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	<title>Arquivos Paris - Segredos de Paris</title>
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	<description>Histórias, Arte e Informações sobre Paris e a França.</description>
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	<title>Arquivos Paris - Segredos de Paris</title>
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		<title>O Culto da Razão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Nov 2023 14:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> O Culto da Razão surgiu em meados da década de 1790, como parte da tentativa de eliminar a influência da Igreja Católica e da monarquia absolutista na França. Para compreender a origem filosófica desse movimento, é necessário retroceder e examinar as influências intelectuais que o moldaram. A Revolução Francesa, um dos eventos mais emblemáticos da história, foi marcada por mudanças sociais, políticas e culturais que moldaram o mundo contemporâneo. Entre as transformações mais notáveis desse período, destaca-se a ascensão do Culto da <a href="https://segredosdeparis.com/o-culto-da-razao/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> 
<p>O <strong>Culto da Razão</strong> surgiu em meados da década de 1790, como parte da tentativa de eliminar a influência da Igreja Católica e da monarquia absolutista na França. Para compreender a origem filosófica desse movimento, é necessário retroceder e examinar as influências intelectuais que o moldaram.</p>



<p>A Revolução Francesa, um dos eventos mais emblemáticos da história, foi marcada por mudanças sociais, políticas e culturais que moldaram o mundo contemporâneo. Entre as transformações mais notáveis desse período, destaca-se a ascensão do <strong>Culto da Razão</strong>, um movimento filosófico que refletiu os ideais iluministas e os princípios da Revolução.</p>



<p>Os filósofos do Iluminismo, como <strong>Voltaire</strong> (1694-1778), <strong>Montesquieu</strong> (1689-1755), <strong>Jean-Jacques Rousseau </strong>(1712-1778) e <strong>Diderot</strong> (1713-1784), foram os precursores desse <strong>Culto</strong>. Eles promoveram a ideia de que a razão humana era a ferramenta fundamental para alcançar o progresso, a justiça e a liberdade. Defendiam a separação entre a Igreja e o Estado, argumentando que a religião muitas vezes era usada para manter o poder opressivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Princípios e significados do Culto da Razão</h2>



<p>Um dos princípios centrais do <strong>Culto da Razão </strong>era a crença na capacidade da razão humana de construir uma sociedade baseada na <strong>Liberdade</strong>,<strong> Igualdade</strong> e<strong> Fraternidade</strong>. Inspirados pelos ideais iluministas, os líderes revolucionários buscavam promover o pensamento crítico, a educação e a secularização da sociedade ou seja o abandono dos preceitos culturais que se apoiam na religiosidade. Eles acreditavam que a razão, em vez da religião, deveria ser o alicerce da moralidade e da ética.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="822" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-1024x822.jpg" alt="" class="wp-image-5511" style="aspect-ratio:1.245742092457421;width:840px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-1024x822.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-300x241.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-768x616.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-370x297.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-970x778.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple.jpg 1276w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;A Liberdade guiando o povo&#8221; (1830), de Eugène Delacroix (1798-1863). Museu do Louvre.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1793, durante o governo radical conhecido como o <em>&#8220;Reino do Terror&#8221;</em>, a Convenção Nacional Francesa proclamou o <strong>Culto da Razão</strong> como a religião oficial do país. Templos da Razão foram estabelecidos em toda a França, e as cerimônias religiosas foram substituídas por celebrações da razão. Essas cerimônias incluíam discursos, música, dança e a leitura de textos filosóficos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Festa da Razão</h2>



<p>Em <strong>10 de agosto de 1793</strong> foi realizada na praça da Bastilha, a primeira <strong>Festa da Razão</strong> ou <strong>Festa da Unidade e Indivisibilidade </strong>celebrada pelo presidente da Convenção Nacional, <strong>Hérault de Séchelles</strong> (1759-1794). Na ocasião foi erguida uma alegoria egípcia da natureza, em forma de estátua de gesso da deusa<strong> Ísis</strong>, ladeada por dois leões sentados, e que jorrava água dos seus seios. Nomeada como a <strong>Fonte da Regeneração</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" width="1024" height="627" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-1024x627.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5515" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-1024x627.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-300x184.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-768x470.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-370x227.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-970x594.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<p>A <strong>deusa Razão</strong>, também conhecida como a <strong>Deusa da Liberdade ou </strong>&#8220;<strong>Liberté</strong>&#8221; foi um símbolo icônico durante o período revolucionário francês (1789 e 1794), e seu culto desempenhou um papel central na efêmera religião do <strong>Culto da Razão </strong>celebrada em inúmeras igrejas transformadas em <strong>Templos da Razão</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" width="900" height="318" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5531" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg 900w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-300x106.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-768x271.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-370x131.jpg 370w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Inscrição na parede da igreja de Saint-Martin em Ivry-la-Bataille (Normandia).</figcaption></figure>
</div>


<p>O “<strong>culto</strong>” manifestou-se entre 1793 e 1794 (anos II e III) através de procissões carnavalescas, desnudamento de igrejas, cerimônias iconoclastas, cerimônias de mártires da revolução, etc. As cerimônias eram destinadas a substituir os cultos religiosos tradicionais, vistos como símbolos do antigo regime e da opressão. </p>



<p>Em 20 de Brumário de 1793, do calendário republicano francês ou <strong>10 de novembro de 1793</strong>, do calendário gregoriano houve uma grande <strong>Festa da Razão</strong><em> </em> organizada por <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Pierre-Gaspard_Chaumette">Pierre-Gaspard Chaumette</a> (1763-1794), procurador da Comuna de Paris, no interior da<strong> Catedral de Notre-Dame de Paris</strong>, renomeada para o evento como<strong> </strong>&#8220;<strong>Templo da Razão</strong>&#8220;. </p>



<p>A estátua da<strong> Virgem Maria</strong> foi retirada do altar-mor da catedral, e substituída por uma montanha feita em madeira. Num cenário de inspiração antiga, algumas jovens, sacerdotisas da filosofia, celebraram o culto da <strong>deusa Razão</strong>. No alto da montanha a <strong>deusa</strong> foi personificada por uma jovem atriz chamada <strong>Thérèse-Angélique Aubry</strong> (1772-1829), vestida em branco drapeado coberta por uma túnica azul (em referência ao manto da Virgem Maria), usava um boné frígio dos revolucionários e iluminada pela tocha a <strong>liberdade</strong>, símbolo a primazia da razão sobre a religião. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="855" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg" alt="" class="wp-image-5543" style="aspect-ratio:1.11328125;width:840px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg 855w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-300x269.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-768x690.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-370x332.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 855px) 100vw, 855px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">La fête de la raison à Notre-Dame de Paris le 10 novembre 1793 (1878), por Charles-Louis Müller (1815-1892).</figcaption></figure>
</div>


<p>A Festa teve como objetivo substituir os rituais religiosos tradicionais da Igreja Católica por celebrações baseadas na razão e no pensamento secular. </p>



<p>Membros da <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Commune_de_Paris_(R%C3%A9volution_fran%C3%A7aise)">Comuna de Paris</a> estavam escoltados por um coro de meninas vestidas de branco e coroadas com folhas de carvalho ficaram na base da montanha, dançando e cantando. Muitos discursos enfatizavam os princípios da Revolução Francesa, como a liberdade, a igualdade e a fraternidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="665" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-1024x665.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5526" style="aspect-ratio:1.5398496240601505;width:841px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-1024x665.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-970x629.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793.jpg 1279w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Gravura autor desconhecido (1793), Paris, BnF (Biblioteca Nacional da França).</figcaption></figure>
</div>


<p>Finalizada a festa na Notre-Dame, o cortejo continuou pelas ruas de Paris  até os jardins das Tulherias, onde encontrava-se a sede da <strong>Convenção Nacional</strong>. A <strong>deusa Razão</strong> depois de cortejada pelo Presidente da casa e seus representantes políticos voltou a Catedral aclamada pelo população em<em>&nbsp;</em>êxtase pela nova ordem social e política do país. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Fim do Culto da Razão</h2>



<p>O <strong>Culto da Razão</strong>, no entanto, não sobreviveu por muito tempo. Foi substituído pelo <strong>Culto do Ser Supremo</strong>, uma tentativa de criar uma religião deísta que incorporasse elementos religiosos mais tradicionais. A Revolução Francesa estava em constante evolução, e a religião e a filosofia eram frequentemente usadas como ferramentas políticas para atingir objetivos específicos.</p>



<p>Agora, tanto o <strong>Culto da Razão</strong> como e os eventos ocorrido nas <strong>Festas da Razão</strong> encontraram resistência de muitos setores da sociedade francesa. O governo revolucionário liderado por <strong>Robespierre</strong> (1758-1794) tentou substituir o &#8220;Culto&#8221; pelo <strong>Culto do Ser Supremo</strong>, uma religião deísta mais moderada, como parte de seus esforços para estabelecer um equilíbrio entre a razão e a espiritualidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="993" height="591" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg" alt="" class="wp-image-5557" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg 993w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-300x179.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-768x457.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-370x220.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-970x577.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 993px) 100vw, 993px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;La fête de l&#8217;Être Suprême, au Champ-de-Mars&#8221; (1794), por  Pierre-Antoine Demachy (1723-1807). Museu Carnavalet (Paris).</figcaption></figure>
</div>


<p>Apesar de sua efemeridade, o <strong>Culto da Razão </strong>deixa um legado duradouro. Ele ilustra como os ideais filosóficos podem influenciar e moldar movimentos políticos e sociais. Além disso, ele destacou a importância da razão como um princípio orientador na busca pela justiça e pela igualdade, princípios que continuam a ressoar na sociedade contemporânea.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p>O <strong>Culto da Razão</strong> na Revolução Francesa teve suas raízes na filosofia iluminista, que promovia a primazia da razão humana como uma força transformadora. Embora tenha sido efêmero, ele desempenhou um papel significativo na tentativa de remodelar a sociedade francesa, estabelecendo a razão como a pedra angular dos ideais revolucionários de liberdade, igualdade e fraternidade.</p>



<p>Após a queda de <strong>Robespierre </strong>e a ascensão de <strong>Napoleão Bonaparte </strong>(1769-1821), a <strong>deusa Razão</strong> e os princípios que ela representava continuaram a influenciar o pensamento político e filosófico na França e em todo o mundo. Ela permanece como um símbolo duradouro da busca pela razão, liberdade e justiça, que continuam a ser valores centrais na sociedade moderna.</p>



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<div class="wp-block-image">
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</div>


<p><strong>Fontes</strong> <strong>bibliográficas</strong>: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>L&#8217;église Notre Dame devient temple de la Raison</em> , de Gérard Michel (<a href="http://obermundat.org/vie-quotidienne/42-l-eglise-notre-dame-devient-temple-de-la-raison">Obermund</a>).</li>



<li><em>&#8220;Le culte de la raison et le culte de l&#8217;être suprême (1793-1794)</em>&#8220;, por Alphonse Aulard (Paris, Félix Alcan,&nbsp;coleção: &#8220;Bibliothèque d&#8217;histoire contemporaine&#8221;&nbsp;1892,&nbsp;VIII-371).</li>



<li>&#8220;Culte de la Raison&#8221;, Wikipédia versão francesa.</li>
</ul>
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		<item>
		<title>O incrível roubo pelos franceses no Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2022 15:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 8 minutos</small> O incrível roubo pelos franceses no Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1711 pelo ex-corsário de Saint-Malo (França), René Duguay-Trouin (1673-1736) e sua esquadra de 15 navios e 6.000 homens. Corsário: Comandante de um navio autorizado por uma carta do governo do seu país a saquear e atacar navios de outras nações em períodos de guerras. Eram usados como um meio fácil e barato para enfraquecer o inimigo, perturbar suas rotas marítimas e logísticas de comércio. Teoricamente era um Pirata <a href="https://segredosdeparis.com/o-incrivel-roubo-pelos-franceses-no-rio/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 8 minutos</small></p> 
<p><strong>O incrível roubo pelos franceses no Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1711</strong> pelo ex-corsário de Saint-Malo (França), <strong>René Duguay-Trouin</strong> (1673-1736) e sua esquadra de 15 navios e 6.000 homens.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="773" height="1000" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt.jpg" alt="O incrível roubo pelos franceses no Rio" class="wp-image-5272" style="width:713px;height:923px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt.jpg 773w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt-232x300.jpg 232w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt-768x994.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt-370x479.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 773px) 100vw, 773px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Retrato de René Duguay-Trouin&#8221; (século  , de Antoine Graincourt (1748-1823).</figcaption></figure>
</div>


<p>Corsário: Comandante de um navio autorizado por uma carta do governo do seu país a saquear e atacar navios de outras nações em períodos de guerras. Eram usados como um meio fácil e barato para enfraquecer o inimigo, perturbar suas rotas marítimas e logísticas de comércio. Teoricamente era um<strong> Pirata</strong> credenciado para roubar.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#530202">Quem foi René Duguay-Trouin?</h2>



<p>Um dos marinheiros mais famosos da França nasceu em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Saint-Malo">Saint-Malo</a> em 10 de junho de 1673. Primeiramente destinado ao sacerdócio estudando em um seminário em Rennes. Expulso em 1684 por mau comportamento.</p>



<p>Filho de Luc Trouin (1637-1687) e de Marguerite Boscher (1635-1705). Descendentes de uma antiga família de comerciantes armadores de Saint-Malo, que também possuíam o consulado francês em Málaga, na Espanha, por quase duzentos anos. Quando nasceu, a posição de cônsul era ocupada plo seu tio, René-Etienne Trouin irmão mais novo de seu pai. Padrinho em seu batismo, lhe deu seu primeiro nome, René.</p>



<p>Ao perder seu pai em 1687, seu tio René, o recomedou a Etienne Piednoir de La Villeneuve, comandante corsário para embarcar como marinheiro voluntário aos 16 anos no navio, &#8220;<em>Trinité</em>&#8220;.</p>



<p>Um início perigoso com lutas, abordagens, espadas e muitas mortes&#8230; Mas assim mesmo, sem nenhuma experiência, distinguiu-se pela sua bravura e coragem. </p>



<p>Aos 18 anos, recebeu um pequeno comando. Em 1706, tornou-se capitão-general das costas de Saint-Malo. Após inúmeras aventuras com sucesso, recebeu promoções e cartas de nobreza em 1709. Capitão dos navios do rei Luís XIV aos 24 anos, Cavaleiro da Ordem de Saint-Louis aos 34 anos, enobrecido aos 36, Comandante de esquadrão aos 42 anos.</p>



<p>Aos 50 anos, em 1723, fez parte do conselho de administração da Companhia &#8220;Perpetuelle des Indes&#8221; e foi nomeado Tenente-General dos exércitos navais em 1728. Acabou comandando sucessivamente os portos de Brest em 1731 e Toulon em 1736. </p>



<p>O balanço do número de batalhas e abordagens em que Duguay-Trouin participou ou que liderou entre 1689 a 1711 foi estimado em pouco mais de oitenta, ou seja, uma média de quase sete confrontos por ano.</p>



<p>O alto da carreira de Duguay-Trouin abrange as duas últimas guerras de Luís XIV: a Guerra da Liga de Augsburgo (1689-1697) e a Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1713). Dois longos conflitos europeus, onde o reino da França se encontrou sozinho, (ou quase) em terra e no mar contra todos os seus vizinhos unidos contra ele.</p>



<p>Dois conflitos onde a França teve que contar com um imenso esforço naval contra as duas potências da época: as Províncias Unidas (hoje Holanda) e o Reino da Grã-Bretanha.</p>



<p>Muito desinteressado, quase pobre, doente e muito cansado em consequência dos inúmeros ferimentos de guerra, morreu em Paris em 27 de setembro de 1736. Seu corpo repousa atualmente na Catedral de Saint-Vincent, em Saint-Malo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#530202">Duguay-Trouin saqueando o Rio de Janeiro.</h2>



<p>De todas as expedições de Duguay-Trouin, a mais famosa foi à tomada do Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1711. O projeto vinha amadurecendo desde 1706 que era interceptar a frota anual de ouro que trazia metais preciosos do Brasil para Lisboa.</p>



<p>Em 1710, o capitão Jean-François Duclerc fez uma tentativa com 5 navios e 1.100 soldados, mas a expedição foi um fracasso, perdeu 400 dos seus homens e foi preso com o restante. Acabou sendo assassinado em 18 de março 1711, em circunstâncias obscuras pelos portugueses.</p>



<p>A operação de 1711 era antes de tudo uma vingança pelo fracasso de Duclerc e tinha como principal objetivo resgatar os 700 homens prisioneiros, tomar o controle da colônia portuguesa no Rio de Janeiro e trazer o máximo das riquezas do Brasil para França.</p>



<p>Diante de uma coalizão europeia no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola, Brasil colônia portuguesa e aliada a Inglaterra, o idoso rei-sol Luís XIV (1638-1715) querendo recuperar o seu prestígio e a autoestima da marinha francesa que vinha sendo humilhada colocou a disposição de Duguay-Troin uma frota de 15 navios e 6.000 homens para a missão saquear o Rio de Janeiro.</p>



<p>Sem dinheiro, Luís XIV teve que contar com ajuda financeira dos armadores de Saint-Malo que emprestaram 700 mil libras para os custos da expedição. Empréstimo aceito na condição que o lucro dos despojos roubados fosse divido com o rei.</p>



<p>A esquadra francesa deixou La Rochelle em 9 de junho de 1711 . Entrou na baía de Guanabara no dia em 12 de setembro. Fechada por uma enseada estreita e fortificações poderosas, parecia inexpugnável. Duguay-Trouin com muita autoridade força a passagem sob o fogo dos canhões portugueses e consegue desembarcar no fundo da baía antes de sitiar a cidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="982" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711.jpg" alt="O incrível roubo pelos franceses no Rio" class="wp-image-5284" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711.jpg 982w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711-300x235.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711-768x601.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711-370x289.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711-970x759.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 982px) 100vw, 982px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Entrada de Duguay-Trouin baia da Guanabara (RJ &#8211; Brasil), em 12 de setembro de 1711. <br>Mapa publicado nas &#8220;Memórias de Duguay-Trouin&#8221;, em 1740.</figcaption></figure>
</div>


<p>Apoiado pelos bombardeios dos seus navios, em onze dias de combates, todos os fortes que cercava a baía foram tomados um após o outro, dando-lhe uma vitória esmagadora em 21 de setembro de 1711.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#530202">Ouro e riquezas tropicais saqueados.</h2>



<p>Francisco de Castro Morais (?-1738) governador e capitão geral da capitania do Rio de Janeiro, foi forçado a negociar com Duguay-Trouin para evitar a destruição e o saque completo da cidade.</p>



<p>Foi recuperada uma fortuna considerável em ouro e bens tropicais foram, libertados 500 prisioneiros franceses ainda vivos da primeira expedição de Duclerc, mais 60 navios mercantes, três navios de guerra, duas fragatas e uma imensa quantidade de carga foram tomadas ou queimadas. A cidade do Rio de Janeiro sofreu um dano de mais de 25 milhões de libras.</p>



<p>O sucesso da expedição confortou Luís XIV em um momento crucial da Guerra. Duguay-Trouin trouxe-lhe uma fortuna colossal totalizado 1,35 toneladas de ouro e 1,6 milhão de libras de mercadorias, além de demonstrar que os ingleses ainda não tinham o controle dos mares.</p>



<p>O ex-corsário Duguay-Trouin com tantas aventuras e vitórias foi promovido a Almirante Comandante da Ordem Real e Militar de São Luís, a mais alta distinção para um oficial da marinha.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="627" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade.jpg" alt="O incrível roubo pelos franceses no Rio" class="wp-image-5291" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade.jpg 627w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade-245x300.jpg 245w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade-370x453.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 627px) 100vw, 627px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Um navio pego por uma tempestade&#8221; (1680), de Willem van de Velde the Younger (1633-1707).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#530202">Duguay-Troiun herói do rei Luís XIV.</h2>



<p>Todos os navios voltaram para França em 13 de novembro de 1711. Retorno muito difícil porque a frota foi atingida por uma violenta tempestade após cruzar o equador. Ao chegar ao porto de Brest, em 6 de fevereiro de 1712, três deles afundaram, sendo que o &#8220;Le Magnanime&#8221; que trazia 600 mil libras em ouro e prata desapareceu com toda a carga e tripulação em pleno alto mar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="734" height="505" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest.jpg" alt="O incrível roubo pelos franceses no Rio" class="wp-image-5292" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest.jpg 734w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest-300x206.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest-370x255.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 734px) 100vw, 734px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Porto de Brest no final do século XVII e início do XVIII. Autor desconhecido.</figcaption></figure>
</div>


<p>No entanto, o benefício financeiro da operação permaneceu considerável chegando a Brets mais de 1,3 toneladas de ouro, sem contar os 1.600 mil libras de carga de dois navios que retornaram muito mais tarde após um grande desvio pelo mar do sul. </p>



<p>Segundo Duguay-Trouin: A operação deu um lucro de 92% aos investidores e um benefício político enorme para o rei Luís XIV, a quem a notícia do sucesso da expedição lhe deu uma grande satisfação&#8221;.</p>



<p>O impacto da expedição foi considerável na Europa, especialmente entre as nações marítimas em guerra contra a França. Os ingleses em primeiro lugar, sem falar nos portugueses, cuja mais bela cidade colonial havia sido saqueada apesar da aliança inglesa. </p>



<p>Duguay-Trouin foi aclamado como um herói felicitado pessoalmente pelo rei Luís XIV foi convidado a contar com detalhes sua conquista carioca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="451" height="500" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV.jpg" alt="" class="wp-image-5289" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV.jpg 451w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV-271x300.jpg 271w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV-370x410.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">René Duguay-Trouin contando suas façanhas a Luís XIV, <br>em seu retorno da expedição ao Rio. <br>Obra de Chasselai, data desconhecida, Museu do Rio.</figcaption></figure>
</div>


<p>Segundo Duguay-Trouin: “<em>O rei teve o prazer de mostrar-me grande satisfação com a minha conduta e uma grande vontade de obter-me a recompensa por isso; ele teve a gentileza de me conceder uma pensão de duas mil libras (…) enquanto esperava minha promoção a comandante de esquadrã</em>o.&#8221;</p>



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<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-5298"/></a></figure>
</div>


<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;Mémoires de Duguay-Trouin (1689-1715</em>)&#8221;, de René Du Guay-Touin. (Ed. Foucault 1820).</li>



<li><em>&#8220;Histoire de Duguay-Trouin&#8221;</em>, de Gabriel de La Landelle. </li>



<li><em>&#8220;Sac de Rio, pour la France… et pour le butin!&#8221;</em>, de Fraçois Thomazeau. (Guerres et Histoire n°3, set. 2011).</li>



<li><em>&#8220;René Duguay-Trouin&#8221;</em>, Wikepédia versão francesa.</li>
</ul>
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		<title>Ópera Garnier em Paris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 11:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 18 minutos</small> Ópera Garnier em Paris. Em 29 de dezembro de 1860 através de um decreto ministerial de utilidade pública foi aberto um concurso arquitetônico para a construção de uma nova Ópera de Paris para substituir a antiga e a inconveniente Ópera Le Peletier, onde o imperador Napoleão III e esposa sofreram um atentado em 14 de janeiro de 1858. História da Ópera Garnier. Entre 171 projetos, o escolhido foi o desconhecido e jovem arquiteto de 36 anos, Charles Garnier (1825-1898) que até aquele <a href="https://segredosdeparis.com/opera-garnier-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 18 minutos</small></p> 
<p><strong>Ópera Garnier em Paris.</strong> Em 29 de dezembro de 1860 através de um decreto ministerial de utilidade pública foi aberto um concurso arquitetônico para a construção de uma nova<strong> Ópera de Paris </strong>para substituir a antiga e a inconveniente <strong>Ópera Le Peletier</strong>, onde o imperador <strong>Napoleão III</strong> e esposa sofreram um atentado em <strong>14 de janeiro de 1858</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="633" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4701" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier-300x185.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier-768x475.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier-370x229.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier-970x600.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Elevação fachada principal da Ópera Garnier. Desenho de Charles Garnier.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="historia-da-opera-garnier" style="color:#a30000">História da Ópera Garnier.</h2>



<p>Entre 171 projetos, o escolhido foi o desconhecido e jovem arquiteto de 36 anos, <strong>Charles Garnier</strong> (1825-1898) que até aquele momento ainda não havia construído nada de grande importância, mas tinha em seu currículo um importante prêmio de arquitetura em 1840, em Roma, Itália.</p>



<p>Questionado sobre suas chances de ganhar respondeu um pouco antes de sair o resultado: <em> “J’ambitionne beaucoup, mais j’espère peu” (tradução: &#8220;Sou bastante ambicioso, mas espero pouco&#8221;).</em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="823" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-823x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4702" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-823x1024.jpg 823w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-241x300.jpg 241w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-768x955.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-370x460.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto.jpg 829w" sizes="auto, (max-width: 823px) 100vw, 823px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Charles Garnier (entre 1876 e 1884), arquiteto da Ópera Garnier. Foto: Antoine S. Adam-Salomon&nbsp;&nbsp;(1818–1881).&nbsp;<a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/Creator:Antoine_Samuel_Adam-Salomon"></a>&nbsp;<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q2857548"></a></figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Charles Garnier</strong> foi declarado vencedor por unanimidade do júri contra importantes nomes da arquitetura como: <strong>Charles Rohault de Fleury </strong>(1801-1875), arquiteto oficial dos monumentos de Paris e principalmente <strong>Eugène Viollet-le-Duc </strong>(1814-1879), arquiteto favorito da imperatriz <strong>Eugénia</strong> (esposa de <strong>Napoleão III</strong>), muito conhecido por suas restaurações em diversas construções medievais pela França, castelos, fortes e igrejas (Catedral de Notre-Dame de Paris).</p>



