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	<title>Arquivos Histórias - Segredos de Paris</title>
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	<description>Histórias, Arte e Informações sobre Paris e a França.</description>
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	<title>Arquivos Histórias - Segredos de Paris</title>
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	<item>
		<title>O Culto da Razão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Nov 2023 14:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> O Culto da Razão surgiu em meados da década de 1790, como parte da tentativa de eliminar a influência da Igreja Católica e da monarquia absolutista na França. Para compreender a origem filosófica desse movimento, é necessário retroceder e examinar as influências intelectuais que o moldaram. A Revolução Francesa, um dos eventos mais emblemáticos da história, foi marcada por mudanças sociais, políticas e culturais que moldaram o mundo contemporâneo. Entre as transformações mais notáveis desse período, destaca-se a ascensão do Culto da <a href="https://segredosdeparis.com/o-culto-da-razao/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> 
<p>O <strong>Culto da Razão</strong> surgiu em meados da década de 1790, como parte da tentativa de eliminar a influência da Igreja Católica e da monarquia absolutista na França. Para compreender a origem filosófica desse movimento, é necessário retroceder e examinar as influências intelectuais que o moldaram.</p>



<p>A Revolução Francesa, um dos eventos mais emblemáticos da história, foi marcada por mudanças sociais, políticas e culturais que moldaram o mundo contemporâneo. Entre as transformações mais notáveis desse período, destaca-se a ascensão do <strong>Culto da Razão</strong>, um movimento filosófico que refletiu os ideais iluministas e os princípios da Revolução.</p>



<p>Os filósofos do Iluminismo, como <strong>Voltaire</strong> (1694-1778), <strong>Montesquieu</strong> (1689-1755), <strong>Jean-Jacques Rousseau </strong>(1712-1778) e <strong>Diderot</strong> (1713-1784), foram os precursores desse <strong>Culto</strong>. Eles promoveram a ideia de que a razão humana era a ferramenta fundamental para alcançar o progresso, a justiça e a liberdade. Defendiam a separação entre a Igreja e o Estado, argumentando que a religião muitas vezes era usada para manter o poder opressivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Princípios e significados do Culto da Razão</h2>



<p>Um dos princípios centrais do <strong>Culto da Razão </strong>era a crença na capacidade da razão humana de construir uma sociedade baseada na <strong>Liberdade</strong>,<strong> Igualdade</strong> e<strong> Fraternidade</strong>. Inspirados pelos ideais iluministas, os líderes revolucionários buscavam promover o pensamento crítico, a educação e a secularização da sociedade ou seja o abandono dos preceitos culturais que se apoiam na religiosidade. Eles acreditavam que a razão, em vez da religião, deveria ser o alicerce da moralidade e da ética.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="822" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-1024x822.jpg" alt="" class="wp-image-5511" style="aspect-ratio:1.245742092457421;width:840px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-1024x822.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-300x241.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-768x616.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-370x297.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple-970x778.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Eugene_Delacroix_La_Liberte_guidant_le_peuple.jpg 1276w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;A Liberdade guiando o povo&#8221; (1830), de Eugène Delacroix (1798-1863). Museu do Louvre.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1793, durante o governo radical conhecido como o <em>&#8220;Reino do Terror&#8221;</em>, a Convenção Nacional Francesa proclamou o <strong>Culto da Razão</strong> como a religião oficial do país. Templos da Razão foram estabelecidos em toda a França, e as cerimônias religiosas foram substituídas por celebrações da razão. Essas cerimônias incluíam discursos, música, dança e a leitura de textos filosóficos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Festa da Razão</h2>



<p>Em <strong>10 de agosto de 1793</strong> foi realizada na praça da Bastilha, a primeira <strong>Festa da Razão</strong> ou <strong>Festa da Unidade e Indivisibilidade </strong>celebrada pelo presidente da Convenção Nacional, <strong>Hérault de Séchelles</strong> (1759-1794). Na ocasião foi erguida uma alegoria egípcia da natureza, em forma de estátua de gesso da deusa<strong> Ísis</strong>, ladeada por dois leões sentados, e que jorrava água dos seus seios. Nomeada como a <strong>Fonte da Regeneração</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" width="1024" height="627" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-1024x627.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5515" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-1024x627.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-300x184.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-768x470.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-370x227.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet-970x594.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fontaine_dIsis_dessin_Carnavalet.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<p>A <strong>deusa Razão</strong>, também conhecida como a <strong>Deusa da Liberdade ou </strong>&#8220;<strong>Liberté</strong>&#8221; foi um símbolo icônico durante o período revolucionário francês (1789 e 1794), e seu culto desempenhou um papel central na efêmera religião do <strong>Culto da Razão </strong>celebrada em inúmeras igrejas transformadas em <strong>Templos da Razão</strong>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" width="900" height="318" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5531" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille.jpg 900w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-300x106.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-768x271.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Inscricao_Eglise_Ivry-la-Bataille-370x131.jpg 370w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Inscrição na parede da igreja de Saint-Martin em Ivry-la-Bataille (Normandia).</figcaption></figure>
</div>


<p>O “<strong>culto</strong>” manifestou-se entre 1793 e 1794 (anos II e III) através de procissões carnavalescas, desnudamento de igrejas, cerimônias iconoclastas, cerimônias de mártires da revolução, etc. As cerimônias eram destinadas a substituir os cultos religiosos tradicionais, vistos como símbolos do antigo regime e da opressão. </p>



<p>Em 20 de Brumário de 1793, do calendário republicano francês ou <strong>10 de novembro de 1793</strong>, do calendário gregoriano houve uma grande <strong>Festa da Razão</strong><em> </em> organizada por <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Pierre-Gaspard_Chaumette">Pierre-Gaspard Chaumette</a> (1763-1794), procurador da Comuna de Paris, no interior da<strong> Catedral de Notre-Dame de Paris</strong>, renomeada para o evento como<strong> </strong>&#8220;<strong>Templo da Razão</strong>&#8220;. </p>



<p>A estátua da<strong> Virgem Maria</strong> foi retirada do altar-mor da catedral, e substituída por uma montanha feita em madeira. Num cenário de inspiração antiga, algumas jovens, sacerdotisas da filosofia, celebraram o culto da <strong>deusa Razão</strong>. No alto da montanha a <strong>deusa</strong> foi personificada por uma jovem atriz chamada <strong>Thérèse-Angélique Aubry</strong> (1772-1829), vestida em branco drapeado coberta por uma túnica azul (em referência ao manto da Virgem Maria), usava um boné frígio dos revolucionários e iluminada pela tocha a <strong>liberdade</strong>, símbolo a primazia da razão sobre a religião. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="855" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg" alt="" class="wp-image-5543" style="aspect-ratio:1.11328125;width:840px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878.jpg 855w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-300x269.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-768x690.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Charles-Louis_Muller_La_fete_de_la_raison_a_Notre-Dame_de_Paris_le_10_novembre_1793_1878-370x332.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 855px) 100vw, 855px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">La fête de la raison à Notre-Dame de Paris le 10 novembre 1793 (1878), por Charles-Louis Müller (1815-1892).</figcaption></figure>
</div>


<p>A Festa teve como objetivo substituir os rituais religiosos tradicionais da Igreja Católica por celebrações baseadas na razão e no pensamento secular. </p>



<p>Membros da <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Commune_de_Paris_(R%C3%A9volution_fran%C3%A7aise)">Comuna de Paris</a> estavam escoltados por um coro de meninas vestidas de branco e coroadas com folhas de carvalho ficaram na base da montanha, dançando e cantando. Muitos discursos enfatizavam os princípios da Revolução Francesa, como a liberdade, a igualdade e a fraternidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="665" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-1024x665.jpg" alt="O Culto da Razão" class="wp-image-5526" style="aspect-ratio:1.5398496240601505;width:841px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-1024x665.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793-970x629.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_la_Raison_1793.jpg 1279w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Gravura autor desconhecido (1793), Paris, BnF (Biblioteca Nacional da França).</figcaption></figure>
</div>


<p>Finalizada a festa na Notre-Dame, o cortejo continuou pelas ruas de Paris  até os jardins das Tulherias, onde encontrava-se a sede da <strong>Convenção Nacional</strong>. A <strong>deusa Razão</strong> depois de cortejada pelo Presidente da casa e seus representantes políticos voltou a Catedral aclamada pelo população em<em>&nbsp;</em>êxtase pela nova ordem social e política do país. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Fim do Culto da Razão</h2>



<p>O <strong>Culto da Razão</strong>, no entanto, não sobreviveu por muito tempo. Foi substituído pelo <strong>Culto do Ser Supremo</strong>, uma tentativa de criar uma religião deísta que incorporasse elementos religiosos mais tradicionais. A Revolução Francesa estava em constante evolução, e a religião e a filosofia eram frequentemente usadas como ferramentas políticas para atingir objetivos específicos.</p>



<p>Agora, tanto o <strong>Culto da Razão</strong> como e os eventos ocorrido nas <strong>Festas da Razão</strong> encontraram resistência de muitos setores da sociedade francesa. O governo revolucionário liderado por <strong>Robespierre</strong> (1758-1794) tentou substituir o &#8220;Culto&#8221; pelo <strong>Culto do Ser Supremo</strong>, uma religião deísta mais moderada, como parte de seus esforços para estabelecer um equilíbrio entre a razão e a espiritualidade.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="993" height="591" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg" alt="" class="wp-image-5557" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1.jpg 993w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-300x179.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-768x457.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-370x220.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Fete_de_lEtre_supreme-1-970x577.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 993px) 100vw, 993px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;La fête de l&#8217;Être Suprême, au Champ-de-Mars&#8221; (1794), por  Pierre-Antoine Demachy (1723-1807). Museu Carnavalet (Paris).</figcaption></figure>
</div>


<p>Apesar de sua efemeridade, o <strong>Culto da Razão </strong>deixa um legado duradouro. Ele ilustra como os ideais filosóficos podem influenciar e moldar movimentos políticos e sociais. Além disso, ele destacou a importância da razão como um princípio orientador na busca pela justiça e pela igualdade, princípios que continuam a ressoar na sociedade contemporânea.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p>O <strong>Culto da Razão</strong> na Revolução Francesa teve suas raízes na filosofia iluminista, que promovia a primazia da razão humana como uma força transformadora. Embora tenha sido efêmero, ele desempenhou um papel significativo na tentativa de remodelar a sociedade francesa, estabelecendo a razão como a pedra angular dos ideais revolucionários de liberdade, igualdade e fraternidade.</p>



<p>Após a queda de <strong>Robespierre </strong>e a ascensão de <strong>Napoleão Bonaparte </strong>(1769-1821), a <strong>deusa Razão</strong> e os princípios que ela representava continuaram a influenciar o pensamento político e filosófico na França e em todo o mundo. Ela permanece como um símbolo duradouro da busca pela razão, liberdade e justiça, que continuam a ser valores centrais na sociedade moderna.</p>



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<div class="wp-block-image">
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</div>


<p><strong>Fontes</strong> <strong>bibliográficas</strong>: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>L&#8217;église Notre Dame devient temple de la Raison</em> , de Gérard Michel (<a href="http://obermundat.org/vie-quotidienne/42-l-eglise-notre-dame-devient-temple-de-la-raison">Obermund</a>).</li>



<li><em>&#8220;Le culte de la raison et le culte de l&#8217;être suprême (1793-1794)</em>&#8220;, por Alphonse Aulard (Paris, Félix Alcan,&nbsp;coleção: &#8220;Bibliothèque d&#8217;histoire contemporaine&#8221;&nbsp;1892,&nbsp;VIII-371).</li>



<li>&#8220;Culte de la Raison&#8221;, Wikipédia versão francesa.</li>
</ul>
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		<title>Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jul 2021 22:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos. São poucas pessoas que ouviram falar sobre este trágico acontecimento na história francesa, que juntamente com outros que viriam acontecer contribuíram para marcar o início do fim da monarquia francesa. Em 1756, após três séculos de rivalidades, a França e Áustria se uniram através de um tratado de paz. Para consolidar essa reaproximação diplomática, o rei Luís XV (1715-1774) e a Imperatriz Maria Teresa da Áustria (1745-1765) decidiram casar seus respectivos <a href="https://segredosdeparis.com/tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos</strong>. São poucas pessoas que ouviram falar sobre este trágico acontecimento na história francesa, que juntamente com outros que viriam acontecer contribuíram para marcar o início do fim da monarquia francesa.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em 1756, após três séculos de rivalidades, a <strong>França</strong> e<strong> Áustria</strong> se uniram através de um tratado de paz. Para consolidar essa reaproximação diplomática, o rei<strong> Luís XV</strong> (1715-1774) e a Imperatriz <strong>Maria Teresa da Áustria</strong> (1745-1765) decidiram casar seus respectivos filhos. </p>



<p class="has-regular-font-size">Em 19 de abril de 1770, ou seja doze anos depois do acerto entre as partes, o casamento ocorreu em <strong>Viana</strong> (Áustria) por um procurador representando o Delfim da França, <strong>Luís Augusto</strong>, de 15 anos, futuro <strong>Luís XVI</strong> (1754-1793) e neto de Luís <strong>XV</strong>, com arquiduquesa da <strong>Áustria</strong>, de 14 anos, futura rainha <strong>Maria Antonieta</strong> (1755-1793) e a última filha de <strong>Maria Teresa</strong> (1745-1765), Imperatriz da Áustria, entre 1745 e 1765.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="545" height="768" data-id="4726" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet.jpg" alt="" class="wp-image-4726" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet.jpg 545w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet-213x300.jpg 213w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louis_XVI_roi_de_France_et_de_Navarre_1754-1793_revetu_du_grand_costume_royal_en_1779_Antoine-Francois_Callet-370x521.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px" /><figcaption>Luís XVI (1789), de Antoine-François Callet.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="971" data-id="4727" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun.jpg" alt="" class="wp-image-4727" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-247x300.jpg 247w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-768x932.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Maria-Antonieta_a_la_Rose_de_Louise_Elisabeth_Vigee_Lebrun-370x449.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption>Maria Antonieta (1783), de Élisabeth Louise Vigée Le Brun.</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-regular-font-size">Por volta das 10h da manhã, em 16 de maio de 1770,  <strong>Maria Antonieta</strong> chegou ao <strong>Palácio de Versalhes</strong> para se casar oficialmente e morar junto ao seu marido que ainda não o conhecia.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="969" height="667" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4733" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes.jpg 969w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-300x207.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-768x529.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Chegada_de_Maria_Antonieta_em_Versalhes-370x255.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px" /></a><figcaption>Chegada de Maria Antonieta no Palácio de Versalhes em 16 de maio de 1770. Gravura de André Basset le Jeune.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">No mesmo dia  16 de maio de 1770, às 13h, vestida de um longo dourado e com um diamante do Espírito Santo encontrou-se pela primeira vez com seu marido, o delfim <strong>Luís Augusto</strong>, no &#8220;Cabinet du Roi&#8221; (Escritório do rei Luís XV).</p>



<p class="has-regular-font-size">Saíram seguidos pelo rei <strong>Luís XV</strong> e príncipes de sangue, atravessando salas repletos de pessoas até a Capela Real do Palácio. Onde se ajoelharam cercados pela família real, em frente ao altar para o ofício religioso realizado pelo Arcebispo de Reims, cercado pela família real. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-1024x682.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4736" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-1024x682.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-768x511.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-370x246.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1-970x646.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/casamento-de-Luis-XVI-e-Maria_Antonieta-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Casamento de Luís Augusto (futuro Luís XVI) e Maria Antonieta na Capela Real de Versalhes (século XVIII). Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Terminada a cerimônia, o registro de casamento foi assinado. A tarde, em seu apartamento, a nova Delfina da França, Maria Antonieta recebeu uma tradicional cesta de presentes contendo uma profusão de joias e objetos preciosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">O jovem casal comparecem à recepção dos embaixadores antes de irem para a iluminada Galeria dos Espelhos, onde aconteceu a festa do rei. Os fogos de artifícios que estavam planejados foram adiados devido a uma tempestade. </p>



<p class="has-regular-font-size">O dia terminou com um banquete suntuoso, servido na novíssima Opera Real. </p>



<p class="has-regular-font-size">No ritual da cerimônia de dormir, os recém-casados ​​foram conduzidos ao quarto de <strong>Maria Antonieta</strong> e tiveram a noite abençoada pelo <strong>Arcebispo de Reims</strong>. O rei vestiu o neto <strong>Luís Augusto</strong> com uma camisa nupcial e a<strong> duquesa de Chartres</strong>, <strong>Luísa Maria Adelaide de Bourbon</strong> faz o mesmo com a <strong>Maria Antonieta.</strong> O casal se deitou em presença de toda a corte para mostrar que estavam compartilhando a mesma cama, mas a relação sexual que todos esperavam ver só vai acontecer sete anos depois. </p>



<p class="has-regular-font-size">As festividades continuaram com muita alegria nos dias seguintes com óperas, teatros, cantos, bailes de máscaras, banquetes e fogos de artifícios.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="tragedia-no-casamento-de-luis-xvi-e-maria-antonieta-132-mortos" style="color:#a30000">Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Para que todos pudessem desfrutar deste evento, foi decidido por <strong>Luís XV</strong> (1715-1774) que as festividades também acontecesse em <strong>Paris</strong>. Uma maneira nova de relações públicas para trazer a simpatia e amizade do povo para com os futuros rei e rainha da França. </p>



<p class="has-regular-font-size">Uma grande feira de alimentos e bebidas com músicos e artistas de rua foram instalados ao longo da <strong>Rue Royale</strong>, onde ficava o enorme canteiro de obras da futura <strong>Igreja de la Madeleine</strong> e a atual <strong>Praça da Concórdia </strong>(antiga,<strong> <strong>Praça Louis XV</strong></strong>).</p>



<p class="has-regular-font-size">Segundo relatos a praça e as ruas circundantes estavam lotadas de centenas de milhares de parisienses que esperavam ver os fogos de artifício pela primeira vez, já que normalmente eram apenas visto pela realeza e seus convidados em Versalhes. </p>



<p class="has-large-font-size">Por volta das horas das 19 horas, do dia 30 de maio de 1770, começaram a distribuição de pão carne e vinho para o povo em diferentes lugares da <strong>Praça </strong>e da <strong>rue Royale</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Próximo ao <strong>rio Sena</strong>, junto a atual <strong>Praça da Concordia</strong>, foi instalado um templo de madeira de arquitetura clássico grego (ordem coríntia), chamado <em><strong>&#8220;Temple de l&#8217;Hímen&#8221;</strong></em>, decorada na base por ornamentações de cachoeiras, fontes e figuras alegóricas. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="738" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-1024x738.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4745" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-1024x738.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-300x216.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-768x553.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-370x267.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet-970x699.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Temple_de_lHymen_Musee-Carnavalet.jpg 1044w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption> &#8220;Temple d&#8217;Hymen&#8221;. Autor anônimo. Museu Carnavalet. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">No topo do edifício havia um obelisco triangular cujas faces apresentavam figuras com guirlandas de flores, e os medalhões com imagem esculpidas do casal, <strong>Luís Augusto</strong> e <strong>Maria Antonieta</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Atrás deste edifício foram colocadas as baterias de fogos de artifícios pelos pirotécnicos oficiais do rei Luís XV, os irmãos <strong>Ruggieri</strong> (expatriados italianos em Paris, desde 1739).</p>



<p class="has-regular-font-size">Às 21 horas, na Praça <strong>Louis XV </strong>houve uma nova salva de tiros da artilharia do rei e uma disparada de fogos de artifícios iluminando majestosamente os dois grandes edifícios (vazios) construídos em 1765, por <strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>, atual <strong>Hotel le Crillon</strong>, FIA e o <strong>Museu da Marinha</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="990" height="556" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg" alt="Tragédia no casamento de Luís XVI e Maria Antonieta: 132 mortos" class="wp-image-4743" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta.jpg 990w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-300x168.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-768x431.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Fogos_de_Arttificios_casamento_Louis_XV_e_Maria-Antonieta-970x545.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 990px) 100vw, 990px" /></a><figcaption>Fogos de artifícios disparados do Templo de madeira na Praça Louis XV (Praça da Concordia). Fonte: Gallica Bnf. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Depois de um início promissor, os fogos finais acabaram por incendiar a própria estrutura de lançamento. No início, os parisienses pensaram que fazia parte do show. Mas quando eles finalmente entenderam, a imensa multidão entrou em pânico e uma debandada se seguiu, avançando em direção à estreita Rue Royale, onde nobres em suas carruagens, dificultavam a passagem dos pedestres que tentavam escapar. </p>



<p class="has-regular-font-size">Muitas pessoas gritavam ao serem pisoteadas, enquanto outras no lado oposto, eram empurradas para o Sena e se afogavam. O número oficial de mortos foi estimado em 132, com mais centenas de feridos, mas alguns historiadores não concordam e estipulam que por volta de 1200 pessoas perderam suas vidas. </p>



<p class="has-regular-font-size">Outros historiadores têm números semelhantes. No livro: <em>&#8220;Galignani&#8217;s New Paris Guide: Or, Stranger&#8217;s Companion Through the French Metropolis&#8221;</em> <em>(1839) </em>o autor calcula o número de mortos em 3.000. Um número que se repete no livro: <em>&#8220;Nova Enciclopédia Internacional</em>&#8221; (1917).</p>



<p class="has-regular-font-size">Agora mesmo sendo 132 mortos, esse acidente com fogos é ainda o mais mortal de todos os tempos.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="triste-final-de-casamento" style="color:#a30000">Triste final de casamento.</h2>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Luís Augusto</strong> e <strong>Maria Antonieta</strong> ficaram horrorizados com a tragédia que tirou tantas vidas. A festa que deveria ser uma reaproximação da realeza com seus súditos em um momento de grande desconfiança (os gastos extravagantes com o casamento irritaram muitos que ainda estavam sentindo os efeitos da fome durante o reinado de <strong>Luís XV)</strong> tornou-se mais um elemento para o povo os detestarem, e principalmente com a futura rainha, que tanto odiada foi levada a guilhotina durante a revolução francesa, sem defesa e sem justiça.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="485" height="805" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg" alt="" class="wp-image-4749" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution.jpg 485w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution-181x300.jpg 181w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Marie_Antoinette_on_the_way_to_her_execution-370x614.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 485px) 100vw, 485px" /></a><figcaption>&#8220;Maria Antonieta a caminho de sua execução&#8221; (1887), acompanhada pelo abade Girard designado pelo tribunal revolucionário. <br>Obra de François Flameng&nbsp;(1856-1923).<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q977953"></a></figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">De acordo com historiadores monarquistas, o jovem casal entregou imediatamente suas mesadas pessoais daquele mês ao Tenente-General da Polícia de Paris, <strong>Antoine de Sartine</strong> (1729-1801) para serem distribuídas às vítimas e suas famílias.</p>



<p class="has-regular-font-size">Os mortos foram enterrados no cemitério de <strong>La Ville-L&#8217;Evêque</strong>, uma aldeia que existia nos arredores da região da Madeleine (8° arrondissement), não muito longe da <strong>cova comum</strong> onde, ironicamente, os corpos decapitados de <strong>Maria Antonieta</strong> (1774-1793) e <strong>Luís XVI</strong> (1773-1793) seriam despejados 23 anos depois.</p>



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<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/agendar_passeios-3.png" alt="" class="wp-image-4754"/></figure></div>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;La Gazette&#8221;</em>, em 4 de junho de 1770. Jornal da época digitalizado pelo site <a href="https://www.retronews.fr/catastrophes/echo-de-presse/2018/11/09/feu-dartifice-au-mariage-de-louis-xvi-132-morts" target="_blank" rel="noreferrer noopener">RetroNews</a> da Bnf.</li><li><em>&#8220;le mariage du dauphin Louis et de Marie-Antoinette&#8221;</em>, no site Château de Versailles.</li><li><em>&#8220;Le mariage maudit de Louis XVI et Marie-Antoinette&#8221;</em>, no site Plume d&#8217;Histoire.</li><li><em>&#8220;Marie-Antoinette d&#8217;Autriche&#8221;</em>, no site Wikipédia em francês.</li></ul>


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		<title>Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 17:46:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 12 minutos</small> Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier construídas no século 19, período particularmente conflituoso, de guerras, crises políticas, revoluções, mudanças de regimes e governantes, essas casas de espetáculos conseguiram assim mesmo, cada uma em seu tempo e sua cena lírica, tornaram-se o centro cultural e vital da aristocracia parisiense e de atenção de vários países da Europa. Esse fenômeno de escala internacional que muitos pensam ter surgido com a Ópera Garnier, a partir de 1875, na realidade teve sua origem <a href="https://segredosdeparis.com/antigas-operas-de-paris-rue-richelieu-e-le-peletier/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 12 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier</strong> construídas no século 19, período particularmente conflituoso, de  guerras, crises políticas, revoluções, mudanças de regimes e governantes, essas casas de espetáculos conseguiram assim mesmo, cada uma em seu tempo e sua cena lírica, tornaram-se o centro cultural e vital da aristocracia parisiense e de atenção de vários países da Europa.</p>



<p class="has-regular-font-size">Esse fenômeno de escala internacional que muitos pensam ter surgido com a <strong>Ópera Garnier</strong>, a partir de 1875, na realidade teve sua origem em duas importantes óperas, poucas conhecidas e que não existem mais, chamadas: <strong>Ópera de la rue de Richelieu</strong> (em 1793) e <strong>Ópera Le Pelletier</strong> (1821).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="academia-real-de-danca" style="color:#a30000">Academia Real de Dança.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Em 1661 foi fundada pelo rei<strong> Luís XIV</strong> (1643-1715), a <strong>Academia Real de Dança</strong>, (Académie Royal de Danse) que tinha como objetivo o ensino e a prática da dança nacional. Em 1669, foi integrada a essa intuição, a <strong>Academia da Ópera</strong> formando assim a companhia nacional de óperas e balés da França, chamada de forma única: <strong>Ópera de Paris</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">As óperas, durante o século XVII e XVIII ficaram concentradas em <strong>Paris</strong>, em volta de dez salas, muitas vezes pequenas, inconfortáveis e maus construídas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="666" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-1024x666.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4658" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-1024x666.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-768x500.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-370x241.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica-970x631.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Salle_de_lOpera_de_Paris_le_6_avril_1763_-_Gallica.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Teatro do “Palais-Royal” (ou Sala do “Palais-Royal”) incendiada, em 6 de abril de 1763.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Ao longo do tempo, por razões particulares de cada uma, foram se fechando ou acabaram sendo destruídas por incêndios, levando a necessidade de se construir novas salas na cidade, mais modernas, maiores e para um público cada vez mais exigente em prazeres e divertimentos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Abaixo encontra-se em ordem cronológica um resumo histórico de duas da principais óperas e assim entendermos um pouco melhor a relação que existem entre elas e a da <strong>Ópera Garnier</strong>, que descreverei no próximo artigo. </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="opera-de-la-rue-richelieu" style="color:#a30000">Ópera de la rue Richelieu.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Construído entre 1792 e 1793, pelo arquiteto neoclássico, <strong>Victor Louis</strong> (1731-1800), em plena época revolucionária a pedido de <strong>Marguerite Brunet</strong> (1730-1820) mais conhecida no meio artístico como <strong>Mademoiselle Montansier</strong>, amiga da rainha <strong>Maria Antonieta</strong> (1774-1793) e<strong> Luís XVI</strong> (1774-1793).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="500" height="629" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg" alt="" class="wp-image-4660" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1.jpg 500w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1-238x300.jpg 238w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Mlle-de-Montansier-1-370x465.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption>Mademoiselle Montansier ou Marguerite Brunet (1730-1820).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Mulher empresária dinâmica nomeada diretora de espetáculos da Corte de Versalhes e de vários outros teatros como: <strong>Fontainebleau</strong>,<strong> Saint-Cloud</strong>, <strong>Marly</strong>, <strong>Compiègne</strong>, <strong>Rouen</strong>,<strong> Caen</strong>,<strong> Orléans</strong>, <strong>Nantes</strong> e <strong>Le Havre</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Inaugurado oficialmente em 15 de agosto de 1793, como <strong>Teatro Nacional de Paris</strong> era chamado popularmente pelo nome da sua proprietária: <strong>Sala Montansier</strong> ou <strong>Ópera Montansier</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="445" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4661" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-300x167.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-768x427.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-de-la-rue-Richelieu-370x206.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>Antiga &#8220;Salle Montansier&#8221; chamada mais tarde por &#8220;Ópera de la rue de Richelieu&#8221;.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Teatro que infelizmente ela teve pouco tempo de usufruí-lo, pois alguns meses depois, em 15 de novembro de 1793, depois de ver vários de seus amigos serem guilhotinados, sua propriedade foi confiscada pelo Comitê Revolucionário, e ela enviada a prisão acusada de querer incendiar a <strong>Biblioteca Nacional de Paris</strong> e de ter recebido dinheiro da rainha <strong>Maria Antoniet</strong>a e dos ingleses, durante a construção da obra.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em setembro de 1794, <strong>Mademoiselle Montansier</strong> absolvida de todas as acusações recebeu como indenização uma alta compensação financeira e livre para abrir outras salas de espetáculos, mas o seu teatro da <strong>Rua Richelieu</strong>, tornou-se definitivamente propriedade do Estado.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Mademoiselle Montansier</strong> morreu em 1820, ao 90 anos como proprietária de um outro teatro que havia comprado em 1807 e que ainda existe, chamada em francês,<strong> Théatre des Variétés</strong> (Teatro de Variedades). </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="827" height="757" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg" alt="" class="wp-image-4684" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes.jpg 827w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-300x275.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-768x703.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Theatre_des_varietes-370x339.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 827px) 100vw, 827px" /></a><figcaption>Théatre des Variétés em Paris. Foto: Emeric84.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A<strong> Ópera Montansier</strong> foi reaberta em 07 de agosto de 1794, com dois outros nomes: <strong>Teatro das Artes</strong> e <strong>Academia Nacional de Música</strong>, mas ficou popularmente conhecida como <strong>Ópera de la rue de Richelieu. </strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="526" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4662" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier-300x225.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/opera-montansier-370x278.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Ópera de la rue de Richelieu (Ópera Montansier ou &#8220;Théâtre des Arts&#8221;). Foto: Arquivos Nacional.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Durante todo o período imperial de <strong>Napoleão Bonaparte I</strong> (1804-1814/1815) e a restauração com o rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824), a Ópera serviu como a principal sala de espetáculos de Paris, frequentado principalmente por grande alta sociedade burguesa da época e membros do governo.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="968" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4664" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier.jpg 968w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-300x238.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-768x609.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_de_la_rue_Richelieu_Paris_Montansier-370x294.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 968px) 100vw, 968px" /></a><figcaption>Vista interior da Ópera de la rue Richelieu. Desenho do arquiteto Victor Louis.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 14 de fevereiro de 1820, o Duque de Berry,<strong> Carlos Fernando de Artois</strong> (1778-1820), sobrinho do rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/18150-1824), e filho do futuro rei <strong>Carlos X</strong> (1824-1830) foi assassinado na porta do teatro por um fanático bonapartista, chamado <strong>Louis Pierre Louvel</strong> (1783-1820) que pensava estar eliminando o último descendente Bourbon e pretendente ao trono da França.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="510" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg" alt="" class="wp-image-4665" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry.jpg 510w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry-199x300.jpg 199w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Louvel_assassino_do_duque_de_Berry-370x557.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></a><figcaption>Louvel (1783-1820) assassino do duque de Berry (1820). Museu Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Puro engano dele, sete meses depois, nasceu seu filho o duque de Bordeaux, Henrique de Artois (1820-1883), &#8220;a criança do milagre&#8221;.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="901" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg" alt="" class="wp-image-4666" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry.jpg 901w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-300x256.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-768x655.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cibot_-_A_Morte_do_Duque_de_Berry-370x315.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 901px) 100vw, 901px" /></a><figcaption>La Mort du duc de Berry, le 13 février 1820”, por Édouard Cibot (1799-1877). Museu Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Luís XVIII</strong>, logo após o assassinato, ordenou que todas as festividades de carnaval dos dias 14 e 15 de fevereiro de 1820 fossem anuladas, que a Bolsa de valores festas, bailes e todos comércios públicos fossem fechados, e principalmente que a<strong> Ópera de la rue Richelieu</strong> fosse demolida e construído no lugar, um monumento expiatório em homenagem ao <strong>Duque de Berry</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Depois da revolução de 1830 (<em>&#8220;<strong>As três Gloriosas</strong>&#8220;</em>) e a abdicação do rei <strong>Carlos X</strong>, irmão de <strong>Luís XVIII</strong>, e pai do falecido <strong>Duque de Berry</strong>, o monumento também foi demolido e a urna funerária transferida para a <strong>Basílica de Saint-Denis</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="605" height="449" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4667" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI.jpg 605w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI-300x223.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Monumento_expiatorio_de_Luis-XVI-370x275.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /></a><figcaption>Monumento expiatório para o Duque de Berry. Demolido em 1830. Coleção: Bnf.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1839, foi construído no local, por ordens do rei<strong> Luis Filipe I</strong> (1830-1848) uma Praça cercada de árvores batizada &#8220;<strong>Place Richelieu</strong>&#8220;, e alguns anos depois (1844) foi decorada com a atual <strong>Fonte Louvois</strong> criada pelo arquiteto <strong>Louis Visconti</strong> (1791-1853).</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="761" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg" alt="" class="wp-image-4669" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-300x223.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-768x571.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-370x275.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Square-Louvois_Paris-1-970x721.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Square Louvois (2° distrito de Paris). Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Refeita sobe <strong>Napoleão III</strong>, foi reinaugurada em 1859 com nome de <em>&#8220;Square Louvois&#8221;</em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="opera-le-peletier" style="color:#a30000">Ópera Le Peletier.</h2>



