O massacre da noite de São Bartolomeu

O massacre da noite de São Bartolomeu

Tempo de leitura: 16 minutos

O massacre da noite de São Bartolomeu ou em francês: “Massacre de la Saint Barthélemy”.

Em 1572, milhares de huguenotes (protestantes franceses) deixaram suas regiões da França, e vieram para Paris como convidados para assistirem a cerimônia de casamento do seu líder e rei, Henrique III de Navarra, (futuro rei da França, o famoso, Henrique IV), com a irmã do jovem rei Carlos IX, a bela princesa, Margarida de Valois (futura rainha Margot).

O Casamento de interesses.

Um casamento organizado por Catarina de Médici (mãe do rei, e de Margot), altamente político, foi a forma encontrada para acabar com uma guerra civil, que dividia a França, há de mais 10 anos, entre os católicos e huguenotes,

A festa que deveria ser uma grande conciliação entre as duas religiões, se tornou uns dos maiores banhos de sangue da história francesa.

Em 18 de agosto de 1572, foi realizado o contestado casamento, num clima de tensão e desconfiança da maioria dos nobres e da população católica parisiense .

O papa Gregório XIII que só aceitaria casá-los caso Henrique de Navarra se convertesse, visto a recusa, nem apareceu na igreja, e ainda condenou o casamento como sendo um sacrilégio perante Deus.

Catarina de Médici teve que se desdobrar e usar toda sua influencia para convencer o arcebispo de Rouen, Carlos 1° de Bourbon para celebrar a união.

Um bispo que também era pretendente ao trono da França, pois era irmão, do falecido, ex-rei da Navarra, o católico Antonio de Bourbon, (da dinastia Capeciano-Bourbon), pai do noivo, Henrique de Navarra, o protestante.

O massacre da noite de São Bartolomeu
Catedral Notre-Dame de Paris

A maioria dos protestantes, inclusive Henrique foram impedidos pelo arcebispo, de entrarem na Catedral de Notre-Dame de Paris, para participarem da cerimônia. Tudo se passou por procuração.

Margot entrou sozinha, e aceitou Henrique de Navarra como seu legítimo marido. Enquanto isso, o noivo ficou aguardando na porta da Catedral, o final da missa para e assinar o contrato matrimonial.

Contrato assinado, a festa pôde começar.

Atentado contra o chefe dos protestantes, Colligny.

Uma grande parte dos convidados protestantes na euforia das comemorações invadiram as tavernas, beberam até cair, dormiam pelas ruas, gritavam, falavam alto pela cidade, deixando a população parisiense enfurecida com tanta barulho e falta de modos.

Quatro dias depois, quando todos ainda se encontravam na capital, ocorreu um atentado perto do Louvre, contra o o brilhante almirante, lider dos protestantes, Gaspard de Colligny importante personagem na formulação do tratado de paz entre as duas religiões, com a rainha-mãe, Catarina de Médici, e o rei Carlos IX.

Colligny ferido por uma da arquebuz (espécie de espingarda) foi acompanhado por amigos protestantes para sua residencia, na rua Béthizy (atual rua de Rivoli) para aguardar a chegado do médico.

Para surpresa geral, quem apareceu foi Ambroise Paré, (considerado hoje como o pai da medicina moderna), que conseguiu tratar os ferimentos no braço e na mão, e o rei Carlos IX que tinha uma estima muito grande por Coliigny, que prometeu prender e julgar o culpado.

Alguns suspeitos do atentado:

– Charles de Louviers, ou “seigneur de Maurevert”: Um candidato bem provável, pois foi visto por alguns protestantes, nas proximidades do local do atentado. Conhecido por ter assassinado em 1569, por razões religiosas, um amigo de Colligny, de nome Mouy. Pode ter sido um ato particular, como também pode ter sido contratado por Catarina de Médici ou algum membro da família Guise, nobres católicos radicais.