<p>Construída entre 1862 e 1875 para satisfazer os prazeres luxuosos exigidos pela classe aristocrática de Paris e principalmente de servir como propaganda política de <strong>Napoleão III </strong>(1852-1870), que após o atentado precisava reforçar sua soberania e seu poder imperial.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="764" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-1024x764.jpg" alt="" class="wp-image-4704" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-1024x764.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-300x224.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-768x573.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-370x276.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-970x724.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Charles Garnier (segundo da direita) e equipe trabalhando no projeto (ca. 1870).<br>Foto: Louis-Émile Durandelle (1839–1917).</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Garnier</strong>, jovem artista romântico concentrou toda sua energia, criatividade e seus talentos acadêmicos ao serviço desse projeto na qual dedicou-se 14 anos de sua vida (1861-1875) finalizando como uma proeza arquitetônica e determinante para história universal, realizando assim uma das óperas mais belas do mundo, copiada (e/ou inspirada) por arquitetos de vários países.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="665" height="900" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4706" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador.jpg 665w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador-222x300.jpg 222w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador-370x501.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 665px) 100vw, 665px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Esboço da entrada lateral para o imperador Napoleão III feito pela equipe de Charles Garnier.</figcaption></figure>
</div>


<p>Conhecida como <strong>Ópera de Paris </strong>passou a ser chamada como <strong>Ópera Garnier </strong>(ou <strong>Palácio Garnier</strong>) para ser diferenciada da outra monumental Ópera de Paris chamada <strong>Ópera da Bastilha</strong>, inaugurada em 13 de julho de 1989.</p>



<p>A localização da área para construção dessa nova Ópera aproveitou-se das grandes reformas urbanas de Paris realizadas pelo <strong>Barão Haussmann </strong>(1809-1891), prefeito da cidade que haviam sido começadas em 1852.</p>



<p>Muito bem pensada pois ficou estrategicamente próxima ao <strong>Palácio das Tulherias</strong> e ao <strong>Museu do Louvre</strong> ligada somente por uma nova avenida chamada <strong><em>Avenue Napoléon</em></strong> (homenagem ao próprio), mas rebatizada em 1873 como: <strong><em>Avenue de l’Opéra</em></strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="640" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/avenida_da_Opera_Paris.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4707" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/avenida_da_Opera_Paris.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/avenida_da_Opera_Paris-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/avenida_da_Opera_Paris-370x370.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">Avenue de l’Opéra, em Paris. Foto: A.G. Photographe.</figcaption></figure>
</div>


<p>Uma avenida sem arborização pensada justamente para não comprometer a perspectiva da Ópera e larga o bastante para passagem de tropas militares em casos de revoltas populares contra o imperador.</p>



<p>Os trabalhos só começaram em 21 de julho de 1862, quando foi colocada a 1° pedra pelo conde <strong>Alexandre Colonna Walewski</strong> (1810-1868), filho legítimo de <strong>Napoleão Bonaparte I</strong> (1769-1821) com sua amante a polonesa a condessa <strong>Marie Walewska </strong>(1786-1817). Foi também presidente do júri do concurso que declarou <strong>Garnier </strong>vencedor.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="591" height="535" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4708" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris.jpg 591w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris-300x272.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris-370x335.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Colocação da 1° pedra da Ópera Garnier pelo Conde Walewski em 21 de julho de 1862. Gravura 1862, de T. Thorigny, F. Lix e E. Roevens.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas as obras só foram terminadas em 1875, por diversos fatores alheios a vontade <strong>Garnier</strong>. Por problemas administrativos, políticas e financeiros (exemplo: custo global da obra bem mais alto do que o estimado no início do projeto pelo próprio <strong>Garnier</strong>).</p>



<p>Além de problemas técnicos, <strong>Charles Garnie</strong>r em 1861 quando começou a trabalhar nas fundações do edifício não esperava descobrir um terreno úmido e pantanoso. Para lutar contra a infiltração de água ele primeiro pensou em usar bombas, sem sucesso, depois passou para um outro sistema que também foi um fracasso. </p>



<p>Até surgir a ideia de construir um reservatório de concreto impermeável. Inacessível ao público essa piscina subterrânea repleta de carpas e outros peixinhos tem uma dupla função; reserva de água para os bombeiros de Paris, em caso de incêndio da Ópera e base estrutural do conjunto da obra. </p>



<p>Essa história deu origem a lenda de um lago subterrâneo alimentado por um rio que leva o nome de <em>&#8220;</em><strong><em>Grange-Batelière</em></strong><em>&#8220;</em>, relatado no romance<em> &#8220;<strong>O Fantasma d</strong></em><strong><em>a Ópera</em></strong><em>&#8220;</em>(1909), de <strong>Gaston Leroux</strong> (1868-1927).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4710" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-1024x1024.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-768x768.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-370x370.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-970x970.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Lago subterrâneo da Ópera Garnier. Foto: Google “Arts &amp; Culture”.</figcaption></figure>
</div>


<p>Outro fator de demora para finalizar a obra foi uma longa paralização durante a guerra franco-prussiana (1870 a 1871), onde uma área da Ópera foi reservada como depósito de mantimentos para os soldados e depósito de fenos para cavalos. Como consequência os recursos foram desviados para construção do novo hospital de Paris o <strong>“Hôtel-Dieu”</strong>.</p>



<p>E por último com o fim do regime imperial de <strong>Napoleão III</strong> em 1870, todos problemas da finalização da obra ficaram para serem resolvido por<strong> Garnier</strong> e os novos dirigentes republicanos.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="701" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-1024x701.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4711" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-1024x701.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-768x526.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-370x253.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-970x664.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia.jpg 1314w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Litografia de autor desconhecido da Ópera Garnier.</figcaption></figure>
</div>


<p>Foi no 2° Império com <strong>Napoleão III</strong> que começou a construção, mas foi na <strong>Terceira República</strong> que a <strong>Ópera Garnier</strong> foi inaugurada em <strong>5 de janeiro de 1875</strong> pelo presidente <strong>Patrice Mac-Mahon</strong> (1873-1879) com a presença do lorde-prefeito de Londres, do rei da Espanha, <strong>Afonso XII</strong> (1874-1885), a rainha-mãe <strong>Isabel II</strong> <strong>de Espanha </strong>(1830-1904) e mais 2 mil pessoas vindas de toda Europa.</p>



<p>Os espetáculos apresentado nesse dia foram: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;La Muette de Portici&#8221;</em>, de Auber (1782-1871). Abertura;</li>



<li><em>&#8220;La Juive&#8221;</em>, de Halévy (1799-1862); </li>



<li><em>&#8220;L’ouverture de Guillaume Tell&#8221;</em>, de Rossini (1792-1868);  </li>



<li><em>&#8220;La Bénédiction des poignards des Huguenots&#8221;</em>, de Giacomo Meyerbeer (1791-1864); </li>



<li><em>&#8220;La Source&#8221;,</em> balé de Léo Delibes (1836-1891).</li>
</ul>



<p>Por incrível que pareça <strong>Charles Garnier</strong> não foi convidado para inauguração da sua obra, pois líderes do novo governo o achavam ainda muito ligado ao antigo regime e a política imperialista de seu amigo e falecido <strong>Napoleão III</strong> (1808-1973). Sua presença somente aconteceu porque ele mesmo comprou discretamente um camarote no 2° nível.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="743" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4712" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875.jpg 743w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875-218x300.jpg 218w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875-370x510.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Inauguração da Ópera Garnier, 5 de janeiro de 1875 pintura feita em (1878), por  Édouard Detaille (1848-1912).</figcaption></figure>
</div>


<p>A ingratidão do governo contra <strong>Garnier</strong> entretanto foi recompensada na saída do espetáculo, pois ao ser reconhecido na grande escadaria foi ovacionado e aplaudido por uma multidão de pessoas como um verdadeiro “<strong>Star</strong>” e herói. Para ele foi uma noite de glória, reconhecimento público e de triunfo pessoal.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="699" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-1024x699.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4714" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-1024x699.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-768x524.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-370x253.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-970x662.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875.jpg 1392w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Inauguração de l&#8217;Opéra. Ovação para Charles Garnier. Desenho de M. Lix (le Monde illustré, 16 de janeiro de 1875).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="a-grande-escadaria" style="color:#a30000">A Grande Escadaria.</h2>



<p>No programa arquitetônico de <strong>Charles Garnier</strong>, a grande escadaria foi pensada para ser o verdadeiro coração do teatro. Seguindo o modelo do teatro de Bordeaux, ele desenvolveu uma estrutura monumental de 30 metros de altura para uma escadaria em mármore branco, com rampas policromadas em mármore e dupla revolução. De cada lado há escadas secundárias que levam aos vestíbulos e aos diferentes andares do espetacular salão.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="854" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4894" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons.jpg 854w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons-250x300.jpg 250w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons-768x921.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons-370x444.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 854px) 100vw, 854px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Grande escadaria da Ópera Garnier. Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>Cercada por grandes arcos sustentadas por colunas duplas e quadruplas, galerias que se abrem no vazio central da escadaria, oferecendo sacadas de várias colorações de mármore feitas para apreciar o desfile dos espectadores nos degraus (palco dos espectadores). Um teatro antes do outro grande teatro (plateia e cena).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="669" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4895" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier-300x201.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier-768x514.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier-370x248.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier-970x649.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Grande escadaria da Ópera Garnier. Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>O lindo colorido de pedra é reforçada por uma forte iluminação dourada fornecida pelos grandes candelabros de ferro fundido. O conjunto todo da Ópera é uma verdadeira propagando da indústria mineralógica do Império Francês. Um trabalho original pensada para uma sociedade elitista, onde <strong>Charles Garnier</strong> teve que contar com grandes pintores e renomados escultores, bem com uma equipe especializada de trabalhadores e artistas da França. </p>



<p>O projeto completo esconde uma tecnologia de vanguarda reunindo pinturas, esculturas e artes decorativas no mesmo conjunto arquitetônico. Imaginado com um “<strong>Templo das Artes</strong>”, o expectador ao penetrar pela escadaria, abandona o mundo terrestre muitas vezes cruel, triste e sem divertimentos, para embarcar num mundo de sonhos, festas, fantasias, riquezas e belezas efêmeras como descrito no paraíso.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="a-grande-sala" style="color:#a30000">A Grande Sala.</h2>



<p>Coração do teatro, <strong>Garnier</strong> depois de estudar todas as principais salas da Europa concluiu que o desenho da sala em forma de ferradura era a melhor solução para se ter uma boa visão do palco em qualquer lugar da plateia, dos camarotes e ter a melhor acústica.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="760" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936.jpg" alt="" class="wp-image-4896" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936-300x223.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936-768x570.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936-370x275.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936-970x720.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sala da Ópera Garnier em 1936. Antigo teto pintado por Eugène Lenepveu (1819-1898).<br>Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>A cor avermelhada dos assentos foi especialmente escolhida para dar mais brilho e rejuvenescimento nos rostos femininos. E por todos os lados pinturas em tons ocre e dourados sobre as decorações ornamentais de estuques e gessos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue.jpeg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="667" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-667x1024.jpeg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4898" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-667x1024.jpeg 667w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-195x300.jpeg 195w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-768x1179.jpeg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-370x568.jpeg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue.jpeg 769w" sizes="auto, (max-width: 667px) 100vw, 667px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Sala Ópera Garnier à Paris. Pintura atual de Marc Chagall. Foto: Eric Bauer.</figcaption></figure>
</div>


<p>Decorações essas que apesarem de serem discretas complementam a harmonia da cena representada pelos cantores e dançarinos do momento.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="757" height="403" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4900" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier.jpg 757w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier-300x160.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier-370x197.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 757px) 100vw, 757px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Detalhes decorativos nos camarotes. Foto: Google Arts e Culture.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="pintura-do-teto" style="color:#a30000">Pintura do teto.</h2>



<p>A pintura original do teto realizada em 1872, por <strong>Eugène Lenepveu</strong> (1819-1898), representava “<strong>O triunfo da beleza</strong>” com o tema: <strong><em>“Les muses et les heures du jour et de la nuit</em></strong>“.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="710" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera.jpg" alt="" class="wp-image-4902" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera.jpg 720w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera-300x296.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera-370x365.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Esboço original de Lenepveu: “Les Muses et les Heures du jour et de la nuit”. Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1960, a pedido do Ministro da Cultura, <strong>André Malraux</strong> (1901-1976), o teto de <strong>Lenepveu</strong> foi encoberto por pinturas coloridas de <strong>Marc Chagall</strong> ((1887-1985), representando 14 grandes compositores de óperas e balés (<a href="https://segredosdeparis.com/detalhes-do-teto-de-chagall-na-opera-garnier/">ler artigo aqui</a>).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4903" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu-768x575.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu-370x277.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu-970x727.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Teto original da Ópera Garnier (1946), de Jules-Eugène Lenepveu. Foto: René Jacques.</figcaption></figure>
</div>


<p>A intervenção de <strong>Chagall </strong>foi considerada para muitos, uma ruptura com a arquitetura eclética de <strong>Garnier</strong>, mas ao mesmo tempo a beleza da obra deu continuidade para harmonia da sala, onde tudo ficou mais vibrante, puro, intenso, onde o real e o imaginário se encontram juntos e sem limites.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="640" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto_Chagall_Opera_Garnier_Paris_Nathalie_D.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4904" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto_Chagall_Opera_Garnier_Paris_Nathalie_D.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto_Chagall_Opera_Garnier_Paris_Nathalie_D-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto_Chagall_Opera_Garnier_Paris_Nathalie_D-370x370.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pintura de Chagall que encobriu a pintura de Lenepveu. Foto:  Nathalie_D (IG).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="o-lustre" style="color:#a30000">O lustre.</h2>



<p>O lustre de 7 toneladas de bronze e cristal e 340 lâmpadas (antigos bicos de gás) foi desenhado por <strong>Garnier</strong> e modelado por <strong>Jules Corboz </strong>(?-1901). </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4905" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier-768x576.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier-370x278.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier-970x728.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Lustre central da Ópera Garnier. Foto: Agustin Raluy.</figcaption></figure>
</div>


<p>Durante dois anos foi objeto de muita polêmica e bastante criticado por obstruir a vistas do palco nos expectadores sentados nos camarotes mais alto de prejudicar a acústica ambiente e de impedir a visão das pinturas de <strong>Eugène Lenepveu</strong>, no teto.</p>



<p><strong>Garnier </strong>já prevendo essa reação quando apresentou o seu projeto fez uma brilhante defesa em 1871, incluída no seu livro <em>“<strong>Le Théâtre</strong>”</em> conseguiu como muita astúcia a aprovação da maioria dos membros da comissão administrativa da construção da Ópera. Instalada em 1874, o lustre inegavelmente hoje contribui para magia do lugar e do espetáculo. </p>



<p>Em <strong>20 de maio de 1896,</strong> quando 2 mil pessoas assistiam a Ópera-Balé <em>&#8220;<strong>Hellé</strong>&#8220;, </em>do compositor francês <strong>Étienne-Joseph Floquet </strong>(1748-1785), um dos oito contrapesos de 750 kg, que sustentavam o lustre despencou caindo sobre o camarote de n°4, poltrona 11 e 13, matando uma senhora e fazendo muitos feridos por causa do pânico das pessoas. Quanto ao lustre, nem se mexeu.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1008" height="672" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop.png" alt="" class="wp-image-4907" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop.png 1008w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop-300x200.png 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop-768x512.png 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop-370x247.png 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop-970x647.png 970w" sizes="auto, (max-width: 1008px) 100vw, 1008px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pôster publicitário do filme ” O Fantasma da Ópera” (1943), dirigido por Arthur Lubin.</figcaption></figure>
</div>


<p>Esse acontecimento inspirou o escritor <strong>Gaston Leroux </strong>(1868-1927), no seu livro: <em>“<strong>O Fantasma da Ópera”</strong></em> (1909), o balé <em>“<strong>Le Fantôme de l’Opéra</strong>”</em> (1980), musicado por <strong>Marcel Landowsk</strong>i (1915-1999) e coreografado por <strong>Rolando Petit</strong> (1924-2011) e versões para o cinema, televisão, desenhos animados, musicais e teatro.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-grand-foyer" style="color:#a30000">&#8220;Le Grand Foyer&#8221;.</h2>



<p><strong>Charles Garnier</strong> se inspirou para idealizar <strong>“Le Grand Foyer” </strong> (Grande Galeria), no projeto de <strong>Charles Le Brun </strong>(1619-1690), realizado para <strong>Galeria dos Espelhos</strong>, no <strong>Castelo de Versalhes</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="960" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4908" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim-370x463.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Le Grande Foyer da Ópera-Garnier. Foto: <a href="https://www.instagram.com/halzaim/">Halzeim</a>.</figcaption></figure>
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<p>Um impressionante salão com 54 metros de comprimento por 13 de largura e 18 de altura calculado a partir da capacidade da sala da Ópera e do número de espectadores que provavelmente frequentariam o “<strong>Foyer</strong>” no intervalo. O jogo de janelas e espelhos alternados acentuam ainda a vasta dimensões do ambiente.</p>



<p>A tonalidade da pintura dourada nas paredes, cornijas, colunas e detalhes do teto criaram um ambiente de sofisticação e muito luxo. A iluminação onipresente e moderada por dez lustres em cobre dourado e verniz inglês foram instaladas de maneira para a serem vistas pelas pessoas que transitam pela <strong>Avenida da Ópera</strong>.</p>



<p>Originalmente, o <strong>Grand Foyer</strong> nas salas de teatros eram reservado aos homens mas essa tradição foi quebrada no dia da inauguração pela rainha-mãe da Espanha, <strong>Isabel II </strong>(1830-1904) que fez questão de visitá-la. Desde então passou a ter uma frequentação constante entre as mulheres.</p>



<p>Com o passar do tempo, a galeria se tornou o principal local de encontros e caminhadas dos espectadores durante os intervalos dos espetáculos. Hoje é muito usada como salão de recepção, em desfiles de moda, festas de casamentos e outras comemorações.</p>



<p>As 33 pinturas do teto, de <strong>Paul Baudry </strong>(1828-1886) foram realizadas durante 9 anos em seu ateliê em <strong>Paris</strong> (de 1866 a 1874). Para compô-las nos 500 m² de área, <strong>Paul Brady</strong> viajou para Roma em 1864 para estudar os afrescos de <strong>Michelangelo </strong>(1475-1564) na Capela Sistina (Vaticano), as pinturas de <strong>Annibale Carracci</strong> (1560-1606), no Palácio de Farnésio e outros locais da Europa.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="769" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-1024x769.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4910" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-1024x769.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-768x577.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-370x278.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-970x728.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pinturas no teto do “Le Grand Foyer”, na Ópera Garnier, de Paul Brady. Foto: Peter Haas.</figcaption></figure>
</div>


<p>O painel central evoca a &#8220;<strong>Música</strong>&#8221; o da esquerda a &#8220;<strong>Comédia</strong>&#8221; (lado rue Auber) e à direita “<strong>Tragédia</strong>” (lado Place Jacques Rouchés). Estão rodeado por 8 painéis representando “<strong>As Musas</strong>”, entidades da mitologia grega que possuem a capacidade de incentivar a criação artísticas e científicas. Fechando o conjunto com 10 medalhões sobre o tema da “<strong>Música</strong>”.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="fachada-principal" style="color:#a30000">Fachada Principal.</h2>



<p>A fachada principal (lado sul) foi trabalhada por <strong>Garnier </strong>como palco e cenário do espetáculo e a <strong>Praça da Ópera</strong> em frente, sua plateia. Além de integra-se também na perspectiva da avenida. Ela tem uma importante função de romper com o mundo ordinário trazendo o espectador para um mundo extraordinário de luxo, riquezas, sonhos e fantasias convidando assim todos a entrarem como atores numa peça imaginária.</p>



<p>A missão da fachada portanto e atingir a alma e o coração das pessoas, com encantamentos decorativos, para entrem cem conexão com magia de uma Ópera. Constitui de certa forma, o manifesto do artista. Seu layout e proporções acadêmicas, bem como sua rica policromia, expressam em uma síntese hábil, a própria essência da arquitetura eclética.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-1024x694.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4912" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-1024x694.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-300x203.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-768x520.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-370x251.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-970x657.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fachada principal da Ópera Garnier e seus principais escultures. Foto: P. Rivera.</figcaption></figure>
</div>


<p>O próprio <strong>Garnier</strong> escolheu os 14 pintores, os mosaicistas e os 63 escultores, para participar da ornamentação da fachada, incluindo a polêmica obra de <strong>Jean-Baptiste Carpeau</strong>x (1827-1875), chamada “<strong><em>A Dança</em></strong>” (1869) que devido a nudez dos personagens foi vandalizada em agosto de 1869 e transferida em 1964 para o <strong>Museu do Louvre</strong> e depois em 1986, para o <strong>Museu d’Orsay.</strong></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="597" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869.jpg" alt="" class="wp-image-4914" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869.jpg 597w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869-175x300.jpg 175w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869-370x635.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“A Dança” (1869), de Jean-Baptiste Carpeaux. Museu d’Orsay. Foto: Sailko</figcaption></figure>
</div>


<p>Na fachada atual da<strong> Ópera Garnier </strong>foi instalada em 1964, uma cópia realizada pelo escultor <strong>Jean Juge </strong>(1898-1968) e <strong>Paul Belmondo</strong> (1898-1982), pai do famoso ator <strong>Jean-Paul Belmondo</strong> (1933-2021).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="coroamento-do-telhado" style="color:#a30000">Coroamento do telhado.</h2>



<p>No alto do telhado da parte posterior da Ópera que se encontra acima da cúpula em forma de coroa da imperatriz <strong>Eugénia de Montijo</strong> (1826-1920) esposa de <strong>Napoleão III</strong>, estão representado três esculturas em bronze realizado em 1869, por<strong> Aimé Millet</strong> (1819-1891), onde vemos<strong> Apolo</strong>, no centro acompanhado das alegorias da <strong>Música </strong>e <strong>Poesia</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="688" height="960" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier.jpg" alt="" class="wp-image-4915" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier.jpg 688w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier-215x300.jpg 215w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier-370x516.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 688px) 100vw, 688px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Apolo e as musas da Poesia e Música, de  Aimé Millet (1819-1891).</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Apolo</strong> com os ombros cobertos por uma capa amarrada no pescoço caindo nas costas levanta com as suas duas mãos uma lira dourada, acima da cabeça (símbolo da canção, poesia e música).</p>



<p><strong>Poesia</strong> sentada (à direita) vestida completamente tem a cabeça levemente inclinada para <strong>Apolo </strong>segurando uma caneta com a mão direita levantada pronta para escrever numa prancha segurada pela mão esquerda. </p>



<p><strong>Música</strong> (à esquerda) com a cabeça levemente para baixo está sentada com a perna direita dobrada segurando com as duas mãos mão um tambor basco (pandeiro). Está vestida com a túnica laconiana cortada; as pernas nuas e sandálias de curtume.</p>



<p><strong>Millet </strong>levou quase 18 meses para executar essa composição colossal. O conjunto é eletrificado contra pousos de pássaros (principalmente pombas) e a<strong> Lira</strong> serve também como para-raios.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="arquitetura-da-fachada" style="color:#a30000">Arquitetura da fachada.</h2>



<p>A fachada substitui a desordem de nosso mundo por uma arquitetura de ordem clássica inspirada no mundo grego e romano.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="580" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4917" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura-300x170.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura-768x435.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura-370x210.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura-970x549.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Arquitetura eclética de Garnier e sua Ópera em Paris. Foto: Nicolas Barthe.</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Garnier</strong> inspirou-se para para desenhar o arcos centrados do nível térreo da fachada da Ópera, no &#8220;Palácio da Marinha&#8221; (1768), atual <strong>Museu da Marinha</strong>, obra do arquiteto <strong>Jacques-Ange Gabriel</strong> (1698-1782), localizada na na <strong>Praça da Concórdia</strong>, em Paris.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="548" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4919" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia-300x161.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia-768x411.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia-370x198.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia-970x519.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Palácio da Marinha, antigo Guarda Móvel da Coroa. Atual Museu da Marinha. Foto: Wikipédia Commons.</figcaption></figure>
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<p>Para o 1° andar, <strong>Garnier</strong> se inspirou na obra-prima do classicismo francês, nas Colunatas do Louvre (1668), de <strong>Claude Perrault</strong> (1613-1688).</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay..jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="586" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-1024x586.jpg" alt="" class="wp-image-4920" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-1024x586.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-300x172.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-768x440.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-370x212.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-970x555.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay..jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Colunatas do Louvre. Foto: Pixabay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Um projeto misturado como duas caraterísticas clássicas e outros elementos arquitetônicos dos estilos; barroco francês, renascimento francês, italiano… Construídos por materiais inovadores, o ferro, vidro, zinco…</p>



<p>O resultado foi um estilo confuso, eclético e sem denominação, mas batizado por <strong>Garnier</strong> como: &#8220;<strong>Estilo Napoleão III</strong>&#8220;, Resposta que deu a <strong>Eugénia de Montijo</strong> (esposa do imperador), sobre que estilo que havia adotado. Uma resposta que a deixou satisfeita e que certamente o ajudou a vencer o concurso.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="conclusao" style="color:#a30000">Conclusão.</h2>