<p class="has-regular-font-size">Com a demolição da <strong>Ópera de la rue Richelieu</strong> em 1820, uma nova sala precisou ser urgentemente construída para atender um público exigente de divertimentos (bailes, festas, encontros…) e de grandes espetáculos de óperas, de danças e de músicas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-1024x632.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4670" width="837" height="516" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-1024x632.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-300x185.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-768x474.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-370x228.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-970x599.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 837px) 100vw, 837px" /></a><figcaption>Ópera Le Peletier (1821). Livraria Pública de Nova Iorque.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A área escolhida fazia parte do jardim do &#8220;<strong>Hôtel de Choiseul</strong>&#8220;, antiga mansão particular do duque <strong>Étienne-François de Choiseul </strong>(1719-1785), principal ministro de <strong>Luís XV</strong> (1715-1774) construída entre 1755 e 1757.</p>



<p class="has-regular-font-size">A propriedade que já havia sido declarada bem nacional pelo comitê revolucionário em 1793, e ocupada por militares, em 1804 serviu como residência do governador de Paris e em 1812, sede do <strong>Ministério de Manufaturas e Comércio</strong> e propriedade definitiva do Império.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="708" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-1024x708.jpg" alt="" class="wp-image-4671" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-1024x708.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-300x207.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-768x531.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-370x256.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier-970x670.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Jardim_Hotel-de-Choiseul_Opera_Le-Pelletier.jpg 1217w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Entrada da “Ópera Le Peletier”, (Academia Real de Música), na rue Le Pelletier.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A <strong>Ópera Le Peletier</strong> (ou <strong>Sala Le Peletier</strong>) foi rapidamente construída com poucos recursos pelo arquiteto <strong>François Debre</strong>t (1777-1850) usando na construção materiais frágeis, como gesso e altamente inflamáveis como madeira nas suas estruturas, além de vários elementos decorativos e estruturais da antiga <strong>Ópera de la rue Richelieu</strong> que haviam sido desmontados e reconstruídos nessa nova Ópera.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em praticamente um ano de obras, iniciadas em 13 de agosto de 1820 foi finalizada para ser inaugurada em 16 de agosto de 1821 como um teatro provisório, pois o governo procurava por um área maior e melhor situada, para um projeto definitivo.</p>



<p class="has-regular-font-size">Recebeu vários nomes, mas ficou realmente conhecida como <strong>Ópera Le Pelletier</strong>, por estar localizada na <strong>rue Le Pelletier.</strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="345" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4672" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris-300x148.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera_Le_Pelletier_Paris-370x182.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Litografia “Fachada da Ópera Le Peletier”, de C. Motte. Museu Carnavalet</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Quanto aos nomes oficiais foram mudando conforme o soberano que se encontrava no poder.</p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1821 e 1848, durante o período da Restauração da monarquia, com os reis: <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824), <strong>Carlos X </strong>(1824-1830) e<strong> Luís Filipe I</strong> (1830-1848), chamava-se: <em>&#8220;<strong>Académie Royale de Musique</strong>&#8220;</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1848 e 1852, como o primeiro Presidente da França, <strong>Carlos Luís Napoleão Bonaparte</strong>, futuro Napoleão III (1852-1870), chamava-se: <em>&#8220;</em><strong><em>Académie nationale de Musique</em></strong><em>&#8220;</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Entre 1852 e 1870, durante o Segundo Império, com <strong>Napoleão III</strong>, passou a ser chamada de <em>&#8220;<strong>Académie Impériale de Musique</strong>&#8220;</em>, e por último entre 1871 e 1873, na Terceira República, voltou a ser chamada de <em>&#8220;<strong>Académie nationale de Musique</strong>&#8220;</em>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="939" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4673" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858.jpg 939w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-300x208.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-768x532.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Opera-Le-Peletier-por-Gustave-Janet-1858-370x256.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 939px) 100vw, 939px" /></a><figcaption>Interior da sala Le Peletier, par Gustave Janet em 1858.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O salão era amplo, bem distribuído, com grandes aberturas e tinha uma excelente acústica devido a leveza da estrutura de madeira, do teto, da cúpula e das paredes. Tinha uma capacidade aproximadamente 1.800 lugares.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="748" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-1024x748.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4674" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-1024x748.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-300x219.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-768x561.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-370x270.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque-970x708.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Le-Peletier-bal-masque.jpg 1301w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Baile de máscara na Ópera Le Peletier. Gravura 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A Ópera também beneficiou-se das novas tecnológicas do momento como o uso pela como 1° vez do gás de hidrogênio, possibilitando a iluminação da fachada, dos corredores, do lustre central da plateia, o palco e nos efeitos de cena. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="840" height="850" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4675" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier.jpg 840w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-296x300.jpg 296w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-768x777.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Cena-Opera_le_Pelletier-370x374.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px" /></a><figcaption>Inauguração da Salle Le Peletier com a Ópera: &#8220;Les Bayadères&#8221;, em 1821. Imagem: Gallica.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O compositor e crítico musical da época <strong>Castil-Blaze</strong> (1784-1857) escreveu o seguinte comentário sobre a <strong>Ópera Le Peletier</strong>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Pour les spectateurs assis au parterre, la salle Le Peletier est absolument la même que la salle<br>Richelieu, seulement on a donné six places de plus à l’ouverture de l’avant-scène. Le théâtre est beaucoup plus profond que l’ancien, les corridors plus larges, une immense galerie servant de foyer au public ; telles sont les améliorations que l’on remarque dans la nouvelle salle ; mais gare à l’incendie ! Il serait effroyable. Cet édifice, n’ayant pas de murs pour contenir le feu, formera cheminée…</em></p><p>Tradução Livre:</p><p><em>Para os espectadores sentados na plateia, a sala Le Peletier é absolutamente a mesma que a sala</em></p><p><em>Richelieu, apenas mais seis cadeiras foram instaladas na abertura do proscênio. O teatro é muito mais profundo que o antigo, os corredores mais amplos, uma imensa galeria servindo de hall ao público; essas são as melhorias que se nota na nova sala; mas cuidado com o fogo! Seria terrível. Este edifício, sem paredes para conter o fogo, formará uma lareira …&#8221;</em>.</p></blockquote>



<p class="has-regular-font-size">Durante anos a sala foi palco de importantes óperas e bales, recebendo os maiores compositores e os mais famosos cantores do século XIX.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="atentado-a-napoleao-iii-na-opera-le-peletier" style="color:#a30000">Atentado a Napoleão III na Ópera le Peletier:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Em 14 de janeiro de 1858, o imperador<strong> Napoleão III</strong> (1852-1870) e sua esposa a imperatriz<strong> Eugénia de Montijo</strong> (1826-1920) quando chegavam escoltados por soldados a cavalos, para assistirem a um espetáculo sofreram um grave atentado a bombas, bem em frente a entrada.</p>



<p class="has-regular-font-size">Graças a blindagem da charrete, o casal imperial escapou sem nenhum arranhão, mas entre soldados, guardas, agentes de polícia, espectadores e passantes foi registrado 156 pessoas feridas e 12 pessoas mortas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="634" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg" alt="" class="wp-image-4678" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-300x186.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-768x476.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-370x229.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Tentativa_de_assassinato_contra_Napoleao_III_1858-970x601.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>“Atentado de Felice Orsini contra Napoleão III em frente a de Ópera Le Peletier em<br>14 de janeiro de 1858″, obra de H. Vittori Romano, pintado em 1862.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Napoleão III </strong>e a esposa<strong> Eugénia</strong>, aconselhados a não criarem um movimento de pânico nas pessoas que os aguardavam no interior do teatro e que certamente escutaram as três explosões, entraram e assistirem todo o espetáculo, como se nada tivesse acontecido.</p>



<p class="has-regular-font-size">O mentor do atentado, o italiano <strong>Felice Orsini</strong> (1919-1958), revolucionário que lutava pela independência da <strong>Itália</strong>, juntamente com mais três compatriotas <strong>Pieri</strong>, <strong>Gomez</strong> e <strong>Rudio</strong> foram presos e julgados poucos meses depois.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="386" height="463" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4677" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris.jpg 386w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris-250x300.jpg 250w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Felici_Orsini_Opera_Le_Pelletier_Paris-370x444.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 386px) 100vw, 386px" /></a><figcaption>Felice Orsini, autor do atentado contra Napoleão III,<br> em 14 de janeiro de 1858. Obra de Louis Bucheister. <br>Musée Carnavalet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 13 de março de 1858, <strong>Orsini </strong>e <strong>Pieri</strong> foram guilhotinados, quanto a <strong>Rudio</strong> e <strong>Gomez</strong> foram condenados a prisão perpétua com trabalhos forçados.</p>



<p class="has-regular-font-size">Consequência desse atentado, o imperador <strong>Napoleão III</strong> decidiu intervir militarmente na <strong>Itália</strong>, para liberar as cidades ocupadas pelos austríacos e tomou a decisão que fosse construído uma novo teatro em Paris, (futura <strong>Ópera Garnier</strong>, próximo artigo), moderno, rico, espaçoso e majestosamente bem localizado de forma a marcar seu governo na história da França.</p>



<p class="has-regular-font-size">Com as mudanças frequentes de governo e diversas crises políticas, a <strong>Ópera Le Peletier </strong>ainda permaneceu funcionando até 1873, quando acabou sendo inteiramente destruída por um grande incêndio na noite do dia <strong>28 </strong>ao<strong> 29 de outubro de 1873</strong>.<strong> </strong></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="487" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg" alt="Antigas Óperas de Paris: rue Richelieu e Le Peletier" class="wp-image-4680" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873-300x209.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/Paris_Opera_Le-Pelletier_Incendio_29_outrubro_1873-370x257.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Litografia: “Incêndio da Ópera Le Pelletier em 28 de outubro de 1873”. Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O terreno onde se encontrava a <strong>Ópera</strong> <strong>Le Peletier</strong> foi utilizado para uma nova reurbanização do bairro e das ruas do seu entorno. Hoje, não existe mais nenhuma sinal da sua existência.</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#fffb00;color:#19191a"><em><strong>Gostaria de conhecer a Ópera Garnier e outros monumento de  Paris? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/07/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4682"/></a></figure></div>



<p>Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Opéra de Paris &#8211; salle Le Peletier&#8221;</em>, no site <a href="https://www.artlyriquefr.fr/dicos/Opera%20Le%20Peletier.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Art Lyrique</a>.</li><li><em>&#8220;L’Opéra de la rue de Richelieu&#8221;</em>, no site <a href="https://www.histoires-de-paris.fr/opera-rue-richelieu-montansier/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Histoire de Paris</a>.</li><li><em>&#8220;Dictionnaire historique des rues de Paris&#8221;</em>, de Jacques Hilliret, (Ed. Les éditions de minuit, 1985).</li><li><em>&#8220;Opéra de la rue de Richelieu</em>&#8220;, no site Wikipédia na língua francesa.</li><li><em>&#8220;Opéra Le Peletier&#8221;</em>, no site Wikipédia na língua francesa.</li></ul>



<p></p>


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		<title>Praça da Concórdia em Paris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2021 16:59:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 17 minutos</small> Praça da Concórdia em Paris. História da 5° praça Real da capital, antiga Place Louis XV, apelidada durante a Revolução Francesa (1789-1799) de Place de la Révolution, mudando novamente em 25 de outubro de 1795 no último dia do governo provisório da &#8220;Convention&#8221;, (regime político que proclamou a 1° República na França e substituiu a Assembleia legislativa), para Place de la Concorde, como sinônimo de paz e união da nação pelos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade. Depois da queda de Napoleão (1804-11814/1815) e <a href="https://segredosdeparis.com/praca-da-concordia-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 17 minutos</small></p> 
<p><strong>Praça da Concórdia em Paris</strong>. História da 5° praça Real da capital, antiga <em><strong>Place Louis XV</strong></em>, apelidada durante a<strong> </strong>Revolução Francesa (1789-1799) de<em> <strong>Place de la Révolution</strong></em>, mudando novamente em <strong>25 de outubro de 1795</strong> no último dia do governo provisório da &#8220;Convention&#8221;, (regime político que proclamou a 1° República na França e substituiu a Assembleia legislativa), para <em><strong>Place de la Concorde</strong>,</em> como sinônimo de paz e união da nação pelos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade.</p>



<p>Depois da queda de <strong>Napoleão </strong>(1804-11814/1815) e com a volta da monarquia, foi chamada de <em><strong>Place Louis XVI</strong></em> em homenagem ao rei guilhotinado (ainda existe uma inscrição quase apagada na esquina da <em>rue Boissy-d&#8217;Anglas</em>, na parede esquerda do Hotel de Crillon). </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="577" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4540" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI.jpg 681w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI-300x254.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Place_LouisXVI-370x313.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px" /></a><figcaption>Placa &#8220;Place Louis XVI&#8221;, um pouco apagada, na Praça da Concórdia com a Rue Boissy-d&#8217;Anglas.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas a estátua que havia sido projetada não chegou ser realizada, por causa da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_Julho_de_1830">Revolução de Julho de 1830</a> e a subida ao trono de <strong>Luís Filipe I </strong>(1830-1848), que renomeou como em 1795, pelo nome definitivo que conhecemos hoje: <em><strong>Place de la Concorde</strong></em>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="primeira-praca" style="color:#a30000">Primeira Praça.</h2>



<p>Praça com formato octogonal, com 360 metros de comprimento e 210 metros de largura é a maior praça de Paris. Localizada na margem direita do rio Sena, centralizada entre avenida dos Champs-Élysées e o jardim das Tulherias (lado Leste-Oeste), a Igreja da Madalena e a Assembleia Nacional (lado Norte-Sul).</p>



<p>A ideia da construção da&nbsp;Praça<strong> Luís XV</strong>&nbsp;surgiu em 1748 da vontade popular em homenagear o restabelecimento do rei<strong>&nbsp;Luís XV&nbsp;(</strong>1715-1774) que ficou gravemente doente durante sua estadia na cidade de <strong>Metz</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-1024x685.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4543" width="844" height="564" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-1024x685.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-300x201.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-768x514.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel-970x649.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Praca_Luis_XV_Projeto_de_Gabriel.jpg 1075w" sizes="auto, (max-width: 844px) 100vw, 844px" /><figcaption>Praça Luís XV (1758), projeto de Ange-Jacques Gabriel (1715-1774).</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1753, um concurso foi aberto para construção da praça, onde somente os membros da Academia de Arquitetura poderiam participar. O projeto ganhador foi do arquiteto preferido do rei,&nbsp;<strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>&nbsp;(1698-1782). </p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatua-equestre-de-luis-xv-1763" style="color:#a30000">Estátua equestre de Luís XV(1763).</h2>



<p>Realizada pelo escultor&nbsp;<strong>Edmé Bouchardon</strong>&nbsp;(1698-1762) somente foi finalizada após sua morte, pelo escultor&nbsp;<strong>Jean-Baptiste Pigalle</strong> (1714-1785).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="705" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-705x1024.png" alt="" class="wp-image-4544" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-705x1024.png 705w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-207x300.png 207w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-768x1115.png 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-370x537.png 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris-970x1408.png 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Estatua_equestre_Luis_XV_Praca_da_Concordia_Paris.png 992w" sizes="auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px" /></a><figcaption>&#8220;Estátua equestre de Luís XV, de Edmé Bouchardon e Jean-Baptiste Pigalle, Praça Luís XV. <br>Gravura de Louis-Jacques Cathelin (ca. 1739-1804). Coleção: Gallica (BnF).</figcaption></figure>
</div>


<p>Inaugurado em 20 de junho de 1763 virada para o <strong>Jardim das Tulherias</strong> (leste), a estátua do rei estava representado vestido no estilo romano, coroado pelos louros da glória e tinha um pedestal (base) ornado com baixos-relevos do arquiteto <strong>Jean Chalgrin</strong>, (1739-1811) evocando as virtudes do rei: a Força, a Justiça, a Prudência e a Paz.</p>



<p>Em volta da <strong>Praça Luís XV</strong> foram construídos pelo arquiteto <strong>Ange-Jacques Gabriel</strong> as fachadas dos dois grandes idênticos edifícios entre 1757 e 1774.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="526" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-1024x526.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4555" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-1024x526.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-300x154.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-768x395.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-370x190.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4-970x498.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Praca_Luis_XV_Praca_da_Concordia-4.jpg 1057w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Antiga Praça da Luís XV, atual Praça da Concórdia. Projeto de Ange-Jacques Gabriel (1715-1774).</figcaption></figure>
</div>


<p>De uma lado, o <strong>Palacete do Guarda-Móveis</strong> (<strong>Hôtel du Garde-Meuble</strong>). Edifício onde se guardavam artigos preciosos de vários palácios e castelos reais excedentes como: tapeçarias, móveis, objetos de arte e joias da coroa.</p>



<p>Invadida e saqueada durante a revolução francesa (13 de julho de 1789), o edifício mudou completamente de função tornando-se o <strong>Ministério da Marinha</strong>. Em 2015, com a mudança do ministério para um outro local e após longos anos de restauração (2017 a 2020), o <strong>Hôtel de la Marine</strong> tornou-se um<strong> Museu</strong>, aberto ao público. </p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="684" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-1024x684.png" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4546" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-1024x684.png 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-300x200.png 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-768x513.png 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-370x247.png 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde-970x648.png 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Facade-sur-la-place-de-la-Concorde.png 1252w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Museu da Marinha, antigo Ministério da Marinha e Guarda móveis da rainha. Foto: Site do museu.</figcaption></figure>
</div>


<p>Um edifício idêntico que se encontra do outro lado da rua Royal, (vizinho do Museu da Marinha), foi construído para ser a sede da <em>Casa da Moeda da França</em> (<em>Hôtel de la Monnaie</em>), mas transferido antes da sua instalação para o atual <em>Quai de Conti</em>, próximo a <strong>Ponte Neuf</strong>. </p>



<p>O edifício foi então dividido em quatro partes (lotes) e vendido a particulares, com a obrigação de se construir Palacetes (Hôtels) particulares por trás da única fachada projetada pelo arquiteto&nbsp;<strong>Ange-Jacques Gabriel</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4553" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-768x511.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-370x246.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Hotel-Crillon-Pari-970x645.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Hotel de Crillon e Empresas privadas na Praça da Concórdia, Paris. Foto: Pline.</figcaption></figure>
</div>


<p>Que resultou nos 4 palacetes: <em>Hôtel de Coislin, Hôtel du Plessis-Bellière, Hôtel Cartier e o Hôtel d’Aumont</em>.</p>



<p>O<strong> Palacete</strong> (Hôtel) <strong>de Coislin</strong>&nbsp;(esquina com a rua Royale) é hoje propriedade de um grupo de investidores do <strong>Catar </strong>(Emirado do Oriente Médio), que aluga o espaço para empresas particulares.</p>



<p>Os Palacetes du <strong>Plessis-Bellière</strong> e <strong>Cartier</strong> foram unidos e hoje é a sede do <strong>Automóvel Clube da França</strong> (<em>Automobile Club de France</em>).</p>



<p>O Palacete <strong>d’Aumont</strong>, (esquina com a <em>rue</em> <em>Boissy d’Anglais</em>) foi adquirido em 1788 por <strong>François Félix de Crillon</strong> (1748-1820) e vendido em 1907 pelos seus descendentes para ser transformado no famoso e luxuoso: <strong>Hotel de Crillon</strong>. Propriedade atual de um membro da família real saudita, <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Mutaib_Ben_Abdallah_Ben_Abdelaziz_Al_Saoud">Mutaib Ben Abdallah Ben Abdelaziz Al Saoud</a>.</p>



<p>Com a subida ao trono de <strong>Napoleão Bonaparte I</strong> (1804-1815), primeiro imperador da França, nenhuma alteração urbana e arquitetônica ocorreu na praça.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-no-reinado-de-luis-xviii" style="color:#a30000">Praça da Concórdia, no reinado de Luís XVIII.</h2>



<p>Com a volta da monarquia, o <strong>rei&nbsp;Luís XVIII</strong>&nbsp;(1814/1815-1824) planejou que fosse construído um monumento em homenagem ao seu irmão o rei<strong> Luís XVI</strong> (1774-1773) o guilhotinado. Mas ao falecer em 1824 foi seu outro irmão&nbsp;<strong>Carlos X&nbsp;</strong>(1824-1830) que ficou encarregado de construir e financiar o monumento na praça.</p>



<p>Apesar de mudar nome agora para <strong><em>Praça Luís XVI</em></strong>, o monumento nunca foi erguido.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-no-reinado-de-carlos-x" style="color:#a30000">Praça da Concórdia, no reinado de Carlos X.</h2>



<p>O vice-rei do Egito, o paxá&nbsp;<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maomé_Ali">Maomé Ali&nbsp;</a>(1789-1849) embalado pelas descobertas científicas na Europa e conhecendo a paixão de&nbsp;<strong>Carlos X</strong> pelas antiguidades egípcias achou oportuno fazer uma aliança diplomática e militar com a França contra a ameaçadora Inglaterra.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="747" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI.jpg" alt="" class="wp-image-4559" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-300x219.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-768x560.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-370x270.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Giuseppe_Canella-Praca_Luis_XVI-970x708.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>&#8220;Praça Luís XV &#8221; (1829), de Giuseppe Canella (1788-1847). Museu Carnavalet, Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p> Desta forma ofereceu três presentes bem originais e exóticos ao rei: Uma girafa, chamada&nbsp;<strong>Zarafa</strong>, uma dezena de&nbsp;<strong>múmias</strong>&nbsp;em seus sarcófagos de granito para ser expostos no <strong>Museu do Louvre</strong> e&nbsp;dois obeliscos do Templo de <strong>Luxor</strong>.</p>



<p><strong>Zarafa</strong>, a 1° girafa da França ficou muito famosa no jardim botânico de Paris (&#8220;<strong>Jardin des Plantes</strong>&#8220;). Morreu em 1845.</p>



<p>As múmias&nbsp;foram recebidas em grandes pompas pelo rei<strong>&nbsp;Carlos X</strong>, em 1827. Após que os sarcófagos serem abertos e expostos por alguns dias ao público acabaram se decompondo rapidamente em míseros cadáveres ordinários. Restando somente duas que hoje se encontram por acaso na cripta da praça da Bastilha, (<a href="https://segredosdeparis.com/as-duas-mumias-da-praca-da-bastilha/">clique aqui</a>&nbsp;para ler meu outro artigo, sobre elas).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="obelisco-de-luxor-no-reinado-de-luis-filipe-i" style="color:#a30000">Obelisco de Luxor, no reinado de Luís Filipe I.</h2>



<p>Dos<strong> dois Obeliscos</strong> de <strong>Luxor</strong> oferecidos do <strong>Templo de Karnac</strong> (que significa, &#8220;o melhor de todos os lugares&#8221;), devido ao peso (227 toneladas), altura (23 metros) e as dificuldades de transportes pelo <strong>rio Nilo</strong>,<strong> mar Mediterrâneo</strong>, <strong>mar Atlântico</strong>, <strong>rio Sena</strong>, somente um obelisco pode chegar em <strong>Paris</strong> em 1836, já no reinado de <strong>Luís Filipe I</strong> (1830-1848).</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="581" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg" alt="" class="wp-image-4560" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-300x170.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-768x436.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-370x210.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Obelisco_Luxor_Egito-970x550.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Segundo Obelisco de Luxor, que ficou no Templo de Karnac, no Egito. Foto: Ad Meskens.</figcaption></figure>
</div>


<p>O rei viu nesse <strong>Obelisco</strong> uma oportunidade para fazer uma propaganda política de seu governo para que a população o vissem como o<strong> rei dos franceses</strong> e <strong>não como rei da França</strong>. Foi nesse momento que ele mudou definitivamente o nome para<strong>&nbsp;Praça da Concórdia</strong>.</p>



<p>Foram dois anos de viagem, 12.000 km e três anos para desmontagem e montagem na praça. Acabou sendo inaugurada somente em&nbsp;<strong>25 de outubro de 1836</strong>.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="648" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg" alt="" class="wp-image-4562" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-300x194.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-768x498.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-370x240.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/elevacao-obelisco-place-de-la-concorde-970x629.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption>&#8220;Elevação do Obelisco em 25 de outubro de 1836&#8221;, de François Dubois&nbsp;&nbsp;(1790–1871). Museu Carnavalet, em Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>Com o tempo e muitas controvérsias o governo da<strong> França</strong> acabou recusando ir buscar o <strong>segundo Obelisco</strong> até a devolução oficial em 26 de setembro de 1981 feita pelo Presidente da França na época,<strong>&nbsp;François Mitterrand</strong> (1916-1996).</p>



<p>Em 1998. a pequena pirâmide de pedra que encontra-se no alto do obelisco foi recoberta com folhas de ouro (23,5 quilates).</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="354" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4563" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia.jpg 354w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Ponta_Dourada_Obelisco_Luxor_Praca_da-Concordia-177x300.jpg 177w" sizes="auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px" /></a><figcaption>Detalhe ponta Obelisco. Praça da Concórdia, Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>O <strong>Obelisco de Luxor </strong>é um símbolo muito antigo chamado&nbsp;&#8220;<strong>ben-ben</strong>&#8221; que representa o 1° pedaço de terra surgido do caos no momento da criação do mundo pelo Sol.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="820" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-820x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4564" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-820x1024.jpg 820w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-768x959.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-370x462.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr-970x1212.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/garyphr.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px" /></a><figcaption>Obelisco de Luxor, na Praça da Concórdia. Foto <a href="https://www.instagram.com/garyphr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">garyphr</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Portanto era de costume decorar o &#8220;<strong>Obelisco/Sol</strong>&#8220;, com alegres babuínos na sua base com a função de guiar e dar assistência todos dias ao sol para entrada do mundo diurno.</p>



<p>Fragmento desses quatro babuínos de pedra, pesando 5,7 toneladas vieram juntos com o <strong>Obelisco</strong> <strong>de Luxor</strong>. Representados com as mãos levantadas aplaudindo, cantando e honrando o nascer do <strong>Sol</strong>. </p>



<p>Como o <strong>sexo </strong>deles estavam eretos, (simbolicamente excitados pela nascer do sol),&nbsp;o rei <strong>Luís Filipe I</strong>, preferiu não deixá-los expostos na praça para não chocar a sociedade da época e ordenou que fossem levado para o <strong>Museu do Louvre</strong>. Hoje se encontra no <strong>Museu do Louvre Lens,</strong> norte da França.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="602" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg" alt="" class="wp-image-4565" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-300x181.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-768x462.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-370x223.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Os_4_Baduinos_Museu_de_Lens-970x584.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption>Os quatro babuínos da base do Obelisco de Luxor. Museu do Louvre Lens.</figcaption></figure>
</div>


<p>A base atual de granito rosa, ilustra em duas de suas faces, a história do transporte e montagem do <strong>Obelisco</strong> na <strong>Praça da Concórdia</strong> e nas outras duas faces, uma auto-homenagem do próprio&nbsp;<strong>Luís Filipe I</strong> que patrocinou a viagem do<strong> Obelisco</strong> do <strong>Egito</strong> até <strong>Paris</strong>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="565" height="768" data-id="4569" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4569" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia.jpg 565w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia-221x300.jpg 221w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia-370x503.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px" /><figcaption>História do transporte do Obelisco</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="570" height="768" data-id="4571" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1.jpg" alt="" class="wp-image-4571" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1.jpg 570w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1-223x300.jpg 223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Base_Obelisco_de_Luxor_na_Praca_da_Concordia_1-1-370x499.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /><figcaption>História do transporte do Obelisco</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="540" height="720" data-id="4572" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4572" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia.jpg 540w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Inscricao_no_Obelisco_de_Luxor_Praca_da_Concordia-370x493.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /><figcaption>Inscrição na base do Obelisco de Luxor.</figcaption></figure>
</figure>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="praca-da-concordia-por-hittorff" style="color:#a30000">Praça da Concórdia por Hittorff.</h2>



<p>Entre <strong>1836 e 1846</strong>,&nbsp;o arquiteto francês de origem alemã,&nbsp;<strong>Jacques Ignace Hittorff&nbsp;</strong>(1792-1867) transformou toda decoração da praça, preservando o desenho original do primeiro arquiteto da praça, <strong>Jacques-Ange Gabriel</strong>.</p>



<p>Foram instalados duas fontes monumentais no centro da praça, lampadários e oitos estátuas realizados por vários artistas escultores convidados por&nbsp;<strong>Hittorff</strong> para embelezar a praça.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="as-duas-fontes-da-praca" style="color:#a30000">As duas fontes da praça.</h2>



<p>Inauguradas em <strong>1° de maio de 1840</strong>, simbolizam a engenharia naval e a navegação pelos rios e mares da França, são elas:</p>



