<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Segredos de Paris</title>
	<atom:link href="https://segredosdeparis.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://segredosdeparis.com/</link>
	<description>Histórias, Arte e Informações sobre Paris e a França.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 19 Jan 2025 12:30:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/03/cropped-Segredos-de-Paris-logo-32x32.png</url>
	<title>Segredos de Paris</title>
	<link>https://segredosdeparis.com/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O Culto da Razão</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/o-culto-da-razao/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/o-culto-da-razao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Nov 2023 14:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=5502</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> O Culto da Razão surgiu em meados da década de 1790, como parte da tentativa de eliminar a influência da Igreja Católica e da monarquia absolutista na França. Para compreender a origem filosófica desse movimento, é necessário retroceder e examinar as influências intelectuais que o moldaram. A Revolução Francesa, um dos eventos mais emblemáticos da história, foi marcada por mudanças sociais, políticas e culturais que moldaram o mundo contemporâneo. Entre as transformações mais notáveis desse período, destaca-se a ascensão do Culto da <a href="https://segredosdeparis.com/o-culto-da-razao/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/o-culto-da-razao/">O Culto da Razão</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> 
<p>O <strong>Culto da Razão</strong> surgiu em meados da década de 1790, como parte da tentativa de eliminar a influência da Igreja Católica e da monarquia absolutista na França. Para compreender a origem filosófica desse movimento, é necessário retroceder e examinar as influências intelectuais que o moldaram.</p>



<p>A Revolução Francesa, um dos eventos mais emblemáticos da história, foi marcada por mudanças sociais, políticas e culturais que moldaram o mundo contemporâneo. Entre as transformações mais notáveis desse período, destaca-se a ascensão do <strong>Culto da Razão</strong>, um movimento filosófico que refletiu os ideais iluministas e os princípios da Revolução.</p>



<p>Os filósofos do Iluminismo, como <strong>Voltaire</strong> (1694-1778), <strong>Montesquieu</strong> (1689-1755), <strong>Jean-Jacques Rousseau </strong>(1712-1778) e <strong>Diderot</strong> (1713-1784), foram os precursores desse <strong>Culto</strong>. Eles promoveram a ideia de que a razão humana era a ferramenta fundamental para alcançar o progresso, a justiça e a liberdade. Defendiam a separação entre a Igreja e o Estado, argumentando que a religião muitas vezes era usada para manter o poder opressivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Princípios e significados do Culto da Razão</h2>



<p>Um dos princípios centrais do <strong>Culto da Razão </strong>era a crença na capacidade da razão humana de construir uma sociedade baseada na <strong>Liberdade</strong>,<strong> Igualdade</strong> e<strong> Fraternidade</strong>. Inspirados pelos ideais iluministas, os líderes revolucionários buscavam promover o pensamento crítico, a educação e a secularização da sociedade ou seja o abandono dos preceitos culturais que se apoiam na religiosidade. Eles acreditavam que a razão, em vez da religião, deveria ser o alicerce da moralidade e da ética.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="822" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-1024x822.jpg" alt="" class="wp-image-5511" style="aspect-ratio:1.245742092457421;width:840px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-1024x822.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-300x241.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-768x616.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-370x297.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-970x778.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple.jpg 1276w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;A Liberdade guiando o povo&#8221; (1830), de Eugène Delacroix (1798-1863). Museu do Louvre.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1793, durante o governo radical conhecido como o <em>&#8220;Reino do Terror&#8221;</em>, a Convenção Nacional Francesa proclamou o <strong>Culto da Razão</strong> como a religião oficial do país. Templos da Razão foram estabelecidos em toda a França, e as cerimônias religiosas foram substituídas por celebrações da razão. Essas cerimônias incluíam discursos, música, dança e a leitura de textos filosóficos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Festa da Razão</h2>



<p>Em <strong>10 de agosto de 1793</strong> foi realizada na praça da Bastilha, a primeira <strong>Festa da Razão</strong> ou <strong>Festa da Unidade e Indivisibilidade </strong>celebrada pelo presidente da Convenção Nacional, <strong>Hérault de Séchelles</strong> (1759-1794). Na ocasião foi erguida uma alegoria egípcia da natureza, em forma de estátua de gesso da deusa<strong> Ísis</strong>, ladeada por dois leões sentados, e que jorrava água dos seus seios. Nomeada como a <strong>Fonte da Regeneração</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" width="1024" height="627" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-1024x627.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5515" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-1024x627.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-300x184.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-768x470.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-370x227.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-970x594.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<p>A <strong>deusa Razão</strong>, também conhecida como a <strong>Deusa da Liberdade ou </strong>&#8220;<strong>Liberté</strong>&#8221; foi um símbolo icônico durante o período revolucionário francês (1789 e 1794), e seu culto desempenhou um papel central na efêmera religião do <strong>Culto da Razão </strong>celebrada em inúmeras igrejas transformadas em <strong>Templos da Razão</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" width="900" height="318" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5531" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg 900w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-300x106.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-768x271.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-370x131.jpg 370w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Inscrição na parede da igreja de Saint-Martin em Ivry-la-Bataille (Normandia).</figcaption></figure>
</div>


<p>O “<strong>culto</strong>” manifestou-se entre 1793 e 1794 (anos II e III) através de procissões carnavalescas, desnudamento de igrejas, cerimônias iconoclastas, cerimônias de mártires da revolução, etc. As cerimônias eram destinadas a substituir os cultos religiosos tradicionais, vistos como símbolos do antigo regime e da opressão. </p>



<p>Em 20 de Brumário de 1793, do calendário republicano francês ou <strong>10 de novembro de 1793</strong>, do calendário gregoriano houve uma grande <strong>Festa da Razão</strong><em> </em> organizada por <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Pierre-Gaspard_Chaumette">Pierre-Gaspard Chaumette</a> (1763-1794), procurador da Comuna de Paris, no interior da<strong> Catedral de Notre-Dame de Paris</strong>, renomeada para o evento como<strong> </strong>&#8220;<strong>Templo da Razão</strong>&#8220;. </p>



<p>A estátua da<strong> Virgem Maria</strong> foi retirada do altar-mor da catedral, e substituída por uma montanha feita em madeira. Num cenário de inspiração antiga, algumas jovens, sacerdotisas da filosofia, celebraram o culto da <strong>deusa Razão</strong>. No alto da montanha a <strong>deusa</strong> foi personificada por uma jovem atriz chamada <strong>Thérèse-Angélique Aubry</strong> (1772-1829), vestida em branco drapeado coberta por uma túnica azul (em referência ao manto da Virgem Maria), usava um boné frígio dos revolucionários e iluminada pela tocha a <strong>liberdade</strong>, símbolo a primazia da razão sobre a religião. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="855" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg" alt="" class="wp-image-5543" style="aspect-ratio:1.11328125;width:840px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg 855w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-300x269.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-768x690.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-370x332.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 855px) 100vw, 855px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">La fête de la raison à Notre-Dame de Paris le 10 novembre 1793 (1878), por Charles-Louis Müller (1815-1892).</figcaption></figure>
</div>


<p>A Festa teve como objetivo substituir os rituais religiosos tradicionais da Igreja Católica por celebrações baseadas na razão e no pensamento secular. </p>



<p>Membros da <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Commune_de_Paris_(R%C3%A9volution_fran%C3%A7aise)">Comuna de Paris</a> estavam escoltados por um coro de meninas vestidas de branco e coroadas com folhas de carvalho ficaram na base da montanha, dançando e cantando. Muitos discursos enfatizavam os princípios da Revolução Francesa, como a liberdade, a igualdade e a fraternidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="665" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-1024x665.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5526" style="aspect-ratio:1.5398496240601505;width:841px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-1024x665.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-970x629.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793.jpg 1279w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Gravura autor desconhecido (1793), Paris, BnF (Biblioteca Nacional da França).</figcaption></figure>
</div>


<p>Finalizada a festa na Notre-Dame, o cortejo continuou pelas ruas de Paris  até os jardins das Tulherias, onde encontrava-se a sede da <strong>Convenção Nacional</strong>. A <strong>deusa Razão</strong> depois de cortejada pelo Presidente da casa e seus representantes políticos voltou a Catedral aclamada pelo população em<em>&nbsp;</em>êxtase pela nova ordem social e política do país. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Fim do Culto da Razão</h2>



<p>O <strong>Culto da Razão</strong>, no entanto, não sobreviveu por muito tempo. Foi substituído pelo <strong>Culto do Ser Supremo</strong>, uma tentativa de criar uma religião deísta que incorporasse elementos religiosos mais tradicionais. A Revolução Francesa estava em constante evolução, e a religião e a filosofia eram frequentemente usadas como ferramentas políticas para atingir objetivos específicos.</p>



<p>Agora, tanto o <strong>Culto da Razão</strong> como e os eventos ocorrido nas <strong>Festas da Razão</strong> encontraram resistência de muitos setores da sociedade francesa. O governo revolucionário liderado por <strong>Robespierre</strong> (1758-1794) tentou substituir o &#8220;Culto&#8221; pelo <strong>Culto do Ser Supremo</strong>, uma religião deísta mais moderada, como parte de seus esforços para estabelecer um equilíbrio entre a razão e a espiritualidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="993" height="591" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg" alt="" class="wp-image-5557" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg 993w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-300x179.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-768x457.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-370x220.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-970x577.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 993px) 100vw, 993px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;La fête de l&#8217;Être Suprême, au Champ-de-Mars&#8221; (1794), por  Pierre-Antoine Demachy (1723-1807). Museu Carnavalet (Paris).</figcaption></figure>
</div>


<p>Apesar de sua efemeridade, o <strong>Culto da Razão </strong>deixa um legado duradouro. Ele ilustra como os ideais filosóficos podem influenciar e moldar movimentos políticos e sociais. Além disso, ele destacou a importância da razão como um princípio orientador na busca pela justiça e pela igualdade, princípios que continuam a ressoar na sociedade contemporânea.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p>O <strong>Culto da Razão</strong> na Revolução Francesa teve suas raízes na filosofia iluminista, que promovia a primazia da razão humana como uma força transformadora. Embora tenha sido efêmero, ele desempenhou um papel significativo na tentativa de remodelar a sociedade francesa, estabelecendo a razão como a pedra angular dos ideais revolucionários de liberdade, igualdade e fraternidade.</p>



<p>Após a queda de <strong>Robespierre </strong>e a ascensão de <strong>Napoleão Bonaparte </strong>(1769-1821), a <strong>deusa Razão</strong> e os princípios que ela representava continuaram a influenciar o pensamento político e filosófico na França e em todo o mundo. Ela permanece como um símbolo duradouro da busca pela razão, liberdade e justiça, que continuam a ser valores centrais na sociedade moderna.</p>



<p class="has-text-color has-background" style="color:#0e0e0e;background-color:#fff300"><em><strong>Gostaria de passear por Paris e outros regiões? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico comigo.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-5298"/></a></figure>
</div>


<p><strong>Fontes</strong> <strong>bibliográficas</strong>: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>L&#8217;église Notre Dame devient temple de la Raison</em> , de Gérard Michel (<a href="http://obermundat.org/vie-quotidienne/42-l-eglise-notre-dame-devient-temple-de-la-raison">Obermund</a>).</li>



<li><em>&#8220;Le culte de la raison et le culte de l&#8217;être suprême (1793-1794)</em>&#8220;, por Alphonse Aulard (Paris, Félix Alcan,&nbsp;coleção: &#8220;Bibliothèque d&#8217;histoire contemporaine&#8221;&nbsp;1892,&nbsp;VIII-371).</li>



<li>&#8220;Culte de la Raison&#8221;, Wikipédia versão francesa.</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/o-culto-da-razao/">O Culto da Razão</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/o-culto-da-razao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O incrível roubo pelos franceses no Rio</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/o-incrivel-roubo-pelos-franceses-no-rio/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/o-incrivel-roubo-pelos-franceses-no-rio/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2022 15:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=5268</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 8 minutos</small> O incrível roubo pelos franceses no Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1711 pelo ex-corsário de Saint-Malo (França), René Duguay-Trouin (1673-1736) e sua esquadra de 15 navios e 6.000 homens. Corsário: Comandante de um navio autorizado por uma carta do governo do seu país a saquear e atacar navios de outras nações em períodos de guerras. Eram usados como um meio fácil e barato para enfraquecer o inimigo, perturbar suas rotas marítimas e logísticas de comércio. Teoricamente era um Pirata <a href="https://segredosdeparis.com/o-incrivel-roubo-pelos-franceses-no-rio/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/o-incrivel-roubo-pelos-franceses-no-rio/">O incrível roubo pelos franceses no Rio</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 8 minutos</small></p> 
<p><strong>O incrível roubo pelos franceses no Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1711</strong> pelo ex-corsário de Saint-Malo (França), <strong>René Duguay-Trouin</strong> (1673-1736) e sua esquadra de 15 navios e 6.000 homens.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="773" height="1000" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt.jpg" alt="O incrível roubo pelos franceses no Rio" class="wp-image-5272" style="width:713px;height:923px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt.jpg 773w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt-232x300.jpg 232w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt-768x994.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rene_Duguay-Trouin_-Antoine_Graincourt-370x479.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 773px) 100vw, 773px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Retrato de René Duguay-Trouin&#8221; (século  , de Antoine Graincourt (1748-1823).</figcaption></figure>
</div>


<p>Corsário: Comandante de um navio autorizado por uma carta do governo do seu país a saquear e atacar navios de outras nações em períodos de guerras. Eram usados como um meio fácil e barato para enfraquecer o inimigo, perturbar suas rotas marítimas e logísticas de comércio. Teoricamente era um<strong> Pirata</strong> credenciado para roubar.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#530202">Quem foi René Duguay-Trouin?</h2>



<p>Um dos marinheiros mais famosos da França nasceu em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Saint-Malo">Saint-Malo</a> em 10 de junho de 1673. Primeiramente destinado ao sacerdócio estudando em um seminário em Rennes. Expulso em 1684 por mau comportamento.</p>



<p>Filho de Luc Trouin (1637-1687) e de Marguerite Boscher (1635-1705). Descendentes de uma antiga família de comerciantes armadores de Saint-Malo, que também possuíam o consulado francês em Málaga, na Espanha, por quase duzentos anos. Quando nasceu, a posição de cônsul era ocupada plo seu tio, René-Etienne Trouin irmão mais novo de seu pai. Padrinho em seu batismo, lhe deu seu primeiro nome, René.</p>



<p>Ao perder seu pai em 1687, seu tio René, o recomedou a Etienne Piednoir de La Villeneuve, comandante corsário para embarcar como marinheiro voluntário aos 16 anos no navio, &#8220;<em>Trinité</em>&#8220;.</p>



<p>Um início perigoso com lutas, abordagens, espadas e muitas mortes&#8230; Mas assim mesmo, sem nenhuma experiência, distinguiu-se pela sua bravura e coragem. </p>



<p>Aos 18 anos, recebeu um pequeno comando. Em 1706, tornou-se capitão-general das costas de Saint-Malo. Após inúmeras aventuras com sucesso, recebeu promoções e cartas de nobreza em 1709. Capitão dos navios do rei Luís XIV aos 24 anos, Cavaleiro da Ordem de Saint-Louis aos 34 anos, enobrecido aos 36, Comandante de esquadrão aos 42 anos.</p>



<p>Aos 50 anos, em 1723, fez parte do conselho de administração da Companhia &#8220;Perpetuelle des Indes&#8221; e foi nomeado Tenente-General dos exércitos navais em 1728. Acabou comandando sucessivamente os portos de Brest em 1731 e Toulon em 1736. </p>



<p>O balanço do número de batalhas e abordagens em que Duguay-Trouin participou ou que liderou entre 1689 a 1711 foi estimado em pouco mais de oitenta, ou seja, uma média de quase sete confrontos por ano.</p>



<p>O alto da carreira de Duguay-Trouin abrange as duas últimas guerras de Luís XIV: a Guerra da Liga de Augsburgo (1689-1697) e a Guerra da Sucessão Espanhola (1702-1713). Dois longos conflitos europeus, onde o reino da França se encontrou sozinho, (ou quase) em terra e no mar contra todos os seus vizinhos unidos contra ele.</p>



<p>Dois conflitos onde a França teve que contar com um imenso esforço naval contra as duas potências da época: as Províncias Unidas (hoje Holanda) e o Reino da Grã-Bretanha.</p>



<p>Muito desinteressado, quase pobre, doente e muito cansado em consequência dos inúmeros ferimentos de guerra, morreu em Paris em 27 de setembro de 1736. Seu corpo repousa atualmente na Catedral de Saint-Vincent, em Saint-Malo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#530202">Duguay-Trouin saqueando o Rio de Janeiro.</h2>



<p>De todas as expedições de Duguay-Trouin, a mais famosa foi à tomada do Rio de Janeiro em 21 de setembro de 1711. O projeto vinha amadurecendo desde 1706 que era interceptar a frota anual de ouro que trazia metais preciosos do Brasil para Lisboa.</p>



<p>Em 1710, o capitão Jean-François Duclerc fez uma tentativa com 5 navios e 1.100 soldados, mas a expedição foi um fracasso, perdeu 400 dos seus homens e foi preso com o restante. Acabou sendo assassinado em 18 de março 1711, em circunstâncias obscuras pelos portugueses.</p>



<p>A operação de 1711 era antes de tudo uma vingança pelo fracasso de Duclerc e tinha como principal objetivo resgatar os 700 homens prisioneiros, tomar o controle da colônia portuguesa no Rio de Janeiro e trazer o máximo das riquezas do Brasil para França.</p>



<p>Diante de uma coalizão europeia no contexto da Guerra da Sucessão Espanhola, Brasil colônia portuguesa e aliada a Inglaterra, o idoso rei-sol Luís XIV (1638-1715) querendo recuperar o seu prestígio e a autoestima da marinha francesa que vinha sendo humilhada colocou a disposição de Duguay-Troin uma frota de 15 navios e 6.000 homens para a missão saquear o Rio de Janeiro.</p>



<p>Sem dinheiro, Luís XIV teve que contar com ajuda financeira dos armadores de Saint-Malo que emprestaram 700 mil libras para os custos da expedição. Empréstimo aceito na condição que o lucro dos despojos roubados fosse divido com o rei.</p>



<p>A esquadra francesa deixou La Rochelle em 9 de junho de 1711 . Entrou na baía de Guanabara no dia em 12 de setembro. Fechada por uma enseada estreita e fortificações poderosas, parecia inexpugnável. Duguay-Trouin com muita autoridade força a passagem sob o fogo dos canhões portugueses e consegue desembarcar no fundo da baía antes de sitiar a cidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="982" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711.jpg" alt="O incrível roubo pelos franceses no Rio" class="wp-image-5284" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711.jpg 982w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711-300x235.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711-768x601.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711-370x289.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Rio_de_Janeiro_1711-970x759.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 982px) 100vw, 982px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Entrada de Duguay-Trouin baia da Guanabara (RJ &#8211; Brasil), em 12 de setembro de 1711. <br>Mapa publicado nas &#8220;Memórias de Duguay-Trouin&#8221;, em 1740.</figcaption></figure>
</div>


<p>Apoiado pelos bombardeios dos seus navios, em onze dias de combates, todos os fortes que cercava a baía foram tomados um após o outro, dando-lhe uma vitória esmagadora em 21 de setembro de 1711.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#530202">Ouro e riquezas tropicais saqueados.</h2>



<p>Francisco de Castro Morais (?-1738) governador e capitão geral da capitania do Rio de Janeiro, foi forçado a negociar com Duguay-Trouin para evitar a destruição e o saque completo da cidade.</p>



<p>Foi recuperada uma fortuna considerável em ouro e bens tropicais foram, libertados 500 prisioneiros franceses ainda vivos da primeira expedição de Duclerc, mais 60 navios mercantes, três navios de guerra, duas fragatas e uma imensa quantidade de carga foram tomadas ou queimadas. A cidade do Rio de Janeiro sofreu um dano de mais de 25 milhões de libras.</p>



<p>O sucesso da expedição confortou Luís XIV em um momento crucial da Guerra. Duguay-Trouin trouxe-lhe uma fortuna colossal totalizado 1,35 toneladas de ouro e 1,6 milhão de libras de mercadorias, além de demonstrar que os ingleses ainda não tinham o controle dos mares.</p>



<p>O ex-corsário Duguay-Trouin com tantas aventuras e vitórias foi promovido a Almirante Comandante da Ordem Real e Militar de São Luís, a mais alta distinção para um oficial da marinha.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="627" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade.jpg" alt="O incrível roubo pelos franceses no Rio" class="wp-image-5291" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade.jpg 627w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade-245x300.jpg 245w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Um_navio_pego_por_uma_tempestade-370x453.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 627px) 100vw, 627px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Um navio pego por uma tempestade&#8221; (1680), de Willem van de Velde the Younger (1633-1707).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#530202">Duguay-Troiun herói do rei Luís XIV.</h2>



<p>Todos os navios voltaram para França em 13 de novembro de 1711. Retorno muito difícil porque a frota foi atingida por uma violenta tempestade após cruzar o equador. Ao chegar ao porto de Brest, em 6 de fevereiro de 1712, três deles afundaram, sendo que o &#8220;Le Magnanime&#8221; que trazia 600 mil libras em ouro e prata desapareceu com toda a carga e tripulação em pleno alto mar.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="734" height="505" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest.jpg" alt="O incrível roubo pelos franceses no Rio" class="wp-image-5292" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest.jpg 734w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest-300x206.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/portdeBrest-370x255.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 734px) 100vw, 734px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Porto de Brest no final do século XVII e início do XVIII. Autor desconhecido.</figcaption></figure>
</div>


<p>No entanto, o benefício financeiro da operação permaneceu considerável chegando a Brets mais de 1,3 toneladas de ouro, sem contar os 1.600 mil libras de carga de dois navios que retornaram muito mais tarde após um grande desvio pelo mar do sul. </p>



<p>Segundo Duguay-Trouin: A operação deu um lucro de 92% aos investidores e um benefício político enorme para o rei Luís XIV, a quem a notícia do sucesso da expedição lhe deu uma grande satisfação&#8221;.</p>



<p>O impacto da expedição foi considerável na Europa, especialmente entre as nações marítimas em guerra contra a França. Os ingleses em primeiro lugar, sem falar nos portugueses, cuja mais bela cidade colonial havia sido saqueada apesar da aliança inglesa. </p>



<p>Duguay-Trouin foi aclamado como um herói felicitado pessoalmente pelo rei Luís XIV foi convidado a contar com detalhes sua conquista carioca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="451" height="500" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV.jpg" alt="" class="wp-image-5289" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV.jpg 451w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV-271x300.jpg 271w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/Duguay-trouin-e-Luis-XIV-370x410.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">René Duguay-Trouin contando suas façanhas a Luís XIV, <br>em seu retorno da expedição ao Rio. <br>Obra de Chasselai, data desconhecida, Museu do Rio.</figcaption></figure>
</div>


<p>Segundo Duguay-Trouin: “<em>O rei teve o prazer de mostrar-me grande satisfação com a minha conduta e uma grande vontade de obter-me a recompensa por isso; ele teve a gentileza de me conceder uma pensão de duas mil libras (…) enquanto esperava minha promoção a comandante de esquadrã</em>o.&#8221;</p>



<p class="has-text-color has-background has-large-font-size" style="color:#0e0e11;background-color:#f9ff00"><em>Agende sua visita guiada em  Paris e outros regiões clicando no botão abaixo ou pelo botão do Whatsapp para um contato mais rápido. Aguardo seu contato! Tom Pavesi </em></p>



<p> </p>
<p> </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/08/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-5298"/></a></figure>
</div>


<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;Mémoires de Duguay-Trouin (1689-1715</em>)&#8221;, de René Du Guay-Touin. (Ed. Foucault 1820).</li>



<li><em>&#8220;Histoire de Duguay-Trouin&#8221;</em>, de Gabriel de La Landelle. </li>



<li><em>&#8220;Sac de Rio, pour la France… et pour le butin!&#8221;</em>, de Fraçois Thomazeau. (Guerres et Histoire n°3, set. 2011).</li>



<li><em>&#8220;René Duguay-Trouin&#8221;</em>, Wikepédia versão francesa.</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/o-incrivel-roubo-pelos-franceses-no-rio/">O incrível roubo pelos franceses no Rio</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/o-incrivel-roubo-pelos-franceses-no-rio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ópera Garnier em Paris</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/opera-garnier-em-paris/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/opera-garnier-em-paris/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 11:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=4691</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 18 minutos</small> Ópera Garnier em Paris. Em 29 de dezembro de 1860 através de um decreto ministerial de utilidade pública foi aberto um concurso arquitetônico para a construção de uma nova Ópera de Paris para substituir a antiga e a inconveniente Ópera Le Peletier, onde o imperador Napoleão III e esposa sofreram um atentado em 14 de janeiro de 1858. História da Ópera Garnier. Entre 171 projetos, o escolhido foi o desconhecido e jovem arquiteto de 36 anos, Charles Garnier (1825-1898) que até aquele <a href="https://segredosdeparis.com/opera-garnier-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/opera-garnier-em-paris/">Ópera Garnier em Paris</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 18 minutos</small></p> 
<p><strong>Ópera Garnier em Paris.</strong> Em 29 de dezembro de 1860 através de um decreto ministerial de utilidade pública foi aberto um concurso arquitetônico para a construção de uma nova<strong> Ópera de Paris </strong>para substituir a antiga e a inconveniente <strong>Ópera Le Peletier</strong>, onde o imperador <strong>Napoleão III</strong> e esposa sofreram um atentado em <strong>14 de janeiro de 1858</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="633" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4701" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier-300x185.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier-768x475.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier-370x229.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_por_Garnier-970x600.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Elevação fachada principal da Ópera Garnier. Desenho de Charles Garnier.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="historia-da-opera-garnier" style="color:#a30000">História da Ópera Garnier.</h2>



<p>Entre 171 projetos, o escolhido foi o desconhecido e jovem arquiteto de 36 anos, <strong>Charles Garnier</strong> (1825-1898) que até aquele momento ainda não havia construído nada de grande importância, mas tinha em seu currículo um importante prêmio de arquitetura em 1840, em Roma, Itália.</p>