<p>Bem antes da psicologia moderna,<strong> Garnier</strong> soube influenciar nos humores e nos comportamentos das pessoas, através de uma arquitetura majestosas de cores impactantes estudada a fundo, desde o conforto das poltronas, segurança, ventilação, aquecedores internos. O monumento envolve o espectador de uma forma que os transforma em atores e membros do espetáculo.</p>



<p>A <strong>Ópera Garnier</strong> inspirou bem outros teatros pelo mundo, mas também as construções das grandes lojas de departamentos, como<em> Le Bon Marché</em>(1869), <em>Le Printemps</em> (1883),<em> Galeries Lafayette</em> (1912), monumentos como o <em>Grand Palais </em>(1900) e o  <em>Palácio do Trocadero</em> (1878), demolido em 1835.</p>



<p>Uma outra caraterística da Ópera que marcou profundamente sua história para posterioridade foi a funcionalidade de cada espaço. Tantos os volumes externos, quanto os ambientes internos foram projetados com funções específicas; entrada exclusiva para charretes coberta para os frequentadores habituais (vips), salões privativos, salas administrativas separado do lado público, galerias de circulações… </p>



<p>Uma grande novidade que tornou-se moda posteriormente foi a instalação do 1° elevador hidráulico ativado por água, num local público. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-scaled.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="711" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-711x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4924" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-711x1024.jpg 711w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-208x300.jpg 208w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-768x1106.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-1067x1536.jpg 1067w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-1423x2048.jpg 1423w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-370x533.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-970x1396.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-scaled.jpg 1778w" sizes="auto, (max-width: 711px) 100vw, 711px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Elevador da Ópera Garnier de Aga Khan III. Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>O sultão <strong>Aga Khan III</strong>, (1877-1957), amante de óperas e frequentador assíduo da <strong>Ópera Garnier</strong>, que devido a problemas de obesidade financiou esse elevador particular para poder chegar ao seu camarote que se encontrava 2° andar. </p>



<p>Depois de ter ficado parado por mais 40 anos, seu sistema hidráulico foi modernizado, voltando a funcionar publicamente em 2009 para cadeirantes e portadores de algum deficiência física.</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="color:#272727;background-color:#feff00"><em><strong>Quer conhecer a Ópera e outros locais de Paris? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico comigo.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;Histoire de l&#8217;architecture classique en France&nbsp;: le&nbsp;xix<sup>e</sup>&nbsp;siècle&#8221;,</em> de Louis Hautecœur. Ed. Picard, Paris (1946).</li>



<li><em>“Dictionnaire historique des rues de Paris”</em>, de Jacques Hilliret, (Ed. Les éditions de minuit, 1985).</li>



<li><em>&#8220;Opéra Garnier&#8221;.</em> Wikipédia língua francesa.</li>



<li><em>&#8220;Art Lyrics&#8221;.</em> Site internet.</li>
</ul>


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		<title>Tom Pavesi Guia Conferencista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 16:27:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 4 minutos</small> Tom Pavesi Guia Conferencista brasileiro: Profissional credenciado pelo&#160;Ministério da Cultura e do Turismo da França, diplomado&#160;Técnico Superior em Animação e Administração Turísticas Locais&#160;(BTS AGTL-Paris) com especializações em: História das civilizações, História da Arte, História de Paris, História da França, Patrimônios, Arquitetura e Monumentos franceses. Dedicado, experiente, dinâmico pode ser uma boa opção para você descobrir os Segredos de Paris e de outras regiões da França de uma forma calorosa familiar que somente um&#160; guia brasileiro poderá lhe proporcionar. Tom Pavesi&#160;atende a turistas <a href="https://segredosdeparis.com/tom-pavesi-guia-conferencista/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 4 minutos</small></p> 
<p><strong><strong>Tom Pavesi Guia Conferencista</strong></strong> <strong>brasileiro</strong>: Profissional credenciado pelo&nbsp;Ministério da Cultura e do Turismo da França, diplomado&nbsp;<strong>Técnico Superior em Animação e Administração Turísticas</strong> <strong>Locais</strong>&nbsp;(<strong>BTS AGTL-Paris</strong>) com especializações em: História das civilizações, História da Arte, História de Paris, História da França, Patrimônios, Arquitetura e Monumentos franceses.</p>



<p>Dedicado, experiente, dinâmico pode ser uma boa opção para você descobrir os <strong>Segredos de Paris </strong>e de outras regiões da França de uma forma calorosa familiar que somente um&nbsp; guia brasileiro poderá lhe proporcionar.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="720" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg" alt="Tom Pavesi Guia Conferencista" class="wp-image-4776" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg 960w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-768x576.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Tom Pavesi e um grupo de clientes individuais. Foto: Claudia Pasqualini. </figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Tom Pavesi&nbsp;</strong>atende a turistas individuais, grupos em excursões, grupo de incentivos e particulares, Agências e Operadoras de Viagens e outros interessados.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4969" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-768x1024.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-1152x1536.jpg 1152w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-370x493.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-970x1293.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Louvre especial para crianças. Uma experiência inesquecível. </figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Meu percurso:</h2>



<p>Sou paulista paulistano arquiteto de profissão cheguei na França em 1987 para conhecer o mundo. Com uma parada estratégica em Nice para aprender francês logo comecei a trabalhar como projetista numa construtora em Mônaco.</p>



<p>Com pouco dinheiro e uma mochila resolvi conhecer um pedaço do mundo. Rodei na Noruega, Dinamarca, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, ilhas da Grécia, Israel e Egito. Enfim depois de muitas aventuras Paris foi a última etapa.</p>



<p>Alguns trabalhos alimentares (colhedor de uva na Champagne, Borgonha e barman) vieram completar os zeros francos do momento, até que surgiu um convite para trabalhar como arquiteto projetista de interiores para decorar um apartamento de 500m2 no estilo de Versalhes.</p>



<p>Um ano depois, apartamento quase pronto, o cliente foi preso por desvio de verbas do governo do Benin na África. Assegurado pelo governo francês por três anos mergulhei em cursos específicos de história da arte, civilizações e patrimônios franceses.</p>



<p>Algumas exames, provas e uma bancada julgadora de historiadores, me formei <strong>GUIA CONFERENCISTA </strong>em 2005.</p>



<p>Muitas aventuras e muitos clientes desfilaram (e ainda desfilam) comigo por essa França cheia de história e segredos. O amor pela profissão é minha grande motivação para continuar nessa vida de aventuras e viagens.</p>



<p>Ao criar esse site e um outro chamado <a href="https://guiadolouvre.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guia do Louvre </a>consegui unir o útil e o agradável contando mais histórias e viajando nas viagens que vocês compartilham.</p>



<p class="has-text-color has-background has-large-font-size" style="color:#08161c;background-color:#ffff00"><em><span><span><b><em><em><strong>Clique em &#8220;Agendar Passeios&#8221; para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></em></b></span></span></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4774"/></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="o-que-e-uma-guia-conferencista" style="color:#a30000">O que é um Guia Conferencista?</h2>



<p><strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;é um profissional formado em uma faculdade especializada no turismo (de 2 a 3 anos), que tem como base nos seus conhecimentos obrigatórios: história da arte, história das civilizações, história de Paris, história da arquitetura, Patrimônios Franceses.</p>



<p>Para se trabalhar legalmente nesta profissão é exigido pelo pelo Ministério do Turismo e da Cultura francesa, a apresentação da&nbsp;<strong>carteira profissional</strong>&nbsp;sempre que for solicitado por fiscais , agentes de segurança quando estiver trabalhando na condução de pessoas em visitas guiadas, em museus ou em qualquer Monumento Nacional da França.</p>



<p>O&nbsp;<strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;pode guiar livremente nos locais turísticos abertos ou fechados fazendo comentários em língua estrangeira ou em francês, procurando através dos seus conhecimentos e estudos, a valorização do patrimônio local do país, no caso aqui a França.</p>



<p>Comentários esses que podem ser em voz alta ou através de aparelhos de fones de ouvidos (ou auriculares), onde cada pessoa do grupo escuta as explicações de forma privilegiada.</p>



<p>Um bom guia precisa ter noções de história, política, economia, social, cultura, arte, turismo, pedagogia e comunicação.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="como-o-guia-conferencista-pode-exercer-sua-profissao" style="color:#a30000">Como o guia conferencista pode exercer sua profissão?</h2>



<p>Como trabalhador liberal, microempreendedor (em francês, “autoentrepreneur”) ou assalariado para: agências e operadoras de viagens, museus, castelos, centros turísticos, etc.</p>



<p>Uma tabela de honorários foi estabelecida, e normalmente é respeitada por todos os profissionais de língua portuguesa que trabalham neste setor. Mas pode haver diferenças nas renumeração do&nbsp;guia contratado, por parte das agências e operadoras, devido a dificuldade de se encontrar a pessoas certa para a língua solicitada.</p>



<p>A profissão de&nbsp;<strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;(<strong>Guide-Conférencier</strong>) é regulamentada pelo artigo&nbsp;<strong><a href="https://www.legifrance.gouv.fr/loda/id/JORFTEXT000025455144/2021-03-10" target="_blank" rel="noreferrer noopener">L.221-1</a></strong>, do código do turismo.</p>
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		<title>Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 22:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos. São poucas pessoas que ouviram falar sobre este trágico acontecimento na história francesa, que juntamente com outros que viriam acontecer contribuíram para marcar o início do fim da monarquia francesa. Em 1756, após três séculos de rivalidades, a França e Áustria se uniram através de um tratado de paz. Para consolidar essa reaproximação diplomática, o rei Luís XV (1715-1774) e a Imperatriz Maria Teresa da Áustria (1745-1765) decidiram casar seus respectivos <a href="https://segredosdeparis.com/tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos</strong>. São poucas pessoas que ouviram falar sobre este trágico acontecimento na história francesa, que juntamente com outros que viriam acontecer contribuíram para marcar o início do fim da monarquia francesa.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em 1756, após três séculos de rivalidades, a <strong>França</strong> e<strong> Áustria</strong> se uniram através de um tratado de paz. Para consolidar essa reaproximação diplomática, o rei<strong> Luís XV</strong> (1715-1774) e a Imperatriz <strong>Maria Teresa da Áustria</strong> (1745-1765) decidiram casar seus respectivos filhos. </p>



<p class="has-regular-font-size">Em 19 de abril de 1770, ou seja doze anos depois do acerto entre as partes, o casamento ocorreu em <strong>Viana</strong> (Áustria) por um procurador representando o Delfim da França, <strong>Luís Augusto</strong>, de 15 anos, futuro <strong>Luís XVI</strong> (1754-1793) e neto de Luís <strong>XV</strong>, com arquiduquesa da <strong>Áustria</strong>, de 14 anos, futura rainha <strong>Maria Antonieta</strong> (1755-1793) e a última filha de <strong>Maria Teresa</strong> (1745-1765), Imperatriz da Áustria, entre 1745 e 1765.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="545" height="768" data-id="4726" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet.jpg" alt="" class="wp-image-4726" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet.jpg 545w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet-213x300.jpg 213w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet-370x521.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px" /><figcaption>Luís XVI (1789), de Antoine-François Callet.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="971" data-id="4727" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun.jpg" alt="" class="wp-image-4727" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-247x300.jpg 247w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-768x932.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-370x449.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption>Maria Antonieta (1783), de Élisabeth Louise Vigée Le Brun.</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-regular-font-size">Por volta das 10h da manhã, em 16 de maio de 1770,  <strong>Maria Antonieta</strong> chegou ao <strong>Palácio de Versalhes</strong> para se casar oficialmente e morar junto ao seu marido que ainda não o conhecia.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="969" height="667" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4733" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg 969w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-300x207.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-768x529.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-370x255.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px" /></a><figcaption>Chegada de Maria Antonieta no Palácio de Versalhes em 16 de maio de 1770. Gravura de André Basset le Jeune.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">No mesmo dia  16 de maio de 1770, às 13h, vestida de um longo dourado e com um diamante do Espírito Santo encontrou-se pela primeira vez com seu marido, o delfim <strong>Luís Augusto</strong>, no &#8220;Cabinet du Roi&#8221; (Escritório do rei Luís XV).</p>



<p class="has-regular-font-size">Saíram seguidos pelo rei <strong>Luís XV</strong> e príncipes de sangue, atravessando salas repletos de pessoas até a Capela Real do Palácio. Onde se ajoelharam cercados pela família real, em frente ao altar para o ofício religioso realizado pelo Arcebispo de Reims, cercado pela família real. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-1024x682.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4736" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-1024x682.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-768x511.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-370x246.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-970x646.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Casamento de Luís Augusto (futuro Luís XVI) e Maria Antonieta na Capela Real de Versalhes (século XVIII). Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Terminada a cerimônia, o registro de casamento foi assinado. A tarde, em seu apartamento, a nova Delfina da França, Maria Antonieta recebeu uma tradicional cesta de presentes contendo uma profusão de joias e objetos preciosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">O jovem casal comparecem à recepção dos embaixadores antes de irem para a iluminada Galeria dos Espelhos, onde aconteceu a festa do rei. Os fogos de artifícios que estavam planejados foram adiados devido a uma tempestade. </p>



<p class="has-regular-font-size">O dia terminou com um banquete suntuoso, servido na novíssima Opera Real. </p>



<p class="has-regular-font-size">No ritual da cerimônia de dormir, os recém-casados ​​foram conduzidos ao quarto de <strong>Maria Antonieta</strong> e tiveram a noite abençoada pelo <strong>Arcebispo de Reims</strong>. O rei vestiu o neto <strong>Luís Augusto</strong> com uma camisa nupcial e a<strong> duquesa de Chartres</strong>, <strong>Luísa Maria Adelaide de Bourbon</strong> faz o mesmo com a <strong>Maria Antonieta.</strong> O casal se deitou em presença de toda a corte para mostrar que estavam compartilhando a mesma cama, mas a relação sexual que todos esperavam ver só vai acontecer sete anos depois. </p>



<p class="has-regular-font-size">As festividades continuaram com muita alegria nos dias seguintes com óperas, teatros, cantos, bailes de máscaras, banquetes e fogos de artifícios.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos" style="color:#a30000">Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Para que todos pudessem desfrutar deste evento, foi decidido por <strong>Luís XV</strong> (1715-1774) que as festividades também acontecesse em <strong>Paris</strong>. Uma maneira nova de relações públicas para trazer a simpatia e amizade do povo para com os futuros rei e rainha da França. </p>



<p class="has-regular-font-size">Uma grande feira de alimentos e bebidas com músicos e artistas de rua foram instalados ao longo da <strong>Rue Royale</strong>, onde ficava o enorme canteiro de obras da futura <strong>Igreja de la Madeleine</strong> e a atual <strong>Praça da Concórdia </strong>(antiga,<strong> <strong>Praça Louis XV</strong></strong>).</p>



<p class="has-regular-font-size">Segundo relatos a praça e as ruas circundantes estavam lotadas de centenas de milhares de parisienses que esperavam ver os fogos de artifício pela primeira vez, já que normalmente eram apenas visto pela realeza e seus convidados em Versalhes. </p>



<p class="has-large-font-size">Por volta das horas das 19 horas, do dia 30 de maio de 1770, começaram a distribuição de pão carne e vinho para o povo em diferentes lugares da <strong>Praça </strong>e da <strong>rue Royale</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Próximo ao <strong>rio Sena</strong>, junto a atual <strong>Praça da Concordia</strong>, foi instalado um templo de madeira de arquitetura clássico grego (ordem coríntia), chamado <em><strong>&#8220;Temple de l&#8217;Hímen&#8221;</strong></em>, decorada na base por ornamentações de cachoeiras, fontes e figuras alegóricas. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="738" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-1024x738.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4745" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-1024x738.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-300x216.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-768x553.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-370x267.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-970x699.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet.jpg 1044w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption> &#8220;Temple d&#8217;Hymen&#8221;. Autor anônimo. Museu Carnavalet. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">No topo do edifício havia um obelisco triangular cujas faces apresentavam figuras com guirlandas de flores, e os medalhões com imagem esculpidas do casal, <strong>Luís Augusto</strong> e <strong>Maria Antonieta</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Atrás deste edifício foram colocadas as baterias de fogos de artifícios pelos pirotécnicos oficiais do rei Luís XV, os irmãos <strong>Ruggieri</strong> (expatriados italianos em Paris, desde 1739).</p>



<p class="has-regular-font-size">Às 21 horas, na Praça <strong>Louis XV </strong>houve uma nova salva de tiros da artilharia do rei e uma disparada de fogos de artifícios iluminando majestosamente os dois grandes edifícios (vazios) construídos em 1765, por <strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>, atual <strong>Hotel le Crillon</strong>, FIA e o <strong>Museu da Marinha</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="990" height="556" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4743" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg 990w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-300x168.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-768x431.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-970x545.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 990px) 100vw, 990px" /></a><figcaption>Fogos de artifícios disparados do Templo de madeira na Praça Louis XV (Praça da Concordia). Fonte: Gallica Bnf. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Depois de um início promissor, os fogos finais acabaram por incendiar a própria estrutura de lançamento. No início, os parisienses pensaram que fazia parte do show. Mas quando eles finalmente entenderam, a imensa multidão entrou em pânico e uma debandada se seguiu, avançando em direção à estreita Rue Royale, onde nobres em suas carruagens, dificultavam a passagem dos pedestres que tentavam escapar. </p>



<p class="has-regular-font-size">Muitas pessoas gritavam ao serem pisoteadas, enquanto outras no lado oposto, eram empurradas para o Sena e se afogavam. O número oficial de mortos foi estimado em 132, com mais centenas de feridos, mas alguns historiadores não concordam e estipulam que por volta de 1200 pessoas perderam suas vidas. </p>



<p class="has-regular-font-size">Outros historiadores têm números semelhantes. No livro: <em>&#8220;Galignani&#8217;s New Paris Guide: Or, Stranger&#8217;s Companion Through the French Metropolis&#8221;</em> <em>(1839) </em>o autor calcula o número de mortos em 3.000. Um número que se repete no livro: <em>&#8220;Nova Enciclopédia Internacional</em>&#8221; (1917).</p>



<p class="has-regular-font-size">Agora mesmo sendo 132 mortos, esse acidente com fogos é ainda o mais mortal de todos os tempos.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="triste-final-de-casamento" style="color:#a30000">Triste final de casamento.</h2>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Luís Augusto</strong> e <strong>Maria Antonieta</strong> ficaram horrorizados com a tragédia que tirou tantas vidas. A festa que deveria ser uma reaproximação da realeza com seus súditos em um momento de grande desconfiança (os gastos extravagantes com o casamento irritaram muitos que ainda estavam sentindo os efeitos da fome durante o reinado de <strong>Luís XV)</strong> tornou-se mais um elemento para o povo os detestarem, e principalmente com a futura rainha, que tanto odiada foi levada a guilhotina durante a revolução francesa, sem defesa e sem justiça.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="485" height="805" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg" alt="" class="wp-image-4749" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg 485w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution-181x300.jpg 181w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution-370x614.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 485px) 100vw, 485px" /></a><figcaption>&#8220;Maria Antonieta a caminho de sua execução&#8221; (1887), acompanhada pelo abade Girard designado pelo tribunal revolucionário. <br>Obra de François Flameng&nbsp;(1856-1923).<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q977953"></a></figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">De acordo com historiadores monarquistas, o jovem casal entregou imediatamente suas mesadas pessoais daquele mês ao Tenente-General da Polícia de Paris, <strong>Antoine de Sartine</strong> (1729-1801) para serem distribuídas às vítimas e suas famílias.</p>



<p class="has-regular-font-size">Os mortos foram enterrados no cemitério de <strong>La Ville-L&#8217;Evêque</strong>, uma aldeia que existia nos arredores da região da Madeleine (8° arrondissement), não muito longe da <strong>cova comum</strong> onde, ironicamente, os corpos decapitados de <strong>Maria Antonieta</strong> (1774-1793) e <strong>Luís XVI</strong> (1773-1793) seriam despejados 23 anos depois.</p>



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<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/agendar_passeios-3.png" alt="" class="wp-image-4754"/></figure></div>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;La Gazette&#8221;</em>, em 4 de junho de 1770. Jornal da época digitalizado pelo site <a href="https://www.retronews.fr/catastrophes/echo-de-presse/2018/11/09/feu-dartifice-au-mariage-de-louis-xvi-132-morts" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RetroNews</a> da Bnf.</li><li><em>&#8220;le mariage du dauphin Louis et de Marie-Antoinette&#8221;</em>, no site Château de Versailles.</li><li><em>&#8220;Le mariage maudit de Louis XVI et Marie-Antoinette&#8221;</em>, no site Plume d&#8217;Histoire.</li><li><em>&#8220;Marie-Antoinette d&#8217;Autriche&#8221;</em>, no site Wikipédia em francês.</li></ul>


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		<title>Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 17:46:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 12 minutos</small> Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier construídas no século 19, período particularmente conflituoso, de guerras, crises políticas, revoluções, mudanças de regimes e governantes, essas casas de espetáculos conseguiram assim mesmo, cada uma em seu tempo e sua cena lírica, tornaram-se o centro cultural e vital da aristocracia parisiense e de atenção de vários países da Europa. Esse fenômeno de escala internacional que muitos pensam ter surgido com a Ópera Garnier, a partir de 1875, na realidade teve sua origem <a href="https://segredosdeparis.com/antigas-operas-de-paris-rue-richelieu-e-le-peletier/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 12 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier</strong> construídas no século 19, período particularmente conflituoso, de  guerras, crises políticas, revoluções, mudanças de regimes e governantes, essas casas de espetáculos conseguiram assim mesmo, cada uma em seu tempo e sua cena lírica, tornaram-se o centro cultural e vital da aristocracia parisiense e de atenção de vários países da Europa.</p>