<p><strong>Fonte Fluvial&nbsp;</strong>ou <strong>Fonte dos Rios</strong>&nbsp;localizado próximo ao <strong>Museu da Marinha</strong> e <strong>Hotel de Crillon</strong> apresentam estátuas alegóricas colossais representando a agricultura, indústria e a navegação fluvial com elementos menores da natureza como a uva, o trigo, frutas e flores, irrigadas pelos rios.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-819x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4574" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-819x1024.jpg 819w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-768x960.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-370x463.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_-970x1213.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Rios_Praca_da_Concordia_em_Paris_.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a><figcaption>Fonte dos Rios da Praça da Concórdia. Foto: <a href="https://www.instagram.com/juans83/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">JuanS83</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p><strong>Fonte Marítima</strong>&nbsp;ou <strong>Fonte dos Mares</strong>: Localizado mais próximo rio Sena é composta por seis figuras colossais representando o oceano com o mar Mediterrâneo, a pesca de peixes, corais, pérolas e conchas. Os cisnes se misturam com três alegorias (gênios) que simbolizam o transporte, o comércio e a astronomia.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-819x1024.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4575" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-819x1024.jpg 819w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-768x960.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-370x463.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris-970x1213.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Fonte_dos_Mares_Praca_da_Concordia_em_Paris.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a><figcaption>Fonte dos Mares, na Praça da Concórdia. Foto: <a href="https://www.instagram.com/manulevyphoto/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Manulevy</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Para a realização dessas fontes,<strong>&nbsp;Hittorff&nbsp;</strong>contou com vários escultores: <strong>Jean-François-Théodore Gechter </strong>(1795-1844), <strong>Honoré-Jean-Aristide Husson</strong> (1803-1864),<strong> François Lanno</strong> (1800-1871), <strong>Nicolas Brion</strong> (1799-1863), <strong>Auguste-Hyacinthe Débay</strong> (1804-1865),<strong> Antoine Desboeufs</strong> (1793-1862), <strong>Jean-Jacques Feuchère</strong> (1807-1852), <strong>Antonin-Marie Moine</strong> (1796-1849), <strong>Carle Elshoecht</strong> (1797-1856) e <strong>Louis-Parfait Merlieux</strong> (1796-1855).</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="colunas-rostrais-e-lampadarios" style="color:#a30000">Colunas Rostrais e&nbsp;lampadários.</h2>



<p>Na antiga<strong> Grécia</strong> e na antiga <strong>Roma</strong> as colunas &#8220;<strong>Rostrais</strong>&#8221; (em latim &#8220;Rostrum&#8221;, proas de navios, em português) eram erguidas na cidade para comemorar vitórias navais. Instaladas na parte mais alta das colunas, exibiam a frente dos navios capturados em batalhas. </p>



<p>Na<strong> Praça da Concórdia</strong>, o arquiteto <strong>Jacques Hittorf</strong> (1792-1867) após convidar renomados escultores para decorar as duas fontes que havia projetado (Fonte dos Rios e a Fonte dos Mares), continuou com sua ideia de criar uma atmosfera marítima para Praça, em homenagem ao <strong>Ministério da Marinha</strong>, localizado na praça.</p>



<p>Foram portanto então projetadas dezesseis (16) <strong>Colunas Rostrais</strong> em ferro fundido de 9,60 metros com lampadários dispostas simetricamente no entorno da praça. Todas instaladas sobre um pedestal de pedra compostos por três partes (seções):</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="960" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4576" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia-200x300.jpg 200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral_na_Praca_da-Concordia-370x555.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption>Coluna Rostral e lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Magdalena Martin.</figcaption></figure>
</div>


<p>Seção inferior ornamentada de cada lado por duas proas de navios (&#8220;<strong>rostres</strong>&#8220;) encimadas por um lampadário respectivo.</p>


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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="830" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-1024x830.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4577" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-1024x830.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-300x243.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-768x623.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-370x300.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral-970x786.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna_Rostral.jpg 1110w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Seção intermediaria de uma Coluna Rostre e seu lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Arnaud Frich.</figcaption></figure>
</div>


<p>Seção intermediária composta por uma coluna canelada.</p>



<p>E uma terceira seção composta por um capitel de ordem mista decorada por quatro &#8220;<strong>mascaron</strong>&#8221; (mascarão de rostos femininos) encimada por um globo lampadário em forma de farol. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="830" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-1024x830.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4578" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-1024x830.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-300x243.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-768x623.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-370x300.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral-970x786.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Coluna-Rostral.jpg 1110w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Seção superior de uma Coluna Rostre e seu lampadário da Praça da Concórdia. Foto: Arnaud Frich.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="as-8-estatuas-de-mulheres-representado-cidades-francesas" style="color:#a30000">As 8 estátuas de mulheres representado cidades francesas.</h2>



<p>Em volta do <strong>Obelisco de Luxor</strong>, em cada canto da praça se encontram oito estátuas de mulheres em pedra, de vários escultures, representando as principais cidades da França:</p>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-brest-e-rouen-por-jean-pierre-cortot-1787-1843" style="color:#1e00a3">Estátuas de Brest e Rouen, por&nbsp;Jean-Pierre Cortot&nbsp;(1787-1843).</h3>



<p>Segundo alguns historiadores, em frente a a estátua de Rouen era local onde se encontrava a guilhotina que executou Luís XVI em 21 de janeiro de 1793.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4579" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Brest_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4579"/><figcaption>Estátua de Brest, por Jean-Pierre Cortot (1787-1843).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4580" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Rouen_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4580"/><figcaption>Estátua de Rouen, por Jean-Pierre Cortot (1787-1843).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-lyon-e-marselha-por-pierre-petitot-1790-1852" style="color:#1e00a3">Estátuas de Lyon&nbsp;e&nbsp;Marselha, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4581" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Lyon_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4581"/><figcaption>Estátuas de Lyon, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="4582" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Marselha_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4582"/><figcaption>Estátuas de Marselha, por&nbsp;Pierre Petitot&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-bordeaux-e-nantes-de-louis-denis-caillouette-1794-1862" style="color:#1e00a3">Estátuas de Bordeaux&nbsp;e&nbsp;Nantes, de&nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4583" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Bordeaux_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4583"/><figcaption>Estátuas de Bordeaux, por&nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4584" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Nantes_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4584"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Nantes, por &nbsp;Louis-Denis Caillouette&nbsp;(1794-1862).</figcaption></figure>
</figure>



<h3 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatuas-de-lille-e-estrasburgo-por-james-pradier-1790-1852" style="color:#1e00a3">Estátuas de&nbsp;Lille&nbsp;e&nbsp;Estrasburgo,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</h3>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4585" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Lille_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4585"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Lille,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="4586" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Estatua_Estrasburgo_Praca_da_Concordia_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4586"/><figcaption>Estátuas de&nbsp;Estrasburgo,&nbsp;por&nbsp;James Pradier&nbsp;(1790-1852).</figcaption></figure>
</figure>



<p>O escultor<strong>&nbsp;Pradier</strong>&nbsp;fazendo uma homenagem ao rei&nbsp;<strong>Luís Filipe I</strong>&nbsp;(1830-1848) pela decisão da renovação da <strong>Praça da Concórdia</strong>, usou como modelo para estátua de&nbsp;<strong>Lille</strong>, a quarta filha do rei, a princesa&nbsp;<strong>Clementina de Orléans</strong>&nbsp;(1817-1907).</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="846" height="850" data-id="4590" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans.jpg" alt="" class="wp-image-4590" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans.jpg 846w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-768x772.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Princesa_Clementina_de_Orleans-370x372.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 846px) 100vw, 846px" /><figcaption>Retrato parcial de Clementina de Orléans&nbsp;(1817-1907), <br>de Franz Xaver Winterhalter&nbsp;&nbsp;(1805–1873)&nbsp;</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="727" height="753" data-id="4591" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1.jpg" alt="" class="wp-image-4591" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1.jpg 727w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1-290x300.jpg 290w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Juliette_Drouet-1-370x383.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 727px) 100vw, 727px" /><figcaption>Retrato de Juliette Drouet&nbsp;(1806-1883), <br>de Alphonse-Léon (1807-1884).</figcaption></figure>
</figure>



<p>A modelo de&nbsp;<strong>Estrasburgo</strong>&nbsp;foi representada pela atriz&nbsp;<strong>Juliette Drouet</strong>&nbsp;(1806-1883), amante do escultor<strong>&nbsp;Pradier</strong>, na qual tiveram uma filha, chamada<strong>&nbsp;Claire Gauvain</strong> (1826-1846), depois foi também amante do escritor&nbsp;<strong>Victor Hugo</strong>&nbsp;(1802-1885).&nbsp;</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="os-dois-leoes-da-praca-da-concordia" style="color:#a30000">Os dois Leões da Praça da&nbsp;Concórdia:</h2>



<p>A escultura dos dois leões em mármore de Carrara, do escultor italiano&nbsp;<strong>Giuseppe Franch</strong>i&nbsp;(1731-1806) foram realizadas em 1806 e instaladas em 1819, no alto de uma base em pedra, junto ao muro que divide a <strong>Praça da Concórdia</strong> e o <strong>Jardim das Tulherias</strong>.</p>



<p>Cada um, com sua grande juba cacheada, uma forte musculatura aparente na barriga e patas, olhando para baixo em direção a rua em posição de guarda.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-8 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="677" data-id="4587" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia.jpg" alt="" class="wp-image-4587" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-300x198.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-768x508.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-370x245.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da-Concordia-970x641.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Leão próximo ao Museu Jeu de Paume.<br>Foto: AG. Photographe.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="608" height="437" data-id="4588" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie.jpg" alt="" class="wp-image-4588" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie.jpg 608w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie-300x216.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Leao_Praca_da_Concordia_Orangerie-370x266.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 608px) 100vw, 608px" /><figcaption>Leão próximo  ao Museu da l’Orangerie<br>Foto: Autor desconhecido.</figcaption></figure>
</figure>



<p class="has-regular-font-size">Símbolo de força e coragem, o <strong>leão</strong> sempre foi muito representado na antiguidade com guardiões e protetores de templos, palácios, santuários, tronos e entradas para lugares importantes.</p>



<p class="has-regular-font-size">No caso dos dois leões de&nbsp;<strong>Giuseppe Franchi</strong>, eles protegem e guardam a <strong>Praça da Concórdia</strong> e os dois centros de artes que se encontram dentro do Jardim das Tulherias, um em cada lado, o&nbsp;&#8220;<strong>Jeu de Paume</strong>&#8221;&nbsp;e&nbsp;&#8220;<strong>Museu de l’Orangerie</strong>&#8220;.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="cavalos-de-marly" style="color:#a30000">Cavalos de Marly.</h2>



<p>Em 1739, bem em antes das duas reformas da <strong>Praça da Concórdia</strong>, o rei<strong>&nbsp;Luís XV</strong>&nbsp;(1715-1774), encomendou ao escultor&nbsp;<strong>Nicolas Coustou</strong>&nbsp;(1658-1733), um grupo de esculturas equestres:&nbsp;<em>“Mercúrio (Guerra) e a Fama (Renommée) montando o cavalo alado Pégaso”</em>&nbsp;(mitologia grega), para o <strong>Castelo de Marly</strong>.</p>



<p>Em 1793, após escaparem aos saques durante a revolução francesa (1793), sob ordens do pintor&nbsp;<strong>Jacques-Louis David</strong>&nbsp;(1748-1825) foram transportados em 1795, para&nbsp;<strong>Praça da Concórdia</strong> e erguidas em cada lado da calçada, na entrada da <strong>Avenida dos Champs-Élysées</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="885" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-1024x885.jpg" alt="Praça da Concórdia em Paris" class="wp-image-4605" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-1024x885.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-300x259.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-768x663.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-370x320.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m-970x838.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Cavalo_Marly_mademoizelle_.m.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Réplica em mármore do &#8220;Mercúrio montando o cavalo alado Pégaso&#8221;, de Michel Bourbon. Foto: <a href="https://www.instagram.com/mademoizelle_.m/">mademoizelle_.m</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1984 acabaram sendo transferidas ao Louvre pois temiam que pudessem serem danificadas por vândalos, e no mesmo local foram instaladas réplicas em mármore, do escultor&nbsp;<strong>Michel Bourbon</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="relogio-solar-na-praca-da-concordia" style="color:#a30000">Relógio solar na Praça da Concórdia.</h2>



<p>Você já notou numerais romanos imponentes nos paralelepípedos da Praça da Concórdia?</p>



<figure class="wp-block-video aligncenter"><video height="320" style="aspect-ratio: 576 / 320;" width="576" controls src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/Relogio-solar-na-Praca-da-Concordia_de_Norba_Zamboni.mp4"></video><figcaption>Vídeo do algarismo romano do Relógio Solar da Praça da Concordia, realizado por <a href="https://www.facebook.com/norbazamboni54" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Norba Zamboni</a>.</figcaption></figure>



<p>As linhas de bronze e seus algarismos romanos fazem parte de um gigantesco relógio de sol, cujo o <strong>Obelisco de Luxor</strong> tem a função de agulha do ponteiro para marcar as horas do dia.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="374" height="268" data-id="4598" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII.jpg" alt="" class="wp-image-4598" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII.jpg 374w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII-300x215.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-VII-370x265.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="404" height="276" data-id="4599" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X.jpg" alt="" class="wp-image-4599" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X.jpg 404w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-X-370x253.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="395" height="270" data-id="4600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI.jpg" alt="" class="wp-image-4600" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI.jpg 395w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/ConcordeCadran-XI-370x253.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px" /></figure>
</figure>



<p>Projeto que havia sido abandonado duas vezes por causa da <strong>Primeira</strong> e <strong>Segunda Guerra Mundial</strong>, acabou sendo realizado em<strong>&nbsp;21 de junho de 1999</strong>&nbsp;durante o solstício de verão, para marcar a passagem do ano 2000.</p>



<p>A sombra do mostrador parte do<strong>&nbsp;Obelisco de Luxor</strong>&nbsp;cruzando a praça&nbsp;para seguir sobre uma linha de bronze até chegar no indicador da hora solar marcada no solo em algarismo romano, indo do número VII ao XVII.</p>



<p>A precisão da hora depende da data, pois somente alguns dias do ano coincidem com a hora correta (solstícios ou equinócios).</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#feff00;color:#202020"><em><strong>Gostaria de conhecer a Praça da Concórdia em Paris e outros locais? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/06/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-4601"/></a></figure>
</div>


<p><strong>Foto capa</strong>: <a href="https://www.instagram.com/macciadello/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mattia Dello Spedale Venti</a>.</p>



<p><strong>Fonte</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;La place de la Concorde se souvient: Mémoires d&#8217;un haut lieu de l&#8217;histoire de France&#8221;</em>, de&nbsp;Michel Faul&nbsp;(Ed. Sotéca, 2020).</li><li><em>&#8220;Dictionnaire historique des rues de Paris&#8221;</em>, de Jacques Hillairet (Ed. de Minuit, 1997).</li><li><em>&#8220;Place de la Concorde&#8221;</em>, no site Wikipédia em francês.</li></ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Moulin de la Galette em Montmartre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 May 2021 16:27:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> Moulin de la Galette em Montmartre foi um famoso baile público que permitiu graças a sua reputação preservar os dois últimos moinhos da colina, sobreviventes da grande urbanização, o Moulin Blute-fin e o Moulin Radet, comprados por Nicolas-Charles Debray em 1809 e 1812, respectivamente. O Moulin de la Galette (antigo Blute-fin) está situado no alto de uma colina, no 75 rue Lepic, em uma propriedade particular sem acesso aos turistas. Enquanto que o Moulin Radet situado na esquina da rue Lepic com <a href="https://segredosdeparis.com/moulin-de-la-galette-em-montmartre/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Moulin de la Galette em Montmartre </strong>foi um famoso baile público que permitiu graças a sua reputação preservar os dois últimos moinhos da colina, sobreviventes da grande urbanização, o <strong>Moulin Blute-fin </strong>e o <strong>Moulin</strong> <strong>Radet</strong>, comprados por<strong> Nicolas-Charles Debray </strong>em 1809 e 1812, respectivamente.</p>



<p class="has-regular-font-size"><br>O <strong>Moulin de la Galette </strong>(antigo Blute-fin) está situado no alto de uma colina, no <em>75 rue Lepic</em>, em uma propriedade particular sem acesso aos turistas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="700" height="467" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4427" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris.jpg 700w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-blute-fin-rue-Tholoze-paris-370x247.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette (antigo Blute-fin) em frente a rue Tholozé. Foto: Wikimapia.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Enquanto que o <strong>Moulin Radet</strong> situado na esquina da <em>rue Lepic</em> com a <em>rue Girardon</em>. Atualmente é um restaurante de cozinha francesa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1024x682.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4429" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1024x682.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-1536x1024.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual-970x647.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_atual.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette, antigo Moulin Radet. Rue Lepic coma a Rue Girardon. Foto: Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O nome <strong>Moulin de la Galette</strong> a partir de 1834 ficou mais conhecido como salão de dança, taberna (&#8220;<strong>guinguette</strong>&#8220;), cabaré em 1870, Music-hall em 1924, salas para programas de rádio, televisão e estúdio de radio (ORTF) até 1974. Hoje ela faz parte da lenda de <strong>Montmartre</strong> e as histórias de <strong>Paris</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-blute-fin" style="color:#a30000">Moulin Blute-fin:</h2>



<p class="has-regular-font-size">O Blute-fin foi construído em 1621 por <strong>Nicolas Guignard</strong>, no lugar de um velho moinho do século XIII que caía em ruínas. Adquirido em 1709 por <strong>Nicolas Ménessier</strong>, permaneceu nesta família até 1809 quando foi vendido a <strong>Nicolas Charles Debray</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">O moinho nas mãos da família <strong>Debray </strong>passou produzir uma farinha muito fina, cuja fama se estendeu por toda a capital.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="462" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4431" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet-300x213.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-fin_Roger_Viollet-370x263.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin ou Moulin de la Galette (ca.1910). Foto: Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O <strong>Blute-fin</strong> teve vários nomes: De 1622 a 1640, <strong>Moulin du Palais</strong> (Moinho do Palácio); de 1640 a 1795, <strong>Moulin Bout-à-fin</strong>; de 1795 a 1835,<strong> Blute-fin</strong> (bluter é um verbo francês que significa &#8220;peneirar a farinha para separá-la do farelo&#8221;).</p>



<p class="has-regular-font-size">Muitas vezes restaurado, preservou um mecanismo interno intacto, bem como partes originais da sua estrutura de madeira, escada e mobiliário.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4433" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris.jpg 576w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Le_Moulin_Blute-Fin_Paris-370x493.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin (2010). Foto Rodney.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Localizado, no eixo da <em>rue Tholozé</em>, de longe podemos avistar o moinho no alto da colina. Atualmente propriedade privada não acessível ao público.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="638" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4434" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin.jpg 638w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin-249x300.jpg 249w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_Blute-Fin-370x445.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px" /></a><figcaption>Moulin Blute-fin. Foto: Mossot.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Durante alguns anos, o <strong>Blute-Fin</strong> continuou a sua atividade original de produzir farinha de trigo, mas também foi usado como prensa de uvas para produção de vinhos de Montmartre, ou outras necessidades locais (manufaturas, construção civil…).</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Nicolas-Charles Debray</strong> proprietário dos dois moinhos <strong>Blute-fin e Radet</strong> tornou-se o empreendedor mais próspero de Montmartre e um dos homens mais famosos de <strong>Paris</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Blute-fin</strong>, último moinho de <strong>Montmartre</strong> a fazer farinha foi desativado em 1884.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-radet" style="color:#a30000">Moulin Radet:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Segundo a família <strong>Debray</strong>, o primeiro <strong>Moulin Radet</strong> foi construído em 1268, na colina <strong>Saint Roch</strong>, em frente a <strong>Porte Saint-Honoré </strong>a oeste de <strong>Paris </strong>e foi removido durante o nivelamento desta colina em 1636 por ocasião de grandes obras de urbanização realizadas durante o reinado de <strong>Luís XIII </strong>(1610-1643). </p>



<p class="has-large-font-size">O moleiro proprietário <strong>François Chapon</strong> o transferiu para <strong>Montmartre</strong> instalou-o na esquina da <em>rue de l’Abreuvoir</em> com a <em>Chemin des Brouillards</em> (atual <em>rue Girardon</em>). Ficou conhecido como <strong>Moinho Chapon</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Conforme o vilarejo de <strong>Montmartre</strong> crescia com números de habitantes, as ruas se modificavam, e o moinho mudava de lugar. Em 1717, mudou-se para um outro local, as ruas <em>Norvins</em>, <em>Girardon</em> e de <em>l’Abreuvoir</em>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Comprado por <strong>Jacques Ménessier</strong> foi totalmente restaurado por volta de 1760, tornando-se o atual <strong>Moulin Radet</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">Ainda segundo a família <strong>Debray</strong>, no final do século XVIII, o <strong>Radet</strong> servia para moer o alabastro destinado a fábrica de porcelanas fundada em 1771 por <strong>Pierre Duruelle</strong>, em <strong>Clignancourt</strong>, comércio esse que tinha a proteção do irmão mais novo do rei <strong>Luís XVI </strong>(1774-1793), o <strong>Conde da Provença</strong>, futuro rei <strong>Luís XVIII</strong> (1814/1815-1824).</p>



<p class="has-regular-font-size">Em 1812, o<strong> Radet</strong> em péssimo estado de conservação foi comprado por <strong>Nicolas Charles Debray</strong> pela modesta soma de 1.200 libras. Em 1830, moía os ingredientes necessários para uma fábrica de perfumes localizada no cruzamento das ruas <em>Norvins </em>e<em> Girardon</em>. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="477" height="310" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4435" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet.jpg 477w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moinhos_Blute_fin_e_Radet-370x240.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /><figcaption>Moinhos Blute-fin (à esquerda) e Radet (à direita), em 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Foi transferido mais uma vez em 1834, saindo da rua de<em> L’Abreuvoir</em> para esquina das ruas <em>Lepic </em>e<em> Girardon </em>ficando mais próximo do <strong>Moulin Blute-fin</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">No terreno aberto em frente ao moinho, abriu-se uma <strong>guinguette</strong> (taverna) para cursos de danças e divertimento nos fins-de semana. Cena representada por vários artistas do século XIX.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="763" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4437" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-300x224.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-768x572.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-370x276.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-970x723.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Bal du Moilin de la Galette’ (1876), por Pierre Auguste Renoir (1841-1919).</figcaption></figure>



<p class="has-regular-font-size">Além de vender as famosas galettes (broas caseiras feitas com trigo moído do moinho Blute-fin) acompanhadas por um vinho amargo cultivado das encostas da colinas de Montmartre. </p>



<p class="has-regular-font-size">O nome <strong>Galette </strong>e a qualidade das broas &#8220;galettes&#8221; contribuíram para reputação da casa e do novo comércio. </p>



<p class="has-regular-font-size">Após as reformas urbanas de Paris (1853-1870) realizadas pelo <strong>barão de Haussmann</strong> (1809-1890), <strong>Montmartre</strong> passou a fazer parte integrante de<strong> Paris</strong> e não mais considerada uma cidade vizinha.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="701" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4436" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-300x205.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-768x526.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-370x253.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_foto-970x664.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Moinhos Blute-fin (à esquerda) e Radet (à direita), em 1840.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">A abertura da rue <strong>Lepic</strong> permitiu um acesso mais fácil ao topo da colina, evitando os caminhos lamacentos e mal conservados e possibilitando um acesso rápido ao salão de baile do <strong>Debray</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Com a a anexação a cidade, a população aumentou drasticamente para 57.000 habitantes em 1861, grande parte por aqueles que foram expulsos das suas residências do centro de <strong>Paris</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="400" height="262" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg" alt="" class="wp-image-4439" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898.jpg 400w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-300x197.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-380x249.jpg 380w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin-de-la-Galette-la-salle-de-danse-en-1898-370x242.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><figcaption>Moulin de la Galette (1898).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1870, o espaço tornou-se um <strong>Cabaré fechado</strong>, frequentando por inúmeros pintores, poetas, escritores, amantes da boemia, do álcool e dos encontros amorosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Inicialmente aberto somente aos domingos e feriados, mas com a grande frequência do público, entre 1900 a 1914, passou a funcionar quatro vezes por semana.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="476" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4440" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao-300x220.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_salao-370x271.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption>Moulin de la Galette, por de1900.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1895, o &#8220;<em>Bal Debray</em>&#8221; ou &#8220;<em>Bal Moulin de la Galette</em>&#8221; passou ser chamado oficialmente <strong>Moulin de la Galette</strong> tornando-se um importante ponto de encontro de toda boemia parisiense, principalmente de pintores, artistas, poetas, escritores e um lugar divertido e festivo para reuniões entre amigos e encontros amorosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">O sucesso da casa ficou conhecido por toda Paris retratada em inúmeras pinturas, canções e poemas, e a partir de 1895 passou ser chamada oficialmente como <strong>Moulin de la Galette</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="458" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4441" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing-300x211.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Moulin_de_la_Galette_Roger_Viollet_dancing-370x261.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption>Fila da entrada do Moulin de la Galette (1938-1939). Foto: Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Em 1923, <strong>M. Debray</strong> (herdeiro da propriedade) após fechar o antigo o antigo cabaré da rua <em>Lepic </em>(entrada próximo ao<strong> Moulin Blute-fin</strong>), resolveu abrir um espaço maior, na esquina da rua <em>Girardon </em>com a rua <em>Lepic</em> um grande salão de &#8220;<strong>Music-hall</strong>&#8220;, com shows de orquestras e cantores famosos.</p>



<p class="has-regular-font-size">Após doar o <strong>Moulin</strong> <strong>Radet </strong>par Prefeitura de <strong>Montmartre</strong>, e cansado de esperar pela transferência para <em>Praça Jean-Baptiste Clément</em>, e preocupado que a <strong>Comissão da Velha Paris</strong> (<em>&#8220;Comité de Vieux Paris&#8221;</em>) listasse o moinho como monumento histórico, proibindo sua demolição, tomou a decisão em 1924 de desmontá-lo e reconstruí-lo com somente algumas partes do velho moinho, instalando-o no telhado do novo comércio que estava para se abrir.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="446" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4444" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet.jpg 446w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet-223x300.jpg 223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette_1925_Roger-Vollet-370x498.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 446px) 100vw, 446px" /></a><figcaption>Cópia do  Moinho Radet construído em 1925 no teto do edifício. <br>Foto: Albert Harlingue, Roger-Viollet.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Um edifício de arquitetura simples, decorada por uma falso moinho não funcional, como no atual cabaré do <strong>Moulin Rouge</strong>. Entrada principal ornada por dois mós do antigo moinho, na esquina das<br>ruas<em> Lepic</em> e<strong> </strong><em>Girardon</em>. </p>



<p class="has-regular-font-size">Durante vários anos foi organizado no <strong>Moulin de la Galette</strong> a Competição Internacional de Acordeão. Em 1938, o local serviu para o primeiro Campeonato Mundial de Acordeão, vencido pelo francês, <strong>Freddy Balta</strong> (1919-2002), seguido de<strong> Yvette Horner</strong> (1922-2018) e <strong>André Lips</strong> (1921-1972). </p>



<p class="has-regular-font-size">A sala foi fechada em 1966, após ter servido por com estúdios para a <strong>ORTF</strong> (rádio e televisão francesa). </p>



<p class="has-regular-font-size">O edifício foi demolido em data desconhecida, e no seu lugar foi construído em 1978, um restaurante de gastronomia francesa decorado na sua entrada com o velho e falso moinho Radet, especial para turistas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="640" height="800" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg" alt="Moulin de la Galette em Montmartre" class="wp-image-4445" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_.jpg 640w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur_-370x463.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><figcaption>Restaurante atual &#8220;Le Moulin de la Galette&#8221;. Foto: Autor desconhecido. </figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O outro, “Moulin Blute-Fin localizado no 75-77 rue Lepic é o último moinho de Montmartre original e em estado de funcionamento.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="moulin-de-la-galette-em-montmartre-lenda-ou-realidade" style="color:#a30000">Moulin de la Galette em Montmartre, lenda ou realidade:</h2>



<p class="has-regular-font-size">A história do <strong>Moulin de la Galette em Montmartre</strong> também está envolvida por lutas patrióticas. Em 30 de março de 1814, durante o cerco de Paris pelo exército imperial russo, o vilarejo de <strong>Montmartre </strong>que se encontrava fora dos limites da cidade foi invadida. Quatro irmãos<strong> Debray</strong>, assim como o filho mais velho <strong>Nicolas-Charles</strong> (proprietário dos dois moinhos, <strong>Blute-fin</strong> e <strong>Radet</strong>), resistiram aos invasores.</p>



<p class="has-regular-font-size">Três dos irmãos foram mortos no ataque e o quarto, chamado <strong>Pierre-Charles</strong>, ao ver que seu filho <strong>Nicolas-Charles</strong> agonizava por uma golpe de lança, atirou com um canhão contra os soldados russos matando vários deles.</p>



<p class="has-regular-font-size">Enraivecidos com esta resistência, os russos conseguiram prendê-lo e macabramente desmembraram seu corpo em quatro partes e fixaram nas pás do moinho<strong> Blute-fin</strong>, como exemplo a população que continuavam lutando.</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Nicolas-Charles,</strong> dado como morto, sobreviveu e fez o nome do seus dos dois moinhos, <strong>Blute-fin</strong> e <strong>Radet</strong>, a entrarem para história de <strong>Montmartre</strong>.</p>



<p class="has-regular-font-size">A tumba de <strong>Pierre-Charles Debray</strong>, encontra-se no cemitério <strong>Saint-Pierre de Montmartre</strong>, (que fiva ao lado da<strong> Basílica do Sacré-Coeur</strong>), mas com acesso somente para familiares.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="pintores-que-retrataram-os-bailes-do-moulin-de-la-galette" style="color:#a30000">Pintores que retrataram os bailes do Moulin de La Galette:</h2>



<p class="has-regular-font-size">Desde o início do século XIX, vários pintores, muitos deles ainda bem desconhecidos interessaram-se pelas paisagens de Montmartre e seus moinhos. Tanto o Blute-fin quanto o Radet foram pintados com o mesmo título: Moulin de la Galette. </p>



<p class="has-regular-font-size">Fonte de inspiração principalmente para os pintores impressionistas do século XIX, apesar que pintores de outros estilos e de outros tempos também terem se servido do mesmo tema. Alguns deles são:</p>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Eugène Cicéri</strong> (1813-1890): <em>&#8220;Le Moulin de la Galette à Montmartre&#8221;</em> (não datado). </p>



<p class="has-regular-font-size">Ao fundo à esquerda, vemos o <strong>Moulin Blute-fin</strong> e no centro, o <strong>Moulin Radet</strong>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="749" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-749x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4448" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-749x1024.jpg 749w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-219x300.jpg 219w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-768x1050.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette-370x506.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/EugeneCiceri_LeMoulinDeLaGalette.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /></a><figcaption>“Le Moulin de la Galette à Montmartre” (século XIX), de Eugène Cicéri (1813-1890). Museu Carnavalet, em Paris.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Pierre Auguste Renoir </strong>(1841-1919): <em>&#8220;Bal du Moulin de la Galette&#8221;</em> (1876). Foi o artista quem imortaliza a famosa guinguette do Moinho. Foi exibida pela primeira vez no &#8220;Salon&#8221; de Paris em 1877, na exposição dos impressionistas.</p>