– Os Guise: A família mais poderosa de católicos extremistas, e que já algum tempo travavam guerras contras os protestantes, podem terem encomendado a um assassino, como vingança  da morte de François de Guise, morto em 1562, que segundo eles, por ordem de Colligny.  É bem provável que tenham organizado o atentado, pois o tiro da arquebuz foi disparado da janela da casa do cardeal de Lorraine, Charles de Guise.

– Catarina de Médici: Outra forte candidata na contratação do atentado, pois apesar que desde 1570 procurava a paz entre as religiões, tinha um grande ciúme da influência de Colligny sobre o seu filho, Carlos IX, e principalmente contra a ideia da França entrar em guerra contra a Espanha, na Holanda, que Colligny insistia ao rei a tomar, e precisava urgentemente liberá-lo dessa dominação.

– Carlos IX, (22 anos) tinha uma grande admiração por Colligny. Respeitava e escutava os seus conselhos, ao ponto de chamá-lo de “meu pai”. Visto sua visita na casa e sua promessa de deter o responsável é quase improvável que tenha ordenado o atentado.

Resposta de Catarina de Médici aos protestantes.

Apesar das recomendações de Colligny, os protestantes se reuniram e decidiram por vingança e justiça contra o autor (ou autores) do atentado.

Mas como, se quando entraram em Paris, tiveram que deixarem suas armas com os guardas do rei?

Em 23 de agosto de 1572, numa reunião em fim de tarde no palácio do Louvre, Catarina de Médici juntamente com seu filho Carlos IX, os Guise, e os principais membros do conselho decidiram reagir rapidamente, antes que houvesse uma insurreição por parte dos protestantes.

Ficou decidido que os Guise comandariam o ataque, e que todos os guardas, soldados e milicianos católicos usariam uma sobrecapa com uma cruz, e um lenço (écharpe) branco no pescoço para se distinguirem dos protestantes, que se vestiam geralmente um sobretudo em preto (ou todo branco), camisa branca, e alguns com uma grande gola sanfonada branco.

Os sinos tocam e o massacre começa.

O massacre da noite de São Bartolomeu
Igreja de São Germano de Auxerre

Em 24 de agosto de 1572, o sinal para começar a matança de todos os protestantes convidados de Henrique de Navarra e outros que estavam em Paris foi quando as badaladas dos sinos da Igreja de São Germano de Auxerre ( ou “Église Saint-Germain-l’Auxerrois”) anunciou às 4h da manhã, o dia do Santo Bartolomeu, (“Saint Barthélémy”).

Paris na época era cercada por uma grande muralha, e um pouco antes que os sinos dessem suas badaladas, todas as portas de entradas e saídas, da cidade foram fechadas, posicionados guardas armados nas torres de vigilância do rio Sena, e em pontos estratégicos de Paris. Armadilha preparada.

Sendo assim, os protestantes logo se encontraram presos na cidade, sem possibilidade de fuga. Com Deus para salvá-los ou algum cristão piedoso.

O massacre da noite de São Bartolomeu.

O comandante da ação de extermínio nos corredores do Louvre, e pelas ruas de Paris ficou a cargo de Henrique I° de Guise, talvez o maior responsável pelas mortes atrozes e violentas durante o massacre.

O massacre da noite de São Bartolomeu
Morte de Gaspard de Colligny (24 de agosto de 1572).

Primeiramente foram à casa de Gaspard de Colligny, na rua Béthizy, acabar de uma vez por todas, com a vida do chefe e comandante da liga dos protestantes, que se encontrava na cama, ferido.

Depois de levar várias espadadas, foi jogado pela janela. Seu corpo foi desmembrado, a cabeça levada para Catarina de Médici (lá vem ela de novo), alguns membros jogado no rio Sena, e outras partes levado para ser exposta, pelos pés, no “Gibet de Montfaucon”, espécie de calvário público, para condenados a morte. Demolido em 1760.