<p>Questionado sobre suas chances de ganhar respondeu um pouco antes de sair o resultado: <em> “J’ambitionne beaucoup, mais j’espère peu” (tradução: &#8220;Sou bastante ambicioso, mas espero pouco&#8221;).</em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="823" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-823x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4702" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-823x1024.jpg 823w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-241x300.jpg 241w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-768x955.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto-370x460.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Charles_Garnier_arquiteto.jpg 829w" sizes="auto, (max-width: 823px) 100vw, 823px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Charles Garnier (entre 1876 e 1884), arquiteto da Ópera Garnier. Foto: Antoine S. Adam-Salomon&nbsp;&nbsp;(1818–1881).&nbsp;<a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/Creator:Antoine_Samuel_Adam-Salomon"></a>&nbsp;<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q2857548"></a></figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Charles Garnier</strong> foi declarado vencedor por unanimidade do júri contra importantes nomes da arquitetura como: <strong>Charles Rohault de Fleury </strong>(1801-1875), arquiteto oficial dos monumentos de Paris e principalmente <strong>Eugène Viollet-le-Duc </strong>(1814-1879), arquiteto favorito da imperatriz <strong>Eugénia</strong> (esposa de <strong>Napoleão III</strong>), muito conhecido por suas restaurações em diversas construções medievais pela França, castelos, fortes e igrejas (Catedral de Notre-Dame de Paris).</p>



<p>Construída entre 1862 e 1875 para satisfazer os prazeres luxuosos exigidos pela classe aristocrática de Paris e principalmente de servir como propaganda política de <strong>Napoleão III </strong>(1852-1870), que após o atentado precisava reforçar sua soberania e seu poder imperial.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="764" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-1024x764.jpg" alt="" class="wp-image-4704" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-1024x764.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-300x224.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-768x573.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-370x276.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier-970x724.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Escritorio_de_arquitetura_Charles_Garnier.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Charles Garnier (segundo da direita) e equipe trabalhando no projeto (ca. 1870).<br>Foto: Louis-Émile Durandelle (1839–1917).</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Garnier</strong>, jovem artista romântico concentrou toda sua energia, criatividade e seus talentos acadêmicos ao serviço desse projeto na qual dedicou-se 14 anos de sua vida (1861-1875) finalizando como uma proeza arquitetônica e determinante para história universal, realizando assim uma das óperas mais belas do mundo, copiada (e/ou inspirada) por arquitetos de vários países.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="665" height="900" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4706" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador.jpg 665w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador-222x300.jpg 222w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Garnier_esboco_entrada_imperador-370x501.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 665px) 100vw, 665px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Esboço da entrada lateral para o imperador Napoleão III feito pela equipe de Charles Garnier.</figcaption></figure>
</div>


<p>Conhecida como <strong>Ópera de Paris </strong>passou a ser chamada como <strong>Ópera Garnier </strong>(ou <strong>Palácio Garnier</strong>) para ser diferenciada da outra monumental Ópera de Paris chamada <strong>Ópera da Bastilha</strong>, inaugurada em 13 de julho de 1989.</p>



<p>A localização da área para construção dessa nova Ópera aproveitou-se das grandes reformas urbanas de Paris realizadas pelo <strong>Barão Haussmann </strong>(1809-1891), prefeito da cidade que haviam sido começadas em 1852.</p>



<p>Muito bem pensada pois ficou estrategicamente próxima ao <strong>Palácio das Tulherias</strong> e ao <strong>Museu do Louvre</strong> ligada somente por uma nova avenida chamada <strong><em>Avenue Napoléon</em></strong> (homenagem ao próprio), mas rebatizada em 1873 como: <strong><em>Avenue de l’Opéra</em></strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="640" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/avenida_da_Opera_Paris.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4707" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/avenida_da_Opera_Paris.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/avenida_da_Opera_Paris-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/avenida_da_Opera_Paris-370x370.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">Avenue de l’Opéra, em Paris. Foto: A.G. Photographe.</figcaption></figure>
</div>


<p>Uma avenida sem arborização pensada justamente para não comprometer a perspectiva da Ópera e larga o bastante para passagem de tropas militares em casos de revoltas populares contra o imperador.</p>



<p>Os trabalhos só começaram em 21 de julho de 1862, quando foi colocada a 1° pedra pelo conde <strong>Alexandre Colonna Walewski</strong> (1810-1868), filho legítimo de <strong>Napoleão Bonaparte I</strong> (1769-1821) com sua amante a polonesa a condessa <strong>Marie Walewska </strong>(1786-1817). Foi também presidente do júri do concurso que declarou <strong>Garnier </strong>vencedor.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="591" height="535" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4708" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris.jpg 591w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris-300x272.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Colocacao-da-1°-pedra-da-Opera-Garnier-Paris-370x335.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Colocação da 1° pedra da Ópera Garnier pelo Conde Walewski em 21 de julho de 1862. Gravura 1862, de T. Thorigny, F. Lix e E. Roevens.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas as obras só foram terminadas em 1875, por diversos fatores alheios a vontade <strong>Garnier</strong>. Por problemas administrativos, políticas e financeiros (exemplo: custo global da obra bem mais alto do que o estimado no início do projeto pelo próprio <strong>Garnier</strong>).</p>



<p>Além de problemas técnicos, <strong>Charles Garnie</strong>r em 1861 quando começou a trabalhar nas fundações do edifício não esperava descobrir um terreno úmido e pantanoso. Para lutar contra a infiltração de água ele primeiro pensou em usar bombas, sem sucesso, depois passou para um outro sistema que também foi um fracasso. </p>



<p>Até surgir a ideia de construir um reservatório de concreto impermeável. Inacessível ao público essa piscina subterrânea repleta de carpas e outros peixinhos tem uma dupla função; reserva de água para os bombeiros de Paris, em caso de incêndio da Ópera e base estrutural do conjunto da obra. </p>



<p>Essa história deu origem a lenda de um lago subterrâneo alimentado por um rio que leva o nome de <em>&#8220;</em><strong><em>Grange-Batelière</em></strong><em>&#8220;</em>, relatado no romance<em> &#8220;<strong>O Fantasma d</strong></em><strong><em>a Ópera</em></strong><em>&#8220;</em>(1909), de <strong>Gaston Leroux</strong> (1868-1927).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4710" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-1024x1024.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-768x768.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-370x370.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier-970x970.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Lago_subterraneo_Opera_Garnier.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Lago subterrâneo da Ópera Garnier. Foto: Google “Arts &amp; Culture”.</figcaption></figure>
</div>


<p>Outro fator de demora para finalizar a obra foi uma longa paralização durante a guerra franco-prussiana (1870 a 1871), onde uma área da Ópera foi reservada como depósito de mantimentos para os soldados e depósito de fenos para cavalos. Como consequência os recursos foram desviados para construção do novo hospital de Paris o <strong>“Hôtel-Dieu”</strong>.</p>



<p>E por último com o fim do regime imperial de <strong>Napoleão III</strong> em 1870, todos problemas da finalização da obra ficaram para serem resolvido por<strong> Garnier</strong> e os novos dirigentes republicanos.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="701" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-1024x701.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4711" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-1024x701.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-768x526.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-370x253.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia-970x664.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Garnier-Litografia.jpg 1314w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Litografia de autor desconhecido da Ópera Garnier.</figcaption></figure>
</div>


<p>Foi no 2° Império com <strong>Napoleão III</strong> que começou a construção, mas foi na <strong>Terceira República</strong> que a <strong>Ópera Garnier</strong> foi inaugurada em <strong>5 de janeiro de 1875</strong> pelo presidente <strong>Patrice Mac-Mahon</strong> (1873-1879) com a presença do lorde-prefeito de Londres, do rei da Espanha, <strong>Afonso XII</strong> (1874-1885), a rainha-mãe <strong>Isabel II</strong> <strong>de Espanha </strong>(1830-1904) e mais 2 mil pessoas vindas de toda Europa.</p>



<p>Os espetáculos apresentado nesse dia foram: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;La Muette de Portici&#8221;</em>, de Auber (1782-1871). Abertura;</li>



<li><em>&#8220;La Juive&#8221;</em>, de Halévy (1799-1862); </li>



<li><em>&#8220;L’ouverture de Guillaume Tell&#8221;</em>, de Rossini (1792-1868);  </li>



<li><em>&#8220;La Bénédiction des poignards des Huguenots&#8221;</em>, de Giacomo Meyerbeer (1791-1864); </li>



<li><em>&#8220;La Source&#8221;,</em> balé de Léo Delibes (1836-1891).</li>
</ul>



<p>Por incrível que pareça <strong>Charles Garnier</strong> não foi convidado para inauguração da sua obra, pois líderes do novo governo o achavam ainda muito ligado ao antigo regime e a política imperialista de seu amigo e falecido <strong>Napoleão III</strong> (1808-1973). Sua presença somente aconteceu porque ele mesmo comprou discretamente um camarote no 2° nível.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="743" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4712" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875.jpg 743w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875-218x300.jpg 218w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_da_Opera_Garnier_Paris_5_de_janeiro_de_1875-370x510.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Inauguração da Ópera Garnier, 5 de janeiro de 1875 pintura feita em (1878), por  Édouard Detaille (1848-1912).</figcaption></figure>
</div>


<p>A ingratidão do governo contra <strong>Garnier</strong> entretanto foi recompensada na saída do espetáculo, pois ao ser reconhecido na grande escadaria foi ovacionado e aplaudido por uma multidão de pessoas como um verdadeiro “<strong>Star</strong>” e herói. Para ele foi uma noite de glória, reconhecimento público e de triunfo pessoal.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="699" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-1024x699.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4714" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-1024x699.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-768x524.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-370x253.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875-970x662.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Inauguracao_Opera_Garnier_5_de_janeiro_de_1875.jpg 1392w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Inauguração de l&#8217;Opéra. Ovação para Charles Garnier. Desenho de M. Lix (le Monde illustré, 16 de janeiro de 1875).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="a-grande-escadaria" style="color:#a30000">A Grande Escadaria.</h2>



<p>No programa arquitetônico de <strong>Charles Garnier</strong>, a grande escadaria foi pensada para ser o verdadeiro coração do teatro. Seguindo o modelo do teatro de Bordeaux, ele desenvolveu uma estrutura monumental de 30 metros de altura para uma escadaria em mármore branco, com rampas policromadas em mármore e dupla revolução. De cada lado há escadas secundárias que levam aos vestíbulos e aos diferentes andares do espetacular salão.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="854" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4894" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons.jpg 854w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons-250x300.jpg 250w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons-768x921.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_Escalier_Wikimedia_Commons-370x444.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 854px) 100vw, 854px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Grande escadaria da Ópera Garnier. Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>Cercada por grandes arcos sustentadas por colunas duplas e quadruplas, galerias que se abrem no vazio central da escadaria, oferecendo sacadas de várias colorações de mármore feitas para apreciar o desfile dos espectadores nos degraus (palco dos espectadores). Um teatro antes do outro grande teatro (plateia e cena).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="669" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4895" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier-300x201.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier-768x514.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier-370x248.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Monumental_escadaria_Opera_Garnier-970x649.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Grande escadaria da Ópera Garnier. Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>O lindo colorido de pedra é reforçada por uma forte iluminação dourada fornecida pelos grandes candelabros de ferro fundido. O conjunto todo da Ópera é uma verdadeira propagando da indústria mineralógica do Império Francês. Um trabalho original pensada para uma sociedade elitista, onde <strong>Charles Garnier</strong> teve que contar com grandes pintores e renomados escultores, bem com uma equipe especializada de trabalhadores e artistas da França. </p>



<p>O projeto completo esconde uma tecnologia de vanguarda reunindo pinturas, esculturas e artes decorativas no mesmo conjunto arquitetônico. Imaginado com um “<strong>Templo das Artes</strong>”, o expectador ao penetrar pela escadaria, abandona o mundo terrestre muitas vezes cruel, triste e sem divertimentos, para embarcar num mundo de sonhos, festas, fantasias, riquezas e belezas efêmeras como descrito no paraíso.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="a-grande-sala" style="color:#a30000">A Grande Sala.</h2>



<p>Coração do teatro, <strong>Garnier</strong> depois de estudar todas as principais salas da Europa concluiu que o desenho da sala em forma de ferradura era a melhor solução para se ter uma boa visão do palco em qualquer lugar da plateia, dos camarotes e ter a melhor acústica.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="760" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936.jpg" alt="" class="wp-image-4896" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936-300x223.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936-768x570.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936-370x275.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala_da_Opera_Garnier_1936-970x720.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sala da Ópera Garnier em 1936. Antigo teto pintado por Eugène Lenepveu (1819-1898).<br>Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>A cor avermelhada dos assentos foi especialmente escolhida para dar mais brilho e rejuvenescimento nos rostos femininos. E por todos os lados pinturas em tons ocre e dourados sobre as decorações ornamentais de estuques e gessos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue.jpeg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="667" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-667x1024.jpeg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4898" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-667x1024.jpeg 667w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-195x300.jpeg 195w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-768x1179.jpeg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue-370x568.jpeg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Sala-da-Opera-Garnier_Vogue.jpeg 769w" sizes="auto, (max-width: 667px) 100vw, 667px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Sala Ópera Garnier à Paris. Pintura atual de Marc Chagall. Foto: Eric Bauer.</figcaption></figure>
</div>


<p>Decorações essas que apesarem de serem discretas complementam a harmonia da cena representada pelos cantores e dançarinos do momento.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="757" height="403" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4900" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier.jpg 757w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier-300x160.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Detalhes-decorativos-Opera-Ganier-370x197.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 757px) 100vw, 757px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Detalhes decorativos nos camarotes. Foto: Google Arts e Culture.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="pintura-do-teto" style="color:#a30000">Pintura do teto.</h2>



<p>A pintura original do teto realizada em 1872, por <strong>Eugène Lenepveu</strong> (1819-1898), representava “<strong>O triunfo da beleza</strong>” com o tema: <strong><em>“Les muses et les heures du jour et de la nuit</em></strong>“.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="720" height="710" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera.jpg" alt="" class="wp-image-4902" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera.jpg 720w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera-300x296.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lenepveu_plafond_opera-370x365.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Esboço original de Lenepveu: “Les Muses et les Heures du jour et de la nuit”. Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1960, a pedido do Ministro da Cultura, <strong>André Malraux</strong> (1901-1976), o teto de <strong>Lenepveu</strong> foi encoberto por pinturas coloridas de <strong>Marc Chagall</strong> ((1887-1985), representando 14 grandes compositores de óperas e balés (<a href="https://segredosdeparis.com/detalhes-do-teto-de-chagall-na-opera-garnier/">ler artigo aqui</a>).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4903" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu-768x575.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu-370x277.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Plafond_de_lopera_Garnier_par_Jules-Eugene_Lenepveu-970x727.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Teto original da Ópera Garnier (1946), de Jules-Eugène Lenepveu. Foto: René Jacques.</figcaption></figure>
</div>


<p>A intervenção de <strong>Chagall </strong>foi considerada para muitos, uma ruptura com a arquitetura eclética de <strong>Garnier</strong>, mas ao mesmo tempo a beleza da obra deu continuidade para harmonia da sala, onde tudo ficou mais vibrante, puro, intenso, onde o real e o imaginário se encontram juntos e sem limites.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="640" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto_Chagall_Opera_Garnier_Paris_Nathalie_D.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4904" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto_Chagall_Opera_Garnier_Paris_Nathalie_D.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto_Chagall_Opera_Garnier_Paris_Nathalie_D-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto_Chagall_Opera_Garnier_Paris_Nathalie_D-370x370.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pintura de Chagall que encobriu a pintura de Lenepveu. Foto:  Nathalie_D (IG).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="o-lustre" style="color:#a30000">O lustre.</h2>



<p>O lustre de 7 toneladas de bronze e cristal e 340 lâmpadas (antigos bicos de gás) foi desenhado por <strong>Garnier</strong> e modelado por <strong>Jules Corboz </strong>(?-1901). </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4905" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier-768x576.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier-370x278.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Lustre_da_Opera_Garnier-970x728.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Lustre central da Ópera Garnier. Foto: Agustin Raluy.</figcaption></figure>
</div>


<p>Durante dois anos foi objeto de muita polêmica e bastante criticado por obstruir a vistas do palco nos expectadores sentados nos camarotes mais alto de prejudicar a acústica ambiente e de impedir a visão das pinturas de <strong>Eugène Lenepveu</strong>, no teto.</p>



<p><strong>Garnier </strong>já prevendo essa reação quando apresentou o seu projeto fez uma brilhante defesa em 1871, incluída no seu livro <em>“<strong>Le Théâtre</strong>”</em> conseguiu como muita astúcia a aprovação da maioria dos membros da comissão administrativa da construção da Ópera. Instalada em 1874, o lustre inegavelmente hoje contribui para magia do lugar e do espetáculo. </p>



<p>Em <strong>20 de maio de 1896,</strong> quando 2 mil pessoas assistiam a Ópera-Balé <em>&#8220;<strong>Hellé</strong>&#8220;, </em>do compositor francês <strong>Étienne-Joseph Floquet </strong>(1748-1785), um dos oito contrapesos de 750 kg, que sustentavam o lustre despencou caindo sobre o camarote de n°4, poltrona 11 e 13, matando uma senhora e fazendo muitos feridos por causa do pânico das pessoas. Quanto ao lustre, nem se mexeu.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1008" height="672" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop.png" alt="" class="wp-image-4907" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop.png 1008w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop-300x200.png 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop-768x512.png 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop-370x247.png 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Phantom-of-the-opera-20121-movieposterCrop-970x647.png 970w" sizes="auto, (max-width: 1008px) 100vw, 1008px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pôster publicitário do filme ” O Fantasma da Ópera” (1943), dirigido por Arthur Lubin.</figcaption></figure>
</div>


<p>Esse acontecimento inspirou o escritor <strong>Gaston Leroux </strong>(1868-1927), no seu livro: <em>“<strong>O Fantasma da Ópera”</strong></em> (1909), o balé <em>“<strong>Le Fantôme de l’Opéra</strong>”</em> (1980), musicado por <strong>Marcel Landowsk</strong>i (1915-1999) e coreografado por <strong>Rolando Petit</strong> (1924-2011) e versões para o cinema, televisão, desenhos animados, musicais e teatro.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-grand-foyer" style="color:#a30000">&#8220;Le Grand Foyer&#8221;.</h2>



<p><strong>Charles Garnier</strong> se inspirou para idealizar <strong>“Le Grand Foyer” </strong> (Grande Galeria), no projeto de <strong>Charles Le Brun </strong>(1619-1690), realizado para <strong>Galeria dos Espelhos</strong>, no <strong>Castelo de Versalhes</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="960" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4908" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Grande-foyer-Opera-Garnier-Halzaim-370x463.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Le Grande Foyer da Ópera-Garnier. Foto: <a href="https://www.instagram.com/halzaim/">Halzeim</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Um impressionante salão com 54 metros de comprimento por 13 de largura e 18 de altura calculado a partir da capacidade da sala da Ópera e do número de espectadores que provavelmente frequentariam o “<strong>Foyer</strong>” no intervalo. O jogo de janelas e espelhos alternados acentuam ainda a vasta dimensões do ambiente.</p>



<p>A tonalidade da pintura dourada nas paredes, cornijas, colunas e detalhes do teto criaram um ambiente de sofisticação e muito luxo. A iluminação onipresente e moderada por dez lustres em cobre dourado e verniz inglês foram instaladas de maneira para a serem vistas pelas pessoas que transitam pela <strong>Avenida da Ópera</strong>.</p>



<p>Originalmente, o <strong>Grand Foyer</strong> nas salas de teatros eram reservado aos homens mas essa tradição foi quebrada no dia da inauguração pela rainha-mãe da Espanha, <strong>Isabel II </strong>(1830-1904) que fez questão de visitá-la. Desde então passou a ter uma frequentação constante entre as mulheres.</p>



<p>Com o passar do tempo, a galeria se tornou o principal local de encontros e caminhadas dos espectadores durante os intervalos dos espetáculos. Hoje é muito usada como salão de recepção, em desfiles de moda, festas de casamentos e outras comemorações.</p>



<p>As 33 pinturas do teto, de <strong>Paul Baudry </strong>(1828-1886) foram realizadas durante 9 anos em seu ateliê em <strong>Paris</strong> (de 1866 a 1874). Para compô-las nos 500 m² de área, <strong>Paul Brady</strong> viajou para Roma em 1864 para estudar os afrescos de <strong>Michelangelo </strong>(1475-1564) na Capela Sistina (Vaticano), as pinturas de <strong>Annibale Carracci</strong> (1560-1606), no Palácio de Farnésio e outros locais da Europa.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="769" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-1024x769.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4910" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-1024x769.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-768x577.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-370x278.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier-970x728.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Teto-grand-foyer-opera-garnier.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pinturas no teto do “Le Grand Foyer”, na Ópera Garnier, de Paul Brady. Foto: Peter Haas.</figcaption></figure>
</div>


<p>O painel central evoca a &#8220;<strong>Música</strong>&#8221; o da esquerda a &#8220;<strong>Comédia</strong>&#8221; (lado rue Auber) e à direita “<strong>Tragédia</strong>” (lado Place Jacques Rouchés). Estão rodeado por 8 painéis representando “<strong>As Musas</strong>”, entidades da mitologia grega que possuem a capacidade de incentivar a criação artísticas e científicas. Fechando o conjunto com 10 medalhões sobre o tema da “<strong>Música</strong>”.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="fachada-principal" style="color:#a30000">Fachada Principal.</h2>



<p>A fachada principal (lado sul) foi trabalhada por <strong>Garnier </strong>como palco e cenário do espetáculo e a <strong>Praça da Ópera</strong> em frente, sua plateia. Além de integra-se também na perspectiva da avenida. Ela tem uma importante função de romper com o mundo ordinário trazendo o espectador para um mundo extraordinário de luxo, riquezas, sonhos e fantasias convidando assim todos a entrarem como atores numa peça imaginária.</p>



<p>A missão da fachada portanto e atingir a alma e o coração das pessoas, com encantamentos decorativos, para entrem cem conexão com magia de uma Ópera. Constitui de certa forma, o manifesto do artista. Seu layout e proporções acadêmicas, bem como sua rica policromia, expressam em uma síntese hábil, a própria essência da arquitetura eclética.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="694" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-1024x694.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4912" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-1024x694.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-300x203.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-768x520.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-370x251.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul-970x657.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_fachada_principal_sul.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Fachada principal da Ópera Garnier e seus principais escultures. Foto: P. Rivera.</figcaption></figure>
</div>


<p>O próprio <strong>Garnier</strong> escolheu os 14 pintores, os mosaicistas e os 63 escultores, para participar da ornamentação da fachada, incluindo a polêmica obra de <strong>Jean-Baptiste Carpeau</strong>x (1827-1875), chamada “<strong><em>A Dança</em></strong>” (1869) que devido a nudez dos personagens foi vandalizada em agosto de 1869 e transferida em 1964 para o <strong>Museu do Louvre</strong> e depois em 1986, para o <strong>Museu d’Orsay.</strong></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="597" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869.jpg" alt="" class="wp-image-4914" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869.jpg 597w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869-175x300.jpg 175w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Jean-baptiste_carpeaux_la_danse_1869-370x635.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“A Dança” (1869), de Jean-Baptiste Carpeaux. Museu d’Orsay. Foto: Sailko</figcaption></figure>
</div>


<p>Na fachada atual da<strong> Ópera Garnier </strong>foi instalada em 1964, uma cópia realizada pelo escultor <strong>Jean Juge </strong>(1898-1968) e <strong>Paul Belmondo</strong> (1898-1982), pai do famoso ator <strong>Jean-Paul Belmondo</strong> (1933-2021).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="coroamento-do-telhado" style="color:#a30000">Coroamento do telhado.</h2>



<p>No alto do telhado da parte posterior da Ópera que se encontra acima da cúpula em forma de coroa da imperatriz <strong>Eugénia de Montijo</strong> (1826-1920) esposa de <strong>Napoleão III</strong>, estão representado três esculturas em bronze realizado em 1869, por<strong> Aimé Millet</strong> (1819-1891), onde vemos<strong> Apolo</strong>, no centro acompanhado das alegorias da <strong>Música </strong>e <strong>Poesia</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="688" height="960" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier.jpg" alt="" class="wp-image-4915" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier.jpg 688w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier-215x300.jpg 215w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Apolo-Opera-Garnier-370x516.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 688px) 100vw, 688px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Apolo e as musas da Poesia e Música, de  Aimé Millet (1819-1891).</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Apolo</strong> com os ombros cobertos por uma capa amarrada no pescoço caindo nas costas levanta com as suas duas mãos uma lira dourada, acima da cabeça (símbolo da canção, poesia e música).</p>



<p><strong>Poesia</strong> sentada (à direita) vestida completamente tem a cabeça levemente inclinada para <strong>Apolo </strong>segurando uma caneta com a mão direita levantada pronta para escrever numa prancha segurada pela mão esquerda. </p>



<p><strong>Música</strong> (à esquerda) com a cabeça levemente para baixo está sentada com a perna direita dobrada segurando com as duas mãos mão um tambor basco (pandeiro). Está vestida com a túnica laconiana cortada; as pernas nuas e sandálias de curtume.</p>



<p><strong>Millet </strong>levou quase 18 meses para executar essa composição colossal. O conjunto é eletrificado contra pousos de pássaros (principalmente pombas) e a<strong> Lira</strong> serve também como para-raios.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="arquitetura-da-fachada" style="color:#a30000">Arquitetura da fachada.</h2>



<p>A fachada substitui a desordem de nosso mundo por uma arquitetura de ordem clássica inspirada no mundo grego e romano.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="580" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura.jpg" alt="Ópera Garnier em Paris" class="wp-image-4917" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura-300x170.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura-768x435.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura-370x210.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera-Garnier-Paris-Arquitetura-970x549.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Arquitetura eclética de Garnier e sua Ópera em Paris. Foto: Nicolas Barthe.</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Garnier</strong> inspirou-se para para desenhar o arcos centrados do nível térreo da fachada da Ópera, no &#8220;Palácio da Marinha&#8221; (1768), atual <strong>Museu da Marinha</strong>, obra do arquiteto <strong>Jacques-Ange Gabriel</strong> (1698-1782), localizada na na <strong>Praça da Concórdia</strong>, em Paris.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="548" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4919" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia-300x161.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia-768x411.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia-370x198.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Hotel_de_la_Marine_Praca_da_Concordia-970x519.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Palácio da Marinha, antigo Guarda Móvel da Coroa. Atual Museu da Marinha. Foto: Wikipédia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>Para o 1° andar, <strong>Garnier</strong> se inspirou na obra-prima do classicismo francês, nas Colunatas do Louvre (1668), de <strong>Claude Perrault</strong> (1613-1688).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay..jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="586" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-1024x586.jpg" alt="" class="wp-image-4920" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-1024x586.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-300x172.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-768x440.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-370x212.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay.-970x555.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Colunatas-do-Louvre_-Pixabay..jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Colunatas do Louvre. Foto: Pixabay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Um projeto misturado como duas caraterísticas clássicas e outros elementos arquitetônicos dos estilos; barroco francês, renascimento francês, italiano… Construídos por materiais inovadores, o ferro, vidro, zinco…</p>