<p class="has-regular-font-size">Renoir captou com esse tema, a atmosfera alegre desta popular dança que havia virado moda em Montamatre, representado pelo trajes e costumes da&nbsp;<em>&#8220;Belle Époque&#8221;</em>&nbsp;(1870-1914) de Paris. Um período de grande inovações artísticas e econômicas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="763" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg" alt="" class="wp-image-4449" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-300x224.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-768x572.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-370x276.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Pierre-Auguste_Renoir_Le_Moulin_de_la_Galette-1-970x723.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Bal du Moulin de la Galette&#8221; (1876), de Pierre Auguste Renoir (1841-1919). Museu d’Orsay.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Vincent van Gogh</strong> (1853-1890): “Le Moulin de La Galette” (1886). </p>



<p class="has-regular-font-size">Visitando frequentemente seu irmão <strong>Theo</strong> (1857-1891), que morava em <strong>Montmartre</strong> perto do moinho,&nbsp;<strong>Vincent Van Gogh</strong> pintou, em 1886,&nbsp;uma série de<em>&nbsp;Moulin de la Galette</em>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="957" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg" alt="" class="wp-image-4452" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh.jpg 957w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-300x241.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-768x616.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Vincent_Willem_van_Gogh-370x297.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 957px) 100vw, 957px" /></a><figcaption>“Le Moulin de La Galette” (1886), de Vincent van Gogh (1853-1890).<br>Neue Nationalgalerie, em Berlim (Alemanha).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Henri de Toulouse-Lautrec </strong>(1864-1901): <em>&#8220;Au Bal du Moulin de la Galette&#8221;</em> (1889). Além de fazer também ilustrações dos cartazes do bailes que aconteciam no local.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="858" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4454" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette.jpg 858w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-300x269.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-768x687.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Henri_de_Toulouse-Lautrec_Moulin_de_la_Galette-370x331.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 858px) 100vw, 858px" /></a><figcaption>“Au Bal du Moulin de la Galette” (1889), de H. Toulouse-Lautrec (184-1901). Instituto de Arte de Chicago (EUA).</figcaption></figure>



<p class="has-regular-font-size">Pablo Picasso (1881-1973): <em>&#8220;Moulin de la Galette&#8221;</em> (1900). Foi o primeiro quadro que pintou em Paris.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="870" height="662" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg" alt="" class="wp-image-4455" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900.jpg 870w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-300x228.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-768x584.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Picasso_1900-370x282.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px" /></a><figcaption>“Moulin de la Galette” (1900), de Pablo Picasso (1881-1973).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Ramón Casas </strong>(1866-1933): <em>&#8220;Au Moulin de la Galette&#8221;</em> (1892).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="586" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg" alt="" class="wp-image-4456" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas.jpg 586w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas-229x300.jpg 229w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Au_Moulin_de_la_Galette_Ramon_Casas-370x485.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px" /></a><figcaption>&#8220;Au Moulin de la Galette”, de Ramón Casas (1866-933). Museu de Montserrat (Espanha).</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Maurice Utrillo </strong>(1883-1955): <em>&#8220;Le Moulin de la Galette et Sacré-Couer&#8221;</em> (1922) e <em>&#8220;Moulin de la Galette sob a neve&#8221;</em> (1923). Pintor nativo e morador de <strong>Montmartre</strong> pintou o moinho mais de 150 vezes.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="553" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg" alt="" class="wp-image-4457" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur.jpg 750w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur-300x221.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_moulin-de-la-galette-e-sacre-coeur-370x273.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a><figcaption>“Le Moulin de la Galette et Sacré-Couer” (1822), de Maurice Utrillo. Coleção particular.</figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="662" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg" alt="" class="wp-image-4458" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-300x248.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-768x636.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Utrillo_Moulin_de_la_Galette_sob_a_neve-1923-370x306.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>&#8220;Moulin de la Galette sob a neve&#8221; (1923), de Maurice Utrillo. Coleção particular.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size"><strong>Raul Dufy</strong> (1877-1953): <em>&#8220;Bal au Moulin de la Galette&#8221;</em> (1953).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="315" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg" alt="" class="wp-image-4459" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-300x118.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-768x302.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Raul_Dufy_Bal_au_Moulin_de_Galette-370x146.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption>Bal au Moulin de la Galette” (1953), de Raul Dufy (1877-1953). Centro Pompidou, em Paris.</figcaption></figure></div>



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<p><strong>Foto capa</strong> é do <strong>Instagram</strong>: <a href="https://www.instagram.com/from_warsaw_to_paris/">from_warsaw_to_paris</a>.</p>



<p><strong>Fontes: </strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;Connaissance du Vieux Paris&#8221;,</em>&nbsp;de Jacques Hillairet (Ed. Rivages, 1993).</li><li>&#8220;<em>Le guide du promeneur 18è arrondissement&#8221;</em>, de Danielle Chadych et Dominique Leborgne. </li><li><em>&#8220;Moulin de la Galette&#8221;</em>, no Wikipédia versão francesa. </li></ul>
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		<title>Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 May 2021 19:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 28 minutos</small> Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes. Um sedutor de primeira ordem, que além das suas grandes conquistas políticas, administrativas e militares foi também um inveterado sedutor que se ilustrou com inúmeras mulheres entre quatro paredes. Deixou uma frase bem conhecida que ficou registrado na história: Je n’ai qu’une passion, qu’une maîtresse : c’est la France ! Je couche avec elle… je jure que je ne fais rien que pour la France. Minha única paixão, minha única amante é a França. É com <a href="https://segredosdeparis.com/napoleao-bonaparte-suas-esposas-e-amantes/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 28 minutos</small></p> 
<p><strong>Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes</strong>. Um sedutor de primeira ordem, que além das suas grandes conquistas políticas, administrativas e militares foi também um inveterado sedutor que se ilustrou com inúmeras mulheres entre quatro paredes.</p>



<p>Deixou uma frase bem conhecida que ficou registrado na história:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Je n’ai qu’une passion, qu’une maîtresse : c’est la France ! Je couche avec elle… je jure que je ne fais rien que pour la France. </em></p>



<p><em>Minha única paixão, minha única amante é a França. É com ela que me deito&#8230; eu juro que não faço nada que não seja pela França.</em></p>
</blockquote>



<p>Mas a verdadeira história não é bem assim&#8230;..</p>



<p>Napoleão (1769-1821) quando menino era muito tímido e introvertido, quando jovem adulto era complexado pela baixa estatura de 1,69 m (na realidade um altura mediana), mas sofria bulling na escola por estudantes militares e tinha dificuldade em se relacionar. </p>



<p>Na sua fase jovem adulto foi aconselhado a se curar em prostíbulos onde acabou sendo um grande frequentador.</p>



<p>Recuperado e com autoestima em dia partiu para compensar suas antigas frustrações com conquistas pelo poder, guerras e romances que antes eram praticamente impossíveis.</p>



<p>Tornou-se num dos maiores galanteadores que a França já conheceu. Se tivesse em competição com outros monarcas ganharia facilmente, pois teve aproximadamente 60 amantes deixando bem para trás antigos recordes de notórios sedutores como: o rei Henrique IV (1589-1610) e suas 33 amantes, <a href="https://segredosdeparis.com/higiene-no-reinado-de-luis-xiv/" target="_blank" rel="noopener">Luís XIV</a> (1643-1715) com 16 amantes e Luís XV (1715-1774) e suas 15 amantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="primeiro-amor-desiree-1777-1860" style="color:#0f0093">Primeiro amor: Désirée (1777-1860).</h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="718" height="879" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4217" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan.jpg 718w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan-245x300.jpg 245w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Desiree_Clary_1810_Francois_Gerard_Museu_Marmottan-370x453.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 718px) 100vw, 718px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Retrato de Désirée Clary&nbsp;(1810), de François Gérard&nbsp;&nbsp;(1770–1837)<em>.</em> Museu Marmottan Monet (Paris).</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1794, Napoleão conheceu <strong>Bernardine Eugénie Désirée Clary</strong> ou Désidéria Clary<strong> </strong>(1777-1860) prometida para seu irmão mais velho José (1768-1844). Tomado por uma grande paixão pela moça propôs ao irmão uma troca, ele ficaria com<strong> </strong>Désirée e José com a irmã mais velha Julie Clary (1771-1845).</p>



<p>Proposta aceita, José logo casou-se com Julie em 1° de agosto de 1974 e Napoleão ficou noivo de<strong> </strong>Désirée, em 21 de abril de 1795.</p>



<p>Ainda no mesmo ano de 1795, em julho Napoleão conheceu Josefina de Beauharnais e, outra grande paixão despontou em seu coração. Terminou então seu romance com Désirée, em 6 de setembro de 1795 e casou-se no civil com Josefina, em 9 março de 1796.</p>



<p>O destino de Désirée foi um verdadeiro conto de fadas, pois conheceu o francês <strong>Jean-Baptiste Bernadotte</strong> (1763-1844), um bilhente soldado do exercito francês, promovido a Sargento e rapidamente General. Casando-se com ele no dia 17 de agosto de 1798.</p>



<p>Em 1810, depois de algumas batalhas ganhas e outras perdidas foi indicado como candidato francês para ser o príncipe herdeiro da Suécia, pois o rei Carlos XIII (1748-1818) procurava um filho adotivo. Com um forte apoio de Napoleão que tinha planos para recuperar a Finlândia, pois a Rússia havia tomado o país, em 1809).</p>



<p>Nas eleições indiretas, surpreendentemente venceu. Durante cinco anos, Désirée agora morando entre Estocolmo (Suécia) e Paris, tornou-se uma boa espiã para os planos de conquistas de Napoleão nessa regiões do norte da Europa e seu marido Bernadotte, filho adotivo do rei.  </p>



<p>Após a queda do imperador Napoleão Bonaparte (1815) e já no reinado de Luís XVIII (1814/1815-1824), Désirée foi amante do ministro, Armand-Emmanuel du Plessis de Richelieu (1766-1822).</p>



<p>Em 1818, após a morte do rei Carlos XIII da Suécia, como previsto Jean-Baptiste Bernadotte tornou-se rei da Suécia com o nome de Carlos XIV João e rei da Noruega com o nome, Carlos III João.</p>



<p>Em 21 de Agosto de 1829, (oito anos depois da morte de Napoleão), Désirée ou Désidéria como era chamada na Suécia, foi proclamada rainha destes dois países em 21 de Agosto de 1829.</p>



<p>Em 1844, com a morte de Bernadotte, o seu único filho tornou-se Óscar I (1844-1859), rei da Suécia e Noruega. </p>



<p>Désirée morreu em 1860, aos 83 anos talvez de tristeza e velhice pela perca de seu filho Óscar, em 1859. Deixou cinco netos, sendo que dois se tornaram reis, Carlos XV (1859-1872) e Óscar II (1872-1907).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="primeira-esposa-josefina-de-beauharnais-1763-1814" style="color:#0f0093">Primeira esposa: Josefina de Beauharnais (1763-1814).</h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="756" height="1023" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4222" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao.jpg 756w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao-222x300.jpg 222w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Baron_Francois_Gerard_-_Josephine_em_traje_de_croacao-370x501.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 756px) 100vw, 756px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Josephine em traje de coroação, de Baron François Gérard (1770 &#8211; 1837).</figcaption></figure>
</div>


<p>Josefina, infiel a Napoleão (e ele, a ela), impedida de ter filhos, propõe o casamento da sua filha Hortênsia (1783-1837) filha do seu primeiro casamento com Alexandre de Beauharnais (1760-1794), com o jovem irmão de Napoleão, Luís Bonaparte (1778-1846) e que o filho deste casamento pudesse ser adotado por Napoleão, para ser o herdeiro do trono imperial. Mas Luís, depois que nasceu seu prmeiro filho, Napoleão Carlos Bonaparte (1802-1807) desistiu desta proposta obrigando Napoleão procurar outra solução.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="primeira-amante-embaracosa-eleonore-denuelle-de-la-plaigne-1787-1868" style="color:#0f0093">Primeira amante embaraçosa: Éléonore Denuelle de la Plaigne (1787-1868).</h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="464" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4223" style="width:466px;height:603px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle.jpg 464w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle-232x300.jpg 232w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Eleonore_Denuelle-370x478.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Éléonore Denuelle de la Plaigne (1807), de François Gérard&nbsp;&nbsp;(1770-1837).</figcaption></figure>
</div>


<p>Napoleão indignando pelas infidelidades de Josefina e pensando ser estéril teve um caso com a dama de companhia da sua irmã Carolina Murat (1782-1839) chamada Éléonore Denuelle de la Plaigne (1787-1868) que lhe deu seu primeiro filho em 1806, o conde Charles Léon Denuelle (1806-1881). Prova que não tinha problema algum como lhe acusava Josefina.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Comte_Charles_Leon_Denuelle_fils_de_Napoleon.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="270" height="485" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Comte_Charles_Leon_Denuelle_fils_de_Napoleon.jpg" alt="" class="wp-image-4224" style="width:284px;height:508px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Comte_Charles_Leon_Denuelle_fils_de_Napoleon.jpg 270w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Comte_Charles_Leon_Denuelle_fils_de_Napoleon-167x300.jpg 167w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Conde Charles Léon Denuelle (1806-1881).<br>1° filho de Napoleão I.</figcaption></figure>
</div>


<p>Mas Napoleão ao saber traído por Éléonore que também &#8220;ficou&#8221; com o seu cunhado, marido de Carolina, o general Joaquim Murat (1767-1815) nunca mais quis vê-la após deixar uma boa pensão ao seu filho ilegítimo. Éléonore casou-se várias vezes e morreu aos 80 anos em 30 de janeiro de 1868.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="segunda-amante-embaracosa-marie-walewska-1786-1817" style="color:#0f0093">Segunda amante embaraçosa: Marie Walewska (1786-1817).</h2>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="563" height="585" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4227" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard.jpg 563w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard-289x300.jpg 289w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Maria_Walewska_1812_-Francois_Gerard-370x384.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Condessa Maria Walewska (1812), por François Gérard&nbsp;&nbsp;(1770-1837).&nbsp;<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q163543"></a></figcaption></figure>
</div>


<p>Foi durante a Campanha da Prússia e Polônia (1806 a 1807) numa festa organizada para ele por sua vitória em expulsando os prussianos da Polônia que Napoleão conheceu Marie Walewska (1786-1817), 21 anos, onde caiu perdidamente amoroso. </p>



<p>Apesar dela ser casada com conde Anastazy Walewski (1736-1815), seu marido (71 anos) a liberou para que fosse amante do Imperador. Uma honra para glória e salvação da Polônia.</p>



<p>Em 4 de maio de 1810, às 4 horas da tarde uma criança bonita e robusta abriu os olhos para um mundo onde experimentaria uma carreira brilhante e tumultuada. Napoleão teve segundo filho chamado Alexandre-Florian-Joseph Colonna Walewski (1810-1868), ou conde Walewska. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="650" height="943" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski.jpg" alt="" class="wp-image-4228" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski-207x300.jpg 207w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Alexandre_Walewski-370x537.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Conde Alexandre Walewski&nbsp;(1810-1868), 2° filho natural de Napoleão I com Marie Walewska.&nbsp;</figcaption></figure>
</div>


<p>Foi Senador e Ministro das Relações Exteriores durante o segundo império de Napoleão III (1852-1870), seu primo e também presidente do júri para escolher o projeto ganhador da construção da Ópera de Paris em 1861, no caso Charles Garnier (1825-1898). Foi ele quem colocou a primeira pedra no local marcando o início da construção em 21 de julho de 1862, em Paris. </p>



<p>Marie Walewska morreu em 11 de dezembro de 1817, aos 31 anos, fiel e apaixonada pelo seu amante-imperador.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="separacao-e-divorcio-de-josefina" style="color:#a30000">Separação e divórcio de Josefina.</h2>



<p>Depois dessas relações embaraçosas e aborrecedoras para administrar, Napoleão procurando ainda deixar um legítimo sucessor no trono e já separado de Josefina no civil desde dezembro de 1809 conseguiu em janeiro de 1810 autorização da igreja para anulação do casamento religioso.</p>



<p>Josefina sem muito contestar visto que tambem o traia aceitou como compensação uma boa pensão e o Castelo de Malmaison (hoje museu) que ele havia adquirido em 1799, na atual cidade Rueil-Malmaison, próximo a Paris. Morreu de pneumonia, em 29 de maio de 1814, sete anos antes de Napoleão (1821).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="descendentes-de-josefina-de-beauharnais" style="color:#a30000">Descendentes de Josefina de Beauharnais:</h2>



<p>Josefina, graças as seus dois filhos, Eugênio e Hortensia, frutos do seu primieo casamento com Alexandre de Beauharnais (1760-1794) deixou uma série de netos e bisnetos importantes para história universal: </p>



<ul class="has-regular-font-size wp-block-list">
<li>Eugênio de Beauharnais (1781-1824) foi o pai de Amélia Augusta Eugênia Napoleona (1812-1873), segunda esposa de Dom Pedro I (1798-1834) tornando-se a Imperatriz Amélia do Brasil. Eugênio após casar com a princesa da Baviera, Augusta-Amélia (1788-1851) deixou além de Dona Amélia, vários outros descendentes que foram reis e soberanos na Noruega, Dinamarca, Bélgica, Luxemburgo, Portugal e Grécia.</li>



<li>Hortênsia (aquela que foi casada com Luís, irmão de Napoleão), por ironia do destino foi mãe de Carlos Luís Napoleão (terceiro filho do casal), primeiro Presidente da França (1848-1852) e o segundo Imperador conhecido como Napoleão III (1852-1870). </li>



<li>Sua filha adotiva, Estefânia de Beauharnais (1789-1860) foi avó do rei Carol I (1839-1914), Rei da Romênia.</li>
</ul>



<p>Finalizando essa bagunça, Josefina deixou uma grande descendência de soberanos pela Europa.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="segunda-esposa-maria-luisa-de-austria-1791-1847" style="color:#0f0093">Segunda esposa: Maria Luísa de Áustria (1791-1847).</h2>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="717" height="969" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard.jpg" alt="" class="wp-image-5606" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard.jpg 717w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard-222x300.jpg 222w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2023/11/Maria-Luisa_Francois_Pascal_Simon_Gerard-370x500.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 717px) 100vw, 717px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Marie-Louise, impératrice des Français et le roi de Rome&#8221; (1813), de François Gérard (1770-1837). <br>Coleção do Caselo de Versalhes.</figcaption></figure>
</div>


<p>Napoleão Bonaparte, livre de Josefina e amantes casou-se oficialmente em 11 de março de 1810 com Maria Luísa de Áustria (1791-1847), irmã de Maria Leopoldina (1797-1826), esposa de Dom Pedro I do Brasil (1822-1831) ou Pedro IV de Portugal (de março a maio de 1826).</p>



<p>Foi uma esposa discreta, caseira, devota, obediente dedicada e totalmente ao contrária do estilo de vida de Josefina. Conseguiu rapidamente ficar grávida dando à luz no dia 20 de março de 1811 de um herdeiro para França, Napoléon François Charles Joseph Bonaparte (1811-1832), ou simplesmente Napoleão II da França, rei de Roma.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="574" height="587" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4234" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma.jpg 574w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma-293x300.jpg 293w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Napoleao_II_rei_de_Roma-370x378.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 574px) 100vw, 574px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Napoleão II da França (ca. 1832), de Moritz Michael Daffinger (1790-1849).<a href="https://www.wikidata.org/wiki/Q254509"></a></figcaption></figure>
</div>


<p>Após Napoleão perder a guerra para os Russos em 1812 e obrigado a se exilar em abril de 1814 na ilha de Elba, na Itália, Maria Luíza fugindo das perseguições dos monarquistas que se instalaram no poder com a subida ao trono do rei Luís XVIII (1814/1815-1824), sobrevivente da guilhotina, fugiu com seu filho Napoleão II para corte de Viena, para se encontrar com o seu pai imperador da Áustria, Francisco I (1768-1835).</p>



<p>Chegando muito febril e precisando de descanso foi enviada a se repousar numa estação termal da <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Aix-les-Bains">Aix-les-Bains</a> (Saboia), acompanhado pelo general austríaco Adão Adalberto von Neipperg (1765-1829).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="633" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg.jpg" alt="" class="wp-image-4247" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg.jpg 633w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg-248x300.jpg 248w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Adam_Neipperg-370x448.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 633px) 100vw, 633px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Adão Adalberto von Neipperg (1820). Museu Glauco Lombardi, em Parma (Itália). <br>Segundo marido de Maria Luísa de Áustria.</figcaption></figure>
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<p>O propósito do pai na verdade era afastá-la definitivamente de Napoleão que ainda exilado na ilha de Elba esperava por sua vinda. O general seguindo ordens cumpriu bem sua missão seduziu Maria Luisa até conquistá-la definitivamente.</p>



<p>E ela bem apaixonada do seu novo protetor, com medo de represálias dos franceses e de Napoleão por estar lhe traindo.</p>



<p>Ela continuou vivendo na Áustria, com ao lado de Adão Adalberto e do seu pai, Francisco mesmo sabendo que Napoleão, depois dos dez meses de exílio na ilha de Elba, havia retornado a Paris (20 de março de 1815) retomando o seu trono.</p>



<p>Napoleão sem muito tempo para resolver esse “probleminha” partiu em junho de 1815, guerrear contra a coligação anglo-prussiana, em Warteloo, na Bélgica. Com mais uma derrota foi obrigado a partir para o exílio, na ilha de Santa Helena, onde morreu em 5 de maio de 1821, aos 51 anos, sem nunca mais ter visto sua Maria Luísa e o filho, Napoleão II.</p>



<p>Em 8 de agosto de 1821, quatro meses depois da morte de Napoleão, Maria Luíza se casou finalmente com Adam Albert, conde de Neipperg, e tornou-se duquesa de Parma, (Itália), cidade onde passou a morar com seu novo marido.</p>



<p>Maria Luísa, com a morte de Adam em 1829, viúva pela segunda vez ficou livre para um novo casamento em 17 de fevereiro de 1834, casando-se pela terceira vez, agora com o militar francês Charles-René de Bombelles (1785-1856), capitão de infantaria austríaca que tornou-se com essa união morganático, Ministro da Defesa da Áustria.</p>



<p>Maria Luísa morreu em Parma por infecção nas pleuras (pleurisia) no dia 17 de dezembro de 1847, aos 56 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="descendentes-de-maria-luisa-de-austria" style="color:#a30000">Descendentes de Maria Luísa de Áustria:</h2>



<ul class="has-regular-font-size wp-block-list">
<li>Napoleão II (1811-1832), Duque de Reichstadt. Único filho que teve com Napoleão Bonaparte I (1769-1821).</li>



<li>Albertina (1817-1867), Condessa de Montenuovo, filha com Adam Albert de Neipperg.</li>



<li>Guillaume Albert (1819-1895), Conde e Príncipe de Montenuovo, filho com Adam Albert de Neipperg.</li>



<li>E dois outros, Mathilde e Gustavo, falecidos na pequena infância.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="as-amantes-mais-conhecidas-de-napoleao-sao" style="color:#a30000">As amantes mais conhecidas de Napoleão são:</h2>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="zeinab-ou-zenab" style="color:#0f0093">Zeinab ou Zenab:</h2>



<p>Zeinab (ou Zenab) era filha do xeique Khalil-El-Bakri (? -1808). Tinha apenas de 16 anos quando se encontrou com o jovem general francês Napoleão Bonaparte durante sua campanha do Egito (1798 a 1801).</p>



<p>O que sabe sobre eles é que o xeique jogou sua filha nos braços do imperador em troca de alguns favores políticos, militares e financeiros. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Khalil-El-Bakri-1808.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="338" height="400" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Khalil-El-Bakri-1808.jpg" alt="" class="wp-image-4261" style="width:412px;height:auto" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Khalil-El-Bakri-1808.jpg 338w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Khalil-El-Bakri-1808-254x300.jpg 254w" sizes="auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Xeique <strong>Khalil-El-Bakri</strong>  (ca.1808). <br>Museu-Palácio de Malmaison </figcaption></figure>
</div>


<p>O xeique Khalil-El-Bakri foi representado na pintura acima por um pintor anônimo que fez parte da expedição de Napoleão ao Egito. A Comissão das Ciências e das Artes era composta por 167 cientistas, técnicos e artistas que foram estudar as descobertas das antiguidades faraônicas. </p>



<p>O retrato de Khalil-El-Bakri fazia parte de um conjunto de seis telas que pertenciam a Josefina, e hoje faz parte das coleções do Museu-Palácio de Malmaison (antiga casa da Imperatriz), na cidade de Rueil-Malmaison, próxima a Paris. </p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="pauline-foures-1778-1869" style="color:#0f0093">Pauline Fourès (1778-1869):&nbsp;</h2>



<p>Pauline Fourès (nome de solteira, Pauline Bellisle) conhecida pelo apelido de Bellilote embarcou para o Egito em 1798 disfarçada de soldado da cavalaria acompanhando de seu marido Jean-Noël Fourès (1769-?), tenente da cavalaria. Chegando em Alexandria foi logo notada pelos oficiais superiores.</p>



<p>O marido por alguma razão não explicada foi enviado para Itália e Pauline para alegria dos oficiais continuou a viver tranquilamente no Egito.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Pauline_Fourès-seculo-19-escola-francesa-.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="442" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Pauline_Fourès-seculo-19-escola-francesa-.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-706" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Pauline_Fourès-seculo-19-escola-francesa-.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/02/Pauline_Fourès-seculo-19-escola-francesa--204x300.jpg 204w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pauline Fourès&nbsp;(1778-1869) ou Bellilote.</figcaption></figure>
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<p>Assim que Jean Fourès desembarcou na Itália Bonaparte convidou a linda Pauline para jantar com várias outras mulheres de oficiais. Ele, fazendo as honras da casa pediu gentilmente para que ela sentasse ao seu lado. E foi a partir dessa noite que tornou-se a amante preferida do Imperador durante sua Campanha no Egito.</p>



<p>Jean Fourès ao saber da infidelidade da esposa abandou a Itália e correu de volta para o Cairo para tomar satisfação da sua charmante e atraente esposa. Ela, para escapar das explicações sobre o acontecido, simplesmente pediu o divórcio que foi pronunciado na presença de um comissário de guerra do exército. </p>



<p>Assumiu o nome de Bellilote, um diminuitivo simpático do seu nome de solteira Bellisle continuando a aventura com o imperador.</p>



<p>Quando Napoleão retornou a Paris em 1799 por motivos políticos, Belliote ficou a ver navios ou seja, muito entristecida por ter sido abandonada sem muitas explicações e não ter sido convidada a retornar junto do seu amado general. Assim, para afagar suas mágoas entregou-se de corpo e alma para ser consolada pelo general, Jean-Baptiste Kléber (1753-1800). </p>



<p>No mesmo ano, alguns meses depois conseguiu voltar numa outra embarcação com a intenção de encontrar-se com Napoleão. Mas ao ser recusado por ele  arrumou logo uma outra maneira de ficar no topo da nobreza, casando-se com Pierre Henri de Ranchoux, Vice-Cônsul em Santander (Espanha) e depois em 1810, Cônsul na Suécia.</p>



<p>Algum tempo depois, divorciou-se de Pierre Henri e voltou a se casar agora com o capitão da guarda Jean Baptiste Bellard. Embarcou com ele para o Brasil onde juntos fizeram fortuna. Voltou a morar confortavelmente em Paris, em 1839 . </p>



<p>Foi música, pintora e colecionador de arte. Teve uma existência pacífica e feliz até o fim da vida. Morreu em Paris em 18 de março de 1869, com bastante idade para época, aos 91 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="mademoiselle-george-1787-1867" style="color:#0f0093">Mademoiselle George (1787-1867):</h2>



<p>Verdadeiro nome, Marguerite-Josephine Weimer (1787-1867). Atriz dramática francesa ainda não tinha dezesseis anos quando estreou em 1802 na &#8220;Comédie Française&#8221; em uma peça de Jean Racine (1639-1699) na presença do Primeiro Cônsul Napoleão e de Josefina.</p>



<p>Luciano Bonaparte como o bom conhecedor disse o seguinte sobre ela: </p>



<p>&#8220;<em>Ela é uma mulher muito bonita. Ela tem apenas dezesseis anos, mas parece ter vinte e cinco. Uma estatura alta, um corpo harmonioso, cabelos castanhos, olhos negros cheios de chamas e lampejos trágicos, um nariz fino e reto, uma boca poderosa. É a Vênus francesa, uma mulher magnífica</em>”. Disse ele como o bom conhecedor.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="521" height="572" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4275" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao.jpg 521w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao-273x300.jpg 273w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Mademoiselle_George_amante_de_Napoleao-370x406.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Mademoiselle George (1787-1867). Autor desconhecido. <br>Museu-Palácio de Malmaison.</figcaption></figure>
</div>


<p>Napoleão após disputar-se com seu irmão Luciano em 1803, onde irritado acabou enviando-o para Itália, teve o caminho livre para também tentar conquistar a jovem doce diva da época, Mademoiselle George.</p>



<p>Por meio de seu criado Constant, ela acabou encontrando o Imperador em 8 de junho de 1803. </p>



<p>Mademoiselle George, em suas Memórias escritas em 1857, relata seus encontros com o Primeiro Cônsul Napoleão e aprendemos com sua história que Napoleão a chamava de Georgina, que ele era gentil e ansioso e às vezes se divertia familiarmente com ela.</p>



<p>No entanto, o boato público e a tagarelice da Mademoiselle sobre a relação causaram a separação. Napoleão lhe pagou 40.000 francos num acordo amigável para que se calasse. </p>



<p>A ultima declaração de Mademoiselle George antes de escrever suas memórias em 1857, foi: <em>&#8220;O Primeiro Cônsul me deixou para se tornar Imperador&#8221;</em>.</p>



<p>Teve uma longa vida no teatro, mas morreu na pobreza em Paris, sem filhos em 11 de janeiro de 1867, aos 79 anos. Os custos do seu enterro no cemitério Père-Lachaise foram pagos por Napoleão III (1852-1870).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="catherine-josephine-duchesnois-1777-1835" style="color:#0f0093">Catherine-Joséphine Duchesnois&nbsp;(1777-1835):</h2>



<p>Outra atriz dramática francesa bem conhecida de Paris, começou uma brilhante carreira no &#8220;Théâtre-Français&#8221;, em 03 de agosto de 1802 com bons comentários da critica. Napoleão veio assisti-la seis dias depois da estreia. </p>



<p>Não era muito bonita como a sua contemporânea e rival Mademoiselle George, mas tinha uma voz poderosa, sedutora e um jogo de cena que atraia multidões. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="761" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4349" style="width:707px;height:952px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao.jpg 761w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao-223x300.jpg 223w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Catherine-Josephine-Duchesnois_amante_de_Napoleao-370x498.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 761px) 100vw, 761px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Catherine-Joséphine Duchesnois&nbsp;(1777-1835). &#8220;Archive Book Images&#8221;.</figcaption></figure>
</div>


<p>Josefina quando soube dos encontros de Napoleão com a Mademoiselle George ficou amiga e apoiadora de Catherine-Joséphine Duchesnois, sem suspeitar que a encontraria rapidamente na cama do seu marido.</p>



<p>Após um breve relacionamento, e também por ter sido uma das preferidas do imperador, tornou-se sócia do Teatro “la Comédie Française”. </p>



<p>Teve vários amantes em seguida, três filhos com três homens diferentes e nunca se casou. Morreu em 8 de fevereiro de 1835, aos 57 anos. Como sua rival Mademoiselle George também foi enterrada no <a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Cimeti%C3%A8re_du_P%C3%A8re-Lachaise">cemitério do Père-Lachaise</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="marie-antoinette-adele-papin-duchatel-1782-1860" style="color:#0f0093">Marie-Antoinette Adèle Papin-Duchâtel&nbsp;(1782-1860):</h2>