O massacre da noite de São Bartolomeu
Detalhe: “Le massacre de la Saint-Barthélemy”, (1576) de Jacques Dubois.

Todos os principais chefes protestantes convidados especiais (os VIPS) de Henrique de Navarra que estavam alojados no Louvre, foram facilmente perseguidos e mortos pelos guardas do castelo. E os corpos jogados no rio Sena.

Foram somente poupados e aprisionados, o recém-casado Henrique de Navarra, e seu primo Henrique I° Bourbon-Condé, por serem príncipes de sangue real.

Os parisienses católicos, acordados no meio da noite, com a gritaria e o barulho pelas ruas, pensando em se tratar de uma revolta protestante entraram na briga para defender a cidade perseguindo e matando também todos aqueles que procuravam um esconderijo ou uma saída.

Nem mulheres, idosos, jovens e crianças escaparam da fúria da população, e dos soldados católicos do rei que entravam casa em casa, bairro a bairro, em busca de protestantes.

Neste dia, 24 de agosto de 1572, dia de São Bartolomeu, aproximadamente 2.000 a 3.000 protestantes foram mutilados, assassinados, e exterminados pelas ruas de Paris.

Uma capital com cheiro de morte.

Preocupado com sua imagem e sua vida, o rei Carlos IX, forçado pela mãe, Catarina de Médici, assumiu a responsabilidade do massacre, que ele resumiu numa só frase:

 Eh bien soit! Qu’on les tue ! Mais qu’on les tue tous ! Qu’il n’en reste plus un pour me le reprocher

Que assim seja! Que nós os matemos, mas matemo-os todos! Que não reste um único, para me culpar.

O Sena ficou tão vermelho de sangue, pelos cadáveres boiando que era possível travessar o rio a pé (dizem os historiadores mais exaltados).

O massacre da noite de São Bartolomeu depois de terminado em Paris continuou por vários outras cidades da França, e por vários dias.

Em toda a França, morreram entre 20.000 a 30.000 protestantes. Dificilmente calculável.

“Te Deum”.

No dia seguinte ao massacre, o papa Gregório XIII, feliz com a derrota dos protestantes ordenou que fosse cantado em todas as igrejas da Europa, o “Te Deum”, hino de Louvor a Deus, por ter ajudado aos valentes e valiosos católicos, na vitória contra esses heréticos inimigos da igreja. E que graças a Deus, a humanidade estava sã e salva.

Pouquíssimos sobreviventes:

Graças à ajuda de católicos de bom coração, raros são os que escaparam. Dois deles ficaram bastante famosos na história do massacre.

Philippe Duplessis-Mornay, teólogo, filósofo e escritor, grande amigo de Colligny, depois de escapar de Paris passou um tempo na Inglaterra, voltou para França se tornando mais tarde o principal conselheiro e articulador da política de paz entre as religiões no reinado de Henrique IV. Foi um dos autores do Édito de Nantes, de 1598, que estabeleceu a paz e liberdade do culto protestante, e o fim das guerras religiosas em toda a França.

Jacques Dubois, pintor francês protestante residente em Paris, autor do quadro mais conhecido sobre o massacre, intitulado: Le massacre de la Saint-Barthélemy”, (1576). Foi o único sobrevivente da família que conseguiu fugir, indo morar em Genebra, na Suíça, até o fim da sua vida.

No quadro, podemos ver impressionantes detalhes do que realmente foi esse terrível dia:

Fim da dinastia, Capetiana-Valois.

Henrique de Navarra, poupado no início da matança, pela sogra, Catarina de Médeci, depois de ficar preso por 4 anos, no palácio do Louvre e no palácio de Vincennes, conseguiu fugir (ou teve a fuga facilitada?).