<p class="has-regular-font-size">Esse fenômeno de escala internacional que muitos pensam ter surgido com a <strong>Ópera Garnier</strong>, a partir de 1875, na realidade teve sua origem em duas importantes óperas, poucas conhecidas e que não existem mais, chamadas: <strong>Ópera de la rue de Richelieu</strong> (em 1793) e <strong>Ópera Le Pelletier</strong> (1821).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="academia-real-de-danca" style="color:#a30000">Academia Real de Dança.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Em 1661 foi fundada pelo rei<strong> Luís XIV</strong> (1643-1715), a <strong>Academia Real de Dança</strong>, (Académie Royal de Danse) que tinha como objetivo o ensino e a prática da dança nacional. Em 1669, foi integrada a essa intuição, a <strong>Academia da Ópera</strong> formando assim a companhia nacional de óperas e balés da França, chamada de forma única: <strong>Ópera de Paris</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">As óperas, durante o século XVII e XVIII ficaram concentradas em <strong>Paris</strong>, em volta de dez salas, muitas vezes pequenas, inconfortáveis e maus construídas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="666" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-1024x666.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4658" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-1024x666.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-768x500.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-370x241.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-970x631.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Teatro do “Palais-Royal” (ou Sala do “Palais-Royal”) incendiada, em 6 de abril de 1763.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Ao longo do tempo, por razões particulares de cada uma, foram se fechando ou acabaram sendo destruídas por incêndios, levando a necessidade de se construir novas salas na cidade, mais modernas, maiores e para um público cada vez mais exigente em prazeres e divertimentos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Abaixo encontra-se em ordem cronológica um resumo histórico de duas da principais óperas e assim entendermos um pouco melhor a relação que existem entre elas e a da <strong>Ópera Garnier</strong>, que descreverei no próximo artigo. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="opera-de-la-rue-richelieu" style="color:#a30000">Ópera de la rue Richelieu.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Construído entre 1792 e 1793, pelo arquiteto neoclássico, <strong>Victor Louis</strong> (1731-1800), em plena época revolucionária a pedido de <strong>Marguerite Brunet</strong> (1730-1820) mais conhecida no meio artístico como <strong>Mademoiselle Montansier</strong>, amiga da rainha <strong>Maria Antonieta</strong> (1774-1793) e<strong> Luís XVI</strong> (1774-1793).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="629" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg" alt="" class="wp-image-4660" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg 500w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1-238x300.jpg 238w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1-370x465.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption>Mademoiselle Montansier ou Marguerite Brunet (1730-1820).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Mulher empresária dinâmica nomeada diretora de espetáculos da Corte de Versalhes e de vários outros teatros como: <strong>Fontainebleau</strong>,<strong> Saint-Cloud</strong>, <strong>Marly</strong>, <strong>Compiègne</strong>, <strong>Rouen</strong>,<strong> Caen</strong>,<strong> Orléans</strong>, <strong>Nantes</strong> e <strong>Le Havre</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Inaugurado oficialmente em 15 de agosto de 1793, como <strong>Teatro Nacional de Paris</strong> era chamado popularmente pelo nome da sua proprietária: <strong>Sala Montansier</strong> ou <strong>Ópera Montansier</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="445" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4661" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-300x167.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-768x427.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-370x206.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>Antiga &#8220;Salle Montansier&#8221; chamada mais tarde por &#8220;Ópera de la rue de Richelieu&#8221;.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Teatro que infelizmente ela teve pouco tempo de usufruí-lo, pois alguns meses depois, em 15 de novembro de 1793, depois de ver vários de seus amigos serem guilhotinados, sua propriedade foi confiscada pelo Comitê Revolucionário, e ela enviada a prisão acusada de querer incendiar a <strong>Biblioteca Nacional de Paris</strong> e de ter recebido dinheiro da rainha <strong>Maria Antoniet</strong>a e dos ingleses, durante a construção da obra.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em setembro de 1794, <strong>Mademoiselle Montansier</strong> absolvida de todas as acusações recebeu como indenização uma alta compensação financeira e livre para abrir outras salas de espetáculos, mas o seu teatro da <strong>Rua Richelieu</strong>, tornou-se definitivamente propriedade do Estado.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Mademoiselle Montansier</strong> morreu em 1820, ao 90 anos como proprietária de um outro teatro que havia comprado em 1807 e que ainda existe, chamada em francês,<strong> Théatre des Variétés</strong> (Teatro de Variedades). </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="827" height="757" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg" alt="" class="wp-image-4684" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg 827w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-300x275.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-768x703.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-370x339.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 827px) 100vw, 827px" /></a><figcaption>Théatre des Variétés em Paris. Foto: Emeric84.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A<strong> Ópera Montansier</strong> foi reaberta em 07 de agosto de 1794, com dois outros nomes: <strong>Teatro das Artes</strong> e <strong>Academia Nacional de Música</strong>, mas ficou popularmente conhecida como <strong>Ópera de la rue de Richelieu. </strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="526" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4662" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Ópera de la rue de Richelieu (Ópera Montansier ou &#8220;Théâtre des Arts&#8221;). Foto: Arquivos Nacional.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Durante todo o período imperial de <strong>Napoleão Bonaparte I</strong> (1804-1814/1815) e a restauração com o rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824), a Ópera serviu como a principal sala de espetáculos de Paris, frequentado principalmente por grande alta sociedade burguesa da época e membros do governo.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="968" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4664" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg 968w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-300x238.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-768x609.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-370x294.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 968px) 100vw, 968px" /></a><figcaption>Vista interior da Ópera de la rue Richelieu. Desenho do arquiteto Victor Louis.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 14 de fevereiro de 1820, o Duque de Berry,<strong> Carlos Fernando de Artois</strong> (1778-1820), sobrinho do rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/18150-1824), e filho do futuro rei <strong>Carlos X</strong> (1824-1830) foi assassinado na porta do teatro por um fanático bonapartista, chamado <strong>Louis Pierre Louvel</strong> (1783-1820) que pensava estar eliminando o último descendente Bourbon e pretendente ao trono da França.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="510" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg" alt="" class="wp-image-4665" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg 510w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry-199x300.jpg 199w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry-370x557.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></a><figcaption>Louvel (1783-1820) assassino do duque de Berry (1820). Museu Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Puro engano dele, sete meses depois, nasceu seu filho o duque de Bordeaux, Henrique de Artois (1820-1883), &#8220;a criança do milagre&#8221;.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="901" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg" alt="" class="wp-image-4666" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg 901w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-300x256.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-768x655.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-370x315.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 901px) 100vw, 901px" /></a><figcaption>La Mort du duc de Berry, le 13 février 1820”, por Édouard Cibot (1799-1877). Museu Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Luís XVIII</strong>, logo após o assassinato, ordenou que todas as festividades de carnaval dos dias 14 e 15 de fevereiro de 1820 fossem anuladas, que a Bolsa de valores festas, bailes e todos comércios públicos fossem fechados, e principalmente que a<strong> Ópera de la rue Richelieu</strong> fosse demolida e construído no lugar, um monumento expiatório em homenagem ao <strong>Duque de Berry</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Depois da revolução de 1830 (<em>&#8220;<strong>As três Gloriosas</strong>&#8220;</em>) e a abdicação do rei <strong>Carlos X</strong>, irmão de <strong>Luís XVIII</strong>, e pai do falecido <strong>Duque de Berry</strong>, o monumento também foi demolido e a urna funerária transferida para a <strong>Basílica de Saint-Denis</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="605" height="449" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4667" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg 605w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI-300x223.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI-370x275.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /></a><figcaption>Monumento expiatório para o Duque de Berry. Demolido em 1830. Coleção: Bnf.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1839, foi construído no local, por ordens do rei<strong> Luis Filipe I</strong> (1830-1848) uma Praça cercada de árvores batizada &#8220;<strong>Place Richelieu</strong>&#8220;, e alguns anos depois (1844) foi decorada com a atual <strong>Fonte Louvois</strong> criada pelo arquiteto <strong>Louis Visconti</strong> (1791-1853).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="761" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg" alt="" class="wp-image-4669" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-300x223.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-768x571.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-370x275.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-970x721.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Square Louvois (2° distrito de Paris). Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Refeita sobe <strong>Napoleão III</strong>, foi reinaugurada em 1859 com nome de <em>&#8220;Square Louvois&#8221;</em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="opera-le-peletier" style="color:#a30000">Ópera Le Peletier.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Com a demolição da <strong>Ópera de la rue Richelieu</strong> em 1820, uma nova sala precisou ser urgentemente construída para atender um público exigente de divertimentos (bailes, festas, encontros…) e de grandes espetáculos de óperas, de danças e de músicas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-1024x632.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4670" width="837" height="516" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-1024x632.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-300x185.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-768x474.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-370x228.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-970x599.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 837px) 100vw, 837px" /></a><figcaption>Ópera Le Peletier (1821). Livraria Pública de Nova Iorque.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A área escolhida fazia parte do jardim do &#8220;<strong>Hôtel de Choiseul</strong>&#8220;, antiga mansão particular do duque <strong>Étienne-François de Choiseul </strong>(1719-1785), principal ministro de <strong>Luís XV</strong> (1715-1774) construída entre 1755 e 1757.</p>



<p class="has-regular-font-size">A propriedade que já havia sido declarada bem nacional pelo comitê revolucionário em 1793, e ocupada por militares, em 1804 serviu como residência do governador de Paris e em 1812, sede do <strong>Ministério de Manufaturas e Comércio</strong> e propriedade definitiva do Império.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="708" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-1024x708.jpg" alt="" class="wp-image-4671" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-1024x708.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-300x207.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-768x531.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-370x256.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-970x670.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier.jpg 1217w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Entrada da “Ópera Le Peletier”, (Academia Real de Música), na rue Le Pelletier.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A <strong>Ópera Le Peletier</strong> (ou <strong>Sala Le Peletier</strong>) foi rapidamente construída com poucos recursos pelo arquiteto <strong>François Debre</strong>t (1777-1850) usando na construção materiais frágeis, como gesso e altamente inflamáveis como madeira nas suas estruturas, além de vários elementos decorativos e estruturais da antiga <strong>Ópera de la rue Richelieu</strong> que haviam sido desmontados e reconstruídos nessa nova Ópera.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em praticamente um ano de obras, iniciadas em 13 de agosto de 1820 foi finalizada para ser inaugurada em 16 de agosto de 1821 como um teatro provisório, pois o governo procurava por um área maior e melhor situada, para um projeto definitivo.</p>



<p class="has-regular-font-size">Recebeu vários nomes, mas ficou realmente conhecida como <strong>Ópera Le Pelletier</strong>, por estar localizada na <strong>rue Le Pelletier.</strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="345" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4672" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris-300x148.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris-370x182.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Litografia “Fachada da Ópera Le Peletier”, de C. Motte. Museu Carnavalet</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Quanto aos nomes oficiais foram mudando conforme o soberano que se encontrava no poder.</p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1821 e 1848, durante o período da Restauração da monarquia, com os reis: <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824), <strong>Carlos X </strong>(1824-1830) e<strong> Luís Filipe I</strong> (1830-1848), chamava-se: <em>&#8220;<strong>Académie Royale de Musique</strong>&#8220;</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1848 e 1852, como o primeiro Presidente da França, <strong>Carlos Luís Napoleão Bonaparte</strong>, futuro Napoleão III (1852-1870), chamava-se: <em>&#8220;</em><strong><em>Académie nationale de Musique</em></strong><em>&#8220;</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1852 e 1870, durante o Segundo Império, com <strong>Napoleão III</strong>, passou a ser chamada de <em>&#8220;<strong>Académie Impériale de Musique</strong>&#8220;</em>, e por último entre 1871 e 1873, na Terceira República, voltou a ser chamada de <em>&#8220;<strong>Académie nationale de Musique</strong>&#8220;</em>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="939" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4673" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg 939w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-300x208.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-768x532.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-370x256.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 939px) 100vw, 939px" /></a><figcaption>Interior da sala Le Peletier, par Gustave Janet em 1858.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O salão era amplo, bem distribuído, com grandes aberturas e tinha uma excelente acústica devido a leveza da estrutura de madeira, do teto, da cúpula e das paredes. Tinha uma capacidade aproximadamente 1.800 lugares.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="748" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-1024x748.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4674" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-1024x748.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-300x219.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-768x561.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-370x270.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-970x708.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque.jpg 1301w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Baile de máscara na Ópera Le Peletier. Gravura 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A Ópera também beneficiou-se das novas tecnológicas do momento como o uso pela como 1° vez do gás de hidrogênio, possibilitando a iluminação da fachada, dos corredores, do lustre central da plateia, o palco e nos efeitos de cena. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="840" height="850" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4675" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg 840w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-296x300.jpg 296w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-768x777.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-370x374.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px" /></a><figcaption>Inauguração da Salle Le Peletier com a Ópera: &#8220;Les Bayadères&#8221;, em 1821. Imagem: Gallica.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O compositor e crítico musical da época <strong>Castil-Blaze</strong> (1784-1857) escreveu o seguinte comentário sobre a <strong>Ópera Le Peletier</strong>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Pour les spectateurs assis au parterre, la salle Le Peletier est absolument la même que la salle<br>Richelieu, seulement on a donné six places de plus à l’ouverture de l’avant-scène. Le théâtre est beaucoup plus profond que l’ancien, les corridors plus larges, une immense galerie servant de foyer au public ; telles sont les améliorations que l’on remarque dans la nouvelle salle ; mais gare à l’incendie ! Il serait effroyable. Cet édifice, n’ayant pas de murs pour contenir le feu, formera cheminée…</em></p><p>Tradução Livre:</p><p><em>Para os espectadores sentados na plateia, a sala Le Peletier é absolutamente a mesma que a sala</em></p><p><em>Richelieu, apenas mais seis cadeiras foram instaladas na abertura do proscênio. O teatro é muito mais profundo que o antigo, os corredores mais amplos, uma imensa galeria servindo de hall ao público; essas são as melhorias que se nota na nova sala; mas cuidado com o fogo! Seria terrível. Este edifício, sem paredes para conter o fogo, formará uma lareira …&#8221;</em>.</p></blockquote>



<p class="has-regular-font-size">Durante anos a sala foi palco de importantes óperas e bales, recebendo os maiores compositores e os mais famosos cantores do século XIX.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="atentado-a-napoleao-iii-na-opera-le-peletier" style="color:#a30000">Atentado a Napoleão III na Ópera le Peletier:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Em 14 de janeiro de 1858, o imperador<strong> Napoleão III</strong> (1852-1870) e sua esposa a imperatriz<strong> Eugénia de Montijo</strong> (1826-1920) quando chegavam escoltados por soldados a cavalos, para assistirem a um espetáculo sofreram um grave atentado a bombas, bem em frente a entrada.</p>



<p class="has-regular-font-size">Graças a blindagem da charrete, o casal imperial escapou sem nenhum arranhão, mas entre soldados, guardas, agentes de polícia, espectadores e passantes foi registrado 156 pessoas feridas e 12 pessoas mortas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="634" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg" alt="" class="wp-image-4678" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-300x186.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-768x476.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-370x229.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-970x601.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Atentado de Felice Orsini contra Napoleão III em frente a de Ópera Le Peletier em<br>14 de janeiro de 1858″, obra de H. Vittori Romano, pintado em 1862.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Napoleão III </strong>e a esposa<strong> Eugénia</strong>, aconselhados a não criarem um movimento de pânico nas pessoas que os aguardavam no interior do teatro e que certamente escutaram as três explosões, entraram e assistirem todo o espetáculo, como se nada tivesse acontecido.</p>



<p class="has-regular-font-size">O mentor do atentado, o italiano <strong>Felice Orsini</strong> (1919-1958), revolucionário que lutava pela independência da <strong>Itália</strong>, juntamente com mais três compatriotas <strong>Pieri</strong>, <strong>Gomez</strong> e <strong>Rudio</strong> foram presos e julgados poucos meses depois.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="386" height="463" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4677" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg 386w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris-250x300.jpg 250w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris-370x444.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 386px) 100vw, 386px" /></a><figcaption>Felice Orsini, autor do atentado contra Napoleão III,<br> em 14 de janeiro de 1858. Obra de Louis Bucheister. <br>Musée Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 13 de março de 1858, <strong>Orsini </strong>e <strong>Pieri</strong> foram guilhotinados, quanto a <strong>Rudio</strong> e <strong>Gomez</strong> foram condenados a prisão perpétua com trabalhos forçados.</p>



<p class="has-regular-font-size">Consequência desse atentado, o imperador <strong>Napoleão III</strong> decidiu intervir militarmente na <strong>Itália</strong>, para liberar as cidades ocupadas pelos austríacos e tomou a decisão que fosse construído uma novo teatro em Paris, (futura <strong>Ópera Garnier</strong>, próximo artigo), moderno, rico, espaçoso e majestosamente bem localizado de forma a marcar seu governo na história da França.</p>



<p class="has-regular-font-size">Com as mudanças frequentes de governo e diversas crises políticas, a <strong>Ópera Le Peletier </strong>ainda permaneceu funcionando até 1873, quando acabou sendo inteiramente destruída por um grande incêndio na noite do dia <strong>28 </strong>ao<strong> 29 de outubro de 1873</strong>.<strong> </strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="487" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4680" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873-300x209.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873-370x257.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Litografia: “Incêndio da Ópera Le Pelletier em 28 de outubro de 1873”. Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O terreno onde se encontrava a <strong>Ópera</strong> <strong>Le Peletier</strong> foi utilizado para uma nova reurbanização do bairro e das ruas do seu entorno. Hoje, não existe mais nenhuma sinal da sua existência.</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#fffb00;color:#19191a"><em><strong>Gostaria de conhecer a Ópera Garnier e outros monumento de  Paris? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4682"/></a></figure></div>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Opéra de Paris &#8211; salle Le Peletier&#8221;</em>, no site <a href="https://www.artlyriquefr.fr/dicos/Opera%20Le%20Peletier.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Art Lyrique</a>.</li><li><em>&#8220;L’Opéra de la rue de Richelieu&#8221;</em>, no site <a href="https://www.histoires-de-paris.fr/opera-rue-richelieu-montansier/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Histoire de Paris</a>.</li><li><em>&#8220;Dictionnaire historique des rues de Paris&#8221;</em>, de Jacques Hilliret, (Ed. Les éditions de minuit, 1985).</li><li><em>&#8220;Opéra de la rue de Richelieu</em>&#8220;, no site Wikipédia na língua francesa.</li><li><em>&#8220;Opéra Le Peletier&#8221;</em>, no site Wikipédia na língua francesa.</li></ul>



<p></p>


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		<title>Praça da Concórdia em Paris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2021 16:59:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 17 minutos</small> Praça da Concórdia em Paris. História da 5° praça Real da capital, antiga Place Louis XV, apelidada durante a Revolução Francesa (1789-1799) de Place de la Révolution, mudando novamente em 25 de outubro de 1795 no último dia do governo provisório da &#8220;Convention&#8221;, (regime político que proclamou a 1° República na França e substituiu a Assembleia legislativa), para Place de la Concorde, como sinônimo de paz e união da nação pelos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade. Depois da queda de Napoleão (1804-11814/1815) e <a href="https://segredosdeparis.com/praca-da-concordia-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 17 minutos</small></p> 
<p><strong>Praça da Concórdia em Paris</strong>. História da 5° praça Real da capital, antiga <em><strong>Place Louis XV</strong></em>, apelidada durante a<strong> </strong>Revolução Francesa (1789-1799) de<em> <strong>Place de la Révolution</strong></em>, mudando novamente em <strong>25 de outubro de 1795</strong> no último dia do governo provisório da &#8220;Convention&#8221;, (regime político que proclamou a 1° República na França e substituiu a Assembleia legislativa), para <em><strong>Place de la Concorde</strong>,</em> como sinônimo de paz e união da nação pelos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade.</p>



<p>Depois da queda de <strong>Napoleão </strong>(1804-11814/1815) e com a volta da monarquia, foi chamada de <em><strong>Place Louis XVI</strong></em> em homenagem ao rei guilhotinado (ainda existe uma inscrição quase apagada na esquina da <em>rue Boissy-d&#8217;Anglas</em>, na parede esquerda do Hotel de Crillon). </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="577" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4540" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg 681w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI-300x254.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI-370x313.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px" /></a><figcaption>Placa &#8220;Place Louis XVI&#8221;, um pouco apagada, na Praça da Concórdia com a Rue Boissy-d&#8217;Anglas.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas a estátua que havia sido projetada não chegou ser realizada, por causa da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_Julho_de_1830">Revolução de Julho de 1830</a> e a subida ao trono de <strong>Luís Filipe I </strong>(1830-1848), que renomeou como em 1795, pelo nome definitivo que conhecemos hoje: <em><strong>Place de la Concorde</strong></em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="primeira-praca" style="color:#a30000">Primeira Praça.</h2>



<p>Praça com formato octogonal, com 360 metros de comprimento e 210 metros de largura é a maior praça de Paris. Localizada na margem direita do rio Sena, centralizada entre avenida dos Champs-Élysées e o jardim das Tulherias (lado Leste-Oeste), a Igreja da Madalena e a Assembleia Nacional (lado Norte-Sul).</p>



<p>A ideia da construção da&nbsp;Praça<strong> Luís XV</strong>&nbsp;surgiu em 1748 da vontade popular em homenagear o restabelecimento do rei<strong>&nbsp;Luís XV&nbsp;(</strong>1715-1774) que ficou gravemente doente durante sua estadia na cidade de <strong>Metz</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-1024x685.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4543" width="844" height="564" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-1024x685.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-300x201.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-768x514.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-970x649.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel.jpg 1075w" sizes="auto, (max-width: 844px) 100vw, 844px" /><figcaption>Praça Luís XV (1758), projeto de Ange-Jacques Gabriel (1715-1774).</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1753, um concurso foi aberto para construção da praça, onde somente os membros da Academia de Arquitetura poderiam participar. O projeto ganhador foi do arquiteto preferido do rei,&nbsp;<strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>&nbsp;(1698-1782). </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatua-equestre-de-luis-xv-1763" style="color:#a30000">Estátua equestre de Luís XV(1763).</h2>



<p>Realizada pelo escultor&nbsp;<strong>Edmé Bouchardon</strong>&nbsp;(1698-1762) somente foi finalizada após sua morte, pelo escultor&nbsp;<strong>Jean-Baptiste Pigalle</strong> (1714-1785).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="705" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-705x1024.png" alt="" class="wp-image-4544" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-705x1024.png 705w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-207x300.png 207w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-768x1115.png 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-370x537.png 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-970x1408.png 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris.png 992w" sizes="auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px" /></a><figcaption>&#8220;Estátua equestre de Luís XV, de Edmé Bouchardon e Jean-Baptiste Pigalle, Praça Luís XV. <br>Gravura de Louis-Jacques Cathelin (ca. 1739-1804). Coleção: Gallica (BnF).</figcaption></figure>
</div>


<p>Inaugurado em 20 de junho de 1763 virada para o <strong>Jardim das Tulherias</strong> (leste), a estátua do rei estava representado vestido no estilo romano, coroado pelos louros da glória e tinha um pedestal (base) ornado com baixos-relevos do arquiteto <strong>Jean Chalgrin</strong>, (1739-1811) evocando as virtudes do rei: a Força, a Justiça, a Prudência e a Paz.</p>



<p>Em volta da <strong>Praça Luís XV</strong> foram construídos pelo arquiteto <strong>Ange-Jacques Gabriel</strong> as fachadas dos dois grandes idênticos edifícios entre 1757 e 1774.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="526" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-1024x526.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4555" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-1024x526.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-300x154.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-768x395.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-370x190.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-970x498.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4.jpg 1057w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Antiga Praça da Luís XV, atual Praça da Concórdia. Projeto de Ange-Jacques Gabriel (1715-1774).</figcaption></figure>
</div>


<p>De uma lado, o <strong>Palacete do Guarda-Móveis</strong> (<strong>Hôtel du Garde-Meuble</strong>). Edifício onde se guardavam artigos preciosos de vários palácios e castelos reais excedentes como: tapeçarias, móveis, objetos de arte e joias da coroa.</p>



<p>Invadida e saqueada durante a revolução francesa (13 de julho de 1789), o edifício mudou completamente de função tornando-se o <strong>Ministério da Marinha</strong>. Em 2015, com a mudança do ministério para um outro local e após longos anos de restauração (2017 a 2020), o <strong>Hôtel de la Marine</strong> tornou-se um<strong> Museu</strong>, aberto ao público. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-1024x684.png" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4546" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-1024x684.png 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-300x200.png 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-768x513.png 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-370x247.png 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-970x648.png 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde.png 1252w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Museu da Marinha, antigo Ministério da Marinha e Guarda móveis da rainha. Foto: Site do museu.</figcaption></figure>
</div>


<p>Um edifício idêntico que se encontra do outro lado da rua Royal, (vizinho do Museu da Marinha), foi construído para ser a sede da <em>Casa da Moeda da França</em> (<em>Hôtel de la Monnaie</em>), mas transferido antes da sua instalação para o atual <em>Quai de Conti</em>, próximo a <strong>Ponte Neuf</strong>. </p>



<p>O edifício foi então dividido em quatro partes (lotes) e vendido a particulares, com a obrigação de se construir Palacetes (Hôtels) particulares por trás da única fachada projetada pelo arquiteto&nbsp;<strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4553" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-768x511.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-370x246.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-970x645.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Hotel de Crillon e Empresas privadas na Praça da Concórdia, Paris. Foto: Pline.</figcaption></figure>
</div>


<p>Que resultou nos 4 palacetes: <em>Hôtel de Coislin, Hôtel du Plessis-Bellière, Hôtel Cartier e o Hôtel d’Aumont</em>.</p>



<p>O<strong> Palacete</strong> (Hôtel) <strong>de Coislin</strong>&nbsp;(esquina com a rua Royale) é hoje propriedade de um grupo de investidores do <strong>Catar </strong>(Emirado do Oriente Médio), que aluga o espaço para empresas particulares.</p>



<p>Os Palacetes du <strong>Plessis-Bellière</strong> e <strong>Cartier</strong> foram unidos e hoje é a sede do <strong>Automóvel Clube da França</strong> (<em>Automobile Club de France</em>).</p>



<p>O Palacete <strong>d’Aumont</strong>, (esquina com a <em>rue</em> <em>Boissy d’Anglais</em>) foi adquirido em 1788 por <strong>François Félix de Crillon</strong> (1748-1820) e vendido em 1907 pelos seus descendentes para ser transformado no famoso e luxuoso: <strong>Hotel de Crillon</strong>. Propriedade atual de um membro da família real saudita, <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Mutaib_Ben_Abdallah_Ben_Abdelaziz_Al_Saoud">Mutaib Ben Abdallah Ben Abdelaziz Al Saoud</a>.</p>



<p>Com a subida ao trono de <strong>Napoleão Bonaparte I</strong> (1804-1815), primeiro imperador da França, nenhuma alteração urbana e arquitetônica ocorreu na praça.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-no-reinado-de-luis-xviii" style="color:#a30000">Praça da Concórdia, no reinado de Luís XVIII.</h2>



<p>Com a volta da monarquia, o <strong>rei&nbsp;Luís XVIII</strong>&nbsp;(1814/1815-1824) planejou que fosse construído um monumento em homenagem ao seu irmão o rei<strong> Luís XVI</strong> (1774-1773) o guilhotinado. Mas ao falecer em 1824 foi seu outro irmão&nbsp;<strong>Carlos X&nbsp;</strong>(1824-1830) que ficou encarregado de construir e financiar o monumento na praça.</p>



<p>Apesar de mudar nome agora para <strong><em>Praça Luís XVI</em></strong>, o monumento nunca foi erguido.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-no-reinado-de-carlos-x" style="color:#a30000">Praça da Concórdia, no reinado de Carlos X.</h2>



<p>O vice-rei do Egito, o paxá&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maomé_Ali">Maomé Ali&nbsp;</a>(1789-1849) embalado pelas descobertas científicas na Europa e conhecendo a paixão de&nbsp;<strong>Carlos X</strong> pelas antiguidades egípcias achou oportuno fazer uma aliança diplomática e militar com a França contra a ameaçadora Inglaterra.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="747" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI.jpg" alt="" class="wp-image-4559" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-300x219.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-768x560.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-370x270.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-970x708.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>&#8220;Praça Luís XV &#8221; (1829), de Giuseppe Canella (1788-1847). Museu Carnavalet, Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p> Desta forma ofereceu três presentes bem originais e exóticos ao rei: Uma girafa, chamada&nbsp;<strong>Zarafa</strong>, uma dezena de&nbsp;<strong>múmias</strong>&nbsp;em seus sarcófagos de granito para ser expostos no <strong>Museu do Louvre</strong> e&nbsp;dois obeliscos do Templo de <strong>Luxor</strong>.</p>



<p><strong>Zarafa</strong>, a 1° girafa da França ficou muito famosa no jardim botânico de Paris (&#8220;<strong>Jardin des Plantes</strong>&#8220;). Morreu em 1845.</p>