<p>Esposa de Charles Jacques Nicolas Duchâtel (1751-1844), de um alto funcionário público, trinta anos mais velho, Marie-Antoinette Adèle Duchâtel (1782-1860), dama do Palácio de Josefina tornou-se amante de Napoleão provavelmente em 1804.</p>



<p>Os encontros, favorecidos pelo seu cunhado o general Joachim Murat (1767-1815) que se fez passar por amante da jovem, para afastar as suspeitas da Imperatriz. Os encontros aconteciam em sua casa em Villiers.</p>



<p>O romance terminou no verão de 1805, quando Napoleão partiu para Campanha na Alemanha e na Áustria. </p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Marie-Antoinette-Adele-Papin-Duchatel_Amante_de_Napoleao.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="294" height="404" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Marie-Antoinette-Adele-Papin-Duchatel_Amante_de_Napoleao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4351" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Marie-Antoinette-Adele-Papin-Duchatel_Amante_de_Napoleao.jpg 294w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Marie-Antoinette-Adele-Papin-Duchatel_Amante_de_Napoleao-218x300.jpg 218w" sizes="auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Marie-Antoinette A. P. Duchâtel&nbsp;(1782-1860).</figcaption></figure>
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<p>Madame Duchatel parece ter sido sincera e desinteressada com relação ao romance. Napoleão chegou a oferecer seu retrato enriquecido por uma moldura com diamantes. Ela guardou a imagem e devolveu a moldura. Talvez por que seu marido já era muito rico. </p>



<p>Em 29 de junho 1815, esteva presente o castelo de Malmaison, no dia da despedida de Napoleão para ilha de Santa Helena. </p>



<p>A condessa Duchâtel depois da Restauração da Monarquia com Luís XVIII (1814/1815-1824) dedicou-se a educação dos filhos naturais com seu marido e da restauração do castelo de Mirambeau (sudoeste da França), em Saintonge que seu marido havida adquirido em 1813.</p>



<p>Faleceu em 20 de maio de 1860 em Paris, aos 78 anos e está sepultada no túmulo da família em <strong>Mirambeau</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="giuseppina-grassini-1873-1850" style="color:#0f0093">Giuseppina Grassini (1873-1850):</h2>



<p>Italiana, cantora de ópera de voz de contralto, forte e acentuada facilmente abordava as notas bem agudas. Estreou-se em Parma em 1789 e depois em 1791, La Scala em Milão. Assim que surgiu nos círculos artístico das óperas, todas as outras divas italianas sumiram e os diretores das grandes cidades da Europa, se disputavam a preço de ouro por sua participação.</p>



<p>Napoleão a conheceu ainda como um jovem general durante sua passagem pela sua Primeira Campanha na Itália em 1776. Como falava uma mistura de italiano e corso (sua ilha natal) logo tomou-se de amores belo canto e pela voz da jovem italiana, mas não por ela, pois havia acabado de se casar com Josefina e estava profundamente apaixonado. Ela até que tentou seduzi-lo, mas não deu certo. </p>



<p>Na Segunda Campanha da Itália. em 1800, já sabendo das traições de Josefina com outros homens partiu para sua conquista pessoal. Ela aceitou a relação extraconjugal e encantou seus momentos de liberdade antes e depois da batalha de Marengo, cantando seu repertório e entretendo-o com suas palavras lúdicas.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="433" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4354" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun.jpg 433w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun-217x300.jpg 217w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Giuseppina_Grassini_by_Louise_Elisabeth_Vigee_Le_Brun-370x513.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Giuseppina Grassini dans no papel de &#8220;Zaire&#8221; (ca. 1804), <br>de Élisabeth Louise Vigée Le Brun&nbsp;&nbsp;(1755-1842).</figcaption></figure>
</div>


<p>Grassini acompanha discretamente Napoleão na sua volta para Paris e participou como convidada especial em várias festas em sua homenagem pelas vitórias em terras italianas.</p>



<p>Ela cantou no Palácio das Tulherias e no Castelo de Malmaison. Durante esse período ficou instalada em um apartamento secreto na rue Caumartin, onde Napoleão vinha às vezes procurá-la.</p>



<p>Apesar de seu sucesso como diva, Giuseppina ficou entediada com essa relação que não progredia, pois queria ser reconhecida com a favorita do imperador. Nessas condições abandou Paris e seu amante em novembro de 1801 acompanhada pelo virtuoso violinista Pierre Rode (1774-1830) para turnês pela Inglaterra, Holanda e Itália.</p>



<p>Em 1807 recebeu o título de &#8220;Primeira Cantora de sua Majestade Imperial&#8221;. Entre 1807 e 1814 foi frequentemente convidada para se apresentar em sessões musicais da Corte Imperial e beneficiou-se da generosidade financeira de Napoleão com um salário de 36 mil francos por ano mais 15 mil de bônus.</p>



<p>Mas surpreendentemente entre 1814 e 1815 foi convidada a cantar na Ópera de Londres em comemoração às batalhas ganhas sobre Napoleão. Nesse momento tornou-se amante do pior inimigo do imperador, o marechal inglês, Arthur Colley Wellesley (1769-1852), o duque de Wellington (1769-1852).</p>



<p>Voltou para Milão em 1817, onde continuou a cantar por vários teatros da Itália até 1823, ano que aposentou-se. Morreu em Milão, no dia 3 de janeiro de 1850, aos 76 anos onde está enterrada no cemitério de Saint-Grégoire.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="auguste-charlotte-de-schonberg-1777-1863" style="color:#0f0093">Auguste-Charlotte de Schönberg (1777-1863):</h2>



<p>Nascida na alemã na cidade de Dresde, Condessa de Kielmannsegge de nobreza saxônica, amiga da França foi admitida na corte Imperial de Napoleão a partir de 1809 graças a Duquesa de Courland (1793-1863).  </p>



<p>Possuindo uma das maiores fortunas da Saxônia, esta jovem, bela e inteligente viúva do Conde August Zu Lynar (1773-1800) casou-se novamente em 1802 com o conde Ferdinand de Kielmannsegge, um capitão alemão, inimigo declarado dos franceses e de Napoleão.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="773" height="1005" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4362" style="width:732px;height:951px" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge.jpg 773w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge-231x300.jpg 231w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge-768x998.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Auguste-Charlotte-von-Kielmannsegge-370x481.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 773px) 100vw, 773px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Auguste-Charlotte de Schönberg, Condessa de Kielmannsegge (1777-1863), de Josef Grassi&nbsp;&nbsp;(1757–1838).</figcaption></figure>
</div>


<p>Admiradora de Napoleão, tornou-se agente de inteligência dedicada ao imperador onde teve um importante papel para desvendar tramas contra ele. Ao saber das intenções do seu marido, logo separou-se.</p>



<p>Por ter recebidos oficiais franceses em sua propriedade durante a Batalha de Leipzig em 1813 foi tratada como espiã pelos alemães e relegada aos seus domínios na Alta Lusácia (Alemanha).</p>



<p>Em 1818, as autoridades da Saxônia a proibirão de se comunicar e de se encontrar com membros da família Bonaparte.</p>



<p>Auguste-Charlotte conta sua relação amorosa em suas: <em>&#8220;Mémoires de la Comtesse de Kielmannsegge Sur Napoléon 1er&#8221;</em>.</p>



<p>Morreu em Dresde (Alemanha) em 26 de outubro de 1863, aos 86 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="albine-de-montholon-1779-1848" style="color:#0f0093">Albine de Montholon (1779-1848):</h2>



<p>Esposa do marquês Charles-Tristan de Montholon (1779-1848), marechal de campo que acompanhou Napoleão no exílio em Santa Helena, em junho de 1815.</p>



<p>De família de pequena nobreza e da boa sociedade de Montpellier era aliada dos Cambacérès e prima de Jean-Jacques-Régis de Cambacérès (1753-1824), Ministro da Justiça do Imperador Napoleão I.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="662" height="958" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4366" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848.jpg 662w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848-207x300.jpg 207w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Albine_de_Montholon_1779-1848-370x535.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 662px) 100vw, 662px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Albine de Montholon (1779-1848), de William-Adolphe Bouguereau&nbsp;&nbsp;(1825-1905).</figcaption></figure>
</div>


<p>Na ilha Albine em 1816 deu a luz  ao seu quarto filho, a menina Napoléone Marie Hélène Charlotte. Foi considerada amante de Napoleão, porém discutido por alguns historiadores, mas tudo leva a crer que sim, visto a reação do imperador quando soube que ela teve um caso com Basil Jackson (1795-?), Tenente-coronel da patrulha inglesa (que o vigiava por todos os locais), ordenando as autoridades que enviasse ela e seu marido marquês imediatamente de volta para a França em julho de 1819.</p>



<p>Divorciou-se assim que chegou em Montpellier na França, cidade onde morreu em 25 de março de 1848, aos 69 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="louise-charlotte-rigaud-de-vaudreuil-1770-1831" style="color:#0f0093">Louise Charlotte Rigaud de Vaudreuil (1770-1831):</h2>



<p>Filha do Marquês de Vaudreuil , Louis Philippe de Rigaud de Vaudreuil (1724-1802), tenente Geral dos Exércitos navais participou de todas as guerras de Luís XV (1715-1774). Eleito deputado da nobreza em 1789, durante a Revolução, emigrou para a Inglaterra com sua família. </p>



<p>Louise  Charlotte casou-se em Londres em 1800, com Conde Antoine Walsh de Serrant (1744-1817), uma das maiores fortunas da França.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="592" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4376" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao.jpg 512w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao-259x300.jpg 259w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Louise-Charlotte-RIGAUD-de-VAUDREUIL_amante_Napoleao-370x428.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Condessa Louise Charlotte Rigaud de Vaudreuil (1770-1831), <br>de A. G.&nbsp;Decamps (1803/1860).</figcaption></figure>
</div>


<p>O casal voltou para Paris em 1802 quando Napoleão Bonaparte ainda era o Primeiro Cônsul da França. Graças a relações de seu marido, Louise Charlotte foi apresentada na corte de Josefina, onde foi convidada para ser dama de companhia.</p>



<p>Em 2 de dezembro de 1804, Louise Charlotte com outras oito damas do Palácio de Josefina fez parte da procissão de entrada na Catedral de Notre-Dame de Paris onde Napoleão foi consagrado e coroado como imperador pelo Papa Pio VII. E Josefina coroada pelo marido, como Imperatriz.</p>



<p>Nomeada Condessa do Império por Napoleão ficou ao serviço de Josefina entre 1804 a 1810, como outras vinte mulheres, sendo uma delas, Marie-Antoinette Adèle Papin-Duchâtel (1782-1860), amante de Napoleão em 1804 (texto sobre ela, mais acima).</p>



<p>Aproveitando-se do seu privilegio junto a corte, historiadores afirmam que Louise Charlotte Rigaud de Vaudreuile como outras dama, também se envolveu amorosamente com o Imperador durante esse período visto que Napoleão ordenou que fosse devolvido ao seu marido Antoine Walsh de Serrant, todas as propriedades e terras retiradas durante a revolução francesa e mais um compensação de 100 mil francos. </p>



<p>A Condessa Walsh de Serrant Marie-Antoinette Adèle Papin-Duchâtel morreu em 23 de outubro de 1831, aos 61 anos, em sua mansão em Angers. Foi enterrada no &#8220;Le Château de Serrant&#8221; em Saint-Georges-sur-Loire, França.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="carlotta-gazzani-1789-1827" style="color:#0f0093">Carlotta Gazzani&nbsp;(1789-1827):</h2>



<p>Filha de uma bailarina, a adorável Madame Carlotta Gazzani (1789-1827) havia deslumbrado a Corte ao chegar de sua Gênova natal foi descrita assim: </p>



<p><em>“Ela era alta, um pouco magra demais, mais bonita do que graciosa; ela dançava mal, extremidades medíocres, suas mãos estavam sempre enluvadas, mas o rosto perfeito, o próprio tipo de beleza italiana, linhas de pureza absoluta, olhos negros muito grandes e muito brilhantes, concordância completa de todos os traços que uma risada de lado mostrava dentes brilhantes&#8221;.</em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Carlotta_Gazzani.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="151" height="181" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Carlotta_Gazzani.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4381" style="width:225px;height:267px"/></a></figure>
</div>


<p>Introduzida no círculo imperial por sua beleza, surpreendente despertou a desconfiança de Josefina. No entanto, ela a aceitou na corte como leitora italiana. </p>



<p>Louis Constant Wairy (1778-1845), primeiro camareiro de quarto de Napoleão escreveu em <em>&#8220;Mémoires de Constant, premier valet de chambre de l&#8217;empereur&#8221;</em> que ela teria tido um caso com o Imperador entre 1807 a 1809, confirmado por Gaspard Gourgaud (1783-1852), memorialista de Napoleão na ilha de Santa Helena, durante o exílio. </p>



<p>Fiel de certa forma a Josefina, permaneceu ao seu serviço até o divórcio da Imperatriz com <strong>Napoleão</strong>. Mais tarde tornou-se Baronesa Brentano-Cimaroli.<strong> </strong>Morreu em 17 de setembro de 1827. </p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="jeanne-emilie-leverd-1788-1843" style="color:#0f0093">Jeanne-Émilie Leverd (1788-1843):</h2>



<p>Jeanne-Émilie Leverd (1788-1843) foi inicialmente bailarina na Ópera de Paris, e depois onde estreou no Teatro Louvois em 1804 e na Comédie-Française, em 1808.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Jeanne-Emilie-Leverd.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="230" height="230" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Jeanne-Emilie-Leverd.jpg" alt="Napoleão Bonaparte suas esposas e amantes" class="wp-image-4385" style="width:245px;height:245px"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Jeanne-Émilie Leverd (1788-1843).</figcaption></figure>
</div>


<p>Segundo alguns historiadores foi amante do Imperador Napoleão, entre 1804 e 1808. Faleceu em 16 de novembro de 1843 e foi sepultada no cemitério de Montmartre, em Paris.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="conclusao" style="color:#a30000">Conclusão:</h2>



<p>O historiador Frédéric Masson (1847-1923), no seu livro &#8220;<em>Napoleão e as Mulheres</em>&#8221; escrito em 1894, atribuiu a Napoleão Bonaparte 58 conquistas, mas são poucas que foram impactantes sobre esta grande figura da história da França.</p>



<p>Mulheres extremamente decisivas em certos momentos da vida do Imperador seja em decisões políticas e de guerra. </p>



<p>Napoleão sempre foi descrito como pouco educado, gentil e cortês com as mulheres, muitas vezes indelicado e grosseiro na linguagem e nos modos. Demonstrava  até um certo desprezo pelas mulheres, principalmente aquelas que se ofereciam com muita facilidade a ele.</p>



<p>Em 11 de fevereiro de 2021 foi lançado o livro: <em>&#8220;La Fille de Napoléon&#8221;</em>, do escritor Bruno Fuligni.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="663" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-663x1024.jpg" alt="" class="wp-image-4392" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-663x1024.jpg 663w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-194x300.jpg 194w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-768x1186.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis-370x571.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte-Chappuis.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 663px) 100vw, 663px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;La Fille de Napoleon&#8221;, de Bruno Fuligni. Editora: Les Arènes (11 de fevereiro de 2021).</figcaption></figure>
</div>


<p>Ele nos conta a incrível história de Charlotte Chappuis (ca. 1795-ca. 1879) que afirma ser a filha de legítima de Napoleão com sua mãe, Antoinette Cotain uma prostituta que foi casada com Georges Chappuis, um padre que assumiu ser pai de 24 filhos.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="733" height="497" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis.jpg" alt="" class="wp-image-4391" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis.jpg 733w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis-300x203.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/Charlotte_Chappuis-370x251.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Charlotte Chappuis com Jacob Muller e seus filhos. Coleção particular de Bruno Fuligni.</figcaption></figure>
</div>


<p>Essa lista de mulheres de <strong>Napoleão </strong>certamente é mais longa e são relatadas em vários artigos e livros.</p>



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<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/05/agendar_passeios-1.png" alt="" class="wp-image-4386"/></a></figure>
</div>


<p>Imagem da capa: <em>&#8220;Retrato de Napoleão Bonaparte (1769-1821) 1º Cônsul&#8221; (1803</em>), de François Pascal Simon Gerard (1770-1837). Criação e modificação de Tom Pavesi.</p>



<p class="has-large-font-size">Fontes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;Napoléon ou le goût des femmes&#8221;</em>, de Catherine Golliau, na revista &#8220;<em>lepoint</em>&#8221; (01 de dezembro de 2014).</li>



<li><em>&#8220;<a href="https://www.napoleon.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Napaoleon.org</a>&#8220;</em> (site).</li>



<li><em>&#8220;<a href="http://www.lauragais-patrimoine.fr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lauragais-Patrimoine</a>&#8220;</em> (site).</li>



<li><em>&#8220;Napoléon et les femmes&#8221;</em>, no Wikipédia França.</li>
</ul>


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			</item>
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		<title>Ilha de la Cité em Paris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 17:33:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 27 minutos</small> Ilha de la Cité em Paris. Sua origem e história teve início como uma tribo de agricultores celtas chamados: Os Parísios (&#8220;Les Parisiis&#8221;). Ilha de la Cité na época romana. Dominados pelas tropas de Júlio César em 52 a.C, os Parísios viveram pacificamente na Ilha até as primeiras invasões bárbaras dos &#8220;Alamans&#8221;, em 257 d.C. Depois tiveram que morar juntos com militares e cidadãos romanos que sairam da margem esquerda, ou melhor da cidade galo-romana Lutécia, construída no atual Quartier Latin, para <a href="https://segredosdeparis.com/ilha-de-la-cite-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 27 minutos</small></p> 
<p><strong>Ilha de la Cité em Paris</strong>. Sua origem e história teve início como uma tribo de agricultores celtas chamados: Os Parísios (&#8220;Les Parisiis&#8221;).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="482" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-1024x482.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4077" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-1024x482.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-300x141.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-768x362.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-1536x724.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-370x174.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas-970x457.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/CoinsOfTheParisii_moedas.jpg 1613w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Moeda ouro dos Parísios  (c. 125-100 a.C). Fonte: Museu Metropolitano de Artes (Nova Iorque). Foto: <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/User:PHGCOM">PHGCOM</a>.<br>Um cavalo androcéfalo conduzido por um cocheiro cavalgando sobre um inimigo caído. </figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Ilha de la Cité na época romana.</h2>



<p>Dominados pelas tropas de Júlio César em 52 a.C, os Parísios viveram pacificamente na Ilha até as primeiras invasões bárbaras dos &#8220;Alamans&#8221;, em 257 d.C.</p>



<p>Depois tiveram que morar juntos com militares e cidadãos romanos que sairam da margem esquerda, ou melhor da cidade galo-romana Lutécia, construída no atual Quartier Latin, para virem morar na Ilha de la Cité em busca de proteção contra os novos ataques inimigos.</p>



<p>O imperador Flavius Claudius Julianus ou César Juliano o Apóstata (ca. 332 -363) foi o último militar romano a morar na ilha. Chegou a fixar residência em 357 num Palácio militar construído especialmente para ele (atual Palácio da Justiça). Mas com um exército diminuído (300 homens) e poucos recursos para um combate, ele e seus homens foram para Constantinopla (antiga capital do Império Romano do oriente) abandonando a ilha e o resto da cidade nas nas mãos dos pobres Parísios, das poucas famílias romanas e para quem quisesse invadir.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="605" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-3980" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_-300x177.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_-768x454.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_-370x219.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris_na_epoca_romana_-970x573.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Paris durante ocupação romana (357 d.C.). Atlas General Historia e Geografia, de Vidal Lablache.</figcaption></figure>
</div>


<p>Durante esse período de ocupação romana a cidade foi chamada de Lutécia, palavra derivada do latim, Lutum, que quer dizer lama, lugar úmido e pantanoso. Esse nome pejorativo de cidade lamacenta ou cidade lamaçal foi devido as grandes cheias do rio Sena que invadiam grandes áreas de terra do continente e na ilha.</p>



<p>Lutécia chegou a ter entre 5 mil a 10 mil habitantes, uma vila modesta comparada a outras grandes cidades romanas como Lugduno, atual cidade de Lyon. Construída segundo os planos urbanísticos tradicionais da época era composto por fóruns, palácios, termas, templos, teatros, arena, anfiteatro e vias principais (linha de norte ao sul) chamada: Cardo (&#8220;<em>Cardus Maximum</em>&#8220;) e vias secundárias (de leste a oeste) chamada: Decúmano (&#8220;<em>Decumanus</em>&#8220;).</p>



<p>A via principal romana Cardo (linha Norte-Sul) era onde se encontrava o comércio, feiras livres, mercados e centros administrativos (ex: Fórum romano). Decúmano ou via secundária, era onde se encontravam os acampamentos militares e as habitações populares.</p>



<p>Atravessava a atual <em>rue Saint-Jacques</em> (margem esquerda) passando por uma ponte simples de madeira (lado estreito do rio Sena) e entrava na Ilha de la Cité pela <em>rue de la Cité</em> passando por uma segunda ponte no lado mais largo do rio Sena e continuava pela atual<em> rue Saint-Martin. </em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="625" height="475" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-3985" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris.jpg 625w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris-300x228.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Cardo-Decumano_Paris-370x281.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 625px) 100vw, 625px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Cardo e Decúmano romano em Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p class="has-large-font-size">A palavra<strong> Cardo</strong> deu origem aos atuais <strong>Pontos Cardeais</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="540" height="480" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos.jpg" alt="" class="wp-image-3982" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos.jpg 540w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos-300x267.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Rosa_dos_Ventos-370x329.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pontos cardeais. </figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Ilha de la Cité: Sede do poder real e religioso.</h2>



<p>Por volta de 360 d.C, os 1.500 mil habitantes que restaram na ilha composta de Parísios nativos e Parísios mesclados com romanos, mudaram o nome da cidade para Paris em homenagem aos seus antepassados gauleses celtas.</p>



<p>Em 451, a Santa Genoveva (Geneviève), futura padroeira da cidade, conseguiu convencer esses poucos habitantes que se encontravam na ilha a não fugir diante dos bárbaros guerreiros nômades, os Hunos, comandos pelo temível rei Átila (434-453).</p>



<p>Orando junto com eles por um milagre ou por uma grande jogada da santa que soltou um “fake news” nas redes sociais da época, dizendo que os habitantes da cidade estavam todos morrendo de peste, Átila sabendo disso preferiu contornar a ilha e partir guerrear mais para o sudoeste, exatamente na cidade de Orléans.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="662" height="900" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses.jpg" alt="" class="wp-image-3988" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses.jpg 662w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses-221x300.jpg 221w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Santa_Genoveva_acalma_os_franceses-370x503.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 662px) 100vw, 662px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Santa Genoveva acalma os parisienses na aproximação de Átila. <br>Pintura mural (afresco), de Jules Elie Delaunay (1828-1891).</figcaption></figure>
</div>


<p>Clóvis (466-511) rei dos francos, após se converter na fé cristã em 498 em Reims, ganhou batalhas contra os romanos fez alianças com tribos bárbaras do norte da Europa, (Godos, Ostrogodos e os Armoricanos) recebeu a benção da santa Genoveva e entrou triunfante em Paris em 508, como herói, salvador e protetor da cidade.</p>



<p>Paris nessa época tornou-se a capital do seu reinado e a antiga residência do imperador César Juliano, na Ilha de la Cité, ficou sendo seu Palácio real.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="589" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-3989" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris-300x173.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris-768x442.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris-370x213.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Antoine_Gros_-_Esboco_pour_la_cupula_du_Pantheon_-_Musee_des_Beaux-Arts_de_la_ville_de_Paris-970x558.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Clovis e Clotilde&#8221; (1811). Esboço de Antoine-Jean Gros (1771-1835) para a cúpula do Panteão, em Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>Suas razões por essa escolha eram sem dúvidas estratégicas e também de importância simbólica: o reino franco não possuía administração e nada que caracterizasse um estado moderno, e os reis francos que sucederam Clóvis não deram importância para a cidade.</p>



<p>Clóvis conseguiu ainda que seu exército se convertesse em cristãos promovendo ainda mais a divulgação da doutrina católica por todas as cidades da Gália (futura França) vencidas por ele. Essa nova onda de católicos em Paris fez que surgisse muitas igrejas na ilha fortificando assim o poder do rei e da Igreja sobre os todos os homens da nova fé.</p>



<p>O antigo templo galo-romano dedicado a Júpiter foi substituído entre 511 e 558 por uma grande basílica cristã dedicada a Saint Etienne (Santo Estevão, primeiro mártir do cristianismo), próximo do local futura Catedral de Notre-Dame de Paris, e outras mais foram construídas por toda a ilha como as Igrejas: &#8220;Saint-Jean-le-Rond&#8221;, &#8220;Saint-Germain-le-Vieux&#8221;, os mosteiros femininos, &#8220;Saint-Christophe&#8221; e &#8220;Saint-Martial&#8221;, entre outras.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Ilha de la Cité atacada pelos Vikings.</h2>



<p>O rei dos Francos, Carlos Magno (768-814) também por motivos políticos e estratégicos mudou a capital de Paris para a cidade de Aix-la-Chapelle, atual Aachen, na Alemanha.</p>



<p>Período conturbado de guerras, acordos e conquistas, a cidade de Paris acabou ficando concentrada na Ilha de la Cité e defendida por ordens de Carlos II, o Calvo (843-877), pelas antigas muralhas galo-romana e duas grande torres chamadas: &#8220;Petit Châtelet e Grand Châtelet&#8221; que protegiam o acesso as duas pontes que ligavam a ilha ao continente. Mas assim mesmo não foi possível evitar as invasões vikings em: 845, 856, 857, 866 e 876.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="631" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-3992" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris-768x606.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Viking_cerco_de_Paris-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Cerco da Ilha de la Cité em Paris, pelos Vikings em 845. <br>Digitalizado da revista de história alemã Der Spiegel Geschichte (6/2010), Hamburgo 2010, p.33.</figcaption></figure>
</div>


<p>A volta dos vikings ocorreu em 886, com 40 mil homens em 700 embarcações (&#8220;langskip&#8221;) acampados em Saint-Germain-des-Prés, margem esquerda da Ilha de la Cité, tinham a intenção de atravessar Paris subindo contra correnteza pelo rio Sena e invadir as cidades da Borgonha.</p>



<p>O bispo de Paris, Gozlyn ao recusar essa passagem, os viking se instalaram e contra-atacaram fazendo um longo cerco por toda a Ilha. Durante a demora de uma resposta favorável passaram a destruir habitações e igrejas que se encontravam nas margens esquerda e à direita do rio Sena.</p>



<p>A destruição somente não foi maior porque o conde de Paris, Eudo I (852-898), um tipo de prefeito de Paris, na falta do rei, acabou negociando o pagamento de um alto tributo a eles, inclusive autorizando a passagem das embarcações por Paris, na paz. </p>



<p>Eudo I por essa vitória foi eleito rei da França Ocidental entre 888-898, substituindo o rei dos francos do oriente, Carlos III, o Gordo (885-887) acusado de ter demorado para proteger a cidade.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="435" height="550" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France.jpg" alt="" class="wp-image-3995" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France.jpg 435w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France-237x300.jpg 237w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Eudes_roi_de_France-370x468.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Eudes de França (888-898). Gravura de autor anônimo.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Ilha de la Cité na Idade Média.</h2>



<p>A origem do nome Ilha de la Cité surgiu no ano 954, quando a cidade de Paris foi dividida pela primeira vez em distritos (arrondissement). A Ilha ficou no &#8220;Quartier de la Cité&#8221; (Quarteirão da Cidade).</p>



<p>A ilha por ser sido fortificada uma primeira vez na época galo-romano e depois reforçada durante as invasões vikings tornou-se hábito dizer que a cidade (cité) se encontrava dentro da muralha da Ilha, pois tudo que se encontrava fora foi praticamente arrasada. Esse hábito deu origem ao nome:<strong> Ilha de la Cité</strong>.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="603" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-1024x603.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-3997" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-1024x603.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-300x177.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-768x453.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-370x218.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000-970x572.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha-de-La-Cite-_ano_1000.jpg 1047w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ilha de la Cité, por volta do ano 1000.</figcaption></figure>
</div>


<p>O Palácio de la Cité onde morou o conde de Paris tornou-se uma residência real, apesar do rei Hugo Capeto (987-996) e alguns de seus descendentes, preferiram morar na cidade de Orléans.</p>



<p>Com o Luís VI (1108-1137) foi diferente, pois esse rei fixou residência no Palácio de la Cité trazendo sua corte, o parlamento e toda cúria sacerdotal de Paris. A cidade tornou-se um importante centro de ensino religioso e Paris voltou ser a capital do reino da França com sede na Ilha de la Cité. Além de ordenar que fossem realizadas obras importantes para a urbanização da ilha.</p>



<p>Seus sucessores deram continuidade nas reformas como por exemplo nas construções das pontes: &#8220;aux Changeurs&#8221; (atual Pont au Change), Pont Saint-Michel, Pont Notre-Dame (antiga Grand-Pont).</p>



<p>A vulnerabilidade da Ilha de la Cité foi amenizada com a construção da muralha de Filipe Augusto (1180-1223), rodeando as duas margens do rio Sena e a construção da Fortaleza do Louvre, futuro palácio Real, atual Museu do Louvre.</p>



<p>O rei sucessor Luís IX (1226-1270), futuro São Luís, deu continuidade na construção da Catedral de Notre Dame (1163-1345), nas reformas do Palácio de la Cité, no início da construção da Santa-Capela (1241-1248) e mais 12 igrejas reforçando ainda mais a autoridade episcopal e o poder político financeiro representado pela pessoa do rei.</p>



<p>Filipe IV, o Belo (1285-1314) aumentou ainda mais o Palácio de la Cité ordenando a construção da &#8220;Conciergerie&#8221; para ser a sede do governo de Paris.</p>



<p>Em 1364 o rei Carlos V (1364-1380) abandonou o Palácio para morar no Palácio do Louvre, antiga fortaleza medieval de Filipe II Augusto, transformada em residência real.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="620" height="310" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-3999" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio.jpg 620w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio-300x150.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao-Luis-e-seu-Palacio-370x185.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Palácio de São Luís e a Santa Capela (século XIII), na Ilha de la Cité. Paris 3D – Dassault.</figcaption></figure>
</div>


<p>A ilha permaneceu intacta por alguns anos, até a chegado do rei Henrique III (1574-1589) que ordenou em 1578, a construção da Pont Neuf para ligar as duas margens, pelo extremo ocidental da ilha.</p>



<p>Após sua morte, seu sucessor Henrique IV (1589-1610) deu continuidade na construção da ponte e de outras reformas urbanas, como a construção de 32 edifícios populares em volta da Praça Dauphine edificada sobre três ilhas que haviam sido unificadas no final do século XV: Ilha dos Judeus, (L’île aux Juifs), Ilha dos Passadores de Vacas (Île des Passeurs de Vaches) e Ilha de &#8220;La Gourdaine&#8221; (nome de um moinho que existiu no local) ou Ilha do Patriarca (&#8220;Île du Patriarche&#8221;).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1023" height="647" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4000" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf.jpg 1023w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf-300x190.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf-768x486.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf-370x234.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_Pont_Neuf-970x613.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1023px) 100vw, 1023px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Plaça Dauphine e a Ponte Neuf. Planta de Mérian (1615).</figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="735" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4002" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois-300x215.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois-768x551.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois-370x266.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca-_Dauphine_antes_e_depois-970x696.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Imagem à esquerda, Ilha de la Cité, antes da unificação das três ilhas.<br>Imagem à direita, Ilha de la Cité, unificada para construção de 32 edifícios em volta da praça Dauphine.</figcaption></figure>
</div>


