste sono eterno, ainda apaixonado e arrependido por tê-la abandonada consegue de&nbsp;<strong>Zeus</strong>, o deus do Olimpo acalmasse a ira de&nbsp;<strong>Vênus</strong>&nbsp;e aprovação junto a um conselho de imortais, o casamento dos dois,&nbsp;<strong>Eros (Amor) e Psiquê</strong>. Resgatada por&nbsp;<strong>Hades</strong>&nbsp;do submundo e deixada desacordada no alto de uma montanha do Olimpo,&nbsp;<strong>Amor&nbsp;</strong>após verificar com a ponta da sua flecha que ainda estava viva, abraça-a delicadamente e com um leve beijo, a traz de volta para a vida. O frasco com o resto do perfume que sobrou de&nbsp;<strong>Perséfone</strong>, em cumprimento da missão foi entregue a&nbsp;<strong>Vênus</strong>. Livres agora de todas as perseguições e unidos pelo amor,&nbsp;<strong>Eros e Psiquê</strong>&nbsp;finalmente se casam para viverem juntos na imortalidade. Ele, deus do&nbsp;<strong>Amor</strong>, e ela,&nbsp;<strong>Psiquê</strong>, deusa da Alma, e da Psicologia. Tiverem uma filha,&nbsp;<strong>Hedonê</strong>&nbsp;(Volúpia), a deusa dos Prazeres.</p>



<p><strong>Análise da Escultura</strong></p>



<p><strong>Antonio Canova</strong>&nbsp;se inspirou para realização da sua obra após ter feito uma visita a cidade de Herculano, em 1783, na Itália, onde foi descoberta uma pintura romana de um homem alado na posição agachada segurando uma mulher deitada sobre uma rocha que ao mesmo tempo o abraçava. Soterrada por muito tempo e conservada pelo pó vulcânico do Étnica. O escultor copiou exatamente este tema, trabalhando em muitos esculturas em argila de barro, gesso, desenhos e esboços, até encontrar a melhor maneira para representar o enlaço deste casal de apaixonados. A busca do abraço ideal foi constante&nbsp;por&nbsp;<strong>Canova</strong>&nbsp;realizando inúmeros estudos.</p>



<p>No grande modelo de gesso de&nbsp;<strong>“Vênus coroando Adonis”</strong>, o jogo de braços e olhares já anuncia o novo trabalho de “<strong>Eros e Psiquê”.</strong></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Venus-coroando-Adonis-300x201-300x201.jpg" alt="Eros e Psiquê - Museu do Louvre" class="wp-image-4273" width="534" height="358"/></figure></div>



<p></p>



<p><strong>Antonio CANOVA&nbsp;</strong>(1757 – 1822).&nbsp;<strong>“Vénus couronnant Adonis”.&nbsp;</strong>Modelo em gesso.&nbsp;Museu Gipsoteca Canoviana / Possagno / Treviso, Itália.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Lutte-pour-Psique-300x179-300x179.jpg" alt="" class="wp-image-4277" width="546" height="324"/></figure></div>



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<p><strong>Antonio CANOVA&nbsp;</strong>(1757 – 1822).&nbsp;<strong>“Lutte pour psyché ranimée par le baiser”.&nbsp;</strong>Modelo&nbsp;em barro.&nbsp;Museu Gipsoteca Canoviana / Possagno / Treviso, Itália.</p>



<p>No estudo do modelo em terra encontramos o casal com os corpos já entrelaçados sobre uma rocha.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Lutte-2-300x236-300x236.jpg" alt="" class="wp-image-4278" width="560" height="439"/></figure></div>



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<p><strong>Antonio CANOVA&nbsp;</strong>(1757 – 1822).&nbsp;<strong>“Lutte pour Psyché ranimée par le baiser de l’Amour”.&nbsp;</strong>Modelo em barro.&nbsp;Museu Correr /&nbsp;Fondazione Musei Civici Venezia</p>



<p>No trabalho final em mármore, a perna de&nbsp;<strong>Amor</strong>&nbsp;encontra-se mais dobrada, as asas bem abertas, e o tronco de&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;levantado, dando lugar à nova composição.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Eros-e-Psique-Louvre-300x201-1-300x201.jpg" alt="Eros e Psiquê" class="wp-image-4247" width="564" height="377"/></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Eros-e-Psique-costas-300x201-300x201.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Eros-e-Psique-costas-300x201-300x201.jpg" alt="Eros e Psiquê" class="wp-image-4279" width="559" height="373"/></a></figure></div>



<p>&nbsp;</p>



<p>As pernas de&nbsp;<strong>Psiquê</strong>&nbsp;e de&nbsp;<strong>Eros</strong>&nbsp;define um volume piramidal, que os deixam firmemente sobre a composição da rocha.&nbsp;<strong>Canova</strong>&nbsp;consegue conjugar uma real estabilidade com uma rotação complexa e dinâmica para obra. Girando a composição: a partir do pé direito de Eros, o movimento segue o enlace dos braços levantando automaticamente Psiquê para o alto, reforçando assim o seu retorno à vida.</p>



<p>A verticalidade das asas aumenta o movimento ascendente. O emocional e sensual é acentuado pela diferença entre os rostos dos amantes. O tempo parece suspenso diante do fogo: o abraço final.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Psique-de-lado-300x201-300x201.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Psique-de-lado-300x201-300x201.jpg" alt="Eros e Psiquê" class="wp-image-4283" width="561" height="375"/></a></figure></div>