<p>O resultado foi um estilo confuso, eclético e sem denominação, mas batizado por <strong>Garnier</strong> como: &#8220;<strong>Estilo Napoleão III</strong>&#8220;, Resposta que deu a <strong>Eugénia de Montijo</strong> (esposa do imperador), sobre que estilo que havia adotado. Uma resposta que a deixou satisfeita e que certamente o ajudou a vencer o concurso.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="conclusao" style="color:#a30000">Conclusão.</h2>



<p>Bem antes da psicologia moderna,<strong> Garnier</strong> soube influenciar nos humores e nos comportamentos das pessoas, através de uma arquitetura majestosas de cores impactantes estudada a fundo, desde o conforto das poltronas, segurança, ventilação, aquecedores internos. O monumento envolve o espectador de uma forma que os transforma em atores e membros do espetáculo.</p>



<p>A <strong>Ópera Garnier</strong> inspirou bem outros teatros pelo mundo, mas também as construções das grandes lojas de departamentos, como<em> Le Bon Marché</em>(1869), <em>Le Printemps</em> (1883),<em> Galeries Lafayette</em> (1912), monumentos como o <em>Grand Palais </em>(1900) e o  <em>Palácio do Trocadero</em> (1878), demolido em 1835.</p>



<p>Uma outra caraterística da Ópera que marcou profundamente sua história para posterioridade foi a funcionalidade de cada espaço. Tantos os volumes externos, quanto os ambientes internos foram projetados com funções específicas; entrada exclusiva para charretes coberta para os frequentadores habituais (vips), salões privativos, salas administrativas separado do lado público, galerias de circulações… </p>



<p>Uma grande novidade que tornou-se moda posteriormente foi a instalação do 1° elevador hidráulico ativado por água, num local público. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-scaled.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="711" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-711x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4924" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-711x1024.jpg 711w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-208x300.jpg 208w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-768x1106.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-1067x1536.jpg 1067w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-1423x2048.jpg 1423w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-370x533.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-970x1396.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/11/Opera_Garnier_elevador_de_Aga_Khan_III-1-scaled.jpg 1778w" sizes="auto, (max-width: 711px) 100vw, 711px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Elevador da Ópera Garnier de Aga Khan III. Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>O sultão <strong>Aga Khan III</strong>, (1877-1957), amante de óperas e frequentador assíduo da <strong>Ópera Garnier</strong>, que devido a problemas de obesidade financiou esse elevador particular para poder chegar ao seu camarote que se encontrava 2° andar. </p>



<p>Depois de ter ficado parado por mais 40 anos, seu sistema hidráulico foi modernizado, voltando a funcionar publicamente em 2009 para cadeirantes e portadores de algum deficiência física.</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="color:#272727;background-color:#feff00"><em><strong>Quer conhecer a Ópera e outros locais de Paris? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico comigo.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;Histoire de l&#8217;architecture classique en France&nbsp;: le&nbsp;xix<sup>e</sup>&nbsp;siècle&#8221;,</em> de Louis Hautecœur. Ed. Picard, Paris (1946).</li>



<li><em>“Dictionnaire historique des rues de Paris”</em>, de Jacques Hilliret, (Ed. Les éditions de minuit, 1985).</li>



<li><em>&#8220;Opéra Garnier&#8221;.</em> Wikipédia língua francesa.</li>



<li><em>&#8220;Art Lyrics&#8221;.</em> Site internet.</li>
</ul>


<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/opera-garnier-em-paris/">Ópera Garnier em Paris</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/opera-garnier-em-paris/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tom Pavesi Guia Conferencista</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/tom-pavesi-guia-conferencista/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/tom-pavesi-guia-conferencista/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Aug 2021 16:27:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=4772</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 4 minutos</small> Tom Pavesi Guia Conferencista brasileiro: Profissional credenciado pelo&#160;Ministério da Cultura e do Turismo da França, diplomado&#160;Técnico Superior em Animação e Administração Turísticas Locais&#160;(BTS AGTL-Paris) com especializações em: História das civilizações, História da Arte, História de Paris, História da França, Patrimônios, Arquitetura e Monumentos franceses. Dedicado, experiente, dinâmico pode ser uma boa opção para você descobrir os Segredos de Paris e de outras regiões da França de uma forma calorosa familiar que somente um&#160; guia brasileiro poderá lhe proporcionar. Tom Pavesi&#160;atende a turistas <a href="https://segredosdeparis.com/tom-pavesi-guia-conferencista/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/tom-pavesi-guia-conferencista/">Tom Pavesi Guia Conferencista</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 4 minutos</small></p> 
<p><strong><strong>Tom Pavesi Guia Conferencista</strong></strong> <strong>brasileiro</strong>: Profissional credenciado pelo&nbsp;Ministério da Cultura e do Turismo da França, diplomado&nbsp;<strong>Técnico Superior em Animação e Administração Turísticas</strong> <strong>Locais</strong>&nbsp;(<strong>BTS AGTL-Paris</strong>) com especializações em: História das civilizações, História da Arte, História de Paris, História da França, Patrimônios, Arquitetura e Monumentos franceses.</p>



<p>Dedicado, experiente, dinâmico pode ser uma boa opção para você descobrir os <strong>Segredos de Paris </strong>e de outras regiões da França de uma forma calorosa familiar que somente um&nbsp; guia brasileiro poderá lhe proporcionar.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="720" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg" alt="Tom Pavesi Guia Conferencista" class="wp-image-4776" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo.jpg 960w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-768x576.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/Louvre-grupo-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Tom Pavesi e um grupo de clientes individuais. Foto: Claudia Pasqualini. </figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Tom Pavesi&nbsp;</strong>atende a turistas individuais, grupos em excursões, grupo de incentivos e particulares, Agências e Operadoras de Viagens e outros interessados.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4969" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-768x1024.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-1152x1536.jpg 1152w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-370x493.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas-970x1293.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2022/02/Louvre_com_Criancas.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Louvre especial para crianças. Uma experiência inesquecível. </figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Meu percurso:</h2>



<p>Sou paulista paulistano arquiteto de profissão cheguei na França em 1987 para conhecer o mundo. Com uma parada estratégica em Nice para aprender francês logo comecei a trabalhar como projetista numa construtora em Mônaco.</p>



<p>Com pouco dinheiro e uma mochila resolvi conhecer um pedaço do mundo. Rodei na Noruega, Dinamarca, Alemanha, Espanha, Portugal, Inglaterra, Itália, ilhas da Grécia, Israel e Egito. Enfim depois de muitas aventuras Paris foi a última etapa.</p>



<p>Alguns trabalhos alimentares (colhedor de uva na Champagne, Borgonha e barman) vieram completar os zeros francos do momento, até que surgiu um convite para trabalhar como arquiteto projetista de interiores para decorar um apartamento de 500m2 no estilo de Versalhes.</p>



<p>Um ano depois, apartamento quase pronto, o cliente foi preso por desvio de verbas do governo do Benin na África. Assegurado pelo governo francês por três anos mergulhei em cursos específicos de história da arte, civilizações e patrimônios franceses.</p>



<p>Algumas exames, provas e uma bancada julgadora de historiadores, me formei <strong>GUIA CONFERENCISTA </strong>em 2005.</p>



<p>Muitas aventuras e muitos clientes desfilaram (e ainda desfilam) comigo por essa França cheia de história e segredos. O amor pela profissão é minha grande motivação para continuar nessa vida de aventuras e viagens.</p>



<p>Ao criar esse site e um outro chamado <a href="https://guiadolouvre.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guia do Louvre </a>consegui unir o útil e o agradável contando mais histórias e viajando nas viagens que vocês compartilham.</p>



<p class="has-text-color has-background has-large-font-size" style="color:#08161c;background-color:#ffff00"><em><span><span><b><em><em><strong>Clique em &#8220;Agendar Passeios&#8221; para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></em></b></span></span></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/08/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4774"/></a></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="o-que-e-uma-guia-conferencista" style="color:#a30000">O que é um Guia Conferencista?</h2>



<p><strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;é um profissional formado em uma faculdade especializada no turismo (de 2 a 3 anos), que tem como base nos seus conhecimentos obrigatórios: história da arte, história das civilizações, história de Paris, história da arquitetura, Patrimônios Franceses.</p>



<p>Para se trabalhar legalmente nesta profissão é exigido pelo pelo Ministério do Turismo e da Cultura francesa, a apresentação da&nbsp;<strong>carteira profissional</strong>&nbsp;sempre que for solicitado por fiscais , agentes de segurança quando estiver trabalhando na condução de pessoas em visitas guiadas, em museus ou em qualquer Monumento Nacional da França.</p>



<p>O&nbsp;<strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;pode guiar livremente nos locais turísticos abertos ou fechados fazendo comentários em língua estrangeira ou em francês, procurando através dos seus conhecimentos e estudos, a valorização do patrimônio local do país, no caso aqui a França.</p>



<p>Comentários esses que podem ser em voz alta ou através de aparelhos de fones de ouvidos (ou auriculares), onde cada pessoa do grupo escuta as explicações de forma privilegiada.</p>



<p>Um bom guia precisa ter noções de história, política, economia, social, cultura, arte, turismo, pedagogia e comunicação.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="como-o-guia-conferencista-pode-exercer-sua-profissao" style="color:#a30000">Como o guia conferencista pode exercer sua profissão?</h2>



<p>Como trabalhador liberal, microempreendedor (em francês, “autoentrepreneur”) ou assalariado para: agências e operadoras de viagens, museus, castelos, centros turísticos, etc.</p>



<p>Uma tabela de honorários foi estabelecida, e normalmente é respeitada por todos os profissionais de língua portuguesa que trabalham neste setor. Mas pode haver diferenças nas renumeração do&nbsp;guia contratado, por parte das agências e operadoras, devido a dificuldade de se encontrar a pessoas certa para a língua solicitada.</p>



<p>A profissão de&nbsp;<strong>Guia Conferencista</strong>&nbsp;(<strong>Guide-Conférencier</strong>) é regulamentada pelo artigo&nbsp;<strong><a href="https://www.legifrance.gouv.fr/loda/id/JORFTEXT000025455144/2021-03-10" target="_blank" rel="noreferrer noopener">L.221-1</a></strong>, do código do turismo.</p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/tom-pavesi-guia-conferencista/">Tom Pavesi Guia Conferencista</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/tom-pavesi-guia-conferencista/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>8</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 22:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=4722</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos. São poucas pessoas que ouviram falar sobre este trágico acontecimento na história francesa, que juntamente com outros que viriam acontecer contribuíram para marcar o início do fim da monarquia francesa. Em 1756, após três séculos de rivalidades, a França e Áustria se uniram através de um tratado de paz. Para consolidar essa reaproximação diplomática, o rei Luís XV (1715-1774) e a Imperatriz Maria Teresa da Áustria (1745-1765) decidiram casar seus respectivos <a href="https://segredosdeparis.com/tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos/">Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos</strong>. São poucas pessoas que ouviram falar sobre este trágico acontecimento na história francesa, que juntamente com outros que viriam acontecer contribuíram para marcar o início do fim da monarquia francesa.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em 1756, após três séculos de rivalidades, a <strong>França</strong> e<strong> Áustria</strong> se uniram através de um tratado de paz. Para consolidar essa reaproximação diplomática, o rei<strong> Luís XV</strong> (1715-1774) e a Imperatriz <strong>Maria Teresa da Áustria</strong> (1745-1765) decidiram casar seus respectivos filhos. </p>



<p class="has-regular-font-size">Em 19 de abril de 1770, ou seja doze anos depois do acerto entre as partes, o casamento ocorreu em <strong>Viana</strong> (Áustria) por um procurador representando o Delfim da França, <strong>Luís Augusto</strong>, de 15 anos, futuro <strong>Luís XVI</strong> (1754-1793) e neto de Luís <strong>XV</strong>, com arquiduquesa da <strong>Áustria</strong>, de 14 anos, futura rainha <strong>Maria Antonieta</strong> (1755-1793) e a última filha de <strong>Maria Teresa</strong> (1745-1765), Imperatriz da Áustria, entre 1745 e 1765.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="545" height="768" data-id="4726" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet.jpg" alt="" class="wp-image-4726" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet.jpg 545w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet-213x300.jpg 213w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet-370x521.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px" /><figcaption>Luís XVI (1789), de Antoine-François Callet.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="971" data-id="4727" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun.jpg" alt="" class="wp-image-4727" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-247x300.jpg 247w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-768x932.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-370x449.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption>Maria Antonieta (1783), de Élisabeth Louise Vigée Le Brun.</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-regular-font-size">Por volta das 10h da manhã, em 16 de maio de 1770,  <strong>Maria Antonieta</strong> chegou ao <strong>Palácio de Versalhes</strong> para se casar oficialmente e morar junto ao seu marido que ainda não o conhecia.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="969" height="667" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4733" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg 969w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-300x207.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-768x529.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-370x255.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px" /></a><figcaption>Chegada de Maria Antonieta no Palácio de Versalhes em 16 de maio de 1770. Gravura de André Basset le Jeune.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">No mesmo dia  16 de maio de 1770, às 13h, vestida de um longo dourado e com um diamante do Espírito Santo encontrou-se pela primeira vez com seu marido, o delfim <strong>Luís Augusto</strong>, no &#8220;Cabinet du Roi&#8221; (Escritório do rei Luís XV).</p>



<p class="has-regular-font-size">Saíram seguidos pelo rei <strong>Luís XV</strong> e príncipes de sangue, atravessando salas repletos de pessoas até a Capela Real do Palácio. Onde se ajoelharam cercados pela família real, em frente ao altar para o ofício religioso realizado pelo Arcebispo de Reims, cercado pela família real. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-1024x682.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4736" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-1024x682.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-768x511.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-370x246.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-970x646.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Casamento de Luís Augusto (futuro Luís XVI) e Maria Antonieta na Capela Real de Versalhes (século XVIII). Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Terminada a cerimônia, o registro de casamento foi assinado. A tarde, em seu apartamento, a nova Delfina da França, Maria Antonieta recebeu uma tradicional cesta de presentes contendo uma profusão de joias e objetos preciosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">O jovem casal comparecem à recepção dos embaixadores antes de irem para a iluminada Galeria dos Espelhos, onde aconteceu a festa do rei. Os fogos de artifícios que estavam planejados foram adiados devido a uma tempestade. </p>



<p class="has-regular-font-size">O dia terminou com um banquete suntuoso, servido na novíssima Opera Real. </p>



<p class="has-regular-font-size">No ritual da cerimônia de dormir, os recém-casados ​​foram conduzidos ao quarto de <strong>Maria Antonieta</strong> e tiveram a noite abençoada pelo <strong>Arcebispo de Reims</strong>. O rei vestiu o neto <strong>Luís Augusto</strong> com uma camisa nupcial e a<strong> duquesa de Chartres</strong>, <strong>Luísa Maria Adelaide de Bourbon</strong> faz o mesmo com a <strong>Maria Antonieta.</strong> O casal se deitou em presença de toda a corte para mostrar que estavam compartilhando a mesma cama, mas a relação sexual que todos esperavam ver só vai acontecer sete anos depois. </p>



<p class="has-regular-font-size">As festividades continuaram com muita alegria nos dias seguintes com óperas, teatros, cantos, bailes de máscaras, banquetes e fogos de artifícios.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos" style="color:#a30000">Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Para que todos pudessem desfrutar deste evento, foi decidido por <strong>Luís XV</strong> (1715-1774) que as festividades também acontecesse em <strong>Paris</strong>. Uma maneira nova de relações públicas para trazer a simpatia e amizade do povo para com os futuros rei e rainha da França. </p>



<p class="has-regular-font-size">Uma grande feira de alimentos e bebidas com músicos e artistas de rua foram instalados ao longo da <strong>Rue Royale</strong>, onde ficava o enorme canteiro de obras da futura <strong>Igreja de la Madeleine</strong> e a atual <strong>Praça da Concórdia </strong>(antiga,<strong> <strong>Praça Louis XV</strong></strong>).</p>



<p class="has-regular-font-size">Segundo relatos a praça e as ruas circundantes estavam lotadas de centenas de milhares de parisienses que esperavam ver os fogos de artifício pela primeira vez, já que normalmente eram apenas visto pela realeza e seus convidados em Versalhes. </p>



<p class="has-large-font-size">Por volta das horas das 19 horas, do dia 30 de maio de 1770, começaram a distribuição de pão carne e vinho para o povo em diferentes lugares da <strong>Praça </strong>e da <strong>rue Royale</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Próximo ao <strong>rio Sena</strong>, junto a atual <strong>Praça da Concordia</strong>, foi instalado um templo de madeira de arquitetura clássico grego (ordem coríntia), chamado <em><strong>&#8220;Temple de l&#8217;Hímen&#8221;</strong></em>, decorada na base por ornamentações de cachoeiras, fontes e figuras alegóricas. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="738" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-1024x738.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4745" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-1024x738.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-300x216.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-768x553.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-370x267.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-970x699.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet.jpg 1044w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption> &#8220;Temple d&#8217;Hymen&#8221;. Autor anônimo. Museu Carnavalet. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">No topo do edifício havia um obelisco triangular cujas faces apresentavam figuras com guirlandas de flores, e os medalhões com imagem esculpidas do casal, <strong>Luís Augusto</strong> e <strong>Maria Antonieta</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Atrás deste edifício foram colocadas as baterias de fogos de artifícios pelos pirotécnicos oficiais do rei Luís XV, os irmãos <strong>Ruggieri</strong> (expatriados italianos em Paris, desde 1739).</p>



<p class="has-regular-font-size">Às 21 horas, na Praça <strong>Louis XV </strong>houve uma nova salva de tiros da artilharia do rei e uma disparada de fogos de artifícios iluminando majestosamente os dois grandes edifícios (vazios) construídos em 1765, por <strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>, atual <strong>Hotel le Crillon</strong>, FIA e o <strong>Museu da Marinha</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="990" height="556" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4743" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg 990w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-300x168.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-768x431.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-970x545.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 990px) 100vw, 990px" /></a><figcaption>Fogos de artifícios disparados do Templo de madeira na Praça Louis XV (Praça da Concordia). Fonte: Gallica Bnf. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Depois de um início promissor, os fogos finais acabaram por incendiar a própria estrutura de lançamento. No início, os parisienses pensaram que fazia parte do show. Mas quando eles finalmente entenderam, a imensa multidão entrou em pânico e uma debandada se seguiu, avançando em direção à estreita Rue Royale, onde nobres em suas carruagens, dificultavam a passagem dos pedestres que tentavam escapar. </p>



<p class="has-regular-font-size">Muitas pessoas gritavam ao serem pisoteadas, enquanto outras no lado oposto, eram empurradas para o Sena e se afogavam. O número oficial de mortos foi estimado em 132, com mais centenas de feridos, mas alguns historiadores não concordam e estipulam que por volta de 1200 pessoas perderam suas vidas. </p>



<p class="has-regular-font-size">Outros historiadores têm números semelhantes. No livro: <em>&#8220;Galignani&#8217;s New Paris Guide: Or, Stranger&#8217;s Companion Through the French Metropolis&#8221;</em> <em>(1839) </em>o autor calcula o número de mortos em 3.000. Um número que se repete no livro: <em>&#8220;Nova Enciclopédia Internacional</em>&#8221; (1917).</p>



<p class="has-regular-font-size">Agora mesmo sendo 132 mortos, esse acidente com fogos é ainda o mais mortal de todos os tempos.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="triste-final-de-casamento" style="color:#a30000">Triste final de casamento.</h2>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Luís Augusto</strong> e <strong>Maria Antonieta</strong> ficaram horrorizados com a tragédia que tirou tantas vidas. A festa que deveria ser uma reaproximação da realeza com seus súditos em um momento de grande desconfiança (os gastos extravagantes com o casamento irritaram muitos que ainda estavam sentindo os efeitos da fome durante o reinado de <strong>Luís XV)</strong> tornou-se mais um elemento para o povo os detestarem, e principalmente com a futura rainha, que tanto odiada foi levada a guilhotina durante a revolução francesa, sem defesa e sem justiça.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="485" height="805" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg" alt="" class="wp-image-4749" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg 485w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution-181x300.jpg 181w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution-370x614.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 485px) 100vw, 485px" /></a><figcaption>&#8220;Maria Antonieta a caminho de sua execução&#8221; (1887), acompanhada pelo abade Girard designado pelo tribunal revolucionário. <br>Obra de François Flameng&nbsp;(1856-1923).<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q977953"></a></figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">De acordo com historiadores monarquistas, o jovem casal entregou imediatamente suas mesadas pessoais daquele mês ao Tenente-General da Polícia de Paris, <strong>Antoine de Sartine</strong> (1729-1801) para serem distribuídas às vítimas e suas famílias.</p>



<p class="has-regular-font-size">Os mortos foram enterrados no cemitério de <strong>La Ville-L&#8217;Evêque</strong>, uma aldeia que existia nos arredores da região da Madeleine (8° arrondissement), não muito longe da <strong>cova comum</strong> onde, ironicamente, os corpos decapitados de <strong>Maria Antonieta</strong> (1774-1793) e <strong>Luís XVI</strong> (1773-1793) seriam despejados 23 anos depois.</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#f9ff00;color:#0b0b0b"><em><strong>Quer conhecer Paris e outros locais? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/agendar_passeios-3.png" alt="" class="wp-image-4754"/></figure></div>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;La Gazette&#8221;</em>, em 4 de junho de 1770. Jornal da época digitalizado pelo site <a href="https://www.retronews.fr/catastrophes/echo-de-presse/2018/11/09/feu-dartifice-au-mariage-de-louis-xvi-132-morts" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RetroNews</a> da Bnf.</li><li><em>&#8220;le mariage du dauphin Louis et de Marie-Antoinette&#8221;</em>, no site Château de Versailles.</li><li><em>&#8220;Le mariage maudit de Louis XVI et Marie-Antoinette&#8221;</em>, no site Plume d&#8217;Histoire.</li><li><em>&#8220;Marie-Antoinette d&#8217;Autriche&#8221;</em>, no site Wikipédia em francês.</li></ul>


<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos/">Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>21</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/antigas-operas-de-paris-rue-richelieu-e-le-peletier/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/antigas-operas-de-paris-rue-richelieu-e-le-peletier/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 17:46:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=4652</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 12 minutos</small> Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier construídas no século 19, período particularmente conflituoso, de guerras, crises políticas, revoluções, mudanças de regimes e governantes, essas casas de espetáculos conseguiram assim mesmo, cada uma em seu tempo e sua cena lírica, tornaram-se o centro cultural e vital da aristocracia parisiense e de atenção de vários países da Europa. Esse fenômeno de escala internacional que muitos pensam ter surgido com a Ópera Garnier, a partir de 1875, na realidade teve sua origem <a href="https://segredosdeparis.com/antigas-operas-de-paris-rue-richelieu-e-le-peletier/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/antigas-operas-de-paris-rue-richelieu-e-le-peletier/">Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 12 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier</strong> construídas no século 19, período particularmente conflituoso, de  guerras, crises políticas, revoluções, mudanças de regimes e governantes, essas casas de espetáculos conseguiram assim mesmo, cada uma em seu tempo e sua cena lírica, tornaram-se o centro cultural e vital da aristocracia parisiense e de atenção de vários países da Europa.</p>