<p>As múmias&nbsp;foram recebidas em grandes pompas pelo rei<strong>&nbsp;Carlos X</strong>, em 1827. Após que os sarcófagos serem abertos e expostos por alguns dias ao público acabaram se decompondo rapidamente em míseros cadáveres ordinários. Restando somente duas que hoje se encontram por acaso na cripta da praça da Bastilha, (<a href="https://segredosdeparis.com/as-duas-mumias-da-praca-da-bastilha/">clique aqui</a>&nbsp;para ler meu outro artigo, sobre elas).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="obelisco-de-luxor-no-reinado-de-luis-filipe-i" style="color:#a30000">Obelisco de Luxor, no reinado de Luís Filipe I.</h2>



<p>Dos<strong> dois Obeliscos</strong> de <strong>Luxor</strong> oferecidos do <strong>Templo de Karnac</strong> (que significa, &#8220;o melhor de todos os lugares&#8221;), devido ao peso (227 toneladas), altura (23 metros) e as dificuldades de transportes pelo <strong>rio Nilo</strong>,<strong> mar Mediterrâneo</strong>, <strong>mar Atlântico</strong>, <strong>rio Sena</strong>, somente um obelisco pode chegar em <strong>Paris</strong> em 1836, já no reinado de <strong>Luís Filipe I</strong> (1830-1848).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="581" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg" alt="" class="wp-image-4560" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-300x170.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-768x436.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-370x210.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-970x550.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Segundo Obelisco de Luxor, que ficou no Templo de Karnac, no Egito. Foto: Ad Meskens.</figcaption></figure>
</div>


<p>O rei viu nesse <strong>Obelisco</strong> uma oportunidade para fazer uma propaganda política de seu governo para que a população o vissem como o<strong> rei dos franceses</strong> e <strong>não como rei da França</strong>. Foi nesse momento que ele mudou definitivamente o nome para<strong>&nbsp;Praça da Concórdia</strong>.</p>



<p>Foram dois anos de viagem, 12.000 km e três anos para desmontagem e montagem na praça. Acabou sendo inaugurada somente em&nbsp;<strong>25 de outubro de 1836</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="648" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg" alt="" class="wp-image-4562" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-300x194.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-970x629.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption>&#8220;Elevação do Obelisco em 25 de outubro de 1836&#8221;, de François Dubois&nbsp;&nbsp;(1790–1871). Museu Carnavalet, em Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>Com o tempo e muitas controvérsias o governo da<strong> França</strong> acabou recusando ir buscar o <strong>segundo Obelisco</strong> até a devolução oficial em 26 de setembro de 1981 feita pelo Presidente da França na época,<strong>&nbsp;François Mitterrand</strong> (1916-1996).</p>



<p>Em 1998. a pequena pirâmide de pedra que encontra-se no alto do obelisco foi recoberta com folhas de ouro (23,5 quilates).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="354" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4563" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg 354w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia-177x300.jpg 177w" sizes="auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px" /></a><figcaption>Detalhe ponta Obelisco. Praça da Concórdia, Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>O <strong>Obelisco de Luxor </strong>é um símbolo muito antigo chamado&nbsp;&#8220;<strong>ben-ben</strong>&#8221; que representa o 1° pedaço de terra surgido do caos no momento da criação do mundo pelo Sol.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="820" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-820x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4564" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-820x1024.jpg 820w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-768x959.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-370x462.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-970x1212.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px" /></a><figcaption>Obelisco de Luxor, na Praça da Concórdia. Foto <a href="https://www.instagram.com/garyphr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">garyphr</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Portanto era de costume decorar o &#8220;<strong>Obelisco/Sol</strong>&#8220;, com alegres babuínos na sua base com a função de guiar e dar assistência todos dias ao sol para entrada do mundo diurno.</p>



<p>Fragmento desses quatro babuínos de pedra, pesando 5,7 toneladas vieram juntos com o <strong>Obelisco</strong> <strong>de Luxor</strong>. Representados com as mãos levantadas aplaudindo, cantando e honrando o nascer do <strong>Sol</strong>. </p>



<p>Como o <strong>sexo </strong>deles estavam eretos, (simbolicamente excitados pela nascer do sol),&nbsp;o rei <strong>Luís Filipe I</strong>, preferiu não deixá-los expostos na praça para não chocar a sociedade da época e ordenou que fossem levado para o <strong>Museu do Louvre</strong>. Hoje se encontra no <strong>Museu do Louvre Lens,</strong> norte da França.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="602" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg" alt="" class="wp-image-4565" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-300x181.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-768x462.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-370x223.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-970x584.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption>Os quatro babuínos da base do Obelisco de Luxor. Museu do Louvre Lens.</figcaption></figure>
</div>


<p>A base atual de granito rosa, ilustra em duas de suas faces, a história do transporte e montagem do <strong>Obelisco</strong> na <strong>Praça da Concórdia</strong> e nas outras duas faces, uma auto-homenagem do próprio&nbsp;<strong>Luís Filipe I</strong> que patrocinou a viagem do<strong> Obelisco</strong> do <strong>Egito</strong> até <strong>Paris</strong>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="565" height="768" data-id="4569" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4569" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia.jpg 565w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia-221x300.jpg 221w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia-370x503.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px" /><figcaption>História do transporte do Obelisco</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="768" data-id="4571" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1.jpg" alt="" class="wp-image-4571" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1.jpg 570w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1-223x300.jpg 223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1-370x499.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption>História do transporte do Obelisco</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="540" height="720" data-id="4572" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4572" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia.jpg 540w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia-370x493.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /><figcaption>Inscrição na base do Obelisco de Luxor.</figcaption></figure>
</figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-por-hittorff" style="color:#a30000">Praça da Concórdia por Hittorff.</h2>



<p>Entre <strong>1836 e 1846</strong>,&nbsp;o arquiteto francês de origem alemã,&nbsp;<strong>Jacques Ignace Hittorff&nbsp;</strong>(1792-1867) transformou toda decoração da praça, preservando o desenho original do primeiro arquiteto da praça, <strong>Jacques-Ange Gabriel</strong>.</p>



<p>Foram instalados duas fontes monumentais no centro da praça, lampadários e oitos estátuas realizados por vários artistas escultores convidados por&nbsp;<strong>Hittorff</strong> para embelezar a praça.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="as-duas-fontes-da-praca" style="color:#a30000">As duas fontes da praça.</h2>



<p>Inauguradas em <strong>1° de maio de 1840</strong>, simbolizam a engenharia naval e a navegação pelos rios e mares da França, são elas:</p>



<p><strong>Fonte Fluvial&nbsp;</strong>ou <strong>Fonte dos Rios</strong>&nbsp;localizado próximo ao <strong>Museu da Marinha</strong> e <strong>Hotel de Crillon</strong> apresentam estátuas alegóricas colossais representando a agricultura, indústria e a navegação fluvial com elementos menores da natureza como a uva, o trigo, frutas e flores, irrigadas pelos rios.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-819x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4574" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-819x1024.jpg 819w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-768x960.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-370x463.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-970x1213.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a><figcaption>Fonte dos Rios da Praça da Concórdia. Foto: <a href="https://www.instagram.com/juans83/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">JuanS83</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Fonte Marítima</strong>&nbsp;ou <strong>Fonte dos Mares</strong>: Localizado mais próximo rio Sena é composta por seis figuras colossais representando o oceano com o mar Mediterrâneo, a pesca de peixes, corais, pérolas e conchas. Os cisnes se misturam com três alegorias (gênios) que simbolizam o transporte, o comércio e a astronomia.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-819x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4575" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-819x1024.jpg 819w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-768x960.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-370x463.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-970x1213.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a><figcaption>Fonte dos Mares, na Praça da Concórdia. Foto: <a href="https://www.instagram.com/manulevyphoto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Manulevy</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Para a realização dessas fontes,<strong>&nbsp;Hittorff&nbsp;</strong>contou com vários escultores: <strong>Jean-François-Théodore Gechter </strong>(1795-1844), <strong>Honoré-Jean-Aristide Husson</strong> (1803-1864),<strong> François Lanno</strong> (1800-1871), <strong>Nicolas Brion</strong> (1799-1863), <strong>Auguste-Hyacinthe Débay</strong> (1804-1865),<strong> Antoine Desboeufs</strong> (1793-1862), <strong>Jean-Jacques Feuchère</strong> (1807-1852), <strong>Antonin-Marie Moine</strong> (1796-1849), <strong>Carle Elshoecht</strong> (1797-1856) e <strong>Louis-Parfait Merlieux</strong> (1796-1855).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="colunas-rostrais-e-lampadarios" style="color:#a30000">Colunas Rostrais e&nbsp;lampadários.</h2>



<p>Na antiga<strong> Grécia</strong> e na antiga <strong>Roma</strong> as colunas &#8220;<strong>Rostrais</strong>&#8221; (em latim &#8220;Rostrum&#8221;, proas de navios, em português) eram erguidas na cidade para comemorar vitórias navais. Instaladas na parte mais alta das colunas, exibiam a frente dos navios capturados em batalhas. </p>



<p>Na<strong> Praça da Concórdia</strong>, o arquiteto <strong>Jacques Hittorf</strong> (1792-1867) após convidar renomados escultores para decorar as duas fontes que havia projetado (Fonte dos Rios e a Fonte dos Mares), continuou com sua ideia de criar uma atmosfera marítima para Praça, em homenagem ao <strong>Ministério da Marinha</strong>, localizado na praça.</p>



<p>Foram portanto então projetadas dezesseis (16) <strong>Colunas Rostrais</strong> em ferro fundido de 9,60 metros com lampadários dispostas simetricamente no entorno da praça. Todas instaladas sobre um pedestal de pedra compostos por três partes (seções):</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="960" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4576" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia-200x300.jpg 200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia-370x555.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption>Coluna Rostral e lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Magdalena Martin.</figcaption></figure>
</div>


<p>Seção inferior ornamentada de cada lado por duas proas de navios (&#8220;<strong>rostres</strong>&#8220;) encimadas por um lampadário respectivo.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="830" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-1024x830.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4577" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-1024x830.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-300x243.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-768x623.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-370x300.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-970x786.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral.jpg 1110w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Seção intermediaria de uma Coluna Rostre e seu lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Arnaud Frich.</figcaption></figure>
</div>


<p>Seção intermediária composta por uma coluna canelada.</p>



<p>E uma terceira seção composta por um capitel de ordem mista decorada por quatro &#8220;<strong>mascaron</strong>&#8221; (mascarão de rostos femininos) encimada por um globo lampadário em forma de farol. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="830" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-1024x830.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4578" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-1024x830.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-300x243.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-768x623.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-370x300.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-970x786.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral.jpg 1110w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Seção superior de uma Coluna Rostre e seu lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Arnaud Frich.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="as-8-estatuas-de-mulheres-representado-cidades-francesas" style="color:#a30000">As 8 estátuas de mulheres representado cidades francesas.</h2>



<p>Em volta do <strong>Obelisco de Luxor</strong>, em cada canto da praça se encontram oito estátuas de mulheres em pedra, de vários escultures, representando as principais cidades da França:</p>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-brest-e-rouen-por-jean-pierre-cortot-1787-1843" style="color:#1e00a3">Estátuas de Brest e Rouen, por&nbsp;Jean-Pierre Cortot&nbsp;(1787-1843).</h3>



<p>Segundo alguns historiadores, em frente a a estátua de Rouen era local onde se encontrava a guilhotina que executou Luís XVI em 21 de janeiro de 1793.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4579" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Brest_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4579"/><figcaption>Estátua de Brest, por Jean-Pierre Cortot (1787-1843).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4580" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Rouen_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4580"/><figcaption>Estátua de Rouen, por Jean-Pierre Cortot (1787-1843).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-lyon-e-marselha-por-pierre-petitot-1790-1852" style="color:#1e00a3">Estátuas de Lyon&nbsp;e&nbsp;Marselha, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4581" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Lyon_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4581"/><figcaption>Estátuas de Lyon, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4582" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Marselha_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4582"/><figcaption>Estátuas de Marselha, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-bordeaux-e-nantes-de-louis-denis-caillouette-1794-1862" style="color:#1e00a3">Estátuas de Bordeaux&nbsp;e&nbsp;Nantes, de&nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4583" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Bordeaux_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4583"/><figcaption>Estátuas de Bordeaux, por&nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4584" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Nantes_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4584"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Nantes, por &nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-lille-e-estrasburgo-por-james-pradier-1790-1852" style="color:#1e00a3">Estátuas de&nbsp;Lille&nbsp;e&nbsp;Estrasburgo,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4585" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Lille_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4585"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Lille,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4586" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Estrasburgo_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4586"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Estrasburgo,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>
</figure>



<p>O escultor<strong>&nbsp;Pradier</strong>&nbsp;fazendo uma homenagem ao rei&nbsp;<strong>Luís Filipe I</strong>&nbsp;(1830-1848) pela decisão da renovação da <strong>Praça da Concórdia</strong>, usou como modelo para estátua de&nbsp;<strong>Lille</strong>, a quarta filha do rei, a princesa&nbsp;<strong>Clementina de Orléans</strong>&nbsp;(1817-1907).</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="846" height="850" data-id="4590" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans.jpg" alt="" class="wp-image-4590" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans.jpg 846w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-768x772.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-370x372.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 846px) 100vw, 846px" /><figcaption>Retrato parcial de Clementina de Orléans&nbsp;(1817-1907), <br>de Franz Xaver Winterhalter&nbsp;&nbsp;(1805–1873)&nbsp;</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="727" height="753" data-id="4591" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1.jpg" alt="" class="wp-image-4591" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1.jpg 727w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1-290x300.jpg 290w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1-370x383.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 727px) 100vw, 727px" /><figcaption>Retrato de Juliette Drouet&nbsp;(1806-1883), <br>de Alphonse-Léon (1807-1884).</figcaption></figure>
</figure>



<p>A modelo de&nbsp;<strong>Estrasburgo</strong>&nbsp;foi representada pela atriz&nbsp;<strong>Juliette Drouet</strong>&nbsp;(1806-1883), amante do escultor<strong>&nbsp;Pradier</strong>, na qual tiveram uma filha, chamada<strong>&nbsp;Claire Gauvain</strong> (1826-1846), depois foi também amante do escritor&nbsp;<strong>Victor Hugo</strong>&nbsp;(1802-1885).&nbsp;</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="os-dois-leoes-da-praca-da-concordia" style="color:#a30000">Os dois Leões da Praça da&nbsp;Concórdia:</h2>



<p>A escultura dos dois leões em mármore de Carrara, do escultor italiano&nbsp;<strong>Giuseppe Franch</strong>i&nbsp;(1731-1806) foram realizadas em 1806 e instaladas em 1819, no alto de uma base em pedra, junto ao muro que divide a <strong>Praça da Concórdia</strong> e o <strong>Jardim das Tulherias</strong>.</p>



<p>Cada um, com sua grande juba cacheada, uma forte musculatura aparente na barriga e patas, olhando para baixo em direção a rua em posição de guarda.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="677" data-id="4587" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4587" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-300x198.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-768x508.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-370x245.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-970x641.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Leão próximo ao Museu Jeu de Paume.<br>Foto: AG. Photographe.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="608" height="437" data-id="4588" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie.jpg" alt="" class="wp-image-4588" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie.jpg 608w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie-300x216.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie-370x266.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 608px) 100vw, 608px" /><figcaption>Leão próximo  ao Museu da l’Orangerie<br>Foto: Autor desconhecido.</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-regular-font-size">Símbolo de força e coragem, o <strong>leão</strong> sempre foi muito representado na antiguidade com guardiões e protetores de templos, palácios, santuários, tronos e entradas para lugares importantes.</p>



<p class="has-regular-font-size">No caso dos dois leões de&nbsp;<strong>Giuseppe Franchi</strong>, eles protegem e guardam a <strong>Praça da Concórdia</strong> e os dois centros de artes que se encontram dentro do Jardim das Tulherias, um em cada lado, o&nbsp;&#8220;<strong>Jeu de Paume</strong>&#8221;&nbsp;e&nbsp;&#8220;<strong>Museu de l’Orangerie</strong>&#8220;.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="cavalos-de-marly" style="color:#a30000">Cavalos de Marly.</h2>



<p>Em 1739, bem em antes das duas reformas da <strong>Praça da Concórdia</strong>, o rei<strong>&nbsp;Luís XV</strong>&nbsp;(1715-1774), encomendou ao escultor&nbsp;<strong>Nicolas Coustou</strong>&nbsp;(1658-1733), um grupo de esculturas equestres:&nbsp;<em>“Mercúrio (Guerra) e a Fama (Renommée) montando o cavalo alado Pégaso”</em>&nbsp;(mitologia grega), para o <strong>Castelo de Marly</strong>.</p>



<p>Em 1793, após escaparem aos saques durante a revolução francesa (1793), sob ordens do pintor&nbsp;<strong>Jacques-Louis David</strong>&nbsp;(1748-1825) foram transportados em 1795, para&nbsp;<strong>Praça da Concórdia</strong> e erguidas em cada lado da calçada, na entrada da <strong>Avenida dos Champs-Élysées</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="885" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-1024x885.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4605" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-1024x885.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-300x259.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-768x663.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-370x320.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-970x838.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Réplica em mármore do &#8220;Mercúrio montando o cavalo alado Pégaso&#8221;, de Michel Bourbon. Foto: <a href="https://www.instagram.com/mademoizelle_.m/">mademoizelle_.m</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1984 acabaram sendo transferidas ao Louvre pois temiam que pudessem serem danificadas por vândalos, e no mesmo local foram instaladas réplicas em mármore, do escultor&nbsp;<strong>Michel Bourbon</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="relogio-solar-na-praca-da-concordia" style="color:#a30000">Relógio solar na Praça da Concórdia.</h2>



<p>Você já notou numerais romanos imponentes nos paralelepípedos da Praça da Concórdia?</p>



<figure class="wp-block-video aligncenter"><video height="320" style="aspect-ratio: 576 / 320;" width="576" controls src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Relogio-solar-na-Praca-da-Concordia_de_Norba_Zamboni.mp4"></video><figcaption>Vídeo do algarismo romano do Relógio Solar da Praça da Concordia, realizado por <a href="https://www.facebook.com/norbazamboni54" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Norba Zamboni</a>.</figcaption></figure>



<p>As linhas de bronze e seus algarismos romanos fazem parte de um gigantesco relógio de sol, cujo o <strong>Obelisco de Luxor</strong> tem a função de agulha do ponteiro para marcar as horas do dia.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="374" height="268" data-id="4598" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII.jpg" alt="" class="wp-image-4598" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII.jpg 374w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII-300x215.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII-370x265.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="404" height="276" data-id="4599" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X.jpg" alt="" class="wp-image-4599" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X.jpg 404w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X-370x253.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="395" height="270" data-id="4600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI.jpg" alt="" class="wp-image-4600" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI.jpg 395w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI-370x253.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px" /></figure>
</figure>



<p>Projeto que havia sido abandonado duas vezes por causa da <strong>Primeira</strong> e <strong>Segunda Guerra Mundial</strong>, acabou sendo realizado em<strong>&nbsp;21 de junho de 1999</strong>&nbsp;durante o solstício de verão, para marcar a passagem do ano 2000.</p>



<p>A sombra do mostrador parte do<strong>&nbsp;Obelisco de Luxor</strong>&nbsp;cruzando a praça&nbsp;para seguir sobre uma linha de bronze até chegar no indicador da hora solar marcada no solo em algarismo romano, indo do número VII ao XVII.</p>



<p>A precisão da hora depende da data, pois somente alguns dias do ano coincidem com a hora correta (solstícios ou equinócios).</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#feff00;color:#202020"><em><strong>Gostaria de conhecer a Praça da Concórdia em Paris e outros locais? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4601"/></a></figure>
</div>


<p><strong>Foto capa</strong>: <a href="https://www.instagram.com/macciadello/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mattia Dello Spedale Venti</a>.</p>



<p><strong>Fonte</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;La place de la Concorde se souvient: Mémoires d&#8217;un haut lieu de l&#8217;histoire de France&#8221;</em>, de&nbsp;Michel Faul&nbsp;(Ed. Sotéca, 2020).</li><li><em>&#8220;Dictionnaire historique des rues de Paris&#8221;</em>, de Jacques Hillairet (Ed. de Minuit, 1997).</li><li><em>&#8220;Place de la Concorde&#8221;</em>, no site Wikipédia em francês.</li></ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Le Déjeuner sur l’herbe</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 20:40:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 13 minutos</small> Le Déjeuner sur l’herbe, em português: &#8220;O almoço sobre a relva&#8221; ou &#8220;O piquenique no bosque&#8221;, do pintor francês, Édouard Manet (1832-1883), intitulada inicialmente como: Le Bain (&#8220;O Banho&#8221;) ou &#8220;Le Petit carrée&#8221; foi apresentada no Salon de Paris, em 1863 e recusada pelo júri oficial por imoralidade, falta de técnica e de estilo. Aceito no Salão dos Recusados (&#8220;Salon des Refusées&#8221;) em 15 de maio de 1863 criado especialmente por iniciativa de Napoleão III (1852-1870) que considerou o júri do Salon <a href="https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 13 minutos</small></p> 
<p><strong><em>Le Déjeuner sur l’herbe</em></strong>, em português:<em> &#8220;O almoço sobre a relva&#8221;</em> ou <em>&#8220;O piquenique no bosque&#8221;</em>, do pintor francês, <strong>Édouard Manet</strong> (1832-1883), intitulada inicialmente como: <em><strong>Le Bain</strong></em> (<em>&#8220;O Banho&#8221;</em>) ou <em>&#8220;Le Petit carrée&#8221;</em> foi apresentada no <strong>Salon</strong> de Paris, em 1863 e recusada pelo júri oficial por imoralidade, falta de técnica e de estilo.</p>



<p>Aceito no <strong>Salão dos Recusados</strong> (<em>&#8220;Salon des Refusées&#8221;</em>) em 15 de maio de 1863 criado especialmente por iniciativa de <strong>Napoleão III</strong> (1852-1870) que considerou o júri do <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Salon_de_peinture_et_de_sculpture" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Salon</strong> </a>oficial severo demais ao recusarem cerca de 3.000 obras das 5.000 inscritas.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4481" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-300x236.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-768x605.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-370x291.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-970x764.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe” (1863), de Édouard Manet. Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mesmo nessa exposição paralela, <strong>Manet</strong> com seu<em><strong> Le déjeuner sur l&#8217;herbe</strong></em> foi objeto de zombarias com uma grande reação negativa dos críticos de arte, dos jornalistas e uma boa parte dos visitantes. Classificada como indecente e de pouco valor artístico.</p>



<p><strong>Manet</strong>, mesmo inspirando-se em obras de antigos mestres provocou um escândalo na sociedade da época, pois conseguiu fazer uma ruptura significativa contra o academismo dos pintores classicistas em moda naquele momento. </p>



<p>Tela de grande formato, de 2.08 m de altura por 2.65 m de comprimento, encontra-se atualmente em exposição no <strong>Museu d’Orsay</strong>, em Paris, na França.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="469" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-1024x469.jpg" alt="" class="wp-image-4483" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-1024x469.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-300x137.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-768x352.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-370x169.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-970x444.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Museu d’Orsay, em Paris. Foto: DXR.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="inspiracoes" style="color:#090784">Inspirações: </h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-concert-champetre-1509-1510" style="color:#a30000">&#8220;Le Concert champêtre&#8221; (1509-1510).</h2>



<p>Ou em português: &#8220;<em>O Concerto Campestre</em>&#8220;. Obra iniciada em 1509 por <strong>Giorgione</strong> (1477-1510) e finalizada provavelmente em 1510, pelo seu aluno <strong>Ticiano</strong> (1490-1576), logo após a morte do mestre.</p>



<p>A composição apresenta quatro personagens em poses semelhantes a obra de <strong>Manet,</strong> inclusive com uma lagoa bem ao fundo no vale, só faltou mesmo a presença da mulher tomando banho.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="815" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-1024x815.jpg" alt="" class="wp-image-4486" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-1024x815.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-300x239.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-768x611.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-370x295.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-970x772.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Concert champêtre&#8221; (1509/1510), de Giorgione (1477-1510) e Ticiano (1490-1576). Museu do Louvre.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-jugement-de-paris-1514-a-1518" style="color:#a30000">&#8220;Le Jugement de Pâris&#8221; (1514 a 1518).</h2>



<p>Obra perdida de<strong> Rafael</strong> (1483-1520), mais que ficou conhecida graças as gravuras feitas entre 1514 e 1518, por <strong>Marcantonio Raimondi </strong>(1480-1534). Os três personagens sentados no lado direito do observador serviram como fonte de inspiração para a obra de <strong>Manet</strong>. </p>



<p>Enquanto que as mulheres da esquerda, podem ter servido com fonte de inspiração para <strong>Pablo Picasso</strong> (1881-1973), para sua <em>&#8220;Les Demoiselles&#8221;</em>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="663" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-1024x663.jpg" alt="" class="wp-image-4488" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-1024x663.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-300x194.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-970x628.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael.jpg 1042w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Le Jugement de Pâris&#8221;, de Rafael. Gravura de Marcantonio Raimondi (1480-1534). Museu Staatsgalerie, Stuttgart (Alemanha).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="la-partie-carree-ou-the-foursome-1713" style="color:#a30000">&#8220;La Partie carrée&#8221; ou &#8220;The Foursome&#8221; (1713).</h2>