<p></p>



<p>Graças a um trabalho muito variado e sutil sobre a superfície de mármore&nbsp;<strong>Canova</strong>&nbsp;buscava dar vida para suas esculturas. Podemos notar na superfície da rocha as marcas deixadas deliberadamente pelas talhadas do cinzel, as diferenças de traços do tapete drapeado colocado no chão e o lençol de musselina que circunda os quadris de Psiquê.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/detalhes3-300x201-300x201.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/detalhes3-300x201-300x201.jpg" alt="Eros e Psiquê" class="wp-image-4284" width="571" height="381"/></a></figure></div>



<p></p>



<p>A suavidade da carne é obtida por meio de lixas cada vez mais finas: no rosto do&nbsp;<strong>Amor&nbsp;</strong>podemos distinguir muito bem os traços. O artista criou ferramentas especiais para alcançar áreas curvas mais inacessíveis das suas esculturas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Psique-beijo-300x201-300x201.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Psique-beijo-300x201-300x201.jpg" alt="Eros e Psiquê" class="wp-image-4285" width="533" height="356"/></a></figure></div>



<p></p>



<p>O vaso foi um elemento tratado em separado através de um polimento especial para dar brilho, provavelmente lustrada em cera para dar-lhe a aparência de um metal precioso.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/detalhes2-300x201-300x201.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/detalhes2-300x201-300x201.jpg" alt="Eros e Psiquê" class="wp-image-4286" width="513" height="344"/></a></figure></div>



<p>As asas também foram esculpidas em particular e foram colocadas com grande precisão em suas costas. Os traços leves das penas tem como função dissimular esse encaixe. As asas são de uma espessura considerável mas conforme a luz do sol, principalmente contra luz, eles são ficam translúcidas, e de um impressionante dourado.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Psique-rosto-300x201-300x201.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Psique-rosto-300x201-300x201.jpg" alt="Eros e Psiquê" class="wp-image-4287" width="533" height="356"/></a></figure></div>



<p>Este trabalho de <strong>Canova</strong> mostra em detalhes seu brilhante virtuosismo no mármore.</p>



<p>Aperar de alguns críticos acharam a obra ser muito “barroca” ou muito “maneirista” ou muito complexa, para o público e vários artistas da época o trabalho foi um sucesso imediato. Criado para ser visto a partir de vários ângulos de modo que podemos rodar através da sua base para apreciarmos todos os detalhes e subtilezas da obra e da lenda de&nbsp;<strong>“Eros e Psiquê”.</strong>&nbsp;Um trabalho copiado e imitado por muitos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><a href="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Antonio-Canova-252x300.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://www.parisonline.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Antonio-Canova-252x300.jpg" alt="Antonio Canova" class="wp-image-4288" width="435" height="518"/></a><figcaption>Antonio Canova.</figcaption></figure></div>



<p><strong>Antonio CANOVA&nbsp;(1757 – 1822).&nbsp;</strong>Pintura a&nbsp;óleo, auto-retrato ,&nbsp;1792.&nbsp;Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.</p>



<p><strong>Antonio Canova&nbsp;</strong>foi o expoente máximo da escultura neoclássica européia, pois quis devolver à escultura, a simplicidade e a pureza características da antiguidade.</p>



<p>Nasceu em Possagno, república de Veneza, em 1º de novembro de 1757. Órfão desde a infância, foi trabalhar como aprendiz no ateliê de Giuseppe Bernardi, também chamado Torretti, que lhe proporcionou uma formação eminentemente barroca.&nbsp;Em 1779 mudou-se para Roma e estudou as grandes obras clássicas, que exerceram sobre ele profunda impressão. O grupo “Dédalo e Ícaro”, realizado em seu próprio ateliê veneziano, foi a primeira obra a assinalar o abandono do estilo barroco.</p>



<p>Após dois anos de viagens, quando visitou Nápoles e as ruínas de Herculano e Pompéia, Canova regressou a Roma em 1781 e realizou a obra que lhe deu grande prestígio,&nbsp;<strong>“Teseu e o Minotauro”</strong>, cuja perfeição anatômica foi possível graças a sua prática diária de desenho.</p>



<p>Recebeu depois a incumbência de realizar dois monumentos funerários, dos Papas&nbsp;<strong>Clemente XIII</strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Clemente XIV</strong>, ambos em Roma.&nbsp;Dessa época romana é também a escultura&nbsp;<strong>“Eros e Psiquê”</strong>, da qual realizou duas versões, uma conservada em Paris e outra em São Petersburgo. Nela o artista demonstrou total domínio da estética clássica, sobretudo na textura que deu à pele das figuras e na espontaneidade do panejamento.&nbsp;Quando Roma foi invadida pelos franceses,&nbsp;<strong>Canova</strong>&nbsp;transferiu-se para Viena, mas em 1802 aceitou o convite de&nbsp;<strong>Napoleão</strong>&nbsp;para pintar, em Paris, retratos do imperador e de sua família, idealizados à maneira das esculturas romanas.</p>



<p>Essa característica se pode observar em&nbsp;<strong>“Paulina Borghese como Vênus vencedora”</strong>, e nas duas estátuas de Napoleão, uma em bronze e outra em mármore, nu e de corpo inteiro, completadas em 1811.</p>



<p>A convite do Papa, depois da queda definitiva de&nbsp;<strong>Napoleão</strong>,&nbsp;<strong>Canova</strong>&nbsp;regressou a Paris, onde conseguiu a devolução das obras de arte italianas confiscadas durante a invasão napoleônica, fato que lhe valeu o título de marquês de Ischia.</p>



<p><strong>Antonio Canova</strong>&nbsp;faleceu em Veneza em 13 de outubro de 1822. Embora sua obra, como a de todos os neoclássicos, tenha sido acusada de fria, mais tarde a crítica do século XX reconheceria nele um escultor acadêmico de suma maestria e elegância</p>



<p>&nbsp;</p>



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<p>Fontes: Wikipedia, Enciclopédia Britânica do Brasil, Museu do Louvre.</p>
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