<p class="has-regular-font-size">Esse fenômeno de escala internacional que muitos pensam ter surgido com a <strong>Ópera Garnier</strong>, a partir de 1875, na realidade teve sua origem em duas importantes óperas, poucas conhecidas e que não existem mais, chamadas: <strong>Ópera de la rue de Richelieu</strong> (em 1793) e <strong>Ópera Le Pelletier</strong> (1821).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="academia-real-de-danca" style="color:#a30000">Academia Real de Dança.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Em 1661 foi fundada pelo rei<strong> Luís XIV</strong> (1643-1715), a <strong>Academia Real de Dança</strong>, (Académie Royal de Danse) que tinha como objetivo o ensino e a prática da dança nacional. Em 1669, foi integrada a essa intuição, a <strong>Academia da Ópera</strong> formando assim a companhia nacional de óperas e balés da França, chamada de forma única: <strong>Ópera de Paris</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">As óperas, durante o século XVII e XVIII ficaram concentradas em <strong>Paris</strong>, em volta de dez salas, muitas vezes pequenas, inconfortáveis e maus construídas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="666" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-1024x666.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4658" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-1024x666.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-768x500.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-370x241.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-970x631.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Teatro do “Palais-Royal” (ou Sala do “Palais-Royal”) incendiada, em 6 de abril de 1763.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Ao longo do tempo, por razões particulares de cada uma, foram se fechando ou acabaram sendo destruídas por incêndios, levando a necessidade de se construir novas salas na cidade, mais modernas, maiores e para um público cada vez mais exigente em prazeres e divertimentos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Abaixo encontra-se em ordem cronológica um resumo histórico de duas da principais óperas e assim entendermos um pouco melhor a relação que existem entre elas e a da <strong>Ópera Garnier</strong>, que descreverei no próximo artigo. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="opera-de-la-rue-richelieu" style="color:#a30000">Ópera de la rue Richelieu.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Construído entre 1792 e 1793, pelo arquiteto neoclássico, <strong>Victor Louis</strong> (1731-1800), em plena época revolucionária a pedido de <strong>Marguerite Brunet</strong> (1730-1820) mais conhecida no meio artístico como <strong>Mademoiselle Montansier</strong>, amiga da rainha <strong>Maria Antonieta</strong> (1774-1793) e<strong> Luís XVI</strong> (1774-1793).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="629" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg" alt="" class="wp-image-4660" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg 500w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1-238x300.jpg 238w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1-370x465.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption>Mademoiselle Montansier ou Marguerite Brunet (1730-1820).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Mulher empresária dinâmica nomeada diretora de espetáculos da Corte de Versalhes e de vários outros teatros como: <strong>Fontainebleau</strong>,<strong> Saint-Cloud</strong>, <strong>Marly</strong>, <strong>Compiègne</strong>, <strong>Rouen</strong>,<strong> Caen</strong>,<strong> Orléans</strong>, <strong>Nantes</strong> e <strong>Le Havre</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Inaugurado oficialmente em 15 de agosto de 1793, como <strong>Teatro Nacional de Paris</strong> era chamado popularmente pelo nome da sua proprietária: <strong>Sala Montansier</strong> ou <strong>Ópera Montansier</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="445" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4661" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-300x167.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-768x427.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-370x206.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>Antiga &#8220;Salle Montansier&#8221; chamada mais tarde por &#8220;Ópera de la rue de Richelieu&#8221;.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Teatro que infelizmente ela teve pouco tempo de usufruí-lo, pois alguns meses depois, em 15 de novembro de 1793, depois de ver vários de seus amigos serem guilhotinados, sua propriedade foi confiscada pelo Comitê Revolucionário, e ela enviada a prisão acusada de querer incendiar a <strong>Biblioteca Nacional de Paris</strong> e de ter recebido dinheiro da rainha <strong>Maria Antoniet</strong>a e dos ingleses, durante a construção da obra.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em setembro de 1794, <strong>Mademoiselle Montansier</strong> absolvida de todas as acusações recebeu como indenização uma alta compensação financeira e livre para abrir outras salas de espetáculos, mas o seu teatro da <strong>Rua Richelieu</strong>, tornou-se definitivamente propriedade do Estado.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Mademoiselle Montansier</strong> morreu em 1820, ao 90 anos como proprietária de um outro teatro que havia comprado em 1807 e que ainda existe, chamada em francês,<strong> Théatre des Variétés</strong> (Teatro de Variedades). </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="827" height="757" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg" alt="" class="wp-image-4684" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg 827w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-300x275.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-768x703.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-370x339.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 827px) 100vw, 827px" /></a><figcaption>Théatre des Variétés em Paris. Foto: Emeric84.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A<strong> Ópera Montansier</strong> foi reaberta em 07 de agosto de 1794, com dois outros nomes: <strong>Teatro das Artes</strong> e <strong>Academia Nacional de Música</strong>, mas ficou popularmente conhecida como <strong>Ópera de la rue de Richelieu. </strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="526" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4662" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Ópera de la rue de Richelieu (Ópera Montansier ou &#8220;Théâtre des Arts&#8221;). Foto: Arquivos Nacional.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Durante todo o período imperial de <strong>Napoleão Bonaparte I</strong> (1804-1814/1815) e a restauração com o rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824), a Ópera serviu como a principal sala de espetáculos de Paris, frequentado principalmente por grande alta sociedade burguesa da época e membros do governo.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="968" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4664" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg 968w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-300x238.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-768x609.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-370x294.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 968px) 100vw, 968px" /></a><figcaption>Vista interior da Ópera de la rue Richelieu. Desenho do arquiteto Victor Louis.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 14 de fevereiro de 1820, o Duque de Berry,<strong> Carlos Fernando de Artois</strong> (1778-1820), sobrinho do rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/18150-1824), e filho do futuro rei <strong>Carlos X</strong> (1824-1830) foi assassinado na porta do teatro por um fanático bonapartista, chamado <strong>Louis Pierre Louvel</strong> (1783-1820) que pensava estar eliminando o último descendente Bourbon e pretendente ao trono da França.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="510" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg" alt="" class="wp-image-4665" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg 510w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry-199x300.jpg 199w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry-370x557.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></a><figcaption>Louvel (1783-1820) assassino do duque de Berry (1820). Museu Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Puro engano dele, sete meses depois, nasceu seu filho o duque de Bordeaux, Henrique de Artois (1820-1883), &#8220;a criança do milagre&#8221;.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="901" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg" alt="" class="wp-image-4666" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg 901w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-300x256.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-768x655.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-370x315.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 901px) 100vw, 901px" /></a><figcaption>La Mort du duc de Berry, le 13 février 1820”, por Édouard Cibot (1799-1877). Museu Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Luís XVIII</strong>, logo após o assassinato, ordenou que todas as festividades de carnaval dos dias 14 e 15 de fevereiro de 1820 fossem anuladas, que a Bolsa de valores festas, bailes e todos comércios públicos fossem fechados, e principalmente que a<strong> Ópera de la rue Richelieu</strong> fosse demolida e construído no lugar, um monumento expiatório em homenagem ao <strong>Duque de Berry</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Depois da revolução de 1830 (<em>&#8220;<strong>As três Gloriosas</strong>&#8220;</em>) e a abdicação do rei <strong>Carlos X</strong>, irmão de <strong>Luís XVIII</strong>, e pai do falecido <strong>Duque de Berry</strong>, o monumento também foi demolido e a urna funerária transferida para a <strong>Basílica de Saint-Denis</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="605" height="449" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4667" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg 605w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI-300x223.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI-370x275.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /></a><figcaption>Monumento expiatório para o Duque de Berry. Demolido em 1830. Coleção: Bnf.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1839, foi construído no local, por ordens do rei<strong> Luis Filipe I</strong> (1830-1848) uma Praça cercada de árvores batizada &#8220;<strong>Place Richelieu</strong>&#8220;, e alguns anos depois (1844) foi decorada com a atual <strong>Fonte Louvois</strong> criada pelo arquiteto <strong>Louis Visconti</strong> (1791-1853).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="761" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg" alt="" class="wp-image-4669" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-300x223.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-768x571.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-370x275.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-970x721.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Square Louvois (2° distrito de Paris). Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Refeita sobe <strong>Napoleão III</strong>, foi reinaugurada em 1859 com nome de <em>&#8220;Square Louvois&#8221;</em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="opera-le-peletier" style="color:#a30000">Ópera Le Peletier.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Com a demolição da <strong>Ópera de la rue Richelieu</strong> em 1820, uma nova sala precisou ser urgentemente construída para atender um público exigente de divertimentos (bailes, festas, encontros…) e de grandes espetáculos de óperas, de danças e de músicas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-1024x632.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4670" width="837" height="516" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-1024x632.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-300x185.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-768x474.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-370x228.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-970x599.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 837px) 100vw, 837px" /></a><figcaption>Ópera Le Peletier (1821). Livraria Pública de Nova Iorque.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A área escolhida fazia parte do jardim do &#8220;<strong>Hôtel de Choiseul</strong>&#8220;, antiga mansão particular do duque <strong>Étienne-François de Choiseul </strong>(1719-1785), principal ministro de <strong>Luís XV</strong> (1715-1774) construída entre 1755 e 1757.</p>



<p class="has-regular-font-size">A propriedade que já havia sido declarada bem nacional pelo comitê revolucionário em 1793, e ocupada por militares, em 1804 serviu como residência do governador de Paris e em 1812, sede do <strong>Ministério de Manufaturas e Comércio</strong> e propriedade definitiva do Império.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="708" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-1024x708.jpg" alt="" class="wp-image-4671" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-1024x708.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-300x207.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-768x531.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-370x256.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-970x670.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier.jpg 1217w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Entrada da “Ópera Le Peletier”, (Academia Real de Música), na rue Le Pelletier.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A <strong>Ópera Le Peletier</strong> (ou <strong>Sala Le Peletier</strong>) foi rapidamente construída com poucos recursos pelo arquiteto <strong>François Debre</strong>t (1777-1850) usando na construção materiais frágeis, como gesso e altamente inflamáveis como madeira nas suas estruturas, além de vários elementos decorativos e estruturais da antiga <strong>Ópera de la rue Richelieu</strong> que haviam sido desmontados e reconstruídos nessa nova Ópera.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em praticamente um ano de obras, iniciadas em 13 de agosto de 1820 foi finalizada para ser inaugurada em 16 de agosto de 1821 como um teatro provisório, pois o governo procurava por um área maior e melhor situada, para um projeto definitivo.</p>



<p class="has-regular-font-size">Recebeu vários nomes, mas ficou realmente conhecida como <strong>Ópera Le Pelletier</strong>, por estar localizada na <strong>rue Le Pelletier.</strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="345" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4672" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris-300x148.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris-370x182.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Litografia “Fachada da Ópera Le Peletier”, de C. Motte. Museu Carnavalet</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Quanto aos nomes oficiais foram mudando conforme o soberano que se encontrava no poder.</p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1821 e 1848, durante o período da Restauração da monarquia, com os reis: <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824), <strong>Carlos X </strong>(1824-1830) e<strong> Luís Filipe I</strong> (1830-1848), chamava-se: <em>&#8220;<strong>Académie Royale de Musique</strong>&#8220;</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1848 e 1852, como o primeiro Presidente da França, <strong>Carlos Luís Napoleão Bonaparte</strong>, futuro Napoleão III (1852-1870), chamava-se: <em>&#8220;</em><strong><em>Académie nationale de Musique</em></strong><em>&#8220;</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1852 e 1870, durante o Segundo Império, com <strong>Napoleão III</strong>, passou a ser chamada de <em>&#8220;<strong>Académie Impériale de Musique</strong>&#8220;</em>, e por último entre 1871 e 1873, na Terceira República, voltou a ser chamada de <em>&#8220;<strong>Académie nationale de Musique</strong>&#8220;</em>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="939" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4673" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg 939w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-300x208.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-768x532.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-370x256.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 939px) 100vw, 939px" /></a><figcaption>Interior da sala Le Peletier, par Gustave Janet em 1858.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O salão era amplo, bem distribuído, com grandes aberturas e tinha uma excelente acústica devido a leveza da estrutura de madeira, do teto, da cúpula e das paredes. Tinha uma capacidade aproximadamente 1.800 lugares.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="748" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-1024x748.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4674" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-1024x748.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-300x219.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-768x561.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-370x270.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-970x708.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque.jpg 1301w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Baile de máscara na Ópera Le Peletier. Gravura 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A Ópera também beneficiou-se das novas tecnológicas do momento como o uso pela como 1° vez do gás de hidrogênio, possibilitando a iluminação da fachada, dos corredores, do lustre central da plateia, o palco e nos efeitos de cena. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="840" height="850" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4675" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg 840w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-296x300.jpg 296w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-768x777.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-370x374.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px" /></a><figcaption>Inauguração da Salle Le Peletier com a Ópera: &#8220;Les Bayadères&#8221;, em 1821. Imagem: Gallica.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O compositor e crítico musical da época <strong>Castil-Blaze</strong> (1784-1857) escreveu o seguinte comentário sobre a <strong>Ópera Le Peletier</strong>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Pour les spectateurs assis au parterre, la salle Le Peletier est absolument la même que la salle<br>Richelieu, seulement on a donné six places de plus à l’ouverture de l’avant-scène. Le théâtre est beaucoup plus profond que l’ancien, les corridors plus larges, une immense galerie servant de foyer au public ; telles sont les améliorations que l’on remarque dans la nouvelle salle ; mais gare à l’incendie ! Il serait effroyable. Cet édifice, n’ayant pas de murs pour contenir le feu, formera cheminée…</em></p><p>Tradução Livre:</p><p><em>Para os espectadores sentados na plateia, a sala Le Peletier é absolutamente a mesma que a sala</em></p><p><em>Richelieu, apenas mais seis cadeiras foram instaladas na abertura do proscênio. O teatro é muito mais profundo que o antigo, os corredores mais amplos, uma imensa galeria servindo de hall ao público; essas são as melhorias que se nota na nova sala; mas cuidado com o fogo! Seria terrível. Este edifício, sem paredes para conter o fogo, formará uma lareira …&#8221;</em>.</p></blockquote>



<p class="has-regular-font-size">Durante anos a sala foi palco de importantes óperas e bales, recebendo os maiores compositores e os mais famosos cantores do século XIX.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="atentado-a-napoleao-iii-na-opera-le-peletier" style="color:#a30000">Atentado a Napoleão III na Ópera le Peletier:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Em 14 de janeiro de 1858, o imperador<strong> Napoleão III</strong> (1852-1870) e sua esposa a imperatriz<strong> Eugénia de Montijo</strong> (1826-1920) quando chegavam escoltados por soldados a cavalos, para assistirem a um espetáculo sofreram um grave atentado a bombas, bem em frente a entrada.</p>



<p class="has-regular-font-size">Graças a blindagem da charrete, o casal imperial escapou sem nenhum arranhão, mas entre soldados, guardas, agentes de polícia, espectadores e passantes foi registrado 156 pessoas feridas e 12 pessoas mortas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="634" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg" alt="" class="wp-image-4678" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-300x186.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-768x476.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-370x229.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-970x601.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Atentado de Felice Orsini contra Napoleão III em frente a de Ópera Le Peletier em<br>14 de janeiro de 1858″, obra de H. Vittori Romano, pintado em 1862.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Napoleão III </strong>e a esposa<strong> Eugénia</strong>, aconselhados a não criarem um movimento de pânico nas pessoas que os aguardavam no interior do teatro e que certamente escutaram as três explosões, entraram e assistirem todo o espetáculo, como se nada tivesse acontecido.</p>



<p class="has-regular-font-size">O mentor do atentado, o italiano <strong>Felice Orsini</strong> (1919-1958), revolucionário que lutava pela independência da <strong>Itália</strong>, juntamente com mais três compatriotas <strong>Pieri</strong>, <strong>Gomez</strong> e <strong>Rudio</strong> foram presos e julgados poucos meses depois.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="386" height="463" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4677" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg 386w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris-250x300.jpg 250w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris-370x444.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 386px) 100vw, 386px" /></a><figcaption>Felice Orsini, autor do atentado contra Napoleão III,<br> em 14 de janeiro de 1858. Obra de Louis Bucheister. <br>Musée Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 13 de março de 1858, <strong>Orsini </strong>e <strong>Pieri</strong> foram guilhotinados, quanto a <strong>Rudio</strong> e <strong>Gomez</strong> foram condenados a prisão perpétua com trabalhos forçados.</p>



<p class="has-regular-font-size">Consequência desse atentado, o imperador <strong>Napoleão III</strong> decidiu intervir militarmente na <strong>Itália</strong>, para liberar as cidades ocupadas pelos austríacos e tomou a decisão que fosse construído uma novo teatro em Paris, (futura <strong>Ópera Garnier</strong>, próximo artigo), moderno, rico, espaçoso e majestosamente bem localizado de forma a marcar seu governo na história da França.</p>



<p class="has-regular-font-size">Com as mudanças frequentes de governo e diversas crises políticas, a <strong>Ópera Le Peletier </strong>ainda permaneceu funcionando até 1873, quando acabou sendo inteiramente destruída por um grande incêndio na noite do dia <strong>28 </strong>ao<strong> 29 de outubro de 1873</strong>.<strong> </strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="487" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4680" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873-300x209.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873-370x257.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Litografia: “Incêndio da Ópera Le Pelletier em 28 de outubro de 1873”. Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O terreno onde se encontrava a <strong>Ópera</strong> <strong>Le Peletier</strong> foi utilizado para uma nova reurbanização do bairro e das ruas do seu entorno. Hoje, não existe mais nenhuma sinal da sua existência.</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#fffb00;color:#19191a"><em><strong>Gostaria de conhecer a Ópera Garnier e outros monumento de  Paris? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4682"/></a></figure></div>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Opéra de Paris &#8211; salle Le Peletier&#8221;</em>, no site <a href="https://www.artlyriquefr.fr/dicos/Opera%20Le%20Peletier.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Art Lyrique</a>.</li><li><em>&#8220;L’Opéra de la rue de Richelieu&#8221;</em>, no site <a href="https://www.histoires-de-paris.fr/opera-rue-richelieu-montansier/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Histoire de Paris</a>.</li><li><em>&#8220;Dictionnaire historique des rues de Paris&#8221;</em>, de Jacques Hilliret, (Ed. Les éditions de minuit, 1985).</li><li><em>&#8220;Opéra de la rue de Richelieu</em>&#8220;, no site Wikipédia na língua francesa.</li><li><em>&#8220;Opéra Le Peletier&#8221;</em>, no site Wikipédia na língua francesa.</li></ul>



<p></p>


<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/antigas-operas-de-paris-rue-richelieu-e-le-peletier/">Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/antigas-operas-de-paris-rue-richelieu-e-le-peletier/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>5</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Praça da Concórdia em Paris</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/praca-da-concordia-em-paris/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/praca-da-concordia-em-paris/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2021 16:59:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=4539</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 17 minutos</small> Praça da Concórdia em Paris. História da 5° praça Real da capital, antiga Place Louis XV, apelidada durante a Revolução Francesa (1789-1799) de Place de la Révolution, mudando novamente em 25 de outubro de 1795 no último dia do governo provisório da &#8220;Convention&#8221;, (regime político que proclamou a 1° República na França e substituiu a Assembleia legislativa), para Place de la Concorde, como sinônimo de paz e união da nação pelos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade. Depois da queda de Napoleão (1804-11814/1815) e <a href="https://segredosdeparis.com/praca-da-concordia-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/praca-da-concordia-em-paris/">Praça da Concórdia em Paris</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 17 minutos</small></p> 
<p><strong>Praça da Concórdia em Paris</strong>. História da 5° praça Real da capital, antiga <em><strong>Place Louis XV</strong></em>, apelidada durante a<strong> </strong>Revolução Francesa (1789-1799) de<em> <strong>Place de la Révolution</strong></em>, mudando novamente em <strong>25 de outubro de 1795</strong> no último dia do governo provisório da &#8220;Convention&#8221;, (regime político que proclamou a 1° República na França e substituiu a Assembleia legislativa), para <em><strong>Place de la Concorde</strong>,</em> como sinônimo de paz e união da nação pelos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade.</p>



<p>Depois da queda de <strong>Napoleão </strong>(1804-11814/1815) e com a volta da monarquia, foi chamada de <em><strong>Place Louis XVI</strong></em> em homenagem ao rei guilhotinado (ainda existe uma inscrição quase apagada na esquina da <em>rue Boissy-d&#8217;Anglas</em>, na parede esquerda do Hotel de Crillon). </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="577" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4540" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg 681w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI-300x254.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI-370x313.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px" /></a><figcaption>Placa &#8220;Place Louis XVI&#8221;, um pouco apagada, na Praça da Concórdia com a Rue Boissy-d&#8217;Anglas.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas a estátua que havia sido projetada não chegou ser realizada, por causa da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_Julho_de_1830">Revolução de Julho de 1830</a> e a subida ao trono de <strong>Luís Filipe I </strong>(1830-1848), que renomeou como em 1795, pelo nome definitivo que conhecemos hoje: <em><strong>Place de la Concorde</strong></em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="primeira-praca" style="color:#a30000">Primeira Praça.</h2>



<p>Praça com formato octogonal, com 360 metros de comprimento e 210 metros de largura é a maior praça de Paris. Localizada na margem direita do rio Sena, centralizada entre avenida dos Champs-Élysées e o jardim das Tulherias (lado Leste-Oeste), a Igreja da Madalena e a Assembleia Nacional (lado Norte-Sul).</p>



<p>A ideia da construção da&nbsp;Praça<strong> Luís XV</strong>&nbsp;surgiu em 1748 da vontade popular em homenagear o restabelecimento do rei<strong>&nbsp;Luís XV&nbsp;(</strong>1715-1774) que ficou gravemente doente durante sua estadia na cidade de <strong>Metz</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-1024x685.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4543" width="844" height="564" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-1024x685.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-300x201.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-768x514.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-970x649.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel.jpg 1075w" sizes="auto, (max-width: 844px) 100vw, 844px" /><figcaption>Praça Luís XV (1758), projeto de Ange-Jacques Gabriel (1715-1774).</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1753, um concurso foi aberto para construção da praça, onde somente os membros da Academia de Arquitetura poderiam participar. O projeto ganhador foi do arquiteto preferido do rei,&nbsp;<strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>&nbsp;(1698-1782). </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatua-equestre-de-luis-xv-1763" style="color:#a30000">Estátua equestre de Luís XV(1763).</h2>



<p>Realizada pelo escultor&nbsp;<strong>Edmé Bouchardon</strong>&nbsp;(1698-1762) somente foi finalizada após sua morte, pelo escultor&nbsp;<strong>Jean-Baptiste Pigalle</strong> (1714-1785).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="705" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-705x1024.png" alt="" class="wp-image-4544" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-705x1024.png 705w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-207x300.png 207w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-768x1115.png 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-370x537.png 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-970x1408.png 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris.png 992w" sizes="auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px" /></a><figcaption>&#8220;Estátua equestre de Luís XV, de Edmé Bouchardon e Jean-Baptiste Pigalle, Praça Luís XV. <br>Gravura de Louis-Jacques Cathelin (ca. 1739-1804). Coleção: Gallica (BnF).</figcaption></figure>
</div>


<p>Inaugurado em 20 de junho de 1763 virada para o <strong>Jardim das Tulherias</strong> (leste), a estátua do rei estava representado vestido no estilo romano, coroado pelos louros da glória e tinha um pedestal (base) ornado com baixos-relevos do arquiteto <strong>Jean Chalgrin</strong>, (1739-1811) evocando as virtudes do rei: a Força, a Justiça, a Prudência e a Paz.</p>



<p>Em volta da <strong>Praça Luís XV</strong> foram construídos pelo arquiteto <strong>Ange-Jacques Gabriel</strong> as fachadas dos dois grandes idênticos edifícios entre 1757 e 1774.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="526" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-1024x526.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4555" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-1024x526.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-300x154.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-768x395.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-370x190.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-970x498.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4.jpg 1057w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Antiga Praça da Luís XV, atual Praça da Concórdia. Projeto de Ange-Jacques Gabriel (1715-1774).</figcaption></figure>
</div>


<p>De uma lado, o <strong>Palacete do Guarda-Móveis</strong> (<strong>Hôtel du Garde-Meuble</strong>). Edifício onde se guardavam artigos preciosos de vários palácios e castelos reais excedentes como: tapeçarias, móveis, objetos de arte e joias da coroa.</p>



<p>Invadida e saqueada durante a revolução francesa (13 de julho de 1789), o edifício mudou completamente de função tornando-se o <strong>Ministério da Marinha</strong>. Em 2015, com a mudança do ministério para um outro local e após longos anos de restauração (2017 a 2020), o <strong>Hôtel de la Marine</strong> tornou-se um<strong> Museu</strong>, aberto ao público. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-1024x684.png" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4546" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-1024x684.png 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-300x200.png 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-768x513.png 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-370x247.png 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-970x648.png 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde.png 1252w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Museu da Marinha, antigo Ministério da Marinha e Guarda móveis da rainha. Foto: Site do museu.</figcaption></figure>
</div>


<p>Um edifício idêntico que se encontra do outro lado da rua Royal, (vizinho do Museu da Marinha), foi construído para ser a sede da <em>Casa da Moeda da França</em> (<em>Hôtel de la Monnaie</em>), mas transferido antes da sua instalação para o atual <em>Quai de Conti</em>, próximo a <strong>Ponte Neuf</strong>. </p>



<p>O edifício foi então dividido em quatro partes (lotes) e vendido a particulares, com a obrigação de se construir Palacetes (Hôtels) particulares por trás da única fachada projetada pelo arquiteto&nbsp;<strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4553" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-768x511.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-370x246.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-970x645.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Hotel de Crillon e Empresas privadas na Praça da Concórdia, Paris. Foto: Pline.</figcaption></figure>
</div>


<p>Que resultou nos 4 palacetes: <em>Hôtel de Coislin, Hôtel du Plessis-Bellière, Hôtel Cartier e o Hôtel d’Aumont</em>.</p>



<p>O<strong> Palacete</strong> (Hôtel) <strong>de Coislin</strong>&nbsp;(esquina com a rua Royale) é hoje propriedade de um grupo de investidores do <strong>Catar </strong>(Emirado do Oriente Médio), que aluga o espaço para empresas particulares.</p>



<p>Os Palacetes du <strong>Plessis-Bellière</strong> e <strong>Cartier</strong> foram unidos e hoje é a sede do <strong>Automóvel Clube da França</strong> (<em>Automobile Club de France</em>).</p>



<p>O Palacete <strong>d’Aumont</strong>, (esquina com a <em>rue</em> <em>Boissy d’Anglais</em>) foi adquirido em 1788 por <strong>François Félix de Crillon</strong> (1748-1820) e vendido em 1907 pelos seus descendentes para ser transformado no famoso e luxuoso: <strong>Hotel de Crillon</strong>. Propriedade atual de um membro da família real saudita, <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Mutaib_Ben_Abdallah_Ben_Abdelaziz_Al_Saoud">Mutaib Ben Abdallah Ben Abdelaziz Al Saoud</a>.</p>



<p>Com a subida ao trono de <strong>Napoleão Bonaparte I</strong> (1804-1815), primeiro imperador da França, nenhuma alteração urbana e arquitetônica ocorreu na praça.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-no-reinado-de-luis-xviii" style="color:#a30000">Praça da Concórdia, no reinado de Luís XVIII.</h2>



<p>Com a volta da monarquia, o <strong>rei&nbsp;Luís XVIII</strong>&nbsp;(1814/1815-1824) planejou que fosse construído um monumento em homenagem ao seu irmão o rei<strong> Luís XVI</strong> (1774-1773) o guilhotinado. Mas ao falecer em 1824 foi seu outro irmão&nbsp;<strong>Carlos X&nbsp;</strong>(1824-1830) que ficou encarregado de construir e financiar o monumento na praça.</p>



<p>Apesar de mudar nome agora para <strong><em>Praça Luís XVI</em></strong>, o monumento nunca foi erguido.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-no-reinado-de-carlos-x" style="color:#a30000">Praça da Concórdia, no reinado de Carlos X.</h2>



<p>O vice-rei do Egito, o paxá&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maomé_Ali">Maomé Ali&nbsp;</a>(1789-1849) embalado pelas descobertas científicas na Europa e conhecendo a paixão de&nbsp;<strong>Carlos X</strong> pelas antiguidades egípcias achou oportuno fazer uma aliança diplomática e militar com a França contra a ameaçadora Inglaterra.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="747" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI.jpg" alt="" class="wp-image-4559" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-300x219.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-768x560.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-370x270.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-970x708.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>&#8220;Praça Luís XV &#8221; (1829), de Giuseppe Canella (1788-1847). Museu Carnavalet, Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p> Desta forma ofereceu três presentes bem originais e exóticos ao rei: Uma girafa, chamada&nbsp;<strong>Zarafa</strong>, uma dezena de&nbsp;<strong>múmias</strong>&nbsp;em seus sarcófagos de granito para ser expostos no <strong>Museu do Louvre</strong> e&nbsp;dois obeliscos do Templo de <strong>Luxor</strong>.</p>



<p><strong>Zarafa</strong>, a 1° girafa da França ficou muito famosa no jardim botânico de Paris (&#8220;<strong>Jardin des Plantes</strong>&#8220;). Morreu em 1845.</p>



<p>As múmias&nbsp;foram recebidas em grandes pompas pelo rei<strong>&nbsp;Carlos X</strong>, em 1827. Após que os sarcófagos serem abertos e expostos por alguns dias ao público acabaram se decompondo rapidamente em míseros cadáveres ordinários. Restando somente duas que hoje se encontram por acaso na cripta da praça da Bastilha, (<a href="https://segredosdeparis.com/as-duas-mumias-da-praca-da-bastilha/">clique aqui</a>&nbsp;para ler meu outro artigo, sobre elas).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="obelisco-de-luxor-no-reinado-de-luis-filipe-i" style="color:#a30000">Obelisco de Luxor, no reinado de Luís Filipe I.</h2>



<p>Dos<strong> dois Obeliscos</strong> de <strong>Luxor</strong> oferecidos do <strong>Templo de Karnac</strong> (que significa, &#8220;o melhor de todos os lugares&#8221;), devido ao peso (227 toneladas), altura (23 metros) e as dificuldades de transportes pelo <strong>rio Nilo</strong>,<strong> mar Mediterrâneo</strong>, <strong>mar Atlântico</strong>, <strong>rio Sena</strong>, somente um obelisco pode chegar em <strong>Paris</strong> em 1836, já no reinado de <strong>Luís Filipe I</strong> (1830-1848).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="581" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg" alt="" class="wp-image-4560" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-300x170.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-768x436.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-370x210.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-970x550.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Segundo Obelisco de Luxor, que ficou no Templo de Karnac, no Egito. Foto: Ad Meskens.</figcaption></figure>
</div>