<p>Obra do pintor francês <strong>Jean-Antoine Watteau</strong> (1684-1721), que apresenta quatro figuras conversando dois homens e duas mulheres iluminadas em um jardim à noite, cenário semelhante a obra de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-1024x767.jpg" alt="" class="wp-image-4490" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-1024x767.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-768x575.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-370x277.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-970x727.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree.jpg 1275w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;La Partie carrée&#8221; (1713), de Jean-Antoine Watteau (1684-1721).</figcaption></figure>
</div>


<p>Título com conotação sexual, para dizer: <em>&#8220;sexo em grupo&#8221;</em> ou <em>&#8220;sexo grupal&#8221;</em>, no caso aqui em tradução livre pode ser: <em>&#8220;<strong>Jogo a quatro</strong>&#8220;</em> ou <em>&#8220;<strong>Partida a Quatro</strong>&#8220;</em>. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="descricao-da-obra" style="color:#090784">Descrição da obra:</h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-dejeuner-sur-l-herbe-1863-de-manet" style="color:#a30000">&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Manet.</h2>



<p>Composta essencialmente por quatro personagens, sendo dois homens vestidos em trajes da época (1861), uma mulher nua (que fixa seu olhar para o expectador) e uma mulher ao fundo se banhando vestida em um pequeno rio (ou lago).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="861" height="647" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4491" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg 861w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-768x577.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 861px) 100vw, 861px" /></a><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Édouard Manet (1832-1883).</figcaption></figure>
</div>


<p>Todos estão inseridos numa paisagem natural, podendo ser uma floresta, um bosque ou um jardim particular imaginado por <strong>Manet</strong>. Uma natureza composta por árvores, folhagens, um gramado, um rio, um barco encostado na margem, um sapo (canto esquerdo ao lado das vestes da mulher) e um pássaro (no alto, acima das costas da banhista).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="951" height="750" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4493" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg 951w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-768x606.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px" /></a><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Édouard Manet (1832-1883).</figcaption></figure>
</div>


<p>Entretanto, como sabemos não é uma cena real pintada no exterior, pois tudo foi feito em estúdio. Composição inspirada em esboços traçados nos jardins da casa da família do pintor em <strong>Gennevilliers</strong>, cidade localizada a 4 km de Paris, lado norte. </p>



<p>A perspectiva da obra foi quebrada com a banhista que se encontra no fundo que está atrás dos três principais personagens do 1° plano, está totalmente fora de escala, deveria ser bem menor. </p>



<p>As luzes e sombras também estão fora do contexto dos personagens, deixando claro que a composição não foi feita num bosque e que a iluminação é artificial. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="951" height="750" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4495" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg 951w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-768x606.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe”. Composição piramidal de Manet. Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Como nas composições da arte clássica, os quatro personagens estão inscritas em um triângulo, enquanto que os dois homens formam um triângulo invertido como nas composições piramidais do renascimento.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="analise-da-obra" style="color:#830707">Análise da obra:</h2>



<p>Por causa das duas mulheres, uma nua e a outra vestida sensualmente com uma longa camisa molhada,<strong> Manet</strong> chamou sua pintura de forma descontraída de <em>&#8220;La Partie carrée&#8221;</em> (como havia feito <strong>Watteau</strong>, na sua obra com o mesmo tema, visto mais acima), que pode significar aqui nessa caso: <em>&#8220;<strong>Jogo sexual a quatro</strong>&#8220;</em>.</p>



<p>Uma forma debochada que <strong>Manet </strong>chamava sua obra junto aos amigos quando discutiam sobre a polêmica do quadro e a reação pervertida da sociedade burguesa da época que julgaram as duas mulheres como sendo prostitutas e a obra obscena. </p>



<p>A imagem da mulher sentada é uma colagem do rosto de <strong>Victorine Meurent</strong> (1844-1927), pintora e modelo preferida de <strong>Manet</strong>. Quanto que o corpo nu é de<strong> Suzanne Leenhoff</strong> (1829-1906), companheira do pintor e mais tarde, sua esposa chamada também <strong>Suzanne Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="649" height="713" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4497" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg 649w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres-273x300.jpg 273w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres-370x406.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /></a><figcaption>Suzanne Leenhoff (1829-1906), modelo na obra de Manet, &#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221;.</figcaption></figure>
</div>


<p>Ela se destaca tanto pela sua brancura de pele, quanto pela intensidade de seu olhar ao nós fixar.</p>



<p>Posicionada nua, ao lado de dois homens vestidos com roupas contemporâneas, não parece estar constrangida ou envergonhada, ao contrário ela demonstra uma total confiança, liberdade e espontaneidade (talvez porque estava vestida quando foi retratada). </p>



<p>O homem sentado ao lado dela, que tem um olhar perdido no vazio é o escultor holandês, <strong>Ferdinand Leenhoff </strong>(1841-1914), irmão de <strong>Suzanne Leenhoff</strong>, amigo e futuro cunhado de <strong>Manet</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="809" height="673" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4498" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg 809w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-300x250.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-768x639.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-370x308.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 809px) 100vw, 809px" /></a><figcaption>Ferdinand Leenhoff (1841-1914), Eugène Manet (1833-1892) e Alexandrine Zola (1839-1925).</figcaption></figure>
</div>


<p>O homem meio deitado sobre a grama é <strong>Eugène Manet</strong> (1833-1892), irmão mais novo de <strong>Édouard Manet</strong>. Quanto a mulher que se banha ao fundo que está fora de perspectiva é <strong>Alexandrine Méley</strong> (1839-1925), modelo bem conhecida dos pintores da época e futura esposa do escritor <strong>Émile Zola </strong>(1840-1902), chamada mais tarde de <strong>Alexandrine Zola</strong>. Sua atitude foi interpretada como de uma prostituta que lava seu corpo após o ato sexual. </p>



<p>Outra razão do escândalo foi também que interpretaram o cesto de piquenique tombado, como um símbolo de luxúria e de prazeres carnais.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="752" height="458" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4500" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg 752w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique-300x183.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique-370x225.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px" /></a><figcaption>Cesto de piquenique tombado: Símbolo de luxuria e prazeres carnais.</figcaption></figure>
</div>


<p>A <strong>natureza morta</strong> foi representada por uma <strong>cesta de piquenique tombada</strong>, com frutas de várias estações do ano; pêssegos, figos, cerejas, podem significar a perda da inocência. As conchas abertas das ostras esparramadas ao lado da cesta por serem afrodisíacas podem significar os prazeres eróticos. </p>



<p>O <strong>sapo</strong> (grenouille) era o apelido que os estudantes davam as prostitutas da época. E o pássaro, (um caboclinho frade), ao contrário da <strong>pomba sagrada</strong> tem um relação com o pecado e o erotismo, ambos que apesar de representarem o mundo moderno e contemporâneo, aqui foi visto como um atentado aos bons costumes da época. </p>



<p>Como mesmo disse<strong> Édouard Manet</strong>: <em>&#8220;Il faut être de son temps et faire ce qu’on voit!&#8221;</em>. Tradução:<br>&#8220;<em>É preciso você estar no seu próprio tempo e fazer o que você vê&#8221;</em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-dejeuner-sur-l-herbe-e-suas-reinterpretacoes" style="color:#a30000">Le Déjeuner sur l’herbe e suas reinterpretações.</h2>



<p><strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>, de<strong> Édouard Manet</strong> marcou uma verdadeira revolução no mundo da pintura, de tal forma que vários pintores antigos e contemporâneos fizeram uma adaptação pessoal em suas carreiras. </p>



<p>O simples fato de ter sido copiada, transformada e reinterpretada por artistas das gerações seguintes, demonstra perfeitamente essa reviravolta na história da arte. Para muitos historiadores, a obra de <strong>Manet</strong> abriu uma porta importante para o nascimento da pintura moderna. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="reinterpretacoes-da-obra" style="color:#090784">Reinterpretações da obra:</h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="claude-monet-1840-1926" style="color:#a30000">Claude Monet (1840-1926).</h2>



<p>Numa demonstração do novo estilo que estava se iniciando, o Impressionismo, ao realizar seu imenso: <em><strong>&#8220;Déjeuner sur l’herbe&#8221;</strong></em> deu mais ênfase nos jogos de luz e sombra natural do que ao tema e seus significados. </p>



<p>Na verdade sua obra, serviu mais como uma homenagem a seu amigo <strong>Édouard Manet</strong>, lhe dando apoio as novidades que ele trouxe para pintura e repudiando as controversas negativas, sustentada pela crítica e a sociedade.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="894" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4501" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg 894w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-262x300.jpg 262w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-768x880.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-370x424.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 894px) 100vw, 894px" /></a><figcaption>Uma das partes cortadas por Monet: “Le Déjeuner sur l’herbe” (1866). Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>A obra está atualmente incompleta, pois foi cortado em três pedaços pelo próprio <strong>Monet</strong>, por problemas de umidade. Duas das partes se encontram no <strong>Museu d’Orsay</strong> e a terceira está desaparecida. </p>



<p>Ainda hoje muitas pessoas confundem os dois artistas, <strong>Monet </strong>e<strong> Manet</strong> e vice-versa.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="james-tissot-1836-1902" style="color:#a30000">James Tissot (1836-1902).</h2>



<p><em>&#8220;<strong style="font-style: italic;">La Petite carrée</strong>&#8220;</em> (1870), de <strong>James Tissot </strong>(1836-1902). Pintor retratista francês renomado na alta sociedade inglesa que ao contrário de seus colegas, suas obras foram regularmente aceitas nos <strong>Salões de Paris</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="940" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4502" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg 940w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-300x245.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-768x627.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-370x302.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /></a><figcaption>&#8220;La Petite carrée&#8221; (1870), de James Tissot (1836-1902). Galeria Nacional do Canadá, em Ottawa.</figcaption></figure>
</div>


<p>Todas consideradas aceitáveis pelo grande público e críticos de arte, mas seu estilo era diferente e uma novidade em relação as tradicionais pinturas acadêmicas do século XIX.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="paul-cezanne-1839-1906" style="color:#a30000">Paul Cézanne (1839-1906).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (1876-1877), de <strong>Paul Cézanne</strong> (1836-1906) representa uma cena de recreação burguesa e bem mais aceitável que a obra &#8220;escandalosa&#8221; de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="597" height="450" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4504" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg 597w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie-300x226.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie-370x279.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe” (1876-1877), de P. Cézanne. Museu de l’Orangerie, em Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>O objetivo dele foi fazer uma demonstração do novo estilo de arte, conhecido como impressionismo, dando ênfase ao jogo de luz e sombra numa pintura feita diretamente ao ar livre, comparando com “Le déjeuner sur l’herbe”, de Manet, realizada em ateliê, com o uso da luz artificial.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="pablo-picasso-1881-1973" style="color:#a30000">Pablo Picasso (1881-1973).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe, d’après Manet</strong>&#8220;</em> (1961-1962) foi realizado por<strong> Pablo Picasso</strong> (1881-1973) quase um século depois que Manet apresentou sua obra no Salão dos Recusados.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="633" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4505" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-768x608.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-370x293.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe d’après Manet” (1962), de P. Picasso (1881-1973). Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>O pintor espanhol fez uma revisão profunda e complexa do tema produzindo 26 telas (o <strong>Museu d’Orsay</strong> tem 16 versões diferentes), 6 gravuras em linóleo e 140 desenhos. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="alain-jacquet-1939-2008" style="color:#a30000">Alain Jacquet (1939-2008).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (1964), do pintor francês,<strong> Alain Jacquet</strong> (1939-2008) é uma reinterpretação moderna para obra de <strong>Manet</strong>, utilizando a técnica da serigrafia para compor o seu “Almoço” (Déjeuner).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="922" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-1024x922.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4506" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-1024x922.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-300x270.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-768x691.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-370x333.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-970x873.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Le déjeuner sur l’herbe “(1964), de Alain Jacquet (1939-2008). Centre Pompidou Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Alain Jacquet</strong>, um dos percussores da <strong>Pop Art </strong>na França trabalhou o seu quadro, no estilo de uma<br>publicidade americana, questionando se sua produção mecânica de fotografias e serigrafias poderiam ser consideradas como obras artísticas. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="herman-braun-vega-1923-2019" style="color:#a30000">Herman Braun-Vega (1923-2019).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Les invités sur l’herbe, d’après Velázquez, Manet et Picasso</strong>&#8221; </em>(1970), do pintor peruano <strong>Herman Braun- Vega </strong>(1923-2019) é uma das várias interpretações figurativas do <em>&#8220;<strong>Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em>, de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="594" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4508" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg 546w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe-276x300.jpg 276w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe-370x403.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></a><figcaption>“Les invités sur l’herbe, d’après Velázquez, Manet et Picasso” (1970), <br>de Herman Braun-Vega (1923-2019). Museu de Arte Moderna, de Paris (MAM).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="seward-johnson-1930-2020" style="color:#a30000">Seward Johnson (1930-2020).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Déjeuner Déjà vu</strong>&#8220;</em> (1994), do americano <strong>Seward Johnson</strong> (1930-2020) é uma escultura em bronze pintada feita com muita precisão baseada na obra, <em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong></em>&#8220;, de <strong>Édouard Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="710" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4509" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-300x208.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-768x533.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-370x257.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-970x673.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Déjeuner Déjà vu”, escultura em bronze de Seward Johson (1930-2020). Foto: Paul VanDerWerf.</figcaption></figure>
</div>


<p>Instalada no Parque-Museu <em>&#8220;<strong>Grounds For Sculpture</strong>&#8220;</em>, em Hamilton, Nova Jersey (EUA), obra de <strong>Seward Johnson</strong> que explora as fronteiras entre realidade e representação, apresentada numa reprodução tridimensional em tamanho real da obra de <strong>Manet</strong>. O efeito foi potencializado pela instalação da escultura em meio a vegetação.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="francis-moreeuw-1949" style="color:#a30000">Francis Moreeuw (1949).</h2>



<p><em>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe</em>&#8221; (1987), revisitada pelo pintor francês contemporâneo, Francis Moreeuw (1949).</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" width="830" height="635" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4511" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe.jpg 830w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-300x230.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-768x588.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-370x283.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px" /><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1987), de Francis Moreeuw (1949). Galeria Moreeuw.</figcaption></figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="sharon-hodgson" style="color:#a30000">Sharon Hodgson.</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Picnic on the Grass</strong>&#8220;</em> (2007), da pintora canadense <strong>Sharon Hodgson.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="595" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4512" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson-300x232.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson-370x287.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption>“Picnic on the Grass” (2007), de Sharon Hodgson.</figcaption></figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="rip-hopkins-1972" style="color:#a30000">Rip Hopkins (1972).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Cyrille &amp; le déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (2006). Em 2008, no <strong>Salão da Fotografia de Paris</strong>, o fotógrafo britânico <strong>Rip Hopkins</strong> apresentou sua interpretação da obra &#8220;<em><strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em>, de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="475" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4513" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins.jpg 600w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins-300x238.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins-370x293.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>“Cyrille &amp; le déjeuner sur l’herbe”(2006). Foto: Hip Hopkins.</figcaption></figure>
</div>


<p>A imagem nasceu no final de 2006, por encomenda do <strong>Musée d’Orsay</strong>, em comemoração do 20º aniversário da instituição. <strong>Hopkins</strong> recebeu carta branca para fotografar funcionários do museu junto as obras expostas pelo museu.</p>



<p>Na frente da obra de <strong>Manet</strong>, <em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong></em>&#8220;, o agente de segurança <strong>Cyrille</strong>, se ofereceu em posar nu, para completar a cena rompendo com as barreiras morais e com os preconceitos antigos.</p>



<p>Pela ousadia a foto acabou sendo censurada pelo presidente do museu na época, alegando que não era relevante e de interesse para a exposição. Como <strong>Hopkins </strong>havia assinado um acordo, a foto ficou &#8220;congelada&#8221; e proibido de ser publicada em jornais, revistas, exposições&#8230;</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="566" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe.jpg" alt="" class="wp-image-4514" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe.jpg 600w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe-300x283.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe-370x349.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>Escândalo da fotografia de Hip Hopkins no jornal “Le Monde”. <br>Artigo de Claire Guillot, 16-17 novembre 2008.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas em 2008, (dois anos depois), com a autorização do agente de segurança, <strong>Cyrille</strong> (o homem da foto) e a mudança da presidência do <strong>Museu d’Orsay</strong>, a foto acabou sendo publicada pela fundação <strong>HSBC</strong> e o &#8220;escândalo&#8221; do homem nu  saiu na mídia e viralizou nas redes sociais e no mundo.</p>



<p class="has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#fffb02;color:#111111"><em><strong>Quer conhecer o Museu d&#8217;Orsay e outros locais de Paris comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/agendar_passeios-3.png" alt="" class="wp-image-4520" width="300" height="89"/></a></figure>
</div>


<p><strong>Fontes:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Site do Museu d&#8217;Orsay.</em></li><li>&#8220;<em>Le Déjeuner sur l&#8217;herbe</em>&#8220;, no site Wikipédia francês. </li><li><em>&#8220;Le Guide Musée d&#8217;Orsay&#8221;</em>, de Caroline Mathieu (Ed. Flamarion).</li></ul>
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		<title>Moulin de la Galette em Montmartre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 May 2021 16:27:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> Moulin de la Galette em Montmartre foi um famoso baile público que permitiu graças a sua reputação preservar os dois últimos moinhos da colina, sobreviventes da grande urbanização, o Moulin Blute-fin e o Moulin Radet, comprados por Nicolas-Charles Debray em 1809 e 1812, respectivamente. O Moulin de la Galette (antigo Blute-fin) está situado no alto de uma colina, no 75 rue Lepic, em uma propriedade particular sem acesso aos turistas. Enquanto que o Moulin Radet situado na esquina da rue Lepic com <a href="https://segredosdeparis.com/moulin-de-la-galette-em-montmartre/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Moulin de la Galette em Montmartre </strong>foi um famoso baile público que permitiu graças a sua reputação preservar os dois últimos moinhos da colina, sobreviventes da grande urbanização, o <strong>Moulin Blute-fin </strong>e o <strong>Moulin</strong> <strong>Radet</strong>, comprados por<strong> Nicolas-Charles Debray </strong>em 1809 e 1812, respectivamente.</p>



<p class="has-regular-font-size"><br>O <strong>Moulin de la Galette </strong>(antigo Blute-fin) está situado no alto de uma colina, no <em>75 rue Lepic</em>, em uma propriedade particular sem acesso aos turistas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="467" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4427" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris-370x247.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette (antigo Blute-fin) em frente a rue Tholozé. Foto: Wikimapia.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Enquanto que o <strong>Moulin Radet</strong> situado na esquina da <em>rue Lepic</em> com a <em>rue Girardon</em>. Atualmente é um restaurante de cozinha francesa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1024x682.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4429" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1024x682.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1536x1024.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-970x647.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette, antigo Moulin Radet. Rue Lepic coma a Rue Girardon. Foto: Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O nome <strong>Moulin de la Galette</strong> a partir de 1834 ficou mais conhecido como salão de dança, taberna (&#8220;<strong>guinguette</strong>&#8220;), cabaré em 1870, Music-hall em 1924, salas para programas de rádio, televisão e estúdio de radio (ORTF) até 1974. Hoje ela faz parte da lenda de <strong>Montmartre</strong> e as histórias de <strong>Paris</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-blute-fin" style="color:#a30000">Moulin Blute-fin:</h2>



<p class="has-regular-font-size">O Blute-fin foi construído em 1621 por <strong>Nicolas Guignard</strong>, no lugar de um velho moinho do século XIII que caía em ruínas. Adquirido em 1709 por <strong>Nicolas Ménessier</strong>, permaneceu nesta família até 1809 quando foi vendido a <strong>Nicolas Charles Debray</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">O moinho nas mãos da família <strong>Debray </strong>passou produzir uma farinha muito fina, cuja fama se estendeu por toda a capital.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="462" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4431" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet-300x213.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet-370x263.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin ou Moulin de la Galette (ca.1910). Foto: Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O <strong>Blute-fin</strong> teve vários nomes: De 1622 a 1640, <strong>Moulin du Palais</strong> (Moinho do Palácio); de 1640 a 1795, <strong>Moulin Bout-à-fin</strong>; de 1795 a 1835,<strong> Blute-fin</strong> (bluter é um verbo francês que significa &#8220;peneirar a farinha para separá-la do farelo&#8221;).</p>



<p class="has-regular-font-size">Muitas vezes restaurado, preservou um mecanismo interno intacto, bem como partes originais da sua estrutura de madeira, escada e mobiliário.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4433" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg 576w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris-370x493.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin (2010). Foto Rodney.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Localizado, no eixo da <em>rue Tholozé</em>, de longe podemos avistar o moinho no alto da colina. Atualmente propriedade privada não acessível ao público.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="638" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4434" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg 638w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin-249x300.jpg 249w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin-370x445.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin. Foto: Mossot.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Durante alguns anos, o <strong>Blute-Fin</strong> continuou a sua atividade original de produzir farinha de trigo, mas também foi usado como prensa de uvas para produção de vinhos de Montmartre, ou outras necessidades locais (manufaturas, construção civil…).</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Nicolas-Charles Debray</strong> proprietário dos dois moinhos <strong>Blute-fin e Radet</strong> tornou-se o empreendedor mais próspero de Montmartre e um dos homens mais famosos de <strong>Paris</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Blute-fin</strong>, último moinho de <strong>Montmartre</strong> a fazer farinha foi desativado em 1884.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-radet" style="color:#a30000">Moulin Radet:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Segundo a família <strong>Debray</strong>, o primeiro <strong>Moulin Radet</strong> foi construído em 1268, na colina <strong>Saint Roch</strong>, em frente a <strong>Porte Saint-Honoré </strong>a oeste de <strong>Paris </strong>e foi removido durante o nivelamento desta colina em 1636 por ocasião de grandes obras de urbanização realizadas durante o reinado de <strong>Luís XIII </strong>(1610-1643). </p>



<p class="has-large-font-size">O moleiro proprietário <strong>François Chapon</strong> o transferiu para <strong>Montmartre</strong> instalou-o na esquina da <em>rue de l’Abreuvoir</em> com a <em>Chemin des Brouillards</em> (atual <em>rue Girardon</em>). Ficou conhecido como <strong>Moinho Chapon</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Conforme o vilarejo de <strong>Montmartre</strong> crescia com números de habitantes, as ruas se modificavam, e o moinho mudava de lugar. Em 1717, mudou-se para um outro local, as ruas <em>Norvins</em>, <em>Girardon</em> e de <em>l’Abreuvoir</em>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Comprado por <strong>Jacques Ménessier</strong> foi totalmente restaurado por volta de 1760, tornando-se o atual <strong>Moulin Radet</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Ainda segundo a família <strong>Debray</strong>, no final do século XVIII, o <strong>Radet</strong> servia para moer o alabastro destinado a fábrica de porcelanas fundada em 1771 por <strong>Pierre Duruelle</strong>, em <strong>Clignancourt</strong>, comércio esse que tinha a proteção do irmão mais novo do rei <strong>Luís XVI </strong>(1774-1793), o <strong>Conde da Provença</strong>, futuro rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824).</p>



<p class="has-regular-font-size">Em 1812, o<strong> Radet</strong> em péssimo estado de conservação foi comprado por <strong>Nicolas Charles Debray</strong> pela modesta soma de 1.200 libras. Em 1830, moía os ingredientes necessários para uma fábrica de perfumes localizada no cruzamento das ruas <em>Norvins </em>e<em> Girardon</em>. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="477" height="310" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4435" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet.jpg 477w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet-370x240.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /><figcaption>Moinhos Blute-fin (à esquerda) e Radet (à direita), em 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Foi transferido mais uma vez em 1834, saindo da rua de<em> L’Abreuvoir</em> para esquina das ruas <em>Lepic </em>e<em> Girardon </em>ficando mais próximo do <strong>Moulin Blute-fin</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">No terreno aberto em frente ao moinho, abriu-se uma <strong>guinguette</strong> (taverna) para cursos de danças e divertimento nos fins-de semana. Cena representada por vários artistas do século XIX.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="763" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4437" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-300x224.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-768x572.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-370x276.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-970x723.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Bal du Moilin de la Galette’ (1876), por Pierre Auguste Renoir (1841-1919).</figcaption></figure>



<p class="has-regular-font-size">Além de vender as famosas galettes (broas caseiras feitas com trigo moído do moinho Blute-fin) acompanhadas por um vinho amargo cultivado das encostas da colinas de Montmartre. </p>



<p class="has-regular-font-size">O nome <strong>Galette </strong>e a qualidade das broas &#8220;galettes&#8221; contribuíram para reputação da casa e do novo comércio. </p>