De volta a Navarra, Henrique organizou seu exército de protestantes, loucos por vinganças, que se encontravam espalhados por varias regiões da França, escondidos e perseguidos. Como comandante e rei da Navarra, pode dar continuidade em novas guerras, retomando aos poucos as cidades que haviam sido conquistadas pelos católicos, durante sua prisão.

Em 30 de maio 1574, o rei Carlos IX morreu de forma estranha. Alguns autores dizem que foi de tuberculose, com uma febre tão alta, que suava sangue. Outros, dizem que foi envenenado pela própria mãe, Catarina de Médici, que espalhou a droga num livro, para ser dado ao preso, e genro, Henrique de Navarra, mas por azar dela, esse livro foi parar nas mãos do seu filho Carlos IX, que assim que folheou as páginas do livro, molhando com as pontas dos dedos, morreu sangrando veneno pelos olhos (afff…!).

O 3° filho de Catarina de Médici, Henrique de Valois, que naquele momento era rei da Polônia, ao saber da morte do seu irmão, fugiu secretamente para Áustria, Itália e finalmente a França. Em 13 de fevereiro de 1575 foi coroado rei da França como Henrique III. Casou dois dias depois com Luísa de Lorena.

O 4° filho homem de Catarina de Médici, duque de Alençon e de Anjou, Hércules Francisco de Valois, morreu de tuberculose, em 1584, (29 anos), sem descentes, o que deixou sua mãe muito preocupada, pois Henrique III, apesar de gostar de homens, tentou por vários anos ter um filho com Luísa, mas que não aconteceu. Mais tarde, descobriram que a rainha era estérea.

E o pior aconteceu, em 02 de agosto de 1589, quase 8 meses depois da morte de Catarina de Médici, (ao 69 anos, de derrame pulmonar), Henrique III acabou sendo assassinado pelo monge beneditino, Jacques Clement, sobre ordens dos chefes da liga dos católicos ultrarradicais liderado por Carlos de Guise, irmão de Henrique I° de Guise (lembra? Aquele que liderou o massacre), assassinado em dezembro de 1588 no castelo de Blois, por ordens do rei, Henrique III. Morreu sem deixar um sucessor.

Vingança dos Guise ou morte do rei com fins político?

No seu leito de morte, Henrique III, ainda teve tempo de nomear seu primo Henrique de Navarra com seu legítimo sucessor, contrariando a vontade da igreja católica que pretendia colocar no trono seu velho tio, o bispo Carlos 1° de Bourbon (lembra? Aquele que celebrou o casamento do casal, Henrique de Navarra com a Margot). Mas renuncio porque legalmente Henrique era o 1° na lista da sucessão.

E o mundo dá voltas.

Desde o inicio do massacre, se houve um plano de Catarina de Médici em acabar com a vida do seu genro, Henrique de Navarra, caiu por terra, ou melhor, fracassou totalmente, pois nessa reviravolta de assassinatos, e de reis sem filho sucessores, o trono caiu nas mãos, no personagem protestante mais conhecido, odiado e amado e da historia da França, Henrique de Navarra ou simplesmente, Henrique IV, rei da França.

“Paris Vale bem uma missa”.

Um rei protestante, odiado por uma grande parte da população da França, abandonado pela igreja, pelos soldados católicos, precisou se converter ao catolicismo para poder reinar em paz e conquistar o coração dos parisienses, e mais tarde, toda de toda a França.

Início de uma nova dinastia, Capetiana-Bourbon.

Henrique IV, rei desde 1589, somente foi coroado em 7 de fevereiro de 1594 na Catedral de Chartres, e não na Catedral de Reims, como era o costume, porque a cidade ainda estava nas mãos dos católicos ultrarradicais.

Após o coroação, nenhum historiador comprovou até hoje, quem realmente disse a famosa frase: “Paris, vale bem uma missa”. Mas com certeza a partir do momento que se espalhou por todas as cortes da Europa, ess frase de puro marketing politico-comercial ajudou-o a ganhar a confiança dos católicos céticos sobre sua conversão, a confiança do povo, e principalmente a estima do novo papa, Clemente VIII, que o apoiou-o pelo fim das guerras religiosas, e o fim da guerra entra a França e Espanha.