<p>O rei viu nesse <strong>Obelisco</strong> uma oportunidade para fazer uma propaganda política de seu governo para que a população o vissem como o<strong> rei dos franceses</strong> e <strong>não como rei da França</strong>. Foi nesse momento que ele mudou definitivamente o nome para<strong>&nbsp;Praça da Concórdia</strong>.</p>



<p>Foram dois anos de viagem, 12.000 km e três anos para desmontagem e montagem na praça. Acabou sendo inaugurada somente em&nbsp;<strong>25 de outubro de 1836</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="648" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg" alt="" class="wp-image-4562" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-300x194.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-970x629.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption>&#8220;Elevação do Obelisco em 25 de outubro de 1836&#8221;, de François Dubois&nbsp;&nbsp;(1790–1871). Museu Carnavalet, em Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>Com o tempo e muitas controvérsias o governo da<strong> França</strong> acabou recusando ir buscar o <strong>segundo Obelisco</strong> até a devolução oficial em 26 de setembro de 1981 feita pelo Presidente da França na época,<strong>&nbsp;François Mitterrand</strong> (1916-1996).</p>



<p>Em 1998. a pequena pirâmide de pedra que encontra-se no alto do obelisco foi recoberta com folhas de ouro (23,5 quilates).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="354" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4563" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg 354w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia-177x300.jpg 177w" sizes="auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px" /></a><figcaption>Detalhe ponta Obelisco. Praça da Concórdia, Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>O <strong>Obelisco de Luxor </strong>é um símbolo muito antigo chamado&nbsp;&#8220;<strong>ben-ben</strong>&#8221; que representa o 1° pedaço de terra surgido do caos no momento da criação do mundo pelo Sol.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="820" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-820x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4564" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-820x1024.jpg 820w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-768x959.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-370x462.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-970x1212.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px" /></a><figcaption>Obelisco de Luxor, na Praça da Concórdia. Foto <a href="https://www.instagram.com/garyphr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">garyphr</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Portanto era de costume decorar o &#8220;<strong>Obelisco/Sol</strong>&#8220;, com alegres babuínos na sua base com a função de guiar e dar assistência todos dias ao sol para entrada do mundo diurno.</p>



<p>Fragmento desses quatro babuínos de pedra, pesando 5,7 toneladas vieram juntos com o <strong>Obelisco</strong> <strong>de Luxor</strong>. Representados com as mãos levantadas aplaudindo, cantando e honrando o nascer do <strong>Sol</strong>. </p>



<p>Como o <strong>sexo </strong>deles estavam eretos, (simbolicamente excitados pela nascer do sol),&nbsp;o rei <strong>Luís Filipe I</strong>, preferiu não deixá-los expostos na praça para não chocar a sociedade da época e ordenou que fossem levado para o <strong>Museu do Louvre</strong>. Hoje se encontra no <strong>Museu do Louvre Lens,</strong> norte da França.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="602" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg" alt="" class="wp-image-4565" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-300x181.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-768x462.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-370x223.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-970x584.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption>Os quatro babuínos da base do Obelisco de Luxor. Museu do Louvre Lens.</figcaption></figure>
</div>


<p>A base atual de granito rosa, ilustra em duas de suas faces, a história do transporte e montagem do <strong>Obelisco</strong> na <strong>Praça da Concórdia</strong> e nas outras duas faces, uma auto-homenagem do próprio&nbsp;<strong>Luís Filipe I</strong> que patrocinou a viagem do<strong> Obelisco</strong> do <strong>Egito</strong> até <strong>Paris</strong>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="565" height="768" data-id="4569" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4569" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia.jpg 565w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia-221x300.jpg 221w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia-370x503.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px" /><figcaption>História do transporte do Obelisco</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="768" data-id="4571" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1.jpg" alt="" class="wp-image-4571" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1.jpg 570w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1-223x300.jpg 223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1-370x499.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption>História do transporte do Obelisco</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="540" height="720" data-id="4572" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4572" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia.jpg 540w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia-370x493.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /><figcaption>Inscrição na base do Obelisco de Luxor.</figcaption></figure>
</figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-por-hittorff" style="color:#a30000">Praça da Concórdia por Hittorff.</h2>



<p>Entre <strong>1836 e 1846</strong>,&nbsp;o arquiteto francês de origem alemã,&nbsp;<strong>Jacques Ignace Hittorff&nbsp;</strong>(1792-1867) transformou toda decoração da praça, preservando o desenho original do primeiro arquiteto da praça, <strong>Jacques-Ange Gabriel</strong>.</p>



<p>Foram instalados duas fontes monumentais no centro da praça, lampadários e oitos estátuas realizados por vários artistas escultores convidados por&nbsp;<strong>Hittorff</strong> para embelezar a praça.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="as-duas-fontes-da-praca" style="color:#a30000">As duas fontes da praça.</h2>



<p>Inauguradas em <strong>1° de maio de 1840</strong>, simbolizam a engenharia naval e a navegação pelos rios e mares da França, são elas:</p>



<p><strong>Fonte Fluvial&nbsp;</strong>ou <strong>Fonte dos Rios</strong>&nbsp;localizado próximo ao <strong>Museu da Marinha</strong> e <strong>Hotel de Crillon</strong> apresentam estátuas alegóricas colossais representando a agricultura, indústria e a navegação fluvial com elementos menores da natureza como a uva, o trigo, frutas e flores, irrigadas pelos rios.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-819x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4574" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-819x1024.jpg 819w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-768x960.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-370x463.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-970x1213.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a><figcaption>Fonte dos Rios da Praça da Concórdia. Foto: <a href="https://www.instagram.com/juans83/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">JuanS83</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Fonte Marítima</strong>&nbsp;ou <strong>Fonte dos Mares</strong>: Localizado mais próximo rio Sena é composta por seis figuras colossais representando o oceano com o mar Mediterrâneo, a pesca de peixes, corais, pérolas e conchas. Os cisnes se misturam com três alegorias (gênios) que simbolizam o transporte, o comércio e a astronomia.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-819x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4575" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-819x1024.jpg 819w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-768x960.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-370x463.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-970x1213.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a><figcaption>Fonte dos Mares, na Praça da Concórdia. Foto: <a href="https://www.instagram.com/manulevyphoto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Manulevy</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Para a realização dessas fontes,<strong>&nbsp;Hittorff&nbsp;</strong>contou com vários escultores: <strong>Jean-François-Théodore Gechter </strong>(1795-1844), <strong>Honoré-Jean-Aristide Husson</strong> (1803-1864),<strong> François Lanno</strong> (1800-1871), <strong>Nicolas Brion</strong> (1799-1863), <strong>Auguste-Hyacinthe Débay</strong> (1804-1865),<strong> Antoine Desboeufs</strong> (1793-1862), <strong>Jean-Jacques Feuchère</strong> (1807-1852), <strong>Antonin-Marie Moine</strong> (1796-1849), <strong>Carle Elshoecht</strong> (1797-1856) e <strong>Louis-Parfait Merlieux</strong> (1796-1855).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="colunas-rostrais-e-lampadarios" style="color:#a30000">Colunas Rostrais e&nbsp;lampadários.</h2>



<p>Na antiga<strong> Grécia</strong> e na antiga <strong>Roma</strong> as colunas &#8220;<strong>Rostrais</strong>&#8221; (em latim &#8220;Rostrum&#8221;, proas de navios, em português) eram erguidas na cidade para comemorar vitórias navais. Instaladas na parte mais alta das colunas, exibiam a frente dos navios capturados em batalhas. </p>



<p>Na<strong> Praça da Concórdia</strong>, o arquiteto <strong>Jacques Hittorf</strong> (1792-1867) após convidar renomados escultores para decorar as duas fontes que havia projetado (Fonte dos Rios e a Fonte dos Mares), continuou com sua ideia de criar uma atmosfera marítima para Praça, em homenagem ao <strong>Ministério da Marinha</strong>, localizado na praça.</p>



<p>Foram portanto então projetadas dezesseis (16) <strong>Colunas Rostrais</strong> em ferro fundido de 9,60 metros com lampadários dispostas simetricamente no entorno da praça. Todas instaladas sobre um pedestal de pedra compostos por três partes (seções):</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="960" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4576" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia-200x300.jpg 200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia-370x555.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption>Coluna Rostral e lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Magdalena Martin.</figcaption></figure>
</div>


<p>Seção inferior ornamentada de cada lado por duas proas de navios (&#8220;<strong>rostres</strong>&#8220;) encimadas por um lampadário respectivo.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="830" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-1024x830.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4577" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-1024x830.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-300x243.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-768x623.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-370x300.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-970x786.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral.jpg 1110w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Seção intermediaria de uma Coluna Rostre e seu lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Arnaud Frich.</figcaption></figure>
</div>


<p>Seção intermediária composta por uma coluna canelada.</p>



<p>E uma terceira seção composta por um capitel de ordem mista decorada por quatro &#8220;<strong>mascaron</strong>&#8221; (mascarão de rostos femininos) encimada por um globo lampadário em forma de farol. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="830" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-1024x830.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4578" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-1024x830.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-300x243.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-768x623.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-370x300.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-970x786.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral.jpg 1110w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Seção superior de uma Coluna Rostre e seu lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Arnaud Frich.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="as-8-estatuas-de-mulheres-representado-cidades-francesas" style="color:#a30000">As 8 estátuas de mulheres representado cidades francesas.</h2>



<p>Em volta do <strong>Obelisco de Luxor</strong>, em cada canto da praça se encontram oito estátuas de mulheres em pedra, de vários escultures, representando as principais cidades da França:</p>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-brest-e-rouen-por-jean-pierre-cortot-1787-1843" style="color:#1e00a3">Estátuas de Brest e Rouen, por&nbsp;Jean-Pierre Cortot&nbsp;(1787-1843).</h3>



<p>Segundo alguns historiadores, em frente a a estátua de Rouen era local onde se encontrava a guilhotina que executou Luís XVI em 21 de janeiro de 1793.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4579" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Brest_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4579"/><figcaption>Estátua de Brest, por Jean-Pierre Cortot (1787-1843).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4580" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Rouen_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4580"/><figcaption>Estátua de Rouen, por Jean-Pierre Cortot (1787-1843).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-lyon-e-marselha-por-pierre-petitot-1790-1852" style="color:#1e00a3">Estátuas de Lyon&nbsp;e&nbsp;Marselha, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4581" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Lyon_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4581"/><figcaption>Estátuas de Lyon, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4582" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Marselha_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4582"/><figcaption>Estátuas de Marselha, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-bordeaux-e-nantes-de-louis-denis-caillouette-1794-1862" style="color:#1e00a3">Estátuas de Bordeaux&nbsp;e&nbsp;Nantes, de&nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4583" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Bordeaux_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4583"/><figcaption>Estátuas de Bordeaux, por&nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4584" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Nantes_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4584"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Nantes, por &nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-lille-e-estrasburgo-por-james-pradier-1790-1852" style="color:#1e00a3">Estátuas de&nbsp;Lille&nbsp;e&nbsp;Estrasburgo,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4585" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Lille_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4585"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Lille,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4586" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Estrasburgo_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4586"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Estrasburgo,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>
</figure>



<p>O escultor<strong>&nbsp;Pradier</strong>&nbsp;fazendo uma homenagem ao rei&nbsp;<strong>Luís Filipe I</strong>&nbsp;(1830-1848) pela decisão da renovação da <strong>Praça da Concórdia</strong>, usou como modelo para estátua de&nbsp;<strong>Lille</strong>, a quarta filha do rei, a princesa&nbsp;<strong>Clementina de Orléans</strong>&nbsp;(1817-1907).</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="846" height="850" data-id="4590" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans.jpg" alt="" class="wp-image-4590" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans.jpg 846w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-768x772.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-370x372.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 846px) 100vw, 846px" /><figcaption>Retrato parcial de Clementina de Orléans&nbsp;(1817-1907), <br>de Franz Xaver Winterhalter&nbsp;&nbsp;(1805–1873)&nbsp;</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="727" height="753" data-id="4591" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1.jpg" alt="" class="wp-image-4591" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1.jpg 727w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1-290x300.jpg 290w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1-370x383.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 727px) 100vw, 727px" /><figcaption>Retrato de Juliette Drouet&nbsp;(1806-1883), <br>de Alphonse-Léon (1807-1884).</figcaption></figure>
</figure>



<p>A modelo de&nbsp;<strong>Estrasburgo</strong>&nbsp;foi representada pela atriz&nbsp;<strong>Juliette Drouet</strong>&nbsp;(1806-1883), amante do escultor<strong>&nbsp;Pradier</strong>, na qual tiveram uma filha, chamada<strong>&nbsp;Claire Gauvain</strong> (1826-1846), depois foi também amante do escritor&nbsp;<strong>Victor Hugo</strong>&nbsp;(1802-1885).&nbsp;</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="os-dois-leoes-da-praca-da-concordia" style="color:#a30000">Os dois Leões da Praça da&nbsp;Concórdia:</h2>



<p>A escultura dos dois leões em mármore de Carrara, do escultor italiano&nbsp;<strong>Giuseppe Franch</strong>i&nbsp;(1731-1806) foram realizadas em 1806 e instaladas em 1819, no alto de uma base em pedra, junto ao muro que divide a <strong>Praça da Concórdia</strong> e o <strong>Jardim das Tulherias</strong>.</p>



<p>Cada um, com sua grande juba cacheada, uma forte musculatura aparente na barriga e patas, olhando para baixo em direção a rua em posição de guarda.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="677" data-id="4587" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4587" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-300x198.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-768x508.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-370x245.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-970x641.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Leão próximo ao Museu Jeu de Paume.<br>Foto: AG. Photographe.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="608" height="437" data-id="4588" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie.jpg" alt="" class="wp-image-4588" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie.jpg 608w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie-300x216.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie-370x266.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 608px) 100vw, 608px" /><figcaption>Leão próximo  ao Museu da l’Orangerie<br>Foto: Autor desconhecido.</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-regular-font-size">Símbolo de força e coragem, o <strong>leão</strong> sempre foi muito representado na antiguidade com guardiões e protetores de templos, palácios, santuários, tronos e entradas para lugares importantes.</p>



<p class="has-regular-font-size">No caso dos dois leões de&nbsp;<strong>Giuseppe Franchi</strong>, eles protegem e guardam a <strong>Praça da Concórdia</strong> e os dois centros de artes que se encontram dentro do Jardim das Tulherias, um em cada lado, o&nbsp;&#8220;<strong>Jeu de Paume</strong>&#8221;&nbsp;e&nbsp;&#8220;<strong>Museu de l’Orangerie</strong>&#8220;.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="cavalos-de-marly" style="color:#a30000">Cavalos de Marly.</h2>



<p>Em 1739, bem em antes das duas reformas da <strong>Praça da Concórdia</strong>, o rei<strong>&nbsp;Luís XV</strong>&nbsp;(1715-1774), encomendou ao escultor&nbsp;<strong>Nicolas Coustou</strong>&nbsp;(1658-1733), um grupo de esculturas equestres:&nbsp;<em>“Mercúrio (Guerra) e a Fama (Renommée) montando o cavalo alado Pégaso”</em>&nbsp;(mitologia grega), para o <strong>Castelo de Marly</strong>.</p>



<p>Em 1793, após escaparem aos saques durante a revolução francesa (1793), sob ordens do pintor&nbsp;<strong>Jacques-Louis David</strong>&nbsp;(1748-1825) foram transportados em 1795, para&nbsp;<strong>Praça da Concórdia</strong> e erguidas em cada lado da calçada, na entrada da <strong>Avenida dos Champs-Élysées</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="885" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-1024x885.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4605" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-1024x885.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-300x259.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-768x663.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-370x320.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-970x838.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Réplica em mármore do &#8220;Mercúrio montando o cavalo alado Pégaso&#8221;, de Michel Bourbon. Foto: <a href="https://www.instagram.com/mademoizelle_.m/">mademoizelle_.m</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1984 acabaram sendo transferidas ao Louvre pois temiam que pudessem serem danificadas por vândalos, e no mesmo local foram instaladas réplicas em mármore, do escultor&nbsp;<strong>Michel Bourbon</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="relogio-solar-na-praca-da-concordia" style="color:#a30000">Relógio solar na Praça da Concórdia.</h2>



<p>Você já notou numerais romanos imponentes nos paralelepípedos da Praça da Concórdia?</p>



<figure class="wp-block-video aligncenter"><video height="320" style="aspect-ratio: 576 / 320;" width="576" controls src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Relogio-solar-na-Praca-da-Concordia_de_Norba_Zamboni.mp4"></video><figcaption>Vídeo do algarismo romano do Relógio Solar da Praça da Concordia, realizado por <a href="https://www.facebook.com/norbazamboni54" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Norba Zamboni</a>.</figcaption></figure>



<p>As linhas de bronze e seus algarismos romanos fazem parte de um gigantesco relógio de sol, cujo o <strong>Obelisco de Luxor</strong> tem a função de agulha do ponteiro para marcar as horas do dia.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="374" height="268" data-id="4598" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII.jpg" alt="" class="wp-image-4598" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII.jpg 374w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII-300x215.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII-370x265.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="404" height="276" data-id="4599" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X.jpg" alt="" class="wp-image-4599" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X.jpg 404w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X-370x253.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="395" height="270" data-id="4600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI.jpg" alt="" class="wp-image-4600" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI.jpg 395w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI-370x253.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px" /></figure>
</figure>



<p>Projeto que havia sido abandonado duas vezes por causa da <strong>Primeira</strong> e <strong>Segunda Guerra Mundial</strong>, acabou sendo realizado em<strong>&nbsp;21 de junho de 1999</strong>&nbsp;durante o solstício de verão, para marcar a passagem do ano 2000.</p>



<p>A sombra do mostrador parte do<strong>&nbsp;Obelisco de Luxor</strong>&nbsp;cruzando a praça&nbsp;para seguir sobre uma linha de bronze até chegar no indicador da hora solar marcada no solo em algarismo romano, indo do número VII ao XVII.</p>



<p>A precisão da hora depende da data, pois somente alguns dias do ano coincidem com a hora correta (solstícios ou equinócios).</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#feff00;color:#202020"><em><strong>Gostaria de conhecer a Praça da Concórdia em Paris e outros locais? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4601"/></a></figure>
</div>


<p><strong>Foto capa</strong>: <a href="https://www.instagram.com/macciadello/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mattia Dello Spedale Venti</a>.</p>



<p><strong>Fonte</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;La place de la Concorde se souvient: Mémoires d&#8217;un haut lieu de l&#8217;histoire de France&#8221;</em>, de&nbsp;Michel Faul&nbsp;(Ed. Sotéca, 2020).</li><li><em>&#8220;Dictionnaire historique des rues de Paris&#8221;</em>, de Jacques Hillairet (Ed. de Minuit, 1997).</li><li><em>&#8220;Place de la Concorde&#8221;</em>, no site Wikipédia em francês.</li></ul>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/praca-da-concordia-em-paris/">Praça da Concórdia em Paris</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/praca-da-concordia-em-paris/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>9</slash:comments>
		
		<enclosure url="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Relogio-solar-na-Praca-da-Concordia_de_Norba_Zamboni.mp4" length="1142095" type="video/mp4" />

			</item>
		<item>
		<title>Le Déjeuner sur l’herbe</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 May 2021 20:40:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Museus]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=4474</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 13 minutos</small> Le Déjeuner sur l’herbe, em português: &#8220;O almoço sobre a relva&#8221; ou &#8220;O piquenique no bosque&#8221;, do pintor francês, Édouard Manet (1832-1883), intitulada inicialmente como: Le Bain (&#8220;O Banho&#8221;) ou &#8220;Le Petit carrée&#8221; foi apresentada no Salon de Paris, em 1863 e recusada pelo júri oficial por imoralidade, falta de técnica e de estilo. Aceito no Salão dos Recusados (&#8220;Salon des Refusées&#8221;) em 15 de maio de 1863 criado especialmente por iniciativa de Napoleão III (1852-1870) que considerou o júri do Salon <a href="https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/">Le Déjeuner sur l’herbe</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 13 minutos</small></p> 
<p><strong><em>Le Déjeuner sur l’herbe</em></strong>, em português:<em> &#8220;O almoço sobre a relva&#8221;</em> ou <em>&#8220;O piquenique no bosque&#8221;</em>, do pintor francês, <strong>Édouard Manet</strong> (1832-1883), intitulada inicialmente como: <em><strong>Le Bain</strong></em> (<em>&#8220;O Banho&#8221;</em>) ou <em>&#8220;Le Petit carrée&#8221;</em> foi apresentada no <strong>Salon</strong> de Paris, em 1863 e recusada pelo júri oficial por imoralidade, falta de técnica e de estilo.</p>



<p>Aceito no <strong>Salão dos Recusados</strong> (<em>&#8220;Salon des Refusées&#8221;</em>) em 15 de maio de 1863 criado especialmente por iniciativa de <strong>Napoleão III</strong> (1852-1870) que considerou o júri do <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Salon_de_peinture_et_de_sculpture" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Salon</strong> </a>oficial severo demais ao recusarem cerca de 3.000 obras das 5.000 inscritas.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4481" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-300x236.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-768x605.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-370x291.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_Manet-1-970x764.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe” (1863), de Édouard Manet. Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mesmo nessa exposição paralela, <strong>Manet</strong> com seu<em><strong> Le déjeuner sur l&#8217;herbe</strong></em> foi objeto de zombarias com uma grande reação negativa dos críticos de arte, dos jornalistas e uma boa parte dos visitantes. Classificada como indecente e de pouco valor artístico.</p>



<p><strong>Manet</strong>, mesmo inspirando-se em obras de antigos mestres provocou um escândalo na sociedade da época, pois conseguiu fazer uma ruptura significativa contra o academismo dos pintores classicistas em moda naquele momento. </p>



<p>Tela de grande formato, de 2.08 m de altura por 2.65 m de comprimento, encontra-se atualmente em exposição no <strong>Museu d’Orsay</strong>, em Paris, na França.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="469" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-1024x469.jpg" alt="" class="wp-image-4483" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-1024x469.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-300x137.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-768x352.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-370x169.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay-970x444.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Museu_dOrsay.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Museu d’Orsay, em Paris. Foto: DXR.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="inspiracoes" style="color:#090784">Inspirações: </h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-concert-champetre-1509-1510" style="color:#a30000">&#8220;Le Concert champêtre&#8221; (1509-1510).</h2>



<p>Ou em português: &#8220;<em>O Concerto Campestre</em>&#8220;. Obra iniciada em 1509 por <strong>Giorgione</strong> (1477-1510) e finalizada provavelmente em 1510, pelo seu aluno <strong>Ticiano</strong> (1490-1576), logo após a morte do mestre.</p>



<p>A composição apresenta quatro personagens em poses semelhantes a obra de <strong>Manet,</strong> inclusive com uma lagoa bem ao fundo no vale, só faltou mesmo a presença da mulher tomando banho.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="815" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-1024x815.jpg" alt="" class="wp-image-4486" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-1024x815.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-300x239.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-768x611.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-370x295.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian-970x772.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Concert_champetre_de_Titian.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Concert champêtre&#8221; (1509/1510), de Giorgione (1477-1510) e Ticiano (1490-1576). Museu do Louvre.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-jugement-de-paris-1514-a-1518" style="color:#a30000">&#8220;Le Jugement de Pâris&#8221; (1514 a 1518).</h2>



<p>Obra perdida de<strong> Rafael</strong> (1483-1520), mais que ficou conhecida graças as gravuras feitas entre 1514 e 1518, por <strong>Marcantonio Raimondi </strong>(1480-1534). Os três personagens sentados no lado direito do observador serviram como fonte de inspiração para a obra de <strong>Manet</strong>. </p>



<p>Enquanto que as mulheres da esquerda, podem ter servido com fonte de inspiração para <strong>Pablo Picasso</strong> (1881-1973), para sua <em>&#8220;Les Demoiselles&#8221;</em>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="663" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-1024x663.jpg" alt="" class="wp-image-4488" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-1024x663.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-300x194.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael-970x628.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le-Jugement-de-Paris_Marcantonio_Raimondi_Rafael.jpg 1042w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Le Jugement de Pâris&#8221;, de Rafael. Gravura de Marcantonio Raimondi (1480-1534). Museu Staatsgalerie, Stuttgart (Alemanha).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="la-partie-carree-ou-the-foursome-1713" style="color:#a30000">&#8220;La Partie carrée&#8221; ou &#8220;The Foursome&#8221; (1713).</h2>



<p>Obra do pintor francês <strong>Jean-Antoine Watteau</strong> (1684-1721), que apresenta quatro figuras conversando dois homens e duas mulheres iluminadas em um jardim à noite, cenário semelhante a obra de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-1024x767.jpg" alt="" class="wp-image-4490" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-1024x767.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-768x575.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-370x277.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree-970x727.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Antoine_Watteau_-_La_Partie_carree.jpg 1275w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;La Partie carrée&#8221; (1713), de Jean-Antoine Watteau (1684-1721).</figcaption></figure>
</div>


<p>Título com conotação sexual, para dizer: <em>&#8220;sexo em grupo&#8221;</em> ou <em>&#8220;sexo grupal&#8221;</em>, no caso aqui em tradução livre pode ser: <em>&#8220;<strong>Jogo a quatro</strong>&#8220;</em> ou <em>&#8220;<strong>Partida a Quatro</strong>&#8220;</em>. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="descricao-da-obra" style="color:#090784">Descrição da obra:</h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-dejeuner-sur-l-herbe-1863-de-manet" style="color:#a30000">&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Manet.</h2>



<p>Composta essencialmente por quatro personagens, sendo dois homens vestidos em trajes da época (1861), uma mulher nua (que fixa seu olhar para o expectador) e uma mulher ao fundo se banhando vestida em um pequeno rio (ou lago).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="861" height="647" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4491" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa.jpg 861w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-768x577.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet-capa-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 861px) 100vw, 861px" /></a><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Édouard Manet (1832-1883).</figcaption></figure>
</div>


<p>Todos estão inseridos numa paisagem natural, podendo ser uma floresta, um bosque ou um jardim particular imaginado por <strong>Manet</strong>. Uma natureza composta por árvores, folhagens, um gramado, um rio, um barco encostado na margem, um sapo (canto esquerdo ao lado das vestes da mulher) e um pássaro (no alto, acima das costas da banhista).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="951" height="750" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4493" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo.jpg 951w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-768x606.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_passaro_e_sapo-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px" /></a><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1863), de Édouard Manet (1832-1883).</figcaption></figure>
</div>