<p class="has-regular-font-size">Após as reformas urbanas de Paris (1853-1870) realizadas pelo <strong>barão de Haussmann</strong> (1809-1890), <strong>Montmartre</strong> passou a fazer parte integrante de<strong> Paris</strong> e não mais considerada uma cidade vizinha.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="701" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4436" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-768x526.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-370x253.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-970x664.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Moinhos Blute-fin (à esquerda) e Radet (à direita), em 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A abertura da rue <strong>Lepic</strong> permitiu um acesso mais fácil ao topo da colina, evitando os caminhos lamacentos e mal conservados e possibilitando um acesso rápido ao salão de baile do <strong>Debray</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Com a a anexação a cidade, a população aumentou drasticamente para 57.000 habitantes em 1861, grande parte por aqueles que foram expulsos das suas residências do centro de <strong>Paris</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="262" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg" alt="" class="wp-image-4439" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg 400w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-300x197.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-380x249.jpg 380w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-370x242.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette (1898).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1870, o espaço tornou-se um <strong>Cabaré fechado</strong>, frequentando por inúmeros pintores, poetas, escritores, amantes da boemia, do álcool e dos encontros amorosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Inicialmente aberto somente aos domingos e feriados, mas com a grande frequência do público, entre 1900 a 1914, passou a funcionar quatro vezes por semana.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="476" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4440" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao-300x220.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao-370x271.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption>Moulin de la Galette, por de1900.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1895, o &#8220;<em>Bal Debray</em>&#8221; ou &#8220;<em>Bal Moulin de la Galette</em>&#8221; passou ser chamado oficialmente <strong>Moulin de la Galette</strong> tornando-se um importante ponto de encontro de toda boemia parisiense, principalmente de pintores, artistas, poetas, escritores e um lugar divertido e festivo para reuniões entre amigos e encontros amorosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">O sucesso da casa ficou conhecido por toda Paris retratada em inúmeras pinturas, canções e poemas, e a partir de 1895 passou ser chamada oficialmente como <strong>Moulin de la Galette</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="458" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4441" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing-300x211.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing-370x261.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption>Fila da entrada do Moulin de la Galette (1938-1939). Foto: Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1923, <strong>M. Debray</strong> (herdeiro da propriedade) após fechar o antigo o antigo cabaré da rua <em>Lepic </em>(entrada próximo ao<strong> Moulin Blute-fin</strong>), resolveu abrir um espaço maior, na esquina da rua <em>Girardon </em>com a rua <em>Lepic</em> um grande salão de &#8220;<strong>Music-hall</strong>&#8220;, com shows de orquestras e cantores famosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Após doar o <strong>Moulin</strong> <strong>Radet </strong>par Prefeitura de <strong>Montmartre</strong>, e cansado de esperar pela transferência para <em>Praça Jean-Baptiste Clément</em>, e preocupado que a <strong>Comissão da Velha Paris</strong> (<em>&#8220;Comité de Vieux Paris&#8221;</em>) listasse o moinho como monumento histórico, proibindo sua demolição, tomou a decisão em 1924 de desmontá-lo e reconstruí-lo com somente algumas partes do velho moinho, instalando-o no telhado do novo comércio que estava para se abrir.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="446" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4444" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg 446w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet-223x300.jpg 223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet-370x498.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px" /></a><figcaption>Cópia do  Moinho Radet construído em 1925 no teto do edifício. <br>Foto: Albert Harlingue, Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Um edifício de arquitetura simples, decorada por uma falso moinho não funcional, como no atual cabaré do <strong>Moulin Rouge</strong>. Entrada principal ornada por dois mós do antigo moinho, na esquina das<br>ruas<em> Lepic</em> e<strong> </strong><em>Girardon</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Durante vários anos foi organizado no <strong>Moulin de la Galette</strong> a Competição Internacional de Acordeão. Em 1938, o local serviu para o primeiro Campeonato Mundial de Acordeão, vencido pelo francês, <strong>Freddy Balta</strong> (1919-2002), seguido de<strong> Yvette Horner</strong> (1922-2018) e <strong>André Lips</strong> (1921-1972). </p>



<p class="has-regular-font-size">A sala foi fechada em 1966, após ter servido por com estúdios para a <strong>ORTF</strong> (rádio e televisão francesa). </p>



<p class="has-regular-font-size">O edifício foi demolido em data desconhecida, e no seu lugar foi construído em 1978, um restaurante de gastronomia francesa decorado na sua entrada com o velho e falso moinho Radet, especial para turistas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="800" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4445" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_-370x463.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption>Restaurante atual &#8220;Le Moulin de la Galette&#8221;. Foto: Autor desconhecido. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O outro, “Moulin Blute-Fin localizado no 75-77 rue Lepic é o último moinho de Montmartre original e em estado de funcionamento.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-de-la-galette-em-montmartre-lenda-ou-realidade" style="color:#a30000">Moulin de la Galette em Montmartre, lenda ou realidade:</h2>



<p class="has-regular-font-size">A história do <strong>Moulin de la Galette em Montmartre</strong> também está envolvida por lutas patrióticas. Em 30 de março de 1814, durante o cerco de Paris pelo exército imperial russo, o vilarejo de <strong>Montmartre </strong>que se encontrava fora dos limites da cidade foi invadida. Quatro irmãos<strong> Debray</strong>, assim como o filho mais velho <strong>Nicolas-Charles</strong> (proprietário dos dois moinhos, <strong>Blute-fin</strong> e <strong>Radet</strong>), resistiram aos invasores.</p>



<p class="has-regular-font-size">Três dos irmãos foram mortos no ataque e o quarto, chamado <strong>Pierre-Charles</strong>, ao ver que seu filho <strong>Nicolas-Charles</strong> agonizava por uma golpe de lança, atirou com um canhão contra os soldados russos matando vários deles.</p>



<p class="has-regular-font-size">Enraivecidos com esta resistência, os russos conseguiram prendê-lo e macabramente desmembraram seu corpo em quatro partes e fixaram nas pás do moinho<strong> Blute-fin</strong>, como exemplo a população que continuavam lutando.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Nicolas-Charles,</strong> dado como morto, sobreviveu e fez o nome do seus dos dois moinhos, <strong>Blute-fin</strong> e <strong>Radet</strong>, a entrarem para história de <strong>Montmartre</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">A tumba de <strong>Pierre-Charles Debray</strong>, encontra-se no cemitério <strong>Saint-Pierre de Montmartre</strong>, (que fiva ao lado da<strong> Basílica do Sacré-Coeur</strong>), mas com acesso somente para familiares.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="pintores-que-retrataram-os-bailes-do-moulin-de-la-galette" style="color:#a30000">Pintores que retrataram os bailes do Moulin de La Galette:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Desde o início do século XIX, vários pintores, muitos deles ainda bem desconhecidos interessaram-se pelas paisagens de Montmartre e seus moinhos. Tanto o Blute-fin quanto o Radet foram pintados com o mesmo título: Moulin de la Galette. </p>



<p class="has-regular-font-size">Fonte de inspiração principalmente para os pintores impressionistas do século XIX, apesar que pintores de outros estilos e de outros tempos também terem se servido do mesmo tema. Alguns deles são:</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Eugène Cicéri</strong> (1813-1890): <em>&#8220;Le Moulin de la Galette à Montmartre&#8221;</em> (não datado). </p>



<p class="has-regular-font-size">Ao fundo à esquerda, vemos o <strong>Moulin Blute-fin</strong> e no centro, o <strong>Moulin Radet</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="749" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-749x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4448" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-749x1024.jpg 749w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-219x300.jpg 219w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-768x1050.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-370x506.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /></a><figcaption>“Le Moulin de la Galette à Montmartre” (século XIX), de Eugène Cicéri (1813-1890). Museu Carnavalet, em Paris.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Pierre Auguste Renoir </strong>(1841-1919): <em>&#8220;Bal du Moulin de la Galette&#8221;</em> (1876). Foi o artista quem imortaliza a famosa guinguette do Moinho. Foi exibida pela primeira vez no &#8220;Salon&#8221; de Paris em 1877, na exposição dos impressionistas.</p>



<p class="has-regular-font-size">Renoir captou com esse tema, a atmosfera alegre desta popular dança que havia virado moda em Montamatre, representado pelo trajes e costumes da&nbsp;<em>&#8220;Belle Époque&#8221;</em>&nbsp;(1870-1914) de Paris. Um período de grande inovações artísticas e econômicas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="763" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg" alt="" class="wp-image-4449" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-300x224.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-768x572.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-370x276.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-970x723.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Bal du Moulin de la Galette&#8221; (1876), de Pierre Auguste Renoir (1841-1919). Museu d’Orsay.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Vincent van Gogh</strong> (1853-1890): “Le Moulin de La Galette” (1886). </p>



<p class="has-regular-font-size">Visitando frequentemente seu irmão <strong>Theo</strong> (1857-1891), que morava em <strong>Montmartre</strong> perto do moinho,&nbsp;<strong>Vincent Van Gogh</strong> pintou, em 1886,&nbsp;uma série de<em>&nbsp;Moulin de la Galette</em>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="957" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg" alt="" class="wp-image-4452" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg 957w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-300x241.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-768x616.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-370x297.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 957px) 100vw, 957px" /></a><figcaption>“Le Moulin de La Galette” (1886), de Vincent van Gogh (1853-1890).<br>Neue Nationalgalerie, em Berlim (Alemanha).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Henri de Toulouse-Lautrec </strong>(1864-1901): <em>&#8220;Au Bal du Moulin de la Galette&#8221;</em> (1889). Além de fazer também ilustrações dos cartazes do bailes que aconteciam no local.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="858" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4454" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg 858w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-300x269.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-768x687.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-370x331.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 858px) 100vw, 858px" /></a><figcaption>“Au Bal du Moulin de la Galette” (1889), de H. Toulouse-Lautrec (184-1901). Instituto de Arte de Chicago (EUA).</figcaption></figure>



<p class="has-regular-font-size">Pablo Picasso (1881-1973): <em>&#8220;Moulin de la Galette&#8221;</em> (1900). Foi o primeiro quadro que pintou em Paris.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="870" height="662" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg" alt="" class="wp-image-4455" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg 870w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-300x228.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-768x584.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-370x282.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px" /></a><figcaption>“Moulin de la Galette” (1900), de Pablo Picasso (1881-1973).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Ramón Casas </strong>(1866-1933): <em>&#8220;Au Moulin de la Galette&#8221;</em> (1892).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="586" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg" alt="" class="wp-image-4456" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg 586w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas-229x300.jpg 229w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas-370x485.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px" /></a><figcaption>&#8220;Au Moulin de la Galette”, de Ramón Casas (1866-933). Museu de Montserrat (Espanha).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Maurice Utrillo </strong>(1883-1955): <em>&#8220;Le Moulin de la Galette et Sacré-Couer&#8221;</em> (1922) e <em>&#8220;Moulin de la Galette sob a neve&#8221;</em> (1923). Pintor nativo e morador de <strong>Montmartre</strong> pintou o moinho mais de 150 vezes.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="553" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg" alt="" class="wp-image-4457" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg 750w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur-300x221.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur-370x273.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a><figcaption>“Le Moulin de la Galette et Sacré-Couer” (1822), de Maurice Utrillo. Coleção particular.</figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="662" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg" alt="" class="wp-image-4458" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-300x248.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-768x636.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-370x306.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>&#8220;Moulin de la Galette sob a neve&#8221; (1923), de Maurice Utrillo. Coleção particular.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Raul Dufy</strong> (1877-1953): <em>&#8220;Bal au Moulin de la Galette&#8221;</em> (1953).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="315" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4459" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-300x118.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-768x302.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-370x146.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>Bal au Moulin de la Galette” (1953), de Raul Dufy (1877-1953). Centro Pompidou, em Paris.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#fafe01;color:#212122"><em><strong>Quer conhecer Montmartre e outros locais de Paris? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/agendar_passeios-2.png" alt="" class="wp-image-4461"/></a></figure></div>



<p><strong>Foto capa</strong> é do <strong>Instagram</strong>: <a href="https://www.instagram.com/from_warsaw_to_paris/">from_warsaw_to_paris</a>.</p>



<p><strong>Fontes: </strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Connaissance du Vieux Paris&#8221;,</em>&nbsp;de Jacques Hillairet (Ed. Rivages, 1993).</li><li>&#8220;<em>Le guide du promeneur 18è arrondissement&#8221;</em>, de Danielle Chadych et Dominique Leborgne. </li><li><em>&#8220;Moulin de la Galette&#8221;</em>, no Wikipédia versão francesa. </li></ul>
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		<title>Ilha de la Cité em Paris</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/ilha-de-la-cite-em-paris/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 17:33:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 27 minutos</small> Ilha de la Cité em Paris. Sua origem e história teve início como uma tribo de agricultores celtas chamados: Os Parísios (&#8220;Les Parisiis&#8221;). Ilha de la Cité na época romana. Dominados pelas tropas de Júlio César em 52 a.C, os Parísios viveram pacificamente na Ilha até as primeiras invasões bárbaras dos &#8220;Alamans&#8221;, em 257 d.C. Depois tiveram que morar juntos com militares e cidadãos romanos que sairam da margem esquerda, ou melhor da cidade galo-romana Lutécia, construída no atual Quartier Latin, para <a href="https://segredosdeparis.com/ilha-de-la-cite-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 27 minutos</small></p> 
<p><strong>Ilha de la Cité em Paris</strong>. Sua origem e história teve início como uma tribo de agricultores celtas chamados: Os Parísios (&#8220;Les Parisiis&#8221;).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="482" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-1024x482.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4077" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-1024x482.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-300x141.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-768x362.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-1536x724.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-370x174.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-970x457.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas.jpg 1613w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Moeda ouro dos Parísios  (c. 125-100 a.C). Fonte: Museu Metropolitano de Artes (Nova Iorque). Foto: <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/User:PHGCOM">PHGCOM</a>.<br>Um cavalo androcéfalo conduzido por um cocheiro cavalgando sobre um inimigo caído. </figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Ilha de la Cité na época romana.</h2>



<p>Dominados pelas tropas de Júlio César em 52 a.C, os Parísios viveram pacificamente na Ilha até as primeiras invasões bárbaras dos &#8220;Alamans&#8221;, em 257 d.C.</p>



<p>Depois tiveram que morar juntos com militares e cidadãos romanos que sairam da margem esquerda, ou melhor da cidade galo-romana Lutécia, construída no atual Quartier Latin, para virem morar na Ilha de la Cité em busca de proteção contra os novos ataques inimigos.</p>



<p>O imperador Flavius Claudius Julianus ou César Juliano o Apóstata (ca. 332 -363) foi o último militar romano a morar na ilha. Chegou a fixar residência em 357 num Palácio militar construído especialmente para ele (atual Palácio da Justiça). Mas com um exército diminuído (300 homens) e poucos recursos para um combate, ele e seus homens foram para Constantinopla (antiga capital do Império Romano do oriente) abandonando a ilha e o resto da cidade nas nas mãos dos pobres Parísios, das poucas famílias romanas e para quem quisesse invadir.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="605" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-3980" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_-300x177.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_-768x454.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_-370x219.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_-970x573.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Paris durante ocupação romana (357 d.C.). Atlas General Historia e Geografia, de Vidal Lablache.</figcaption></figure>
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<p>Durante esse período de ocupação romana a cidade foi chamada de Lutécia, palavra derivada do latim, Lutum, que quer dizer lama, lugar úmido e pantanoso. Esse nome pejorativo de cidade lamacenta ou cidade lamaçal foi devido as grandes cheias do rio Sena que invadiam grandes áreas de terra do continente e na ilha.</p>



<p>Lutécia chegou a ter entre 5 mil a 10 mil habitantes, uma vila modesta comparada a outras grandes cidades romanas como Lugduno, atual cidade de Lyon. Construída segundo os planos urbanísticos tradicionais da época era composto por fóruns, palácios, termas, templos, teatros, arena, anfiteatro e vias principais (linha de norte ao sul) chamada: Cardo (&#8220;<em>Cardus Maximum</em>&#8220;) e vias secundárias (de leste a oeste) chamada: Decúmano (&#8220;<em>Decumanus</em>&#8220;).</p>



<p>A via principal romana Cardo (linha Norte-Sul) era onde se encontrava o comércio, feiras livres, mercados e centros administrativos (ex: Fórum romano). Decúmano ou via secundária, era onde se encontravam os acampamentos militares e as habitações populares.</p>



<p>Atravessava a atual <em>rue Saint-Jacques</em> (margem esquerda) passando por uma ponte simples de madeira (lado estreito do rio Sena) e entrava na Ilha de la Cité pela <em>rue de la Cité</em> passando por uma segunda ponte no lado mais largo do rio Sena e continuava pela atual<em> rue Saint-Martin. </em></p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="625" height="475" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-3985" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris.jpg 625w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris-300x228.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris-370x281.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Cardo e Decúmano romano em Paris.</figcaption></figure>
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<p class="has-large-font-size">A palavra<strong> Cardo</strong> deu origem aos atuais <strong>Pontos Cardeais</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="540" height="480" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos.jpg" alt="" class="wp-image-3982" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos.jpg 540w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos-300x267.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos-370x329.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pontos cardeais. </figcaption></figure>
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<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Ilha de la Cité: Sede do poder real e religioso.</h2>



<p>Por volta de 360 d.C, os 1.500 mil habitantes que restaram na ilha composta de Parísios nativos e Parísios mesclados com romanos, mudaram o nome da cidade para Paris em homenagem aos seus antepassados gauleses celtas.</p>



<p>Em 451, a Santa Genoveva (Geneviève), futura padroeira da cidade, conseguiu convencer esses poucos habitantes que se encontravam na ilha a não fugir diante dos bárbaros guerreiros nômades, os Hunos, comandos pelo temível rei Átila (434-453).</p>



<p>Orando junto com eles por um milagre ou por uma grande jogada da santa que soltou um “fake news” nas redes sociais da época, dizendo que os habitantes da cidade estavam todos morrendo de peste, Átila sabendo disso preferiu contornar a ilha e partir guerrear mais para o sudoeste, exatamente na cidade de Orléans.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="662" height="900" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses.jpg" alt="" class="wp-image-3988" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses.jpg 662w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses-221x300.jpg 221w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses-370x503.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 662px) 100vw, 662px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Santa Genoveva acalma os parisienses na aproximação de Átila. <br>Pintura mural (afresco), de Jules Elie Delaunay (1828-1891).</figcaption></figure>
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<p>Clóvis (466-511) rei dos francos, após se converter na fé cristã em 498 em Reims, ganhou batalhas contra os romanos fez alianças com tribos bárbaras do norte da Europa, (Godos, Ostrogodos e os Armoricanos) recebeu a benção da santa Genoveva e entrou triunfante em Paris em 508, como herói, salvador e protetor da cidade.</p>



<p>Paris nessa época tornou-se a capital do seu reinado e a antiga residência do imperador César Juliano, na Ilha de la Cité, ficou sendo seu Palácio real.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="589" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-3989" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris-300x173.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris-768x442.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris-370x213.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris-970x558.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Clovis e Clotilde&#8221; (1811). Esboço de Antoine-Jean Gros (1771-1835) para a cúpula do Panteão, em Paris.</figcaption></figure>
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<p>Suas razões por essa escolha eram sem dúvidas estratégicas e também de importância simbólica: o reino franco não possuía administração e nada que caracterizasse um estado moderno, e os reis francos que sucederam Clóvis não deram importância para a cidade.</p>



<p>Clóvis conseguiu ainda que seu exército se convertesse em cristãos promovendo ainda mais a divulgação da doutrina católica por todas as cidades da Gália (futura França) vencidas por ele. Essa nova onda de católicos em Paris fez que surgisse muitas igrejas na ilha fortificando assim o poder do rei e da Igreja sobre os todos os homens da nova fé.</p>



<p>O antigo templo galo-romano dedicado a Júpiter foi substituído entre 511 e 558 por uma grande basílica cristã dedicada a Saint Etienne (Santo Estevão, primeiro mártir do cristianismo), próximo do local futura Catedral de Notre-Dame de Paris, e outras mais foram construídas por toda a ilha como as Igrejas: &#8220;Saint-Jean-le-Rond&#8221;, &#8220;Saint-Germain-le-Vieux&#8221;, os mosteiros femininos, &#8220;Saint-Christophe&#8221; e &#8220;Saint-Martial&#8221;, entre outras.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Ilha de la Cité atacada pelos Vikings.</h2>



<p>O rei dos Francos, Carlos Magno (768-814) também por motivos políticos e estratégicos mudou a capital de Paris para a cidade de Aix-la-Chapelle, atual Aachen, na Alemanha.</p>



<p>Período conturbado de guerras, acordos e conquistas, a cidade de Paris acabou ficando concentrada na Ilha de la Cité e defendida por ordens de Carlos II, o Calvo (843-877), pelas antigas muralhas galo-romana e duas grande torres chamadas: &#8220;Petit Châtelet e Grand Châtelet&#8221; que protegiam o acesso as duas pontes que ligavam a ilha ao continente. Mas assim mesmo não foi possível evitar as invasões vikings em: 845, 856, 857, 866 e 876.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="631" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-3992" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris-768x606.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Cerco da Ilha de la Cité em Paris, pelos Vikings em 845. <br>Digitalizado da revista de história alemã Der Spiegel Geschichte (6/2010), Hamburgo 2010, p.33.</figcaption></figure>
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<p>A volta dos vikings ocorreu em 886, com 40 mil homens em 700 embarcações (&#8220;langskip&#8221;) acampados em Saint-Germain-des-Prés, margem esquerda da Ilha de la Cité, tinham a intenção de atravessar Paris subindo contra correnteza pelo rio Sena e invadir as cidades da Borgonha.</p>



<p>O bispo de Paris, Gozlyn ao recusar essa passagem, os viking se instalaram e contra-atacaram fazendo um longo cerco por toda a Ilha. Durante a demora de uma resposta favorável passaram a destruir habitações e igrejas que se encontravam nas margens esquerda e à direita do rio Sena.</p>



<p>A destruição somente não foi maior porque o conde de Paris, Eudo I (852-898), um tipo de prefeito de Paris, na falta do rei, acabou negociando o pagamento de um alto tributo a eles, inclusive autorizando a passagem das embarcações por Paris, na paz. </p>



<p>Eudo I por essa vitória foi eleito rei da França Ocidental entre 888-898, substituindo o rei dos francos do oriente, Carlos III, o Gordo (885-887) acusado de ter demorado para proteger a cidade.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="435" height="550" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France.jpg" alt="" class="wp-image-3995" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France.jpg 435w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France-237x300.jpg 237w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France-370x468.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Eudes de França (888-898). Gravura de autor anônimo.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Ilha de la Cité na Idade Média.</h2>



<p>A origem do nome Ilha de la Cité surgiu no ano 954, quando a cidade de Paris foi dividida pela primeira vez em distritos (arrondissement). A Ilha ficou no &#8220;Quartier de la Cité&#8221; (Quarteirão da Cidade).</p>



<p>A ilha por ser sido fortificada uma primeira vez na época galo-romano e depois reforçada durante as invasões vikings tornou-se hábito dizer que a cidade (cité) se encontrava dentro da muralha da Ilha, pois tudo que se encontrava fora foi praticamente arrasada. Esse hábito deu origem ao nome:<strong> Ilha de la Cité</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="603" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-1024x603.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-3997" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-1024x603.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-300x177.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-768x453.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-370x218.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-970x572.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000.jpg 1047w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ilha de la Cité, por volta do ano 1000.</figcaption></figure>
</div>


<p>O Palácio de la Cité onde morou o conde de Paris tornou-se uma residência real, apesar do rei Hugo Capeto (987-996) e alguns de seus descendentes, preferiram morar na cidade de Orléans.</p>



<p>Com o Luís VI (1108-1137) foi diferente, pois esse rei fixou residência no Palácio de la Cité trazendo sua corte, o parlamento e toda cúria sacerdotal de Paris. A cidade tornou-se um importante centro de ensino religioso e Paris voltou ser a capital do reino da França com sede na Ilha de la Cité. Além de ordenar que fossem realizadas obras importantes para a urbanização da ilha.</p>



<p>Seus sucessores deram continuidade nas reformas como por exemplo nas construções das pontes: &#8220;aux Changeurs&#8221; (atual Pont au Change), Pont Saint-Michel, Pont Notre-Dame (antiga Grand-Pont).</p>



<p>A vulnerabilidade da Ilha de la Cité foi amenizada com a construção da muralha de Filipe Augusto (1180-1223), rodeando as duas margens do rio Sena e a construção da Fortaleza do Louvre, futuro palácio Real, atual Museu do Louvre.</p>



<p>O rei sucessor Luís IX (1226-1270), futuro São Luís, deu continuidade na construção da Catedral de Notre Dame (1163-1345), nas reformas do Palácio de la Cité, no início da construção da Santa-Capela (1241-1248) e mais 12 igrejas reforçando ainda mais a autoridade episcopal e o poder político financeiro representado pela pessoa do rei.</p>



<p>Filipe IV, o Belo (1285-1314) aumentou ainda mais o Palácio de la Cité ordenando a construção da &#8220;Conciergerie&#8221; para ser a sede do governo de Paris.</p>



<p>Em 1364 o rei Carlos V (1364-1380) abandonou o Palácio para morar no Palácio do Louvre, antiga fortaleza medieval de Filipe II Augusto, transformada em residência real.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="620" height="310" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-3999" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio.jpg 620w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio-300x150.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio-370x185.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Palácio de São Luís e a Santa Capela (século XIII), na Ilha de la Cité. Paris 3D – Dassault.</figcaption></figure>
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<p>A ilha permaneceu intacta por alguns anos, até a chegado do rei Henrique III (1574-1589) que ordenou em 1578, a construção da Pont Neuf para ligar as duas margens, pelo extremo ocidental da ilha.</p>