<p>Nos séculos XVII e XVIII, a Ilha de la Cité sofreu várias transformações arquitetônicas impostas por novas regras construtivas, como alinhamento dos edifícios no solo, materiais e fachadas.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="881" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4003" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576.jpg 1000w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576-300x264.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576-768x677.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576-370x326.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Mapa-de-Paris-de-1576-970x855.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Mapa de Paris de 1576, com a inscrição “Icy est le vrai pourtraict naturel de la ville, cité, université de Parisy”<br>(Aqui está o verdadeiro retrato natural da cidade, centro, universidade de Paris). Museu Carnavalet. ©Luisa Ricciarini/Leemage.</figcaption></figure>
</div>


<p>Durante a Revolução Francesa a Ilha de la Cité passou ser chamada de Ilha da Fraternidade (&#8220;Île-de-la-Fraternité&#8221;).</p>



<p>No século XIX, novas ruas foram criadas e pontes foram construídas em novos locais ou em locais que já existentes: Pont de l’Archevêché , Ponte Arcole, Ponte Notre-Dame, Petit-Pont-Cardinal-Lustiger, Ponte au Double.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Transformações Hausmannianas.</h2>



<p>As maiores transformações na Ilha de la Cité aconteceram durante o Segundo Império pelo prefeito de Paris, o barão Georges-Eugène Haussmann (1809-1891) que apagou quase todos os vestígios galos-romanos e medievais da ilha. Restando somente as Arenas de Lutécia, as Termas de Cluny (no atual Museu de Cluny) e a Cripta arqueológica no subsolo da Praça da Notre-Dame.</p>



<p>Centenas de casas e uma dezena de igrejas foram arrasadas, 25.000 pessoas expulsas e novas construções foram edificadas como a sede da Prefeitura de Polícia de Paris (1859), Tribunal de Comércio (1865), ruas foram alargadas como: Boulevard du Palais, rue de la Cité, rue de Lutèce e aberta a praça em frente a Catedral de Notre Dame (Parvis de Notre-Dame).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="402" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4005" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann.jpg 602w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Paris-cite-haussmann-370x247.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ilha de la Cité remodelada por Haussmann : novas ruas transversais (vermelho), espaços públicos (azul claro) e novos edifícios (azul) .</figcaption></figure>
</div>


<p>Houve a importante demolição do antigo Hôtel-Dieu (hospital) que se encontrava implantada na parte sul da praça de Notre-Dame, junto a margem esquerda, e a construção de um novo Hôtel-Dieu (1868 e 1875), modernizado, no lado norte da mesma praça.</p>



<p>A única parte antiga medieval poupada das reformas de Haussmann foram as ruas e edifícios que encontram-se próximos a Catedral de Notre-Dame.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Pontes da Ilha de la Cité.</h2>



<p>Desde a época romana muitas pontes foram construídas, algumas destruídas por cheias do rio Sena, substituídas ou reformadas nas revoluções industriais tecnológicas e metalúrgicas dos séculos XIX e XX, dando mais segurança aos pedestres e aos veículos de transportes que o utilizam frequentemente.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="564" height="799" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4007" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris.jpg 564w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris-212x300.jpg 212w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pontes_da_Ilha_de_la_Cite_Paris-370x524.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">As nove (9) pontes da Ilha de la Cité, Paris.</figcaption></figure>
</div>


<p>Hoje existem no total nove (9) pontes que ligam o continente a Ilha de la Cité. São elas por ordem de antiguidade:</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">1 – Pont au Change.</h3>



<p>Antigamente chamada de &#8220;Grand-Pont&#8221; foi a primeira a ser construída no século IX, por ordens do rei Carlos II, o Calvo (843-877). Em 1111 foi destruída e reconstruída na mesma margem direita, mas alguns metros mais a oeste, em oposição ao &#8220;Petit-Pont&#8221;.</p>



<p>Passou a ser chamada de &#8220;Pont-aux-Changeurs&#8221; (Ponte dos cambistas) a partir do reinado de Luís VII (1137-1180) e &#8220;Pont au Change&#8221; (Ponte ao Câmbio), nome atual, em razão dos joalheiros e cambistas da época que utilizavam a ponte para trocas de moedas, cobranças e empréstimos em nome dos bancos que representavam.</p>



<p>Várias vezes destruída e reconstruída por causa das inundações do rio Sena em: 1196, 1206, 1280, 1296, 1616, 1621, 1647, 1651, 1658 e 1668.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="613" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-1024x613.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4009" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-1024x613.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-300x180.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-768x460.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-370x222.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552-970x581.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Plan_de_Paris_por_volta_1552.jpg 1177w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Mapa parcial de Paris (por volta de 1552) de Truschet et Hoyau.</figcaption></figure>
</div>


<p>Reconstruída entre 1858 a 1860, durante as reformas urbanas de Paris, pelo Barão Haussmann (1809-1891), por ordens de Napoleão III (1852-1870).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4008" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte_au_Change_Paris-970x647.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte au Change. Detalhe do “N” de Napoleão III. Foto: Fu Ling.</figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">2 – Petit-Pont-Cardinal-Lustiger.</h3>



<p>O &#8220;Petit Pont&#8221; foi renomeada em 2013 &#8220;Petit-Pont-Cardinal-Lustiger&#8221;, em homenagem ao cardeal e arcebispo de Paris, Jean-Marie Lustiger (126-2007).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4011" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Petit-Pont-Paris-970x647.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Petit-Pont-Cardinal-Lustiger. Foto: David Brossard.</figcaption></figure>
</div>


<p>Construída com um só arco entre 1850 a 1853, durante as reformas urbanas de Paris, pelo Barão Haussmann (1809-1891), por ordens de Napoleão III (1852-1870). Ela faz a ligação entre a rue de la Cité, na Ilha de la Cité e rue Saint-Jacques (antigo eixo do Cardo romano), na margem esquerda.</p>



<p>Recebeu esse nome &#8220;Petit Pont&#8221;, em oposição ao antigo Grand-Pont que atravessava o lado mais extenso do rio Sena na margem direita. Foi destruída e reconstruídas em 1111, 1185, 1196. 1200, 1375.</p>



<p>Até 1378, data da construção da Ponte Saint-Michel era a única ponte da margem esquerda a ter acesso a Ilha de la Cité.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">3 – Pont Saint-Michel.</h3>



<p>Construída por três arcos em 1857, durante as reformas urbanas de Paris, pelo Barão Haussmann (1809-1891), por ordens de Napoleão III (1852-1870). Se encontra alinhada com a Pont au Change.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="975" height="650" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4014" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris.jpg 975w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris-300x200.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris-768x512.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris-370x247.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-Saint-Michel-Paris-970x647.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 975px) 100vw, 975px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte Saint-Michel. Detalhe “N” de Napoleão III. Foto: Ricardo JCF.</figcaption></figure>
</div>


<p>Ela faz a ligação da Praça Saint-Michel (margem esquerda) ao Boulevard du Palais na Ilha de la Cité. Tem 68 metros de comprimento, composta por três arcos de pedra em pleno centro. Em cada fachada entre os arcos encontra-se dois &#8220;N&#8221;, emblema imperial de Napoleão III.</p>



<p>O desenho da ponte serviu como modelo para construção do &#8220;Pont au Change&#8221; (visto acima, item 1).</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">4 – Pont Notre-Dame.</h3>



<p>Construída em 1853 durante as reformas urbanas de Paris, pelo Barão Haussmann (1809-1891), por ordens de Napoleão III (1852-1870). Inicialmente tinha cinco arcos, mas em 1912 três deles foram substituídos por um único arco em estrutura metálica e dois restaram na sua construção inicial em pedra.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/jumpermikko-Pont_Notre-Dame.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/jumpermikko-Pont_Notre-Dame-1024x675.jpg" alt="" class="wp-image-4019"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte Notre-Dame. Foto: Pedro Szekely. Fonte: <a href="https://www.instagram.com/jumpermikko/">jumpermikk</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Se encontra alinhada no antigo Cardo romano, onde existia antigamente o &#8220;Grand-Pont&#8221;, ligando a margem direita, pela rue Saint-Martin com a rue de la Cité, na Ilha de la Cité.</p>



<p>O &#8220;Grand-Pont&#8221; (atual &#8220;Pont-au-Change&#8221;) foi destruída pelos vikings em 886 e reconstruído no final do século IX, mais para o oeste da Ilha e, no espaço deixado foi construída uma passarela em madeira chamada: &#8220;Pont de Planches de Mibray&#8221;, levada por uma inundação do rio Sena, em 1406. Reconstruída de forma mais sólida com um novo nome: &#8220;Pont Notre-Dame&#8221;, entre 1413 e 1421.</p>



<p>Em 1499, uma grande enchente do rio Sena, causou o desabamento da ponte e das casas que encontravam-se sobre ela causando muitas mortes. Reconstruída e destruídas outras vezes, somente as fundações da ponte construída em 1853 foram o que restaram para a construção da ponte atual.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">5 – Pont Neuf.</h3>



<p>&#8220;Pont Neuf&#8221; (Ponte Nova) ao contrário do que seu nome parece nos indicar é a mais antiga de Paris. Recebeu esse nome no século XVI por ter sido a primeira ponte a ser construída sem habitações sobre ela.</p>



<p>É a primeira ponte de pedra a cruzar toda a extensão do rio Sena, além de ser a única até então a ter uma calçada exclusiva para proteger os pedestres do trânsito das carruagem e cavalos e a primeira a ter pequenos balcões em meia-lua para comerciantes fazerem seus negócios.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/pont-neuf-paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/pont-neuf-paris.jpg" alt="" class="wp-image-4015"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont Neuf. Foto: : Henry Marion.</figcaption></figure>
</div>


<p>Obra iniciada em 1578, por ordens do rei Henrique III (1574-1589), na ponta oeste da Ilha de la Cité (atual ponta &#8220;du Vert Galant&#8221;), mas por dificuldades financeiras, guerras de religiões e questões políticas, só foi finalizada em 1604 pelo seu sucessor, Henrique IV (1589-1610).</p>



<p>A &#8220;Pont Neuf&#8221; na verdade é composta de duas pontes independentes que passam pela ponta da Ilha de la Cité, uma grande de 160 metros, com 7 arcos, atravessando a extensão maior do rio Sena (margem direita), e uma outra menor de 78 metros, com 5 arcos atravessando a extensão menor do Sena (margem esquerda).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1023" height="647" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4021" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615.jpg 1023w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615-300x190.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615-768x486.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615-370x234.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-neuf-1615-970x613.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1023px) 100vw, 1023px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont Neuf (1615). Detalhe do mapa de Mérian.</figcaption></figure>
</div>


<p>Seus arcos aproximadamente arqueados têm largura irregular. Arcos de pleno centro de diversas larguras. O aspecto atual da ponte é muito semelhante a primeira ponte finalizada em 1604. No entanto, ela passou por várias intervenções como: consolidação das fundações, restaurações dos arcos, reparações e reconstruções gerais.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="801" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-1024x801.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4025" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-1024x801.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-300x235.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-768x601.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-370x289.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz-970x759.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_Neuf_world_walkerz.jpg 1075w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont Neuf atual. Foto: <a href="https://www.instagram.com/world_walkerz/">World Walkerz</a>.</figcaption></figure>
</div>


<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">6 – Pont au Double.</h3>



<p>A primeira &#8220;Ponte Double&#8221; foi construída entre 1626 a 1632 e ligava o hospital (Hôtel Dieu) que se encontrava nas duas margens do rio, no lado esquerda. Cada pessoa que passava por ela tinha que pagar um pedágio de &#8220;double denier&#8221; (dois denários ou duas moedas de prata) que deu origem ao nome da ponte: Ponte au Double.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Double.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Double.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4026"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont au Double, Paris. Foto: FS999.</figcaption></figure>
</div>


<p>Outras se seguiram conforme a urbanização da ilha, uma desmoronou em 1709, a outra foi desmontada em 1847 e refeita para permitir a passagem de embarcações. </p>



<p>Ela faz a ligação do Parvis da Notre-Dame, na Ilha de la Cité com a via expressa da margem esquerda, o Quai Montebello.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">7 – Pont Saint-Michel.</h3>



<p>Liga a ponta oeste da&nbsp;Ilha de São Luís&nbsp;com a&nbsp;Ilha de la Cité&nbsp;dando acesso aos fundos da&nbsp;Catedral de Notre-Dame de Paris.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-1024x468.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4027"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte Saint-Louis atual. Foto: Mbzt.</figcaption></figure>
</div>


<p>A&nbsp;primeira ponte foi construída entre 1630 e 1634, chamava-se&nbsp;&#8220;Pont Saint-Landry&#8221;&nbsp;ou&nbsp;&#8220;Pont de Bois&#8221;, destruída por uma enchente em 1710. Foi reconstruída por uma&nbsp;segunda ponte em 1717, próximo ao local da anterior, mas com um novo nome:&nbsp;&#8220;Pont Rouge&#8221;, mas também foi destruída por uma enchente do&nbsp;Sena, em 1795.</p>



<p>Uma&nbsp;terceira&nbsp;foi construída em 1804, chamada&nbsp;Ponte de la Cité, desabou em 1811. Em 1842, surgiu a quarta (4°) e primeira com o nome&nbsp;Saint-Louis&nbsp;(ou&nbsp;Luís IX, rei da França entre 1226 a 1270) ligando as duas ilhas. Era uma passarela de pedestre que resistiu por quase 20 anos.</p>



<p>Substituída em 1861, por uma&nbsp;quinta&nbsp;ponte servindo de passagem de carroças e carruagens. Era toda metálica. Permaneceu no local por muito tempo, até ser acidentada por um barco que bateu em um dos seus pilares levando ao desmoronamento e a morte de três pedestres, em 1939.</p>



<p>A&nbsp;sexta&nbsp;ponte foi uma passarela provisória construída em 1941, durante a ocupação nazistas (Segunda Guerra Mundial).</p>



<p>A&nbsp;sétima&nbsp;e atual&nbsp;&#8220;Ponte Saint-Louis&#8221;&nbsp;teve sua construção entre 1968 e 1970.</p>



<p>Projeto dos arquitetos&nbsp;Jabouille&nbsp;e&nbsp;Creuzot, realizados pelos engenheiros&nbsp;Long-Depaquit&nbsp;e&nbsp;Coste. Composta por uma única viga em aço de 67 metros de comprimento por 16 metros de largura é a mais moderna entre as seis pontes que chegam na ilha.</p>



<p>Desde 2014 é proibida a travessia de automóveis e motos. Aberta somente aos pedestres e bicicletas.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">8 – Pont d&#8217;Arcole.</h3>



<p>A &#8220;Pont d&#8217;Arcole&#8221; substituiu uma antiga ponte suspensa de ferro construída em 1828 para pedestres conhecida como: &#8220;Pont de la Grève&#8221;, (greve era nome original da atual praça do l’Hôtel de Ville).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-dArcole.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-dArcole.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4031"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Ponte d’Arcole, Paris. Foto: Arburak.</figcaption></figure>
</div>


<p>Foi demolida e reconstruída após um decreto imperial de 31 de agosto de 1854, para aliviar o excesso de tráfego resultante da abertura da Rue de Rivoli.</p>



<p>Ela liga a Ilha de la Cité com a Câmara municipal de Paris ou Prefeitura de Paris (&#8220;Hôtel de Ville&#8221;), na margem direita.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3"> 9 – Pont de l’Archevêché:</h3>



<p>A &#8220;Pont de l&#8217;Archevêché&#8221; (Ponte do Arcebispo) é mais estreita de Paris. Foi construída em 1828 por um conjunto de três arcos de alturas variadas 15 m, 17 m e 15 metros. Tem 68 metros de comprimento por 11 metros de largura.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_de_lArcheveche_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont_de_lArcheveche_Paris-1024x594.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4044"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont de l&#8217;Archevêché. Foto: Mbzt.</figcaption></figure>
</div>


<p>Recebeu esse nome com relação ao nome do Palácio do Arcebispo que se encontrava localizado a sudeste da Notre-Dame, entre a Catedral e o Sena, destruído por uma revolta popular contra a igreja, em 1831.</p>



<p>Ela liga a via expressa Quai de Montebello, na margem esquerda com o Quai de l’Archevêché, na Ilha de la Cité, atrás da Catedral de Notre-Dame.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#a30000">Lugares a serem visitados na Ilha de la Cité.</h2>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Praça Dauphine.</h3>



<p>A Praça Dauphine é a segunda Praça Real de Paris. Foi inaugurada em 1614, depois da Praça des Vosges (1612). Construída por ordens do rei Henrique IV (1589-1610), em homenagem ao nascimento de seu filho primogênito e sucessor (delfim) e futuro rei da França, Luís XIII (1601-1644).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="696" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4040" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu-300x204.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu-768x522.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu-370x251.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_Dauphine_vista_do_ceu-970x659.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Praça Dauphine em Paris. Imagem do programa de  TV: “Des Racines et des Ailes.</figcaption></figure>
</div>


<p>Projetada de forma triangular com somente dois acessos tinha como primeiro objetivo proteger os banqueiros e mercadores da região que poderiam fazer suas negociações seguras próximas ao Palácio da Justiça e, os 32 edifícios idênticos construídos para pessoas de baixa renda e comerciantes, enquanto que na Praça des Vosges havia sido reservado para uma elite aristocrática, rica e burguesa.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Palácio da Justiça.</h3>



<p>Antiga fortaleza defensiva da Ilha de la Cité tornou-se tempos mais tarde residência real conhecida na história como Palácio de la Cité, sede do poder entre os séculos X e XIV. No seu conjunto encontra-se a Santa Capela e a Conciergerie.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-1024x681.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4043" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-1024x681.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-300x199.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-768x511.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-370x246.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris-970x645.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Palacio_da_Justica_Paris.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Palácio da Justiça em Paris. Foto: Pline.</figcaption></figure>
</div>


<p>O atual Palácio de Justiça abriga as principais instituições jurídicas de Paris. Possibilidade de visita da Sala dos Passos Perdidos (&#8220;Salle des Pas-Perdus&#8221;), &#8220;Cour de May&#8221;(pátio central), Vestíbulo de Harlay e outros locais.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Santa Capela (Sainte-Chapelle).</h3>



<p>Construída em dois níveis, entre 1241 a 1248, dentro do antigo Palácio de la Cité, (atual Palácio da Justiça) por ordens do rei Luís IX / São Luís (1223-1270), para abrigar as 22 relíquias da paixão de Cristo, como: A Santa Coroa de Espinhos, um fragmento de madeira da Cruz, um dos pregos que fixou Jesus na Cruz, entre outros instrumentos do suplício de Jesus.</p>



<p>Depois do incêndio da Catedral de Notre-Dame em 15 de abril de 2019, as relíquias encontram-se protegidas nos cofres do Museu do Louvre até a reabertura em 08 de dezembro de 2024.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-819x1024.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4052" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-819x1024.jpg 819w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-768x960.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG-370x463.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-AG.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Santa Capela (Sainte-Chapelle) em Paris. Foto: <a href="https://www.instagram.com/ag_photographe/">AG_Photographe</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>O nível térreo da Capela era destinado ao culto paroquial para nobreza e pessoas comuns do palácio real, enquanto que o primeiro andar era destinado ao rei, rainha e convidados reais para veneração das Santas Relíquias.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="907" height="1023" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4048" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris.jpg 907w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-266x300.jpg 266w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-768x866.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sainte-Chapelle-Paris-370x417.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 907px) 100vw, 907px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Santa Capela (Sainte-Chapelle) em Paris. Foto: Wikimedia Commons.</figcaption></figure>
</div>


<p>Um interior composto de 15 painéis gigantes (15 metros) de vidros coloridos (total de 615 m²). Sendo que 14 deles, o tema é bíblico: Antigo testamento (à esquerda) e Novo testamento (à direita). No painel central ao fundo, na parte baixa é contado a história de Santa Helena (250-330), e no mesmo painel na parte alta, a história do rei Luís IX (São Luís) e a aquisição das Santas Relíquias.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Conciergerie.</h3>



<p>A Conciergerie juntamente com a Santa Capela são os vestígios principais que restaram do antigo conjunto do Palácio de la Cité (atual Palácio da Justiça), antiga sede do poder real na França, entre os séculos X e XIV.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="923" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-1024x923.jpg" alt="Ilha de la Cité em Paris" class="wp-image-4050" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-1024x923.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-300x270.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-768x692.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-370x333.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie-970x874.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/franck_lammens-conciergerie.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Conciergerie. Foto: <a href="https://www.instagram.com/franck_lammens/">franck_lammens</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Edifício austero gótico construído no final do século XIII durante o reinado de Filipe IV (1285-1314) com extensão do Palácio de la Cité, para administração de Paris.</p>



<p>Concierge era o título dado ao governador geral de Paris e Conciergerie o local onde ele residia.</p>



<p>Coma mudança do rei Carlos V (1364-1380) para a fortaleza do Louvre a Conciergerie passou ser ocupada como prisão e o Concierge um importante personagem nomeado pelo rei para assegurar a ordem, o policiamento e o dia a dia dos prisioneiros ali enviados em espera de julgamento.</p>



<p>Em 1314, Jacques de Molay (1243-1314), o <em>Grande Mestre da Ordem dos Templários </em>foi torturado na Torre do &#8220;Bon-Bec&#8221;, local onde sob tortura as pessoas confessavam seus crimes ou assumiam mesmo sendo inocentes.</p>



<p>De 1793 a 1795, no período do &#8220;Terror&#8221;, o Grande Júri do Tribunal Revolucionário instalou-se na Conciergerie para julgar e condenar por volta de 2.500 prisioneiros a guilhotina em Paris.</p>



<p>A profissão Concierge depois de extinta foi substituída pela profissão do &#8220;Carrasco&#8221;. A prisioneira mais famosa foi a rainha Maria Antonieta (1774-1793) que ficou 2 meses e 14 dias aguardando seu julgamento. Condenada saiu da Conciergerie em charrete para ser guilhotina no dia 16 de outubro de 1793 (oito meses depois de Luís XVI) na Praça da Revolução, atual Praça da Concórdia.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Catedral de Notre-Dame de Paris.</h3>



<p>Catedral Notre-Dame de Paris, obra-prima da arquitetura gótica religiosa francesa foi construída entre 1163 e 1345, sobre a antiga Catedral Saint-Etienne (século IV), que por sua vez havia sido construída sobre um velho Templo pagão dedicado a Júpiter (mitologia romana) no período da ocupação romana de Paris.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_.jpg" alt="" class="wp-image-4054" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_-225x300.jpg 225w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Catedral_de_Notre_Dame_Paris_-370x493.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Catedral de Notre-Dame de Paris. Foto: DXR.</figcaption></figure>
</div>


<p>Situada em frente ao marco &#8220;Zero&#8221; (ponto geográfico que marca a distância entre Paris e de todas as cidades da França), a catedral é dedicada a Nossa Senhora Mãe de Jesus, em francês: Notre-Dame.</p>



<p>Danificada durante a Revolução Francesa e muito desgastada pelo tempo, a Catedral foi objeto de uma grande restauração no século XIX, comandada pelo arquiteto Viollet-le-Duc (1814- 1879).</p>



<p>Em 15 de abril de 2019, um grande incêndio destruiu parcialmente a parte superior da Catedral, causando muitos danos, mas graça a intervenção de 400 bombeiros, o interior da igreja e seus tesouros foram salvos, com exceção do telhado, algumas gárgulas e a a flecha principal que ruíram com o fogo.</p>



<p>Atualmente a Igreja se encontra fechada, com data confirmada para sua abertura em 08 de dezembros de 2024.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color" style="color:#001ca3">Cripta arqueológica da Ilha de la Cité.</h3>



<p>Situada no subsolo do Parvis da Catedral de Notre-Dame (praça em frente a Catedral) é considerada uma das mais importante da Europa, pois nos oferece uma visão única da evolução urbana e arquitetônica da Ilha de la Cité.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="675" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris.jpg" alt="" class="wp-image-4057" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-300x198.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-768x506.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-380x249.jpg 380w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-650x427.jpg 650w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-370x244.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/cripta_arqueologica_de_Paris-970x639.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Cripta arqueológica da Ilha de la Cité, Paris. Foto: Jean-Pierre Dalbéra.</figcaption></figure>
</div>


<p>Construída em 1980 com o objetivo de apresentar os vestígios arqueológicos descobertos durante as<br>escavações realizadas entre 1965 e 1972.</p>



<p class="has-text-color has-background" style="color:#000000;background-color:#f7ff00"><em><strong>Gostaria de conhecer a Ilha de la Cité em Paris e outros locais comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/agendar-visita.png" alt="" class="wp-image-3764"/></figure>
</div>


<p><strong>Foto capa</strong>:<em> </em><a href="https://www.instagram.com/world_walkerz/">World Walkerz</a><em>.</em></p>



<p><strong>Fontes:</strong> </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>&#8220;<a href="http://www.paris.culture.fr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Paris Culture</em></a>&#8220;. Paris Gallo-romain.</li>



<li><em>&#8220;Lutèce, Paris des origines à Clovis&#8221;</em>, de Joël Schmidt. (Ed. Perrin, 2009).</li>



<li><em>&#8220;Et Lutèce devint Paris, métamorphoses d&#8217;une citée au IVe siècle&#8221;.</em> (Ed. Paris Musées, 2011).</li>



<li>&#8220;<em>Résumé du Paris antique</em>&#8220;,&nbsp;de Paul-Marie Duval. (Ed. Paris Hermann, 1972).&nbsp;</li>



<li>&#8220;<em>Parísios</em>&#8220;, <em>&#8220;Île de Saint-Louis</em>&#8220;, e outros temas, no site do Wikipédia França.</li>
</ul>


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		<title>Ilha São Luís em Paris</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/ilha-de-sao-luis-em-paris/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Apr 2021 23:01:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 13 minutos</small> A Ilha São Luís (em francês: &#8220;Île Saint-Louis”) e sua vizinha, Ilha de la Cité estão situadas em pleno coração histórico de Paris, entretanto existe uma grande diferença entre elas. A Ilha de São Luís com 0,11 km² tem a metade da superfície da Ilha de la Cité e conservou as características de um cidade do século XVII e XVIII, com suas ruas estreitas e seus antigos edifícios, onde muitos ainda conservam sua arquitetura original, tanto no exterior e quanto no interior. <a href="https://segredosdeparis.com/ilha-de-sao-luis-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 13 minutos</small></p> 
<p>A <strong>Ilha São Luís</strong> (em francês: &#8220;Île Saint-Louis”) e sua vizinha, Ilha de la Cité estão situadas em pleno coração histórico de Paris, entretanto existe uma grande diferença entre elas.</p>



<p>A Ilha de São Luís com 0,11 km² tem a metade da superfície da Ilha de la Cité e conservou as características de um cidade do século XVII e XVIII, com suas ruas estreitas e seus antigos edifícios, onde muitos ainda conservam sua arquitetura original, tanto no exterior e quanto no interior.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="844" height="506" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Vista_area_Ilha_de_Sao_Luis-1.jpg" alt="" class="wp-image-5835" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Vista_area_Ilha_de_Sao_Luis-1.jpg 844w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Vista_area_Ilha_de_Sao_Luis-1-300x180.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Vista_area_Ilha_de_Sao_Luis-1-768x460.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Vista_area_Ilha_de_Sao_Luis-1-370x222.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 844px) 100vw, 844px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ilha de la Cité (à direita) e Ilha de São Luís (à esquerda). Foto: Google Maps.</figcaption></figure>
</div>


<p>Existem 6 pontes ligando a Ilha de São Luís com o continente. Numeradas de 1 a 6 na foto acima. São elas:</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="1-pont-louis-philippe" style="color:#a30000">1 – Pont Louis Philippe.</h2>



<p>A ponte &#8220;Louis Philippe&#8221; foi construída pelo engenheiro&nbsp;Marc Séguin (1786-1885) e seus irmãos, entre 1833 e 1834, para festejar a ascensão ao trono do rei Luís Filipe I (1830-1848).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5847" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Louis-Philippe-Paris-1.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pont Louis Philippe (Paris). Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Entre 1860 e 1862 foi substituída pela atual ponte, projetada pelos engenheiros Edmond-Jules Féline-Romany (1806-1878) e Jules Savarin (1820-1875).</p>



<p>Tem 100 metros de comprimento e 16 metros de largura e é sustentada por 3 arcos de 30 metros de vão. Faz a ligação o lado oeste da Ilha São Luís com a margem direita, lado do bairro do Marais e a da Câmara Municipal de Paris (&#8220;l&#8217;Hôtel de Ville&#8221;).</p>



<p>Sustentada por três arcos de meia altura de 30 metros de vão que assentam sobre estacas fundadas em concreto. A Ponte Louis Philippe liga a margem direita do cais do Hôtel de Ville à Ilha Saint Louis.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="2-ponte-marie" style="color:#a30000">2 – Ponte Marie. </h2>



<p>Construída entre 1614 a 1635 pelo engenheiro, empresário Christophe Marie (ca. 1580-1653) que em sua homenagem recebeu seu sobrenome: Marie.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5845" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Marie-Paris.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pont Marie (Paris). Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Considerada a segunda ponte mais antiga de Paris, depois da Ponte Neuf (1604), na Ilha de La Cité. Ponte de alvenaria de 92 m de comprimento e 22,60 m de largura tem quatro arcos completos (de pleno centro) e um pela metade, com vãos variando entre 14 m e 18 metros. Decorada sobre os bicos base frontais por nichos, que antigamente deveriam haver estátuas, hoje desaparecidas.</p>



<p>A primeira pedra da ponte foi colocada em 1614 por Luís XIII (1610-1643) e sua mãe Maria de Médici (1575-1642). A ponte liga o Quai des Célestins, na margem direita, ao Quai de Bourbon e ao Quai d&#8217;Anjou na Ilha de Saint-Louis.</p>



<p>Foi reconstruída e restauradas várias vezes com o passar dos anos. Em 1977 foram feitas injeções de cimento bentonita no interior da alvenaria. Em 1996, a impermeabilização das calçadas foi restaurada.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="3-e-4-ponte-de-sully" style="color:#a30000">3 e 4 – Ponte de Sully.</h2>



<p>Ponte reconstruída em 1876, por iniciativa do Barão Haussmann (1809-1891) no lugar de duas passarelas construídas em 1836-1837, onde na margem direita encontrava-se a passarela: &#8220;Damiette&#8221;, demolida em 1848 e na margem esquerda a passarela: &#8220;Constantine&#8221;, desmoronada em 1872 por corrosão dos cabos.</p>



<p>Inaugurada em 25 de agosto de 1877 recebeu esse nome em homenagem a Maximilien de Béthune, Duque de Sully (1560-1641), Ministro de Henri IV (1589-1610).</p>



<p>Localizadas no final na parte leste da Ilha Saint-Louis, foram construído em duas partes pelos engenheiros Paul Émile Vaudrey (1824-1876) e Gustave Pierre Brosselin (1832-1902).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5854" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RD.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Pont de Sully (margem direita ). Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi.</a></figcaption></figure>
</div>