<p>Entretanto, como sabemos não é uma cena real pintada no exterior, pois tudo foi feito em estúdio. Composição inspirada em esboços traçados nos jardins da casa da família do pintor em <strong>Gennevilliers</strong>, cidade localizada a 4 km de Paris, lado norte. </p>



<p>A perspectiva da obra foi quebrada com a banhista que se encontra no fundo que está atrás dos três principais personagens do 1° plano, está totalmente fora de escala, deveria ser bem menor. </p>



<p>As luzes e sombras também estão fora do contexto dos personagens, deixando claro que a composição não foi feita num bosque e que a iluminação é artificial. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="951" height="750" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4495" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise.jpg 951w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-768x606.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_analise-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 951px) 100vw, 951px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe”. Composição piramidal de Manet. Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Como nas composições da arte clássica, os quatro personagens estão inscritas em um triângulo, enquanto que os dois homens formam um triângulo invertido como nas composições piramidais do renascimento.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="analise-da-obra" style="color:#830707">Análise da obra:</h2>



<p>Por causa das duas mulheres, uma nua e a outra vestida sensualmente com uma longa camisa molhada,<strong> Manet</strong> chamou sua pintura de forma descontraída de <em>&#8220;La Partie carrée&#8221;</em> (como havia feito <strong>Watteau</strong>, na sua obra com o mesmo tema, visto mais acima), que pode significar aqui nessa caso: <em>&#8220;<strong>Jogo sexual a quatro</strong>&#8220;</em>.</p>



<p>Uma forma debochada que <strong>Manet </strong>chamava sua obra junto aos amigos quando discutiam sobre a polêmica do quadro e a reação pervertida da sociedade burguesa da época que julgaram as duas mulheres como sendo prostitutas e a obra obscena. </p>



<p>A imagem da mulher sentada é uma colagem do rosto de <strong>Victorine Meurent</strong> (1844-1927), pintora e modelo preferida de <strong>Manet</strong>. Quanto que o corpo nu é de<strong> Suzanne Leenhoff</strong> (1829-1906), companheira do pintor e mais tarde, sua esposa chamada também <strong>Suzanne Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="649" height="713" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4497" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres.jpg 649w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres-273x300.jpg 273w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_mulheres-370x406.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /></a><figcaption>Suzanne Leenhoff (1829-1906), modelo na obra de Manet, &#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221;.</figcaption></figure>
</div>


<p>Ela se destaca tanto pela sua brancura de pele, quanto pela intensidade de seu olhar ao nós fixar.</p>



<p>Posicionada nua, ao lado de dois homens vestidos com roupas contemporâneas, não parece estar constrangida ou envergonhada, ao contrário ela demonstra uma total confiança, liberdade e espontaneidade (talvez porque estava vestida quando foi retratada). </p>



<p>O homem sentado ao lado dela, que tem um olhar perdido no vazio é o escultor holandês, <strong>Ferdinand Leenhoff </strong>(1841-1914), irmão de <strong>Suzanne Leenhoff</strong>, amigo e futuro cunhado de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="809" height="673" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4498" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens.jpg 809w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-300x250.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-768x639.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_homens-370x308.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 809px) 100vw, 809px" /></a><figcaption>Ferdinand Leenhoff (1841-1914), Eugène Manet (1833-1892) e Alexandrine Zola (1839-1925).</figcaption></figure>
</div>


<p>O homem meio deitado sobre a grama é <strong>Eugène Manet</strong> (1833-1892), irmão mais novo de <strong>Édouard Manet</strong>. Quanto a mulher que se banha ao fundo que está fora de perspectiva é <strong>Alexandrine Méley</strong> (1839-1925), modelo bem conhecida dos pintores da época e futura esposa do escritor <strong>Émile Zola </strong>(1840-1902), chamada mais tarde de <strong>Alexandrine Zola</strong>. Sua atitude foi interpretada como de uma prostituta que lava seu corpo após o ato sexual. </p>



<p>Outra razão do escândalo foi também que interpretaram o cesto de piquenique tombado, como um símbolo de luxúria e de prazeres carnais.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="752" height="458" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4500" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique.jpg 752w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique-300x183.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Dejeuner_sur_lherbe_de_Edouard_Manet_cesto_de_piquenique-370x225.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px" /></a><figcaption>Cesto de piquenique tombado: Símbolo de luxuria e prazeres carnais.</figcaption></figure>
</div>


<p>A <strong>natureza morta</strong> foi representada por uma <strong>cesta de piquenique tombada</strong>, com frutas de várias estações do ano; pêssegos, figos, cerejas, podem significar a perda da inocência. As conchas abertas das ostras esparramadas ao lado da cesta por serem afrodisíacas podem significar os prazeres eróticos. </p>



<p>O <strong>sapo</strong> (grenouille) era o apelido que os estudantes davam as prostitutas da época. E o pássaro, (um caboclinho frade), ao contrário da <strong>pomba sagrada</strong> tem um relação com o pecado e o erotismo, ambos que apesar de representarem o mundo moderno e contemporâneo, aqui foi visto como um atentado aos bons costumes da época. </p>



<p>Como mesmo disse<strong> Édouard Manet</strong>: <em>&#8220;Il faut être de son temps et faire ce qu’on voit!&#8221;</em>. Tradução:<br>&#8220;<em>É preciso você estar no seu próprio tempo e fazer o que você vê&#8221;</em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="le-dejeuner-sur-l-herbe-e-suas-reinterpretacoes" style="color:#a30000">Le Déjeuner sur l’herbe e suas reinterpretações.</h2>



<p><strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>, de<strong> Édouard Manet</strong> marcou uma verdadeira revolução no mundo da pintura, de tal forma que vários pintores antigos e contemporâneos fizeram uma adaptação pessoal em suas carreiras. </p>



<p>O simples fato de ter sido copiada, transformada e reinterpretada por artistas das gerações seguintes, demonstra perfeitamente essa reviravolta na história da arte. Para muitos historiadores, a obra de <strong>Manet</strong> abriu uma porta importante para o nascimento da pintura moderna. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="reinterpretacoes-da-obra" style="color:#090784">Reinterpretações da obra:</h2>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="claude-monet-1840-1926" style="color:#a30000">Claude Monet (1840-1926).</h2>



<p>Numa demonstração do novo estilo que estava se iniciando, o Impressionismo, ao realizar seu imenso: <em><strong>&#8220;Déjeuner sur l’herbe&#8221;</strong></em> deu mais ênfase nos jogos de luz e sombra natural do que ao tema e seus significados. </p>



<p>Na verdade sua obra, serviu mais como uma homenagem a seu amigo <strong>Édouard Manet</strong>, lhe dando apoio as novidades que ele trouxe para pintura e repudiando as controversas negativas, sustentada pela crítica e a sociedade.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="894" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4501" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe.jpg 894w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-262x300.jpg 262w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-768x880.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Monet_dejeuner_sur_l_herbe-370x424.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 894px) 100vw, 894px" /></a><figcaption>Uma das partes cortadas por Monet: “Le Déjeuner sur l’herbe” (1866). Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>A obra está atualmente incompleta, pois foi cortado em três pedaços pelo próprio <strong>Monet</strong>, por problemas de umidade. Duas das partes se encontram no <strong>Museu d’Orsay</strong> e a terceira está desaparecida. </p>



<p>Ainda hoje muitas pessoas confundem os dois artistas, <strong>Monet </strong>e<strong> Manet</strong> e vice-versa.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="james-tissot-1836-1902" style="color:#a30000">James Tissot (1836-1902).</h2>



<p><em>&#8220;<strong style="font-style: italic;">La Petite carrée</strong>&#8220;</em> (1870), de <strong>James Tissot </strong>(1836-1902). Pintor retratista francês renomado na alta sociedade inglesa que ao contrário de seus colegas, suas obras foram regularmente aceitas nos <strong>Salões de Paris</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="940" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4502" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree.jpg 940w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-300x245.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-768x627.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/James_Tissot_-_La_Partie_carree-370x302.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /></a><figcaption>&#8220;La Petite carrée&#8221; (1870), de James Tissot (1836-1902). Galeria Nacional do Canadá, em Ottawa.</figcaption></figure>
</div>


<p>Todas consideradas aceitáveis pelo grande público e críticos de arte, mas seu estilo era diferente e uma novidade em relação as tradicionais pinturas acadêmicas do século XIX.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="paul-cezanne-1839-1906" style="color:#a30000">Paul Cézanne (1839-1906).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (1876-1877), de <strong>Paul Cézanne</strong> (1836-1906) representa uma cena de recreação burguesa e bem mais aceitável que a obra &#8220;escandalosa&#8221; de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="597" height="450" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4504" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie.jpg 597w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie-300x226.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Paul_Cezanne_-_Le_Dejeuner_sur_lherbe_Orangerie-370x279.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe” (1876-1877), de P. Cézanne. Museu de l’Orangerie, em Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>O objetivo dele foi fazer uma demonstração do novo estilo de arte, conhecido como impressionismo, dando ênfase ao jogo de luz e sombra numa pintura feita diretamente ao ar livre, comparando com “Le déjeuner sur l’herbe”, de Manet, realizada em ateliê, com o uso da luz artificial.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="pablo-picasso-1881-1973" style="color:#a30000">Pablo Picasso (1881-1973).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe, d’après Manet</strong>&#8220;</em> (1961-1962) foi realizado por<strong> Pablo Picasso</strong> (1881-1973) quase um século depois que Manet apresentou sua obra no Salão dos Recusados.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="633" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4505" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-768x608.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/dejeuner-sur-lherbe-picasso-370x293.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>“Le Déjeuner sur l’herbe d’après Manet” (1962), de P. Picasso (1881-1973). Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>O pintor espanhol fez uma revisão profunda e complexa do tema produzindo 26 telas (o <strong>Museu d’Orsay</strong> tem 16 versões diferentes), 6 gravuras em linóleo e 140 desenhos. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="alain-jacquet-1939-2008" style="color:#a30000">Alain Jacquet (1939-2008).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (1964), do pintor francês,<strong> Alain Jacquet</strong> (1939-2008) é uma reinterpretação moderna para obra de <strong>Manet</strong>, utilizando a técnica da serigrafia para compor o seu “Almoço” (Déjeuner).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="922" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-1024x922.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4506" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-1024x922.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-300x270.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-768x691.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-370x333.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe-970x873.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alain_Jacquet_le_dejeuner_sur_lherbe.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Le déjeuner sur l’herbe “(1964), de Alain Jacquet (1939-2008). Centre Pompidou Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Alain Jacquet</strong>, um dos percussores da <strong>Pop Art </strong>na França trabalhou o seu quadro, no estilo de uma<br>publicidade americana, questionando se sua produção mecânica de fotografias e serigrafias poderiam ser consideradas como obras artísticas. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="herman-braun-vega-1923-2019" style="color:#a30000">Herman Braun-Vega (1923-2019).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Les invités sur l’herbe, d’après Velázquez, Manet et Picasso</strong>&#8221; </em>(1970), do pintor peruano <strong>Herman Braun- Vega </strong>(1923-2019) é uma das várias interpretações figurativas do <em>&#8220;<strong>Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em>, de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="594" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4508" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe.jpg 546w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe-276x300.jpg 276w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Herman-Braun-Vega_les_invites_sur_lherbe-370x403.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></a><figcaption>“Les invités sur l’herbe, d’après Velázquez, Manet et Picasso” (1970), <br>de Herman Braun-Vega (1923-2019). Museu de Arte Moderna, de Paris (MAM).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="seward-johnson-1930-2020" style="color:#a30000">Seward Johnson (1930-2020).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Déjeuner Déjà vu</strong>&#8220;</em> (1994), do americano <strong>Seward Johnson</strong> (1930-2020) é uma escultura em bronze pintada feita com muita precisão baseada na obra, <em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong></em>&#8220;, de <strong>Édouard Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="710" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4509" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-300x208.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-768x533.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-370x257.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Dejeuner_Deja-vu_Seward_Johson-970x673.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Déjeuner Déjà vu”, escultura em bronze de Seward Johson (1930-2020). Foto: Paul VanDerWerf.</figcaption></figure>
</div>


<p>Instalada no Parque-Museu <em>&#8220;<strong>Grounds For Sculpture</strong>&#8220;</em>, em Hamilton, Nova Jersey (EUA), obra de <strong>Seward Johnson</strong> que explora as fronteiras entre realidade e representação, apresentada numa reprodução tridimensional em tamanho real da obra de <strong>Manet</strong>. O efeito foi potencializado pela instalação da escultura em meio a vegetação.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="francis-moreeuw-1949" style="color:#a30000">Francis Moreeuw (1949).</h2>



<p><em>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe</em>&#8221; (1987), revisitada pelo pintor francês contemporâneo, Francis Moreeuw (1949).</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" width="830" height="635" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4511" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe.jpg 830w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-300x230.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-768x588.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Francis_Moreeuw_Le_dejeuner_sur_lherbe-370x283.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px" /><figcaption>&#8220;Le Déjeuner sur l’herbe&#8221; (1987), de Francis Moreeuw (1949). Galeria Moreeuw.</figcaption></figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="sharon-hodgson" style="color:#a30000">Sharon Hodgson.</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Picnic on the Grass</strong>&#8220;</em> (2007), da pintora canadense <strong>Sharon Hodgson.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="595" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4512" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson-300x232.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picnic_on_the_Grass_Sharon_Hodgson-370x287.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption>“Picnic on the Grass” (2007), de Sharon Hodgson.</figcaption></figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="rip-hopkins-1972" style="color:#a30000">Rip Hopkins (1972).</h2>



<p><em>&#8220;<strong>Cyrille &amp; le déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em> (2006). Em 2008, no <strong>Salão da Fotografia de Paris</strong>, o fotógrafo britânico <strong>Rip Hopkins</strong> apresentou sua interpretação da obra &#8220;<em><strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong>&#8220;</em>, de <strong>Manet</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="475" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins.jpg" alt="Le Déjeuner sur l’herbe" class="wp-image-4513" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins.jpg 600w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins-300x238.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Cyrille-le_dejeuner_sur_lherbe_Hip_Hopkins-370x293.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>“Cyrille &amp; le déjeuner sur l’herbe”(2006). Foto: Hip Hopkins.</figcaption></figure>
</div>


<p>A imagem nasceu no final de 2006, por encomenda do <strong>Musée d’Orsay</strong>, em comemoração do 20º aniversário da instituição. <strong>Hopkins</strong> recebeu carta branca para fotografar funcionários do museu junto as obras expostas pelo museu.</p>



<p>Na frente da obra de <strong>Manet</strong>, <em>&#8220;<strong>Le Déjeuner sur l’herbe</strong></em>&#8220;, o agente de segurança <strong>Cyrille</strong>, se ofereceu em posar nu, para completar a cena rompendo com as barreiras morais e com os preconceitos antigos.</p>



<p>Pela ousadia a foto acabou sendo censurada pelo presidente do museu na época, alegando que não era relevante e de interesse para a exposição. Como <strong>Hopkins </strong>havia assinado um acordo, a foto ficou &#8220;congelada&#8221; e proibido de ser publicada em jornais, revistas, exposições&#8230;</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="566" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe.jpg" alt="" class="wp-image-4514" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe.jpg 600w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe-300x283.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Hip_Hopkins_lemonde_Cyrille_Dejeuner_sur_lherbe-370x349.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption>Escândalo da fotografia de Hip Hopkins no jornal “Le Monde”. <br>Artigo de Claire Guillot, 16-17 novembre 2008.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas em 2008, (dois anos depois), com a autorização do agente de segurança, <strong>Cyrille</strong> (o homem da foto) e a mudança da presidência do <strong>Museu d’Orsay</strong>, a foto acabou sendo publicada pela fundação <strong>HSBC</strong> e o &#8220;escândalo&#8221; do homem nu  saiu na mídia e viralizou nas redes sociais e no mundo.</p>



<p class="has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#fffb02;color:#111111"><em><strong>Quer conhecer o Museu d&#8217;Orsay e outros locais de Paris comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/agendar_passeios-3.png" alt="" class="wp-image-4520" width="300" height="89"/></a></figure>
</div>


<p><strong>Fontes:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Site do Museu d&#8217;Orsay.</em></li><li>&#8220;<em>Le Déjeuner sur l&#8217;herbe</em>&#8220;, no site Wikipédia francês. </li><li><em>&#8220;Le Guide Musée d&#8217;Orsay&#8221;</em>, de Caroline Mathieu (Ed. Flamarion).</li></ul>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/">Le Déjeuner sur l’herbe</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/le-dejeuner-sur-lherbe/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Moulin de la Galette em Montmartre</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/moulin-de-la-galette-em-montmartre/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/moulin-de-la-galette-em-montmartre/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 May 2021 16:27:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=4423</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> Moulin de la Galette em Montmartre foi um famoso baile público que permitiu graças a sua reputação preservar os dois últimos moinhos da colina, sobreviventes da grande urbanização, o Moulin Blute-fin e o Moulin Radet, comprados por Nicolas-Charles Debray em 1809 e 1812, respectivamente. O Moulin de la Galette (antigo Blute-fin) está situado no alto de uma colina, no 75 rue Lepic, em uma propriedade particular sem acesso aos turistas. Enquanto que o Moulin Radet situado na esquina da rue Lepic com <a href="https://segredosdeparis.com/moulin-de-la-galette-em-montmartre/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/moulin-de-la-galette-em-montmartre/">Moulin de la Galette em Montmartre</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Moulin de la Galette em Montmartre </strong>foi um famoso baile público que permitiu graças a sua reputação preservar os dois últimos moinhos da colina, sobreviventes da grande urbanização, o <strong>Moulin Blute-fin </strong>e o <strong>Moulin</strong> <strong>Radet</strong>, comprados por<strong> Nicolas-Charles Debray </strong>em 1809 e 1812, respectivamente.</p>



<p class="has-regular-font-size"><br>O <strong>Moulin de la Galette </strong>(antigo Blute-fin) está situado no alto de uma colina, no <em>75 rue Lepic</em>, em uma propriedade particular sem acesso aos turistas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="467" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4427" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris-370x247.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette (antigo Blute-fin) em frente a rue Tholozé. Foto: Wikimapia.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Enquanto que o <strong>Moulin Radet</strong> situado na esquina da <em>rue Lepic</em> com a <em>rue Girardon</em>. Atualmente é um restaurante de cozinha francesa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1024x682.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4429" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1024x682.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1536x1024.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-970x647.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette, antigo Moulin Radet. Rue Lepic coma a Rue Girardon. Foto: Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O nome <strong>Moulin de la Galette</strong> a partir de 1834 ficou mais conhecido como salão de dança, taberna (&#8220;<strong>guinguette</strong>&#8220;), cabaré em 1870, Music-hall em 1924, salas para programas de rádio, televisão e estúdio de radio (ORTF) até 1974. Hoje ela faz parte da lenda de <strong>Montmartre</strong> e as histórias de <strong>Paris</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-blute-fin" style="color:#a30000">Moulin Blute-fin:</h2>



<p class="has-regular-font-size">O Blute-fin foi construído em 1621 por <strong>Nicolas Guignard</strong>, no lugar de um velho moinho do século XIII que caía em ruínas. Adquirido em 1709 por <strong>Nicolas Ménessier</strong>, permaneceu nesta família até 1809 quando foi vendido a <strong>Nicolas Charles Debray</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">O moinho nas mãos da família <strong>Debray </strong>passou produzir uma farinha muito fina, cuja fama se estendeu por toda a capital.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="462" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4431" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet-300x213.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet-370x263.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin ou Moulin de la Galette (ca.1910). Foto: Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O <strong>Blute-fin</strong> teve vários nomes: De 1622 a 1640, <strong>Moulin du Palais</strong> (Moinho do Palácio); de 1640 a 1795, <strong>Moulin Bout-à-fin</strong>; de 1795 a 1835,<strong> Blute-fin</strong> (bluter é um verbo francês que significa &#8220;peneirar a farinha para separá-la do farelo&#8221;).</p>



<p class="has-regular-font-size">Muitas vezes restaurado, preservou um mecanismo interno intacto, bem como partes originais da sua estrutura de madeira, escada e mobiliário.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4433" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg 576w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris-370x493.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin (2010). Foto Rodney.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Localizado, no eixo da <em>rue Tholozé</em>, de longe podemos avistar o moinho no alto da colina. Atualmente propriedade privada não acessível ao público.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="638" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4434" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg 638w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin-249x300.jpg 249w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin-370x445.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin. Foto: Mossot.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Durante alguns anos, o <strong>Blute-Fin</strong> continuou a sua atividade original de produzir farinha de trigo, mas também foi usado como prensa de uvas para produção de vinhos de Montmartre, ou outras necessidades locais (manufaturas, construção civil…).</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Nicolas-Charles Debray</strong> proprietário dos dois moinhos <strong>Blute-fin e Radet</strong> tornou-se o empreendedor mais próspero de Montmartre e um dos homens mais famosos de <strong>Paris</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Blute-fin</strong>, último moinho de <strong>Montmartre</strong> a fazer farinha foi desativado em 1884.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-radet" style="color:#a30000">Moulin Radet:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Segundo a família <strong>Debray</strong>, o primeiro <strong>Moulin Radet</strong> foi construído em 1268, na colina <strong>Saint Roch</strong>, em frente a <strong>Porte Saint-Honoré </strong>a oeste de <strong>Paris </strong>e foi removido durante o nivelamento desta colina em 1636 por ocasião de grandes obras de urbanização realizadas durante o reinado de <strong>Luís XIII </strong>(1610-1643). </p>



<p class="has-large-font-size">O moleiro proprietário <strong>François Chapon</strong> o transferiu para <strong>Montmartre</strong> instalou-o na esquina da <em>rue de l’Abreuvoir</em> com a <em>Chemin des Brouillards</em> (atual <em>rue Girardon</em>). Ficou conhecido como <strong>Moinho Chapon</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Conforme o vilarejo de <strong>Montmartre</strong> crescia com números de habitantes, as ruas se modificavam, e o moinho mudava de lugar. Em 1717, mudou-se para um outro local, as ruas <em>Norvins</em>, <em>Girardon</em> e de <em>l’Abreuvoir</em>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Comprado por <strong>Jacques Ménessier</strong> foi totalmente restaurado por volta de 1760, tornando-se o atual <strong>Moulin Radet</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Ainda segundo a família <strong>Debray</strong>, no final do século XVIII, o <strong>Radet</strong> servia para moer o alabastro destinado a fábrica de porcelanas fundada em 1771 por <strong>Pierre Duruelle</strong>, em <strong>Clignancourt</strong>, comércio esse que tinha a proteção do irmão mais novo do rei <strong>Luís XVI </strong>(1774-1793), o <strong>Conde da Provença</strong>, futuro rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824).</p>



<p class="has-regular-font-size">Em 1812, o<strong> Radet</strong> em péssimo estado de conservação foi comprado por <strong>Nicolas Charles Debray</strong> pela modesta soma de 1.200 libras. Em 1830, moía os ingredientes necessários para uma fábrica de perfumes localizada no cruzamento das ruas <em>Norvins </em>e<em> Girardon</em>. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="477" height="310" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4435" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet.jpg 477w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet-370x240.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /><figcaption>Moinhos Blute-fin (à esquerda) e Radet (à direita), em 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Foi transferido mais uma vez em 1834, saindo da rua de<em> L’Abreuvoir</em> para esquina das ruas <em>Lepic </em>e<em> Girardon </em>ficando mais próximo do <strong>Moulin Blute-fin</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">No terreno aberto em frente ao moinho, abriu-se uma <strong>guinguette</strong> (taverna) para cursos de danças e divertimento nos fins-de semana. Cena representada por vários artistas do século XIX.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="763" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4437" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-300x224.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-768x572.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-370x276.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-970x723.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Bal du Moilin de la Galette’ (1876), por Pierre Auguste Renoir (1841-1919).</figcaption></figure>



<p class="has-regular-font-size">Além de vender as famosas galettes (broas caseiras feitas com trigo moído do moinho Blute-fin) acompanhadas por um vinho amargo cultivado das encostas da colinas de Montmartre. </p>



<p class="has-regular-font-size">O nome <strong>Galette </strong>e a qualidade das broas &#8220;galettes&#8221; contribuíram para reputação da casa e do novo comércio. </p>



<p class="has-regular-font-size">Após as reformas urbanas de Paris (1853-1870) realizadas pelo <strong>barão de Haussmann</strong> (1809-1890), <strong>Montmartre</strong> passou a fazer parte integrante de<strong> Paris</strong> e não mais considerada uma cidade vizinha.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="701" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4436" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-768x526.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-370x253.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-970x664.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Moinhos Blute-fin (à esquerda) e Radet (à direita), em 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A abertura da rue <strong>Lepic</strong> permitiu um acesso mais fácil ao topo da colina, evitando os caminhos lamacentos e mal conservados e possibilitando um acesso rápido ao salão de baile do <strong>Debray</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Com a a anexação a cidade, a população aumentou drasticamente para 57.000 habitantes em 1861, grande parte por aqueles que foram expulsos das suas residências do centro de <strong>Paris</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="262" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg" alt="" class="wp-image-4439" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg 400w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-300x197.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-380x249.jpg 380w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-370x242.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette (1898).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1870, o espaço tornou-se um <strong>Cabaré fechado</strong>, frequentando por inúmeros pintores, poetas, escritores, amantes da boemia, do álcool e dos encontros amorosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Inicialmente aberto somente aos domingos e feriados, mas com a grande frequência do público, entre 1900 a 1914, passou a funcionar quatro vezes por semana.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="476" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4440" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao-300x220.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao-370x271.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption>Moulin de la Galette, por de1900.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1895, o &#8220;<em>Bal Debray</em>&#8221; ou &#8220;<em>Bal Moulin de la Galette</em>&#8221; passou ser chamado oficialmente <strong>Moulin de la Galette</strong> tornando-se um importante ponto de encontro de toda boemia parisiense, principalmente de pintores, artistas, poetas, escritores e um lugar divertido e festivo para reuniões entre amigos e encontros amorosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">O sucesso da casa ficou conhecido por toda Paris retratada em inúmeras pinturas, canções e poemas, e a partir de 1895 passou ser chamada oficialmente como <strong>Moulin de la Galette</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="458" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4441" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing-300x211.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing-370x261.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption>Fila da entrada do Moulin de la Galette (1938-1939). Foto: Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1923, <strong>M. Debray</strong> (herdeiro da propriedade) após fechar o antigo o antigo cabaré da rua <em>Lepic </em>(entrada próximo ao<strong> Moulin Blute-fin</strong>), resolveu abrir um espaço maior, na esquina da rua <em>Girardon </em>com a rua <em>Lepic</em> um grande salão de &#8220;<strong>Music-hall</strong>&#8220;, com shows de orquestras e cantores famosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Após doar o <strong>Moulin</strong> <strong>Radet </strong>par Prefeitura de <strong>Montmartre</strong>, e cansado de esperar pela transferência para <em>Praça Jean-Baptiste Clément</em>, e preocupado que a <strong>Comissão da Velha Paris</strong> (<em>&#8220;Comité de Vieux Paris&#8221;</em>) listasse o moinho como monumento histórico, proibindo sua demolição, tomou a decisão em 1924 de desmontá-lo e reconstruí-lo com somente algumas partes do velho moinho, instalando-o no telhado do novo comércio que estava para se abrir.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="446" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4444" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg 446w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet-223x300.jpg 223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet-370x498.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px" /></a><figcaption>Cópia do  Moinho Radet construído em 1925 no teto do edifício. <br>Foto: Albert Harlingue, Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Um edifício de arquitetura simples, decorada por uma falso moinho não funcional, como no atual cabaré do <strong>Moulin Rouge</strong>. Entrada principal ornada por dois mós do antigo moinho, na esquina das<br>ruas<em> Lepic</em> e<strong> </strong><em>Girardon</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Durante vários anos foi organizado no <strong>Moulin de la Galette</strong> a Competição Internacional de Acordeão. Em 1938, o local serviu para o primeiro Campeonato Mundial de Acordeão, vencido pelo francês, <strong>Freddy Balta</strong> (1919-2002), seguido de<strong> Yvette Horner</strong> (1922-2018) e <strong>André Lips</strong> (1921-1972). </p>