<p>Após sua morte, seu sucessor Henrique IV (1589-1610) deu continuidade na construção da ponte e de outras reformas urbanas, como a construção de 32 edifícios populares em volta da Praça Dauphine edificada sobre três ilhas que haviam sido unificadas no final do século XV: Ilha dos Judeus, (L’île aux Juifs), Ilha dos Passadores de Vacas (Île des Passeurs de Vaches) e Ilha de &#8220;La Gourdaine&#8221; (nome de um moinho que existiu no local) ou Ilha do Patriarca (&#8220;Île du Patriarche&#8221;).</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1023" height="647" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4000" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf.jpg 1023w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf-300x190.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf-768x486.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf-370x234.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf-970x613.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1023px) 100vw, 1023px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Plaça Dauphine e a Ponte Neuf. Planta de Mérian (1615).</figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="735" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4002" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois-300x215.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois-768x551.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois-370x266.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois-970x696.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem à esquerda, Ilha de la Cité, antes da unificação das três ilhas.<br>Imagem à direita, Ilha de la Cité, unificada para construção de 32 edifícios em volta da praça Dauphine.</figcaption></figure>
</div>


<p>Nos séculos XVII e XVIII, a Ilha de la Cité sofreu várias transformações arquitetônicas impostas por novas regras construtivas, como alinhamento dos edifícios no solo, materiais e fachadas.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="881" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4003" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576-300x264.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576-768x677.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576-370x326.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576-970x855.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Mapa de Paris de 1576, com a inscrição “Icy est le vrai pourtraict naturel de la ville, cité, université de Parisy”<br>(Aqui está o verdadeiro retrato natural da cidade, centro, universidade de Paris). Museu Carnavalet. ©Luisa Ricciarini/Leemage.</figcaption></figure>
</div>


<p>Durante a Revolução Francesa a Ilha de la Cité passou ser chamada de Ilha da Fraternidade (&#8220;Île-de-la-Fraternité&#8221;).</p>



<p>No século XIX, novas ruas foram criadas e pontes foram construídas em novos locais ou em locais que já existentes: Pont de l’Archevêché , Ponte Arcole, Ponte Notre-Dame, Petit-Pont-Cardinal-Lustiger, Ponte au Double.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Transformações Hausmannianas.</h2>



<p>As maiores transformações na Ilha de la Cité aconteceram durante o Segundo Império pelo prefeito de Paris, o barão Georges-Eugène Haussmann (1809-1891) que apagou quase todos os vestígios galos-romanos e medievais da ilha. Restando somente as Arenas de Lutécia, as Termas de Cluny (no atual Museu de Cluny) e a Cripta arqueológica no subsolo da Praça da Notre-Dame.</p>



<p>Centenas de casas e uma dezena de igrejas foram arrasadas, 25.000 pessoas expulsas e novas construções foram edificadas como a sede da Prefeitura de Polícia de Paris (1859), Tribunal de Comércio (1865), ruas foram alargadas como: Boulevard du Palais, rue de la Cité, rue de Lutèce e aberta a praça em frente a Catedral de Notre Dame (Parvis de Notre-Dame).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="402" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4005" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann.jpg 602w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann-370x247.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ilha de la Cité remodelada por Haussmann : novas ruas transversais (vermelho), espaços públicos (azul claro) e novos edifícios (azul) .</figcaption></figure>
</div>


<p>Houve a importante demolição do antigo Hôtel-Dieu (hospital) que se encontrava implantada na parte sul da praça de Notre-Dame, junto a margem esquerda, e a construção de um novo Hôtel-Dieu (1868 e 1875), modernizado, no lado norte da mesma praça.</p>



<p>A única parte antiga medieval poupada das reformas de Haussmann foram as ruas e edifícios que encontram-se próximos a Catedral de Notre-Dame.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Pontes da Ilha de la Cité.</h2>



<p>Desde a época romana muitas pontes foram construídas, algumas destruídas por cheias do rio Sena, substituídas ou reformadas nas revoluções industriais tecnológicas e metalúrgicas dos séculos XIX e XX, dando mais segurança aos pedestres e aos veículos de transportes que o utilizam frequentemente.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="564" height="799" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4007" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris.jpg 564w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris-212x300.jpg 212w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris-370x524.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">As nove (9) pontes da Ilha de la Cité, Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>Hoje existem no total nove (9) pontes que ligam o continente a Ilha de la Cité. São elas por ordem de antiguidade:</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">1 – Pont au Change.</h3>



<p>Antigamente chamada de &#8220;Grand-Pont&#8221; foi a primeira a ser construída no século IX, por ordens do rei Carlos II, o Calvo (843-877). Em 1111 foi destruída e reconstruída na mesma margem direita, mas alguns metros mais a oeste, em oposição ao &#8220;Petit-Pont&#8221;.</p>



<p>Passou a ser chamada de &#8220;Pont-aux-Changeurs&#8221; (Ponte dos cambistas) a partir do reinado de Luís VII (1137-1180) e &#8220;Pont au Change&#8221; (Ponte ao Câmbio), nome atual, em razão dos joalheiros e cambistas da época que utilizavam a ponte para trocas de moedas, cobranças e empréstimos em nome dos bancos que representavam.</p>



<p>Várias vezes destruída e reconstruída por causa das inundações do rio Sena em: 1196, 1206, 1280, 1296, 1616, 1621, 1647, 1651, 1658 e 1668.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="613" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-1024x613.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4009" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-1024x613.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-300x180.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-768x460.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-370x222.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-970x581.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552.jpg 1177w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Mapa parcial de Paris (por volta de 1552) de Truschet et Hoyau.</figcaption></figure>
</div>


<p>Reconstruída entre 1858 a 1860, durante as reformas urbanas de Paris, pelo Barão Haussmann (1809-1891), por ordens de Napoleão III (1852-1870).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4008" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris-970x647.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte au Change. Detalhe do “N” de Napoleão III. Foto: Fu Ling.</figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">2 – Petit-Pont-Cardinal-Lustiger.</h3>



<p>O &#8220;Petit Pont&#8221; foi renomeada em 2013 &#8220;Petit-Pont-Cardinal-Lustiger&#8221;, em homenagem ao cardeal e arcebispo de Paris, Jean-Marie Lustiger (126-2007).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4011" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris-970x647.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Petit-Pont-Cardinal-Lustiger. Foto: David Brossard.</figcaption></figure>
</div>


<p>Construída com um só arco entre 1850 a 1853, durante as reformas urbanas de Paris, pelo Barão Haussmann (1809-1891), por ordens de Napoleão III (1852-1870). Ela faz a ligação entre a rue de la Cité, na Ilha de la Cité e rue Saint-Jacques (antigo eixo do Cardo romano), na margem esquerda.</p>



<p>Recebeu esse nome &#8220;Petit Pont&#8221;, em oposição ao antigo Grand-Pont que atravessava o lado mais extenso do rio Sena na margem direita. Foi destruída e reconstruídas em 1111, 1185, 1196. 1200, 1375.</p>



<p>Até 1378, data da construção da Ponte Saint-Michel era a única ponte da margem esquerda a ter acesso a Ilha de la Cité.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">3 – Pont Saint-Michel.</h3>



<p>Construída por três arcos em 1857, durante as reformas urbanas de Paris, pelo Barão Haussmann (1809-1891), por ordens de Napoleão III (1852-1870). Se encontra alinhada com a Pont au Change.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4014" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris-970x647.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte Saint-Michel. Detalhe “N” de Napoleão III. Foto: Ricardo JCF.</figcaption></figure>
</div>


<p>Ela faz a ligação da Praça Saint-Michel (margem esquerda) ao Boulevard du Palais na Ilha de la Cité. Tem 68 metros de comprimento, composta por três arcos de pedra em pleno centro. Em cada fachada entre os arcos encontra-se dois &#8220;N&#8221;, emblema imperial de Napoleão III.</p>



<p>O desenho da ponte serviu como modelo para construção do &#8220;Pont au Change&#8221; (visto acima, item 1).</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">4 – Pont Notre-Dame.</h3>



<p>Construída em 1853 durante as reformas urbanas de Paris, pelo Barão Haussmann (1809-1891), por ordens de Napoleão III (1852-1870). Inicialmente tinha cinco arcos, mas em 1912 três deles foram substituídos por um único arco em estrutura metálica e dois restaram na sua construção inicial em pedra.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/jumpermikko-Pont_Notre-Dame.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/jumpermikko-Pont_Notre-Dame-1024x675.jpg" alt="" class="wp-image-4019"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte Notre-Dame. Foto: Pedro Szekely. Fonte: <a href="https://www.instagram.com/jumpermikko/">jumpermikk</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Se encontra alinhada no antigo Cardo romano, onde existia antigamente o &#8220;Grand-Pont&#8221;, ligando a margem direita, pela rue Saint-Martin com a rue de la Cité, na Ilha de la Cité.</p>



<p>O &#8220;Grand-Pont&#8221; (atual &#8220;Pont-au-Change&#8221;) foi destruída pelos vikings em 886 e reconstruído no final do século IX, mais para o oeste da Ilha e, no espaço deixado foi construída uma passarela em madeira chamada: &#8220;Pont de Planches de Mibray&#8221;, levada por uma inundação do rio Sena, em 1406. Reconstruída de forma mais sólida com um novo nome: &#8220;Pont Notre-Dame&#8221;, entre 1413 e 1421.</p>



<p>Em 1499, uma grande enchente do rio Sena, causou o desabamento da ponte e das casas que encontravam-se sobre ela causando muitas mortes. Reconstruída e destruídas outras vezes, somente as fundações da ponte construída em 1853 foram o que restaram para a construção da ponte atual.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">5 – Pont Neuf.</h3>



<p>&#8220;Pont Neuf&#8221; (Ponte Nova) ao contrário do que seu nome parece nos indicar é a mais antiga de Paris. Recebeu esse nome no século XVI por ter sido a primeira ponte a ser construída sem habitações sobre ela.</p>



<p>É a primeira ponte de pedra a cruzar toda a extensão do rio Sena, além de ser a única até então a ter uma calçada exclusiva para proteger os pedestres do trânsito das carruagem e cavalos e a primeira a ter pequenos balcões em meia-lua para comerciantes fazerem seus negócios.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/pont-neuf-paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/pont-neuf-paris.jpg" alt="" class="wp-image-4015"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont Neuf. Foto: : Henry Marion.</figcaption></figure>
</div>


<p>Obra iniciada em 1578, por ordens do rei Henrique III (1574-1589), na ponta oeste da Ilha de la Cité (atual ponta &#8220;du Vert Galant&#8221;), mas por dificuldades financeiras, guerras de religiões e questões políticas, só foi finalizada em 1604 pelo seu sucessor, Henrique IV (1589-1610).</p>



<p>A &#8220;Pont Neuf&#8221; na verdade é composta de duas pontes independentes que passam pela ponta da Ilha de la Cité, uma grande de 160 metros, com 7 arcos, atravessando a extensão maior do rio Sena (margem direita), e uma outra menor de 78 metros, com 5 arcos atravessando a extensão menor do Sena (margem esquerda).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1023" height="647" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4021" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615.jpg 1023w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615-300x190.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615-768x486.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615-370x234.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615-970x613.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1023px) 100vw, 1023px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont Neuf (1615). Detalhe do mapa de Mérian.</figcaption></figure>
</div>


<p>Seus arcos aproximadamente arqueados têm largura irregular. Arcos de pleno centro de diversas larguras. O aspecto atual da ponte é muito semelhante a primeira ponte finalizada em 1604. No entanto, ela passou por várias intervenções como: consolidação das fundações, restaurações dos arcos, reparações e reconstruções gerais.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="801" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-1024x801.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4025" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-1024x801.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-300x235.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-768x601.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-370x289.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-970x759.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz.jpg 1075w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont Neuf atual. Foto: <a href="https://www.instagram.com/world_walkerz/">World Walkerz</a>.</figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">6 – Pont au Double.</h3>



<p>A primeira &#8220;Ponte Double&#8221; foi construída entre 1626 a 1632 e ligava o hospital (Hôtel Dieu) que se encontrava nas duas margens do rio, no lado esquerda. Cada pessoa que passava por ela tinha que pagar um pedágio de &#8220;double denier&#8221; (dois denários ou duas moedas de prata) que deu origem ao nome da ponte: Ponte au Double.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Double.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Double.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4026"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont au Double, Paris. Foto: FS999.</figcaption></figure>
</div>


<p>Outras se seguiram conforme a urbanização da ilha, uma desmoronou em 1709, a outra foi desmontada em 1847 e refeita para permitir a passagem de embarcações. </p>



<p>Ela faz a ligação do Parvis da Notre-Dame, na Ilha de la Cité com a via expressa da margem esquerda, o Quai Montebello.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">7 – Pont Saint-Michel.</h3>



<p>Liga a ponta oeste da&nbsp;Ilha de São Luís&nbsp;com a&nbsp;Ilha de la Cité&nbsp;dando acesso aos fundos da&nbsp;Catedral de Notre-Dame de Paris.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-1024x468.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4027"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte Saint-Louis atual. Foto: Mbzt.</figcaption></figure>
</div>


<p>A&nbsp;primeira ponte foi construída entre 1630 e 1634, chamava-se&nbsp;&#8220;Pont Saint-Landry&#8221;&nbsp;ou&nbsp;&#8220;Pont de Bois&#8221;, destruída por uma enchente em 1710. Foi reconstruída por uma&nbsp;segunda ponte em 1717, próximo ao local da anterior, mas com um novo nome:&nbsp;&#8220;Pont Rouge&#8221;, mas também foi destruída por uma enchente do&nbsp;Sena, em 1795.</p>



<p>Uma&nbsp;terceira&nbsp;foi construída em 1804, chamada&nbsp;Ponte de la Cité, desabou em 1811. Em 1842, surgiu a quarta (4°) e primeira com o nome&nbsp;Saint-Louis&nbsp;(ou&nbsp;Luís IX, rei da França entre 1226 a 1270) ligando as duas ilhas. Era uma passarela de pedestre que resistiu por quase 20 anos.</p>



<p>Substituída em 1861, por uma&nbsp;quinta&nbsp;ponte servindo de passagem de carroças e carruagens. Era toda metálica. Permaneceu no local por muito tempo, até ser acidentada por um barco que bateu em um dos seus pilares levando ao desmoronamento e a morte de três pedestres, em 1939.</p>



<p>A&nbsp;sexta&nbsp;ponte foi uma passarela provisória construída em 1941, durante a ocupação nazistas (Segunda Guerra Mundial).</p>



<p>A&nbsp;sétima&nbsp;e atual&nbsp;&#8220;Ponte Saint-Louis&#8221;&nbsp;teve sua construção entre 1968 e 1970.</p>



<p>Projeto dos arquitetos&nbsp;Jabouille&nbsp;e&nbsp;Creuzot, realizados pelos engenheiros&nbsp;Long-Depaquit&nbsp;e&nbsp;Coste. Composta por uma única viga em aço de 67 metros de comprimento por 16 metros de largura é a mais moderna entre as seis pontes que chegam na ilha.</p>



<p>Desde 2014 é proibida a travessia de automóveis e motos. Aberta somente aos pedestres e bicicletas.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">8 – Pont d&#8217;Arcole.</h3>



<p>A &#8220;Pont d&#8217;Arcole&#8221; substituiu uma antiga ponte suspensa de ferro construída em 1828 para pedestres conhecida como: &#8220;Pont de la Grève&#8221;, (greve era nome original da atual praça do l’Hôtel de Ville).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-dArcole.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-dArcole.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4031"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte d’Arcole, Paris. Foto: Arburak.</figcaption></figure>
</div>


<p>Foi demolida e reconstruída após um decreto imperial de 31 de agosto de 1854, para aliviar o excesso de tráfego resultante da abertura da Rue de Rivoli.</p>



<p>Ela liga a Ilha de la Cité com a Câmara municipal de Paris ou Prefeitura de Paris (&#8220;Hôtel de Ville&#8221;), na margem direita.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3"> 9 – Pont de l’Archevêché:</h3>



<p>A &#8220;Pont de l&#8217;Archevêché&#8221; (Ponte do Arcebispo) é mais estreita de Paris. Foi construída em 1828 por um conjunto de três arcos de alturas variadas 15 m, 17 m e 15 metros. Tem 68 metros de comprimento por 11 metros de largura.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_de_lArcheveche_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_de_lArcheveche_Paris-1024x594.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4044"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont de l&#8217;Archevêché. Foto: Mbzt.</figcaption></figure>
</div>


<p>Recebeu esse nome com relação ao nome do Palácio do Arcebispo que se encontrava localizado a sudeste da Notre-Dame, entre a Catedral e o Sena, destruído por uma revolta popular contra a igreja, em 1831.</p>



<p>Ela liga a via expressa Quai de Montebello, na margem esquerda com o Quai de l’Archevêché, na Ilha de la Cité, atrás da Catedral de Notre-Dame.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Lugares a serem visitados na Ilha de la Cité.</h2>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Praça Dauphine.</h3>



<p>A Praça Dauphine é a segunda Praça Real de Paris. Foi inaugurada em 1614, depois da Praça des Vosges (1612). Construída por ordens do rei Henrique IV (1589-1610), em homenagem ao nascimento de seu filho primogênito e sucessor (delfim) e futuro rei da França, Luís XIII (1601-1644).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="696" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4040" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu-300x204.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu-768x522.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu-370x251.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu-970x659.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Praça Dauphine em Paris. Imagem do programa de  TV: “Des Racines et des Ailes.</figcaption></figure>
</div>


<p>Projetada de forma triangular com somente dois acessos tinha como primeiro objetivo proteger os banqueiros e mercadores da região que poderiam fazer suas negociações seguras próximas ao Palácio da Justiça e, os 32 edifícios idênticos construídos para pessoas de baixa renda e comerciantes, enquanto que na Praça des Vosges havia sido reservado para uma elite aristocrática, rica e burguesa.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Palácio da Justiça.</h3>



<p>Antiga fortaleza defensiva da Ilha de la Cité tornou-se tempos mais tarde residência real conhecida na história como Palácio de la Cité, sede do poder entre os séculos X e XIV. No seu conjunto encontra-se a Santa Capela e a Conciergerie.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-1024x681.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4043" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-1024x681.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-300x199.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-768x511.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-370x246.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-970x645.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Palácio da Justiça em Paris. Foto: Pline.</figcaption></figure>
</div>


<p>O atual Palácio de Justiça abriga as principais instituições jurídicas de Paris. Possibilidade de visita da Sala dos Passos Perdidos (&#8220;Salle des Pas-Perdus&#8221;), &#8220;Cour de May&#8221;(pátio central), Vestíbulo de Harlay e outros locais.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Santa Capela (Sainte-Chapelle).</h3>



<p>Construída em dois níveis, entre 1241 a 1248, dentro do antigo Palácio de la Cité, (atual Palácio da Justiça) por ordens do rei Luís IX / São Luís (1223-1270), para abrigar as 22 relíquias da paixão de Cristo, como: A Santa Coroa de Espinhos, um fragmento de madeira da Cruz, um dos pregos que fixou Jesus na Cruz, entre outros instrumentos do suplício de Jesus.</p>



<p>Depois do incêndio da Catedral de Notre-Dame em 15 de abril de 2019, as relíquias encontram-se protegidas nos cofres do Museu do Louvre até a reabertura em 08 de dezembro de 2024.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-819x1024.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4052" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-819x1024.jpg 819w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-768x960.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-370x463.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Santa Capela (Sainte-Chapelle) em Paris. Foto: <a href="https://www.instagram.com/ag_photographe/">AG_Photographe</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>O nível térreo da Capela era destinado ao culto paroquial para nobreza e pessoas comuns do palácio real, enquanto que o primeiro andar era destinado ao rei, rainha e convidados reais para veneração das Santas Relíquias.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="907" height="1023" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4048" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris.jpg 907w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-266x300.jpg 266w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-768x866.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-370x417.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 907px) 100vw, 907px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Santa Capela (Sainte-Chapelle) em Paris. Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>Um interior composto de 15 painéis gigantes (15 metros) de vidros coloridos (total de 615 m²). Sendo que 14 deles, o tema é bíblico: Antigo testamento (à esquerda) e Novo testamento (à direita). No painel central ao fundo, na parte baixa é contado a história de Santa Helena (250-330), e no mesmo painel na parte alta, a história do rei Luís IX (São Luís) e a aquisição das Santas Relíquias.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Conciergerie.</h3>



<p>A Conciergerie juntamente com a Santa Capela são os vestígios principais que restaram do antigo conjunto do Palácio de la Cité (atual Palácio da Justiça), antiga sede do poder real na França, entre os séculos X e XIV.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="923" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-1024x923.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4050" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-1024x923.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-300x270.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-768x692.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-370x333.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-970x874.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Conciergerie. Foto: <a href="https://www.instagram.com/franck_lammens/">franck_lammens</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Edifício austero gótico construído no final do século XIII durante o reinado de Filipe IV (1285-1314) com extensão do Palácio de la Cité, para administração de Paris.</p>



<p>Concierge era o título dado ao governador geral de Paris e Conciergerie o local onde ele residia.</p>



<p>Coma mudança do rei Carlos V (1364-1380) para a fortaleza do Louvre a Conciergerie passou ser ocupada como prisão e o Concierge um importante personagem nomeado pelo rei para assegurar a ordem, o policiamento e o dia a dia dos prisioneiros ali enviados em espera de julgamento.</p>



<p>Em 1314, Jacques de Molay (1243-1314), o <em>Grande Mestre da Ordem dos Templários </em>foi torturado na Torre do &#8220;Bon-Bec&#8221;, local onde sob tortura as pessoas confessavam seus crimes ou assumiam mesmo sendo inocentes.</p>



<p>De 1793 a 1795, no período do &#8220;Terror&#8221;, o Grande Júri do Tribunal Revolucionário instalou-se na Conciergerie para julgar e condenar por volta de 2.500 prisioneiros a guilhotina em Paris.</p>



<p>A profissão Concierge depois de extinta foi substituída pela profissão do &#8220;Carrasco&#8221;. A prisioneira mais famosa foi a rainha Maria Antonieta (1774-1793) que ficou 2 meses e 14 dias aguardando seu julgamento. Condenada saiu da Conciergerie em charrete para ser guilhotina no dia 16 de outubro de 1793 (oito meses depois de Luís XVI) na Praça da Revolução, atual Praça da Concórdia.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Catedral de Notre-Dame de Paris.</h3>



<p>Catedral Notre-Dame de Paris, obra-prima da arquitetura gótica religiosa francesa foi construída entre 1163 e 1345, sobre a antiga Catedral Saint-Etienne (século IV), que por sua vez havia sido construída sobre um velho Templo pagão dedicado a Júpiter (mitologia romana) no período da ocupação romana de Paris.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_.jpg" alt="" class="wp-image-4054" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_-370x493.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Catedral de Notre-Dame de Paris. Foto: DXR.</figcaption></figure>
</div>


<p>Situada em frente ao marco &#8220;Zero&#8221; (ponto geográfico que marca a distância entre Paris e de todas as cidades da França), a catedral é dedicada a Nossa Senhora Mãe de Jesus, em francês: Notre-Dame.</p>



<p>Danificada durante a Revolução Francesa e muito desgastada pelo tempo, a Catedral foi objeto de uma grande restauração no século XIX, comandada pelo arquiteto Viollet-le-Duc (1814- 1879).</p>



<p>Em 15 de abril de 2019, um grande incêndio destruiu parcialmente a parte superior da Catedral, causando muitos danos, mas graça a intervenção de 400 bombeiros, o interior da igreja e seus tesouros foram salvos, com exceção do telhado, algumas gárgulas e a a flecha principal que ruíram com o fogo.</p>



<p>Atualmente a Igreja se encontra fechada, com data confirmada para sua abertura em 08 de dezembros de 2024.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Cripta arqueológica da Ilha de la Cité.</h3>



<p>Situada no subsolo do Parvis da Catedral de Notre-Dame (praça em frente a Catedral) é considerada uma das mais importante da Europa, pois nos oferece uma visão única da evolução urbana e arquitetônica da Ilha de la Cité.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="675" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4057" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-300x198.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-768x506.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-380x249.jpg 380w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-650x427.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-370x244.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-970x639.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Cripta arqueológica da Ilha de la Cité, Paris. Foto: Jean-Pierre Dalbéra.</figcaption></figure>
</div>


<p>Construída em 1980 com o objetivo de apresentar os vestígios arqueológicos descobertos durante as<br>escavações realizadas entre 1965 e 1972.</p>



<p class="has-text-color has-background" style="color:#000000;background-color:#f7ff00"><em><strong>Gostaria de conhecer a Ilha de la Cité em Paris e outros locais comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/agendar-visita.png" alt="" class="wp-image-3764"/></figure>
</div>


<p><strong>Foto capa</strong>:<em> </em><a href="https://www.instagram.com/world_walkerz/">World Walkerz</a><em>.</em></p>



<p><strong>Fontes:</strong> </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8220;<a href="http://www.paris.culture.fr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Paris Culture</em></a>&#8220;. Paris Gallo-romain.</li>



<li><em>&#8220;Lutèce, Paris des origines à Clovis&#8221;</em>, de Joël Schmidt. (Ed. Perrin, 2009).</li>



<li><em>&#8220;Et Lutèce devint Paris, métamorphoses d&#8217;une citée au IVe siècle&#8221;.</em> (Ed. Paris Musées, 2011).</li>



<li>&#8220;<em>Résumé du Paris antique</em>&#8220;,&nbsp;de Paul-Marie Duval. (Ed. Paris Hermann, 1972).&nbsp;</li>



<li>&#8220;<em>Parísios</em>&#8220;, <em>&#8220;Île de Saint-Louis</em>&#8220;, e outros temas, no site do Wikipédia França.</li>
</ul>


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