<p>Ponte de Sully, margem direita (foto acima): A ponte é menor. Tem 82 metros de comprimento, composta por um arco central em ferro fundido com vão de 42 metros e dois arcos laterais em alvenaria com vãos de 15 metros. A ponte liga a Ilha São Luís à margem direita (lado &#8220;Pavillon de l’Arsenal&#8221;).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5850" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponte-de-Sully-RG.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pont de Sully (Paris margem esquerda). Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Ponte de Sully (margem esquerda): Ponte é mais longa. Tem 159 metros de comprimento, composta por três arcos de ferro fundido com vãos variados de: 46 metros, 49 metros e 46 metros. Esse trecho liga a Ilha de São Luís a margem esquerda (lado do Instituto do Mundo Árabe).</p>



<p>As duas pontes tem uma largura única de 20 metros, sendo 12 metros para a via e 8 metros para os dois passeios.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="5-ponte-de-la-tournelle" style="color:#a30000">5 – Ponte de la Tournelle.</h2>



<p>Outras pontes foram construídas no mesmo local, algumas de madeira e outras de pedra, mas nenhuma delas resistiu às cheias do rio Sena. A última foi demolida em 1918.</p>



<p>Totalmente reconstruída entre 1924 e 1928 pelos arquitetos Pierre e Louis Deval. Tem 120 metros de comprimento por 23 metros de largura e é composta por três arcos em concreto armado, sendo um grande arco central ligado com vão de 74 metros e dois menores com vãos de 12 metros.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5861" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-de-la-Tournelle-Paris-1.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pont de la Tournelle (Paris). Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Recebeu esse nome Tournelle, devido a uma antiga torre que fazia parte da muralha do rei Philippe Auguste (1180-1223) construída no final do século XII.</p>



<p>Decorado na margem esquerda por um grande pilar de 15 metros de altura, encimado pela estátua de Santa Genoveva (Geneviève), padroeira de Paris, realizada em 1928 por Paul Landowski&nbsp;(1875-1961), o mesmo que projetou em 1930, a famosa estátua da Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="490" height="559" data-id="3940" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/landowki-sainte-genevieve.jpg" alt="" class="wp-image-3940" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/landowki-sainte-genevieve.jpg 490w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/landowki-sainte-genevieve-263x300.jpg 263w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/landowki-sainte-genevieve-370x422.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px" /><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Sainte-Geneviève&#8221;, de Paul Landowski (1875-1961). <br>Foto de autor desconhecido.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="577" height="1024" data-id="5864" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Saint-Genevieve-sur-le-Pont-de-la-Tournelle-577x1024.jpg" alt="" class="wp-image-5864" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Saint-Genevieve-sur-le-Pont-de-la-Tournelle-577x1024.jpg 577w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Saint-Genevieve-sur-le-Pont-de-la-Tournelle-169x300.jpg 169w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Saint-Genevieve-sur-le-Pont-de-la-Tournelle-768x1363.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Saint-Genevieve-sur-le-Pont-de-la-Tournelle-370x657.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Saint-Genevieve-sur-le-Pont-de-la-Tournelle.jpg 850w" sizes="auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px" /><figcaption class="wp-element-caption">Santa-Geneviève, na Ponte da Tournelle. <br>Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi</a></figcaption></figure>
</figure>



<p>A ponte liga o Quai de la Tournelle, (via expressa na margem esquerda) ao Quai d&#8217;Orléans e ao Quai de Béthune, ruas estreitas que circundam a Ilha de São Luís.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="6-ponte-saint-louis" style="color:#a30000">6 – Ponte Saint-Louis.</h2>



<p>Liga a ponta oeste da Ilha de São Luís com a Ilha de la Cité dando acesso aos fundos da Catedral de<br>Notre-Dame de Paris.</p>



<p>A primeira ponte foi construída foi entre 1630 e 1634, se chamava &#8220;Pont Saint-Landry&#8221; ou &#8220;Pont de Bois&#8221;, destruída por uma enchente em 1710 foi reconstruída por uma segunda em 1717, próximo ao local da anterior, com um novo nome: &#8220;Pont Rouge&#8221;, mas também foi destruída por uma enchente do Sena, em 1795.</p>



<p>Uma terceira foi construída em 1804, chamada Ponte de la Cité, desabou em 1811. Em 1842, surgiu a quarta e a primeira com o nome: &#8220;Pont Saint-Louis&#8221; (ou Luís IX, rei da França entre 1226 a 1270) ligando as duas ilhas. Era uma passarela de pedestre que resistiu por quase 20 anos.</p>



<p>Substituída em 1861, por uma quinta ponte servindo de passagem de carroças e carruagens. Era toda metálica. Permaneceu no local por muito tempo, até ser acidentada por um barco que bateu em um dos seus pilares levando ao desmoronamento e a morte de três pedestres, em 1939.</p>



<p>A sexta ponte foi uma passarela provisória construída em 1941, durante a ocupação nazistas (Segunda Guerra Mundial).</p>



<p>A sétima e atual Ponte Saint-Louis teve sua construção entre 1968 e 1970.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5867" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Pont-Saint-Louis-Paris.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Pont Saint Louis (Paris). Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi</a>.</figcaption></figure>
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<p>Projeto dos arquitetos Jabouille e Creuzot, realizados pelos engenheiros Long-Depaquit e Coste. Composta por uma única viga em aço de 67 metros de comprimento por 16 metros de largura é a mais moderna entre as seis pontes que chegam na ilha.</p>



<p>Desde 2014 é proibida a travessia de automóveis e motos. Aberta somente aos pedestres e bicicletas.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="ilha-de-sao-luis-em-paris" style="color:#a30000">Ilha São Luís, em Paris.</h2>



<p>A Ilha São Luís é uma pequena vila dentro da grande cidade de Paris, praticamente toda residencial com somente um parque público de forma triangular: “Square Barye”, localizado na ponta lesta da ilha, entre a duas Pontes de Sully.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square-Barye.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="719" height="527" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square-Barye.jpg" alt="Ilha de São Luís em Paris" class="wp-image-3952" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square-Barye.jpg 719w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square-Barye-300x220.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square-Barye-370x271.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">&#8220;Square Barye&#8221;, na Ilha de São Luís. Foto: Google Maps.</figcaption></figure>
</div>


<p>Duas escolas, um pequeno teatro e uma belíssima igreja, uma das poucas construídas no estilo barroco, em Paris, a Igreja Saint-Louis-en-Île (1624).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="473" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Altar-Ilha_de_Sao_Luis-473x1024.jpg" alt="" class="wp-image-5887" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Altar-Ilha_de_Sao_Luis-473x1024.jpg 473w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Altar-Ilha_de_Sao_Luis-138x300.jpg 138w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Altar-Ilha_de_Sao_Luis-370x802.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Altar-Ilha_de_Sao_Luis.jpg 646w" sizes="auto, (max-width: 473px) 100vw, 473px" /><figcaption class="wp-element-caption">Altar da Igreja Saint-Louis-en-l&#8217;Île (Paris). Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi</a>.</figcaption></figure>
</div>


<p>Poucas lojas comerciais com bastante diversidades nos produtos: Fromagerie (casas de queijos), açougues, padarias, mini supermercado, lojas de roupas, calçados, óticas….</p>



<p>Uma das principais atrações da ilha é a famosa Maison Berthillon, fundada em 1954 e reconhecida com um dos melhores sorveterias do mundo pelo sua forma de fabricação caseira e natural, sem conservantes. Dica: Experimente as duas especialidades: Sorvete de &#8220;<em>Fraises des bois</em>&#8221; (<em>morangos do bosque</em>) e de &#8220;<em>Marrons Glacês</em>&#8221; (castanhas doces).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="854" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Berthillon-Ilha-Sao-Luis-Paris-854x1024.jpg" alt="" class="wp-image-5892" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Berthillon-Ilha-Sao-Luis-Paris-854x1024.jpg 854w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Berthillon-Ilha-Sao-Luis-Paris-250x300.jpg 250w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Berthillon-Ilha-Sao-Luis-Paris-768x921.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Berthillon-Ilha-Sao-Luis-Paris-370x444.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Berthillon-Ilha-Sao-Luis-Paris.jpg 917w" sizes="auto, (max-width: 854px) 100vw, 854px" /><figcaption class="wp-element-caption"> Maison Berthillon (doces e sorveteria), na Ilha São Luís, em Paris. Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi.</a></figcaption></figure>
</div>


<p>As vias de circulação em torno da Ilha de São Luís são chamadas de Quai que significa em português, Cais. Existem quatro Quais (vias):</p>



<p>No lado direito da Ilha ou da Ponte Marie (vista para margem direita): Quai d’Anjou e o Quai de Bourbon. </p>



<p>No lado esquerdo da ilha ou da Ponte de la Tournelle (vista para margem esquerda): Quai d’Orléans e o Quai de Béthune. E cinco ruas perpendiculares: Rue Jean du Bellay, Rue Boutarel, Rue le Regrattier, Rue Budé, Rue des Deux Ponts e Rue Poulettier.</p>



<p>Existe a possibilidade de se fazer quase a volta completo na ilha, caminhando pela calçada que se encontra a borda do rio Sena. </p>



<p>Na ponta oeste da ilha, lado com vista para o Hôtel de Ville (Prefeitura de Paris) é muito comum haver encontros de amigos, festas e piqueniques e na ponta oposta, uma praça de lazer (Square Barye).</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5872" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-Ilha-Saint-Louis.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ponta da Ilha Saint-Louis, lado Ilha de la Cité em Paris e Hotel de Ville. Foto:<a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/"> Tom Pavesi</a>.</figcaption></figure>
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<p>No lado oposto o Square Barye, uma simpática pracinha para descanso, leitura e parquinho para crianças.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5877" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ponta-da-Ilha-Sao-Luis_Place-Barie.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ponta da Ilha Saint-Louis, plaça &#8220;Square Barye&#8221;. Foto: Tom Pavesi. </figcaption></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-5880" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris-1024x576.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris-300x169.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris-768x432.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris-1536x864.jpg 1536w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris-304x170.jpg 304w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris-370x208.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris-970x546.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Square_Barye_Ilha_Sao_Luis_Paris.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Praça &#8220;Square Barye&#8221;, Ilha Saint-Louis (Paris). Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi</a>.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-text-color" id="historia-da-ilha-de-sao-luis" style="color:#a30000">História da Ilha de São Luís.</h2>



<p>Antes de 1614, existiam duas ilhas: A Ilha das Vacas (Île aux Vaches), usado como um campo de pasto e a Ilha de Notre-Dame, usada na Idade Média, como um campo de duelos e doado mais tarde em 867, pelo rei Carlos II (840-877) ao Capítulo Provincial de Notre-Dame Catedral de Paris.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_dasVacas_e_ilha_de_Notre-Dame_Planta_de_Vassalieu_1609.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="727" height="614" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_dasVacas_e_ilha_de_Notre-Dame_Planta_de_Vassalieu_1609.jpg" alt="Ilha de São Luís em Paris" class="wp-image-3962" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_dasVacas_e_ilha_de_Notre-Dame_Planta_de_Vassalieu_1609.jpg 727w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_dasVacas_e_ilha_de_Notre-Dame_Planta_de_Vassalieu_1609-300x253.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_dasVacas_e_ilha_de_Notre-Dame_Planta_de_Vassalieu_1609-370x312.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 727px) 100vw, 727px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ilha das Vacas e Ilha de Notre-Dame, futura Ilha de São Luís. Planta de Vassalieu (1609).</figcaption></figure>
</div>


<p>Somente após a criação da Place des Vosges e o desenvolvimento do bairro do Marais que foi decidido pelo cardeal Richelieu (1586-1642), regente da França durante a minoridade do rei Luís XIII (1610-1643) a reunião das duas ilhas em uma única ilha, batizado na ocasião como: Ilha São Luís, (Île Saint-Louis) nome santificado do rei Luís IX (1226-1270), na qual Luís XIII era devoto.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao_Luis_Luis_IX.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="546" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao_Luis_Luis_IX.jpg" alt="Ilha de São Luís em Paris" class="wp-image-3964" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao_Luis_Luis_IX.jpg 546w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao_Luis_Luis_IX-214x300.jpg 214w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Sao_Luis_Luis_IX-370x520.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Iluminura do rei Luis IX (São Luís) na Bíblia de “Saint Louis” ou “Toledo” (1226-1234).</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 1612, Richelieu já havia fundado no Brasil, a cidade de São Luís do Maranhão, mesma homenagem ao santo rei.</p>



<p>Christophe Marie (1580-1653), empreiteiro de pontes e estradas, mais dois associados na parte financeira Lugles Poulletier e François Le Regrattier foram os responsáveis da construções da Ponte Marie (em pedra), do aterramento para a união das duas ilhas e da urbanização em geral.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Musee_dOrsay_Lepine_pont_Marie.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="511" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Musee_dOrsay_Lepine_pont_Marie.jpg" alt="" class="wp-image-3965" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Musee_dOrsay_Lepine_pont_Marie.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Musee_dOrsay_Lepine_pont_Marie-300x192.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Musee_dOrsay_Lepine_pont_Marie-768x491.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Musee_dOrsay_Lepine_pont_Marie-370x236.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Quai de Seine, Pont-Marie” (1868), de Stanislas Lépine (1835–1892). Museu d’Orsay.</figcaption></figure>
</div>


<p>Como construtores e financiadores, tornaram-se proprietários da ilha durante 60 anos, com direito a explorar a Ponte Marie, cobrando um pedágio aos pedestres e mercadores que fizessem a travessia entre a ilha e a margem direita do rio Sena. Tinham também o direito de construir casas sobre a Ponte e vendê-las, direito de lotear a ilha em terrenos particulares e também negociar a venda para os futuros moradores.</p>



<p>Mas devido a um um processo judicial impetrado pelos sacerdotes da Catedral de Notre-Dame que reclamavam terem sido lesados nas negociações e da lentidão nas construções por falta de entendimento entre os sócios, todos foram substituídos a partir de 1640, por outros empreiteiros: Jean Chevrier e Jean de la Grange, que juntamente com o arquiteto Louis Le Vau, (1612-1670), o mesmo que projetou o Castelo de Versalhes, finalizaram quase que por completo todas as principais obras da ilha: Igreja Saint-Louis-en-Île (1623), &#8220;Pont Marie&#8221; (1630), &#8220;Jeu de Paume&#8221; (1634), &#8220;Hôtel Bretonvilliers&#8221; (1637), &#8220;Hôtel Lambert&#8221; (1640), &#8220;Hôtel le Charon&#8221; (1640), &#8220;Hôtel de Lauzun&#8221; (1658), e outros mais.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="661" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/17_quai_dAnjou_Ilha_Sao_Luis_Paris-1-661x1024.jpg" alt="" class="wp-image-5897" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/17_quai_dAnjou_Ilha_Sao_Luis_Paris-1-661x1024.jpg 661w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/17_quai_dAnjou_Ilha_Sao_Luis_Paris-1-194x300.jpg 194w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/17_quai_dAnjou_Ilha_Sao_Luis_Paris-1-768x1189.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/17_quai_dAnjou_Ilha_Sao_Luis_Paris-1-370x573.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/17_quai_dAnjou_Ilha_Sao_Luis_Paris-1.jpg 904w" sizes="auto, (max-width: 661px) 100vw, 661px" /><figcaption class="wp-element-caption">Hôtel de Lauzun, 17, Quai d’Anjou. Ilha de São Luís. Paris. Foto: <a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/">Tom Pavesi.</a></figcaption></figure>
</div>


<p>Magistrados, conselheiros do rei e banqueiros construíram seus suntuosos palacetes de pedra projetados de acordo com um plano regular, com cruzamentos em ângulo reto. Embora algumas desses palacetes com o tempo tenham desaparecido, a ilha foi parcialmente preservada das grandes transformações Haussmannianos (século XIX) de Paris, guardando seu aspecto original e agradável de viver, longe do movimento estressante do resto da cidade.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_de_Sao_Luis.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="706" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_de_Sao_Luis-706x1024.jpg" alt="Ilha de São Luís em Paris" class="wp-image-3967" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_de_Sao_Luis-706x1024.jpg 706w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_de_Sao_Luis-207x300.jpg 207w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_de_Sao_Luis-370x537.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Ilha_de_Sao_Luis.jpg 736w" sizes="auto, (max-width: 706px) 100vw, 706px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Ilha de São Luís (em primeiro plano) e Ilha de la Cité (plano superior). Foto: Cartão Postal. </figcaption></figure>
</div>


<p>Na Ilha de São Luís ou Ilha dos Palácios  como era chamada antigamente tiverem e ainda tem muitos moradores ilustres como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Philippe de Champagne (11 , quai de Bourbon). Pintor preferido da rainha Maria de Médici e do cardeal Richelieu. </li>



<li>Camille Claudel (19 quai de Bourbon). Escultura e amante de Rodin. </li>



<li>Charles Nègre (21 quai de Bourbon). Pintor e  fotógrafo.</li>



<li>Georges Pompidou ( 24 quai de Béthune). Foi 19° Presidente da França. </li>



<li>Charles Baudelaire (22 quai de Béthune e no 15 e 17 quai d’Anjou). Poeta. </li>



<li>Louis Le Vau (11 quai de d&#8217;Anjou). Arquiteto de Versalhes.</li>



<li>Paul Cézanne (15 quai d’Anjou). Pintor pós-impressionista. </li>



<li>Marie Curie (36, quai de Béthune). Cientista e física. </li>



<li>Léon Blum (25, quai de Bourbon). Importante Político da França.</li>



<li>René Cassin ( 36 quai de Béthune). Político Francês e Nobel da Paz em 1968. </li>



<li>Daniel Auteuil, ator francês, residente atual. </li>



<li>E muitos outros.</li>
</ul>



<p>Hoje visitar a Ilha de São Luís é um dos passeios obrigatórios para quem for a Paris. Acessível a todos que amam a história, arquitetura, arte e que procuram desfrutar de um lugar tranquilo, relaxante e de simples prazeres.</p>



<p class="has-text-color has-background" style="color:#1e1e1e;background-color:#fff900"><em>Quer conhecer a Ilha São Luís em Paris e outros locais comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/agendar-visita.png" alt="" class="wp-image-3764"/></figure>
</div>


<p><strong>Foto capa</strong>:<a href="https://www.instagram.com/tomguiaemparis/"> Tom Pavesi</a></p>



<p><strong>Fontes</strong>: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>&#8220;Je, Tu, Île &#8211; Mes îles Saint-Louis&#8221;,</em> textos e fotos, de Daniel Schick (Ed. du Seuil, 2004).</li>



<li>&#8220;<em><a href="http://paris1900.lartnouveau.com/">Paris 1900 Art Nouveau</a>&#8220;.</em></li>



<li>&#8220;<em>Île Saint-Louis&#8221;</em>, Wikipédia France.</li>



<li>E outros sites que perdi as referências. </li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Doutor Guillotin e a guilhotina</title>
		<link>https://segredosdeparis.com/doutor-guillotin-e-a-guilhotina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 19:44:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 14 minutos</small> Doutor Guillotin e a guilhotina. Ao contrário que muitos pensam ou no que você aprendeu na escola, o Doutor Guillotin não inventou a guilhotina e tampouco morreu guilhotinado. Joseph Ignace Guillotin (1738-1814), médico, humanista, eleito pelo partido “Tiers État“ (Terceiro Estado) que defendia os interesses e direitos de toda a população que não faziam parte do Clero (Primeiro Estado), nem da Nobreza (Segundo Estado). Em 15 de maio de 1789, na recém criada Assembleia Nacional, o Doutor Guillotin participou ativamente dos debates <a href="https://segredosdeparis.com/doutor-guillotin-e-a-guilhotina/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 14 minutos</small></p> 
<p><strong>Doutor Guillotin e a guilhotina</strong>. Ao contrário que muitos pensam ou no que você aprendeu na escola, o <strong>Doutor Guillotin</strong> não inventou a guilhotina e tampouco morreu guilhotinado.</p>



<p><strong>Joseph Ignace Guillotin</strong> (1738-1814), médico, humanista, eleito pelo partido “<strong>Tiers État</strong>“ (Terceiro Estado) que defendia os interesses e direitos de toda a população que não faziam parte do Clero (Primeiro Estado), nem da Nobreza (Segundo Estado).</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Joseph-Ignace_Guillotin_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Joseph-Ignace_Guillotin_.jpg" alt="" class="wp-image-3771" width="747" height="886" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Joseph-Ignace_Guillotin_.jpg 862w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Joseph-Ignace_Guillotin_-253x300.jpg 253w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Joseph-Ignace_Guillotin_-768x912.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Joseph-Ignace_Guillotin_-370x440.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /></a><figcaption>Retrato de Joseph Ignace Guillotin (1738-1814). Pintor e ano desconhecido. Museu Carnavalet.</figcaption></figure>
</div>


<p>Em 15 de maio de 1789, na recém criada Assembleia Nacional, o <strong>Doutor Guillotin</strong> participou ativamente dos debates da Constituinte fazendo propostas sobre a reforma do código penal sendo que uma delas exigia que as execuções de penas capitais fossem revistas, com o objetivo de humanizar as execuções e reduzir o máximo o sofrimento dos condenados.</p>



<p>Antes da <strong>Revolução Francesa</strong> (14 de julho de 1789), de acordo com a natureza do crime e a posição social, a pena e a forma de condenação variava: O <strong>nobre </strong>era decapitado com sabre; o <strong>plebeu</strong> com machado; o <strong>regicida</strong> (crime contra o rei) e o<strong> criminoso </strong>contra o país (Estado) eram esquartejados; o <strong>herege</strong> queimado; o<strong> ladrão</strong> era batido, torturado ou enforcado; o<strong> falsificador </strong>era fervido vivo em um caldeirão de água quente… E outras condenações bárbaras.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="a-proposta-do-dr-guillotin" style="color:#a30000">A proposta do Dr. Guillotin:</h2>



<p><strong>Doutor Guillotin</strong>, como membro da Assembleia Constituinte preocupado com a situação dos condenados fez em 1º de dezembro de 1789 um brilhante discurso em prol dos direitos dos homens, repletas de ideias humanitárias, racionais e principalmente igualitárias para todos os homens condenados ou não, pelo Estado. Como ele mesmo disse:</p>



<p><em>&#8220;La loi, dit-il, soit qu’elle punisse, soit qu’elle protège, doit être égale pour tous les citoyens, sans aucune exception&#8221;.</em> </p>



<p><strong>Tradução livre</strong>: <em>&#8220;A lei, diz ela, que seja ela punida, que seja ela protegida, deve ser igual para todos os cidadãos, sem nenhuma exceção</em>&#8220;.</p>



<p>De acordo com a verdade deste princípio, ele propôs o seguinte:</p>



<p><em>&#8220;Les délits du même genre seront punis du même genre de supplice, quels que soient le rang et l’état du<br>coupable; dans tous les cas où la loi prononcera la peine de mort, le supplice sera le même (décapitation), et l’exécution se fera par un simple mécanisme&#8221;.</em></p>



<p><strong>Tradução Livre</strong>: <em>&#8220;Crimes do mesmo tipo serão punidos com o mesmo tipo de punição, independentemente da posição e condição do culpado; em todos os casos em que a lei declarar a pena de morte, a punição será a mesma (decapitação) e a execução será por um simples mecanismo&#8221;.</em></p>



<p><strong>Resumindo:</strong> &#8220;<em>Todo cidadão, independente da sua classe social, deverá ser julgado igual perante a lei, sem discriminação por posição social. A pena capital deverá ser igual para todos condenados, executado por um mecanismo (a ser projetado), para uma decapitação rápida, evitando erros para o executor da sentença, e longos sofrimentos para o condenado&#8221;.</em></p>



<p>O <strong>Doutor Guillotin</strong> com essa leis, queria evitar torturas desnecessárias dos condenados. De fato, era<br>frequente que a decapitação pela espada ou machado falhasse na primeira tentativa, sendo necessário dar vários golpes.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="o-carrasco-sanson" style="color:#a30000">O carrasco Sanson:</h2>



<p>Segundo <strong>Charles-Henri Sanson</strong> (1739-1806), carrasco principal da <strong>Revolução Francesa </strong>que participava das discussões na Assembleia, para ele cortar várias cabeças no mesmo dia era um trabalho árduo, cansativo e desgastante psicologicamente e, portanto, com possibilidade de se cometer erros.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Charles-Henri-Sanson-Carrasco.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="537" height="767" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Charles-Henri-Sanson-Carrasco.jpg" alt="" class="wp-image-3781" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Charles-Henri-Sanson-Carrasco.jpg 537w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Charles-Henri-Sanson-Carrasco-210x300.jpg 210w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Charles-Henri-Sanson-Carrasco-370x528.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 537px) 100vw, 537px" /></a><figcaption>Charles-Henri Sanson, o carrasco. Gravura de L. Massard.</figcaption></figure>
</div>


<p>Achava também que o uso continuo do material (machado, espadas…) se deteriorava facilmente. Portanto, concordava plenamente com o<strong> Doutor Guillotin</strong>, que a execução de um condenado por um &#8220;mecanismo simples&#8221; era a melhor maneira para finalizar bem sua laboriosa profissão.</p>



<p>Quando <strong>Charles-Henri Sanson</strong> faleceu em 1806, trazia em seu curriculum 2.918 decapitações, sendo que muitos foram personagens importantes da história da revolução: <strong>Luís XVI</strong> em 21 de janeiro de 1793; <strong>Charlotte Corday</strong> em 17 de julho de 1793; <strong>Maria Antonieta</strong> em 16 de outubro de 1793; <strong>Madame du Barry</strong> em 8 de dezembro de 1793; <strong>Danton</strong> em 5 de abril de 1794; <strong>Camille Desmoulins</strong> em 5 de abril de 1794; <strong>Robespierre</strong> em 28 de julho de 1794…</p>



<p>Seu filho<strong> Henri Sanson </strong>(1767-1840) durante muito tempo foi seu ajudante e depois titular da profissão, até falecer em 1840.</p>



<p class="has-large-font-size">A saga da família continuou com <strong>Henry-Clément Sanson</strong> (1799-1889), neto de <strong>Charles-Henri</strong> e filho<br>de Henri-Clément. Foi o último descendente dessa dinastia de carrascos. Com sérios problemas psicológicos por causa da ingrata profissão herdada, não conseguia esconder sua angústia e depressões levando-o a procurar refúgio no álcool e outros vícios. Pediu demissão em 1847, ao último rei da França, <strong>Luís Filipe</strong> (1830-1848) e foi substituído por <strong>Charles-André Férey</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="o-trio-dos-pesquisadores" style="color:#a30000">O trio dos pesquisadores:</h2>



<p>A decisão ficou em suspense pelos membros da Assembleia, ocupados com assuntos mais importantes a serem debatidos, no momento que ocorriam manifestações populares em Paris, mas autorizaram o <strong>Doutor Guillotin</strong> e o <strong>Doutor Antoine Louis</strong> (1723-1792), secretário da Academia Real de Cirurgia a trabalharem juntos com o carrasco <strong>Charles-Henri Sanson</strong> para que pesquisassem o melhor mecanismo de execução, com menos custo para o Estado e que poupasse sofrimentos desnecessários ao condenado.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Maquina-de-cortar-cabecas-Antoine_Louis_Schimidt.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="520" height="800" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Maquina-de-cortar-cabecas-Antoine_Louis_Schimidt.jpg" alt="" class="wp-image-3780" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Maquina-de-cortar-cabecas-Antoine_Louis_Schimidt.jpg 520w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Maquina-de-cortar-cabecas-Antoine_Louis_Schimidt-195x300.jpg 195w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Maquina-de-cortar-cabecas-Antoine_Louis_Schimidt-370x569.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px" /></a><figcaption>Projeto primitivo de T. Schmidt e Laquiante.</figcaption></figure>
</div>


<p>Entre os pensamentos políticos e filosóficos do <strong>Doutor Guillotin</strong> e as reflexões anatômicas do<strong> Doutor Antoine Louis</strong> e as questões práticas do carrasco<strong> Charles Sanson</strong>, nasceu a guilhotina.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="conclusao-da-assembleia-nacional" style="color:#a30000">Conclusão da Assembleia Nacional:</h2>



<p>Em 3 de maio de 1791, o deputado <strong>Louis-Michel Le Peletier de Saint-Fargeau</strong> (1760-1793) pediu a Assembleia a abolição definitiva da pena de morte e das condenações nas galeras (navios de guerra ou mercantis).</p>



<p>Foi apoiado pelos abolicionistas e seus partidos: <strong>Voltaire</strong>,<strong> Malesherbes</strong>, <strong>Boucher d’Arcis</strong>, <strong>Mirabeau</strong>,<strong> Brissot</strong>, <strong>Pastoret</strong>, <strong>Robespierre</strong>, <strong>Vasselin</strong>, <strong>Adrien Duport</strong>, <strong>Jérôme Pétion</strong>, <strong>Condorcet</strong> e <strong>Padre Grégoire</strong>. </p>



<p>Em <strong>1° em junho de 1791</strong>, apesar dos argumentos dos abolicionistas sobre inutilidade e o perigo da pena de morte, a Assembleia por uma maioria absoluta rejeitou a proposta, mas concordaram que a execução não deveria haver sofrimentos e decretaram que a pena de morte deveria ser somente uma simples privação de vida.</p>



<p>Em <strong>3 de junho de 1791</strong>, o deputado <strong>Louis Michel Lepeletier de Saint-Fargeau</strong> decretou:</p>



<p> <em>&#8220;Tout condamné à mort aura la tête tranchée&#8221;</em> (<em>“Todo condenad à morte terá a cabeça decepada</em>” (Código civil, artigo 3 ). Quanto ao mecanismo de execução ficou para ser acrescentado mais tarde. </p>



<p>Em <strong>6 de outubro de 1791</strong> essa lei foi  introduzido no <strong>Código Penal </strong>francês no <strong>artigo 12</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="antigas-maquinas-de-cortar-cabecas" style="color:#a30000">Antigas máquinas de cortar cabeças:</h2>



<p>A guilhotina não foi uma invenção da Revolução e nem do <strong>Doutor Guillotin</strong>, mas foi provavelmente inspirada em gravuras de antigos textos e gravuras que ilustravam máquinas de cortar cabeças, (sem um nome específico) usadas em vários países da Europa, como: <strong>Itália</strong>, <strong>Alemanha</strong>, <strong>Inglaterra</strong>, <strong>Escócia</strong>.</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-2 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="480" height="600" data-id="3791" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_de_Murcod_Ballagh_Hollinshed.jpg" alt="" class="wp-image-3791" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_de_Murcod_Ballagh_Hollinshed.jpg 480w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_de_Murcod_Ballagh_Hollinshed-240x300.jpg 240w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_de_Murcod_Ballagh_Hollinshed-370x463.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /><figcaption>&#8220;Execução de Murcod Ballagh, em 1307&#8221;. <br>Gravura de Hollinshed (1577).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="409" height="599" data-id="3792" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/maquina_para_decapitar_Aldegraver_1553.jpg" alt="" class="wp-image-3792" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/maquina_para_decapitar_Aldegraver_1553.jpg 409w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/maquina_para_decapitar_Aldegraver_1553-205x300.jpg 205w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/maquina_para_decapitar_Aldegraver_1553-370x542.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 409px) 100vw, 409px" /><figcaption>&#8220;Decapitação do filho de Titus Manlius&#8221;. <br>Gravura de Aldegraver (1553).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="520" data-id="3794" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_St_Matthieu.jpg" alt="" class="wp-image-3794" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_St_Matthieu.jpg 800w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_St_Matthieu-300x195.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_St_Matthieu-768x499.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_St_Matthieu-370x241.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption>“Martírio de São Mateus, ca. 72 d.C.”.<br>Gravura de Cranach (1539).</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="556" height="390" data-id="3795" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_Saint-Pancrace-1.jpg" alt="" class="wp-image-3795" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_Saint-Pancrace-1.jpg 556w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_Saint-Pancrace-1-300x210.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Martirio_de_Saint-Pancrace-1-370x260.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 556px) 100vw, 556px" /><figcaption>“Martírio de São Pancrácio, em 304 d.C.”. <br>Gravura do século XVI.</figcaption></figure>
</figure>