<p class="has-regular-font-size">A sala foi fechada em 1966, após ter servido por com estúdios para a <strong>ORTF</strong> (rádio e televisão francesa). </p>



<p class="has-regular-font-size">O edifício foi demolido em data desconhecida, e no seu lugar foi construído em 1978, um restaurante de gastronomia francesa decorado na sua entrada com o velho e falso moinho Radet, especial para turistas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="800" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4445" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_-370x463.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption>Restaurante atual &#8220;Le Moulin de la Galette&#8221;. Foto: Autor desconhecido. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O outro, “Moulin Blute-Fin localizado no 75-77 rue Lepic é o último moinho de Montmartre original e em estado de funcionamento.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-de-la-galette-em-montmartre-lenda-ou-realidade" style="color:#a30000">Moulin de la Galette em Montmartre, lenda ou realidade:</h2>



<p class="has-regular-font-size">A história do <strong>Moulin de la Galette em Montmartre</strong> também está envolvida por lutas patrióticas. Em 30 de março de 1814, durante o cerco de Paris pelo exército imperial russo, o vilarejo de <strong>Montmartre </strong>que se encontrava fora dos limites da cidade foi invadida. Quatro irmãos<strong> Debray</strong>, assim como o filho mais velho <strong>Nicolas-Charles</strong> (proprietário dos dois moinhos, <strong>Blute-fin</strong> e <strong>Radet</strong>), resistiram aos invasores.</p>



<p class="has-regular-font-size">Três dos irmãos foram mortos no ataque e o quarto, chamado <strong>Pierre-Charles</strong>, ao ver que seu filho <strong>Nicolas-Charles</strong> agonizava por uma golpe de lança, atirou com um canhão contra os soldados russos matando vários deles.</p>



<p class="has-regular-font-size">Enraivecidos com esta resistência, os russos conseguiram prendê-lo e macabramente desmembraram seu corpo em quatro partes e fixaram nas pás do moinho<strong> Blute-fin</strong>, como exemplo a população que continuavam lutando.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Nicolas-Charles,</strong> dado como morto, sobreviveu e fez o nome do seus dos dois moinhos, <strong>Blute-fin</strong> e <strong>Radet</strong>, a entrarem para história de <strong>Montmartre</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">A tumba de <strong>Pierre-Charles Debray</strong>, encontra-se no cemitério <strong>Saint-Pierre de Montmartre</strong>, (que fiva ao lado da<strong> Basílica do Sacré-Coeur</strong>), mas com acesso somente para familiares.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="pintores-que-retrataram-os-bailes-do-moulin-de-la-galette" style="color:#a30000">Pintores que retrataram os bailes do Moulin de La Galette:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Desde o início do século XIX, vários pintores, muitos deles ainda bem desconhecidos interessaram-se pelas paisagens de Montmartre e seus moinhos. Tanto o Blute-fin quanto o Radet foram pintados com o mesmo título: Moulin de la Galette. </p>



<p class="has-regular-font-size">Fonte de inspiração principalmente para os pintores impressionistas do século XIX, apesar que pintores de outros estilos e de outros tempos também terem se servido do mesmo tema. Alguns deles são:</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Eugène Cicéri</strong> (1813-1890): <em>&#8220;Le Moulin de la Galette à Montmartre&#8221;</em> (não datado). </p>



<p class="has-regular-font-size">Ao fundo à esquerda, vemos o <strong>Moulin Blute-fin</strong> e no centro, o <strong>Moulin Radet</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="749" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-749x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4448" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-749x1024.jpg 749w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-219x300.jpg 219w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-768x1050.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-370x506.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /></a><figcaption>“Le Moulin de la Galette à Montmartre” (século XIX), de Eugène Cicéri (1813-1890). Museu Carnavalet, em Paris.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Pierre Auguste Renoir </strong>(1841-1919): <em>&#8220;Bal du Moulin de la Galette&#8221;</em> (1876). Foi o artista quem imortaliza a famosa guinguette do Moinho. Foi exibida pela primeira vez no &#8220;Salon&#8221; de Paris em 1877, na exposição dos impressionistas.</p>



<p class="has-regular-font-size">Renoir captou com esse tema, a atmosfera alegre desta popular dança que havia virado moda em Montamatre, representado pelo trajes e costumes da&nbsp;<em>&#8220;Belle Époque&#8221;</em>&nbsp;(1870-1914) de Paris. Um período de grande inovações artísticas e econômicas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="763" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg" alt="" class="wp-image-4449" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-300x224.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-768x572.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-370x276.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-970x723.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Bal du Moulin de la Galette&#8221; (1876), de Pierre Auguste Renoir (1841-1919). Museu d’Orsay.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Vincent van Gogh</strong> (1853-1890): “Le Moulin de La Galette” (1886). </p>



<p class="has-regular-font-size">Visitando frequentemente seu irmão <strong>Theo</strong> (1857-1891), que morava em <strong>Montmartre</strong> perto do moinho,&nbsp;<strong>Vincent Van Gogh</strong> pintou, em 1886,&nbsp;uma série de<em>&nbsp;Moulin de la Galette</em>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="957" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg" alt="" class="wp-image-4452" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg 957w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-300x241.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-768x616.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-370x297.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 957px) 100vw, 957px" /></a><figcaption>“Le Moulin de La Galette” (1886), de Vincent van Gogh (1853-1890).<br>Neue Nationalgalerie, em Berlim (Alemanha).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Henri de Toulouse-Lautrec </strong>(1864-1901): <em>&#8220;Au Bal du Moulin de la Galette&#8221;</em> (1889). Além de fazer também ilustrações dos cartazes do bailes que aconteciam no local.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="858" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4454" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg 858w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-300x269.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-768x687.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-370x331.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 858px) 100vw, 858px" /></a><figcaption>“Au Bal du Moulin de la Galette” (1889), de H. Toulouse-Lautrec (184-1901). Instituto de Arte de Chicago (EUA).</figcaption></figure>



<p class="has-regular-font-size">Pablo Picasso (1881-1973): <em>&#8220;Moulin de la Galette&#8221;</em> (1900). Foi o primeiro quadro que pintou em Paris.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="870" height="662" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg" alt="" class="wp-image-4455" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg 870w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-300x228.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-768x584.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-370x282.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px" /></a><figcaption>“Moulin de la Galette” (1900), de Pablo Picasso (1881-1973).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Ramón Casas </strong>(1866-1933): <em>&#8220;Au Moulin de la Galette&#8221;</em> (1892).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="586" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg" alt="" class="wp-image-4456" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg 586w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas-229x300.jpg 229w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas-370x485.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px" /></a><figcaption>&#8220;Au Moulin de la Galette”, de Ramón Casas (1866-933). Museu de Montserrat (Espanha).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Maurice Utrillo </strong>(1883-1955): <em>&#8220;Le Moulin de la Galette et Sacré-Couer&#8221;</em> (1922) e <em>&#8220;Moulin de la Galette sob a neve&#8221;</em> (1923). Pintor nativo e morador de <strong>Montmartre</strong> pintou o moinho mais de 150 vezes.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="553" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg" alt="" class="wp-image-4457" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg 750w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur-300x221.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur-370x273.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a><figcaption>“Le Moulin de la Galette et Sacré-Couer” (1822), de Maurice Utrillo. Coleção particular.</figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="662" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg" alt="" class="wp-image-4458" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-300x248.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-768x636.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-370x306.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>&#8220;Moulin de la Galette sob a neve&#8221; (1923), de Maurice Utrillo. Coleção particular.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Raul Dufy</strong> (1877-1953): <em>&#8220;Bal au Moulin de la Galette&#8221;</em> (1953).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="315" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4459" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-300x118.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-768x302.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-370x146.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>Bal au Moulin de la Galette” (1953), de Raul Dufy (1877-1953). Centro Pompidou, em Paris.</figcaption></figure></div>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#fafe01;color:#212122"><em><strong>Quer conhecer Montmartre e outros locais de Paris? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/agendar_passeios-2.png" alt="" class="wp-image-4461"/></a></figure></div>



<p><strong>Foto capa</strong> é do <strong>Instagram</strong>: <a href="https://www.instagram.com/from_warsaw_to_paris/">from_warsaw_to_paris</a>.</p>



<p><strong>Fontes: </strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Connaissance du Vieux Paris&#8221;,</em>&nbsp;de Jacques Hillairet (Ed. Rivages, 1993).</li><li>&#8220;<em>Le guide du promeneur 18è arrondissement&#8221;</em>, de Danielle Chadych et Dominique Leborgne. </li><li><em>&#8220;Moulin de la Galette&#8221;</em>, no Wikipédia versão francesa. </li></ul>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/moulin-de-la-galette-em-montmartre/">Moulin de la Galette em Montmartre</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/moulin-de-la-galette-em-montmartre/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/napoleao-bonaparte-suas-esposas-e-amantes/</link>
					<comments>https://segredosdeparis.com/napoleao-bonaparte-suas-esposas-e-amantes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 May 2021 19:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://segredosdeparis.com/?p=693</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 28 minutos</small> Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes. Um sedutor de primeira ordem, que além das suas grandes conquistas políticas, administrativas e militares foi também um inveterado sedutor que se ilustrou com inúmeras mulheres entre quatro paredes. Deixou uma frase bem conhecida que ficou registrado na história: Je n’ai qu’une passion, qu’une maîtresse : c’est la France ! Je couche avec elle… je jure que je ne fais rien que pour la France. Minha única paixão, minha única amante é a França. É com <a href="https://segredosdeparis.com/napoleao-bonaparte-suas-esposas-e-amantes/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/napoleao-bonaparte-suas-esposas-e-amantes/">Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 28 minutos</small></p> 
<p><strong>Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes</strong>. Um sedutor de primeira ordem, que além das suas grandes conquistas políticas, administrativas e militares foi também um inveterado sedutor que se ilustrou com inúmeras mulheres entre quatro paredes.</p>



<p>Deixou uma frase bem conhecida que ficou registrado na história:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Je n’ai qu’une passion, qu’une maîtresse : c’est la France ! Je couche avec elle… je jure que je ne fais rien que pour la France. </em></p>



<p><em>Minha única paixão, minha única amante é a França. É com ela que me deito&#8230; eu juro que não faço nada que não seja pela França.</em></p>
</blockquote>



<p>Mas a verdadeira história não é bem assim&#8230;..</p>



<p>Napoleão (1769-1821) quando menino era muito tímido e introvertido, quando jovem adulto era complexado pela baixa estatura de 1,69 m (na realidade um altura mediana), mas sofria bulling na escola por estudantes militares e tinha dificuldade em se relacionar. </p>



<p>Na sua fase jovem adulto foi aconselhado a se curar em prostíbulos onde acabou sendo um grande frequentador.</p>



<p>Recuperado e com autoestima em dia partiu para compensar suas antigas frustrações com conquistas pelo poder, guerras e romances que antes eram praticamente impossíveis.</p>



<p>Tornou-se num dos maiores galanteadores que a França já conheceu. Se tivesse em competição com outros monarcas ganharia facilmente, pois teve aproximadamente 60 amantes deixando bem para trás antigos recordes de notórios sedutores como: o rei Henrique IV (1589-1610) e suas 33 amantes, <a href="https://segredosdeparis.com/higiene-no-reinado-de-luis-xiv/" target="_blank" rel="noopener">Luís XIV</a> (1643-1715) com 16 amantes e Luís XV (1715-1774) e suas 15 amantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="primeiro-amor-desiree-1777-1860" style="color:#0f0093">Primeiro amor: Désirée (1777-1860).</h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="718" height="879" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4217" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan.jpg 718w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan-245x300.jpg 245w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan-370x453.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 718px) 100vw, 718px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Retrato de Désirée Clary&nbsp;(1810), de François Gérard&nbsp;&nbsp;(1770–1837)<em>.</em> Museu Marmottan Monet (Paris).</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1794, Napoleão conheceu <strong>Bernardine Eugénie Désirée Clary</strong> ou Désidéria Clary<strong> </strong>(1777-1860) prometida para seu irmão mais velho José (1768-1844). Tomado por uma grande paixão pela moça propôs ao irmão uma troca, ele ficaria com<strong> </strong>Désirée e José com a irmã mais velha Julie Clary (1771-1845).</p>



<p>Proposta aceita, José logo casou-se com Julie em 1° de agosto de 1974 e Napoleão ficou noivo de<strong> </strong>Désirée, em 21 de abril de 1795.</p>



<p>Ainda no mesmo ano de 1795, em julho Napoleão conheceu Josefina de Beauharnais e, outra grande paixão despontou em seu coração. Terminou então seu romance com Désirée, em 6 de setembro de 1795 e casou-se no civil com Josefina, em 9 março de 1796.</p>



<p>O destino de Désirée foi um verdadeiro conto de fadas, pois conheceu o francês <strong>Jean-Baptiste Bernadotte</strong> (1763-1844), um bilhente soldado do exercito francês, promovido a Sargento e rapidamente General. Casando-se com ele no dia 17 de agosto de 1798.</p>



<p>Em 1810, depois de algumas batalhas ganhas e outras perdidas foi indicado como candidato francês para ser o príncipe herdeiro da Suécia, pois o rei Carlos XIII (1748-1818) procurava um filho adotivo. Com um forte apoio de Napoleão que tinha planos para recuperar a Finlândia, pois a Rússia havia tomado o país, em 1809).</p>



<p>Nas eleições indiretas, surpreendentemente venceu. Durante cinco anos, Désirée agora morando entre Estocolmo (Suécia) e Paris, tornou-se uma boa espiã para os planos de conquistas de Napoleão nessa regiões do norte da Europa e seu marido Bernadotte, filho adotivo do rei.  </p>



<p>Após a queda do imperador Napoleão Bonaparte (1815) e já no reinado de Luís XVIII (1814/1815-1824), Désirée foi amante do ministro, Armand-Emmanuel du Plessis de Richelieu (1766-1822).</p>



<p>Em 1818, após a morte do rei Carlos XIII da Suécia, como previsto Jean-Baptiste Bernadotte tornou-se rei da Suécia com o nome de Carlos XIV João e rei da Noruega com o nome, Carlos III João.</p>



<p>Em 21 de Agosto de 1829, (oito anos depois da morte de Napoleão), Désirée ou Désidéria como era chamada na Suécia, foi proclamada rainha destes dois países em 21 de Agosto de 1829.</p>



<p>Em 1844, com a morte de Bernadotte, o seu único filho tornou-se Óscar I (1844-1859), rei da Suécia e Noruega. </p>



<p>Désirée morreu em 1860, aos 83 anos talvez de tristeza e velhice pela perca de seu filho Óscar, em 1859. Deixou cinco netos, sendo que dois se tornaram reis, Carlos XV (1859-1872) e Óscar II (1872-1907).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="primeira-esposa-josefina-de-beauharnais-1763-1814" style="color:#0f0093">Primeira esposa: Josefina de Beauharnais (1763-1814).</h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="756" height="1023" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4222" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao.jpg 756w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao-222x300.jpg 222w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao-370x501.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 756px) 100vw, 756px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Josephine em traje de coroação, de Baron François Gérard (1770 &#8211; 1837).</figcaption></figure>
</div>


<p>Josefina, infiel a Napoleão (e ele, a ela), impedida de ter filhos, propõe o casamento da sua filha Hortênsia (1783-1837) filha do seu primeiro casamento com Alexandre de Beauharnais (1760-1794), com o jovem irmão de Napoleão, Luís Bonaparte (1778-1846) e que o filho deste casamento pudesse ser adotado por Napoleão, para ser o herdeiro do trono imperial. Mas Luís, depois que nasceu seu prmeiro filho, Napoleão Carlos Bonaparte (1802-1807) desistiu desta proposta obrigando Napoleão procurar outra solução.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="primeira-amante-embaracosa-eleonore-denuelle-de-la-plaigne-1787-1868" style="color:#0f0093">Primeira amante embaraçosa: Éléonore Denuelle de la Plaigne (1787-1868).</h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="464" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4223" style="width:466px;height:603px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle.jpg 464w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle-232x300.jpg 232w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle-370x478.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Éléonore Denuelle de la Plaigne (1807), de François Gérard&nbsp;&nbsp;(1770-1837).</figcaption></figure>
</div>


<p>Napoleão indignando pelas infidelidades de Josefina e pensando ser estéril teve um caso com a dama de companhia da sua irmã Carolina Murat (1782-1839) chamada Éléonore Denuelle de la Plaigne (1787-1868) que lhe deu seu primeiro filho em 1806, o conde Charles Léon Denuelle (1806-1881). Prova que não tinha problema algum como lhe acusava Josefina.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Comte_Charles_Leon_Denuelle_fils_de_Napoleon.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="270" height="485" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Comte_Charles_Leon_Denuelle_fils_de_Napoleon.jpg" alt="" class="wp-image-4224" style="width:284px;height:508px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Comte_Charles_Leon_Denuelle_fils_de_Napoleon.jpg 270w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Comte_Charles_Leon_Denuelle_fils_de_Napoleon-167x300.jpg 167w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Conde Charles Léon Denuelle (1806-1881).<br>1° filho de Napoleão I.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas Napoleão ao saber traído por Éléonore que também &#8220;ficou&#8221; com o seu cunhado, marido de Carolina, o general Joaquim Murat (1767-1815) nunca mais quis vê-la após deixar uma boa pensão ao seu filho ilegítimo. Éléonore casou-se várias vezes e morreu aos 80 anos em 30 de janeiro de 1868.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="segunda-amante-embaracosa-marie-walewska-1786-1817" style="color:#0f0093">Segunda amante embaraçosa: Marie Walewska (1786-1817).</h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="563" height="585" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4227" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard.jpg 563w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard-289x300.jpg 289w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard-370x384.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Condessa Maria Walewska (1812), por François Gérard&nbsp;&nbsp;(1770-1837).&nbsp;<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q163543"></a></figcaption></figure>
</div>


<p>Foi durante a Campanha da Prússia e Polônia (1806 a 1807) numa festa organizada para ele por sua vitória em expulsando os prussianos da Polônia que Napoleão conheceu Marie Walewska (1786-1817), 21 anos, onde caiu perdidamente amoroso. </p>



<p>Apesar dela ser casada com conde Anastazy Walewski (1736-1815), seu marido (71 anos) a liberou para que fosse amante do Imperador. Uma honra para glória e salvação da Polônia.</p>



<p>Em 4 de maio de 1810, às 4 horas da tarde uma criança bonita e robusta abriu os olhos para um mundo onde experimentaria uma carreira brilhante e tumultuada. Napoleão teve segundo filho chamado Alexandre-Florian-Joseph Colonna Walewski (1810-1868), ou conde Walewska. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="943" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski.jpg" alt="" class="wp-image-4228" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski-207x300.jpg 207w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski-370x537.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Conde Alexandre Walewski&nbsp;(1810-1868), 2° filho natural de Napoleão I com Marie Walewska.&nbsp;</figcaption></figure>
</div>


<p>Foi Senador e Ministro das Relações Exteriores durante o segundo império de Napoleão III (1852-1870), seu primo e também presidente do júri para escolher o projeto ganhador da construção da Ópera de Paris em 1861, no caso Charles Garnier (1825-1898). Foi ele quem colocou a primeira pedra no local marcando o início da construção em 21 de julho de 1862, em Paris. </p>



<p>Marie Walewska morreu em 11 de dezembro de 1817, aos 31 anos, fiel e apaixonada pelo seu amante-imperador.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="separacao-e-divorcio-de-josefina" style="color:#a30000">Separação e divórcio de Josefina.</h2>



<p>Depois dessas relações embaraçosas e aborrecedoras para administrar, Napoleão procurando ainda deixar um legítimo sucessor no trono e já separado de Josefina no civil desde dezembro de 1809 conseguiu em janeiro de 1810 autorização da igreja para anulação do casamento religioso.</p>



<p>Josefina sem muito contestar visto que tambem o traia aceitou como compensação uma boa pensão e o Castelo de Malmaison (hoje museu) que ele havia adquirido em 1799, na atual cidade Rueil-Malmaison, próximo a Paris. Morreu de pneumonia, em 29 de maio de 1814, sete anos antes de Napoleão (1821).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="descendentes-de-josefina-de-beauharnais" style="color:#a30000">Descendentes de Josefina de Beauharnais:</h2>



<p>Josefina, graças as seus dois filhos, Eugênio e Hortensia, frutos do seu primieo casamento com Alexandre de Beauharnais (1760-1794) deixou uma série de netos e bisnetos importantes para história universal: </p>



<ul class="has-regular-font-size wp-block-list">
<li>Eugênio de Beauharnais (1781-1824) foi o pai de Amélia Augusta Eugênia Napoleona (1812-1873), segunda esposa de Dom Pedro I (1798-1834) tornando-se a Imperatriz Amélia do Brasil. Eugênio após casar com a princesa da Baviera, Augusta-Amélia (1788-1851) deixou além de Dona Amélia, vários outros descendentes que foram reis e soberanos na Noruega, Dinamarca, Bélgica, Luxemburgo, Portugal e Grécia.</li>



<li>Hortênsia (aquela que foi casada com Luís, irmão de Napoleão), por ironia do destino foi mãe de Carlos Luís Napoleão (terceiro filho do casal), primeiro Presidente da França (1848-1852) e o segundo Imperador conhecido como Napoleão III (1852-1870). </li>



<li>Sua filha adotiva, Estefânia de Beauharnais (1789-1860) foi avó do rei Carol I (1839-1914), Rei da Romênia.</li>
</ul>



<p>Finalizando essa bagunça, Josefina deixou uma grande descendência de soberanos pela Europa.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="segunda-esposa-maria-luisa-de-austria-1791-1847" style="color:#0f0093">Segunda esposa: Maria Luísa de Áustria (1791-1847).</h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="717" height="969" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard.jpg" alt="" class="wp-image-5606" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard.jpg 717w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard-222x300.jpg 222w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard-370x500.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 717px) 100vw, 717px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Marie-Louise, impératrice des Français et le roi de Rome&#8221; (1813), de François Gérard (1770-1837). <br>Coleção do Caselo de Versalhes.</figcaption></figure>
</div>


<p>Napoleão Bonaparte, livre de Josefina e amantes casou-se oficialmente em 11 de março de 1810 com Maria Luísa de Áustria (1791-1847), irmã de Maria Leopoldina (1797-1826), esposa de Dom Pedro I do Brasil (1822-1831) ou Pedro IV de Portugal (de março a maio de 1826).</p>



<p>Foi uma esposa discreta, caseira, devota, obediente dedicada e totalmente ao contrária do estilo de vida de Josefina. Conseguiu rapidamente ficar grávida dando à luz no dia 20 de março de 1811 de um herdeiro para França, Napoléon François Charles Joseph Bonaparte (1811-1832), ou simplesmente Napoleão II da França, rei de Roma.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="574" height="587" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4234" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma.jpg 574w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma-293x300.jpg 293w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma-370x378.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 574px) 100vw, 574px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Napoleão II da França (ca. 1832), de Moritz Michael Daffinger (1790-1849).<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q254509"></a></figcaption></figure>
</div>


<p>Após Napoleão perder a guerra para os Russos em 1812 e obrigado a se exilar em abril de 1814 na ilha de Elba, na Itália, Maria Luíza fugindo das perseguições dos monarquistas que se instalaram no poder com a subida ao trono do rei Luís XVIII (1814/1815-1824), sobrevivente da guilhotina, fugiu com seu filho Napoleão II para corte de Viena, para se encontrar com o seu pai imperador da Áustria, Francisco I (1768-1835).</p>



<p>Chegando muito febril e precisando de descanso foi enviada a se repousar numa estação termal da <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Aix-les-Bains">Aix-les-Bains</a> (Saboia), acompanhado pelo general austríaco Adão Adalberto von Neipperg (1765-1829).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="633" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg.jpg" alt="" class="wp-image-4247" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg.jpg 633w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg-248x300.jpg 248w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg-370x448.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 633px) 100vw, 633px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Adão Adalberto von Neipperg (1820). Museu Glauco Lombardi, em Parma (Itália). <br>Segundo marido de Maria Luísa de Áustria.</figcaption></figure>
</div>


<p>O propósito do pai na verdade era afastá-la definitivamente de Napoleão que ainda exilado na ilha de Elba esperava por sua vinda. O general seguindo ordens cumpriu bem sua missão seduziu Maria Luisa até conquistá-la definitivamente.</p>



<p>E ela bem apaixonada do seu novo protetor, com medo de represálias dos franceses e de Napoleão por estar lhe traindo.</p>



<p>Ela continuou vivendo na Áustria, com ao lado de Adão Adalberto e do seu pai, Francisco mesmo sabendo que Napoleão, depois dos dez meses de exílio na ilha de Elba, havia retornado a Paris (20 de março de 1815) retomando o seu trono.</p>



<p>Napoleão sem muito tempo para resolver esse “probleminha” partiu em junho de 1815, guerrear contra a coligação anglo-prussiana, em Warteloo, na Bélgica. Com mais uma derrota foi obrigado a partir para o exílio, na ilha de Santa Helena, onde morreu em 5 de maio de 1821, aos 51 anos, sem nunca mais ter visto sua Maria Luísa e o filho, Napoleão II.</p>



<p>Em 8 de agosto de 1821, quatro meses depois da morte de Napoleão, Maria Luíza se casou finalmente com Adam Albert, conde de Neipperg, e tornou-se duquesa de Parma, (Itália), cidade onde passou a morar com seu novo marido.</p>