Um reinado muito bem auxiliado pelo ministro das finanças, protestante, duque de Sully, (Maximilien de Béthune) que conseguiu tirou o pais do caos, e da falência econômica por causa das guerras religiosas, equilibrando as contas do estado, as exportações, e a livre circulação de mercadorias pelo país. Em sua homenagem, de tão importante que foi, uma das três alas do museu do Louvre, leva o seu nome, ala Sully.

Reis descentes de Henrique IV e Maria de Médici:

  • Luís XIII (1610-1642).
  • Luís XIV (1642-1715).
  • Luís XV (1715-1774).
  • Luís XVI (1674-1792, guilhotina em 1793).
  • Luís XVII (1793-1795, rei por direito, mas não aceito).
  • Luís XVIII (1814/1815-1824)
  • Carlos X (1824-1830)
  • e o último, Luís Filipe I° (1830-1848).

Ironias do destino, e um triste fim.

Henrique IV conseguiu com o papa, Clemente VIII a anulação do seu fracassado casamento com a rainha Margot, e por ironia do destino n°1: Casou-se com uma prima distante da ex-sogra, Catarina de Médici, por interesses financeiros (por muita grana mesmo), chamada Maria de Médici.

Assim mesmo depois de escapar a várias tentativas de assassinato, acabou sendo morto esfaqueado, em 14 de maio 1610, aos 56 anos, na atual rua “de la Ferronnerie”, em Paris, por François Ravaillac, fanático católico, psicologicamente perturbado da cabeça, que ao assumir o crime declarou ter obedecido uma voz, para a salvação do mundo cristão.

Ironia do destino n°2:  Os católicos que o odiavam, após sua morte choraram por vários dias.

Galeria dos principais personagens da história do massacre:

Sugestões de livros, e-books e Seguro Viagem:

Livros:

Sugestões: 10 Livros sobre Paris e seus Segredos.

E-book:

Guia de Viagem: “Paris Vivências”, de Cynthia Camargo.

Dicas de Viagem: “Como viajar barato para França”, de Simon Canteloup.

Seguro Viagem:

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4 Comentários


  1. Amei! Texto objetivo e sem opiniões do tipo os católicos sempre foram os vilões. A melhor leitura sobre o massacre que já li! A melhor coluna do site! Essas histórias me ajudam a amar mais ainda a França – especialmente Paris e escrever meus contos sobre uma época que me deixa saudades mesmo sem ter vivido.

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    1. Oi Dani!
      Realmente é uma história difícil de se contar, e melhor mesmo é não tornar partido.
      Sucesso com os seu contos sobre Paris, e se quiser publicá-los, temos um espaço aberto no grupo de discussões no Facebook.
      Para entrar e participar clique no link, e venha contar também suas histórias!
      https://www.facebook.com/groups/segredosdeparis/
      Obrigado e até breve!

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  2. Gostei bastante da narrativa , apesar de ser sangrenta . Admiro muito essas historias e fiquei aqui pensando …… andando pelas ruas de Paris, nem se imagina que ja foi palco de tantos conflitos. Mais uma vez, Parabens Tom Pavesi.

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  3. TOM BOA TARDE
    ADOREI ESSES RELATOS SANGRENTOS MAS VERDADEIROS .
    EU ME VI NO CURSO CLASSICO COM O MESTRE EM HISTORIA GERAL EXPLICANDO TUDO ISSO PARA AS MENINAS DE 16 ANOS .
    ADMIRO A CAPACIDADE QUE VOCE TEM DE ENXUGAR TEXTOS HISTORICOS.
    MUITA PESQUIZA E DEDICAÇÃO
    OBRIGADA SEMPRE .
    ABS NEUSA MARQUES

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