<p>Mesmo na<strong> França</strong>, de acordo com as &#8220;<em>Memórias do Marquês de Puységur&#8221; </em>(1751-1825), o marechal, <em><strong>Henri II de Montmorency</strong></em> (1595-1632), condenado a pena de morte pelo crime de lesa-majestade contra o rei <strong>Luís XIII </strong>(1610-1643) teria sido decapitado numa espécie de guilhotina antes do tempo. Composta por uma lamina de ferro cortante, solta do alto de uma estrutura de madeira.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_duque_de_Montmorency_Toulouse_Thomas-Allom.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_duque_de_Montmorency_Toulouse_Thomas-Allom-1024x688.jpg" alt="Doutor Guillotin e a guilhotina" class="wp-image-3799" width="757" height="508" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_duque_de_Montmorency_Toulouse_Thomas-Allom-1024x688.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_duque_de_Montmorency_Toulouse_Thomas-Allom-300x201.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_duque_de_Montmorency_Toulouse_Thomas-Allom-768x516.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_duque_de_Montmorency_Toulouse_Thomas-Allom-370x248.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_duque_de_Montmorency_Toulouse_Thomas-Allom-970x651.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Execucao_duque_de_Montmorency_Toulouse_Thomas-Allom.jpg 1117w" sizes="auto, (max-width: 757px) 100vw, 757px" /></a><figcaption>“Decapitação do duque de Montmorency em 30 de outobro de 1632, em Toulouse&#8221;. <br>Gravura realizada em 1840, por Thomas Allom (1804-1882).</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="aviso-tecnico-de-luis-xvi" style="color:#a30000">Aviso técnico de Luís XVI:</h2>



<p>Em 1792, o <strong>Doutor Antoine Louis</strong> auxiliado pelo<strong> Doutor Guillotin</strong> (que se encontrava em fim do seu mandato parlamentar) desenharam os primeiros rascunhos da futura guilhotina.</p>



<p>Segundo a lenda (embora seja contestada), os dois médicos apresentaram o desenho ao rei Luís <strong>XVI</strong> (1774-1792), em março de 1792 durante uma reunião no <strong>Palácio das Tulherias</strong>, pois parecia ansioso por conhecer o destino reservado ao seu povo.</p>



<p><strong>Luís XVI</strong>, grande interessado em mecânica foi quem recomendou uma lâmina oblíqua (trapezoidal) em vez na forma de um arco (lua crescente), como previsto nos desenhos iniciais, (história também contestada).</p>



<p>Em 25 de março de 1792, o rei <strong>Luís XVI </strong>assinou a lei adotando o uso da “<strong>máquina de cortar cabeças</strong>” para os condenados de crimes contra o Estado. Ironicamente sofrerá os efeitos de seu próprio conselho técnico, em <strong>21 de janeiro de 1793</strong>, menos de um ano depois.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Louis-XVI-recebendo-seu-ultimo-sacramento-do-abade-Edgeworth.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Louis-XVI-recebendo-seu-ultimo-sacramento-do-abade-Edgeworth.jpg" alt="Doutor Guillotin e a guilhotina" class="wp-image-3805" width="793" height="646" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Louis-XVI-recebendo-seu-ultimo-sacramento-do-abade-Edgeworth.jpg 943w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Louis-XVI-recebendo-seu-ultimo-sacramento-do-abade-Edgeworth-300x244.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Louis-XVI-recebendo-seu-ultimo-sacramento-do-abade-Edgeworth-768x625.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Louis-XVI-recebendo-seu-ultimo-sacramento-do-abade-Edgeworth-370x301.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 793px) 100vw, 793px" /></a><figcaption>Luís XVI recebendo seu último sacramento do abade Henri Edgeworth de Firmont (1745-1807). Autor desconhecido. </figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="prototipo-e-testes" style="color:#a30000">Protótipo e testes:</h2>



<p>Um 1° protótipo foi construído em abril de 1792, pelo artesão construtor de pianos, <strong>Jean-Tobias Schmidt</strong> (1768-1821), onde tinha sua oficina no<strong> <strong>n°</strong>9 da Cour du Commerce Saint-André</strong>&#8221; (5° arrondissement), vizinho de dois personagens importantes da Revolução Francesa: <strong>Danton</strong> (guilhotinado em 5 de abril 1794) morava no <strong>n° 20 </strong>(edificio destruido com a construção do boulevard Saint-Germain), <strong>Marat</strong> (assassinado em 13 de julho de 1793), no <strong>n°8</strong> onde tinha a redação e gráfica do seu jornal &#8220;<em><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/L%27Ami_du_peuple_(1790)">L’Ami du Peuple</a></em>&#8220;.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Desenho_da_primeira_guilhotina.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="600" height="600" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Desenho_da_primeira_guilhotina.jpg" alt="Doutor Guillotin e a guilhotina" class="wp-image-3807" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Desenho_da_primeira_guilhotina.jpg 600w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Desenho_da_primeira_guilhotina-300x300.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Desenho_da_primeira_guilhotina-370x370.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><figcaption>Esboço da 1° guilhotina, de Tobias Schmidt, século XVII.</figcaption></figure>
</div>


<p>Foi na oficina de <strong>Jean-Tobias Schmidt</strong> que aconteceram os primeiros testes, supervisionados pelo <strong>Doutor Guillotin</strong>. Primeiramente a máquina cortou blocos de palha, depois ovelhas vivas.</p>



<p>Com o resultado satisfatório, precisando somente alguns reforços na estrutura e na inclinação da lâmina, o <strong>aparelho de decapitação sem nome</strong>, chamada formalmente entre os participantes do projeto de &#8220;<strong>máquina Schmidt</strong>&#8220;. Foi transportada para a prisão de <strong>Bicêtre </strong>(atual hospital), para testes em cadáveres de presos.</p>



<p>Em <strong>17 de abril de 1792</strong>, depois da demonstração, pela facilidade de uso e eficiência, a<em> &#8220;máquina corta cabeças&#8221; </em>foi aprovado pelo <strong>Doutor Antoine Luis</strong>, <strong>Doutor Guillotin</strong>, os carrascos <strong>Charles-Henri Sanson</strong> e seu filho ajudante <strong>Henri Sanson</strong> (1767-1840), membros da Assembleia Nacional e por toda uma comunidade médica presente no momento.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Guilhotina-tipica-francesa_maquete.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="564" height="846" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Guilhotina-tipica-francesa_maquete.jpg" alt="Doutor Guillotin e a guilhotina" class="wp-image-3788" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Guilhotina-tipica-francesa_maquete.jpg 564w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Guilhotina-tipica-francesa_maquete-200x300.jpg 200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Guilhotina-tipica-francesa_maquete-370x555.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px" /></a><figcaption>Guilhotina típica francesa. Arte de <a href="https://www.galleryhistoricalfigures.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">George Stuart Historical Figures.</a></figcaption></figure>
</div>


<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="os-primeiros-executados" style="color:#a30000">Os primeiros executados:</h2>



<p>O primeiro guilhotinado foi <strong>Nicolas Jacques Pelletier</strong> (ca. 1756-1792) condenado por roubo, assassinato de um homem, em 25 de abril de 1792. Guilhotinado na Praça de Greve, atual <strong>Praça de l’Hôtel de Ville</strong> (Prefeitura de Paris).</p>



<p>A multidão, que veio em grande número assistir a esse novo espetáculo ficou desapontada com a velocidade da execução e vaiaram o carrasco<strong> Charles-Henri Sanson</strong>. Alguns dias depois, na <strong>Place du Carrousel</strong> (atual Praça do Carrossel do Louvre) foi a vez de três soldados, <strong>Devire</strong>, <strong>Cachard</strong> e <strong>Desbrosses</strong> pelo assassinato de um vendedor de limonada que trabalhava no <strong>Palais Royal</strong>.</p>



<p>A “<strong>Gilete nacional</strong>” continuou a trabalhar por mais 185 anos. Eram execuções públicas até <strong>29 de junho de 1939</strong>, depois passou a funcionar somente nos pátios de prisões e na presença de poucas autoridades e algumas testemunhas.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="os-tres-ultimos-executados-do-seculo-xx" style="color:#a30000">Os três últimos executados do século XX:</h2>



<p><strong>Christian Ranucci</strong> (1954-1976): Guilhotinado em 28 de julho de 1976, em Marselha. Condenado por sequestro e assassinato de menor.</p>



<p><strong>Jérôme Henri Carrein</strong> (1941-1977): Guilhotinado em 23 de junho de 1977, em <strong>Douai</strong>, norte da França. Condenado por tentativa de estrupo e assassinato de menor.</p>



<p>E o último, <strong>Hamida Djandoubi</strong> (1949-1977), tunisiano. Guilhotinado, em 10 de setembro de 1977, em Marselha, por tortura e assassinato de uma mulher de 22 anos.</p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Hamida-Djandoubi.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Hamida-Djandoubi.jpg" alt="Doutor Guillotin e a guilhotina" class="wp-image-3813" width="749" height="490" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Hamida-Djandoubi.jpg 838w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Hamida-Djandoubi-300x196.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Hamida-Djandoubi-350x230.jpg 350w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Hamida-Djandoubi-768x502.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Hamida-Djandoubi-380x249.jpg 380w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Hamida-Djandoubi-370x242.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /></a><figcaption>Hamida Djandoubi, o último guilhotinado, em 10 de setembro de 1977. (Marselha). Foto: Gerard Fouet.</figcaption></figure>
</div>


<p>A guilhotina permaneceu como método oficial de execução até o dia em que a pena de morte foi abolida, em 09 de outubro de 1981, durante primeiro ano do mandato do presidente, François Mitterrand (1981-1995) que cumpriu uma promessa de campanha para se eleger.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="a-patente" style="color:#a30000">A Patente:</h2>



<p>No dia <strong>5 de julho de 1792</strong>, o construtor <strong>Tobias Schmidt</strong> escreveu ao rei <strong>Luís XVI</strong> (antes de ser enviado para a prisão do Templo), uma petição, solicitando a patente da sua “<strong><em>máquina de decapitar</em></strong>”. Em <strong>24 de julho</strong>, o Ministro do Interior, <strong>Champion de Villeneuve</strong> (1758-1844) deu a seguinte resposta a ele:</p>



<p><em>&#8220;Il (le roi) répugne à l’humanité d’accorder un brevet d’invention pour une découverte de cette espèce ; nous n’en sommes pas encore à un tel excès de barbarie. Si M. Schmidt a fait une invention utile dans un genre funeste, comme elle ne peut servir que pour l’exécution des jugements, c’est au gouvernement qu’il doit la proposer&#8221;.</em></p>



<p><strong>Tradução livre</strong>:<em> &#8220;É repugnante para a humanidade conceder uma patente de invenção para a descoberta desta espécie; ainda não alcançamos tanto excesso de barbárie. Se o Sr. Schmidt fez uma invenção útil do tipo fatal, uma vez que ele só pode servir para a execução de julgamentos, é ao governo que ele deve propor&#8221;.</em></p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="apelidos-da-maquina-de-cortar-cabecas" style="color:#a30000">Apelidos da &#8220;máquina de cortar cabeças&#8221;:</h2>



<p>A “<strong style="font-style: italic;">máquina (ou aparelho)</strong><em><strong> de cortar cabeças</strong></em>&#8221; não foi chamada imediatamente de <strong>guilhotina</strong>. Teve antes vários outros nomes como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8220;<strong>Louisette</strong>”</em> ou <em>&#8220;<strong>Louison</strong></em>&#8220;, em homenagem ao<strong> Doutor Antoine Louis</strong>, que para alguns historiadores foi o verdadeiro inventor.</li><li><em>&#8220;<strong>Moulin à silence</strong>&#8221; </em>(moinho do silêncio). </li><li><em>&#8220;<strong>Cravate à Capet</strong>&#8220;</em> (gravata a Capeto). </li><li><em>&#8220;<strong>Louis Capet</strong>&#8220;</em> (Luís Capeto) foi o apelido dado pelos revolucionários a <strong>Luís XVI</strong>, após a abolição da monarquia absoluta, em 21 de setembro de 1792. A dinastia Capetiana, iniciou-se com o rei dos Francos, <strong>Hugo Capeto</strong> (987-996), onde seus descentes restaram no poder por mais de 300 anos. </li><li><em>&#8220;<strong>Veuve</strong>&#8220;</em> (viúva). </li><li><em>&#8220;<strong>Bois de justice</strong>&#8220;</em> (madeira de justiça). </li><li><em>&#8220;<strong>Raccourcissement patriotique</strong>&#8220;</em> (Encurtamento patriótico). </li><li><em>&#8220;<strong>Rasoir national</strong>&#8221; </em>(Gilete nacional). </li><li>E finalmente, <em>&#8220;</em><strong><em>Guillotine</em></strong><em>&#8220;</em><strong><em> </em></strong>(guilhotina), para o grande tristeza e desespero do <strong>Doutor Guillotin</strong>.</li></ul>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="um-final-amargo" style="color:#a30000">Um final amargo:</h2>



<p class="has-large-font-size">Diz a lenda que o <strong>Doutor Guillotin</strong> também foi executado por sua própria “<em>máquina</em>”, mas isso está<br>explicado por uma impressionante coincidência. </p>



<p>Durante o período do “<strong><em>Terror</em></strong>“ (decapitações em massa entre julho de 1793 a julho de 1794), um médico de Lyon, chamado <strong>J. M. V. Guillotin</strong>, sem parentesco com o <strong>Doutor <strong>Joseph Ignace Guillotin</strong></strong>, foi guilhotinado e por isso talvez vincularam seu nome a esse erro universal.</p>



<p>Em 26 de março de 1814, o <strong>Doutor Guillotin </strong>morreu em casa no n° 333, da rua Saint-Honoré, (atual 209), por causas naturais (furúnculo no ombro esquerdo). </p>



<p>No dia do seu sepultamento no cemitério du Père-Lachaise (tumba que hoje se encontra desaparecida), seu amigo e colega, <strong>Doutor Edme-Claude Bourru</strong> (1741-1823), fez a seguinte oração fúnebre:</p>



<p><em>&#8220;Malheureusement pour notre confrère, sa motion philanthropique, qui fut accueillie et a donné lieu à un instrument auquel le vulgaire a appliqué son nom, lui a attiré beaucoup d’ennemis ; tant il est vrai qu’il est difficile de faire du bien aux hommes, sans qu’il en résulte pour soi quelques désagréments&#8221;.</em></p>



<p><strong>Tradução livre</strong>: <em>&#8220;Infelizmente para o nosso colega, seu movimento filantrópico, que foi aceito e deu origem a um instrumento ao qual o vulgar aplicou seu nome, lhe atraiu muitos inimigos; tanto é verdade que é difícil fazer o bem aos homens, sem que isso resulte para você, alguns aborrecimentos&#8221;.</em></p>



<p class="has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#f7f700;color:#212222"><em><strong>Gostaria de conhecer a Ponte Alexandre III e suas&nbsp;incríveis esculturas e outras lugares comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/contato/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2018/01/agendar-visita.png" alt="" class="wp-image-3764"/></a></figure>
</div>


<p><strong>Foto da Capa</strong>: Imagem do jogo de vídeo &#8220;<em>Assassin&#8217;s Creed Unity</em>&#8220;, durante a Revolução Francesa.</p>



<p><strong>Fontes</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>&#8220;<em>Joseph Ignace Guillotin</em>&#8220;, Wikipédia France.</li><li><em>&#8220;Guillotine&#8221;</em>, Wikipédia France.</li><li>&nbsp;<em>&#8220;Le docteur Guillotin&nbsp;: épisode du régime de la Terreur&#8221;</em>, de Alphonse Cordier, Biblioteca popular online Gallica.</li><li><em>&#8220;La guillotine et l&#8217;imaginaire de la Terreur&#8221;</em>, de Daniel Arasse, (Ed. Flammarion,&nbsp;1993).&nbsp;</li></ul>


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		<title>Place des Victoires em Paris</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tom Pavesi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2021 19:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 6 minutos</small> Place des Victoires em Paris (Praça das Vitórias): A história da 3° Praça Real localizada no 1° e 2° arrondissement (distrito) teve início em 1685, alguns anos depois da Praça Dauphine (1614), em homenagem a Luís XIV (1638-1715) por suas vitórias militares. Em 1678, após seis anos de guerra foi assinada a Paz de Nimega assinada entre a França e os países derrotados; Espanha, Holanda, Sacro Império Romano-Germânico e Brandemburgo (parte da Alemanha atual). Um nobre cortesão francês, marechal da França, duque <a href="https://segredosdeparis.com/place-des-victoires-em-paris/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 6 minutos</small></p> 
<p class="has-regular-font-size"><strong>Place des Victoires</strong> <strong>em Paris</strong> (Praça das Vitórias): A história da <strong>3° Praça Real</strong> localizada no 1° e 2° arrondissement (distrito) teve início em 1685, alguns anos depois da <strong>Praça Dauphine</strong> (1614), em homenagem a <strong>Luís XIV </strong>(1638-1715) por suas vitórias militares.</p>



<p class="has-regular-font-size">Em 1678, após seis anos de guerra foi assinada a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratados_de_Nimega" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Paz de Nimega</a> assinada entre a <strong>França </strong>e os países derrotados; <strong>Espanha</strong>,<strong> Holanda</strong>,<strong> Sacro Império Romano-Germânico </strong>e <strong>Brandemburgo</strong> (parte da <strong>Alemanha</strong> atual). Um nobre cortesão francês, marechal da França,<strong> duque de Feuillade</strong>, <strong>François III d’Aubussone</strong> (1631-1691) teve a brilhante e dispendiosa ideia de homenagear o vitorioso e rei <strong>Luís XIV</strong> (1643-1715).</p>



<p class="has-regular-font-size">Encomendou em 1679, ao escultor francês de origem holandesa, <strong>Martin Desjardins</strong> (1637-1694) uma estátua em mármore do rei em pé, para ser colocada no centro de uma praça ainda sem nome, no novo distrito que estava se desenvolvendo em Paris, próximo ao <strong>Palácio Real do Louvre</strong>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/statue-pedestre-de-Louis-XIV-place-des-Victoires-_.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="307" height="450" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/statue-pedestre-de-Louis-XIV-place-des-Victoires-_.jpg" alt="Place des Victoires em Paris" class="wp-image-3493" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/statue-pedestre-de-Louis-XIV-place-des-Victoires-_.jpg 307w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/statue-pedestre-de-Louis-XIV-place-des-Victoires-_-205x300.jpg 205w" sizes="auto, (max-width: 307px) 100vw, 307px" /></a><figcaption>Esboço da Estátua de Luís XIV (destruída), <br>por Martin Desjardins.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O marechal após demolir uma mansão que tinha acabado de comprar &#8211; <em>Hôtel de La Ferté-Senneterre</em> e ter comprado vários terrenos em volta, conseguiu junto ao rei autorização para a construção de uma praça circular rodeada por um conjunto de 39 edifícios, todos com fachada do mesmo estilo (clássico), arcadas no térreo, com dois pavimentos, ornadas de pilastras jônicas, e lucarnas (claraboias) no telhado com telhas de ardósia.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Estampa_da_Praca_das_Vitorias.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="737" height="371" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Estampa_da_Praca_das_Vitorias.jpg" alt="Place des Victoires em Paris" class="wp-image-3494" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Estampa_da_Praca_das_Vitorias.jpg 737w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Estampa_da_Praca_das_Vitorias-300x151.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Estampa_da_Praca_das_Vitorias-370x186.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 737px) 100vw, 737px" /></a><figcaption>Estampa da &#8220;Place des Victoires&#8221; em Paris. Biblioteca Nacional da França.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O monumento de <strong>Martin Desjardins</strong> foi inaugurado em <strong>26 de março de 1686</strong> na presença de<strong> Luís, Grande Delfim de França</strong> (1661-1711), filho legítimo de <strong>Luís XIV</strong>, (mas que nunca reinou). </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Fachada_tipica_da_Praca_das_Vitorias_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="773" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Fachada_tipica_da_Praca_das_Vitorias_Paris.jpg" alt="Place des Victoires em Paris" class="wp-image-3495" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Fachada_tipica_da_Praca_das_Vitorias_Paris.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Fachada_tipica_da_Praca_das_Vitorias_Paris-300x226.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Fachada_tipica_da_Praca_das_Vitorias_Paris-768x580.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Fachada_tipica_da_Praca_das_Vitorias_Paris-370x279.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Fachada_tipica_da_Praca_das_Vitorias_Paris-970x732.jpg 970w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>Fachada típica dos edifícios da Praça das Vitorias. Paris.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Enquanto que as edificações do entorno da praça foi projeto encomendado a <strong>Jules Hardouim Mansart</strong> (1946-1908) o principal arquiteto do rei Luís XIV (1643-1715), que foi também o 2­° arquiteto do <strong>Castelo de Versalhes</strong>. As obras só foram terminadas em 1690.<br></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca_das_vitorias_paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="802" height="466" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca_das_vitorias_paris.jpg" alt="Place des Victoires em Paris" class="wp-image-3496" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca_das_vitorias_paris.jpg 802w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca_das_vitorias_paris-300x174.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca_das_vitorias_paris-768x446.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Praca_das_vitorias_paris-370x215.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px" /></a><figcaption>Praça das Vitórias, Paris. Mapa Turgot 1737.</figcaption></figure></div>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="estatua-de-martin-desjardins" style="color:#a30000">Estátua de Martin Desjardins:</h2>



<p class="has-regular-font-size"> <strong>Martin Desjardins</strong> (1637-1694), também chamado de <strong>Van den Bogaert Martin</strong>, realizou a obra entre 1679 e 1682.  O rei Luís <strong>XIV </strong>foi representado vestido com o manto da coroação, esmagando um <strong>Cérbero</strong> (monstro de quatro cabeças da mitologia grega, representando as quatro nações derrotadas), coroado por pela alegoria da vitória. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/estatua-place-des-victoires-desjardins.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="906" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/estatua-place-des-victoires-desjardins-906x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3497" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/estatua-place-des-victoires-desjardins-906x1024.jpg 906w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/estatua-place-des-victoires-desjardins-265x300.jpg 265w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/estatua-place-des-victoires-desjardins-768x869.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/estatua-place-des-victoires-desjardins-370x418.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/estatua-place-des-victoires-desjardins.jpg 917w" sizes="auto, (max-width: 906px) 100vw, 906px" /></a><figcaption>Gravura da estátua de Luís XIV em pé, de Martin Desjardins . Biblioteca Nacional da França.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O pedestal foi decorado por esculturas em baixos-relevos com o tema: “<em>Quatro cativos</em>” (“<em>Quatre captifs</em>”) ou “<em>Quatro Nações vencidas: Espanha, Sacro-Império, o Brandemburgo e a Holanda</em>”, onde cada um representa a idade de um homem e um sentimento distinto sobre o cativeiro: A <strong>Espanha</strong>, <em>a esperança</em>; o<strong> Sacro Império Romano-Germânico</strong>, <em>a resignação</em>; <strong>Brandeburgo</strong>, <em>o desânimo</em> e a <strong>Holanda</strong>, <em>a revolta</em>.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Les_4_captifs_desjardin.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="878" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Les_4_captifs_desjardin-1024x878.jpg" alt="" class="wp-image-3499" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Les_4_captifs_desjardin-1024x878.jpg 1024w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Les_4_captifs_desjardin-300x257.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Les_4_captifs_desjardin-768x658.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Les_4_captifs_desjardin-370x317.jpg 370w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Les_4_captifs_desjardin-970x831.jpg 970w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Les_4_captifs_desjardin.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption>&#8220;Les quatre captifs&#8221; (1679-1682), de Martin Desjardins (1637-1694). Louvre. Foto: R. Gabriel Ojéda.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Apresentava junto a eles,  medalhões em bronze (troféus da antiguidade) e placas em baixos-relevos com inscrições glorificando o rei por suas conquistas militares após a assinatura do <strong>Tratado de Nimega</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="destruicao-da-estatua" style="color:#a30000">Destruição da Estátua:</h2>



<p class="has-regular-font-size">A estátua de bronze dourada do rei acabou sendo destruída e derretida durante a Revolução Francesa (1792), enquanto que os baixos-relevos de bronze que adornavam o pedestal, assim como as estátuas dos <em><strong>Quatro cativos</strong></em> escaparam milagrosamente da loucura destrutiva dos revolucionários, pois foram consideradas vítimas do poder absoluto, e assim as correntes que os prendiam, foram quebradas.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/destruicao_estatua_de_Luis_XIV_Praca_das_Vitorias.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="677" height="534" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/destruicao_estatua_de_Luis_XIV_Praca_das_Vitorias.jpg" alt="" class="wp-image-3500" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/destruicao_estatua_de_Luis_XIV_Praca_das_Vitorias.jpg 677w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/destruicao_estatua_de_Luis_XIV_Praca_das_Vitorias-300x237.jpg 300w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/destruicao_estatua_de_Luis_XIV_Praca_das_Vitorias-370x292.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 677px) 100vw, 677px" /></a><figcaption>&#8220;Estátua em pé de Luís XIV &#8220;, de Martin Desjardins destruída na Praça das Vitórias, agosto de 1792.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">No local vazio onde estava a estátua de  <strong>Luís XIV</strong> em pé, os revolucionários colocaram um pirâmide de madeira com os nomes dos cidadãos mortos durante os conflitos do dia 10 de agosto de 1792. Segundo a lenda <strong>Napoleão Bonaparte I </strong>(1804-1815) mandou retirar para fazer lenha para aquecer seus soldados que passavam frio.</p>



<p class="has-regular-font-size">Depois ainda surgiram outros projetos para glorificar heróis militares mortos nas guerras napoleônicas, como: O general <strong>Jean-Baptiste Kléber </strong>(1753-1800) e <strong>Louis Charles Antoine Desaix</strong> (1768-1800). </p>



<p class="has-regular-font-size">Entre os dois, por razões estéticas e políticas Napoleão escolheu o general <strong>Desaix</strong> para ser homenageado. </p>



<p class="has-regular-font-size">A estátua colossal do escultor <strong>Claude Dejoux </strong>(1732-1816) que levou quase oito anos para ser executada foi inaugurada por <strong>Napoleão Bonaparte</strong> em 1810, representado<strong> Desaix</strong> nu idealizado e heroico como nas esculturas das antiguidades romanas. Mas por acharem indecente pela população conservadora foi retirada em 1814. </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Monumento_Desaix_place_des_Victoires_Paris.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="772" height="1024" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Monumento_Desaix_place_des_Victoires_Paris.jpg" alt="Place des Victoires em Paris" class="wp-image-3503" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Monumento_Desaix_place_des_Victoires_Paris.jpg 772w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Monumento_Desaix_place_des_Victoires_Paris-226x300.jpg 226w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Monumento_Desaix_place_des_Victoires_Paris-768x1019.jpg 768w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Monumento_Desaix_place_des_Victoires_Paris-370x491.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 772px) 100vw, 772px" /></a><figcaption>Estátua do general Desaix (1810), de Claude Dejoux (1732-1816). Praça des Victoires, Paris (1810). Derretida em 1814</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">O bronze derretido serviu para erguer a <strong>2° Estátua equestre de Henrique IV </strong>(1589-1610), na <strong>Ponte Neuf</strong>.</p>



<h2 class="has-text-color wp-block-heading" id="a-estatua-equestre-de-luis-xiv" style="color:#a30000">A estátua equestre de Luís XIV </h2>



<p class="has-regular-font-size">A estátua equestre de Luís XIV foi inaugurada na Praça das Vitórias, em 25 de agosto de 1822. Obra do escultor monegasco, <strong>François Joseph Bosio </strong>(1768-1845). </p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_des_Victoires_Louis_XIV.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" width="512" height="768" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_des_Victoires_Louis_XIV.jpg" alt="Place des Victoires em Paris" class="wp-image-3506" srcset="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_des_Victoires_Louis_XIV.jpg 512w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_des_Victoires_Louis_XIV-200x300.jpg 200w, https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Place_des_Victoires_Louis_XIV-370x555.jpg 370w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><figcaption>Estátua Luís XIV na Praça des Victoires, de Bosio. Foto: Remi Jouan.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Uma representação do rei <strong>Luís XIV</strong> (1643-1715) vestido como um imperador romano, montado num cavalo empinado, olhar sério e rigoroso, segura com a mão direita o <strong>Tratado de Paz Nimega</strong>. </p>



<p class="has-regular-font-size">O pedestal que sustenta a estátua é obra do arquiteto <strong>Jean-Antoine Alavoine</strong> (1778-1834) e está adornado por dois baixos-relevos em bronze de <strong>François Joseph Bosio</strong> que relata feitos de Luís XIV: “<em>A Passagem do Reno</em>” e &#8220;<em>Instituição da Ordem Real e Militar de Saint Louis, em 1693</em>&#8220;.</p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Estatua_equestre_de_Luis_XIV_Place_des_Victoires-1024x683-1.jpg"><img decoding="async" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/Estatua_equestre_de_Luis_XIV_Place_des_Victoires-1024x683-1.jpg" alt="Place des Victoires em Paris" class="wp-image-3505"/></a><figcaption>Estátua equestre de Luís XIV, de F. J. Bosio, na Praça des Victoires, em Paris. Foto: Autor desconhecido.</figcaption></figure></div>



<p class="has-regular-font-size">Alguns edifícios da época sofreram transformações por conta dos alargamentos das ruas que chegam na Praça. A Estátua de <strong>Luís XIV</strong> foi restaurada em 2005.</p>



<p class="has-text-color has-background has-larger-font-size" style="background-color:#feff00;color:#212222"><em><strong>Gostaria de conhecer a Place des Victoires em Paris e outras lugares comigo? Clique no botão abaixo para mais informações ou no botão do Whatsapp para um contato mais dinâmico.&nbsp;Até breve! Tom Pavesi!</strong></em></p>



<div class="wp-block-image is-style-default"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="300" height="89" src="https://segredosdeparis.com/wp-content/uploads/2021/04/agendar_passeios.png" alt="" class="wp-image-3511"/></figure></div>



<p><strong>Foto da capa</strong>: Albert</p>



<p><strong>Fontes</strong>: </p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>&#8221;&nbsp;Place des Victoires. Histoire, architecture, société&#8221;</em>, Alexandre Gady e Isabelle Dubois (Ed. Maison des sciences de l&#8217;homme, 2004)</li><li><em>&#8220;Place des Victoires&#8221;.</em> Wikipédia França.</li><li>&#8220;<em>La Place des Victoires&#8221;</em>, de Fernand de Saint-Simon (Ed. Vendôme, 1984).</li><li><em>&#8220;Quatre captifs&#8221;</em>. Museu do Louvre.</li></ul>
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