<p>Maria Luísa, com a morte de Adam em 1829, viúva pela segunda vez ficou livre para um novo casamento em 17 de fevereiro de 1834, casando-se pela terceira vez, agora com o militar francês Charles-René de Bombelles (1785-1856), capitão de infantaria austríaca que tornou-se com essa união morganático, Ministro da Defesa da Áustria.</p>



<p>Maria Luísa morreu em Parma por infecção nas pleuras (pleurisia) no dia 17 de dezembro de 1847, aos 56 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="descendentes-de-maria-luisa-de-austria" style="color:#a30000">Descendentes de Maria Luísa de Áustria:</h2>



<ul class="has-regular-font-size wp-block-list">
<li>Napoleão II (1811-1832), Duque de Reichstadt. Único filho que teve com Napoleão Bonaparte I (1769-1821).</li>



<li>Albertina (1817-1867), Condessa de Montenuovo, filha com Adam Albert de Neipperg.</li>



<li>Guillaume Albert (1819-1895), Conde e Príncipe de Montenuovo, filho com Adam Albert de Neipperg.</li>



<li>E dois outros, Mathilde e Gustavo, falecidos na pequena infância.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="as-amantes-mais-conhecidas-de-napoleao-sao" style="color:#a30000">As amantes mais conhecidas de Napoleão são:</h2>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="zeinab-ou-zenab" style="color:#0f0093">Zeinab ou Zenab:</h2>



<p>Zeinab (ou Zenab) era filha do xeique Khalil-El-Bakri (? -1808). Tinha apenas de 16 anos quando se encontrou com o jovem general francês Napoleão Bonaparte durante sua campanha do Egito (1798 a 1801).</p>



<p>O que sabe sobre eles é que o xeique jogou sua filha nos braços do imperador em troca de alguns favores políticos, militares e financeiros. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Khalil-El-Bakri-1808.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="338" height="400" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Khalil-El-Bakri-1808.jpg" alt="" class="wp-image-4261" style="width:412px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Khalil-El-Bakri-1808.jpg 338w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Khalil-El-Bakri-1808-254x300.jpg 254w" sizes="auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Xeique <strong>Khalil-El-Bakri</strong>  (ca.1808). <br>Museu-Palácio de Malmaison </figcaption></figure>
</div>


<p>O xeique Khalil-El-Bakri foi representado na pintura acima por um pintor anônimo que fez parte da expedição de Napoleão ao Egito. A Comissão das Ciências e das Artes era composta por 167 cientistas, técnicos e artistas que foram estudar as descobertas das antiguidades faraônicas. </p>



<p>O retrato de Khalil-El-Bakri fazia parte de um conjunto de seis telas que pertenciam a Josefina, e hoje faz parte das coleções do Museu-Palácio de Malmaison (antiga casa da Imperatriz), na cidade de Rueil-Malmaison, próxima a Paris. </p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="pauline-foures-1778-1869" style="color:#0f0093">Pauline Fourès (1778-1869):&nbsp;</h2>



<p>Pauline Fourès (nome de solteira, Pauline Bellisle) conhecida pelo apelido de Bellilote embarcou para o Egito em 1798 disfarçada de soldado da cavalaria acompanhando de seu marido Jean-Noël Fourès (1769-?), tenente da cavalaria. Chegando em Alexandria foi logo notada pelos oficiais superiores.</p>



<p>O marido por alguma razão não explicada foi enviado para Itália e Pauline para alegria dos oficiais continuou a viver tranquilamente no Egito.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Pauline_Fourès-seculo-19-escola-francesa-.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="442" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Pauline_Fourès-seculo-19-escola-francesa-.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-706" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Pauline_Fourès-seculo-19-escola-francesa-.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Pauline_Fourès-seculo-19-escola-francesa--204x300.jpg 204w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pauline Fourès&nbsp;(1778-1869) ou Bellilote.</figcaption></figure>
</div>


<p>Assim que Jean Fourès desembarcou na Itália Bonaparte convidou a linda Pauline para jantar com várias outras mulheres de oficiais. Ele, fazendo as honras da casa pediu gentilmente para que ela sentasse ao seu lado. E foi a partir dessa noite que tornou-se a amante preferida do Imperador durante sua Campanha no Egito.</p>



<p>Jean Fourès ao saber da infidelidade da esposa abandou a Itália e correu de volta para o Cairo para tomar satisfação da sua charmante e atraente esposa. Ela, para escapar das explicações sobre o acontecido, simplesmente pediu o divórcio que foi pronunciado na presença de um comissário de guerra do exército. </p>



<p>Assumiu o nome de Bellilote, um diminuitivo simpático do seu nome de solteira Bellisle continuando a aventura com o imperador.</p>



<p>Quando Napoleão retornou a Paris em 1799 por motivos políticos, Belliote ficou a ver navios ou seja, muito entristecida por ter sido abandonada sem muitas explicações e não ter sido convidada a retornar junto do seu amado general. Assim, para afagar suas mágoas entregou-se de corpo e alma para ser consolada pelo general, Jean-Baptiste Kléber (1753-1800). </p>



<p>No mesmo ano, alguns meses depois conseguiu voltar numa outra embarcação com a intenção de encontrar-se com Napoleão. Mas ao ser recusado por ele  arrumou logo uma outra maneira de ficar no topo da nobreza, casando-se com Pierre Henri de Ranchoux, Vice-Cônsul em Santander (Espanha) e depois em 1810, Cônsul na Suécia.</p>



<p>Algum tempo depois, divorciou-se de Pierre Henri e voltou a se casar agora com o capitão da guarda Jean Baptiste Bellard. Embarcou com ele para o Brasil onde juntos fizeram fortuna. Voltou a morar confortavelmente em Paris, em 1839 . </p>



<p>Foi música, pintora e colecionador de arte. Teve uma existência pacífica e feliz até o fim da vida. Morreu em Paris em 18 de março de 1869, com bastante idade para época, aos 91 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="mademoiselle-george-1787-1867" style="color:#0f0093">Mademoiselle George (1787-1867):</h2>



<p>Verdadeiro nome, Marguerite-Josephine Weimer (1787-1867). Atriz dramática francesa ainda não tinha dezesseis anos quando estreou em 1802 na &#8220;Comédie Française&#8221; em uma peça de Jean Racine (1639-1699) na presença do Primeiro Cônsul Napoleão e de Josefina.</p>



<p>Luciano Bonaparte como o bom conhecedor disse o seguinte sobre ela: </p>



<p>&#8220;<em>Ela é uma mulher muito bonita. Ela tem apenas dezesseis anos, mas parece ter vinte e cinco. Uma estatura alta, um corpo harmonioso, cabelos castanhos, olhos negros cheios de chamas e lampejos trágicos, um nariz fino e reto, uma boca poderosa. É a Vênus francesa, uma mulher magnífica</em>”. Disse ele como o bom conhecedor.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="521" height="572" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4275" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao.jpg 521w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao-273x300.jpg 273w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao-370x406.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Mademoiselle George (1787-1867). Autor desconhecido. <br>Museu-Palácio de Malmaison.</figcaption></figure>
</div>


<p>Napoleão após disputar-se com seu irmão Luciano em 1803, onde irritado acabou enviando-o para Itália, teve o caminho livre para também tentar conquistar a jovem doce diva da época, Mademoiselle George.</p>



<p>Por meio de seu criado Constant, ela acabou encontrando o Imperador em 8 de junho de 1803. </p>



<p>Mademoiselle George, em suas Memórias escritas em 1857, relata seus encontros com o Primeiro Cônsul Napoleão e aprendemos com sua história que Napoleão a chamava de Georgina, que ele era gentil e ansioso e às vezes se divertia familiarmente com ela.</p>



<p>No entanto, o boato público e a tagarelice da Mademoiselle sobre a relação causaram a separação. Napoleão lhe pagou 40.000 francos num acordo amigável para que se calasse. </p>



<p>A ultima declaração de Mademoiselle George antes de escrever suas memórias em 1857, foi: <em>&#8220;O Primeiro Cônsul me deixou para se tornar Imperador&#8221;</em>.</p>



<p>Teve uma longa vida no teatro, mas morreu na pobreza em Paris, sem filhos em 11 de janeiro de 1867, aos 79 anos. Os custos do seu enterro no cemitério Père-Lachaise foram pagos por Napoleão III (1852-1870).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="catherine-josephine-duchesnois-1777-1835" style="color:#0f0093">Catherine-Joséphine Duchesnois&nbsp;(1777-1835):</h2>



<p>Outra atriz dramática francesa bem conhecida de Paris, começou uma brilhante carreira no &#8220;Théâtre-Français&#8221;, em 03 de agosto de 1802 com bons comentários da critica. Napoleão veio assisti-la seis dias depois da estreia. </p>



<p>Não era muito bonita como a sua contemporânea e rival Mademoiselle George, mas tinha uma voz poderosa, sedutora e um jogo de cena que atraia multidões. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="761" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4349" style="width:707px;height:952px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao.jpg 761w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao-223x300.jpg 223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao-370x498.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 761px) 100vw, 761px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Catherine-Joséphine Duchesnois&nbsp;(1777-1835). &#8220;Archive Book Images&#8221;.</figcaption></figure>
</div>


<p>Josefina quando soube dos encontros de Napoleão com a Mademoiselle George ficou amiga e apoiadora de Catherine-Joséphine Duchesnois, sem suspeitar que a encontraria rapidamente na cama do seu marido.</p>



<p>Após um breve relacionamento, e também por ter sido uma das preferidas do imperador, tornou-se sócia do Teatro “la Comédie Française”. </p>



<p>Teve vários amantes em seguida, três filhos com três homens diferentes e nunca se casou. Morreu em 8 de fevereiro de 1835, aos 57 anos. Como sua rival Mademoiselle George também foi enterrada no <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Cimeti%C3%A8re_du_P%C3%A8re-Lachaise">cemitério do Père-Lachaise</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="marie-antoinette-adele-papin-duchatel-1782-1860" style="color:#0f0093">Marie-Antoinette Adèle Papin-Duchâtel&nbsp;(1782-1860):</h2>



<p>Esposa de Charles Jacques Nicolas Duchâtel (1751-1844), de um alto funcionário público, trinta anos mais velho, Marie-Antoinette Adèle Duchâtel (1782-1860), dama do Palácio de Josefina tornou-se amante de Napoleão provavelmente em 1804.</p>



<p>Os encontros, favorecidos pelo seu cunhado o general Joachim Murat (1767-1815) que se fez passar por amante da jovem, para afastar as suspeitas da Imperatriz. Os encontros aconteciam em sua casa em Villiers.</p>



<p>O romance terminou no verão de 1805, quando Napoleão partiu para Campanha na Alemanha e na Áustria. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Marie-Antoinette-Adele-Papin-Duchatel_Amante_de_Napoleao.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="294" height="404" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Marie-Antoinette-Adele-Papin-Duchatel_Amante_de_Napoleao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4351" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Marie-Antoinette-Adele-Papin-Duchatel_Amante_de_Napoleao.jpg 294w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Marie-Antoinette-Adele-Papin-Duchatel_Amante_de_Napoleao-218x300.jpg 218w" sizes="auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Marie-Antoinette A. P. Duchâtel&nbsp;(1782-1860).</figcaption></figure>
</div>


<p>Madame Duchatel parece ter sido sincera e desinteressada com relação ao romance. Napoleão chegou a oferecer seu retrato enriquecido por uma moldura com diamantes. Ela guardou a imagem e devolveu a moldura. Talvez por que seu marido já era muito rico. </p>



<p>Em 29 de junho 1815, esteva presente o castelo de Malmaison, no dia da despedida de Napoleão para ilha de Santa Helena. </p>



<p>A condessa Duchâtel depois da Restauração da Monarquia com Luís XVIII (1814/1815-1824) dedicou-se a educação dos filhos naturais com seu marido e da restauração do castelo de Mirambeau (sudoeste da França), em Saintonge que seu marido havida adquirido em 1813.</p>



<p>Faleceu em 20 de maio de 1860 em Paris, aos 78 anos e está sepultada no túmulo da família em <strong>Mirambeau</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="giuseppina-grassini-1873-1850" style="color:#0f0093">Giuseppina Grassini (1873-1850):</h2>



<p>Italiana, cantora de ópera de voz de contralto, forte e acentuada facilmente abordava as notas bem agudas. Estreou-se em Parma em 1789 e depois em 1791, La Scala em Milão. Assim que surgiu nos círculos artístico das óperas, todas as outras divas italianas sumiram e os diretores das grandes cidades da Europa, se disputavam a preço de ouro por sua participação.</p>



<p>Napoleão a conheceu ainda como um jovem general durante sua passagem pela sua Primeira Campanha na Itália em 1776. Como falava uma mistura de italiano e corso (sua ilha natal) logo tomou-se de amores belo canto e pela voz da jovem italiana, mas não por ela, pois havia acabado de se casar com Josefina e estava profundamente apaixonado. Ela até que tentou seduzi-lo, mas não deu certo. </p>



<p>Na Segunda Campanha da Itália. em 1800, já sabendo das traições de Josefina com outros homens partiu para sua conquista pessoal. Ela aceitou a relação extraconjugal e encantou seus momentos de liberdade antes e depois da batalha de Marengo, cantando seu repertório e entretendo-o com suas palavras lúdicas.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="433" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4354" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun.jpg 433w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun-217x300.jpg 217w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun-370x513.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Giuseppina Grassini dans no papel de &#8220;Zaire&#8221; (ca. 1804), <br>de Élisabeth Louise Vigée Le Brun&nbsp;&nbsp;(1755-1842).</figcaption></figure>
</div>


<p>Grassini acompanha discretamente Napoleão na sua volta para Paris e participou como convidada especial em várias festas em sua homenagem pelas vitórias em terras italianas.</p>



<p>Ela cantou no Palácio das Tulherias e no Castelo de Malmaison. Durante esse período ficou instalada em um apartamento secreto na rue Caumartin, onde Napoleão vinha às vezes procurá-la.</p>



<p>Apesar de seu sucesso como diva, Giuseppina ficou entediada com essa relação que não progredia, pois queria ser reconhecida com a favorita do imperador. Nessas condições abandou Paris e seu amante em novembro de 1801 acompanhada pelo virtuoso violinista Pierre Rode (1774-1830) para turnês pela Inglaterra, Holanda e Itália.</p>



<p>Em 1807 recebeu o título de &#8220;Primeira Cantora de sua Majestade Imperial&#8221;. Entre 1807 e 1814 foi frequentemente convidada para se apresentar em sessões musicais da Corte Imperial e beneficiou-se da generosidade financeira de Napoleão com um salário de 36 mil francos por ano mais 15 mil de bônus.</p>



<p>Mas surpreendentemente entre 1814 e 1815 foi convidada a cantar na Ópera de Londres em comemoração às batalhas ganhas sobre Napoleão. Nesse momento tornou-se amante do pior inimigo do imperador, o marechal inglês, Arthur Colley Wellesley (1769-1852), o duque de Wellington (1769-1852).</p>



<p>Voltou para Milão em 1817, onde continuou a cantar por vários teatros da Itália até 1823, ano que aposentou-se. Morreu em Milão, no dia 3 de janeiro de 1850, aos 76 anos onde está enterrada no cemitério de Saint-Grégoire.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="auguste-charlotte-de-schonberg-1777-1863" style="color:#0f0093">Auguste-Charlotte de Schönberg (1777-1863):</h2>



<p>Nascida na alemã na cidade de Dresde, Condessa de Kielmannsegge de nobreza saxônica, amiga da França foi admitida na corte Imperial de Napoleão a partir de 1809 graças a Duquesa de Courland (1793-1863).  </p>



<p>Possuindo uma das maiores fortunas da Saxônia, esta jovem, bela e inteligente viúva do Conde August Zu Lynar (1773-1800) casou-se novamente em 1802 com o conde Ferdinand de Kielmannsegge, um capitão alemão, inimigo declarado dos franceses e de Napoleão.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="773" height="1005" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4362" style="width:732px;height:951px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge.jpg 773w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge-231x300.jpg 231w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge-768x998.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge-370x481.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 773px) 100vw, 773px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Auguste-Charlotte de Schönberg, Condessa de Kielmannsegge (1777-1863), de Josef Grassi&nbsp;&nbsp;(1757–1838).</figcaption></figure>
</div>


<p>Admiradora de Napoleão, tornou-se agente de inteligência dedicada ao imperador onde teve um importante papel para desvendar tramas contra ele. Ao saber das intenções do seu marido, logo separou-se.</p>



<p>Por ter recebidos oficiais franceses em sua propriedade durante a Batalha de Leipzig em 1813 foi tratada como espiã pelos alemães e relegada aos seus domínios na Alta Lusácia (Alemanha).</p>



<p>Em 1818, as autoridades da Saxônia a proibirão de se comunicar e de se encontrar com membros da família Bonaparte.</p>



<p>Auguste-Charlotte conta sua relação amorosa em suas: <em>&#8220;Mémoires de la Comtesse de Kielmannsegge Sur Napoléon 1er&#8221;</em>.</p>



<p>Morreu em Dresde (Alemanha) em 26 de outubro de 1863, aos 86 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="albine-de-montholon-1779-1848" style="color:#0f0093">Albine de Montholon (1779-1848):</h2>



<p>Esposa do marquês Charles-Tristan de Montholon (1779-1848), marechal de campo que acompanhou Napoleão no exílio em Santa Helena, em junho de 1815.</p>



<p>De família de pequena nobreza e da boa sociedade de Montpellier era aliada dos Cambacérès e prima de Jean-Jacques-Régis de Cambacérès (1753-1824), Ministro da Justiça do Imperador Napoleão I.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="662" height="958" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4366" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848.jpg 662w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848-207x300.jpg 207w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848-370x535.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 662px) 100vw, 662px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Albine de Montholon (1779-1848), de William-Adolphe Bouguereau&nbsp;&nbsp;(1825-1905).</figcaption></figure>
</div>


<p>Na ilha Albine em 1816 deu a luz  ao seu quarto filho, a menina Napoléone Marie Hélène Charlotte. Foi considerada amante de Napoleão, porém discutido por alguns historiadores, mas tudo leva a crer que sim, visto a reação do imperador quando soube que ela teve um caso com Basil Jackson (1795-?), Tenente-coronel da patrulha inglesa (que o vigiava por todos os locais), ordenando as autoridades que enviasse ela e seu marido marquês imediatamente de volta para a França em julho de 1819.</p>



<p>Divorciou-se assim que chegou em Montpellier na França, cidade onde morreu em 25 de março de 1848, aos 69 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="louise-charlotte-rigaud-de-vaudreuil-1770-1831" style="color:#0f0093">Louise Charlotte Rigaud de Vaudreuil (1770-1831):</h2>



<p>Filha do Marquês de Vaudreuil , Louis Philippe de Rigaud de Vaudreuil (1724-1802), tenente Geral dos Exércitos navais participou de todas as guerras de Luís XV (1715-1774). Eleito deputado da nobreza em 1789, durante a Revolução, emigrou para a Inglaterra com sua família. </p>



<p>Louise  Charlotte casou-se em Londres em 1800, com Conde Antoine Walsh de Serrant (1744-1817), uma das maiores fortunas da França.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="592" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4376" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao.jpg 512w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao-259x300.jpg 259w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao-370x428.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Condessa Louise Charlotte Rigaud de Vaudreuil (1770-1831), <br>de A. G.&nbsp;Decamps (1803/1860).</figcaption></figure>
</div>


<p>O casal voltou para Paris em 1802 quando Napoleão Bonaparte ainda era o Primeiro Cônsul da França. Graças a relações de seu marido, Louise Charlotte foi apresentada na corte de Josefina, onde foi convidada para ser dama de companhia.</p>



<p>Em 2 de dezembro de 1804, Louise Charlotte com outras oito damas do Palácio de Josefina fez parte da procissão de entrada na Catedral de Notre-Dame de Paris onde Napoleão foi consagrado e coroado como imperador pelo Papa Pio VII. E Josefina coroada pelo marido, como Imperatriz.</p>



<p>Nomeada Condessa do Império por Napoleão ficou ao serviço de Josefina entre 1804 a 1810, como outras vinte mulheres, sendo uma delas, Marie-Antoinette Adèle Papin-Duchâtel (1782-1860), amante de Napoleão em 1804 (texto sobre ela, mais acima).</p>



<p>Aproveitando-se do seu privilegio junto a corte, historiadores afirmam que Louise Charlotte Rigaud de Vaudreuile como outras dama, também se envolveu amorosamente com o Imperador durante esse período visto que Napoleão ordenou que fosse devolvido ao seu marido Antoine Walsh de Serrant, todas as propriedades e terras retiradas durante a revolução francesa e mais um compensação de 100 mil francos. </p>



<p>A Condessa Walsh de Serrant Marie-Antoinette Adèle Papin-Duchâtel morreu em 23 de outubro de 1831, aos 61 anos, em sua mansão em Angers. Foi enterrada no &#8220;Le Château de Serrant&#8221; em Saint-Georges-sur-Loire, França.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="carlotta-gazzani-1789-1827" style="color:#0f0093">Carlotta Gazzani&nbsp;(1789-1827):</h2>



<p>Filha de uma bailarina, a adorável Madame Carlotta Gazzani (1789-1827) havia deslumbrado a Corte ao chegar de sua Gênova natal foi descrita assim: </p>



<p><em>“Ela era alta, um pouco magra demais, mais bonita do que graciosa; ela dançava mal, extremidades medíocres, suas mãos estavam sempre enluvadas, mas o rosto perfeito, o próprio tipo de beleza italiana, linhas de pureza absoluta, olhos negros muito grandes e muito brilhantes, concordância completa de todos os traços que uma risada de lado mostrava dentes brilhantes&#8221;.</em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Carlotta_Gazzani.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="151" height="181" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Carlotta_Gazzani.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4381" style="width:225px;height:267px"/></a></figure>
</div>


<p>Introduzida no círculo imperial por sua beleza, surpreendente despertou a desconfiança de Josefina. No entanto, ela a aceitou na corte como leitora italiana. </p>



<p>Louis Constant Wairy (1778-1845), primeiro camareiro de quarto de Napoleão escreveu em <em>&#8220;Mémoires de Constant, premier valet de chambre de l&#8217;empereur&#8221;</em> que ela teria tido um caso com o Imperador entre 1807 a 1809, confirmado por Gaspard Gourgaud (1783-1852), memorialista de Napoleão na ilha de Santa Helena, durante o exílio. </p>



<p>Fiel de certa forma a Josefina, permaneceu ao seu serviço até o divórcio da Imperatriz com <strong>Napoleão</strong>. Mais tarde tornou-se Baronesa Brentano-Cimaroli.<strong> </strong>Morreu em 17 de setembro de 1827. </p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="jeanne-emilie-leverd-1788-1843" style="color:#0f0093">Jeanne-Émilie Leverd (1788-1843):</h2>



<p>Jeanne-Émilie Leverd (1788-1843) foi inicialmente bailarina na Ópera de Paris, e depois onde estreou no Teatro Louvois em 1804 e na Comédie-Française, em 1808.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Jeanne-Emilie-Leverd.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="230" height="230" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Jeanne-Emilie-Leverd.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4385" style="width:245px;height:245px"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Jeanne-Émilie Leverd (1788-1843).</figcaption></figure>
</div>


<p>Segundo alguns historiadores foi amante do Imperador Napoleão, entre 1804 e 1808. Faleceu em 16 de novembro de 1843 e foi sepultada no cemitério de Montmartre, em Paris.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="conclusao" style="color:#a30000">Conclusão:</h2>



<p>O historiador Frédéric Masson (1847-1923), no seu livro &#8220;<em>Napoleão e as Mulheres</em>&#8221; escrito em 1894, atribuiu a Napoleão Bonaparte 58 conquistas, mas são poucas que foram impactantes sobre esta grande figura da história da França.</p>



<p>Mulheres extremamente decisivas em certos momentos da vida do Imperador seja em decisões políticas e de guerra. </p>



<p>Napoleão sempre foi descrito como pouco educado, gentil e cortês com as mulheres, muitas vezes indelicado e grosseiro na linguagem e nos modos. Demonstrava  até um certo desprezo pelas mulheres, principalmente aquelas que se ofereciam com muita facilidade a ele.</p>



<p>Em 11 de fevereiro de 2021 foi lançado o livro: <em>&#8220;La Fille de Napoléon&#8221;</em>, do escritor Bruno Fuligni.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="663" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-663x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4392" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-663x1024.jpg 663w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-194x300.jpg 194w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-768x1186.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-370x571.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 663px) 100vw, 663px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;La Fille de Napoleon&#8221;, de Bruno Fuligni. Editora: Les Arènes (11 de fevereiro de 2021).</figcaption></figure>
</div>


<p>Ele nos conta a incrível história de Charlotte Chappuis (ca. 1795-ca. 1879) que afirma ser a filha de legítima de Napoleão com sua mãe, Antoinette Cotain uma prostituta que foi casada com Georges Chappuis, um padre que assumiu ser pai de 24 filhos.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="733" height="497" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis.jpg" alt="" class="wp-image-4391" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis.jpg 733w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis-300x203.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis-370x251.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Charlotte Chappuis com Jacob Muller e seus filhos. Coleção particular de Bruno Fuligni.</figcaption></figure>
</div>


<p>Essa lista de mulheres de <strong>Napoleão </strong>certamente é mais longa e são relatadas em vários artigos e livros.</p>



<p class="has-text-color has-background" style="color:#212122;background-color:#fffb00"><em><strong>Quer conhecer comigo Paris e outros locais? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/agendar_passeios-1.png" alt="" class="wp-image-4386"/></a></figure>
</div>


<p>Imagem da capa: <em>&#8220;Retrato de Napoleão Bonaparte (1769-1821) 1º Cônsul&#8221; (1803</em>), de François Pascal Simon Gerard (1770-1837). Criação e modificação de Tom Pavesi.</p>



<p class="has-large-font-size">Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;Napoléon ou le goût des femmes&#8221;</em>, de Catherine Golliau, na revista &#8220;<em>lepoint</em>&#8221; (01 de dezembro de 2014).</li>



<li><em>&#8220;<a href="https://www.napoleon.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Napaoleon.org</a>&#8220;</em> (site).</li>



<li><em>&#8220;<a href="http://www.lauragais-patrimoine.fr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lauragais-Patrimoine</a>&#8220;</em> (site).</li>



<li><em>&#8220;Napoléon et les femmes&#8221;</em>, no Wikipédia França.</li>
</ul>


<p>O post <a href="https://segredosdeparis.com/napoleao-bonaparte-suas-esposas-e-amantes/">Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes</a> apareceu primeiro em <a href="https://segredosdeparis.com">Segredos de Paris</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://segredosdeparis.com/napoleao-bonaparte-suas-esposas-e-amantes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>11</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 
Database Caching 56/88 queries in 0.050 seconds using Disk

Served from: segredosdeparis.com @ 2026-04-23 12:30:37 by W3 Total Cache
-->